Blog do Eliomar

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Presidenciáveis arrecadaram R$ 109,8 milhões, mostra TSE

Até ontem (31), dez dos 13 candidatos à Presidência da República declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadaram mais de R$ 109,8 milhões.

O maior volume – 40,8% – é do tucano Geraldo Alckmin, que informou ter recebido R$ 44,8 milhões da direção nacional do PSDB. A menor arrecadação declarada até o momento foi a da candidata Vera Lúcia: R$ 50 mil recebidos do diretório nacional do PSTU.

Os partidos que formam as coligações dos candidatos são as principais fontes de recursos até o momento, com 80,5% do total declarado.

A doação por pessoas físicas, por sua vez, é responsável por 18,8% do arrecadado, segundo os dados mais recentes. Nesse quesito, Henrique Meirelles (MDB) foi o que mais arrecadou: R$ 20 milhões doados para si mesmo. Ele declarou um patrimônio total de R$ 377, 5 milhões.

Neste ano, o autofinanciamento está permitido e, caso queira, o candidato pode pagar até a integralidade de seus gastos de campanha, observado o teto de R$ 70 milhões no primeiro turno e de R$ 35 milhões no segundo.

Com patrimônio declarado de R$ 425 milhões, João Amoêdo (Novo) informou ainda não ter transferido dinheiro do próprio bolso para a campanha. Por outro lado, recebeu R$ 308 mil de financiamento coletivo, modalidade permitida pela primeira vez pela legislação eleitoral.

Confira abaixo o total arrecadado por cada candidato até a publicação desta reportagem:

Geraldo Alckmin – R$ 44.869.319,41

Candidato do PT – R$ 20.567.771,26

Henrique Meirelles – R$ 20.000.000,00

Ciro Gomes – R$ 10.053.649,00

Marina Silva – R$ 5.850.630,29

Guilherme Boulos – R$ 4.000.000,00

Álvaro Dias – R$ 3.710.000,00

João Amoêdo – R$521.686,63

João Goulart Filho – R$ 201.800,00

Vera Lúcia – R$ 50.000,00

Cabo Daciolo – Não informado

Eymael – Não informado

Jair Bolsonaro – Não informado

(Agência Brasil / Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

Políticos pelo fim da política

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Em artigo no O POVO deste sábado (1º), a Professora-Doutora em Direito na UFC Juliana Diniz avalia o discurso antipolítico de candidaturas, diante de um modelo de estado mínimo gerido por não políticos. Confira:

De acordo com informações levantadas pela Folha, 93% das grandes doações às campanhas eleitorais são ofertadas por empresários de destaque ou provêm de autofinanciamento, quando o candidato tem tanto dinheiro que pode se permitir o luxo de custear a sua campanha. É o caso de João Amoêdo, que visitou Fortaleza esta semana para conversar com empresários locais. Lançado à Presidência pelo partido Novo, o candidato é dono do maior patrimônio declarado entre os candidatos para o cargo (425 milhões de reais) e propõe como projeto um modelo de estado mínimo gerido por não políticos.

A emergência do discurso antipolítico de Amoêdo é uma das consequências de um ataque ao parlamento empreendido por um Judiciário cada vez mais ativista. A decisão proferida na Adin 4650 confirma a tese: em 2015, o STF dificultou o financiamento privado de campanhas ao proibir as doações de pessoas jurídicas, deixando o campo aberto para que as grandes fortunas pudessem concorrer diretamente e com mais folga.

O ministro Barroso, defensor do protagonismo das togas, afirmou na ocasião do julgamento que cabia à Corte servir de guardiã das regras do jogo democrático para “resgatar a representatividade do Poder Legislativo”. Propôs que o tribunal corrigisse via sentença a tradição histórica do patrimonialismo brasileiro, retirando o dinheiro da centralidade do processo eleitoral e equilibrando a relação entre mercado e política. O resultado foi oposto. Em um dos maiores exemplos de como o Judiciário pode interferir negativamente no debate sobre reformas estruturais, vimos o número de candidatos milionários disparar nestas eleições.

O jornalista Bruno Carazza apresentou boa análise das relações nada republicanas entre o poder econômico e o político. Em livro publicado este ano, intitulado “Dinheiro, eleições e poder”, Carazza demonstra que o interesse das grandes empresas em financiar a política é pragmático: os milhões em campanha eleitoral têm por objetivo a proteção de interesses econômicos imediatos através da influência em negócios com o estado ou na regulação. Não se faz doação, mas investimento.

As repercussões da decisão do STF começam a ser sentidas nesta eleição e mostram que reformas profundas não podem partir das Cortes, mas de um parlamento renovado. Ao pretender salvar a República, os defensores do iluminismo judicial abriram o caminho para um dos males que queriam evitar: a ascensão de políticos interessados no lucro e descomprometidos com o público.

Juliana Diniz

Doutora em Direito e professora da UFC

Proposta de General sobre inovação passa a fazer parte do plano de governo de Alckmin

“Vamos desenvolver tecnologias para podermos avançar mais. Teremos no Nordeste abrigos para startups, estímulo à inovação, pesquisas e apoio aos grandes talentos locais. E, em Fortaleza, tem uma proposta do General para aproveitamos melhor os espaços e atrairmos novas empresas de tecnologia”.

A promessa é do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, ao apresentar para empresários cearenses o programa “Nordeste Inovador”, na noite dessa sexta-feira (31), na FIEC. Uma das primeiras propostas apresentadas foi o HUB de Inovação, idealização incorporada a partir do projeto do candidato ao Governo do Ceará, General Theophilo (PSDB).

Para a geração de empregos, Alckmin destacou o sucesso do programa de microcrédito do Banco do Nordeste para pequenos empreendedores, o Crediamigo, e relatou que pretende expandir a iniciativa, dobrando o número de atendidos para 4 milhões de clientes.

O tucano citou ainda a segurança hídrica no Nordeste como prioridade e revelou a criação dos INTA – Instituto Nordeste de Tecnologia da Água, ou o ITA da água. “O Nordeste precisa resolver de forma definitiva com planejamento, tecnologia e recursos seu problema da água”.

Foram apresentadas ainda propostas para infraestrutura e segurança para o Nordeste.

(Foto: Divulgação)

Eleições 2018 – Camilo sinaliza a favor de tropas federais

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Por ofício enviado ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), o governador Camilo Santana (PT) afirmou ser favorável à vinda de tropas federais para reforçar a segurança das eleições no Estado. Ontem, o TRE-CE recebeu ainda o Planejamento Integrado para as Eleições 2018, elaborado pelos órgãos estaduais de segurança.

“O entendimento do Governo do Estado do Ceará é de que a segurança dos cidadãos é tarefa árdua, diária e impõe a união de todas as forças vivas da população. Por isso, consideramos adequada qualquer nova iniciativa que venha somar-se aos nossos esforços e ampliar a capacidade das forças de segurança do Estado para cumprir sua difícil missão de garantir a segurança ao povo cearense”, afirmou Camilo Santana no ofício GG nº 371/2018.

O documento se refere à decisão unânime do TRE-CE, no último dia 22 de agosto, de requisitar forças federais para o pleito de outubro. “Estamos imbuídos do mesmo propósito: propiciar à sociedade cearense um trabalho de excelência, seja por parte da Justiça Eleitoral, do efetivo local, ou por parte das Forças Armadas”, enfatizou a desembargadora Nailde Pinheiro, presidente da Corte.

A decisão do TRE-CE, que prevê o reforço para as cidades de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Sobral e Juazeiro do Norte, teve como um dos fundamentos o parecer do procurador regional eleitoral Anastácio Tahim.

O procurador fez a requisição após uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE) apontar, em um dos depoimentos, para possível financiamento de campanha política com dinheiro das organizações criminosas. Uma carta assinada pelo Comando Vermelho (CV), proibindo a propaganda de alguns candidatos e o voto de moradores, também pautou a solicitação do procurador.

A decisão do TRE-CE aguardava parecer do governador e agora será submetida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na semana passada, o governador chegou a afirmar que o Estado tem efetivo suficiente e que confia na segurança do Ceará. No último dia 25, ele disse que conversaria com representantes da justiça eleitoral para “ouvir qual é a necessidade disso”.

Durante a reunião de ontem, o secretário da Segurança Pública, André Costa, apresentou plano de disponibilizar o efetivo de 10.804 policiais e bombeiros em todo Estado para as eleições. Ressaltou que 40 cidades já dispõem de videomonitoramento com 1.381 câmeras e seis aeronaves. Foram detalhadas também as estratégias de atuação, não só no dia do pleito, como também, na semana que antecede a votação.

(O POVO)

PT diz que vai recorrer da decisão que impediu candidatura de Lula

Em nota divulgada no início da madrugada deste sábado (1º), antes mesmo do encerramento da votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT informou que vai recorrer da decisão e que “continuará lutando por todos os meios para garantir sua candidatura nas eleições de 7 de outubro”.

O partido classificou a decisão de “violência contra os direitos de Lula e do povo que quer elegê-lo presidente da República”. A manifestação do PT foi feita quando ainda votava a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, mas com placar de 6 a 1, resultado que formava maioria contra a candidatura do ex-presidente.

Na nota, o partido diz que pretende apresentar “todos os recursos aos tribunais para que sejam reconhecidos os direitos políticos de Lula previstos na lei e nos tratados internacionais ratificados pelo Brasil”. Diz ainda que pretende defender o candidato nas ruas, “junto com o povo, porque ele é o candidato da esperança”.

Além da nota, o PT também divulgou na página do partido o primeiro vídeo do programa eleitoral de Lula, acompanhado do título “O vídeo de Lula que Barroso não quer que o Brasil assista”. No voto do relator Luís Roberto Barroso, acompanhado pela maioria dos ministros, o partido fica proibido de fazer campanha por Lula e ganha prazo de 10 dias para trocar a candidatura. A propaganda eleitoral no rádio e na TV dos candidatos a presidente começa neste sábado.

(Agência Brasil)

3 a 1 contra Lula – Ministros dizem que Comitê de Direitos Humanos da ONU não tem legislação no Brasil

Os ministros Jorge Mussi e Admar Gonzaga votaram contra o registro da candidatura Lula à Presidência da República, na noite desta sexta-feira (31), em julgamento no TSE.

Eles alegaram que a liminar concedida pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, a favor da participação do ex-presidente na disputa ao Palácio do Planalto, não tem efeito vinculante na legislação brasileira.

(Foto: Divulgação)

1 a 1 – Fachin vota pela liberação da candidatura Lula

O ministro Edson Fachin votou há pouco a favor da candidatura de Lula à Presidência da República, por entender que a “medida provisória do Comitê de Direitos Humanos, obtém o direito de paralisar a eficácia da decisão que nega o registro de sua candidatura”.

Com a decisão, o placar sobre o registro ou não da candidatura, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está empatado em um voto. Cinco outros ministros ainda votarão.

Neste momento, a votação se encontra interrompida.

(Foto: TSE)

Alckmin promete o envio de 5 mil homens da Guarda Nacional para o Nordeste

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Uma das primeiras medidas à frente do Palácio do Planalto, caso eleito, Geraldo Alckmin promete o envio de cinco mil homens da Guarda Nacional, no combate às facções criminosas que se instalaram na região.

A promessa foi feita na noite desta sexta-feira (31), na Fiec, durante palestra do candidato do PSDB à Presidência da República. Alckmin disse, ainda, que aproveitará a proposta de um Centro de Inovação Tecnológico no Ceará, de autoria de General Theophilo, candidato ao Governo do Ceará.

(Foto: Divulgação)

Haddad diz que Eunício trabalha para Lula no Ceará

Em visita ao Ceará, nesta sexta-feira (31), o candidato a vice-presidente na chapa de Lula, Fernando Haddad, disse que o senador Eunício Oliveira trabalha pelo ex-presidente, “sendo um grande aliado na defesa do nome de Lula em todos os municípios que visita”.

No encontro com Eunício, Haddad esteve acompanhado dos deputados federais José Guimarães e José Airton, ambos do PT, além do ex-chefe da Casa Civil de Lula, Luiz Dulci.

Candidato à reeleição pelo MDB, Eunício recebe no Ceará o apoio do governador Camilo Santana (PT), apesar do dois partidos não comporem aliança.

(Foto: Divulgação)

TSE e Lula – Relator vota pela inelegibilidade

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidem na noite desta sexta-feira (31) se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá mesmo ser candidato nesta eleição. Primeiro a votar, ministro Marco Aurélio Barroso decidiu pela inelegibilidade do ex-presidente. “Não há qualquer razão para o TSE contribuir para a indefinição e para insegurança jurídica do país”, deixando claro sua posição.

Como o ex-presidente foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, ele deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Nesta quinta-feira, 30, no prazo limite, a defesa de Lula enviou manifestação ao TSE contra a impugnação do registro.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrou a leitura do relatório do processo do registro de Lula reconhecendo que os colegas tiveram pouco tempo para analisar o caso e frisou que não deu tratamento diferenciado ao petista. O relatório é uma espécie de resumo dos principais pontos do processo, sem juízos de valor.

“Gostaria de deixar claro que, desde o início do processo eleitoral, eu estabeleci como critério pessoal – e penso que os demais ministros, de uma maneira geral, também o fizeram – a definição dos registros de candidatura até a data de hoje, até o momento anterior ao início do horário eleitoral gratuito”, ressaltou Barroso.

Para o advogado de Lula neste caso, existe tentativa de “arrancar o presidente da disputa”. Se os ministros aceitarem pedido contra Lula estariam cometendo decisão “fora do script”. Advogado chegou a pedir prazo de mais 48 horas para o julgamento, o que foi negado pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O relator, ministro Roberto Barroso, fundamentou voto pela inelegibilidade de Lula. “Eu jamais previ ou desejei e, se dependesse de mim, teria evitado que o destino nos trouxesse até aqui. O que o TSE procura é assegurar o direito do impugnado (Lula) e da sociedade brasileira tendo os candidatos à presidência definidos”

Durante a fala também criticou postura tomada pela defesa que, segundo o ministro, trata o julgamento de forma errônea. “A lei da ficha limpa não foi um golpe e não foi uma decisão de gabinete. A lei da ficha limpa foi em verdade fruto de uma grande mobilização popular em torno do aumento da moralidade e da probidade na política”, diz.

As recomendações do comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), usadas pela defesa como um dos principais argumentos pró-Lula, para o relator não tem caráter decisório e que neste julgamento a decisão será técnica baseada nos fatos presentes nas denúncias. Não estamos aqui decidindo em nenhum grau sobre a culpabilidade ou não do ex-presidente da República. Muito menos seu legado político. Não cabe à Justiça Eleitoral isso”, concluiu.

(O POVO Online com a Agência Estado / Foto: Reprodução)

Fernando Haddad tem nome aprovado como vice de Lula

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a candidatura do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para concorrer nas eleições de outubro ao cargo de vice-presidente na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a decisão, o TSE suspendeu a sessão para o intervalo. Em seguida, os ministros vão analisar as 16 impugnações contra o registro de Lula.

Lula está preso desde 7 de abril na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão, na ação penal do caso do tríplex em Guarujá (SP).

Em tese, o ex-presidente estaria enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE até 17 de setembro.

Os advogados de Lula defendem que ele deve participar das eleições devido à recomendação do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas a favor da candidatura do ex-presidente, além de outras decisões internacionais.

(Agência Brasil)

Alô, Geraldo Alckmin! João Amoêdo do Novo, aparece com 4% em pesquisa da XP

O candidato a presidente da República pelo Partido Novo, João Amoêdo, aparece com 4% em nova pesquisa divulgada pela XP. É o que informa a Coluna Radar, da Veja Online.

Trata-se do mesmo percentual verificado pela pesquisa de outro banco, o BTG, na última semana.

No levantamento da XP, Amoêdo tem ainda 3% de voto espontâneo. Com isso, o postulante cria um problema para o candidato tucano a presidente da República, Geraldo Alckmin, já que passa a disputar voto do mesmo eleitorado.

VAMOS NÓS – João Amoêdo fez campanha em Fortaleza nessa quarta e quinta. Na foto, ele aparece numa caminhada pelo calçadão da avenida Beira Mar com membros do partido;.

(Foto – Divulgação)

Eleição de 2018 de olho no pleito de 2020

Camilo e Salmito em campanha.

Queiroz Filho e Roberto Cláudio em campanha.

A briga sucessória do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT, já começou.

Dois nomes despontam e disputam a vez no pedetismo: Salmito Filho, presidente da Câmara Municipal, e Queiroz Filho, ex-chefe de gabinete do Paço Municipal.

Ambos, inclusive, postulam vaga de deputado estadual. Bem, é ver quem tira mais votos em Fortaleza.

(Fotos – Divulgação)

 

A Imprensa contra Bolsonaro ou contra si mesma?

Com o título “A Imprensa contra Bolsonaro ou contra si mesma?”, eis artigo do professor Antonio Jorge Pereira Jr, do Mestrado e Doutorado em Direito da Unifor. Ele analisa o desempenho do candidato a presidente da República pelo PSL nos últimos embates com a mídia. Confira:

Em dois artigos anteriores havia compartilhado com o leitor critérios para selecionar um candidato. Pensava especialmente nos indecisos. O primeiro texto propunha modo de reduzir racionalmente a quantidade de 13 a 1 (cenário de votação). No segundo, sugeri como pautar a própria escolha antes de ser pautado pelo marketing dos candidatos. Antes de continuar, digo ao leitor que estou indeciso quanto a meu voto. Isso me facilita observar alguns eventos. Por isso, hoje queria falar de outro risco: a tentativa da Grande Mídia de distorcer as eleições. A isso serve pensar no “fenômeno Bolsonaro”.

No começo de agosto Bolsonaro foi entrevistado no Rodaviva e no Globo News. Na última terça esteve no Jornal Nacional. Nos três ambientes os jornalistas se repetiram. Nas perguntas e no tom depreciativo, irônico, por vezes cínico. Julgavam-se hábeis para desbancar o topete do militar. No entanto, a pessoa que encontraram parece que estava além da caricatura. Não se exacerbou, de modo geral. Naturalmente não satisfará nunca parte dos eleitores. Mas soube atenuar o peso de perguntas com ênfase negativa. Conseguiu vender-se para parcela da população como simples e sincero, pelo estilo como respondia. Sua atitude facilitou notar a tentativa quase infantil dos jornalistas de colocá-lo entre bifurcações para “enquadrá-lo”, armando-lhe declarações de autocondenação, praticamente estapafúrdias (“então o senhor vai tirar direitos dos trabalhadores?”; “então o senhor vai promover a tortura?). Nessas situações, ele desfazia as questões estruturadas com perguntas simples: “Onde a senhora leu isso, qual a fonte?”.

Não poucas vezes o jornalista titubeava ou dizia apoiar-se em uma fonte secundária. Ele então reconstruía a narrativa do fato e, a partir disso, respondia. Ao mesmo tempo, muitas desculpou-se por ter passado do ponto. Isso fez ele ganhar empatia de parte do público. E os jornalistas perderam credibilidade. Pelo menos de minha parte.

O pacto de desconstrução pode ser observado no site do G1 e no jornal O Estado de São Paulo: nos dois veículos, todos os dias, enquanto os demais têm uma manchete neutra ou favorável, a do Bolsonaro é, sempre, negativa. Fiz tal análise nos últimos dez dias.

Até as escolas militares, reconhecidas pelo resultado acadêmico, foram depreciadas por custarem mais, em matéria do jornal O Estado de São Paulo.

Balanço: como no filme “A dança dos vampiros”, os repórteres estão a gerar o efeito reverso. As entrevistas serviram de combustível para os eleitores do Bolsonaro, que se tornaram mais engajados. Além disso despertaram a curiosidade de outros. Vale lembrar que parte da população se identifica com suas ideias e se sente depreciada quando a imprensa zomba de quem seria um representante dela. Por isso a atitude soa a desrespeito aos eleitores, para além da pessoa do candidato, atitudes que escapam da função da imprensa.

Algo parecido foi visto na eleição de Trump. A desinformação, ao invés de gerar o efeito pretendido, teve resultado oposto. Provocou maior engajamento de seus eleitores. O tempo passou. Paradoxalmente, 15 meses depois da posse, Trump atingira maior popularidade que Obama em igual período.

Por tudo isso, acredito que quando a imprensa se engaja contra Bolsonaro (ou contra outro qualquer) ela está agindo contra si mesma.

PS. Para ler os artigos “Seu cenário para votação” e “Pautar-se ou ser pautado na eleição” acesse https://bit.ly/2PhN9bw e https://bit.ly/2wuhVGb.  

Antonio Jorge Pereira Jr  

antoniojorge2000@gmail.com

Doutor e mestre em Direito pela USP e professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Unifor.

Geraldo Alckmin abre visita ao Ceará conversando com empresários

O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, dará coletiva no quinto andar da sede da Federação das Industrias do Ceará, a partir das 18 horas desta sexta-feira.

Confirmou agora há pouco a assessoria de imprensa da entidade que o receberá, em seguida, no Auditório Waldyr Diogo, para expor suas propostas de governo.

Na programação do tucano, consta neste sábado visita a Horizonte e Caucaia, cidades da Região Metropolitana de Fortaleza.

(Foto – Reprodução de TV)

Alckmin está otimista sobre campanha pelo Nordeste

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O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, visita o Grupo de Comunicação O POVO nesta tarde de sexta-feira. Com ele, a vice, senadora Ana Amélia, o senador Tasso Jereissati – com dona Renata Jereissati, o candidato a governador pelos tucanos, General Theophilo, o deputado federal Danilo Forte, o deputado estadual Carlos Matos e o ex-senador Luiz Pontes.

Alckmin chegou com o grupo numa topic e chegou a falar de suas expectativas sobre a campanha no Nordeste.

Ele cumprirá agenda ainda nesta tarde na sede da Federação das Indústrias do Ceará onde, além de coletiva, vai participar do Fórum ideias em debate, das entidade, quando vai expor seu plano de governo.

Neste sábado, ele fará campanha na Região Metropolitana de Fortaleza, com visitas às cidades de Horizonte e Caucaia. Deve também ir a Itapajé.

Eunício cola sua imagem à de Lula na propaganda eleitoral

Em seu espaço na propaganda eleitoral gratuita, nesta sexta-feira, Eunício Oliveira, o candidato ao Senado pelo MDB, começou logo mandando pras cucuias a candidatura do seu partido, no caso Henrique Meirelles, e esbanjando fotos ao lado do petista Luís Inácio Lula da Silva.

No Interior, correligionários dele espalham que Eunício é o senador do Lula. No programa, o emedebista diz até que comemorou quando o petista ganhou as eleições.

Bom lembrar que Eunício ganhou o atual mandato numa dobradinha em 2010 com o petista José Pimentel, naquele palavreado que Lula até usou no horário gratuito: “Quem vota Eunício, vota Pimentel, quem vota Pimentel, vota Eunício”.

Geraldo Alckmin quer usar em campanha vídeo onde Bolsonaro declara voto em Lula

Na expectativa de minar o apoio do eleitor de direita ao candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, a campanha de Geraldo Alckmin avalia usar na internet um vídeo de 2002 em que ele declara voto em Lula. É o que informa a Veja Online.

A questão não foi decidida porque há dúvidas se isso atrapalha ou ajuda o ex-militar.

Nos círculos militares, é notória a lembrança de que Bolsonaro pediu votos na caserna para o líder petista em 2002. Ele defendia que Lula daria mais direitos à categoria do que José Serra.

Confira o vídeo: