Blog do Eliomar

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Candidatos terão que ser criativos e cuidadosos com fake news, avaliam jornalistas do O POVO

Uma campanha eleitoral curta, com limite de gastos. O que para muitos poderá ser uma desvantagem, na verdade é um desafio à criatividade, com maior uso das redes sociais.

Foi o que avaliaram os jornalistas do O POVO, nesta sexta-feira (13), na O POVO CBN, no programa Debates do Povo, com apresentação do jornalista Plínio Bortolotti.

O editor de Política, Gualter George, o repórter Carlos Mazza e este repórter e blogueiro apontamos, no entanto, um cuidado especial com as fake news, também preocupação do Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

Candidatos sem propostas e sem zelo para com a verdade, se utilizam de falsas notícias para tentar desgastar a imagem de políticos sem histórico de falcatruas ou irregularidades, como forma de se apresentarem como “honestos” e “salvadores da pátria”.

O Ceará já registra casos de fake news, antes mesmo do início do processo eleitoral.

(Foto: Paulo MOska)

Temer ameaça tirar cargos, se PP apoiar Ciro

Da Coluna Polícia, no O POVO desta sexta-feira (13), pelo jornalista Érico Firmo:

Enquanto negocia à centro-esquerda, Ciro mantém conversas avançadas com o blocão à centro-direita. Porém, o próprio Palácio do Planalto tenta atrapalhar. Conforme informou ontem o Estado de S.Paulo, o governo Michel Temer (MDB) ameaçou tirar os cargos do PP caso o partido apoie Ciro. O recado do Planalto teria sido: apoiem qualquer um, menos Ciro.

Os cargos não são pouca coisa: os ministérios da Saúde, das Cidades, da Agricultura e a Caixa Econômica Federal.

O PP é o maior partido do chamado Centrão, o bloco que comanda o atraso na Câmara dos Deputados. Estão ao lado deles DEM, Solidariedade e PRB. Os comandos de PP e SD querem, ao menos até agora, fechar com Ciro. O presidente da Câmara e principal líder do DEM, Rodrigo Maia, defende o mesmo. Porém, PRB e parte do DEM preferem Alckmin. Se fizer o PP também balançar, o Planalto pode desequilibrar o jogo contra Ciro.

O candidato do PDT a presidente ainda pode fechar com todas essas siglas e ter uma das mais robustas coligações, numa campanha até agora liderada por nanicos com pouco tempo de televisão. Porém, pode se ver desfalcado dos dois lados da coligação que já pareceu estar mais próxima, embora ainda seja possível.

General Theophilo inicia por Russas maratona de visitas ao interior cearense

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O General Guilherme Theophilo (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, inicia nesta sexta-feira (13), na cidade de Russas, uma maratona de visitas a municípios do interior cearense. À noite, na CDL de Russas, tem reunião com lideranças políticas do Vale Jaguaribano. O pré-candidato nos próximos dias cumpre roteiro nos municípios de Limoeiro do Norte, Jaguaribe, Icó, Iguatu, Jucás, Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato.

Na manhã deste sábado (14), em Limoeiro do Norte, o General, juntamente com o presidente do PSDB/CE, Francini Guedes; os deputados Capitão Wagner (PROS) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB), além do pré-candidato ao Senado, Eduardo Girão (PROS), participam de um café da manhã com lideranças políticas. Em seguida, realizam caminhada na Feira Livre de Limoeiro do Norte.

Ao meio-dia almoçam em Jaguaribe, no Parque de Exposição, onde acontece vaquejada. À noite estarão em Icó para a festa do Forricó.

No domingo (15), General Theophilo cumpre agenda de imprensa em Iguatu e à tarde participa dos festejos religiosos da Serra da Betânia, em Barbalha, acompanhado também do prefeito municipal, Argemiro Sampaio (PSDB), do ex-Prefeito Rommel Feijó e do Vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSDB).

Na segunda-feira (16/07) a programação tem início com um almoço que reunirá lideranças no Sítio São Pedro no município de Jucás e, em seguida, General e toda comitiva participam da procissão da Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do município.

Na terça-feira (17/07), às 18 horas, General Theophilo realiza encontro com lideranças na cidade do Crato e em seguida visita a Expocrato 2018, no Parque de Exposições Pedro Felício.

(Foto: Atquivo)

Ciro diz que chance de chegar ao Palácio do Planalto cresce a cada dia

“A chance (de ser eleito presidente) cresceu muito, assim como cresce a minha responsabilidade a cada dia”, disse o pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, na noite dessa quinta-feira (12), na Praia de Iracema, durante o lançamento do Movimento 12 Brasil.

O discurso de Ciro foi centrado no combate ao desemprego – “quando “13,7 milhões de irmãos e irmãs retornam todos os dias para casa, amargurados sem emprego” -, além da falácia do também pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), que, de acordo com o pedetista, usa o sofrimento da população com o genocídio contra jovens e negros no país para se apossar de frases prontas, como “bandido bom é bandido morto”.

“Nos últimos 12 meses, 62,5 mil pessoas foram assassinadas no país, quase todos jovens, quase todos negros. É o maior genocídio que ocorre no mundo. Só 8% dos casos conseguem ser investigados”, ressaltou Ciro, ao lamentar que há político que se anuncia honesto – “como se isso não fosse uma obrigação”, observou -, enquanto não consegue apresentar uma única proposta para a saúde da população.

“A população busca a política para resolver problemas da cidade, como a saúde”,
afirmou Ciro. “É por isso que o nosso povo olha para a política com o olhar da
notícia infame, da mentira, da roubalheira, da corrupção. Isso tudo semeia o coração do nosso povo com descrença e desesperança”, apontou.

Ciro destacou a luta do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, pela sua pré-candidatura à Presidência da República, além das presenças de alguns pré-candidatos do PDT ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, na pessoa de André Figueiredo, Salmito Filho e Preto Zezé.

“André Figueiredo, se depender de mim, quero votar nele para senador. Salmito Filho, esse extraordinário talento, que vai ser deputado. Preto Zezé, líder nacional do movimento das favelas, aceitou a convocação para ser deputado”.

Apesar de não concorrer a nenhum cargo eletivo este ano, Ciro Gomes também destacou o prefeito Roberto Cláudio como “modelo de administrador, um quadro que o Cerará ainda vai ouvir falar muito”.

(Fotos: Divulgação)

Peritos criminais defendem voto impresso para garantir segurança das eleições

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais defendeu o voto impresso para complementar o sistema eletrônico, em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (12). Para a associação, a impressão de todos os votos pode garantir mais segurança ao processo eleitoral.

Estabelecida em 2015 pela minirreforma eleitoral (Lei 13.165/15), a impressão dos votos foi derrubada liminarmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o voto impresso foi movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi convidada para vir à audiência, mas não compareceu, alegando problemas de agenda. Para a PGR, a impressão do voto viola o direito fundamental do cidadão ao sigilo de seu voto.

Segundo o presidente da associação dos peritos, Marcos Camargo, o eleitor poderia conferir o voto depositado na urna, mas não precisaria levar o voto impresso para casa, para garantir o sigilo. Ele acredita que a urna eletrônica – implantada de forma gradual no Brasil a partir de 1996 – trouxe rapidez e eficiência na contagem dos votos, mas ressaltou que qualquer sistema computacional tem vulnerabilidade.

Conforme Camargo, a fraude nesses sistemas, por meio de ação de hackers, é facilitada, e mesmo a auditoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feita de forma eletrônica, poderia ser hackeada.

Ele acrescentou que o TSE realiza testes públicos nas urnas, e nesses testes alguns ataques obtiveram êxito. O TSE já corrigiu essas vulnerabilidades, mas, conforme o perito, nada impede que haja novos ataques.

“O sistema precisa de auditoria analógica, e essa é a premissa da importância do registro impresso do voto”, defendeu. “É necessário um sistema eleitoral independente do software”, completou.

O deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), que pediu a audiência, acredita que a eleição feita apenas pela urna eletrônica não é confiável. Ele destacou que o PSDB solicitou auditoria das últimas eleições, mas o TSE só permitiu que fosse feita em algumas regiões. “Qualquer ação que não seja passível de auditoria não é confiável”, avaliou.

Já o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, deputado Goulart (PSD-SP), afirmou que o STF tem “legislado”, ao mudar decisões do Parlamento. Representante da Associação Pátria Brasil na audiência, o procurador Felipe Gimenez, por sua vez, criticou o Tribunal Superior Eleitoral, por não debater o tema.

(Agência Câmara Notícias)

Pré-candidato tucano ao Governo participa de fórum do Movimento Brasil Livre

O Movimento Brasil Livre, no Ceará, vai realizar, a partir das 18 horas desta quinta-feira, no auditório da Unichristus (Bairro Cocó), um fórum para debater os cenários nacional e estadual da política.

Entre os convidados, o general Guilherme Theophilo, pré-candidato a governador pelo PSDB. Com ele, a ex-presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, inclusive, cotada para a vice dessa patente.

(Foto – Alex Gomes)

BNDES reduz demanda de recursos por causa das eleições

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) trabalha com a perspectiva de que haverá redução da demanda por recursos da instituição neste segundo semestre do ano em razão das eleições. A declaração é do presidente do banco, Dyogo Oliveira, em visita hoje (10) ao Museu de Arte do Rio (Mar), acompanhado do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

Para ele “é evidente” que, com a proximidade do período eleitoral, “se espere que haja uma retração por parte das empresas, uma vez que essas decisões de investimentos dependem do cenário político do país, e com a proximidade [das eleições] nós esperamos que haja uma retração das empresas na apresentação de novas propostas [demandando crédito] junto ao Banco”.

“De todo modo, nós estamos acelerando fortemente o processo interno no BNDES [para a aprovação de novas linhas de crédito] e isto vai desaguar em um volume de aprovações e de contratações que nós esperamos que possa ser positivo no ano”.

Dyogo Oliveira informou que, até junho, a instituição registrou um crescimento de cerca de 5% nas consultas e enquadramentos, “que são a porta de entrada para as demandas [por crédito] junto ao banco, em comparação ao primeiro semestre do ano passado”.

A avaliação do presidente do BNDES é que a desaceleração do crescimento é também um importante fator que impacta a demanda por recursos junto ao banco, “até porque em um cenário de menor atividade [econômica] as empresas acabam também retraindo os seus investimentos”. Para Dyogo Oliveira o cenário “deve perdurar até o final do ano”.

(Agência Brasil)

General Theophilo quer uma mulher como vice

O General Theophilo, pré-candidato a governador pelo PSDB, abre o jogo quando o tema é nome para a vice. Ele tem o desejo de ter uma mulher nessa posição, mas avisa que a direção partidária e o senador Tasso Jereissati saberão escolher, com sua opinião, um nome leve e que também seja expressão de renovação política.

No momento, os tucanos discutem que nome apontar para o Senado, pois o outro candidato já com aval do PSDB é o empresário Luís Eduardo Girão, do Pros.

Há dois nomes em discussão: Luiz Pontes, que já foi senador, e a ex-presidente do Sindicato dos Médicos do Estado, Mayra Pinheiro.

(Foto – Alex Gomes)

TRE convoca partidos para discutir propaganda eleitoral

A juíza eleitoral da 95ª Zona Eleitoral, Adriana da Cruz Dantas, vai reunir, a partir das 9 horas desta quarta-eira, no auditório do Fórum Péricles Ribeiro, os representantes de partidos políticos . O objetivo é apresentar normas e regras relacionadas à propaganda eleitoral.

Estarão presentes o vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo, bem como juízes eleitorais, chefes de cartório e assessores.

SERVIÇO

*Fórum Péricles Ribeiro – Avenida Almirante Barrroso, 601 – Praia de Iracema.

Lúcio Alcântara de olho no Senado

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira (10):

Depois do empresário Luís Eduardo Girão (Pros) ter sua pré-candidatura ao Senado lançada, o que ocorreu ontem, na Assembleia Legislativa, um outro nome pode entrar nessa peleja: Lúcio Alcântara.

Pesquisas internas do PSDB apontam que o nome do ex-governador, que também já foi senador, agrada ao eleitorado. Ele é avaliado como “honesto e trabalhador” e, dentro do ninho dos tucanos, vem ganhando espaços entre prefeitos do Interior não só tucanos.

O vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, é um dos entusiastas dessa postulação. Ele destaca que, num cenário onde só se fala em Operação Lava Jato, o nome de Lúcio poderia surpreender e ganhar espaços.

O problema, no entanto, é que dentro do PSDB há um outro político de olho nessa vaga: o ex-senador Luiz Pontes, que é da casa e da confiança da maior liderança tucana no Estado, o senador Tasso Jereissati.

Gleisi Hoffman vai conversar com PSB e pode “melar” apoio do partido a Ciro Gomes

O PSB está mais perto de casar com o PDT, mas o PT não desiste. Segundo informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo, nesta terça-feira, Gleisi Hoffmann vai se reunir com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Adiantamos: o objetivo é discutir parceria na disputa presidencial e, pelo visto, melar possível acordo pró-presidenciável Ciro Gomes.

(Foto – Paulo MOska)

Tasso associa aliança de Camilo à base de Temer

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Para o ex-governador do Ceará e senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), os 24 partidos que deverão compor a aliança “do lado de lá” (Camilo Santana) possui os maiores partidos políticos da base do presidente Michel Temer. Em entrevista no Cariri, neste fim de semana, Tasso observou que o governo federal e o governo estadual estão montando uma campanha, por meio de máquinas (federal e estadual).

“Apesar de nós não termos os 24 partidos que o governo federal Temer, o governo estadual estão montados e montando em cima dele (Camilo) para fazer essa campanha, o povo tem entendido a nossa missão. (…) Nós sabemos que é uma empreitada desigual, contra todas essas máquinas, mas a nossa força está no povo e não nessas máquinas”, avaliou o senador.

O senador tucano criticou a atual gestão estadual, quando há quatro anos não captou nenhuma indústria para o Cariri. “Que indústria nova esteve aqui?”, questionou, ao criticar ainda as “filas de macas” nos hospitais públicos e a segurança pública. “O Ceará virou um caos, precisamos acabar com a bandidagem, pra isso precisa de autoridade”, comentou, ao apontar para o general Theophilo, pré-candidato do PSDB ao Palácio da Abolição.

Em Juazeiro do Norte, durante encontro de lideranças políticas do Cariri, no auditório do Hotel Verdes Vales, o o general Theophilo ouviu as sugestões para otimizar o atendimento na rede de saúde pública, geração de emprego, principalmente para os jovens e as mulheres e ajudar os pequenos municípios a solucionar os problemas de insegurança e de violência.

(Foto: Divulgação)

Infeliz do país que necessita de heróis

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Em artigo sobre as eleições deste ano, o professor da UFC e sociólogo João Arruda aponta a descrença do brasileiro na política. Confira:

Estamos a menos de 100 dias das eleições que poderão mudar os rumos históricos do nosso país e o cidadão brasileiro continua mantendo uma postura de enorme ceticismo, desacreditando que os resultados eleitorais de outubro possam reverter as adversidades que vem infernizando a sua vida e destruindo o tecido social brasileiro. A prova maior dessa descrença é a constatação de que, nessa altura dos acontecimentos, mais de 60% dos brasileiros ainda não sabem em quem ou se vão votar em alguém nas próximas eleições.

A crise, que teve suas causas solidamente estruturadas no desenvolvimento da nossa história, aprofundou-se perigosamente nos últimos seis anos. O quadro é desesperador e a nação brasileira encontra-se acéfala, caminhando perigosamente para uma situação de completa anomia. Como não poderia deixar de ser, o cotidiano do brasileiro transformou-se numa grande tragédia, digna de uma superprodução Shakespeariana.

Essa, sem dúvida, é a maior crise da nossa história. Os Poderes da República, que têm na legitimidade popular a sua intrínseca razão de existência, perderam o respeito e a razão de existir. A Presidência da República encontra-se paralisada, transformada em um grande antro de perversão, de corrupção e de imorais negociatas. O Legislativo há anos está dominado por centenas de corruptos picaretas a serviço de interesses mesquinhos, sem nenhum compromisso com as reais necessidades do povo brasileiro. O Judiciário, nossa última esperança contra os desmandos cometidos pelos demais poderes, o último baluarte a garantir o bom equilíbrio institucional da República, nivelou-se por baixo, passando a navegar tristemente em um enorme mar de lama.

A hora exige determinação e firmeza. Como diz o grande Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”! Não podemos nos dar ao luxo de duvidar ou de tergiversar sobre a necessidade de superarmos esse grande momento de incerteza pelo qual passa a sociedade brasileira. A saída é política e tem que ser dada dentro da institucionalidade democrática através do voto. A superação dessa tragédia se impõe, para os democratas brasileiros, como um grande imperativo a ser perseguido. Faz-se necessária a construção de um grande pacto social capaz de conduzir o Brasil a um porto seguro. Um pacto inclusivo, longe de aventuras oportunistas e das saídas messiânicas.

É lamentável perceber que, enquanto a tragédia brasileira se aprofunda, parte da sua esquerda, principalmente aquela hegemonizada pelo PT, caminha na contramão da história, agindo como se não tivesse nenhuma responsabilidade sobre a crise que o governo Dilma ajudou a aprofundar.

Vítima de inconsistências teóricas maniqueístas e motivada por uma longa tradição messiânica, essa militância prefere reduzir a grave crise nacional a uma ridícula simplificação de disputa entre coxinhas e petralhas. Ao invés de fazer uma grande autocrítica dos seus desvios éticos e estimular a formação de uma grande frente nacional, capaz de formatar um projeto de desenvolvimento nacional inclusivo, tirando o povo brasileiro dessa situação de penúria que o seu partido ajudou a aprofundar, os profetas petistas e seus asseclas preferem insistir no nome do Escolhido, em privilegiar a figura do Salvador, do Messias Redentor.

Coerente com o seu vezo messiânico equivocado e isolacionista, a Comissão Executiva Nacional do PT, em reunião realizada na sexta-feira, 08 de junho, na cidade de Contagem, deliberou que a candidatura do Lula à presidência é a prioridade absoluta

do Partido. O grande surrealismo da história é o PT irresponsavelmente exigir que os partidos de esquerda (PDT, PSB, PSOL, PCdoB) retirem as suas candidaturas e insistam no nome do Lula, mesmo sabendo que ele encontra-se inelegível. O autismo político petista não permite que eles percebam que o PT perdeu a legitimidade de hegemonizar a esquerda e os democratas brasileiros.

Essa posição petista em insistir sectariamente no nome do Lula me fez resgatar o grande Bertolt Brecht, na sua peça Galileu Galilei, quando o seu assistente Andrea, discutindo a intolerância da Santa Inquisição e a sua ação repressiva contra os intelectuais de Florença, entra com esta pérola: – Infeliz do país que não tem heróis. Perplexo com essa barbaridade, Galileu responde de maneira categórica: – Não, Andrea, infeliz do país que necessita de heróis.

Sejamos responsáveis, PT, não insista no equívoco do Andrea!

Os petistas devem entender que o Brasil não precisa de um herói, de um Messias, de um Redentor para nos levar ao paraíso. Precisamos, sim, é de um projeto nacional exequível, racional, republicano e includente, que elimine definitivamente os equívocos, os vícios e os privilégios que emperram o desenvolvimento nacional, e que seja capaz de implementar as reformas necessárias para que povo volte a ter suas necessidades atendidas e retome a esperança no porvir..

Felizmente, a inusitada proposta petista não foi levada a sério pelos seus históricos aliados (Psol, PCdoB, PSB, PDT), tendo, inclusive, encontrado forte resistência dentro do seu próprio partido. Emblemática foi a posição dos governadores petistas do Piauí, Ceará e Bahia e do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, sinalizando que o PT poderia marchar com Ciro Gomes, o candidato mais preparado, segundo eles, para enfrentar essa tragédia nacional. Essa reação de rejeição vem sendo confirmada também por milhões de eleitores lulistas, que se recusam a entrar nessa grande barca furada.

Quem vem acompanhando os debates e entrevistas nesse período pré-eleitoral já deve ter percebido a existência de um enorme despreparo entre a maioria dos pré-candidatos. Alguns apresentam arremedos inconsistentes de projetos e repetem frases prontas e vazias. Outros são notórios demagogos aventureiros, repetindo o que parece palatável à população, e o PT, com o seu vezo messiânico, não quer saber de projeto, insistindo na candidatura de um candidato inelegível..

Felizmente, nesse contexto de incerteza e de desesperança nacional começa a se consolidar nacionalmente a candidatura do pedetista Ciro Gomes. Com um currículo político-administrativo impecável e um projeto de governo consistente, o pedetista tem a força moral necessária para liderar um grande pacto de salvação nacional. Não por acaso que o PSB e o PCdoB vêm sinalizando apoio àquele que melhor está instrumentalizado para levar o Brasil a superar essa grande tragédia brasileira.

João Arruda, sociólogo e professor da UFC

Justiça Eleitoral é desafiada por fake news

No dia 27 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou em seu portal ter aberto procedimento para investigar a disseminação de notícias falsas na internet. Entre as motivações para a inciativa, o texto citava um estudo da Associação dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado de São Paulo (AEPPSP), que ranqueara os 10 sites que mais divulgavam as chamadas fake news no Brasil.

Ocorre que tal estudo na verdade era, em si, uma notícia falsa, desmentida pela própria associação, tendo sido originada em um mero post no Facebook, sem nenhum respaldo científico. Dois dias depois de publicar a informação, o TSE se viu obrigado a corrigi-la. Além de irônico, o episódio ilustra os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral em tentar prevenir que as fake news influam no resultado das urnas.

As dificuldades passam já pela tarefa de identificar quais notícias são falsas ou não. Travestidas de informações verídicas, que aparentam estar respaldadas em apuração profissional e dados científicos, como reportagens jornalísticas ou pesquisas acadêmicas, as fake news muitas vezes se alimentam de sua própria indefinição para se proliferar.

“É uma notícia inventada? É uma informação incompleta? É um fato não confirmado publicado como se tivesse sido?”, indagou o advogado Marcellus Ferreira Pinto, especializado em direito eleitoral. “Não existe no Brasil um conceito jurídico que possa ser utilizado na definição do que é fake news. Isso dificulta o combate a esse tipo de prática”, avaliou.

O tema foi eleito como prioritário pelo atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux, que chegou a dizer, em uma palestra sobre o assunto, que, “se o resultado de uma eleição qualquer for fruto de uma fake news difundida de forma massiva e influente no resultado, [o Código Eleitoral] prevê inclusive a anulação”.

Desde que assumiu o comando da Justiça Eleitoral, em fevereiro, Fux já participou de diversos eventos sobre o tema, tendo organizado um seminário internacional no TSE sobre as fake news.

Ele também deu continuidade ao trabalho iniciado por seu antecessor, Gilmar Mendes, que criou, em dezembro do ano passado, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, com foco na discussão sobre fake news.

Além de técnicos do TSE, participam do conselho representantes de governo, Exército, Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Comitê Gestor da Internet, acadêmicos e outros especialistas. Segundo o TSE, o grupo discute uma minuta de resolução específica para lidar com as notícias falsas no ambiente eleitoral, mas ainda não foram divulgadas ações mais concretas.

Por ora, o assunto fake news é regulado pela parte relativa à internet na resolução que disciplina a propaganda eleitoral como um todo (Resolução 23.551/2017). Pela norma, quem divulgar “fatos sabidamente inverídicos” sobre os candidatos está sujeito a ser obrigado a retirar o conteúdo do ar, mediante decisão judicial.

(Agência Brasil)

DEM avalia carta para definir princípios econômicos em caso de aliança com Ciro Gomes

Mesmo sem decisão tomada, a cúpula do DEM já começou a esboçar os termos que precederiam uma aliança com Ciro Gomes (PDT). Dirigentes da sigla avaliam que a adesão de um partido liberal a uma candidatura alinhada à esquerda precisaria incluir concessões de parte a parte bem delineadas. Segundo esse raciocínio, o trato poderia resultar na apresentação de uma carta que explicitasse compromissos com princípios econômicos. Ela seria lida no ato de formalização.

Os quadros do DEM que não se opõem a Ciro dizem que o ingresso do partido na coligação do pedetista seria por si só um gesto enfático ao mercado e poderia representar para ele o que a Carta ao Povo Brasileiro significou para Lula em 2002.

A cúpula do DEM vai se reunir na quarta (11) para tentar definir seu rumo na eleição presidencial. O grupo que falará sobre o assunto contemplará integrantes das diversas alas do partido: a que defende Ciro, a que aposta em Geraldo Alckmin (PSDB) e a que prefere Álvaro Dias (Podemos).

Com a discussão restrita a esse grupo, o DEM tentará evitar o desgaste de expor um racha interno no encontro da executiva do partido, previsto para a semana do dia 16.

(Foto – Reprodução de TV)

As eleições e as mentiras nas redes sociais

Em artigo no O POVO deste sábado (7), a jornalista Lucinthya Gomes alerta que “a mentira e a difamação como método para prejudicar adversários sempre permearam campanhas eleitorais. A prática é antiga, mas o meio e o alcance mudaram”. Confira:

A campanha eleitoral de 2018 conta com a certeza de ser mais curta, ter menos recursos e muitos desafios impostos pela ação dos candidatos e de seus simpatizantes na internet. Ainda mais do que em pleitos anteriores.

As eleições já estão na pauta das redes sociais com intensa polarização, que vem se agravando desde a última sucessão presidencial. Mas a preocupação maior é com a proliferação de notícias falsas. Hoje, quando se fala em eleições limpas, não se pode desconsiderar este fator.

Representantes de órgãos eleitorais têm expressado a preocupação com o tema. Recentemente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, também ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Justiça pode anular uma eleição, se o resultado for influenciado por fake news em massa.

O assunto é sério, teve papel importante em eleições de outros países, como nos Estados Unidos, e tem potencial para ser um problema no Brasil. Autoridades eleitorais no País têm discutido a questão com a finalidade de traçar estratégias de enfrentamento.

A mentira e a difamação como método para prejudicar adversários sempre permearam campanhas eleitorais. A prática é antiga, mas o meio e o alcance mudaram. Com um smartphone na mão, qualquer pessoa pode compartilhar conteúdos duvidosos e maliciosos prejudicando um candidato ou beneficiando outro, ainda que muitas vezes não seja essa a intenção de quem repassa. Com tantos temas sensíveis rondando os debates, mexer com as emoções do eleitor será forte estratégia para influenciar o voto.

Por este motivo, recai sobre o cidadão também a reflexão sobre que tipo de conteúdo será passado adiante. Este é um momento em que a ingenuidade de alguns se torna aliada de quem estará mal intencionado nas redes sociais. Recebeu uma notícia e não tem certeza da veracidade? Melhor não compartilhar.

Procura-se favorito

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (7), pelo jornalista Érico Firmo:

Faltam três meses para o primeiro turno da eleição presidencial e, não muito diferente da Copa do Mundo, nenhum favorito claro despontou. No caso do futebol, o Brasil despontava como principal candidato e já caiu fora. Dos que ficaram, a França parece a principal candidata, mas é bom abrir o olho. No caso da política, as pesquisas apontam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder, mas a condição jurídica de preso condenado inviabiliza a candidatura. Sem ele, ninguém chega a 20% das intenções de voto – e, na moderna história eleitoral brasileira, isso não tem precedentes a tão pouco tempo da eleição.

Jair Bolsonaro (PSL) tem vantagem numérica sobre os demais, mas a falta de estrutura, o partido nanico e o discurso extremista e agressivo lança muitas dúvidas sobre a viabilidade de construir maioria.

Os dois candidatos que vêm a seguir têm viabilidade eleitoral, nas pesquisas, condicionada à ausência de Lula na disputa. Marina Silva (Rede) segue Bolsonaro de perto, mas sofre também com pequeno partido, ausência de estrutura e com falta de visibilidade tanto dos apoiadores quanto da própria candidata. Não é alguém cuja movimentação sugere que ela esteja se encaminhando para a Presidência.

Ciro Gomes (PDT) tem feito negociações promissoras. Tem mais infraestrutura que os candidatos que estão acima. Mas ainda não deslanchou e existe a eterna dúvida sobre se ele não acabará estragando tudo.

Ciro e Marina têm uma desvantagem em relação a Bolsonaro: o pré-candidato do PSL tem apoiadores convictos e consolidados. As intenções de Ciro e Marina, em grande parte, migram para eles na simulação sem Lula. Ou seja, nenhum dos dois é a primeira opção de grande parcela de eleitores. Assim como vêm, esses votos podem ir.

Geraldo Alckmin (PSDB) tem mais recursos, mais estrutura, mais apoiadores, governadores, prefeitos, deputados. Tudo indica que ele seria favorito, salvo uma coisa: intenções de voto. Ele simplesmente não cresce e o tempo fica cada vez menor. Dos quatro citados, é quem mais representa a política tradicional, o establishment. O desgaste desse setor talvez seja uma âncora pesada demais para o candidato.

Cerca de 2 milhões de mesários devem participar das eleições deste ano

O calendário das eleições de 2018 já admite a nomeação dos membros das mesas receptoras e do pessoal de apoio logístico para o primeiro e segundo turnos do pleito de outubro. O prazo final para a nomeação é 8 de agosto, e os atos têm que ser publicados no Diário da Justiça Eletrônico, nas capitais, ou afixados nos cartórios eleitorais, nas demais cidades. A expectativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que cerca de 2 milhões de pessoas atuem nas mesas receptoras nas eleições deste ano.

Em sua conta no Twitter, o TSE fez uma chamada aos eleitores para reforçarem a equipe que vai trabalhar nas eleições. “A força de trabalho fica ainda mais forte quando existe um bom motivo: a DEMOCRACIA! E este time sempre ganha. Ele faz a democracia acontecer!”, diz o post, seguido da hashtag “Vem ser mesário”.

Eleitores a partir dos 18 anos em situação regular podem ser convocados para trabalhar no dia da votação, com exceção dos candidatos e seus parentes consanguíneos e por afinidade até segundo grau. Também não podem ser mesários os integrantes dos diretórios de partidos que exerçam função executiva, os policiais, os funcionários com cargos de confiança do Executivo e os integrantes do serviço eleitoral.

As mesas são formadas por presidente, primeiro e segundo mesários, dois secretários e um suplente. Cabe aos membros das mesas receptoras organizar os trabalhos das seções eleitorais do início da votação (8h) até o encerramento (17h). Eles recebem o eleitor, colhem e conferem a assinatura e liberam a urna para o voto. Na seção eleitoral, o presidente é a autoridade máxima, responsável pelo sigilo do voto de cada eleitor e pela tranquilidade da votação, além de zelar pela segurança da urna eletrônica durante todo o processo.

(Agência Brasil)