Blog do Eliomar

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Debate presidencial: perdidos na noite

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (12):

Na noite da última quinta-feira, através do debate dos candidatos presidenciais consentidos – Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) – realizado pela Band, o Brasil teve uma mostra da mediocridade política prevalente: um debate insosso, artificial, desfocado da realidade e sem rumo.

Não poderia ser diferente, na ausência do principal destaque das pesquisas de opinião e na falta da exposição da proposta que ele tem para solucionar a presente crise. Sem ele, dá-se margem à suspeição levantada por setores críticos de que as próximas eleições estariam desenhadas para produzir um único resultado: a continuação do projeto imposto pelo esquema de forças envolvido na destituição da presidente Dilma Rousseff e que instaurou, através de um preposto (Michel Temer), o programa de governo do candidato (Aécio Neves) e do partido (PSDB), rejeitados pelas urnas, em 2014.

Já nas redes sociais, paralelamente, os eventuais vices de Lula (PT) – Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) – tentavam driblar o cerco imposto ao líder das pesquisas.

Muitos do campo progressista questionam se vale a pena o esforço para participar de um “jogo de cartas marcadas” (segundo a expressão corrente) e sob o risco de ser derrotado pela conjugação de forças reunidas pelo establishment, detentoras do monopólio dos meios de “persuasão” – financeiros, propagandísticos e institucionais (estes supostamente garantidos pela parcela dominante e partidarizada do Judiciário), conforme a queixa. Não seria convalidar uma farsa, naturalizando o estado de exceção? Não seria mais acertado politicamente recusar-se a participar e denunciar à Nação e ao mundo a “trapaça”?

Tais são as indagações e angústias que permeiam as fileiras lulistas e alguns aliados do meio acadêmico. Contra esse estado de ânimo, a dupla Haddad/Manuela, eventual substituta, no caso do veto do registro da candidatura Lula, tenta, com muita dificuldade, convencer os recalcitrantes a formar fileiras em torno da estratégia até aqui abonada, supostamente, por Lula.

(Foto: Arquivo)

Twitter divulga medidas para evitar fake news nas eleições

O Twitter divulgou nesta semana um comunicado com as medidas para as eleições deste ano. A plataforma, assim como Facebook, Google, Instagram e Whatsapp, vem buscando respostas em razão de preocupações com possíveis problemas e influências negativas no debate público, como a disseminação das chamadas notícias falsas ou de mensagens de ódio.

Na nota, a empresa afirmou que tem como objetivo “promover um ambiente cada vez mais saudável na plataforma”. Um dos focos será a verificação de contas de candidatos e partidos, de modo a coibir perfis falsos que possam divulgar informações e causar confusão nos eleitores.

Além dessa verificação, a própria rede social irá organizar sessões de perguntas e respostas com os candidatos, com o intuito de “facilitar o contato direto entre os candidatos e seus eleitores”. A companhia anunciou que firmou parceria com alguns veículos de mídia – como Band, RedeTV, Estadão, Rádio Jovem Pan, Revista Istoé e Catraca Livre – para a transmissão pela plataforma dos debates com os concorrentes à Presidência da República e aos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Uma das medidas destacadas pela empresa é o combate ao que a empresa chama de “contas automatizadas mal-intencionadas e/ou que disseminam spam”, perfis falsos ou os chamados robôs (ou bots, no termo em inglês popularizado). Os robôs são vistos como um dos meios de disseminação de notícias falsas e um dos problemas na rede social, embora estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) tenha apontado o grau de difusão de fake news por essas contas semelhante ao de humanos

Segundo a assessoria de empresa, também foram realizadas ações como o aprimoramento do processo de abertura de contas, auditorias em contas já existentes e a expansão de detecção de “comportamento mal-intencionado”. O número de contas contestadas mensalmente subiu de 2,5 milhões em setembro de 2017 para 10 milhões em maio de 2018. A média de denúncias de spam recebidas pela plataforma diminuiu de aproximadamente 25 mil por dia em março para cerca de 17 mil por dia em maio.

Segundo levantamento realizado pela empresa com seus usuários, 70% dos mais de dois mil entrevistados disseram usar a plataforma para se informar sobre política nessas eleições. Deste universo, 47% afirmaram fazê-lo frequentemente e 22% de vez em quando.

Mais de 60% avaliaram que a divulgação de mensagens pelos candidatos em seus perfis será importante para a decisão do voto. Entre os indecisos, 79% comentaram que vão conhecer as ideias dos concorrentes por suas contas para definir sua escolha.

Diferentemente do Facebook e do Google, o Twitter não irá veicular anúncio eleitoral. Este será o primeiro ano em que este tipo de propaganda eleitoral será permitida. A empresa anunciou a decisão em maio e justificou-a pelo fato de não ter os meios tecnológicos para atender às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em sua resolução sobre as eleições, o TSE estabeleceu que os anúncios só podem ser veiculados por candidatos ou partidos e que devem trazer a identificação de seus patrocinadores, bem como o CPF (no caso do concorrente) ou CNPJ (no caso da legenda).

(Agência Brasil)

Fórmula esgotada

Editorial do O POVO deste sábado (11) avalia que nenhum candidato se destacou durante o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na Band. Confira:

O brasileiro que conseguiu, ontem, ficar três horas em frente à televisão (ou de algum outro dispositivo) para assistir ao primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na Band, foi dormir depois de uma hora da manhã com a sensação de ter visto uma reprise de qualquer outro debate eleitoral, revelando o esgotamento dessa fórmula.

Para cumprir a orientação legal, rádios e TVs são obrigados a convidar todos os candidatos de partido ou coligação com pelo menos cinco parlamentares entre deputados federais e senadores. Nove das candidaturas atendem ao requisito. No entanto, como Lula está preso (e a Band não aceitou que ele fosse representado pelo vice, Fernando Haddad), o debate teve oito participantes. Com tantos candidatos e tempo limitado para perguntas e respostas, o que se viu foram argumentos superficiais e frases ensaiadas.

Dito isso, o fato é que nenhum candidato se destacou durante o confronto.

Porém, o mais demandado foi Geraldo Alckmin (PSDB), indicando que os adversários o veem como concorrente que pode estar no segundo turno. Alckmin esforçou-se na apresentação de propostas, evitando qualquer tipo de embate.

Ciro Gomes (PDT) conseguiu manter-se calmo. Atacou as reformas trabalhista e previdenciária, dizendo que mudanças necessárias nessa área não podem ser feitas com a “selvageria” implementada pelo governo de Michel Temer.

Álvaro Dias (Podemos) foi o que mais insistiu no tema Lava Jato, afirmando que, caso eleito, convidará o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça de modo a “institucionalizar” o combate à corrupção.

Jair Bolsonaro (PSL) atacou os direitos humanos e defendeu a castração química quando foi questionado sobre estupro. Cabo Daciolo (Patriota) só conseguia repetir que representava o “novo”, sem formular propostas.

De Henrique Meirelles (MDB), devido ao seu preparo, esperava-se mais. No entanto, foi confuso em suas explicações. Apresentou-se como o candidato que poderia trazer credibilidade ao País, dando como exemplo a sua atuação na área econômica durante o governo Lula e no período em que foi ministro da Fazenda de Temer.

Guilherme Boulos (Psol) imprimiu radicalidade às suas falas, propondo o fim da “bolsa banqueiro” e “bolsa empresário”, e buscou o enfrentamento direto com Bolsonaro.

Quanto a Marina Silva (Rede), ela procurou colocar-se como candidata afastada dos casos de corrupção, pondo em dúvida o “discurso oco” de Alckmin, devido ao fato de ele participar de um “condomínio cheio de lobos maus” (o Centrão).

Em um debate nesses moldes é difícil avaliar as propostas dos candidatos, e os próximos seguirão o mesmo modelo. Restará ao eleitor buscar formas complementares para melhor avaliar os candidatos.

O que o debate trouxe de revelador

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:

Primeiro debate é bom por revelar muito sobre estratégias, ao menos de saída. Na última quinta-feira, o encontro entre candidatos na TV Bandeirantes permitiu ver o seguinte:

1) Ciro Gomes (PDT) mira Geraldo Alckmin (PSDB). Começou a polemizar ainda na resposta à pergunta da produção, no início do programa. Disse que o tucano – “meu amigo”, disse ele – alimenta ilusões sobre a competitividade do Brasil na mera abertura de mercado. Depois, nas duas perguntas em que pode escolher quem responderia, questionou o tucano. Ciro já havia dito que, pela estrutura e apoios, crê na presença de Alckmin no segundo turno, apesar do desempenho muito ruim em pesquisas até aqui. Tenta desde já polarizar com quem acha que vai crescer.

2) Alckmin, por sua vez, perguntou a Marina Silva (Rede) nas duas oportunidades que teve. Mirou na candidata que vem logo abaixo de Bolsonaro nas pesquisas. Ela tem sido a opção mais forte de centro, onde o tucano tenta entrar. Ela, porém, foi mais incisiva que ele nos embates. Por exemplo, quando ele perguntou sobre saúde, Marina respondeu que o PSDB não deu conta nem em São Paulo.

3) Alckmin, aliás, foi alvo de muita gente. Marina Silva bateu nele, ainda, pelas alianças. Henrique Meirelles (MDB), um dos mais atrapalhados no debate, confrontou o tucano sobre a posição do PSDB contra o Bolsa Família.

4) Jair Bolsonaro (PSL), sempre valente e polemista, não quis saber de briga. Nas possibilidades de perguntar, indagou a Álvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota). Com ambos, houve certo “jogo de compadre”. Até parabenizou Dias pela resposta.

Álvaro Dias, o tempo todo, tentou se aproveitar da imagem do juiz Sergio Moro. Anunciou que o nomearia ministro da Justiça. No dia seguinte, o magistrado não disse nem que sim nem que não. Deixou a porta aberta para seguir usado em palanque.

Meirelles, por sua vez, tratou de se escorar o quanto conseguiu em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que tenta ser candidato contra ele, Meirelles, e só não estava lá porque se encontra preso. O emedebista foi presidente do Banco Central na época de Lula. Inclusive, usou isso quando foi criticado por Guilherme Boulos (Psol). Mencionou que ele havia sido escolhido por Lula, a quem Boulos defendeu em sua primeira manifestação. Meirelles, por sua vez, fez muito menos menções à sua atuação como ministro de Michel Temer.

Mas, nada se comparou ao constrangimento que foi Cabo Daciolo (Patriotas) explorando a fé e usando o nome de Deus para tentar conseguir votos.

Ciro pretende aumentar salário dos professores e tornar escola mais atrativa para aluno

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“(O modelo atual) faz com que a escola seja muito ‘careta’, com pouca capacidade de reter, atrair o aluno, e isso vai se agravando na proporção com que a idade sobe”. A declaração é do presidenciável Ciro Gomes (PDT), na noite dessa sexta-feira (10), durante o movimento Todos Pela Educação, com apoio da Folha de S.Paulo e acompanhamento da Agência Brasil.

Ciro Gomes apontou, ainda, a necessidade do reajuste nos valores pagos aos professores, além de elevar o número de mulheres em funções públicas e também unificar a base curricular. Ciro destacou que Fortaleza e o estado do Ceará tiveram experiências bem-sucedidas a partir de equipes formadas por, pelo menos, 50% de mulheres.

A série de diálogos terá seguimento na segunda-feira (13), com Marina Silva (Rede). Depois será a vez de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente na chapa do PT, na terça-feira (14). Na quarta-feira (15), Geraldo Alckmin (PSDB) encerra as discussões. Dos 13 candidatos, somente esses quatro aceitaram o convite.

(Com informações da Agência Brasil e da Folha de S.Paulo / Foto: Fábio Lima – O POVO)

Candidatas do PT vão ao Interior em busca de votos

A Secretaria de Mulheres do PT do Ceará levará para o Interior, a partir da próxima terça-feira-feira, 14, a Caravana “Elas por Elas”. Ao todo, 13 candidatas percorrerão as cinco regiões do Estado durante nove dias. “Vamos de forma inédita, juntas, conversar, dialogar e planejar um Ceará melhor com as mulheres”, informa Fátima Bezerra, secretária de Mulheres do PT Ceará. Na legenda, serão cinco candidatas à Câmara dos Deputados e oito candidatas à Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.

A Caravana “Elas por Elas” terá inicio pelo Sertão Central, seguirá para a Região do Cariri, onde haverá atividade no dia 17 de agosto, em seguida, no dia 18, vai para a Região Centro-Sul, encerrando no dia 25 próximo na Região Norte e na Serra da Ibiapaba.

Para a Câmara dos Deputados disputam: Alba Cristina, Luizianne Lins, Fátima Oliveira, Lourdinha ou Liduína e Rachel Marques. Para o legislativo estadual, disputa: Ana Jarline, Erika Carvalho, Hilda Maia, Alice de Oliveira, Elzivone Magalhães, Rosângela Rodrigues, Teresinha Santos e Vilani de Oliveira.

Editorial do O POVO aborda os julgamentos no TRE e a lista dos “inelegíveis”

Com o título “Julgamentos no TRE”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira:

A Justiça Eleitoral acaba de receber do Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma lista de 3.586 gestores que tiveram contas julgadas irregulares no Ceará e, por isso, estariam, inelegíveis. O levantamento de eventuais irregularidades em gestões municipais faz parte de uma triagem de competência do TCE, que submete o resultado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para análise de registro de candidaturas nas eleições de outubro. Muitos postulantes a cargos executivos e legislativos, no âmbito dos estados e da União, são ou foram administradores públicos.

Do total das indicações de irregularidades apontadas – que abrange os anos de 2010 a 2018 -, 1.460 estão classificadas como improbidade administrativa, enquanto os demais casos, envolvem outros tipos de irregularidades. É a partir dessa lista que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) analisará os registros de candidaturas.

Feito o cruzamento de dados, os candidatos que estiverem na lista de contas desaprovadas, poderão ter a candidatura impugnada e o registro negado pela Corte eleitoral, em razão da Lei da Ficha Limpa. Nota-se uma intensificação maior desses procedimentos com vistas ao próximo pleito eleitoral, de acordo com a orientação da Procuradoria Geral da República (PGR) ao Ministério Público de impugnar candidatos considerados “ficha suja”.

A diretiva da PGR ocorre em contexto de intensos conflitos políticos, entrechoques de hermenêuticas jurídicas e de questionamentos sobre decisões judiciais. Se é bastante louvável a justificativa de se buscar a preservação do interesse público, não é menos exigido o cuidado de se evitar brechas para o cometimento de eventuais equívocos e injustiças. Pois esse clima de polarização acaba por atingir também o Judiciário, ao ponto de se dizer que um réu tem “sorte” ou “azar” a depender da turma do STF que julgará seu caso.

Portanto, apesar do grande número de processos que o TRE terá de analisar, o melhor é que a decisão seja rápida, no caso de candidatos, de modo que o julgamento ocorra em tempo hábil, a fim de se evitar registros de candidaturas sub judice, o que faria apenas com que o problema fosse adiado, tornando-o mais grave no futuro.

É claro que não se pede aqui qualquer decisão apressada ou que possa ferir os direitos de qualquer candidato, pois todos eles devem os seus direitos legais respeitados.

É necessário ainda que as decisões judiciais sejam alinhadas de tal modo que as sentenças não destoem para casos semelhantes. Seria inaceitável e prejudicial se a Justiça adotasse dois pesos e duas medidas nos julgamentos, independentemente de quem fosse o eventual prejudicado ou favorecido com a decisão.

Presidenciáveis fazem as considerações finais

Ciro Gomes: Falou sobre a recusa de privilégios a que teria direito. Disse que principal compromisso é a retomada do emprego e do retorno ao crédito.

Guilherme Boulos: Disse que população está indignada com a política, mas que há esperança.

Marina Silva: Disse que o Brasil é o país que admira exceções. Citou Ciro Gomes, que não está envolvido em denúncias de corrupção.

Jair Bolsonaro: Afirmou ser o único que pode mudar o Brasil.

Álvaro Dias: Voltou a destacar que conatrá com o juiz Sérgio Moro como ministro, caso eleito.

Cabo Daciolo: Disse que a mudança no país deverá começar pela educação.

Geraldo Alckmin: Afirmou que possui uma grande equipe para organizar o país. Lembrou que São Paulo cresceu economicamente, mesmo na crise.

Henrique Meireles: Disse que possui história para ser presidente.

(Foto: Reprodução)

Ciro é surpreendido com “teoria da conspiração”

Para o presidenciável Cabo Daciolo, Ciro Gomes é o mentor do Fórum de São Paulo, que pretenderia criar um bloco de países, denominado Pátria Grande, que teria como base o comunismo. Ciro disse que não teria como responder, pois não tem ideia de que o Cabo está tratando. O candidato do Patriota insistiu que Ciro é mentor e criticou o comunismo e o capitalismo.

(Foto: Reprodução)

Ciro e Bolsonaro debatem sobre educação

Os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Ciro Gomes debateram sobre a educação. Bolsonaro apontou que a pirâmide de investimento está invertida, pois se investe muito em ensino superior, enquanto a educação básica deveria ter mais atenção. Ciro Gomes lembrou que das 77 das 100 melhores escolas básicas no Brasil são do Ceará. Defende mais investimento na educação básica.

(Foto: Arquivo)

Ciro e Alckmin divergem sobre reforma trabalhista

Provocados pelo jornalista Fabio Pannunzio, os candidatos Ciro Gomes e Geraldo Alckmin divergiram sobre a reforma trabalhista.

Ciro disse que, caso eleito, fará uma nova reforma trabalhista, pois a atual reforma é uma selvageria. Alckmin afirmou que a atual reforma foi um avanço e apontou que somente irão ficar os sindicatos sérios.

(Foto: Reprodução)

Jornalista provoca polarização entre Alckmin e Bolsonaro no tema da segurança pública

Diante da divulgação dos números da violência, nessa quinta-feira (9), e que aponta São Paulo como um dos estados que conseguiu reduzir os índices, o jornalista Rafael Colombo, da Rádio Band, provocou a polarização do tema entre o ex-governador paulista Gerakdo Alckmin e Bolsonaro, esse último defensor de uma política opressora.

Alckmin destacou os números de São Paulo, enquanto Bolsonaro ressaltou metas de combate á violência.

(Foto: Reprodução)

Primeiro bloco termina com “aproximação” de Álvaro Dias com Bolsonaro

Terminou agora o primeiro dos cinco blocos do debate da Band com oito presidenciáveis. Enquanto Álvaro Dias e Bolsonaro “bateram bola”, Marina criticou a proposta de Alckmin em devolver o Brasil aos brasileiros, quando se aliou com a base do governo Temer. Alckmin respondeu que é preciso alianças em nome da governabilidade e lembrou que a própria Rede, de Marina, é coligada com o PV.

Nenhum dos candidatos escolheu Ciro Gomes para responder perguntas.

(Fotos: Reprodução)

Alckmin e Bolsonaro são os primeiros alvos dos demais candidatos

Os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL) foram os mais procurados pelos demais candidatos. Enquanto Alckmin foi exposto pelo Cabo Daciolo (Patriota) como “as mesmas promessas”, Bolsonaro teve que responder a denúncia de Boulos (Psol) sobre suposta servidora fantasma. Bolsonaro alegou que, quando procuraram a servidora, ela estaria de férias.

(Foto: Reprodução)

Tem início o primeiro debate da disputa presidencial

Com a presença de oito presidenciáveis e sem a participação de Lula, a Band inicia neste momento o primeiro debate presidencial. O mediador é o jornalista Ricardo Boechat.

Participam do debate: Álvaro Dias (Podemos), Boulos (Psol), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meireles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Pede).

No primeiro bloco, os candidatos tiveram que responder sobre desemprego. Às exceções de Henrique Meireles e Ciro Gomes, os demais se limitaram a se apresentar e deixaram de responder aos questionamento.

(Fotos: Reprodução)

Eleições 2018 – Confira o calendário do pleito

Que tal ficar atento ao calendário eleitoral? Confira datas importantes que o eleitor precisa acompanhar para estar atento aos fatos e lances da campanha:

*Registro de candidatura

O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem junto à Justiça Eleitoral o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto. O TSE receberá o requerimento de candidatos a presidente e vice-presidente da República, e os tribunais regionais eleitorais (TREs) o requerimento de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

*Propaganda eleitoral

No dia 16 de agosto, passa a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, como comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na Internet (desde que não paga), entre outras formas.

*Plano de mídia

O TSE e os TREs têm até 24 de agosto para elaborarem – junto com os partidos políticos e a representação das emissoras de televisão e de rádio – plano de mídia para uso da parcela do horário eleitoral gratuito a que tenham direito, garantida a todos a participação nos horários de maior e menor audiência.

*Horário eleitoral

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 31 de agosto (37 dias antes das eleições) e término no dia 4 de outubro. O período foi reduzido de 45 para 35 dias.

*Vagas remanescentes

Caso os partidos não tenham indicado, após as respectivas convenções, todos os candidatos às eleições proporcionais, observados os percentuais mínimo e máximo para candidaturas de cada sexo, eles terão até 7 de setembro para preencherem as vagas remanescentes para as eleições proporcionais.

*Prestação de contas

A primeira parcial da prestação de contas, constando o registro da movimentação financeira ou estimável em dinheiro ocorrida desde o início da campanha até o dia 8 de setembro, deverá ser enviada à Justiça Eleitoral a partir do dia 9 de setembro.

*Julgamento de registros

A Justiça Eleitoral terá até o dia 17 de setembro para julgar todos os pedidos de registro de candidatos que vão concorrer ao pleito de 2018. Nessa data também termina o prazo para instalação da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, bem como para os TREs informarem, em edital e mediante divulgação nos respectivos sites na Internet, o local onde será realizada a auditoria da votação eletrônica.

*Prisões

A partir de 22 de setembro, nenhum candidato poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito. O mesmo vale para o eleitor a partir do dia 2 de outubro, acrescido de exceção por sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto.

*Debates e comícios

Os debates no rádio e na televisão só poderão ser realizados até 4 de outubro, admitida a extensão do debate cuja transmissão se inicie nesta data e se estenda até as 7 horas do dia 5. No dia 4 também termina a propaganda política mediante reuniões públicas ou promoção de comícios, com exceção dos que forem encerramento de campanha, que poderão ser prorrogados por mais duas horas.

*Material gráfico e carreata

Um dia antes do pleito, 6 de outubro, é a data-limite para que seja feita a distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos. A véspera do pleito também é o último dia para o TSE divulgar comunicados, boletins e instruções ao eleitorado, via emissoras de rádio e de televisão, podendo ceder parte desse tempo para utilização dos TREs.

DETALHE – A íntegra do calendário eleitoral estará disponível no portal do TSE logo após sua publicação no Diário de Justiça.

EBC fará entrevista com candidatos a presidente a partir de 17 de agosto

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) vai fazer uma série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República, a partir do dia 17 de agosto. Com o objetivo de debater as propostas de governo dos candidatos, as entrevistas irão ao ar até o dia 12 de setembro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h30, sempre ao vivo.

A articulação da série foi feita pela Diretoria de Jornalismo da EBC com as assessorias dos partidos que lançaram pré-candidatos a presidente. Assessores das legendas participaram de uma reunião, no último dia 9 de julho, para acertar as regras das entrevistas e a ordem de participação dos candidatos.

Ficou decidido que a sabatina será sempre na sede da EBC, em Brasília, com a participação de profissionais da Agência Brasil, TV Brasil e Rádio Nacional. O programa terá como âncora a jornalista Roseann Kennedy e será dividido em três blocos de 15 minutos cada um.

As entrevistas serão transmitidas ao vivo pela TV Brasil, Rádio Nacional, Agência Brasil e pela Rede de Emissoras Públicas de todo o país. O conteúdo ficará disponível nos canais da EBC para retransmissão.

O candidato do Novo, João Amoêdo, abre a série de entrevistas no dia 17 de agosto. Como o sorteio foi feito antes do período das convenções, não haverá entrevistas nos dias reservados aos pré-candidatos não confirmados por seus partidos.

A assessoria do candidato Henrique Meirelles (MDB) fez contato com a Diretoria de Jornalismo da EBC para informar sobre um problema de agenda no 16 de agosto, data que havia sido sorteada para a entrevista. A sabatina foi remarcada para 24 de agosto, data inicialmente prevista para o pré-candidato do Solidariedade, Aldo Rebelo. O partido, no entanto, acabou decidindo não lançar candidato à Presidência.

A mudança garante o objetivo da série de entrevistas, que é levar à população as propostas e ideias de todos os candidatos, ao vivo, enriquecendo o debate dos grandes temas nacionais.

Confira o calendário das entrevistas:

17/08: João Amoêdo (Novo)

23/08: Marina Silva (Rede)

24/08: Henrique Meirelles (MDB)

28/08: Guilherme Boulos (PSOL)

29/08: Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

30/08: Cabo Daciolo (Patri)

3/09: Jair Bolsonaro (PSL)

4/09: João Vicente Goulart (PPL)

5/09: Alvaro Dias (Pode)

6/09: Geraldo Alckmin (PSDB)

10/09: José Maria Eymael (DC)

11/09: Ciro Gomes (PDT)

12/09: Vera Lúcia (PSTU)

(Agência Brasil)