Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Eleições 2018 – Quase 500 mil eleitores cearenses estão com título desatualizado

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará alerta: eleitores devem consultar com antecedência o número da seção e o local de votação, para evitar transtornos no dia do pleito. Após determinação do Tribunal Superior Eleitoral, o TRE realizou um rezoneamento, que extinguiu 18 zonas eleitorais do interior e remanejou quatro para Fortaleza. A medida impactou eleitores de 29 municípios que tiveram os números da zona e da seção alterados. O documento de 753.344 eleitores está desatualizado. A informação é do site do TRE do Estado.

Apenas em Fortaleza, são 490.791 títulos com número da zona e seção antigos. No dia da eleição, essa incorreção pode atrasar a localização da seção e causar transtornos. No interior, 262.553 eleitores estão na mesma situação.

Uma das maneiras de resolver a situação é baixar o aplicativo e-Título. A novidade lançada no final de 2017, traz os dados atualizados sem a necessidade de obter uma segunda via do documento nos postos de atendimento presenciais. Os eleitores que estão em dia com a Justiça Eleitoral e desejam atendimento apenas para impressão da segunda via do título podem ficar despreocupados, pois o aplicativo e-Título substitui o documento na hora de votar.

Basta baixar o app, disponível para iPhone (iOS), smartphones (Android) e tablets. Ele apresenta informações como dados da zona eleitoral do usuário e a situação cadastral do eleitor em tempo real. Após baixá-lo, basta que o eleitor insira seus dados pessoais. O aplicativo também permite ao eleitor emitir a certidão de quitação eleitoral, além da certidão de crimes eleitorais. Essas certidões são emitidas por meio do QR Code, o que possibilita a leitura pelo próprio celular.

É importante destacar a necessidade de preencher os dados pessoais exatamente como eles estão registrados no Cadastro Eleitoral, pois, na hora de preencher os dados no aplicativo, se houver preenchimento de alguma informação em discordância com aquela lançada no documento original, o sistema não validará o cadastro. Portanto, é preciso estar atento a esse importante detalhe.

O eleitor que já tiver feito o recadastramento biométrico (cadastro das impressões digitais) junto à Justiça Eleitoral, a versão do e-Título virá acompanhada da foto do eleitor, o que facilitará a identificação na hora do voto. Caso o eleitor ainda não tenha feito o recadastramento biométrico, a versão do e-Título será baixada sem a foto. Nesse caso, o eleitor está obrigado a levar outro documento oficial com foto para se identificar ao mesário durante a votação.

2ª Via do título

Quem preferir ter o documento físico, deve se dirigir, em Fortaleza, à Central de Atendimento ao Eleitor (Avenida Almirante Barroso, 601 – Praia de Iracema) e no interior do Estado, ao cartório eleitoral da sua zona, com documento de identidade, e solicitar uma segunda via do título.

O TRE disponibiliza o serviço de atendimento pelo telefone 148 (válido para fixos e celulares com créditos válidos), para dúvidas e esclarecimentos. O eleitor também pode consultar a seção e o local de votação.

Através do portal do TRE na internet (www.tre-ce.jus.br), o eleitor também poderá consultar seu local de votação e seção, apenas informando o nome completo, a data de nascimento e o nome da mãe.

Candidato do PCO fala de suas propostas para ganhar o Governo do Ceará

344 2

O Partido da Causa Operária (PCO) vai disputar o Governo do Ceará com Mikaelton Caratino, 40 anos, professor de Matemática da rede pública de ensino. É a primeira vez que ele entra numa disputa eleitoral.

Entre suas propostas, o candidato destaca tornar a educação e a saúde totalmente estatizadas e incentivar comitês por bairros contra a violência.

Mikaelton promete uma gestão da calsse trabalhadora e não considera isso utopia.

 

Temer quer facilitar renovação da CNH às vésperas da eleição

842 1

O governo vai editar, nos próximos dias, uma Medida Provisória que facilitará a renovação da carteira de habilitação. O texto, que está sendo fechado pelo ministro Alexandre Baldy (Cidades), determinará que a partir da expedição da CNH, motoristas façam apenas exames médicos a cada cinco anos, e não mais precisem passar pela burocracia para renovar o documento.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, tendo por objetivo melhorar a avaliação do governo de Michel Temer a menos de dois meses da eleição.

A proposta em estudo prega que a redução de exigências para renovação da CNH valha para todos os motoristas que tiverem até 55 anos. Após essa idade, a atualização do documento seria obrigatória a cada cinco anos, e a realização de exames a cada dois anos e meio.

(Foto – Agência Brasil)

O suplente dos sonhos de Cid

Do jornalista Gualter George, no O POVO deste domingo (12):

Os nomes dos integrantes das chapas completas nas candidaturas ao Senado costumam dizer muito do que está em jogo, nas perspectivas imediatas e, especialmente, quanto aos planos de futuro. No caso da disputa eleitoral no Ceará em 2018, chamou atenção especial a presença do empresário Prisco Bezerra, irmão do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, como primeiro suplente de Cid Gomes, do PDT, ou seja, em caso eventual de afastamento do titular será ele quem assumirá o mandato. Isso tudo, evidentemente, se eleito o pedetista. O aspecto inicial surpreendente do movimento está no fato dele representar, para Prisco, abrir mão de uma eleição como deputado federal que muitos consideravam certa.

Valeria a pena? Considerando o que gente próxima a Cid ouve, de algum tempo, certamente, porque é real a possibilidade dele largar o Senado em dois anos para ir atrás do sonho, que nunca fez questão de esconder dos mais próximos, de ser prefeito de Fortaleza um dia. Chance que pode surgir na disputa de 2020, quando RC conclui a segunda passagem pelo cargo, sem mais direito a reeleição, o que representaria atropelar o “nome natural” na fila, o atual presidente da Câmara de Vereadores, Salmito Filho, hoje no PDT como todos eles. Este ponto, aparentemente, sem traumas.

Prefeito de Sobral entre 1993 e 2000, Cid Gomes costuma dizer que tem mais saudade desse tempo do que do período como governador do Ceará, que estendeu-se de 2007 a 2014.

Na sua visão, administrar um município é muito mais prazeroso, no sentido de permitir um contato físico real com o que é feito, de encontrar o beneficiado em carne e osso, de sentir o efeito direto de uma obra sobre a realidade. Quanto a Roberto Cláudio, quem estiver curioso em saber como entra na equação, além de ceder o irmão à chapa de Cid, poder vê-lo senador e passar a cadeira ao líder e correligionário, ao fim do mandato atual, a tendência é que siga para aquele período de estudos nos Estados Unidos e depois volte candidato do grupo à sucessão de Camilo. É como está pensado por eles, mas o eleitor precisará concordar, quando consultado algumas vezes, até que tudo se materialize.

General lamenta a dor de famílias cearenses que não podem comemorar neste domingo o Dia dos Pais

Famílias que perderam seus pais para a violência e pais que perderam filhos no estado que registrou o maior crescimento da violência no Brasil revivem a dor neste domingo (12), Dia dos Pais.

A observação é do General Theophilo, candidato do PSDB ao Governo do Ceará, ao lamentar o crescimento da violência no Estado, em 48,6%, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, enquanto o crescimento no País foi de 2,9%. “A população já demonstra a indignação diante da atitude passiva do Governo do Estado”, comentou o General, que nesse sábado (11) visitou a feira popular da Praça José de Alencar, no Centro de Fortaleza, acompanhado da candidata a vice, Emilia Pessoa; da candidata a senadora Dra. Mayra; além de candidatos a deputado.

Neste final de semana, durante reunião com lideranças em Beberibe e na caminhada no centro de Fortaleza, General Theophilo apontou o nível de descrédito da classe política. “Muitas pessoas demonstraram decepção diante do envolvimento de uma grande parte dos políticos em escândalos de corrupção e da falta de cumprimento das promessas anunciadas há quatro anos”, disse o candidato tucano.

General Theophilo destacou a importância do voto consciente no processo de renovação política e dos políticos para que o representante do povo não volte a trair os anseios da população.

Na Praça José de Alencar, os feirantes aproveitaram a presença do General para reclamar do desemprego e pedir melhores condições no atendimento à saúde e à segurança pública.

Ainda no sábado, juntamente com o senador Tasso Jereissati, os candidatos visitaram o Shopping Iguatemi.

(Foto: Divulgação)

Especialista descarta possibilidade de renovação política em outubro

Os resultados das eleições de outubro podem frustrar quem espera mudanças na política nacional. Partidos hegemônicos e políticos tradicionais tendem a se beneficiar de um sistema eleitoral que é pouco permeável à renovação, diz o economista e doutor em direito Bruno Carazza.

Autor do livro Dinheiro, Eleições e Poder, Carazza destaca que as campanhas são caras e que, como já ocorreu em outros pleitos, o financiamento contará com dinheiro ilegal de empresas – em esquemas já vistos nas investigações da Operação Lava Jato. Até mesmo o dinheiro lícito, disponível no fundo de assistência financeira aos partidos políticos e no fundo de financiamento eleitoral, será usado pelos dirigentes partidários para se reelegerem.

No livro, editado pela Companhia das Letras, o economista cruza dados sobre as doações eleitorais, obtidos em delações premiadas, com projetos, votações e atuação de parlamentares – muitos dos quais vão tentar a reeleição em outubro.

“Estamos observando a classe política colocando em marcha uma estratégia muito definida e muito articulada de perpetuação no poder como instinto de sobrevivência. Ao que tudo indica, não teremos grandes renovações. E teremos novo presidente eleito tendo que jogar o jogo como ele sempre foi jogado. Não vejo chances de alterar esse nosso presidencialismo de coalizão, que acabou se tornando presidencialismo de cooptação”, disse.

(Agência Brasil)

Debate presidencial: perdidos na noite

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (12):

Na noite da última quinta-feira, através do debate dos candidatos presidenciais consentidos – Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) – realizado pela Band, o Brasil teve uma mostra da mediocridade política prevalente: um debate insosso, artificial, desfocado da realidade e sem rumo.

Não poderia ser diferente, na ausência do principal destaque das pesquisas de opinião e na falta da exposição da proposta que ele tem para solucionar a presente crise. Sem ele, dá-se margem à suspeição levantada por setores críticos de que as próximas eleições estariam desenhadas para produzir um único resultado: a continuação do projeto imposto pelo esquema de forças envolvido na destituição da presidente Dilma Rousseff e que instaurou, através de um preposto (Michel Temer), o programa de governo do candidato (Aécio Neves) e do partido (PSDB), rejeitados pelas urnas, em 2014.

Já nas redes sociais, paralelamente, os eventuais vices de Lula (PT) – Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) – tentavam driblar o cerco imposto ao líder das pesquisas.

Muitos do campo progressista questionam se vale a pena o esforço para participar de um “jogo de cartas marcadas” (segundo a expressão corrente) e sob o risco de ser derrotado pela conjugação de forças reunidas pelo establishment, detentoras do monopólio dos meios de “persuasão” – financeiros, propagandísticos e institucionais (estes supostamente garantidos pela parcela dominante e partidarizada do Judiciário), conforme a queixa. Não seria convalidar uma farsa, naturalizando o estado de exceção? Não seria mais acertado politicamente recusar-se a participar e denunciar à Nação e ao mundo a “trapaça”?

Tais são as indagações e angústias que permeiam as fileiras lulistas e alguns aliados do meio acadêmico. Contra esse estado de ânimo, a dupla Haddad/Manuela, eventual substituta, no caso do veto do registro da candidatura Lula, tenta, com muita dificuldade, convencer os recalcitrantes a formar fileiras em torno da estratégia até aqui abonada, supostamente, por Lula.

(Foto: Arquivo)

Twitter divulga medidas para evitar fake news nas eleições

O Twitter divulgou nesta semana um comunicado com as medidas para as eleições deste ano. A plataforma, assim como Facebook, Google, Instagram e Whatsapp, vem buscando respostas em razão de preocupações com possíveis problemas e influências negativas no debate público, como a disseminação das chamadas notícias falsas ou de mensagens de ódio.

Na nota, a empresa afirmou que tem como objetivo “promover um ambiente cada vez mais saudável na plataforma”. Um dos focos será a verificação de contas de candidatos e partidos, de modo a coibir perfis falsos que possam divulgar informações e causar confusão nos eleitores.

Além dessa verificação, a própria rede social irá organizar sessões de perguntas e respostas com os candidatos, com o intuito de “facilitar o contato direto entre os candidatos e seus eleitores”. A companhia anunciou que firmou parceria com alguns veículos de mídia – como Band, RedeTV, Estadão, Rádio Jovem Pan, Revista Istoé e Catraca Livre – para a transmissão pela plataforma dos debates com os concorrentes à Presidência da República e aos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Uma das medidas destacadas pela empresa é o combate ao que a empresa chama de “contas automatizadas mal-intencionadas e/ou que disseminam spam”, perfis falsos ou os chamados robôs (ou bots, no termo em inglês popularizado). Os robôs são vistos como um dos meios de disseminação de notícias falsas e um dos problemas na rede social, embora estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) tenha apontado o grau de difusão de fake news por essas contas semelhante ao de humanos

Segundo a assessoria de empresa, também foram realizadas ações como o aprimoramento do processo de abertura de contas, auditorias em contas já existentes e a expansão de detecção de “comportamento mal-intencionado”. O número de contas contestadas mensalmente subiu de 2,5 milhões em setembro de 2017 para 10 milhões em maio de 2018. A média de denúncias de spam recebidas pela plataforma diminuiu de aproximadamente 25 mil por dia em março para cerca de 17 mil por dia em maio.

Segundo levantamento realizado pela empresa com seus usuários, 70% dos mais de dois mil entrevistados disseram usar a plataforma para se informar sobre política nessas eleições. Deste universo, 47% afirmaram fazê-lo frequentemente e 22% de vez em quando.

Mais de 60% avaliaram que a divulgação de mensagens pelos candidatos em seus perfis será importante para a decisão do voto. Entre os indecisos, 79% comentaram que vão conhecer as ideias dos concorrentes por suas contas para definir sua escolha.

Diferentemente do Facebook e do Google, o Twitter não irá veicular anúncio eleitoral. Este será o primeiro ano em que este tipo de propaganda eleitoral será permitida. A empresa anunciou a decisão em maio e justificou-a pelo fato de não ter os meios tecnológicos para atender às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em sua resolução sobre as eleições, o TSE estabeleceu que os anúncios só podem ser veiculados por candidatos ou partidos e que devem trazer a identificação de seus patrocinadores, bem como o CPF (no caso do concorrente) ou CNPJ (no caso da legenda).

(Agência Brasil)

Fórmula esgotada

Editorial do O POVO deste sábado (11) avalia que nenhum candidato se destacou durante o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na Band. Confira:

O brasileiro que conseguiu, ontem, ficar três horas em frente à televisão (ou de algum outro dispositivo) para assistir ao primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na Band, foi dormir depois de uma hora da manhã com a sensação de ter visto uma reprise de qualquer outro debate eleitoral, revelando o esgotamento dessa fórmula.

Para cumprir a orientação legal, rádios e TVs são obrigados a convidar todos os candidatos de partido ou coligação com pelo menos cinco parlamentares entre deputados federais e senadores. Nove das candidaturas atendem ao requisito. No entanto, como Lula está preso (e a Band não aceitou que ele fosse representado pelo vice, Fernando Haddad), o debate teve oito participantes. Com tantos candidatos e tempo limitado para perguntas e respostas, o que se viu foram argumentos superficiais e frases ensaiadas.

Dito isso, o fato é que nenhum candidato se destacou durante o confronto.

Porém, o mais demandado foi Geraldo Alckmin (PSDB), indicando que os adversários o veem como concorrente que pode estar no segundo turno. Alckmin esforçou-se na apresentação de propostas, evitando qualquer tipo de embate.

Ciro Gomes (PDT) conseguiu manter-se calmo. Atacou as reformas trabalhista e previdenciária, dizendo que mudanças necessárias nessa área não podem ser feitas com a “selvageria” implementada pelo governo de Michel Temer.

Álvaro Dias (Podemos) foi o que mais insistiu no tema Lava Jato, afirmando que, caso eleito, convidará o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça de modo a “institucionalizar” o combate à corrupção.

Jair Bolsonaro (PSL) atacou os direitos humanos e defendeu a castração química quando foi questionado sobre estupro. Cabo Daciolo (Patriota) só conseguia repetir que representava o “novo”, sem formular propostas.

De Henrique Meirelles (MDB), devido ao seu preparo, esperava-se mais. No entanto, foi confuso em suas explicações. Apresentou-se como o candidato que poderia trazer credibilidade ao País, dando como exemplo a sua atuação na área econômica durante o governo Lula e no período em que foi ministro da Fazenda de Temer.

Guilherme Boulos (Psol) imprimiu radicalidade às suas falas, propondo o fim da “bolsa banqueiro” e “bolsa empresário”, e buscou o enfrentamento direto com Bolsonaro.

Quanto a Marina Silva (Rede), ela procurou colocar-se como candidata afastada dos casos de corrupção, pondo em dúvida o “discurso oco” de Alckmin, devido ao fato de ele participar de um “condomínio cheio de lobos maus” (o Centrão).

Em um debate nesses moldes é difícil avaliar as propostas dos candidatos, e os próximos seguirão o mesmo modelo. Restará ao eleitor buscar formas complementares para melhor avaliar os candidatos.

O que o debate trouxe de revelador

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:

Primeiro debate é bom por revelar muito sobre estratégias, ao menos de saída. Na última quinta-feira, o encontro entre candidatos na TV Bandeirantes permitiu ver o seguinte:

1) Ciro Gomes (PDT) mira Geraldo Alckmin (PSDB). Começou a polemizar ainda na resposta à pergunta da produção, no início do programa. Disse que o tucano – “meu amigo”, disse ele – alimenta ilusões sobre a competitividade do Brasil na mera abertura de mercado. Depois, nas duas perguntas em que pode escolher quem responderia, questionou o tucano. Ciro já havia dito que, pela estrutura e apoios, crê na presença de Alckmin no segundo turno, apesar do desempenho muito ruim em pesquisas até aqui. Tenta desde já polarizar com quem acha que vai crescer.

2) Alckmin, por sua vez, perguntou a Marina Silva (Rede) nas duas oportunidades que teve. Mirou na candidata que vem logo abaixo de Bolsonaro nas pesquisas. Ela tem sido a opção mais forte de centro, onde o tucano tenta entrar. Ela, porém, foi mais incisiva que ele nos embates. Por exemplo, quando ele perguntou sobre saúde, Marina respondeu que o PSDB não deu conta nem em São Paulo.

3) Alckmin, aliás, foi alvo de muita gente. Marina Silva bateu nele, ainda, pelas alianças. Henrique Meirelles (MDB), um dos mais atrapalhados no debate, confrontou o tucano sobre a posição do PSDB contra o Bolsa Família.

4) Jair Bolsonaro (PSL), sempre valente e polemista, não quis saber de briga. Nas possibilidades de perguntar, indagou a Álvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota). Com ambos, houve certo “jogo de compadre”. Até parabenizou Dias pela resposta.

Álvaro Dias, o tempo todo, tentou se aproveitar da imagem do juiz Sergio Moro. Anunciou que o nomearia ministro da Justiça. No dia seguinte, o magistrado não disse nem que sim nem que não. Deixou a porta aberta para seguir usado em palanque.

Meirelles, por sua vez, tratou de se escorar o quanto conseguiu em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que tenta ser candidato contra ele, Meirelles, e só não estava lá porque se encontra preso. O emedebista foi presidente do Banco Central na época de Lula. Inclusive, usou isso quando foi criticado por Guilherme Boulos (Psol). Mencionou que ele havia sido escolhido por Lula, a quem Boulos defendeu em sua primeira manifestação. Meirelles, por sua vez, fez muito menos menções à sua atuação como ministro de Michel Temer.

Mas, nada se comparou ao constrangimento que foi Cabo Daciolo (Patriotas) explorando a fé e usando o nome de Deus para tentar conseguir votos.

Ciro pretende aumentar salário dos professores e tornar escola mais atrativa para aluno

2117 4

“(O modelo atual) faz com que a escola seja muito ‘careta’, com pouca capacidade de reter, atrair o aluno, e isso vai se agravando na proporção com que a idade sobe”. A declaração é do presidenciável Ciro Gomes (PDT), na noite dessa sexta-feira (10), durante o movimento Todos Pela Educação, com apoio da Folha de S.Paulo e acompanhamento da Agência Brasil.

Ciro Gomes apontou, ainda, a necessidade do reajuste nos valores pagos aos professores, além de elevar o número de mulheres em funções públicas e também unificar a base curricular. Ciro destacou que Fortaleza e o estado do Ceará tiveram experiências bem-sucedidas a partir de equipes formadas por, pelo menos, 50% de mulheres.

A série de diálogos terá seguimento na segunda-feira (13), com Marina Silva (Rede). Depois será a vez de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente na chapa do PT, na terça-feira (14). Na quarta-feira (15), Geraldo Alckmin (PSDB) encerra as discussões. Dos 13 candidatos, somente esses quatro aceitaram o convite.

(Com informações da Agência Brasil e da Folha de S.Paulo / Foto: Fábio Lima – O POVO)

Candidatas do PT vão ao Interior em busca de votos

A Secretaria de Mulheres do PT do Ceará levará para o Interior, a partir da próxima terça-feira-feira, 14, a Caravana “Elas por Elas”. Ao todo, 13 candidatas percorrerão as cinco regiões do Estado durante nove dias. “Vamos de forma inédita, juntas, conversar, dialogar e planejar um Ceará melhor com as mulheres”, informa Fátima Bezerra, secretária de Mulheres do PT Ceará. Na legenda, serão cinco candidatas à Câmara dos Deputados e oito candidatas à Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.

A Caravana “Elas por Elas” terá inicio pelo Sertão Central, seguirá para a Região do Cariri, onde haverá atividade no dia 17 de agosto, em seguida, no dia 18, vai para a Região Centro-Sul, encerrando no dia 25 próximo na Região Norte e na Serra da Ibiapaba.

Para a Câmara dos Deputados disputam: Alba Cristina, Luizianne Lins, Fátima Oliveira, Lourdinha ou Liduína e Rachel Marques. Para o legislativo estadual, disputa: Ana Jarline, Erika Carvalho, Hilda Maia, Alice de Oliveira, Elzivone Magalhães, Rosângela Rodrigues, Teresinha Santos e Vilani de Oliveira.

Editorial do O POVO aborda os julgamentos no TRE e a lista dos “inelegíveis”

Com o título “Julgamentos no TRE”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira:

A Justiça Eleitoral acaba de receber do Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma lista de 3.586 gestores que tiveram contas julgadas irregulares no Ceará e, por isso, estariam, inelegíveis. O levantamento de eventuais irregularidades em gestões municipais faz parte de uma triagem de competência do TCE, que submete o resultado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para análise de registro de candidaturas nas eleições de outubro. Muitos postulantes a cargos executivos e legislativos, no âmbito dos estados e da União, são ou foram administradores públicos.

Do total das indicações de irregularidades apontadas – que abrange os anos de 2010 a 2018 -, 1.460 estão classificadas como improbidade administrativa, enquanto os demais casos, envolvem outros tipos de irregularidades. É a partir dessa lista que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) analisará os registros de candidaturas.

Feito o cruzamento de dados, os candidatos que estiverem na lista de contas desaprovadas, poderão ter a candidatura impugnada e o registro negado pela Corte eleitoral, em razão da Lei da Ficha Limpa. Nota-se uma intensificação maior desses procedimentos com vistas ao próximo pleito eleitoral, de acordo com a orientação da Procuradoria Geral da República (PGR) ao Ministério Público de impugnar candidatos considerados “ficha suja”.

A diretiva da PGR ocorre em contexto de intensos conflitos políticos, entrechoques de hermenêuticas jurídicas e de questionamentos sobre decisões judiciais. Se é bastante louvável a justificativa de se buscar a preservação do interesse público, não é menos exigido o cuidado de se evitar brechas para o cometimento de eventuais equívocos e injustiças. Pois esse clima de polarização acaba por atingir também o Judiciário, ao ponto de se dizer que um réu tem “sorte” ou “azar” a depender da turma do STF que julgará seu caso.

Portanto, apesar do grande número de processos que o TRE terá de analisar, o melhor é que a decisão seja rápida, no caso de candidatos, de modo que o julgamento ocorra em tempo hábil, a fim de se evitar registros de candidaturas sub judice, o que faria apenas com que o problema fosse adiado, tornando-o mais grave no futuro.

É claro que não se pede aqui qualquer decisão apressada ou que possa ferir os direitos de qualquer candidato, pois todos eles devem os seus direitos legais respeitados.

É necessário ainda que as decisões judiciais sejam alinhadas de tal modo que as sentenças não destoem para casos semelhantes. Seria inaceitável e prejudicial se a Justiça adotasse dois pesos e duas medidas nos julgamentos, independentemente de quem fosse o eventual prejudicado ou favorecido com a decisão.

Presidenciáveis fazem as considerações finais

Ciro Gomes: Falou sobre a recusa de privilégios a que teria direito. Disse que principal compromisso é a retomada do emprego e do retorno ao crédito.

Guilherme Boulos: Disse que população está indignada com a política, mas que há esperança.

Marina Silva: Disse que o Brasil é o país que admira exceções. Citou Ciro Gomes, que não está envolvido em denúncias de corrupção.

Jair Bolsonaro: Afirmou ser o único que pode mudar o Brasil.

Álvaro Dias: Voltou a destacar que conatrá com o juiz Sérgio Moro como ministro, caso eleito.

Cabo Daciolo: Disse que a mudança no país deverá começar pela educação.

Geraldo Alckmin: Afirmou que possui uma grande equipe para organizar o país. Lembrou que São Paulo cresceu economicamente, mesmo na crise.

Henrique Meireles: Disse que possui história para ser presidente.

(Foto: Reprodução)

Ciro é surpreendido com “teoria da conspiração”

Para o presidenciável Cabo Daciolo, Ciro Gomes é o mentor do Fórum de São Paulo, que pretenderia criar um bloco de países, denominado Pátria Grande, que teria como base o comunismo. Ciro disse que não teria como responder, pois não tem ideia de que o Cabo está tratando. O candidato do Patriota insistiu que Ciro é mentor e criticou o comunismo e o capitalismo.

(Foto: Reprodução)

Ciro e Bolsonaro debatem sobre educação

Os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Ciro Gomes debateram sobre a educação. Bolsonaro apontou que a pirâmide de investimento está invertida, pois se investe muito em ensino superior, enquanto a educação básica deveria ter mais atenção. Ciro Gomes lembrou que das 77 das 100 melhores escolas básicas no Brasil são do Ceará. Defende mais investimento na educação básica.

(Foto: Arquivo)

Ciro e Alckmin divergem sobre reforma trabalhista

Provocados pelo jornalista Fabio Pannunzio, os candidatos Ciro Gomes e Geraldo Alckmin divergiram sobre a reforma trabalhista.

Ciro disse que, caso eleito, fará uma nova reforma trabalhista, pois a atual reforma é uma selvageria. Alckmin afirmou que a atual reforma foi um avanço e apontou que somente irão ficar os sindicatos sérios.

(Foto: Reprodução)

Jornalista provoca polarização entre Alckmin e Bolsonaro no tema da segurança pública

Diante da divulgação dos números da violência, nessa quinta-feira (9), e que aponta São Paulo como um dos estados que conseguiu reduzir os índices, o jornalista Rafael Colombo, da Rádio Band, provocou a polarização do tema entre o ex-governador paulista Gerakdo Alckmin e Bolsonaro, esse último defensor de uma política opressora.

Alckmin destacou os números de São Paulo, enquanto Bolsonaro ressaltou metas de combate á violência.

(Foto: Reprodução)