Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Em quem votar?

Com o título “Em quem votar?”, eis artigo de Roberto Macêdo, ex-presidente da Federação das Indústrias do Ceará. Ele expõe questionamentos interessantes para o eleitor que, domingo próximo, decidirá o futuro deste País. Confira:

Diante da proximidade do segundo turno da eleição mais conturbada nas cinco décadas em que votei, acredito que há muitos eleitores brasileiros ainda inseguros sobre seu voto. Há dois anos organizei um decálogo, reproduzido abaixo com as devidas adequações, que pudesse ajudar o eleitor a exercer conscientemente este dever de cidadania.

01 – O seu candidato possui integridade moral para exercer um cargo tão assediado por interesses que nem sempre são os da coletividade?

02 – A sua escolha está considerando as verdadeiras necessidades do País ou você está se deixando levar pelas chamadas “fake news”?

03 – As promessas feitas pelo seu candidato são exequíveis?

04 – Haverá recursos suficientes para financiar os projetos anunciados?

05 – O candidato tem sido capaz de mostrar que o seu programa de governo contempla uma visão de futuro para o País?

06 – As propostas do seu candidato são inovadoras e adequadas à nossa difícil realidade?

07 – O candidato tem maturidade política suficiente para o exercício das funções democráticas de ouvir permanentemente a sociedade, dialogar com as diversas forças sociais e interagir com todas as esferas de poder?

08 – O candidato tem experiência comprovada em gestão para poder exercer com competência a complexa função de presidente de um País com grandes diferenças sociais e com enormes desafios para se posicionar no cenário mundial?

09 – Seu candidato representa o conjunto da sociedade ou se restringe a interesses de uma classe específica?

10 – Considerando os aspectos colocados nos tópicos anteriores, você acha que o seu candidato está sendo realmente sincero em suas promessas?

Peço a Deus que, qualquer que seja a escolha dos eleitores brasileiros, o presidente eleito possa compor uma equipe capaz de reunificar o País, promover a paz, resolver nossos graves problemas, preservar a prática da democracia e reacender nosso orgulho de sermos brasileiros.

*Roberto Macêdo

Empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Camilo reúne vereadores e suplentes e pede empenho na campanha pró-Haddad em Fortaleza

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O governador Camilo Santana (PT) reuniu, nesta manhã de segunda-feira, na Residência Oficial, cerca de 40 vereadores de Fortaleza e suplentes de vários partidos.

Segundo disse, para conversar sobre o cenário do País e fechar estratégias da campanha de segundo turno pró-Fernando Haddad na Capital.

Os vereadores reafirmaram apoio ao candidato petista à presidência da República. Até petistas que pouco andavam em recintos oficiais apareceram por ali. Caso de Guilherme Sampaio.

(Foto – Divulgação)

O papel de André Costa no resultado das eleições

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Com o título “O papel de André Costa no resultado das eleições”, eis o que diz o jornalista Thiago Paiva, em sua Coluna Segurança, nesta segunda-feira, no O POVO. Confira:

A Segurança Pública, “calcanhar de Aquiles” dos governantes no Brasil, não representou risco a bem sucedida reeleição de Camilo Santana (PT), que comandará o Ceará por mais quatro anos. Vitória com 79,96% dos votos válidos. Um recorde histórico. E também vexame sem precedentes para a minguada “oposição tradicional” cearense, capitaneada por Tasso Jereissati (PSDB).

Munição contra o petista, entretanto, não faltou: recorde nos homicídios, incontáveis chacinas e microchacinas, domínio das facções criminosas e o surgimento dos refugiados urbanos, que há quase um ano aguardam por uma política pública específica. Alguma medida que os devolva as mínimas condições de dignidade com as quais viviam, antes de serem expulsos de casa por criminosos.

Nada disso serviu para tornar minimamente árido e pedregoso o passeio que se tornou o regresso de Camilo ao Palácio Iracema. Com tanta coisa a ser dita, ficou evidente o despreparo dos principais opositores do petista, com suas ideias de “renovação” que beiravam a mediocridade. Nem o discurso bélico oportunista serviu.

Mas, para além dos arranjos coligacionais que proporcionaram a Camilo tamanho êxito, houve um componente importante nesse processo que certamente contribuiu para a baixa rejeição ao governador entre os eleitores mais conservadores: a figura do secretário da Segurança Pública, André Costa. Passado o pleito, governistas podem ufanar-se de terem cumprido o plano “político” pensado nos derradeiros meses de 2016.

Quando um substituto para o também delegado federal Delci Teixeira foi pensado, Costa não era a primeira opção. Contudo, a escolha supriu as necessidades do chefe do Executivo estadual, que pretendia corrigir “distorções” no campo da Segurança que tivessem potencial para comprometer uma recandidatura.

Para além do desgaste com as tropas, havia a necessidade de “anular” a figura do principal nome de oposição ao governo na Assembleia Legislativa, Capitão Wagner, então deputado pelo PR. De fato, foi ineficaz o apoio do deputado ao General Theophilo (PSDB), um dos candidatos derrotados por Camilo. Wagner, contudo, manteve forte apelo junto às forças de segurança. Pelo Pros, foi eleito o deputado federal mais votado do Estado.

Em 2016, quando da escolha de Costa, o Capitão sofreu derrota apertada nas eleições municipais. Obteve 46,33% dos votos, contra os 53,57% do prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT). O risco era real. Costa, portanto, foi parte da solução pensada pela equipe de Camilo, que buscava um novo titular para Secretaria da Segurança. O perfil, necessariamente, exigia que fosse um delegado federal, jovem, cearense e com perfil técnico. O “midiático” veio como brinde, ou não.

Costa era delegado Regional Executivo da Polícia Federal em Alagoas, onde costumava participar de programas policiais, protagonizando demonstrações, ao vivo, da técnica krav magá de defesa pessoal. No Instagram, atuava como coaching, com postagens voltadas à preparação para concursos públicos.

Ex-policial civil e ex-agente de trânsito, adotou o Instagram também como ferramenta de contato direto com seus seguidores, policiais em grande parte. Por lá, fez anúncio da própria nomeação como secretário. E logo na primeira postagem, adotou o “TMJ” (estamos juntos), seguido de uma faca na caveira.

Antes mesmo de assumir, postagens anteriores causaram polêmica. Em uma delas, questionou aos seguidores: “Há um bandido gravemente ferido precisando de socorro e ao lado um policial precisando de um cafezinho. Vc (sic) levaria o café com açúcar ou adoçante?”. E tratou de responder: “5 gotas de adoçante, por favor!”. A postagem foi apagada após a repercussão.

Noutra, aparecia com uma pistola sobre o volante do carro: “Freio de mano”. Justificou que o policial precisa estar sempre preparado e manter “o elemento surpresa a favor”. Houve ainda o discurso da “justiça ou cemitério”, numa diferenciação entre os bandidos que se entregassem ou não.

Empossado, adotou medidas internas voltadas aos agentes, criou o Conselho de Defesa do Policial no Exercício da Função (CPDEF), com 30 advogados voluntários que atuam na defesa de policiais denunciados que respondam a processos disciplinares ou judiciais, em razão do exercício das atividades. Uma resposta ao drama do “bicho papão” da Controladoria Geral de Disciplina (CGD).

Costa reaproximou o governo das tropas, ainda em 2017, um ano com estatísticas desastrosas para a Segurança Pública no Estado. Em 2018, com inegáveis investimentos em tecnologia, ajudou no desenvolvimento de ferramentas que apresentaram bons resultados e reduziram as estatísticas da criminalidade.

Para 2019, resta saber se há disposição do secretário em permanecer no cargo e se há interesse da parte de Camilo. Em um possível governo de Jair Bolsonaro, o quão vantajoso seria manter à frente da SSPDS um personagem com discurso por vezes tão alinhado ao candidato do PSL?

Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista, diz Celso de Mello

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, classificou a afirmação do deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de que bastam um soldado e um cabo para fechar a Corte, de “inconsequente e golpista”. Ele gravou vídeo com tais declarações. A  informação sobre a reação do ministro é dada pela jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O magistrado, que é o decano do STF, enviou a declaração por escrito à Folha, e pediu que ela fosse publicada “na íntegra e sem cortes”.
Escreveu Celso de Mello:

“Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável
que se deve ter pela supremacia da Constituição da República! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem políticojurídica fundada no texto da Constituição.

Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direito”.

Celso de Mello teve uma das reações mais indignadas. Questionado pela Folha, decidiu enviar a mensagem. Outros ministros trocaram mensagens e telefonemas entre si. Eles aguardam a chegada do presidente da Corte, Dias Toffoli, para discutir um posicionamento. Ele estava em Veneza para compromissos profissionais e deve chegar nesta segunda-feira (22) em Brasília.

(Foto – Agência Brasil)

Jornal The New York Times faz editorial com críticas a Bolsonaro

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O The New York Times, jornal americano e entre os principais veículos de comunicação do mundo, publicou editorial nesse
domingo (21) em que considera a possível eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente como uma “escolha triste do Brasil”. No texto, escrito pelo conselho editorial da publicação, o NYT afirma que “é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos”. A informação é do Portal Uol.

Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem “pontos de vista repulsivos”. O NYT lista declarações do candidato dizendo que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser
estuprada porque seria “muito feia”; que quilombolas pesavam “sete arrobas” e não faziam nada; e seus questionamentos sobre o aquecimento global. A publicação diz ainda que Bolsonaro tem nostalgia pelos “generais e torturadores” da ditadura militar brasileira (1964-1985), abertamente defendida pelo candidato.

O editorial também traça um panorama do atual momento político e social do Brasil, citando a recessão econômica, a Operação Lava Jato, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT), as denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB) e os altos índices de crimes violentos. “Os brasileiros estão desesperados por mudança”, diz o texto.

“Com este pano de fundo, os pontos de vista nojentos de Bolsonaro são interpretados como sinceridade, sua obscura carreira como parlamentar como a promessa de um forasteiro” que vai limpar a corrupção e “sua promessa de um punho de ferro como a esperança de um alívio” dos altos índices de homicídios, afirma o NYT.

O jornal menciona que Bolsonaro já foi chamado de “Donald Trump brasileiro” por surfar uma “onda de descontentamento, frustração e desespero” rumo ao cargo mais alto do país.

Para o NYT, se Bolsonaro for eleito, o meio ambiente sairá perdendo, pois o candidato já propôs flexibilizar regras para o desmatamento da Amazônia, sugeriu tirar o Brasil do Acordo de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e interromper a criação de terras indígenas. O editorial também aborda o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Lula inelegível e sua substituição por Fernando Haddad (PT).

Segundo o jornal, Haddad “falhou em superar a associação de seu partido com corrupção e má administração”, o que teria alimentado o antipetismo. Segundo o Datafolha da última quinta-feira (18), Bolsonaro teve 59% das intenções
de votos válidos, contra 41% para Haddad.

Missão de observação eleitoral da OEA já está no Brasil

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições gerais do Brasil retornou para o País para acompanhar o segundo turno presidencial, que ocorrerá no próximo domingo, 28.

De acordo com nota à imprensa divulgada neste domingo, a missão será encabeçada novamente pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e por 30 especialistas e observadores que serão distribuídos em 11 Estados do País e no Distrito Federal. Além disso, outras seis pessoas vão observar o processo de votação no exterior em Buenos Aires, Cidade do México, Montreal, Paris, Santiago do Chile e Washington.

Ainda segundo a nota, a missão retomará a análise dos principais aspectos do processo eleitoral. “Após a eleição, será apresentado um relatório consolidado que contém as conclusões e recomendações sobre a organização e tecnologia eleitoral, financiamento de campanhas, meios de comunicação e liberdade de expressão, a participação política das mulheres, a justiça eleitoral e participação dos povos indígenas e afrodescendentes”, diz a nota da missão.

(Agência Estado)

Deputado federal eleito Heitor Freire rebate críticas do PT

Para o deputado federal eleito Heitor Freire (PSL-CE), a esquerda está desesperada, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu as denúncias contra Bolsonato, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em cima de Haddad por denúncia de caixa 2.

“Quem está sendo investigado por improbidade administrativa é o Haddad e quem está preso é o Lula. Então, o PT segue a cartilha dos nazistas, a de falar uma mentira mil vezes para torná-la verdade. Mentem descaradamente contra Bolsonaro, quando, na verdade, eles são os loucos que destruíram esta nação”, afirmou.

“A nossa defesa é a verdade, enquanto Haddad falta com respeito aos militares, quando chamou em Fortaleza o Bolsonaro (capitão da reserva do Exército) de soldadinho de araque”, completou.

Haddad fez essas críticas durante ato em Fortaleza, no Praça do Ferreira, no último sábado.

(Foto – Divulgação)

Ministra rebate Eduardo Bolsonaro e diz que instituições são sólidas

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, rebateu hoje (21) as declarações feitas pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que seriam necessários apenas “um cabo e um soldado” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse Rosa Weber.

No vídeo que circulou nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro está em uma sala de aula e diz que “para fechar o STF nem precisa mandar um jeep, basta mandar um cabo e um soldado”.

Questionado sobre o tema, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse desconhecer o vídeo com as declarações do filho e afirmou que alguém tirou as falas de contexto.

A entrevista coletiva convocada pelo TSE para este domingo, em Brasília, serviu como um ato da Justiça e também dos órgãos de segurança e de inteligência para reafirmar a credibilidade e lisura do processo eleitoral no Brasil. Todos os participantes, que representaram o TSE, órgãos de segurança e inteligência do governo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Eleitoral, defenderam a inviolabilidade das urnas e a impossibilidade de fraude.

Questionados sobre as investigações quanto às denúncias de divulgação em massa por empresas pagas por meio de caixa 2, as autoridades foram protocolares. O processo corre sob sigilo e não foi divulgado prazo para conclusão do inquérito e outros encaminhamentos.

Segundo Elzio Vicente da Silva, delegado da Polícia Federal na área de combate ao crime organizado, o inquérito será concluído “em prazo razoável”, mas “imprevisível”.

O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, disse que, em caso de confirmação de fraude na campanha eleitoral, a entidade poderá questionar o resultado das eleições. “Se tivermos qualquer situação nesta linha vamos submeter ao plenário do Conselho da Ordem que, de forma independente, irá agir”, disse.

Lamachia reiterou que é preciso confiar na “higidez das instituições”. O advogado destacou que as fake news “não fazem bem” à democracia e que o país precisa de equilíbrio e serenidade.

Clima polarizado
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchengoyen, afirmou que esta semana não deve ser vista como “a véspera de um apocalipse”. Para ele, “o Brasil não é um país de radicalismos nem de radicais”.

Etchengoyen também afirmou que, até o momento, o setor de inteligência do governo não identificou “nenhuma operação sistemática de desestabilizar as eleições” e não há indício de ameaças ao pleito do próximo fim de semana.

“A partir da próxima segunda-feira (29), teremos um único presidente da República, que será obrigatoriamente o presidente de todos nós. Se o momento é difícil, o Brasil sempre encontrou a forma, o momento e as convergências para construir a conciliação necessária e a pacificação”, afirmou.

O ministro minimizou o impacto das notícias falsas (fake news) no curso da campanha presidencial.

“Existem muitos instrumentos para interferência do processo eleitoral. Fake news talvez seja o menor deles”, destacou.

(Agência Brasil)

Rosa Weber contesta questionamentos sobre segurança das urnas

A uma semana da realização do segundo turno das eleições, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, declarou que a Justiça Eleitoral “não tem partido” e que vai combater de forma constitucional qualquer tentativa de desacreditar ou deslegitimar o processo eleitoral brasileiro. Em declaração à imprensa neste domingo (21), a ministra reafirmou que o sistema eleitoral é seguro e repudiou as iniciativas que visam questionar a segurança das urnas eletrônicas.

“Vou dizer o óbvio, porque o óbvio precisa ser dito. Nessa eleição haverá vencedores e vencidos, o confronto de ideias e a diversidade são próprios da democracia. As regras do jogo devem ser respeitadas por todos. A Justiça Eleitoral não é e não tem partido, não é espectadora de eventos que envolvem as eleições, nem é parte interessada no mérito do desfecho”, declarou.

Ao destacar que a Constituição Federal completou 30 anos neste mês, Rosa Weber ressaltou que qualquer “desinformação deliberada ou involuntária que visa o descrédito da Justiça Eleitoral” será combatida com “informação responsável e objetiva”. A ministra reafirmou que o processo eleitoral é confiável e nunca registrou nenhuma irregularidade desde que foi implantado.

“Estão exacerbadas as paixões políticas? Estão acaloradas as discussões? Os níveis de discórdia atingiram graus inquietantes? Tudo isso é inevitável e é próprio do embate eleitoral. O certo é que o primeiro turno já transcorreu em clima de normalidade e as campanhas estão postas, com os projetos de cada candidato à escolha livre e consciente de cada eleitor”, disse.

Em seu pronunciamento, Rosa Weber também declarou que “a Justiça Eleitoral não combate boatos com boatos” e que “há um tempo para a resposta responsável”. A ministra destacou que as ações judicais devem observar as regras do processo legal e que devem ter respostas fundamentas na Constituição Federal.

Questionada se a Justiça Eleitoral falhou no combate às notícias falsas (fake news) durante a campanha, a ministra respondeu que não viu falhas na ação do tribunal, mas reconheceu que não esperava que a onda de desinformação se voltasse contra a própria instituição e que ainda não há uma solução para impedir o problema.

“Nós entendemos que não houve falha alguma da Justiça Eleitoral no que tange a isso que se chama fake news. A desinformação é um fenômeno mundial que se faz presente nas mais diferentes sociedades. Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz, de fato, não temos”.

Rosa Weber se negou a comentar sobre a ação ingressada pelo PT para investigar a denúncia de que empresas teriam atuado na disseminação em massa nas redes sociais de notícias falsas contra o candidato Fernando Haddad (PT) em favor de seu oponente, Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o caso está sendo investigado e não é possível dar detalhes sobre o processo, pois o inquérito corre sob sigilo.

O ministro apresentou ainda um balanço das denúncias de crimes eleitorais durante o primeiro turno. Segundo ele, a Polícia Federal lavrou 245 termos circunstanciados e 469 inquéritos policiais. Além disso, 455 pessoas foram conduzidas para depoimentos e outros 266 apreendidos. Os principais crimes registrados foram propaganda eleitoral irregular, promoção de informações falsas e compra de votos.

“Aqueles que têm interesse de produzir notícias falsas fiquem sabendo que não existe anonimato na internet e a Polícia Federal tem tecnologia e recursos humanos para chegar neles aqui ou em qualquer lugar do mundo”, alertou o ministro.

O ministro também adiantou que o centro integrado de controle para as eleições retomará os trabalhos a partir desta segunda-feira (22), a partir das 15 horas e que os representantes dos dois candidatos à Presidência foram convidados a acompanhar a atuação do centro, que funcionará 24 horas por dia até o fim do segundo turno, no próximo dia 28 de outubro.

Também participaram da entrevista os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, o vice-procurador do Ministério Público Eleitoral, Humberto Jacques, os ministros do Superior Tribunal de Justiça, Og Fernandes e do TSE, Tarcício Mello, o delegado da Polícia Federal, Elzio Vicente da Silva, além de técnicos de segurança da informação do Tribunal.

(Agência Brasil)

Bolsonaro prepara pacotão de medidas e vai conversar com o Congresso

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse que, se eleito, as propostas de governo só serão encaminhadas ao Congresso Nacional, depois de conversas com senadores e deputados federais. De acordo com ele, pretende apresentar uma série de medidas que devem ser negociadas com os parlamentares.

“Não vamos apresentar nada sem conversar com os parlamentares. Para ter certeza que essas reformas serão aprovadas de forma racional pelo Parlamento.”

A afirmação foi dada durante entrevista exclusiva à TV Band e veiculada nas redes sociais do candidato neste domingo (21). Ele reiterou que não pretende participar de debates, como vem cobrando seu adversário Fernando Haddad (PT).

O candidato do PSL rebateu as acusações de envolvimento no esquema supostamente financiado por empresários para disseminar fake news anti-PT. Segundo ele, sua campanha é feita por simpatizantes e ele, pessoalmente, não tem amizade com empresários. “São milhões e milhões de pessoas que trabalham pela minha candidatura. São robôs do bem.”

Segundo Bolsonaro, na relação do “pacotão de medidas” estão propostas que se referem à segurança jurídica para o campo. “Não pode o fazendeiro hoje ouvir uma notícia que a terra dele vai ser demarcada.” Ele disse que o setor produtivo precisa ter garantias quando houver demarcação de terras ou reintegração de posse de terras.

Também examina a possibilidade de tipificar como “terrorismo” eventuais ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Nós vivemos em paz e harmonia. Invasão de terra não pode continuar acontecendo no Brasil.”

O candidato reiterou os nomes que devem compor seu futuro ministério: o general Augusto Heleno para Defesa, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) para Casa Civil, o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia, e Paulo Guedes para Economia. Ele confirmou que pretende unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

(Agência Brasil / Foto: Júlio Caesar/O POVO)

TSE prepara anúncio de medidas de combate às fake news

A uma semana do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para hoje (21) à tarde uma entrevista à imprensa em que devem ser anunciadas medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais. A entrevista ocorre no momento de acirramento de acusações entre as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Além da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, deverão participar da entrevista os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

No TSE, há decisão para abertura das investigações em torno das denúncias sobre a existência de empresários que financiariam um esquema criminoso para a propagação de fake news anti-PT via WhatsApp. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral Eleitoral também estão nas apurações.

A semana que passou foi tensa, pois Haddad acusou Bolsonaro de estar por trás do esquema. Os adversários trocaram acusações. Bolsonaro negou envolvimento. Pelo Twitter, o candidato do PSL afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e que o PT não está sendo prejudicado por fake news, e sim pela “verdade”.

Partidos políticos, que apoiam ambos os candidatos, recorreram à Justiça Eleitoral em busca de providências. O PT pediu ao TSE para declarar Bolsonaro inelegível por 8 anos com base nas denúncias publicadas na imprensa.

(Agência Brasil)

Carreata pró-Bolsonaro ocupa principais vias de Fortaleza

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André Fernandes, Heitor Freire, Capitão Wagner e Delegado Cavalcante puxam a carreata.

Apoiadores do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, realizam carreata pelas principais vias de Fortaleza neste domingo.O grupo saiu da sede do comitê central do presidenciável, na avenida Antônio Sales, que foi inaugurado na última terça-feira, 16.

No trajeto, avenidas Engenheiro Santana Júnior e Padre Antônio Tomás, pela rua Otávio Lobo e pelas avenidas Santos Dumont, Dom Luís, Desembargador Moreira e Abolição. O encerramento do percurso será no Aterro da Praia de Iracema.

O presidente do PSL do Ceará, deputado federal eleito, Heitor Freire, o deputado federal eleito Capitão Wagner (Pros), e os deputados estaduais eleitos André Fernandes e Delgado Cavalcante puxam a carreata.

Segundo o presidente do PSL cearense, Heitor Freire, ainda ocorrerão atos, neste domingo, no Interior. Às 14 horas, haverá carreta em São Gonçalo do Amarante (RMF); às 16 horas, carreata em Brejo Santo (Cariri); às 16 horas, carreata em Icapuí (Litoral Leste); às 16h30min, carreata em Forquilha (Zona Norte); e às 17 horas, carreata em Santa Quitéria (Zona Norte).

Manipulação e medo se alastram

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (21):

O Brasil terminou a semana angustiado diante da constatação de que poderá ser vítima de uma grande fraude eleitoral, conforme foi constatado por uma reportagem investigativa do jornal Folha de S.Paulo dando conta de que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens através do Whatsapp com conteúdo difamante contra o candidato do PT à corrida eleitoral (Fernando Haddad). Cada contrato financiado por empresários custaria R$ 12 milhões, o que configura Caixa 2, em flagrante violação da legislação eleitoral.

Trata-se de verdadeira “lavagem cerebral” no eleitor, realizada pela campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL), toda baseada em fake news, sem qualquer pudor, a partir de sites situados no Brasil e em grande parte no estrangeiro, sobretudo nos Estados Unidos.O escândalo repercute na mídia internacional e todos se perguntam como o País se sairá dessa enrascada. Numa situação normal, o sistema de Justiça entraria em campo, sem nenhuma hesitação, para apurar os fatos e apresentar os responsáveis.

A primeira providência seria suspender a campanha até que se tivesse o resultado das investigações em mãos, com a identificação dos violadores da lei eleitoral, seguida de sua punição. O que se viu, porém, foi um TSE acuado, cuja presidente terminou por desmarcar uma entrevista coletiva para explicar a sociedade quais as providências a serem tomadas diante do escândalo. Não se poderia esperar nada diferente do espetáculo promovido pelos altos tribunais, desde 2003. E, sobretudo, nos últimos meses. Sinal dos tempos.

Ministro do TSE suspende peça publicitária do PT por incitar medo

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Luís Felipe Salomão determinou a suspensão da transmissão de propaganda eleitoral da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS), veiculada na televisão, nos dias 16 e 17 de outubro. Na decisão, ele diz que a propaganda incita o medo na população.

Salomão alerta que a propaganda tem potencial para potencial para “criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”. Segundo ele, houve violação do Artigo 242 do Código Eleitoral.

Para o ministro, a forma como a peça publicitária trata a possível vitória do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), ultrapassou os limites da razoabilidade e infringiu a legislação eleitoral.

“A distopia simulada na propaganda, considerando o cenário conflituoso de polarização e extremismos observado no momento político atual, pode criar, na opinião pública, estados passionais com potencial para incitar comportamentos violentos”, diz a decisão.

A ação para suspender a propaganda da Coligação O Povo Feliz de Novo foi impetrada pelos advogados de Bolsonaro.

(Agência Brasil)

PF abre inquérito para investigar fake news envolvendo candidatos

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A Polícia Federal (PF) instaurou hoje (20) inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à Presidência da República.

O pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela quer que a PF apure o possível uso de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas, as chamadas fake news.

Esta semana, jornais publicaram matérias segundo as quais empresas de marketing digital, custeadas por empresários que apoiam o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abriu processo, depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad (PT) na quinta-feira (18).

Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela “verdade”.

As matérias dos jornais apontaram uma rede de empresas contratadas para efetuar os disparos em massa.

Os contratos, que chegariam a R$ 12 milhões, seriam bancados por empresários próximos ao candidato.

Para a procuradora Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores com atuação dessas empresas com mensagens que podem caracterizar ofensas aos dois candidatos “afronta a integridade do processo eleitoral”.

(Agência Brasil)

Menos ruim – Cid Gomes diz que é preciso pensar no País

“Quem morre de véspera é peru”, disse o senador eleito Cid Gomes, neste sábado (20), em Sobral, na Região Norte do Ceará, ao sugerir a candidatura do petista Haddad neste segundo turno. Ao destacar que se tratava de uma opinião própria, Cid Gomes afirmou que é necessário escolher o “menos ruim” para o Brasil.

O senador eleito destacou que o projeto continua sendo “Ciro Presidente”, já para as eleições de 2022.

Nesta semana, Cid Gomes se envolveu em polêmica, ao afirmar em encontro de apoio a Haddad que a eleição estaria perdida para o PT, diante do partido teimar em não assumir erros nos governos Lula e Dilma.

(Foto: Reprodução)

Soldadinho de araque – Haddad rebaixa patente do capitão Bolsonaro

De capitão da reserva do Exército Brasileiro a “soldadinho de araque”. A redução de patente do capitão Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, foi feita neste sábado (20), em Fortaleza, pelo candidato petista Fernando Haddad, ao afirmar que o capitão não teria coragem de desafiá-lo pessoalmente.

“(Bolsonaro) não está preparado para presidir a República e não vai presidi-la”, ressaltou Haddad.

“Vem falar da minha família na minha cara, vem falar dos meu bens”, reclamou Haddad, ao chamar Bolsonaro “pros paus”.

(Fotos: Facebook de leitores do Blog)

Professora é detida em Sobral por injúria racial contra eleitor de Bolsonaro

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Uma professora foi presa na madrugada deste sábado (20), em Sobral, na Região Norte do Ceará, e 222 quilômetros de Fortaleza, por injúria racial contra um eleitor do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Era a primeira versão.

Segundo a ocorrência registrada na delegacia regional, a acusada teria se irritado com a manifestação política da vítima, durante uma seresta em um bar no Centro. De acordo ainda com a ocorrência policial, a mulher teria discutido com o homem e o teria chamado de “preto e pobre”.

Após a acusada, a vítima e testemunhas serem ouvidas, a mulher foi autuada por injúria racial e detida. No fim desta manhã, a professora municipal pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberada.

Haddad diz que Bolsonaro troca debate por fake news

Em caminhada na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, neste sábado (20), o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, troca o debate pela propagação de fake news nas redes sociais.

Segundo Haddad, Bolsonaro estaria fugindo aos debates “pela falta de coragem que o candidato tem de não falar sobre as mentiras espalhadas por fake news”.

Haddad estave acompanhado do governador Camilo Santana, da vice-governadora Izolda Cela, da presidente nacional do partido Gleisi Hoffmann, do candidato do Psol Guilherme Boulos, além do deputado federal reeleito José Guimarães, do deputado estadual eleito Acrísio Sena, do vereador Guilherme Sampaio e do ex-deputado federal João Alfredo.

(Fotos: Divulgação)