Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Geraldo Alckmin e o bom humor dos bancos

Mudou da água para o vinho o humor dos bancos em relação à sucessão — e mais precisamente à candidatura do tucano Geraldo Alckmin. É o que avalia o jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O alívio, diz ele, é patente em todas as conversas sobre sucessão. É uma turma que tem a volatilidade no sangue. Para mudar de novo, não custa muito.

(Foto – Pedro Ladeira, da Folhapress)

Plano de Ciro prega criação de programa de renda mínima para idosos vulneráveis

De olho no eleitorado de Lula, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) vai enfatizar propostas de cunho social.

É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quinta-feira, adiantando que o plano do pedetista apregoa, por exemplo, a criação de programa que garanta o pagamento de uma renda mínima para idosos em situação vulnerável.

Depois de perder o apoio do centrão para Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro tenta atrair partidos de esquerda, como PC do B e PSB, para sua aliança.

(Foto – Reprodução de TV)

Eleições 2018 – FGV lança plataforma digital para analisar debates e identificar “fake news”

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP/FGV) lançou hoje (25) a Sala da Democracia Digital – #observa2018, com objetivo de analisar o debate público nas redes sociais e identificar ações de desinformação nas eleições deste ano, as chamadas fake news. A Sala da Democracia Digital vai funcionar na sede da FGV, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro .

O pesquisador da DAPP Amaro Grassi disse que, embora nas eleições passadas a internet e as redes sociais tenham tido um papel importante, nada se compara ao que se vai presenciar no pleito deste ano, tanto na presença e no impacto da internet, como, sobretudo, o fenômeno da desinformação. Para ele, é preciso verificar como ações práticas que podem ser classificadas como nocivas ao debate democrático vão influenciar as discussões no Brasil.

“São os robôs, as fake news, as ações coordenadas de ataques contra adversários. Como isso pode distorcer e afetar o processo de debate sobre a agenda do país, sobre os candidatos e sobre os partidos. Em um contexto de crise, acompanhar isso e dar transparência a este tipo de questão foi o objetivo primeiro dessa iniciativa”, disse Grassi.

Segundo ele, a Sala de Democracia Digital vai aplicar a metodologia que a DAPP desenvolveu nos últimos anos, com o qual faz a coleta de informações e de dados de redes sociais, para analisar o que as pessoas estão comentando sobre políticas públicas, os presidenciáveis e os principais atores políticos.

Divulgação

Todo o material produzido será publicado no site da sala. O acompanhamento e a análise dos pesquisadores serão diários e uma vez por semana haverá o estudo consolidado do período. Conforme o pesquisador, eventualmente, podem ser publicados ainda alguns estudos mais aprofundados.

“A ideia é que a gente consiga responder aos principais eventos da campanha em até 24 horas. Seja um debate, uma polêmica, uma entrevista, que a gente consiga mensurar o impacto e a repercussão que esse evento teve nas principais redes, como Twitter, Facebook, Youtube e disponibilizar a interessados em geral, informações qualificadas e o que está se passando nesse ambiente digital, nessa grande arena de debates que hoje gera tanta polêmica e desinformação como se tem falado ultimamente”, completou.

Grassi acrescentou que quando houver suspeita de notícias falsas elas serão encaminhadas para agências de checagem das mensagens para verificar a veracidade e a partir daí analisar o impacto que tiveram na rede em geral.

Campanhas internacionais

O pesquisador destacou que percebendo as eleições em outros países, entre eles, os Estados Unidos, é possível esperar o que vai ocorrer no caso do Brasil. “Informado por processos eleitorais recentes no mundo, a gente vai acompanhar e buscar mitigar o efeito dessas ações que hoje já se sabe que tiveram impacto, embora não se saiba quanto, em eleições como as dos Estados Unidos, que são as mais faladas, mas também no Reino Unido, na Alemanha e na França. É um projeto para, pelo menos, mitigar o efeito que essas ações possam ter na eleição brasileira”, afirmou.

Apesar de ainda não haver condições de avaliar como será o impacto da iniciativa, na visão de Grassi, as ações de desinformação podem mudar o perfil da eleição brasileira. “Vai mudar porque não dá para desconsiderar os canais de campanha e de disseminação de informação em TV, rádio e nas campanhas de rua. Sem dúvida a internet e as redes sociais vão cumprir um papel importante e a gente não vai subestimar isso”, observou.

Seminário

Para o lançamento da sala, a DAPP organizou um seminário sobre o impacto das redes sociais nas eleições no Brasil e no mundo. No encontro foi apresentado um levantamento inédito da FGV DAPP com 5.415.492 tuítes avaliados entre 22 de junho e 23 de julho. O estudo mostrou a ação de robôs na pré-campanha presidencial.

De acordo com o trabalho, as interações motivadas pela ação de perfis automatizados, nesse período, corresponderam a 22,17% dos tuítes de perfis ligados ao campo da esquerda e que compõem tradicionalmente a base do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 21,96% relacionados ao campo conservador e alinhados ao deputado Jair Bolsonaro; 16,18% ligados ao campo de centro (não alinhados a nenhum dos “polos” tradicionais); e 3,99% ligados ao grupo de centro-esquerda (sem predomínio de nenhum ator político em particular).

“Com esse cenário, as redes vão ter um papel muito importante de hiperdimensionamento diferente do que vimos historicamente. Vemos nesta análise extremos bastante operantes no que se refere ao uso de robôs”, disse o diretor da FGV DAPP, Marco Aurelio Ruediger.

A iniciativa da FGV DAPP conta com parceria do Digital Forensic Research Lab (DFRL), do Atlantic Council; do Instituto de Tecnologia e Equidade (IT&E); do Moore-Sloan Data Science Environment, da New York University (NYU); e da Escola de Direito de São Paulo da FGV. Conta ainda com um comitê de Observadores de Democracia Digital, formada por uma rede de entidades parceiras da FGV DAPP.

(Agência Brasil)

Eleições 2018 – Sondagens e enquetes já estão proibidas

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A realização de enquetes e sondagens sobre as Eleições 2018 está proibida. A Resolução do Tribunal Superior Eleitoral nº 23.549/2017 define como enquete ou sondagem “a pesquisa de opinião pública que não obedeça às disposições legais e às determinações previstas” na própria norma. Ou seja, são levantamentos que não atendem a requisitos formais e a rigores científicos. A informação é do site do TSE.

Até as eleições municipais de 2012, as enquetes e sondagens podiam ser realizadas, desde que sua divulgação estivesse condicionada à informação clara de que se tratava de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostragem científica. Com a mudança determinada pela Lei n° 12.891/2013, foi acrescentado o parágrafo 5º do artigo 33 na Lei n° 9.504/1997 (Lei das Eleições) com a seguinte redação: “É vedada, no período de campanha eleitoral, a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral”.

Pela Resolução TSE nº 23.549/2017, esse tipo de levantamento deve ser punido com o pagamento de multa prevista no parágrafo 3º do artigo 33 da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições), independentemente da menção ao fato de não se tratar de pesquisa eleitoral.

(Com TSE)

PT vai mesmo registrar Lula candidato

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira (23):

A candidatura de Lula vai ser registrada no próximo dia 15. É o que garante o senador José Pimentel (PT), explicando que isso será feito porque, mesmo preso na carceragem da PF em Curitiba (PR), o ex-presidente é uma vítima da perseguição política de uma elite que nunca aceitou o modelo petista de gerir para a classe trabalhadora em todos os sentidos. Lula é inocente do que é acusado e se transformou, por conta disso, num “preso político”, acentua Pimentel.

Ele não aposta na tese de que essa postulação será barrada, ressaltando ainda que não há provas contra Lula. Por conta também desse cenário, ele defende que o PT mantenha a vaga de senador.

Embora não diga abertamente que quer a reeleição, Pimentel lembra ser um dos fundadores do partido e que sempre pautou sua conduta pelo respeito ao ideário da sigla. Ou seja, quer disputar. Resta saber se haverá espaços num cenário onde o governador Camilo Santana, que é do PT, opera a favor de Eunício Oliveira (MDB) e Cid Gomes (PDT).

(Foto – Agência Senado)

Camilo Santana e Cid Gomes se encontram em visita ao Expocrato

Sem poder participar de atos públicos, por conta do processo eleitoral, o governador Camilo Santana esteve neste fim de semana na Expocrato, na condição de visitante, ao lado do prefeito do Crato, Zé Aílton Brasil, de deputados estaduais e secretários.

Camilo também encontrou o ex-governador Cid Gomes e, juntos, posaram para fotos com pessoas que estavam na exposição. Lideranças políticas da região e aliados em comum dos dois políticos asseguram que não há relação estremecida entre Camilo e Cid, diante do impasse do apoio a Eunício Oliveira e da mídia nacional apontar a possibilidade de uma candidatura de Cid Gomes ao governo do Ceará.

(Foto: Leitor do Blog)

Agentes penitenciários de Quixeramobim ouvem propostas de Valdemiro Barbosa

Agentes penitenciários em Quixeramobim, no sertão cearense, ouviram neste fim de semana as propostas para a categoria, por parte do presidente licenciado do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE) e pré-candidato a deputado estadual Valdemiro Barbosa.

Barbosa conversou sobre a necessidade de um representante da categoria na Assembleia Legislativa, diante de reivindicações não defendidas pelos atuais parlamentares. Barbosa é natural de Quixeramobim.

(Foto: Divulgação)

O novo Itamar Franco – Ciro Gomes e a nova cruzada constitucional

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Em artigo sobre sucessão presidencial, o sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa avalia a trajetória de campanha de Ciro Gomes. Confira:

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) deverá fazer a sua campanha eleitoral baseada no discurso da necessidade das reformas estruturais: trabalhista, tributária e política. Ciro precisa ser o principal crítico do presidencialismo coalizão e do neofisiologismo da aliança política-eleitoral do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e do presidente Michel Temer (MDB). A classe média brasileira necessita de uma candidatura presidencial que represente a responsabilidade fiscal e a responsabilidade administrativa, tudo isso numa linguagem bastante técnica.

O núcleo da campanha do presidenciável do PDT precisa ressuscitar o período no qual Ciro foi ministro da Fazenda, isso ocorreu em 1994, na época da estabilização do Plano Real. O ex-presidente Itamar Franco foi o grande responsável pelo equilíbrio fiscal e o equilíbrio financeiro da economia brasileira, na véspera da entrada do segundo milênio. Ciro Gomes tem tudo para relembrar esse período importante do qual foi o grande fiador da área econômica, com busca ser visto como o novo guardião da estabilidade democrática nos próximos anos.

A tendência do Partido Democrático Trabalhista é a de, talvez, não fazer nenhuma aliança no campo do centro-esquerda lulista: PSB e o PCdoB. Ciro poderia abrir a mesa de negociação com os presidenciais de centro no campo político brasileiro: Marina Silva (REDE) e Álvaro Dias (Podemos). O pedetista deveria direcionar as suas energias para a construção da primeira coligação partidária brasileira anti-lulista e anti-tucano. Marina e Álvaro Dias não teriam nenhum problema de conversar com Ciro Gomes, nos próximos dias, lógico que isso terá que ser antes do dia 5 de agosto.

O ex-governador Leonel Brizola quase foi ao segundo turno na eleição presidencial de 1989. Brizola reconheceu após a vitória do candidato direitista (Fernando Collor), que o seu erro estratégico foi não ter feito o diálogo de aliança eleitoral com Mário Covas, do PSDB. O próprio tucano também reconheceria depois o mesmo erro estratégico na sucessão presidencial de 1989. Ciro Gomes tem poucos dias para construir uma nova frente partidária, para impor uma derrota aos políticos fisiológicos brasileiros.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Candidatura de Bolsonaro é oficializada; discurso de Janaína Paschoal irrita aliados do militar

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Cotada nos últimos dias para concorrer como vice na candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República nas eleições 2018, a advogada Janaína Paschoal (PSL) foi a segunda pessoa mais aplaudida ao chegar à convenção nacional do Partido Social Liberal (PSL). Contudo, seu discurso desagradou a aliados de deputado e ao próprio Bolsonaro, que não escondeu a irritação quando ela falou que “as pessoas não precisavam seguir ele”. A advogada disse que ainda não se decidiu se aceita o convite feito pelo deputado.

A indecisão de Paschoal, a terceira opção do parlamentar fluminense para compor a chapa presidencial, reflete o isolamento político e a dificuldade de Bolsonaro agregar apoio do mundo político à sua campanha. Janaína disse que “não é possível decidir (sobre ser vice) em dois dias. “Estamos dialogando”, afirmou.

Janaína discursou aos partidários de Bolsonaro pedindo moderação e tolerância. Ela criticou a defesa de um pensamento único e defendeu que é necessário pensar na governabilidade. “Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único”, disse Janaína. “A minha fidelidade não é ao deputado Jair Bolsonaro. A minha fidelidade é ao meu País”, completou.

A advogada Janaína Paschoal, um dos nomes cotados como vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Segundo ela, é preciso pensar na campanha, mas também na governabilidade caso saiam vitoriosos do pleito. “Enquanto procuramos pessoas que estejam dentro da totalidade do nosso pensamento, eles estão se unindo”, alertou ela.

A adovagada também tocou sobre assuntos como drogas e aborto, sobre o qual ela disse que se trata de uma discussão sobre direito. Ela também recomendou aos presentes na convenção que não era necessário sair “falando pras pessoas acreditar em Deus”. A fala irritou alguns pastores evanélicos presentes ao ato.

Recebido sob gritos de “Mito!” e “Eu vim de graça!”, Jair Bolsonaro se emocionou com a recepção calorosa de seus partidários e chorou quando foi executado o hino brasileiro. Também serão oficializadas na ocasião as candidaturas de Flávio Bolsonaro ao Senado e demais escolhidos pelo partido para concorrer aos cargos de deputado estadual e federal pelo Rio de Janeiro.

O senador Magno Malta (PR-ES), que também já teve o nome cotado para figurar como vice na chapa de Bolsonaro, discursou em apoio ao presidenciável durante a convenção do PSL. Malta preferiu se candidatar novamente ao Senado do que concorrer na chapa com o PSL.

“O que o Brasil quer e o que eu quero é um homem de mãos limpas, e você tem mãos limpas. E um homem cristão, você é cristão. O Brasil quer um homem que tem sangue no olho para enfrentar vagabundo”, disse Malta a Jair Bolsonaro.

(Agência Estado / Foto: Reprodução)

Luta pela redemocratização

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (22):

A união dos partidos responsáveis pelo golpe de 2016, em torno da candidatura Geraldo Alkmin, nos últimos dias, atende aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, do capital financeiro e de segmentos empresariais internos para dar continuidade ao programa antinacional e antipovo do governo Temer.

Para isso, está esvaziando a candidatura Jair Bolsonaro (considerado do mesmo lado, mas muito tosco, e já ter cumprido a meta de articular uma base de massa antipetista). Reservaram para Bolsonaro apenas 8 segundos na televisão. Conseguiram também abalroar a candidatura Ciro Gomes (PDT), retirando-lhe o eventual apoio do DEM.

Mas, muito antes disso, os golpistas articularam – de acordo com a denúncia de amplos meios jurídicos – a prisão fraudulenta de Lula, mesmo não conseguindo juntar provas convincentes contra ele, nem impedir que seu nome seja o preferido nas pesquisas eleitorais. Para isso, o vale-tudo está sendo levado a cabo, segundo relatos que alcançam a própria imprensa internacional.

Uma semana atrás, quem tinha ainda alguma dúvida sobre isso eliminou-a de vez, com a retirada total da máscara da parte do Judiciário. O ato culminante viria traduzir-se no atropelo da ordem jurídica, quando foi ostensivamente descumprida a decisão do desembargador Rogério Favreto, do TRF-4, de aprovar um habeas-corpus para Lula.

Ele estava de plantão, no dia 8 deste mês, quando atendeu a pedido de advogados do ex-presidente. A justificativa era permitir que este pudesse participar dos debates de pré-candidatos à presidência da República, já que se sentira prejudicado pelo fato de estarem sendo realizados sem a sua presença, o que o prejudicava. Afinal, estava em pleno gozo de seus direitos políticos e sua sentença não transitara em julgado.

Concedido o habeas corpus e emitida a ordem de soltura, a Polícia Federal ao invés de cumpri-la, como manda a lei, entrou em contato com o juiz Sérgio Moro que, além de estar de férias, não tinha mais jurisdição sobre o caso, que estava na alçada da 2ª instância. Moro deu contraordem de soltura e acionou informalmente o relator do processo, desembargador Gebran Neto, que estava de recesso e só assumiria no dia seguinte, às 11 horas.

Ao fazerem isso, Moro e Gebran atuavam à margem da lei. Favreto reiterou, então, a ordem de soltura e foi novamente desrespeitado.

Ora, se alguma contestação pudesse ser arguida, a competência caberia ao Ministério Público. E aí o relator levaria o caso para a Turma. Mesmo assim, só após a decisão do desembargador ter sido cumprida. O plantonista é plenipotenciário para tomar decisões durante o seu plantão, sobretudo em relação a habeas-corpus, desde que acompanhado da devida justificativa.

No caso em vista, ele não decidiu em matéria já julgada pela Turma – o que não seria permitido – mas, sobre uma questão nova: a demora da juíza da Execução Penal, Carolina Lebbos, em responder ao pedido feito pelos advogados de Lula para que ele comparecesse aos debates entre pré-candidatos. Havia urgência pelo fato de os debates já estarem em andamento e Lula sem poder comparecer.

(Foto: Arquivo)

Prestes a ser confirmado candidato, Bolsonaro diz: “Não entendo mesmo de economia”

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL) terá candidatura oficializada neste domingo, 22. Em entrevista ao O Globo, ele confirmou que não entende de economia.

“Não entendo mesmo. Não entendo de medicina, de agricultura, não entendo um montão de coisa. Acho que temos que ter bom senso para governar”. O candidato disse que quem trata do assunto por ele é o economista Paulo Guedes – que, numa referência ao anúncio publicitário, comparou ao Posto Ipiranga – a quem pergunta tudo. “Não tenho vergonha de falar isso não”.

“O que a gente quer: inflação baixa, dólar compatível para quem importa e exporta, taxa de juros um pouco mais baixa e não aumentar mais impostos. Só pedi coisa boa”.

Bolsonaro defendeu a manutenção da meta de inflação, de 4,5%. Sem lembrar o nome do presidente do Banco Central, afirmou ainda que a ideia de Paulo Guedes é manter Ilan Goldfajn. Bolsonaro reforçou ainda ser contra a taxação das grandes fortunas.

Ele ainda admitiu que partidos do centrão, que estão com Geraldo Alckimin (PSDB), acertem com ele. “O centrão diz que vai bater mesmo o martelo lá para o dia 4 de agosto. Podem acontecer problemas entre eles, e alguém vir para o nosso lado. O atrativo que eu tenho é a popularidade. Mas estou muito tranquilo. Se der zebra, eu vou para a praia”.

Porém, ele acredita que a aliança de Alckmin com o centrão o ajuda. “Vou mandar um beijo para ele (Alckmin). Um beijo hétero”.

O candidato afirmou ainda que irá a debates, mas irã falar daquilo que quiser. “Vou dar um tranco de dez segundos e falar o que interessa. Não adianta querer me amarrar numa pauta. Vou responder o que eu quero”.

Ele defendeu ainda permissão para os policiais matarem durante operações em favelas. “A lei permite só para o lado do crime. Imagina um soldado na rua em missão da GLO (Garantia da Lei e da Ordem). É surpreendido, tem troca de tiros e acaba morrendo um inocente. É justo levar esse garoto para uma Auditoria Militar para uma condenação de 12 a 30 anos de cadeia? Ele tem que ser responsabilizado por tudo isso? Estamos vivendo em guerra, e nela os dois lados atiram”.

(O POVO com informações do O Globo / Foto: Arquivo)

Eleições presidenciais já têm quatro candidatos confirmados

Nos primeiros três dias de convenções nacionais, quatro candidatos a presidente da República foram confirmados pelos partidos políticos: Ciro Gomes (PDT), Paulo Rabello de Castro (PSC), Guilherme Boulos (PSol) e Vera Lúcia (PSTU). Enquanto o PSol e o PSTU lançaram a chapa completa, o PDT e o PSC ainda vão escolher os candidatos a vice-presidente.

Os convencionais do PDT aprovaram uma resolução autorizando a Executiva Nacional a negociar as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC também vai articular um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa.

O PSol formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem (21) convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a presidente da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco.

O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. Já o PMN decidiu que não dará apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

Os partidos têm até o dias 5 de agosto para realizarem suas convenções nacionais. As candidaturas podem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. No próximo sábado devem se reunir SD, PTB, PV, PSD e DC.

(Agência Brasil)

Encantamento autoritário: Discurso ingênuo e raivoso de Bolsonaro seduz elite econômica

Em artigo na Folha de S.Paulo, neste sábado (21), o Doutor em Filosofia e professor da USP Pablo Ortellado aponta o antipetismo como principal cabo eleitoral de Bolsonaro. Confira:

Um dos mais intrigantes enigmas desta eleição é o apoio que Jair Bolsonaro (PSL) está conseguindo amealhar entre as elites. Seu sucesso entre a população em geral se compreende por sua imagem de outsider, sua postura antissistêmica e seu discurso anticorrupção.

Mas não parece razoável que um candidato tão sem qualificações, que desconhece os princípios mais elementares de funcionamento da economia e do Estado e com posturas tão grosseiramente contrárias aos direitos humanos consiga atrair apoio entre as lideranças do setor econômico.

Em evento com os presidenciáveis na CNI (Confederação Nacional da Indústria), Bolsonaro foi o mais aplaudido.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse que ele demonstra “firmeza e autoridade” e que o setor não tem receio de um eventual governo seu. Henrique Bredda, gestor do fundo Alaska, reuniu-se com o pré-candidato e disse que teve “excelentes impressões”.

Comparações com candidatos de extrema direita de outros países esclarecem pouco sobre essa adesão das elites. Neles, o eleitorado é composto por trabalhadores que se sentem ameaçados pela abertura comercial e pela imigração, o que não parece ser o caso do Brasil.

O eleitorado de Bolsonaro é escolarizado e rico. Segundo pesquisa Datafolha, enquanto sua intenção de votos entre os que ganham até 2 salários mínimos é de 13%, ela sobe para 34% entre os que ganham mais de 10 salários mínimos; enquanto sua intenção de votos é de 11% entre os eleitores com educação fundamental, ela sobe para 25% entre os que cursaram o ensino superior.

Além disso, nossa economia é muito fechada e, a despeito de uma crise localizada na fronteira com a Venezuela, não temos um problema de imigração relevante.

A melhor pista para entender essa adesão a Bolsonaro é o antipetismo, uma moléstia que contaminou nossa elite e que a deixou tão indignada com o PT que ela não consegue mais exercer o discernimento.

O antipetismo acredita que o maior e mais fundamental problema do país é a corrupção, que o ápice desta prática ocorreu nos governos petistas e que para enfrentar o problema precisamos de autoridade e de um Estado pequeno.

O que é surpreendente é que esse discurso ingênuo e raivoso tenha conseguido seduzir nossa elite econômica que deveria saber, por dever de ofício, que nossos problemas são maiores e mais complicados.

O encantamento foi tamanho que ela cogita entregar o país para um brucutu anticorrupção, que não entende nada de coisa nenhuma, que tem menos capacidade política do que Dilma Rousseff e que só se distingue por vociferar bordões autoritários para pessoas sem juízo.

Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP e Doutor em Filosofia

Em carta – Eunício declara preferência por Lula e recebe apoio do ex-presidente

Três dias após o MDB lançar a pré-candidatura de Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto, o presidente do Congresso Nacional, o também emedebista Eunício Oliveira, senador pelo Ceará, reafirmou apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula, do PT.

A manifestação do parlamentar cearense se deu por foma de carta a Lula, que respondeu com o mesmo desejo de apoio à pré-candidatura para a reeleição de Eunício Oliveira. No Ceará, o presidente do Congresso Nacional recebeu aceno de apoio do governador Camilo Santana, do PT, mas encontra dificuldades com o grupo político o qual Camilo integra.

Na carta a Lula, Eunício manifestou gratidão ao ex-presidente pela promoção da justiça social, por meio de políticas de desenvolvimento regional e de combate à fome. O presidente do Congresso Nacional também destacou o olhar de Lula pelos mais humildes, bem como a coragem do petista de fazer os enfrentamentos necessários a uma mudança efetiva na realidade do Nordeste e, consequentemente, do Ceará.

Eunício foi ministro das Comunicações de Lula e uma das principais lideranças que trabalhou pelos projetos do governo petista no Congresso Nacional.

Como reconhecimento, Lula teve a ideia de batizar de Eunício Oliveira a lei que determina a renegociação das dívidas dos trabalhadores rurais atingidos pela seca.

(Foto: Arquivo)

PMN decide não ter candidato à Presidência nem fazer alianças

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) decidiu em convenção hoje (21), em Brasília, não lançar candidatura própria à presidência da República nem apoiar candidato ao cargo no primeiro turno.

O encontro ocorreu em meio a uma disputa judicial entre a legenda e a jornalista mineira Valéria Monteiro, pré-candidata à Presidência da República. Segundo o presidente da sigla, Antonio Massarolo, os problemas entre Valéria e o PMN se agravaram quando o nome dela não atingiu 3% de intenções de voto nas pesquisas eleitorais. Segundo ele, esse era o pré-requisito para que ela fosse confirmada como candidata à chefe do Executivo, mas como a meta não foi alcançada o apoio foi retirado.

Em março, já sem apoio da Executiva Nacional do PMN, a ex-apresentadora do Fantástico e do Jornal Nacional, insistiu na pré-candidatura e fez uma carta ao partido na qual abriu mão das verbas dos fundos partidário e eleitoral.

Ameaçada de ser retirada do auditório à força pelo presidente do PMN, a jornalista chegou a ser empurrada e segurada por uma mulher que fazia parte da equipe de segurança privada do evento. Em seguida, deixou o local espontaneamente, garantindo que tentará anular a convenção do PMN na Justiça.

(Agência Brasil)

Há tucanos querendo Tasso na vice de Geraldo Alckmin

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) regressou nessa sexta-feira da Europa, após conferir, como convidado, a final da Copa da Rússia e estender alguns dias de temporada.

Na próxima semana, ele reunirá os partidos pró-General Theophilo para o Governo. Acertos sobre a a convenção conjunta PSDB-PROS, marcada para o dia 29, a partir das 9 horas, no ginásio da Faculdade Ari de Sá (Centro).

Falando em Tasso, um grupo de parlamentares tucanos estará em São Paulo, neste fim de semana, com Geraldo Alckmin.

De acordo com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos, hora de sugerir ao presidenciável que chame Tasso para ser seu vice, no que atrairia apoios no Nordeste. Isso, depois de ter atraído o Centrão para seu lado e frustrado expectativas do também presidenciável Ciro Gomes (PDT).

(Foto – Agência Senado)

O tamanho da perda de Ciro Gomes

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (21), pelo jornalista Érico Firmo:

Ciro Gomes (PDT) realizou a convenção que oficializou sua candidatura justo no momento mais crítico de sua pré-campanha. Frustrações e euforias têm relação direta com expectativas criadas. Dois meses atrás, a hipótese de aliança entre ele e o Centrão praticamente não era cogitada. Porém, as conversas avançaram e o acerto chegou a parecer bem próximo. O Palácio do Planalto interveio. O bloco DEM, PP, PRB e SD quis fazer uma graça: apoiar candidato de oposição, mas manter os cargos do governo. O recado veio claro e direto. Nem precisam apoiar Henrique Meirelles (MDB). Mas, Ciro não. Isso foi decisivo. A aliança, que parecia encaminhada, inviabilizou-se. Ao perder o que era improvável e se tornou factível, a candidatura do PDT passa sinal de enfraquecimento.

Outra alternativa é a preferida de Ciro: o PSB. É possível ainda, mas os obstáculos cresceram. Já pareceu mais próxima. Caso não saia, será um baque e tanto para o pedetista.

O impacto é, sobretudo, simbólico. Sem nenhuma aliança, Ciro tem muito mais estrutura, apoios e tempo de rádio e televisão que os competidores à sua frente — Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Do ponto de vista da estrutura para competir com ambos, ele não está em desvantagem. Está atrás, sim, em intenções de votos. Aí reside um de seus dois problemas.

Olhando para cima, tem distância a tirar de Bolsonaro e Marina. Está em desvantagem em relação a ambos. Se atrai o centrão, ele estaria muito, muito à frente dos dois no quesito estrutura e apoios. Teria mais condições de subir. Sem o centrão, o potencial de crescimento ainda é grande, mas fica menor. Se o PSB não vier, míngua ainda mais.

Olhando para baixo, vê Geraldo Alckmin (PSDB). Aí talvez esteja o maior inconveniente para Ciro. O apoio do centrão é o primeiro fato a animar a combalida candidatura tucana. Ele vem estagnado e agora recebeu apoio de partidos enroladíssimos em denúncias, em toma lá, dá cá de cargos. Não é propriamente uma injeção de ânimo, capaz de arrebatar multidões. Entretanto, confere ao tucano tempo de propaganda eleitoral incomparavelmente superior ao de qualquer outro.

Nos quesitos apoios, estrutura, financiadores, o tucano tem léguas de dianteira. É improvável que tudo isso não se reverta em um bocadinho que seja de votos a mais. Nas últimas pesquisas, Alckmin alcança 6%, 7%. Patético para quem disputou 2º turno de eleição presidencial e governou o maior estado do País por 12 anos e quatro meses — recorde em todos os tempos.

Mesmo assim, Ciro dizia há pouco mais de um mês: “Alckmin tá lá embaixo, passando o pão que o diabo amassou, não decola, mas fatalmente crescerá”.

A aposta do pedetista, na época, era de que ele iria ao segundo turno contra Alckmin. Acreditava que o tucano cresceria e ele, Ciro, também. No mercado político das últimas 48 horas, a subida de Alckmin está mais bem cotada que a de Ciro.

Chico Lopes acha improvável Manuela D’Ávila na vice de Ciro

A depender da declaração do deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), a jornalista e ex-deputada gaúcha Manuela D’Ávila não abrirá mão da disputa ao Palácio do Planalto. Portanto, sem chances de compor a chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT).

Chico Lopes gravou ontem para o PCdoB nacional, quando reforça a pré-candidatura de Manuela D’Ávila.

(Foto: Arquivo)