Blog do Eliomar

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Nesta reta final da campanha, Haddad reforça imagem no Nordeste; Bolsonaro permanece em casa

A dois dias do segundo turno, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) organizam os últimos detalhes para o domingo (28) de votação, sem deixar de lado a reta final de campanha, cada um a seu estilo.

Haddad chega hoje (26) a João Pessoa, onde fará uma caminhada, e depois seguirá para Salvador, para encontro com artistas e outro corpo a corpo na rua, com concentração no bairro de Ondina. À noite, ele concederá entrevista exclusiva à TVE.

Bolsonaro deve ficar em casa, como fez durante todo segundo turno. Ontem (25), ele concedeu uma longa entrevista coletiva à imprensa nacional e internacional. Nela, respondeu a perguntas sobre política interna, externa e ideologia.

(Agência Brasil)

Movimento Crítica Radical promove ato abregoando boicote às eleições

O Movimento Crítica Radical promoverá nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, na Praça do Ferreira (Centro), um ato contra as eleições 2018. Além de discursos, show de bandas de rock.

A ordem, segundo divulga nas redes sociais a militante do Crítica Radical, a ex-vereadora Rosa da Fonseca, é boicote ao voto, dentro da luta que o grupo trava contra o capitalismo.

No domingo da eleição, mais uma vez o Trenzinho da Emancipação circulará por seções eleitorais defendendo o voto nulo.

(Foto – Reprodução do,Youtube)

Tem gente na campanha de Haddad que quer vê-lo disputando em São Paulo em 2020

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Um integrante da coordenação da campanha do candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, já diz abertamente que o petista deve considerar seriamente a possibilidade de disputar, mais uma vez, a prefeitura de São Paulo daqui a dois anos.

A informação é da Coluna Radar, da Veja Online.

De acordo com a Coluna, seria uma estratégia – de eficiência questionável – para manter Haddad forte no cenário político nacional. A prudência sugere, porém, a releitura de um dos ensinamentos mais básicos da política: jamais dispute uma eleição que você não pode perder.

Mas fato é, no QG petista, a turma já jogou a toalha.

(Foto – Agência Brasil)

Ciro Gomes e os embalos da velha política

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira

Na década dos anos de 1970, o então governador Virgílio Távora, quando voltava de uma viagem, era sempre recebido com festa, no antigo terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins. Esse mesmo script ainda chegou a ser incorporado na gestão do ex-governador Gonzaga Mota.

Nessa época, estávamos como repórter na Rádio Uirapuru e, ao menor sinal de que “Totó”, como era chamado, regressaria de alguma missão em Brasília ou no Exterior, eramos convocados pela direção da emissora, com direito a esticar para aguardar outro personagem: o então senador Mauro Benevides.

Hoje, às 20 horas, haverá ato do gênero para recepcionar o ex-governador Ciro Gomes, que retorna das férias da Europa.

O tempo passa, o tempo voa, mas a província continua mesma. Ecos de renovação nesse modelito, só se o “Cirão das Massas” abrir o verbo no apoio explícito ao candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad. Fora disso, tudo ficará na velha política. Ou no portfólio eleitoral de 2022.

(Foto – Facebook)

Petistas fazem ato em reduto pró-Bolsonaro; Simpatizantes pró-Bolsonaro puxam carreata na terra dos Ferreira Gomes

Apoiadores de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) no Ceará realizarão, nesta sexta-feira, atos de campanha.

Um grupo ligado a Haddad convocou, pelas redes sociais, apoiadores para o evento “Virada Na Praça Portugal”. A partir das 16 horas, lembrando que esse local foi o principal ponto de manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff e também local de concentração de simpatizantes de Bolsonaro nas últimas semanas.

Também haverá eventos promovidos pelo PT do Ceará. Às 17 horas, o “Bicicleato Haddad 13”, com aglomeração na Praça da AMC, na rua Eusébio de Souza, 505, no bairro de Fátima. Em seguida, às 18 horas, a “Plenária da Vitória”, no Comitê do Povo, que fica na avenida 13 de Maio, número 2072.

Sobral

Já os apoiadores de Bolsonaro no Ceará vão promover com a presença de um dos principais apoiadores do candidato no Estado, o deputado federal eleito Capitão Wagner (Pros), carreata em Sobral (Zona Norte). Bom lembrar que Sobral é a terra dos Ferreira Gomes, ligados ao PDT e que apostaram em Ciro Gomes para presidente. Ciro derrotou Haddad e Bolsonaro no Estado.

A concentração para essa carreata está marcada para as 17 horas, no Centro de Convenções de Sobral, que fica na avenida Dr. Arimatéia Monte e Silva, 300, no bairro Campo dos Velhos.

É hora de repactuar o Brasil

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Com o título “É hora de repactua o Brasil”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira:

A eleição que chega a suas 48 horas derradeiras não é como qualquer outra. Em nossa curta vida pública desde a redemocratização, o Brasil jamais se viu cindido como agora.

Grave, o momento requer de todos um gesto enfático de compromisso com os princípios mais básicos do nosso regime democrático, tais como o respeito a minorias e à liberdade de expressão, dois faróis da “Constituição Cidadã” que seguem como instrumento crucial contra o obscurantismo.

A par disso, cumpre afastar de imediato qualquer ameaça ao conjunto de valores que tem guiado o amadurecimento do Brasil nos últimos 30 anos. Desde Fernando Collor, em 1991, até Dilma Rousseff, em 2016, o País vem trilhando um acidentado caminho de aprendizado coletivo no curso do qual coleciona mais acertos que erros.

Quem quer que vença o pleito neste domingo terá como desafio primordial esboçar um gesto de distensão no ambiente convulsionado de agora. Ao novo presidente, seja Jair Bolsonaro (PSL), seja Fernando Haddad (PT), caberá reconduzir o País aos trilhos de uma pacificação.

Não se trata de esvaziado apelo de paz, mas de esforço concreto para que o governo que suceda ao de Michel Temer (MDB) se constitua de pessoas cuja preocupação maior seja incluir e não afastar as parcelas do eleitorado que tenham escolhido o postulante adversário.

A cizânia desmedida precisa encontrar termo a partir deste domingo, de maneira que a recomposição do tecido social se faça sem traumas. Para tanto, os sinais emitidos pelo mandatário da nação serão importantes.É hora de temperança e não de mais afronta; de integrar, não segregar.

Numa eleição já excessivamente marcada por disseminação de notícias fraudulentas, violência física e verbal e ameaças de toda sorte, é tarefa urgente do ganhador oferecer um aceno franco e falar ao País sem o ranço da disputa acirrada de 2018.

Jornal quase centenário, O POVO reafirma seu histórico compromisso com a democracia e rechaça qualquer hipótese de aventura autoritária, renovando a sua missão inarredável não apenas de sentinela da imprensa livre, mas de voz contrária a toda tirania. Aqui, não transigimos com flertes a regimes de força. Isto não mudará depois de domingo.

(Editorial do O POVO)

Haddad vai seguir em busca do apoio de Ciro Gomes até domingo

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou nessa quinta-feira (25), em Recife, que tem feito todos os acenos possíveis para que Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, declare apoio à sua candidatura. No último dia 7, Ciro disse que não votaria em Bolsonaro, mas em seguida viajou para a Europa e não chegou a participar da campanha de Haddad. Ele retorna ao país na noite desta sexta-feira (26). O PDT, partido de Ciro, declarou “apoio crítico” à candidatura de Haddad, também sem participar de atos de campanha do petista.

“Vou continuar fazendo aceno porque boto o país acima de tudo. Temos que ter humildade, tem que partir de mim o exemplo, esses gestos, para demonstrar que vamos fazer um governo amplo, de unidade nacional, democrático e popular, que vai ter que tomar medidas, mas sempre olhando quem mais precisa do Estado”, afirmou Haddad. O presidenciável disse ainda que conversou novamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e pediu para que eles compartilhem o que chamou de “momento da virada” nas eleições.

O petista também comentou outros apoios recebidos nos últimos dias, como os da candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), do ex-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman e do senador eleito por Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Essas pessoas se vêem obrigadas a demonstrar, por gestos, esse risco que estamos correndo. Eles sabem o que representa o Jair Bolsonaro, saído do porão da ditadura, uma pessoa que enaltece a tortura, a violência, em todo o discurso”, criticou Haddad.

O presidenciável também fez um apelo pelo voto dos indecisos e voltou a direcionar críticas ao adversário: “Entre erros e acertos, nossos governos mudaram a vida de dezenas de milhões de pessoas. Vamos corrigir os erros e manter os acertos. Agora o que eles querem é transformar acerto em erro. O Bolsonaro já se comprometeu com a política econômica do Temer. Por acaso está dando certo a política econômica do Temer? Antes da eleição ele já convidou o DEM para o governo. É o caminho do desastre”.

Após conceder entrevista à imprensa, Fernando Haddad participou de um comício na Pátio do Carmo, no centro do Recife. Ele estava acompanhado da esposa, Ana Estela, do senador Humberto Costa (PT-PE), além do governador de Pernambuco, o aliado Paulo Câmara e o prefeito da capital do estado, Geraldo Júlio, ambos do PSB.

Durante seu discurso aos apoiadores, Haddad comentou o resultado da pesquisa do Instituto Datafolha, divulgado na noite dessa quinta-feira, quando afirmou estar confiante em uma virada. “No Datafolha, em três dias, a distância entre nós caiu seis pontos. O Bolsonaro disse no domingo que vai varrer a oposição. Pois ele não vai ter oposição porque ele não vai ser governo. Nós vamos virar”, disse. Segundo o levantamento, considerando os votos válidos, Bolsonaro tem 56% da preferência, enquanto Haddad aparece com 44%. No levantamento anterior, os candidatos tinham 59% e 41%, respectivamente.

Haddad segue em agenda pelo Nordeste durante esta sexta-feira. Pela manhã, participa de uma caminhada no centro de João Pessoa. À tarde, embarca para Salvador onde terá um encontro, a partir das 16h, com artistas, no bairro de Ondina e depois também faz uma caminhada na região. Às 20h, participa da última sabatina antes das eleições, na TVE da Bahia, com transmissão simultânea pela Rádio Educadora da Bahia e redes sociais.

(Agência Brasil)

Datafolha: Jair Bolsonaro, 56%; Fernando Haddad, 44%

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Saiu pesquisa do Datafolha sobre a disputa presidencial, que foi contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e TV Globo. Confira:

Jair Bolsonaro (PSL) – 56%

Fernando Haddad (pT) – 44%.

Houve redução da diferença entre os dois, em uma semana, de seis pontos percentuais. Uma queda de 18 para 12 pontos percentuais, de acordo com a pesquisa feita nesta quarta e quinta-feira com 9.173 eleitores de 341 cidades.

Os detalhes devem ser divulgados no Jornal Nacional, da Globo.

(Com Rede CBN)

Uma eleição plebiscitária

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Com o título “Uma eleição plebiscitária”, eis artigo de Josesito Padilha, economista, advogado e presidente do Instituto Liberal do Nordeste (Ilin). No texto, o articulista diz que “o candidato do PSL, ao que tudo indica, será o próximo Presidente do Brasil, não tanto pelos seus próprios méritos, mas em virtude da rejeição maior do candidato petista.” Confira:

Não há dúvidas que esta é uma eleição plebiscitária, muito marcada pelo anti-petismo. O PT foi durante décadas a encarnação das esperanças da esquerda, mas me parece óbvio que a sua imagem como alternativa desejada pelos eleitores está em colapso. A esquerda brasileira, alimentada pela “bolha” formada pela fina flor da “intelligentsia” universitária, encontra-se atualmente perdida no labirinto do seu mundo utópico igualitário. Só enxerga micro-classes, micro-opressões e microagressões, fragmentos sociais construídos e desconstruídos a seu bel-prazer, a partir do pobre imaginário pós-moderno.

Atrelada aos ditames de uma liderança carismática em declínio, a estratégia petista foi a principal responsável pelo seu fraco desempenho eleitoral. O petismo viveu e ainda vive da propagação da ilusão, do fetiche maniqueísta, da deformação factual e do autoengano, envolvendo seus “crentes” em uma prisão intelectual da qual é muito difícil escapar. Com o impeachment e a posterior prisão do seu líder máximo, a militância petista ficou inteiramente aturdida e sem “chão”, no qual firmar sua fé. A velha narrativa, que usa a mentira e a difamação dos adversários como forma principal de manipulação das massas, inculcando nelas o ressentimento, a inveja igualitária, o medo e o terror, como forma de angariar votos e conquistar o poder a todo custo, perdeu a capacidade de convencimento de boa parte da população.

Para grande parcela dos eleitores de Bolsonaro, o desvio ético das lideranças petistas e a sua responsabilidade pela estruturação do mecanismo mais sofisticado de exploração e extração de patrimônio público já montado no país é algo inquestionável. Com efeito, há pelo menos 12 anos que o PT mente sistematicamente sobre o “mensalão” e o seu sucedâneo, o chamado “petrolão”, e, agora, nesta campanha de 2018, continua a negar sistematicamente o seu passado corruptor, arremetendo contra todas as instituições, num vitimismo hipócrita e farsesco. O resultado dessa tática errônea e errática é que o candidato do PSL, ao que tudo indica, será o próximo Presidente do Brasil, não tanto pelos seus próprios méritos, mas em virtude da rejeição maior do candidato petista.

*Josesito Padilha

josesitojr@uol.com.br

Economista, advogado e presidente do Instituto Liberal do Nordeste (Ilin).

General Theophilo e o apoio a Bolsonaro

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O General Theophilo, que apoia Jair o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, neste segundo turno, estava ontem, em São Paulo. Reuniões e mais reuniões de quem poderá, inclusive, ocupar posição de destaque no governo do capitão.

Bom destacar que o General disputou o Governo do Ceará pelo PSDB. E tem largo currículo de serviços prestados ao Exército.

(Foto – PSDB)

Datafolha divulga pesquisa nesta quinta-feira

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Nesta quinta-feira, sai pesquisa Datafolha sobre o desempenho dos candidatos a presidente. Será divulgada no Jornal Nacional, da Rede Globo. A pesquisa foi encomendada pela emissora e a Folha de S.Paulo.

No último levantamento, Bolsonaro liderava com 59%, enquanto Haddad estava com 41%.

Mas, no sábado, ainda virão as últimas enquetes do gênero, quando o clima da disputa poderá mudar ou não.

Ibope anima petistas, mas a ordem é evitar derrota avassaladora

A queda na rejeição de Fernando Haddad no Ibope animou petistas, mas os pragmáticos admitem que a eleição está definida e que agora é usar a reta final para garantir que a esquerda saia forte da disputa, impedindo uma vitória avassaladora de Bolsonaro no domingo (28).

De acordo com a Folha de Paulo desta quinta-feira, o ex-presidente Lula afirmou, a quem o visitou em Curitiba (PR), que a campanha do PT errou na primeira semana do segundo turno ao deixar “Haddad preso em São Paulo” gravando programas de TV.

A estratégia, de acordo com Lula, teria afastado Haddad do povo, abrindo espaço para que Jair Bolsonaro conquistasse as periferias do país, reduto tradicional do PT.

(Foto – Agência Brasil)

Na reta final da campanha, a hora de Ciro mostrar que não é omisso

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Com o título “O papel de Ciro Gomes”, eis artigo de Henrique Araújo, jornalista do O POVO. Ele comenta a postura do ex-ministro que, em plena campanha presidencial, voou para a Europa, de onde retornará nesta sexta-feira, reta final da peleja. A hora, pelo que Ciro representou no pleito, não é de omissão. Confira:

Terceiro colocado na disputa, era natural que o ex-candidato Ciro Gomes (PDT) tivesse papel crucial no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto.

Depositário de 13.344.366 de votos (12,47% do total dos válidos), o cearense terminava como uma força da campanha – o único que, nas simulações de embate direto das pesquisa, impunha-se ao capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) fora da margem de erro.

Era nome certo para vencê-lo, mas não avançou à fase seguinte – muito em função de uma estratégia burra do PT, mas isso é assunto para outro momento.

O apoio de Ciro, estava claro, teria potencial para desequilibrar a balança caso o ex-ministro se decidisse por uma ou outra candidatura. Mais que isso: se se empenhasse de fato em pedir votos.

De cara, anunciado o resultado do primeiro turno, o pedetista disse: “Ele, não”. Referia-se a Bolsonaro. Não mencionaria Fernando Haddad, o candidato do PT.

Dali a dias o PDT aprovaria um apoio crítico ao petista, adversário de Bolsonaro na etapa decisiva do pleito. E mais não faria.

Ciro tira férias na Europa desde a primeira semana do segundo turno. Viajou ao lado da namorada. Interpelado por uma brasileira no metrô de Paris, alegou que estava cansado e o País, doente.

Não há dúvida de que o pedetista mobilizou inteligência e energia por um projeto cujo eixo era a tentativa de romper com a “polarização odienta” do Brasil, para usar uma expressão que se tornou recorrente em sua boca. Sua campanha, e não me refiro a propostas como a do “SPCiro”, de fato abriu canais importantes com parte do eleitorado.

E é em respeito a essa parcela de brasileiros que o ex-candidato tinha por dever político estar aqui, agora. No País, onde um trabalho vital o espera. Falar abertamente aos milhões de eleitores que lhe confiaram o voto no primeiro turno e reiterar as críticas dirigidas ao que ele considera como “abismo autoritário” e “retrocesso democrático”.

Por tudo que representou nesta eleição, este é o papel de Ciro. E não a omissão ou um dar de ombros às vésperas de uma votação cuja gravidade ele mesmo reconhece, mas diante da qual escolheu ausentar-se.

Não questiono as razões de Ciro para ter dado as costas ao PT de Haddad e rumado para longe. Noutras circunstâncias, não haveria resposta mais justa às interferências da cúpula do partido de Lula para asfixiar o pedetista.

Mas estas não são eleições como qualquer outra. Nem o momento é trivial. Tampouco as circunstâncias autorizam descanso de nenhuma espécie.

Se a intenção é cacifar-se para 2022 como nome da oposição, Ciro traçaria melhor estratégia se se integrasse à luta desde já contra os riscos à democracia que ele mesmo denunciou sistematicamente no curso de toda a primeira etapa da disputa presidencial.

A três dias da votação, ainda há tempo para que o ex-governador do Ceará decida passar à história como um apoio decisivo no enfrentamento à “promessa certa de uma crise”, como ele escreveu se referindo a Bolsonaro.

Ou como o candidato que poderia ter feito muito, mas optou por tirar férias na antessala da crise.

*Henrique Araújo

henriquearaujo@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Corregedor pede que ministro do TST explique encontro com Bolsonaro

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, cobrou explicações do ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para que informe sobre seu encontro com o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, no último dia 22. Foi instaurado um ofício de pedido de providências. O ministro do TST terá 15 dias para apresentar as informações.

Na decisão, o corregedor observa que o encontro pode ir contra a conduta vedada a magistrados (CF/1988, artigo 95, parágrafo único, III; LOMAN, artigo 36, III e Provimento 71/2018 da Corregedoria Nacional de Justiça).

Um dos artigos prevê que a liberdade de expressão, como direito fundamental, não pode ser utilizada pela magistratura para o exercício de atividade político-partidária.

(Agência Brasil)

Fernando Haddad faz novo apelo ao PDT e diz que gesto de Ciro seria decisivo para uma virada

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O candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, fez um último apelo à direção do PDT por um aceno público e enfático de Ciro Gomes à sua candidatura e contra Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quinta-feira, em telefonema na tarde de quarta-feira (24) para Carlos Lupi, o presidente nacional da sigla, o petista rogou pela unidade da esquerda, citou riscos à pauta progressista e disse que um gesto do PDT teria significado histórico. Ciro, que foi para a Europa após o primeiro turno, desembarcará no Brasil nesta sexta-feira (26) e vai avaliar novo posicionamento.

Na conversa com Lupi, o candidato Fernando Haddad demonstrou otimismo com as pesquisas desta semana e reforçou que o aceno de Ciro seria crucial para uma virada.

(Foto -Facebook)

Eleições 2018 – Grupo de 200 advogados atuará no Ceará no dia do voto pró-Bolsonaro

Quando esteve em Fortaleza, o candidato arrastou multidão.

Cerca de 200 advogados vão estar mobilizados no Ceará, domingo próximo, em favor do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro (PSL).

A informação é do secretário-geral estadual do partido, Aldairton Júnior, acrescentando que trata-se de um grupo de voluntários que resolveu se integrar à campanha do postulante e agir para evitar qualquer ameaça de fraude ou algum tipo de ação irregular que possa comprometer o pleito. Um treinamento sobre legislação eleitoral foi oferecido a outros voluntários durante esta semana, no Hotel Beira Mar, conforme Aldairton.

Ele adianta que o PSL disponibilizará um número de WhatsApp para receber qualquer tipo de denúncia e que esse grupo de advogados estará de prontidão para fiscalizar e acionar a Justiça Eleitoral. Esse tipo de procedimento ocorrerá em todo o País.

Aldairton retornou do Rio, onde esteve com a cúpula do PSL e com Jair Bolsonaro.

(Foto – Camila de Almeida)

Bolsonaro e Haddad cumprem agenda cheia nesta reta final de campanha

A três dias das eleições, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm agendas lotadas, mas organizadas de forma bem distinta. Bolsonaro recebe correligionários de diversas áreas, enquanto Haddad intensificou as viagens e irá até amanhã (26) a três capitais do Norte. Na noite de hoje (25) ele estará no Recife.

Haddad programou ainda atos políticos em Salvador amanhã (26) e, em seguida, irá para João Pessoa. O Nordeste foi a região em que o PT recebeu mais votos no primeiro turno das eleições.

Nos últimos atos e entrevistas, o candidato do PT subiu o tom contra o adversário, aumentando as críticas e acusações. Às vésperas do segundo turno, Haddad voltou a cobrar a participação do candidato do PSL em debates.

Em casa, no condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Bolsonaro recebe correligionários, entre eles parlamentares e prefeitos, e também aproveita para fazer suas postagens nas redes sociais.

Nas conversas com colaboradores e nas redes sociais, o candidato do PSL, aos poucos, indica como pretende organizar seu governo, se eleito. Ontem (24) integrantes da bancada ruralista afirmaram que Bolsonaro não pretende seguir adiante com o projeto de unir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente.

(Agência Brasil)

Frente Parlamentar Evangélica divulga sua pauta legislativa 2019

A Frente Parlamentar Evangélica lançou nesta quarta-feira (24), na Câmara dos Deputados, o manifesto O Brasil para os Brasileiros. Com 60 páginas, o documento é embasado em quatro eixos de ação para a atuação dos parlamentares no período de 2019 a 2022.

Com propostas para a modernização do Estado, segurança jurídica, segurança fiscal e revolução na educação, o manifesto faz uma análise conjuntural do país. “Essa frente parlamentar quer colocar o Estado, a máquina do Estado, em favor do brasileiro. Por isso, nós estamos utilizando o lema O Brasil para os Brasileiros, afirmou o coordenador da frente, deputado Takayama (PSC-PR).

Segundo Takayama, o manifesto será a base de atuação da frente parlamentar e um instrumento de cobrança do Executivo Federal. Uma das sugestões incluídas no documento é a redução do número de ministérios de 29 pastas para até 15. A medida acabaria com cerca de 600 cargos comissionados, 20% do total, diz a frente.

“A atual estrutura orgânica tornou o Estado excessivamente intervencionista, gerador de déficits, incapaz de atender de forma eficaz às demandas da sociedade. Esvaziou, por causa do seu tamanho e complexidade, a capacidade de o Estado planejar suas políticas públicas”, destaca o manifesto.

O documento acrescenta que o “enxugamento” da administração federal é essencial para limitar a ação regulamentadora e intervencionista do Estado. “Ademais, uma reforma orgânica propicia a conquista e o apoio da sociedade, já cansada de tanto desperdício e da falta de recursos para as funções precípuas do Estado”, completa o documento.

Outra proposta é intensificar o teletrabalho para os servidores que não atendam diretamente o público. Isso traria, segundo a frente, redução de custos de deslocamento, de manutenção e aumento de produtividade.

“Com a possibilidade da centralização das atividades de governo em sedes únicas nos estados – Projeto Casas da União –, com o compartilhamento da área meio e de recursos logísticos, faz todo sentido manter o pessoal de serviço técnico especializado da localidade em teletrabalho, com espaço de trabalho apenas temporário na sede, com redução dos custos de deslocamento, custos prediais e outros insumos, assim como o aumento da produtividade”, diz o manifesto.

Atualmente, a frente é integrada por 180 parlamentares. A expectativa é que o grupo cresça cerca de 20% na próxima legislatura.

(Agência Câmara)

PF abre inquérito para apurar ataques de coronel da reserva contra Rosa Weber

A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar um vídeo no YouTube no qual o coronel da reserva do Exército Carlos Alves refere-se à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, como “salafrária e corrupta”, além de criticar e fazer ameaças a outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante cerimônia de assinatura do Termo de Execução Descentralizada de Alternativas Penais e Monitoração Eletrônica.

A abertura do inquérito foi confirmada pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, nesta quarta-feira (24). Além da investigação sobre o coronel, foram abertos mais três inquéritos para apurar ameaças a Rosa Weber.

Ontem mesmo determinei instauração de inquérito para apurar essas agressões de que ela foi vitima, sabemos de quem se trata e onde se encontra”, disse Jungmann, após cerimônia para repasse de recursos do governo ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ontem (23), os ministros da Segunda Turma do STF aprovaram um ofício para que o coronel fosse investigado, a ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se adiantou e solicitou a abertura do inquérito pela PF.

Em resposta ao vídeo, o ministro Celso de Mello, o mais antigo do STF, prestou solidariedade a Rosa Weber e aos ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luiz Fux, que também foram citados. Na abertura da sessão da Segunda Turma, ele afirmou que seus pares foram alvo de “ataques imundos e sórdidos”.

“O primarismo vociferante desse ofensor da honra alheia fez-me lembrar daqueles personagens patéticos que, privados da capacidade de pensar com inteligência, optam por manifestar ódio visceral e demonstram intolerância radical contra os que consideram seus inimigos. Todo esse quadro imundo que resulta do vídeo, que, longe de traduzir expressão legítima da liberdade de palavras, constitui verdadeiro corpo de delito comprobatório da infâmia perpetrada pelo autor”, afirmou Celso de Mello.

No vídeo de 29 minutos, o coronel Carlos Alves faz ainda ameaças ao TSE, caso o tribunal leve adiante uma ação que possa resultar na cassação do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. “Se aceitarem essa denúncia ridícula e derrubarem Bolsonaro por crime eleitoral, nós vamos aí derrubar vocês aí, sim”, diz.

Em nota divulgada na noite de terça-feira (23), o Exército informou ter aberto uma investigação para apurar a conduta do coronel da reserva. “O referido militar afronta diversas autoridades e deve assumir as responsabilidades por suas declarações, as quais não representam o pensamento do Exército Brasileiro”, afirma o texto.

Desde início do processo eleitoral, a PF já abriu 2.007 inquéritos para apurar irregularidades cometidas por cidadãos, segundo dados atualizados pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

(Agência Brasil)