Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Camilo reafirma apoio à reeleição de Eunício Oliveira

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

O governador Camilo Santana fez, na noite de terça-feira, em Caucaia (RMF), um verdadeiro desabafo em meio a cobranças sobre o porquê do apoio à reeleição do senador Eunício Oliveira. Lembrou que enfrenta oposição do Planalto e que o País vive crise que deixa os Estados em situação de arrocho em todos os sentidos.

Por causa desse cenário, procurou o apoio de Eunício, o único senador cearense a lhe dar a mão na hora da dificuldade e assumir, com ele, a responsabilidade de buscar e liberar recursos para grandes projetos e programas do interesse do Estado e da população.

Além de Eunício, que foi adversário de Camilo na disputa pelo Governo em 2014, são senadores pelo Ceará o tucano Tasso Jereissati, oposição, e José Pimentel, petista como Camilo, mas que integra grupo da deputada federal Luizianne Lins (PT), que se afastou do Palácio da Abolição quando o governador estreitou laços políticos com os Ferreira Gomes.

(Foto – Divulgação)

Coordenador da campanha de Ciro doa R$ 1 milhão para a campanha de Cid Gomes

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O empresário Prisco Bezerra doou R$ 1 milhão para a campanha do candidato ao Senado, Cid Gomes (PDT), informa a Coluna Radar, informação já divulgada pela empresa local.

Pode-se dizer que a doação carrega forte interesse próprio: Prisco é 1º suplente de Cid na chapa.

Irmão do prefeito de Fortaleza, Prisco também atua como coordenador financeiro da campanha de Ciro Gomes à Presidência.

Ao TSE, Prisco declarou possuir R$ 64 milhões em bens.

Bolsonaro passa bem após nova cirurgia, diz hospital

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi submetido no final da noite dessa quarta-feira (12) a uma cirurgia para correção de aderência na região abdominal. Após mais de uma hora de operação, o Hospital Albert Einstein informou na madrugada desta quinta-feira (13) que o procedimento foi “bem-sucedido”.

A assessoria do hospital informou ainda que maiores detalhes serão fornecidos nesta quinta-feira por volta das 10h em um novo boletim médico. A cirurgia foi acompanhada pela mulher de Bolsonaro, Michelle, que está em São Paulo, e por assessores.

Bolsonaro vinha experimentando melhoras no seu estado clínico. Depois de passar os últimos dias sem febre nem sinais de infecção e submetido a medidas de prevenção de trombose venosa, Bolsonaro teve um agravamento do quadro de saúde ao longo dessa quarta-feira (12).

Terça-feira (11), havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Além disso, iniciou a alimentação por via oral, que foi suspensa depois dos problemas apresentados.

Nessa quarta-feira, o candidato reclamou de dores e náuseas, o que fez os médicos retomarem a alimentação via venosa, suspendendo a ingestão de alimentos.

Por volta das 22h30, o Hospital Albert Einstein informou que o candidato seria submetido a uma cirurgia, pois apresentou “distensão abdominal progressiva e náuseas, foi submetido a uma tomografia de abdômen”.

Bolsonaro fez o exame que mostrou a presença da obstrução e a indicação foi o tratamento cirúrgico.

(Agência Brasil / Foto: Arquivo)

PT deflagra nesta quinta-feira a campanha de Haddad no Ceará

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O PT do Ceará vai deflagrar, a partir desta quinta-feira, 13, o Setembro Vermelho. A ordem é iniciar a campanha Haddad-Manu-Camiloa em Fortaleza.

Na agenda, segundo a direção estadual petista, a ocupação de mais de 30 cruzamentos com bandeiraço e adesivaço das 7 às 9 horas. Já na parte da tarde, haverá concentração na Avenida 13 de maio, a partir das 16 horas, com a presença do governador Camilo Santana.

De lá, Camilo seguirá com a juventude petista até a sede do Comitê do Povo, localizado na Avenida 13 de maio, 2072 onde participará da Plenária 13 do Campo e da Cidade, a partir das 18 horas.

No encerramento do dia, acontecerá o lançamento do Comitê 13 da Cultura, na Avenida Pessoa Anta, 218, Praia de Iracema.

Paraná Pesquisa: Bolsonaro lidera e Ciro vem em segundo

Uma pesquisa divulgada, nesta quarta-feira, mostra o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, na liderança pela disputa presidencial. Ele registrou crescimento de 2 pontos percentuais em relação a pesquisa divulgada em agosto: passou de 22% para 26,6% das intenções de voto.

Em 2º, aparece Ciro Gomes (PDT) com 11,9%. Em seguida, Marina Silva (Rede), que fica com 10,6%. Geraldo Alckmin (PSDB), com 8,7%, e Fernando Haddad (PT) pontuando 8,3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

(Site Poder 360)

Ciro diz que demitiria e prenderia o General Villas Boas

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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta quarta-feira (12) que em seu governo o chefe das Forçar Armadas, o general Eduardo Villas Bôas, teria sido demitido por sua fala pública sobre a instabilidade política no Brasil, e “provavelmente pegaria uma cana”.

“No meu governo, militar não fala em política. Ele estaria demitido e provavelmente pegaria uma cana. Eu conheço bem o general Villas Bôas. Ele está fazendo isso para tentar calar as vozes das cadelas no cio que estão se animando, o lado fascista da sociedade brasileira”, afirmou Ciro em sabatina do jornal O Globo.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Villas Bôas afirmou que “a legitimidade do novo governo” poderia ser questionada se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse candidato ao Palácio do Planalto.

O candidato do PDT também criticou o general Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). “O general Mourão (vice de Bolsonaro) é um jumento de carga, que tem entrada no Exército. Quem manda nesse País é nosso povo. Tutela, sargentão dizendo que vai fazer isso e aquilo, comigo não acontecerá. Sob a ordem da Constituição, eu mando e eles obedecem. Quero as Força Armadas poderosas, modernas, altivas. Não quero envolvidas no enfrentamento do narcotráfico, isso é papo de americano”, disparou Ciro.

Mourão defendeu a possibilidade de, em caso de assumir o governo, o presidente da República poderá fazer um “autogolpe” com o apoio das Forças Armadas para conter uma “anarquia”. “O próprio presidente é o comandante-chefe das Forças Armadas, ele pode decidir isso. Ele pode decidir empregar as Forças Armadas. Aí você pode dizer: “mas isso é um autogolpe”, disse Mourão à Globonews nesta sexta-feira (7).

O militar também chamou de “herói” o coronel Brilhante Ustra, falecido e apontado como torturador durante a Ditadura Militar (1964-1985).

De acordo com Ciro, o eleitor que “vota em (Jair) Bolsonaro quer matar” o Brasil. “Bolsonaro, uma aberração, sofre um atentado. Aí vai o Magno Malta, o Silas Malafaia… O filho dele diz ‘vamos ganhar essa bagaça no primeiro turno’. Estão insultando a inteligência da população. Estou tentando propor um caminho mais racional”, acrescentou.

(Brasil 247)

Eleição não vai rimar com renovação

Com o título “Eleição sem renovação”, eis artigo de Cleyton Monte, cientista político. Ele bate na tecla do cenário eleitoral de apatia que se registra no País e critica o fundo eleitoral, com perspectiva de assegurar a manutenção da mesmice política. Confira:

Um dos princípios básicos da democracia é a renovação de suas lideranças. A manutenção de velhas figuras facilita a reprodução de privilégios, dificulta a canalização de demandas, trava o diálogo e engessa as estruturas de poder.

Assistindo a propaganda eleitoral é possível observar uma eleição sem renovação. Os mesmos nomes e vícios duelam por cadeiras no Legislativo e no Executivo. Políticos que ocupam cargos desde a década de 1980. As figuras que se dizem novas na verdade reciclam velhos discursos ou radicalizam pautas recentes. Essa percepção contraria as expectativas dos que acreditavam na crise política como grande oportunidade para oxigenar as instituições e reformular o debate. O que isso revela?

A corrida presidencial de 2018 começou cedo. Logo após o impeachment de Dilma Rousseff (2016), a imprensa e alguns partidos tentaram emplacar rostos famosos. Celebridades do porte de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e Datena entraram nesse time. Apesar de serem vendidos como novos e outsiders, não conseguiram se movimentar pelas infindáveis articulações partidárias. É bem verdade que não traziam bases sociais consistentes. Entretanto, não deixa de ser um sinal claro do travamento do sistema político brasileiro. A reprodução de lideranças tradicionais não foi interrompida pelas operações contra corrupção. A aprovação e uso do Fundo Eleitoral simbolizam esse esforço para beneficiar parlamentares e governantes que estão no poder, fortalecendo, principalmente, os líderes partidários. Para comprovar essa questão, basta checar as candidaturas homologadas.

O resultado mais imediato desse panorama é a visão de que tudo continua do mesmo jeito. A apatia ganha terreno e reforça a perspectiva de distanciamento social. Vota-se com frequência no “menos pior”. O problema não é só de liderança. Vivemos um apagão de novas ideias. Parece-me que a política brasileira tem sérias dificuldades para se conectar com a realidade complexa do século XXI. Reconhecendo as raras e prestigiosas exceções, candidatos ao Governo e ao Legislativo desfilam com propostas irrealizáveis, ultrapassadas ou simplórias. Assim, as crises se aprofundam e o potencial de transformação da democracia recebe uma forte punhalada!

*Cleyton Monte

cleytonufc@hotmail.com

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e membro do Conselho de Leitores do O POVO.

Camilo faz campanha no Planalto Airton Sena

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Nesta manhã de quarta-feira, o governador Camilo Santana fez campanha pelas ruas do Planalto Airton Sena. Ele conversou com populares, expôs metas de uma nova gestão e, principalmente, posou em selfies com grupo de eleitores.

Com ele, estava o seu fiel escudeiro, o vereador Acrísio Sena, candidato a deputado estadual pelo PT.

Para não sair do roteiro, Camilo exercitou o paladar. Provou, no meio do percurso, um gostoso sorvete de açaí.

(Foto – Facebook de Acrísio)

Hélio Góis sugere construir presídio em local onde celular não pega para barrar ação da bandidagem

Proposta do candidato a governador pelo PSL, Hélio Goís, para driblar a comunicação entre presos via celular nas unidades prisionais:

“Eu tenho viajado pouco, mas eu viajo pelo Ceará. Tem área que o celular não pega. Então, por que não instalar presídio lá?”

A fala surgiu durante a sabatina que a Rádio O POVO/CBN promoveu nessa terça-feira com o bolsonarista.

General Theophilo – Na agenda, entrevistas ao vivo a emissoras de TV e carreata em Pajuçara

O General Theophilo, candidato a governador pelo PSDB, dará entrevista ao vivo, a partir das 11h45min, ao CE TV  1ª Ediçãoo, da TV Verdes Mares, dentro de um ciclo de conversas que a emissora trava com os principais postulantes ao Palácio da Abolição.

Em seguida, ele repetirá a dose na TV Diário.

O próximo compromisso de campanha do General será a partir das 18 horas, numa carreata pelas ruas de Pajuçara, no município de Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza).

(Foto – Divulgação)

Supremo arquiva denúncia contra candidata a vice de Ciro Gomes

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, por maioria, arquivou denúncia contra a senadora e candidata à vice-Presidência da República, Katia Abreu, por falta de elementos concretos criminatórios declarados em colaboração premiada da operação “lava-jato”. Os ministros entenderam que as apurações se baseavam apenas em relatos de colaboradores, sem provas após 15 meses. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pelo imediato arquivamento da denúncia. Segundo o ministro, os depoimentos de colaboração premiada não frágeis e não oferecem suporte a investigação. A informação é do site Consultor Jurídico

“Neste tempo todo não se conseguiu reunir elementos mínimos de provas. É mais um caso de delação premiada em que não há provas concretas. Isso quase virou um balcão de negócios. Essa montanha de delatores da Odebrecht são testemunhas de “ouvi dizer”. Isso não vale nada. Temos que ter um posicionamento muito claro”, criticou.

O ministro Dias Toffoli seguiu o entendimento ao afirmar que é uma colaboração que mostra que Kátia Abreu é isenta. “Isso não podia nem ter chegado aqui. Tinha que ter arquivado”, afirmou. O presidente da Turma, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou estar espantado. “O que se espanta nesse caso, em mais de um ano, é que nunca se encontrou nada contra a senadora. Não pode esse constrangimento ilegal e psicológico”, disse.

Divergiu

O ministro Edson Fachin foi o único a divergir ao afirmar que os fatos eram verídicos. “As declarações também mostraram prova documental, dinheiro ilícito no período da campanha eleitoral”, disse.

As colaborações apontaram que, em 2014, a então senadora, por intermédio de Moises Pinto, seu marido, teria recebido dinheiro ilícito no período da campanha eleitoral para o Senado.

O representante do Ministério Público Federal, Juliano Baiocchi, pediu o não arquivamento da denúncia. Para ele, é preciso manter a unicidade da investigação desses fatos, já que as condutas dos investigados estão intrinsecamente relacionadas, a ponto de uma eventual cisão resultar, neste momento, em prejuízo para a persecução criminal.

(Foto -Divulgação)

Ciro Gomes ganha apoio de centrais sindicais

O candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, prevendo a batalha pelo voto da esquerda, acaba de conseguir o apoio de quatro das cinco maiores centrais sindicais: Força, UGT, CSB e Nova Central.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

As entidades fecharam documento intitulado “Trabalhadores com Ciro” e anunciaram que vão fazer um ato em São Paulo para o pedetista.

(Foto – Facebook)

Em Cruz, ex-prefeito petista só apoia pedetista. E abertamente

O Partido dos Trabalhadores não está gostando nada do apoio que o ex-prefeito de Cruz, Adauto Mendes, está dando a candidatos que não integram a legenda.

Neste cartaz, por exemplo, que convida para a inauguração de um comitê do PT nesse município, nada de postulantes petistas, mas apoio a Robério Monteiro (PDT) para a Câmara dos Deputados, e à reeleição de Sergio Aguiar (PDT) para a Assembleia Legislativa.

Tem gente que quer acionar o Conselho de Ética do PT, mas, ao mesmo tempo, fica na dúvida: tem liderança grande do partido nessa mesma situação, embora de um jeito informal.

(Cartaz no Facebook de Adauto Mendes)

Federação da Agricultura vai ouvir propostas dos candidatos ao Governo

Flávio Saboya, que preside a entidade, vai entregar propostas do setor a cada posulante.

Da Coluna do Eliomar de Lima, do O POVO nesta quarta-feira:

Os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para o Governo do Ceará vão ser ouvidos pela Federação da Agricultura do Estado. Anuncia o presidente da entidade, Flávio Saboya, que marcou o encontro para o próximo dia 19. Será na sede da Faec (Avenida Eduardo Girão, 317), a partir das 12 horas. Estarão presentes os representantes dos 50 sindicatos filiados à Federação.

O governador Camilo Santana (PT) será o primeiro convidado a expor seus planos para a agricultura. Depois, às 13 horas, a vez do General Theophilo (PSDB), seguindo-se Hélio Gois (PSL), às 14 horas e, por último, Aílton Lopes (Psol). Todos receberão um documento prévio da entidade onde estão expostas as reivindicações do setor agrícola que, de acordo com Flávio Saboya, nem seria muita coisa. Resume-se em mais crédito e segurança no campo.

Um detalhe curioso: a Faec incluiu Aílton Lopes, aquele que nunca foi convidado a falar na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Em Caucaia, Camilo reitera apoio a Eunício e diz: foi o único senador que ajudou na gestão

O governador Camilo, Santana (PT) mandou um recado, nessa noite de terça-feira, durante ato de campanha em Caucaia: apoia e continuará apoiando a reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB) por questão de gratidão e reconhecimento. Disse que, como gestor público, sofreu, pois enfrentava a oposição do governo de Brasília. O presidente Temer é do MDB.

“Fui eu que fui atrás de Eunício, pedi ajuda e apoio e, tanto ele como eu, temos responsabilidade de trabalhar pelo povo do Ceará”, revelou o governador, mesmo tendo sido o emedebista seu adversário na disputa pelo Governo em 2014. Eunício estava no palanque, ao lado do presidente regional do DEM, Chiquinho Feitosa.

Além de Eunício, são senadores pelo Ceará o tucano Tasso Jereissati, hoje apoiando o General Theophilo para o Governo, e o petista José Pimentel, que se afastou do Palácio da Abolição por integrar grupo da deputada federal Luizianne Lins (PT) contrário à aproximação de Camilo com os Ferreira Gomes.

Camilo fez esse pronunciamento durante de evento de campanha em favor de Erika Amorim, mulher do prefeito Naumi Amorinm e candidata a deputada estadual pelo PMB, e da reeleição do deputado federal Domingos Neto (PSD).

General Mourão quer substituir Bolsonaro em debates

O general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência, disse ontem que a campanha consultará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber da possibilidade da sua participação nos debates na TV, em substituição a Bolsonaro, que ainda se recupera da cirurgia feita em decorrência do atentado sofrido em Juiz de Fora (MG).

Mourão esteve em Brasília para uma reunião com aliados. “A gente pode solicitar se o Tribunal autoriza. Vai depender da autorização do Tribunal. Porque vamos lembrar da situação do Lula e do Haddad, apesar de serem situações distintas”, disse referindo-se à impossibilidade de Haddad, candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula, de participar dos debates e entrevistas.

Na entrevista, ainda no aeroporto, Mourão disse que manterá as atividades que estavam previstas, como encontros com empresários e produtores rurais.

No fim do dia, ele embarca para o Paraná, onde terá encontros em Cascavel e Londrina. Na semana que vem, estará no interior de São Paulo para reforçar a campanha na base do candidato tucano Geraldo Alckmin.

Mourão ressaltou que não substitui Bolsonaro em atividades de rua. “Esse negócio de eventos de rua, ser carregado pelos ombros, não pertence a mim. Eu não sou o cara de rua. O cara de rua é ele. Ele é o líder de massa”, disse, acrescentando que a equipe de campanha discute as estratégias que serão tomadas nesta reta final.

Ele afirmou “desconfiar” de pesquisas que apontaram grandes índices de rejeição a Bolsonaro. “Eu tenho desconfiança, pois todo lugar que vou converso com pessoas das mais diferentes camadas sociais e não vejo que essa rejeição seja tão grande assim. Não vou dizer que a pesquisa está errada, pois seria uma leviandade. Mas prefiro esperar um pouco mais”.

Sobre o tom da campanha, pós-atentado a Bolsonaro, ele disse que é fase de desconstruir os discursos adversários. “Temos de ter um discurso de desconstruir algumas coisas que foram colocadas, como aquela questão das mulheres e da violência. Colocaram que ele (Bolsonaro) não respeita as mulheres. É preciso desconstruir isso”, comentou.

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse ontem que a facada sofrida por Bolsonaro desmoralizou sua defesa de armar a população. “A proposta de Bolsonaro não foi desmoralizada por um discurso, mas por um ato. O ato desmoralizou. Ela não funciona. (Se) Não funcionou para ele, altamente protegido, por que vai funcionar para a dona de casa?”, disse a ex-ministra, em sabatina no jornal O Globo, no Rio.

“Graças a Deus ele não morreu, que aquela pessoa não tinha arma de fogo. Se a proposta do Bolsonaro já estivesse aprovada, arma de fogo na mão de todo mundo, o que poderia ter acontecido com ele e com as pessoas que estavam lá?”, continuou. “Foi uma demonstração concreta de que isso não funciona. Ele estava com vários policiais federais armados, PMs, tinha segurança pessoal, um contingente enorme, e isso não o protegeu de uma facada de uma pessoa que fez aquele ato inaceitável”.

(Agência Estado)

Jair Bolsonaro sobe 4 pontos e chega a 26% após atentado, diz Ibope

Saiu pesquisa do Ibope nesta terça-feira, 11, com novos números de intenção de voto na disputa pela Presidência da República. No primeiro levantamento do instituto de pesquisas depois do atentado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira, 6, o presidenciável aparece com 26% da preferência, crescimento de quatro pontos porcentuais em relação à pesquisa Ibope anterior, divulgada em 5 de setembro.

A oscilação na intenção de voto de Bolsonaro, esfaqueado em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), foi acima da margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O porcentual atingido pelo deputado federal diz respeito à intenção de voto estimulada, ou seja, quando os nomes dos presidenciáveis são apresentados aos entrevistados.

Depois do deputado federal há um quádruplo empate técnico no segundo lugar. Ciro Gomes (PDT) aparece com 11%; Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin, com 9% cada; e Fernando Haddad (PT), com 8%. No levantamento anterior, Ciro e Marina tinham 12% cada, Alckmin os mesmos 9% e Haddad, 6%.

Fernando Haddad foi oficializado nesta terça como candidato ao Palácio do Planalto pela coligação petista, substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No novo levantamento Ibope, Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) têm 3% cada um, empatados na margem de erro com Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU), que aparecem com 1% cada. Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Votos em branco e nulos somam 19% e eleitores que não sabem ou não responderam, 7%.

A pesquisa Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 cidades entre os dias 8 e 10 de setembro. Foram realizadas 2.002 entrevistas com eleitores de 145 cidades. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR05221/2018.

Intenção de voto espontânea

Em relação ao voto espontâneo, isto é, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Jair Bolsonaro foi citado por 23% dos eleitores, seis pontos porcentuais a mais do que na última pesquisa. Barrado pelo TSE no final de agosto, Lula teve redução de sete pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, de 15% para 8%.

Em seguida, aparecem empatados na margem de erro Ciro Gomes, citado por 5%; Geraldo Alckmin, por 4%; Marina Silva, por 3%; João Amoêdo, por 2%; Alvaro Dias e Henrique Meirelles, por 1% cada. Os demais presidenciáveis não pontuaram.

Responderam que votariam em branco ou nulo 18% dos eleitores e 21% não souberam ou preferiram não responder.

Rejeição aos candidatos

Conforme o Ibope, a rejeição a Jair Bolsonaro, que era de 44% na semana passada, caiu três pontos porcentuais e chegou a 41% depois do atentado à faca sofrido por ele.

Em seguida, como mais rejeitados, aparecem Marina Silva, que passou de 26% para 24%; Fernando Haddad, que manteve 23%; Ciro Gomes, que foi de 20% para 17%; e Geraldo Alckmin, que oscilou de 22% para 19%.

Henrique Meirelles, Cabo Daciolo, José Maria Eymael, Vera Lúcia e Guilherme Boulos são rejeitados por 11%, enquanto 10% responderam que não votariam de jeito nenhum em João Amoêdo e 9%, em Alvaro Dias. João Goulart Filho é rejeitado por 8% dos eleitores.

Os que responderam que poderiam votar em todos os candidatos são 2%; os que não souberam ou preferiram não responder são 11%.

(Veja)

Ibope aponta melhor desempenho de Bolsonaro, mas Ciro mantém vantagem em caso de segundo turno

O Instituto Ibope divulgou hoje (11) nova pesquisa de intenção de votos para os candidatos a presidente. De acordo com a pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto. Na sequência, há quatro candidatos tecnicamente empatados disputando o segundo lugar: Ciro Gomes (PDT) com 11%; Marina Silva (Rede), 9%; Geraldo Alckmin (PSDB), 9%; e Fernando Haddad (PT), 8%.

Após esse grupo, seguem tecnicamente empatados com 3% das intenções de voto: Alvaro Dias (Podemos); João Amoêdo (Novo); e Henrique Meirelles (MDB). Vera Lúcia (PSTU) e Cabo Daciolo (Patriota) foram indicados por 1% dos eleitores.

Segundo o Ibope, Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. O percentual de votos em branco ou nulos é de 19%. Sete por cento dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

Entre as duas pesquisas Álvaro Dias e João Amoêdo mantiveram 3% das intenções de voto, e Henrique Meirelles oscilou de 2% para 3%. A proporção de votos nulos ou em branco caiu de 21% para 19%. O percentual de quem não sabe ou não quis declarar a intenção de voto manteve-se em 7%.

A pesquisa tem margem de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos de cada resultado apurado.

A pesquisa foi feita entre 8 e 10 de setembro, dois dias após o ataque a faca contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). Foram ouvidos 2.002 eleitores. Não foi informado o número de municípios. Conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa é iniciativa do próprio Ibope Inteligência Pesquisa e Consultoria Ltda e tem o número BR-05221/2018.

Jair Bolsonaro manteve a maior taxa de rejeição: 41%, três pontos percentuais abaixo do verificado na pesquisa anterior. A rejeição de Marina Silva caiu de 26% para 24%. Fernando Haddad manteve a taxa em 23%; enquanto Geraldo Alckmin teve queda de 22% para 19% e Ciro Gomes teve diminuição de 20% para 17%.

O Ibope ainda projetou quatro cenários para o 2º turno. Em eventual disputa entre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, o candidato do PDT teria 40% das intenções de voto e o presidenciável do PSL teria 37%.

No segundo cenário, Geraldo Alckmin tem 38% das intenções de voto e Jair Bolsonaro, 37%. Em um hipotético confronto no 2º turno, Marina Silva e Jair Bolsonaro ficariam empatados com 38% das intenções de voto. Na disputa entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, a vantagem é para o deputado federal e ex-capitão do Exército. Bolsonaro venceria com 40% das intenções de voto contra 36% do petista.

(Agência Brasil)