Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

É preciso cautela

Editorial do O POVO deste sábado (27) avalia a tensão nos dias que antecederam a eleição deste domingo (28), Confira:

Nesses dias que antecedem a eleição foram registradas operações da Justiça para conter supostas práticas de propaganda eleitoral em universidades públicas de várias partes do País. Por decisão da Justiça Eleitoral, foram proibidas aulas públicas com temas presentes na campanha, como fascismo, democracia e ditadura. Foi o caso, por exemplo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na de Grande Dourados (MS). Na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, foi ordenado que se retirasse uma faixa com os dizeres “Direito UFF antifascista”. Várias outras instituições universitárias tiveram problemas parecidos.

Mas o alvo dos juízes eleitorais não se restringe às universidades. O bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antônio da Silva, foi notificado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para que se abstenha de “fazer propaganda eleitoral de qualquer natureza (direta ou indireta) em benefício de quaisquer dos candidatos em tempos religiosos, em face da expressa proibição legal”.

Segundo o TRE-PE, a medida foi tomada devido a “denúncias” de que dom Limacêdo estaria “fazendo apologia de certa candidatura e dizendo para não votar na outra, induzindo o voto dos fiéis”. No entanto, a assessoria da arquidiocese afirma que o bispo não menciona nome de candidatos durante a pregação. Seus comentários, segundo a assessoria, restringem-se a destacar a importância de os eleitores votarem de acordo com os preceitos do Evangelho, respeitando os direitos humanos, a não-violência e a democracia.

O que, aliás, é o que consta de uma nota oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a respeito das eleições.

A lei eleitoral (9.504/1997) estabelece que só pode ser considerada propaganda eleitoral em instituições públicas quando há pedido explícito de voto a um determinado candidato, pelo seu nome ou número. Assim, como enquadrar os debates universitários sobre fascismo e democracia na lei, se não houver propaganda de um candidato ou de outro?

Quanto à proibição de o bispo Limacêdo de manifestar-se em suas homilias, é mais difícil ainda encontrar justificativa razoável na lei para a decisão do TRE-PE. Mesmo porque igrejas das mais diversas denominações vêm fazendo campanha aberta pelos candidatos de sua preferência, sem que seus pastores sejam incomodados.

Assim, tem razão o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ao pedir “cautela” à Justiça Eleitoral para evitar exageros nas ações contra as universidades. Poder-se-ia acrescentar o mesmo conselho à Justiça Eleitoral de Pernambuco, em relação a dom Limacêdo.

Aos que farão história

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (27), pelo jornalista Érico Firmo:

A história não é linear. É construção sinuosa e conflituosa, com avanços e recuos. No caminho, ficam lições. Retrocessos ocorrem quando aprendizados são ignorados. O mundo se move, todavia. O atraso até prevalece ocasionalmente, mas não perdura.

É uma derrota que questões tão fundamentais e discussões dadas por superadas se tornem centrais no debate eleitoral. Com todas suas imperfeições e limitações, a experiência histórica não construiu nada melhor que a democracia. Ela não está em votação. Trata-se de garantia e direito de todos. Não pode ser suprimida nem pelo desejo da maioria. Não se trata apenas do regime em que decide quem tem mais votos. É, sobretudo, aquele no qual as minorias têm voz, espaço, representação e valor. O direito criticar e fazer oposição é fundamento civilizatório.

Assim como o respeito às diferenças, à multiplicidade social, cultural e ideológica é lição da história. Sempre que se tentou suprimir o diferente, houve violência. Simbólica, real. Houve sangue. Da mesma maneira como superar as desigualdades – os contrastes não de perfis, gostos e pensamentos, mas de oportunidades e direitos – é outro legado dos séculos de amadurecimento das sociedades.

O diálogo, e não a agressão; o respeito, e não o desprezo; a compreensão, e não a intolerância; a inclusão, em todas as suas dimensões, e não a segregação. Esse é um legado de quem acertou e errou antes de nós. Percursos já trilhados, e que nos ensinam.

A história não começa agora. Muitos erros, de muitos e muitos, trouxeram o Brasil até este momento. Mas, também houve acertos. Três indicadores: a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais chegou a 7% em 2017. Na década de 1950, era de 50,6%. Mais da metade da população não era capaz de ler e escrever (dados do IBGE). Em 1950, a mortalidade infantil era de 135 por mil nascidos. Em 2016, chegou a 14 por mil. Também em 1950, a expectativa de vida do brasileiro era de 48 anos. Hoje é de 75 anos. O País tem muito a avançar, mas o passado não era melhor. Era muito pior. Avançamos.

Hoje, as divergências, tão profundas, são tratadas nas urnas e no voto. No qual cada um vale tanto quanto qualquer dos outros. Isso é lindo e poderoso.

Pense o que pensar, cada um pode defender aquilo em que acredita. Isso não é dádiva gratuita. A liberdade de expressão é conquista pela qual muitos foram presos, torturados e morreram. Num Brasil tão dividido, é maravilhoso termos possibilidade de discordar, de se opor, de contestar, de debater.

Foram eleições furiosas, violentas. Parte do Brasil sai dessa eleição com olhar de incompreensão para a outra, e vice-versa. Não há, entretanto, opção ao reencontro. O entendimento terá de se estabelecer, sob bases mínimas de concordância. Há muitas divisões, mas a experiência histórica nos legou consensos mínimos, dos quais falei acima. É preciso lembrá-los e reafirmá-los. Não se pode jogar fora tudo que caminhamos. Não podemos reiniciar nossa caminhada do zero. Há uma história e um legado.

História que não é linear e está em permanente movimento. A eleição de amanhã estará nos livros como o dia em que o Brasil decidiu um caminho. Talvez como nunca em nossa história, as opções são radicalmente antagônicas. Nunca uma opção de voto foi tão contrastante com a outra. O momento é histórico, uma história a ser construída por cada eleitor. Cada decisão.

Amanhã é dia de fazer história com o voto, mas a construção persistirá na segunda-feira pelos anos porvir. A história não acaba. O início desse novo Brasil não pode ser delegado a quem quer que seja eleito. É tarefa coletiva e intransferível. Será preciso reencontrar as diferenças e os diferentes e construir entendimentos possíveis. Não será o País feito com alguns se nós e sem outros. Não existe opção à nossa diversidade, aos nossos contrastes e contradições. Seguiremos com eles.

Esta eleição tem um simbolismo. Há 29 anos, as eleições diretas para presidente foram retomadas. Depois de 29 anos sem o eleitor poder escolher o chefe do Executivo. Não foi conquista que veio de graça.

Confira os estados que vão adotar a Lei Seca neste domingo

Assim como no primeiro turno, diversos estados terão restrições à venda de bebida alcoólica neste domingo (28), segundo turno das eleições. A questão é definida pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas secretarias de Segurança Pública de cada estado. A medida tem o objetivo de evitar que o abuso de álcool potencialize conflitos em um dia em que a disputa política costuma acirrar os ânimos.

Confira a situação em alguns estados

Acre
No Acre, cada zona eleitoral ficou responsável pela definição de horários próprios, que variam entre as cidades. Na capital, Rio Branco, em Porto Acre, Bujari, Sena Madureira e Santa Rosa, a proibição vai vigorar das 18h deste sábado (27) às 16h de domingo (28). Em outras cidades, o início e o fim da restrição são diferentes, como no caso de Xapuri, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo Porto Walter e Rodrigues Alves (desde a 0h de domingo), ou Basileia, Epitaciolândia e Assis Brasil (das 22h de sábado às 22h de domingo). O horário por cidade está disponível no site do TRE.

Alagoas
A proibição foi definida para todo o estado pela Secretaria de Segurança Pública e vai vigorar das 8h às 17h de domingo. Em quatro cidades (Anadia, Boca da Mata, Marimbondo e Tanque D´Arca), a comercialização só será liberada às 22h.

Amapá
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Amazonas
O consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, mercearias e supermercados fica proibido da 0h às 18h do domingo.

Bahia
O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

Ceará
O TRE informou que, pelo menos na capital, Fortaleza, a venda será proibida da 0h às 19h de domingo. Nas demais cidades, deve ser feita a consulta junto à Zona Eleitoral.

Distrito Federal
Assim como no primeiro turno, no Distrito Federal, não haverá Lei Seca.

Espírito Santo
O TRE não disponibilizou informações.

Goiás
O TRE soltou lista com 138 cidades onde foi instituída a proibição tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. O período fica a cargo do juiz de cada seção. A capital, Goiânia, não está na lista.

Maranhão
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso
O TRE não disponibilizou informações.

Mato Grosso do Sul
Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas entre as 3h e as 17h, mas a limitação não vale para restaurantes que funcionem exclusivamente entre as 11h30 e as 14h30.

Minas Gerais
Será proibida a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas entre as 6h e as 18h de domingo.

Pará
O TRE não disponibilizou informações.

Paraná
Não haverá Lei Seca no estado.

Paraíba
Não haverá Lei Seca no estado.

Pernambuco
Não haverá Lei Seca no estado.

Piauí
O TRE determinou a proibição da comercialização e distribuição de bebida alcoólica no primeiro turno, mas não informou se a decisão vale também para este domingo.

Rio Grande do Norte
A comercialização de bebidas alcoólicas será proibida em todo o estado. A regra vale das 6h às 18h de domingo.

Rio Grande do Sul
Nem o TRE, nem a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram regulamentação.

Rio de Janeiro
Não haverá Lei Seca neste ano.

Rondônia
A venda de bebidas alcoólicas será proibida nas cidades de Ariquemes, Alto Paraíso e Monte Negro.

Roraima
No primeiro turno, a comercialização e distribuição de bebida alcoólica foram proibidas da meia-noite de sábado às 18 horas do domingo. Contudo, o site do TRE não explicitou se a decisão será mantida para o segundo turno.

Santa Catarina
Não haverá Lei Seca no estado.

São Paulo
Não haverá Lei Seca no estado.

Sergipe
O TRE de Sergipe não informou se adotará a restrição.

Tocantins
O TRE não disponibilizou informações sobre a limitação.

(Agência Brasil)

Eleitor que não votou no primeiro turno poderá votar neste domingo

Os eleitores vão às urnas neste domingo (28) para votar no segundo turno das eleições. No dia 7 deste mês, foi realizado o primeiro turno. E quem não votou no primeiro, pode votar no segundo turno? Sim, pode.

O eleitor poderá votar no segundo turno desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral, com título eleitor ativo. Se o título estiver cancelado ou suspenso, o eleitor não pode votar.

De acordo com a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado como uma eleição independente. Por isso, se o eleitor não compareceu em um turno, não fica impedido de votar no outro.

O eleitor que não votou no primeiro turno é obrigado a justificar a ausência. O prazo é de 60 dias após cada turno. Desta forma, se o eleitor não justificou a ausência do primeiro turno até o dia 28, não fica impossibilitado de votar neste domingo, poderá votar.

A regra da justificativa vale também para quem não comparecer neste domingo (28).

Para justificar, basta preencher o formulário de justificativa eleitoral pela internet ou entregá-lo pessoalmente em qualquer cartório eleitoral.

Há também a possibilidade de enviar o formulário pelo correio para o juiz eleitoral da zona eleitoral. Além do formulário, o eleitor deve anexar documentos que comprovem o motivo que o impediu de comparecer no dia do pleito.

Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência utilizando o “Sistema Justifica” nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.

O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão do juiz eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor junto ao Cadastro Eleitoral.

Para regularizar sua situação eleitoral, o cidadão terá de pagar uma multa R$ 3,61 por votação não comparecida.

O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral pode resultar em sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.

A não justificativa também pode impedir que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de ficar impedido de se inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.

(Agência Brasil)

Com apoio de Ciro Gomes, Haddad confia que possa ganhar 4 pontos

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A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, o candidato do PT Fernando Haddad afirmou hoje (26), em Salvador, que o apoio explícito de Ciro Gomes, candidato do PDT derrotado no primeiro turno, pode alavancar sua candidatura em até quatro pontos percentuais. “A gente vai ganhar uns 3 a 4 pontos com o apoio do Ciro.”

Ciro Gomes embarcou para a Europa logo após o primeiro turno e a previsão é de que ele desembarque hoje à noite em Fortaleza. Antes de viajar, ele afirmou que não votaria em Bolsonaro. O PDT defendeu o “apoio crítico” a Haddad.

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada ontem (25), mostrou o candidato Jair Bolsonaro (PSL) com 56% dos votos válidos enquanto Haddad aparece com 44%. A diferença diminuiu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. (Agência Brasil)

DETALHE – Ciro deverá chegar a Fortaleza, logo mais, após o voo das 19h30min atrasar. Cerca de mil pessoas deverão recepcioná-lo no Aeroporto Internacional Pinto Martins.

(Foto: Arquivo)

No Ceará, mais de 6,34 milhões de eleitores vão às urnas neste domingo

O Tribunal Regional Eleitoral divulgou o número oficial de eleitores aptos a votar nas eleições deste domingo (28 de outubro).

No Ceará são 6.344.483 eleitores que irão votar em 21.449 seções. É o oitavo maior colégio eleitoral do País que conta com um total de 146.785.039 nos 26 Estados e no Distrito Federal.

Fortaleza é a cidade do Estado com maior número de eleitores (1.774.989), enquanto Granjeiro é a que tem menos (5.154).

A presidente do TRE do Ceará, desembargadora Naílde Pinheiro Nogueira, gravou mensagem desejando bom voto ao eleitorado e garantindo que tudo está pronto para o dia da cidadania.

Eleitores de Croatá vão eleger também seu novo prefeito

Eleitores de Croatá (Zona Norte) não votar, neste domingo, só para escolher o novo presidente do Brasil. Vão também comparecer às urnas para eleger prefeito e vice-prefeito.

A data da eleição suplementar foi definida pelo Tribunal Regional Eleitoral, aproveitando a data em que os eleitores terão de votar para presidente neste segundo turno.

Croatá conta com aproximadamente 10 mil votantes, que vão optar entre duas candidaturas, sendo uma disputa entre o PDT e PMDB.

Pelo PDT, que é situação, o candidato a prefeito é Edilson Feliciano (PDT), que tem apoio dos ex-prefeitos Thomaz e Zé Antonio. Já o candidato do PMDB, Antonio Onofre, que também é ex-prefeito da cidade, disputa pela oposição.

Ciro vai gravar vídeo pró-Haddad, anuncia presidente nacional do PDT

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O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 26, que Ciro Gomes irá gravar um vídeo no qual vai declarar voto e um apoio mais enfático ao presidenciável do PT, Fernando Haddad. Lupi evitou garantir, no entanto, que Haddad e Ciro irão se encontrar ou que haverá tempo para que eles façam um ato público juntos.

“Ele (Ciro) já declarou (voto no Haddad), vai reforçar isso. Eu estou indo para o Ceará para conversar com o Ciro para saber como vamos fazer, mas que a gente vai fazer, vai. Não sei dá tempo para isso (fazer ato público ou subir no palanque), mas para a rede social nós vamos gravar um vídeo sobre isso”, disse Lupi.

Segundo Lupi, os pedidos para um gesto enfático de Ciro têm sido feitos pelo próprio Haddad. “Falei com o Haddad na quarta-feira e ele me apelou muito por uma posição mais firme em torno da candidatura dele. E eu já fiz várias ações, fiz pronunciamento, fiz essa ação contra esse fake news do Bolsonaro, mas agora o mais importante é o Ciro pela candidatura que ele representa”, contou.

Ciro retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após passar quase todo o segundo turno de férias pela Europa. Desde que deixou o Brasil, lideranças do PT passaram a pedir que ele retornasse e participasse, de forma mais explícita, da campanha de Haddad.

Mais cedo, Haddad fez um novo aceno ao pedetista, durante coletiva de imprensa em João Pessoa. “Eu sempre espero o melhor das pessoas, e eu sei que o Ciro tem muita coisa boa dentro dele”, disse. “Eu acredito que ele vai, agora chegando no Ceará, fazer um gesto importante pelo Brasil. Ele sabe que não é por mim, é pelo Brasil que fará esse gesto”, complementou.

Não está confirmado ainda se Haddad irá até o Ceará para se encontrar com Ciro. Uma das razões é que o próprio presidenciável espera uma declaração “dura” do pedetista.

“Tenho maturidade suficiente para entender o comportamento das pessoas, e na política você sempre tem que ter postura de acolhida, sobretudo com quem pensa parecido com você. O Ciro é meu companheiro de longa data. Tenho certeza que ele vai fazer uma fala dura nesta reta final e nós vamos vencer juntos”, disse o candidato do PT, em entrevista por telefone à Rádio Super Notícia, de Minas Gerais.

(Agência Estado/Foto – Paulo MOska)

O que o Brasil espera: retomada ou recaída econômica?

Com o título “Retomada ou recaída econômica?”, eis artigo de Lauro Chaves Neto, presidente do Conselho Regional de Economia. “Agora, completam-se sete trimestres desde o fim da recessão e o crescimento lento leva à incerteza, e a incerteza leva ao crescimento lento, uma vez que reduz tanto os níveis de investimento quanto os de consumo na economia”, diz o articulista. Confira:

O Brasil passa por uma recuperação lenta após padecer de uma profunda recessão. Desde 1981, o País passou 35% dos trimestres em recessão, provocada por uma série de eventos externos e internos, persistindo, em quase todas as situações, uma má condução dos fundamentos da política econômica.

Um exemplo recente aconteceu no governo Dilma Rousseff, quando se somaram erros nas políticas monetária e fiscal com a inabilidade política.

Agora, completam-se sete trimestres desde o fim da recessão e o crescimento lento leva à incerteza, e a incerteza leva ao crescimento lento, uma vez que reduz tanto os níveis de investimento quanto os de consumo na economia.

Em um cenário favorável, o novo presidente se comprometeria com as reformas, principalmente com a previdenciária, a tributária e a política, levando ao equilíbrio das contas públicas e a melhoria no ambiente de negócios; enquanto que, no ambiente externo, a estabilização dos juros americanos e elevaria a atração de capitais externos.

Já no cenário desfavorável, não haveria a aprovação das reformas e, muito menos, a retomada dos investimentos; adicione a isso a elevação dos juros americanos, o lento crescimento mundial, a queda no preço das commodities e o aumento no risco econômico dos países emergentes.

De um lado, seria improvável o Fernando Haddad controlar a sua tropa de keynesianos ansiosos para aumentar o protagonismo econômico do governo, mesmo com o déficit primário existente e com o endividamento em mais de 80% do PIB, o que poderia levar a uma depressão cambial seguida de inflação, juros altos e recessão.

Do outro lado, existe um conflito entre o ultraliberalismo do Paulo Guedes e as idéias nacionalistas de Jair Bolsonaro, além da incógnita sobre a maleabilidade do capitão nas inevitáveis e longas negociações com o Congresso Nacional sobre as reformas.

Ambas as alternativas eleitorais apontam o risco de fracasso nas reformas, o que pode levar a um ajuste via arrecadação, quando a experiência mostra que ajustes fiscais focados no incremento da arrecadação em economias fragilizadas, quase sempre, trazem o grande risco de uma nova recessão.

*Lauro Chaves Neto

lchavesneto@uol.com.br

Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.

Eleições 2018 – Pesquisa eleitoral pode ser divulgada até domingo

Pelo calendário eleitoral, no próximo domingo podem ser divulgadas as pesquisas de intenção de voto realizadas neste sábado (27), para todos os cargos. As de boca de urna, feitas no dia da eleição, só podem ser conhecidas após encerrado o pleito.

No caso de presidente, em razão das diferenças de fuso horário, a divulgação só poderá ser feita quando acabar a votação em todo o território nacional. Nas disputas para governador, a divulgação das pesquisas pode feita após as 17 horas do horário local.

No dia das eleições, domingo, é proibida a aglomeração de pessoas com camisetas padronizadas com o nome de um candidato que caracterize manifestação coletiva. No domingo, os eleitores podem se manifestar usando camisetas, broches ou bandeiras com nome do partido ou candidato de sua preferência desde que de forma individual e silenciosa.

A legislação sobre consumo de bebida alcoólica no período de votação – chamada de Lei Seca – não é determinada pelo TSE. Ela varia de acordo com o estado e fica a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais.

(Agência Brasil)

Bolsonaro e seus arroubos autoritários

Com o título “Bolsonaro e seus arroubos autoritários”, eis artigo de Ítalo Coriolano, jornalista do O POVO. “De uma coisa Bolsonaro precisa ter noção caso seja eleito presidente: terá oposição, como acontece em todas as repúblicas sérias mundo afora”, diz o texto Confira:

Os quase 30 anos de mandatos não foram suficientes para o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, entender o significado da palavra democracia. Durante ato de seus apoiadores na Avenida Paulista, no último domingo, o capitão reformado afirmou que os “vermelhos” terão duas opções: “ou vão para fora ou vão para a cadeia”.

De uma coisa Bolsonaro precisa ter noção caso seja eleito presidente: terá oposição, como acontece em todas as repúblicas sérias mundo afora. E uma oposição forte, em virtude das ideias polêmicas que defende. Logo, precisará exercitar a tolerância e o diálogo caso não queira mergulhar o Brasil em um caos pior do que o atual.

A fala, entretanto, não chega a ser surpreendente se levarmos em conta outras declarações do deputado. Há alguns anos, ele já se disse a favor da tortura, destacou que voto não iria mudar nada no País, que precisamos de uma guerra civil que mate ao menos “uns 30 mil”, vitimando até inocentes.

Mais recentemente, pediu para militantes “metralharem a petralhada”, num claro estímulo ao ódio e à violência. Também não faltaram ataques à imprensa. Como resultado, pessoas sendo agredidas e até mortas nas ruas e jornalistas ameaçados.

A falta de sensibilidade com alguns setores sociais também virou marca do candidato, numa postura que parece não compreender nossa diversidade e necessidades específicas. Depois de já ter afirmado que “porrada” é a cura para um filho gay, que quilombola não serve “nem para procriar” e que não empregaria uma mulher com o mesmo salário de um homem, Bolsonaro declarou que vai acabar com o “coitadismo” do negro, da mulher, do gay, do nordestino.

Por meio da chacota, o candidato não reconhece que existe, sim, um preconceito histórico contra esses segmentos. Resultado do machismo, de anos de escravidão, de homofobia, de nossa pobreza. Aristósteles, ainda no século IV antes de Cristo, afirmava que devemos “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida da sua desigualdade”.

Por isso a necessidade de políticas afirmativas, como cotas para negros, programas de proteção a mulheres e ao público LGBT. Sem essa dimensão que supera qualquer embate esquerda-direita, que preserva marcos civilizatórios, Bolsonaro corre sério risco de fazer um governo autoritário e desumano, o que significa retrocesso e agravamento de tensões. Tudo o que não precisamos no momento.

*Ítalo Coriolano

coriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO.

Ciro Gomes deve bater em Bolsonaro, mas não a favor do PT

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Do Blog de Gerson Camarotti, do Portal G1:

Ao chegar esta noite em Fortaleza, depois de viagem pela Europa, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) não deve atender aos apelos do Partido dos Trabalhadores (PT) em se posicionar publicamente, de forma contundente, em favor do candidato à Presidência Fernando Haddad.

Segundo interlocutores ouvidos pelo blog, Ciro Gomes falará contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), contra o que tem classificado de “fascismo” e a favor da democracia.

Esse fala será feita ainda nesta sexta-feira (26), na chegada ao aeroporto de Fortaleza, para um grupo de militantes que devem recepcionar Ciro no local.

Durante escala que fez na cidade de Lisboa, em Portugal, Ciro deixou claro que não vai manifestar apoio mais contundente a Fernando Haddad neste segundo turno. Com isso, ele deve seguir a mesma linha adotada após a conclusão do primeiro turno, quando o PDT anunciou “apoio crítico” ao candidato do PT.

Na semana passada, em evento da militância petista em Fortaleza, o irmão de Ciro, o senador eleito Cid Gomes (PDT), cobrou “mea culpa” do PT e responsabilizou a legenda por ter criado Bolsonaro.

O grupo mais próximo de Ciro no PDT demonstra desconforto com a expectativa criada pelo PT de receber apoio contundente do ex-presidenciável, o que não deve se confirmar.

Propaganda eleitoral gratuita chega ao fim nesta sexta-feira

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A dois dias do segundo turno das eleições, serão exibidos, nesta sexta-feira, os últimos programas do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Hoje também é o último dia para divulgação de campanha paga na imprensa.

Pelo calendário eleitoral, amanhã, véspera da votação, é o último dia para propaganda eleitoral com alto-falantes ou amplificadores de som, entre 8 e 22 horas.

O prazo é o mesmo para a distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou para uso de carro de som com músicas ou mensagens de candidatos.

(Com TSE)

Líder ruralista diz que Bolsonaro começa a entender que não governará sem apoio dos partidos

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Líder da frente de ruralistas, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) disse a operadores do mercado financeiro que Jair Bolsonaro está começando a se convencer de que a negociação com parlamentares por nichos, sem os partidos, não vai dar certo. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira.

Os diversos recuos registrados pelo presidenciável do PSL ao longo desta semana foram relevados pelo mercado. A avaliação é a de que ele está flexibilizando promessas porque está em campanha, mas que depois a linha liberal na economia vai reinar.

(Foto – Agência Brasil)

Vice-presidente do Grupo M. Dias Branco não teme o extremismo

Geraldo Luciano, vice-presidente do Grupo M. Dias Branco, o maior do ramo de massas alimentícias da América Latina, não teme o extremismo destas eleições.

Para ele, após o pleito, quem ganhar vai ter que convocar a todos para a luta pró-geração de empregos. Ou seja, o Brasil vai ter mesmo que ficar acima de tudo. E de todos.

(Foto – Divulgação)

Nesta reta final da campanha, Haddad reforça imagem no Nordeste; Bolsonaro permanece em casa

A dois dias do segundo turno, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) organizam os últimos detalhes para o domingo (28) de votação, sem deixar de lado a reta final de campanha, cada um a seu estilo.

Haddad chega hoje (26) a João Pessoa, onde fará uma caminhada, e depois seguirá para Salvador, para encontro com artistas e outro corpo a corpo na rua, com concentração no bairro de Ondina. À noite, ele concederá entrevista exclusiva à TVE.

Bolsonaro deve ficar em casa, como fez durante todo segundo turno. Ontem (25), ele concedeu uma longa entrevista coletiva à imprensa nacional e internacional. Nela, respondeu a perguntas sobre política interna, externa e ideologia.

(Agência Brasil)

Movimento Crítica Radical promove ato abregoando boicote às eleições

O Movimento Crítica Radical promoverá nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, na Praça do Ferreira (Centro), um ato contra as eleições 2018. Além de discursos, show de bandas de rock.

A ordem, segundo divulga nas redes sociais a militante do Crítica Radical, a ex-vereadora Rosa da Fonseca, é boicote ao voto, dentro da luta que o grupo trava contra o capitalismo.

No domingo da eleição, mais uma vez o Trenzinho da Emancipação circulará por seções eleitorais defendendo o voto nulo.

(Foto – Reprodução do,Youtube)