Blog do Eliomar

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Em Caucaia, Camilo reitera apoio a Eunício e diz: foi o único senador que ajudou na gestão

O governador Camilo, Santana (PT) mandou um recado, nessa noite de terça-feira, durante ato de campanha em Caucaia: apoia e continuará apoiando a reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB) por questão de gratidão e reconhecimento. Disse que, como gestor público, sofreu, pois enfrentava a oposição do governo de Brasília. O presidente Temer é do MDB.

“Fui eu que fui atrás de Eunício, pedi ajuda e apoio e, tanto ele como eu, temos responsabilidade de trabalhar pelo povo do Ceará”, revelou o governador, mesmo tendo sido o emedebista seu adversário na disputa pelo Governo em 2014. Eunício estava no palanque, ao lado do presidente regional do DEM, Chiquinho Feitosa.

Além de Eunício, são senadores pelo Ceará o tucano Tasso Jereissati, hoje apoiando o General Theophilo para o Governo, e o petista José Pimentel, que se afastou do Palácio da Abolição por integrar grupo da deputada federal Luizianne Lins (PT) contrário à aproximação de Camilo com os Ferreira Gomes.

Camilo fez esse pronunciamento durante de evento de campanha em favor de Erika Amorim, mulher do prefeito Naumi Amorinm e candidata a deputada estadual pelo PMB, e da reeleição do deputado federal Domingos Neto (PSD).

General Mourão quer substituir Bolsonaro em debates

O general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência, disse ontem que a campanha consultará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber da possibilidade da sua participação nos debates na TV, em substituição a Bolsonaro, que ainda se recupera da cirurgia feita em decorrência do atentado sofrido em Juiz de Fora (MG).

Mourão esteve em Brasília para uma reunião com aliados. “A gente pode solicitar se o Tribunal autoriza. Vai depender da autorização do Tribunal. Porque vamos lembrar da situação do Lula e do Haddad, apesar de serem situações distintas”, disse referindo-se à impossibilidade de Haddad, candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula, de participar dos debates e entrevistas.

Na entrevista, ainda no aeroporto, Mourão disse que manterá as atividades que estavam previstas, como encontros com empresários e produtores rurais.

No fim do dia, ele embarca para o Paraná, onde terá encontros em Cascavel e Londrina. Na semana que vem, estará no interior de São Paulo para reforçar a campanha na base do candidato tucano Geraldo Alckmin.

Mourão ressaltou que não substitui Bolsonaro em atividades de rua. “Esse negócio de eventos de rua, ser carregado pelos ombros, não pertence a mim. Eu não sou o cara de rua. O cara de rua é ele. Ele é o líder de massa”, disse, acrescentando que a equipe de campanha discute as estratégias que serão tomadas nesta reta final.

Ele afirmou “desconfiar” de pesquisas que apontaram grandes índices de rejeição a Bolsonaro. “Eu tenho desconfiança, pois todo lugar que vou converso com pessoas das mais diferentes camadas sociais e não vejo que essa rejeição seja tão grande assim. Não vou dizer que a pesquisa está errada, pois seria uma leviandade. Mas prefiro esperar um pouco mais”.

Sobre o tom da campanha, pós-atentado a Bolsonaro, ele disse que é fase de desconstruir os discursos adversários. “Temos de ter um discurso de desconstruir algumas coisas que foram colocadas, como aquela questão das mulheres e da violência. Colocaram que ele (Bolsonaro) não respeita as mulheres. É preciso desconstruir isso”, comentou.

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse ontem que a facada sofrida por Bolsonaro desmoralizou sua defesa de armar a população. “A proposta de Bolsonaro não foi desmoralizada por um discurso, mas por um ato. O ato desmoralizou. Ela não funciona. (Se) Não funcionou para ele, altamente protegido, por que vai funcionar para a dona de casa?”, disse a ex-ministra, em sabatina no jornal O Globo, no Rio.

“Graças a Deus ele não morreu, que aquela pessoa não tinha arma de fogo. Se a proposta do Bolsonaro já estivesse aprovada, arma de fogo na mão de todo mundo, o que poderia ter acontecido com ele e com as pessoas que estavam lá?”, continuou. “Foi uma demonstração concreta de que isso não funciona. Ele estava com vários policiais federais armados, PMs, tinha segurança pessoal, um contingente enorme, e isso não o protegeu de uma facada de uma pessoa que fez aquele ato inaceitável”.

(Agência Estado)

Jair Bolsonaro sobe 4 pontos e chega a 26% após atentado, diz Ibope

Saiu pesquisa do Ibope nesta terça-feira, 11, com novos números de intenção de voto na disputa pela Presidência da República. No primeiro levantamento do instituto de pesquisas depois do atentado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira, 6, o presidenciável aparece com 26% da preferência, crescimento de quatro pontos porcentuais em relação à pesquisa Ibope anterior, divulgada em 5 de setembro.

A oscilação na intenção de voto de Bolsonaro, esfaqueado em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), foi acima da margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O porcentual atingido pelo deputado federal diz respeito à intenção de voto estimulada, ou seja, quando os nomes dos presidenciáveis são apresentados aos entrevistados.

Depois do deputado federal há um quádruplo empate técnico no segundo lugar. Ciro Gomes (PDT) aparece com 11%; Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin, com 9% cada; e Fernando Haddad (PT), com 8%. No levantamento anterior, Ciro e Marina tinham 12% cada, Alckmin os mesmos 9% e Haddad, 6%.

Fernando Haddad foi oficializado nesta terça como candidato ao Palácio do Planalto pela coligação petista, substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No novo levantamento Ibope, Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) têm 3% cada um, empatados na margem de erro com Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU), que aparecem com 1% cada. Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Votos em branco e nulos somam 19% e eleitores que não sabem ou não responderam, 7%.

A pesquisa Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 cidades entre os dias 8 e 10 de setembro. Foram realizadas 2.002 entrevistas com eleitores de 145 cidades. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR05221/2018.

Intenção de voto espontânea

Em relação ao voto espontâneo, isto é, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Jair Bolsonaro foi citado por 23% dos eleitores, seis pontos porcentuais a mais do que na última pesquisa. Barrado pelo TSE no final de agosto, Lula teve redução de sete pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, de 15% para 8%.

Em seguida, aparecem empatados na margem de erro Ciro Gomes, citado por 5%; Geraldo Alckmin, por 4%; Marina Silva, por 3%; João Amoêdo, por 2%; Alvaro Dias e Henrique Meirelles, por 1% cada. Os demais presidenciáveis não pontuaram.

Responderam que votariam em branco ou nulo 18% dos eleitores e 21% não souberam ou preferiram não responder.

Rejeição aos candidatos

Conforme o Ibope, a rejeição a Jair Bolsonaro, que era de 44% na semana passada, caiu três pontos porcentuais e chegou a 41% depois do atentado à faca sofrido por ele.

Em seguida, como mais rejeitados, aparecem Marina Silva, que passou de 26% para 24%; Fernando Haddad, que manteve 23%; Ciro Gomes, que foi de 20% para 17%; e Geraldo Alckmin, que oscilou de 22% para 19%.

Henrique Meirelles, Cabo Daciolo, José Maria Eymael, Vera Lúcia e Guilherme Boulos são rejeitados por 11%, enquanto 10% responderam que não votariam de jeito nenhum em João Amoêdo e 9%, em Alvaro Dias. João Goulart Filho é rejeitado por 8% dos eleitores.

Os que responderam que poderiam votar em todos os candidatos são 2%; os que não souberam ou preferiram não responder são 11%.

(Veja)

Ibope aponta melhor desempenho de Bolsonaro, mas Ciro mantém vantagem em caso de segundo turno

O Instituto Ibope divulgou hoje (11) nova pesquisa de intenção de votos para os candidatos a presidente. De acordo com a pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto. Na sequência, há quatro candidatos tecnicamente empatados disputando o segundo lugar: Ciro Gomes (PDT) com 11%; Marina Silva (Rede), 9%; Geraldo Alckmin (PSDB), 9%; e Fernando Haddad (PT), 8%.

Após esse grupo, seguem tecnicamente empatados com 3% das intenções de voto: Alvaro Dias (Podemos); João Amoêdo (Novo); e Henrique Meirelles (MDB). Vera Lúcia (PSTU) e Cabo Daciolo (Patriota) foram indicados por 1% dos eleitores.

Segundo o Ibope, Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. O percentual de votos em branco ou nulos é de 19%. Sete por cento dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

Entre as duas pesquisas Álvaro Dias e João Amoêdo mantiveram 3% das intenções de voto, e Henrique Meirelles oscilou de 2% para 3%. A proporção de votos nulos ou em branco caiu de 21% para 19%. O percentual de quem não sabe ou não quis declarar a intenção de voto manteve-se em 7%.

A pesquisa tem margem de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos de cada resultado apurado.

A pesquisa foi feita entre 8 e 10 de setembro, dois dias após o ataque a faca contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). Foram ouvidos 2.002 eleitores. Não foi informado o número de municípios. Conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa é iniciativa do próprio Ibope Inteligência Pesquisa e Consultoria Ltda e tem o número BR-05221/2018.

Jair Bolsonaro manteve a maior taxa de rejeição: 41%, três pontos percentuais abaixo do verificado na pesquisa anterior. A rejeição de Marina Silva caiu de 26% para 24%. Fernando Haddad manteve a taxa em 23%; enquanto Geraldo Alckmin teve queda de 22% para 19% e Ciro Gomes teve diminuição de 20% para 17%.

O Ibope ainda projetou quatro cenários para o 2º turno. Em eventual disputa entre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, o candidato do PDT teria 40% das intenções de voto e o presidenciável do PSL teria 37%.

No segundo cenário, Geraldo Alckmin tem 38% das intenções de voto e Jair Bolsonaro, 37%. Em um hipotético confronto no 2º turno, Marina Silva e Jair Bolsonaro ficariam empatados com 38% das intenções de voto. Na disputa entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, a vantagem é para o deputado federal e ex-capitão do Exército. Bolsonaro venceria com 40% das intenções de voto contra 36% do petista.

(Agência Brasil)

Supremo rejeita denúncia de crime de racismo contra Bolsonaro

Por maioria, 3 votos a 2, a denúncia contra o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pelo crime de racismo foi rejeitada, nesta terça-feira, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Com isso, o caso será arquivado, informa o Portal G1.

Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) em abril em razão de falas consideradas racistas numa palestra que fez no ano passado no Clube Hebraica do Rio de janeiro.

Na ocasião, disse que, se eleito presidente, não destinará recursos para ONGs e que não vai ter “um centímetro demarcado” para reservas indígenas ou quilombolas.

E acrescentou: “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí. […] Eu fui num quilombo, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles”.

A Primeira Turma começou a analisar o caso no último dia 28 de agosto. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para análise) do presidente da Turma, ministro Alexandre de Moraes.

O relator, Marco Aurélio Mello, e o ministro Luiz Fux votaram para rejeitar a acusação e enterrar as investigações sobre Bolsonaro. Luís Roberto Barroso e Rosa Weber votaram para receber a denúncia e abrir uma ação penal.

O julgamento foi retomado nesta terça com o voto de Moraes. Ele acompanhou o relator pela rejeição da denúncia e desempatou o placar a favor do presidenciável.

Bolsonaro já é réu em duas ações penais no STF por injúria e incitação ao crime de estupro. Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados em dezembro de 2014, ele disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece” e não faz o “tipo” dele.

Embora o STF já tenha decidido que réus não podem ocupar a linha sucessória da Presidência, atualmente não há impedimento legal para concorrerem nas eleições.

Eleições 2018 – PT aprova Haddad no lugar de Lula

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José Guimarães participou do encontro prévio pró-Haddad, em Curitiba.

A Executiva Nacional do PT aprovou, na tarde desta terça-feira, 11, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) como o novo candidato do partido à Presidência da República. Haddad substitui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.

Hoje era o último dia para a coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT, PCdoB e Pros) substituir seu candidato, depois do prazo de dez dias dado pelo TSE ao rejeitar o registro do ex-presidente. Manuela D’Ávila é a vice de Haddad na disputa.

Durante os últimos dias, o partido apresentou uma infinidade de recursos para tentar garantir o direito de Lula concorrer sub judice ou para, ao menos, estender o prazo, mas diante das negativas do Judiciário, a solução foi realizar a substituição, que será oficializada em um ato em Curitiba, na frente da Polícia Federal, onde Lula está preso desde abril.

(Veja – Foto – PT)

O mercado está ‘animado’. E você?

Com o título “O mercado está ‘animado’. E você?” eis artigo de Márcio Pessoa, sociólogo. Ele analisa o atentado contra Jair Bolsonaro e seus efeitos no plano da economia. Confira:

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro sofreu um atentado a faca. Um ato reprovável. Quem defende a democracia deve repudiar todo e qualquer ato de violência por motivos políticos. As pessoas podem e devem ter opiniões divergentes sobre diversos assuntos. Fiquei bastante triste com o ataque e presto minha solidariedade ao candidato, apesar de não concordar com suas ideias.

Contudo, algo me chamou a atenção: o mercado ficou “animado”, após o ataque. O dólar caiu e as negociações aumentaram. Por que o mercado teve postura divergente dos brasileiros, que, assim como eu, condenaram e ficaram consternados pela situação?

Devo explicar simplificadamente o que é o mercado: é a soma de vários negociantes no Brasil e no mundo que atuam em bolsas de valores, por meio do mercado financeiro. Quando se fala em mercado, isso se traduz em: especuladores, banqueiros etc., visto que estes são os principais negociantes. E por qual motivo esses negociantes estariam animados com o atentado? A resposta para isso passa pela análise do tipo de ganho econômico que esses indivíduos podem ter com o ataque. Enquanto eu e você, caro/a leitor/a, ficamos tristes com a agressão, os agentes econômicos estão mais preocupados em como esse ataque lhes renderá ganhos ou perdas financeiras.

No caso de Bolsonaro, segundo a revista Infomoney, os negociantes entendem que o ataque ajudará o candidato de direita a crescer nas pesquisas e, provavelmente, a ganhar a eleição. Como seu programa de governo visa beneficiar as elites econômicas, deixando as políticas sociais para os pobres em último plano, o mercado se “animou” e passou a negociar pensando em futuros ganhos.

Como se pode perceber, a lógica do mercado pode ser divergente do respeito à vida e aos direitos fundamentais. Dessa forma, os valores que nos movem no dia a dia, em nossas relações com familiares, amigos ou mesmo com desconhecidos são imunes ao mercado, que vivencia a lógica fria e calculista do lucro, mesmo em momentos de desgraça.

*Márcio Pessoa

mkpceara@hotmail.com

Sociólogo.

Em pleno período eleitoral, fazendários ameaçam greve para não perder 40% do salário

Com o mote “Lutamos para não perder 40% do salário”, os fazendários cearenses anuncia que vão paralisar as atividades a partir desta quarta-feira. A categoria fez assembleia geral e decidiu que o movimento deve se estender até sexta-feira.

A categoria cobra do governo estadual a incorporação, aos vencimentos do piso do PDF – gratificação fixa que representa cerca de 40% de seu salário. Essa gratificação foi instituída através de uma Lei Estadual, em 2011, e está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).

O pleito foi apresentado pelo Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf) ao governador Camilo Santana, pela primeira vez, em junho de 2016. Desde o ano passado, a reivindicação é ponto prioritário na pauta de negociação com a Secretaria da Fazenda, mas, até o momento, nada de concreto foi posto em prática.

Desde a deliberação da greve, o Sintaf tem buscado diversos meios e interlocutores a fim de reabrir o diálogo com o governo, sem retorno. Com a aprovação da incorporação do piso do PDF, os fazendários buscam tão somente acabar com a insegurança jurídica da remuneração. Dessa forma, não reivindicam aumento salarial, mas evitar a perda de 40% do salário atual.

Perda de candidatura abate mais Lula que prisão

Do Blog do Josias de Souza

Preso há cinco meses e quatro dias, Lula emite os primeiros sinais de abatimento. Na avaliação de um dirigente do PT, o desânimo não foi provocado pela prisão longeva, mas pela troca compulsória do figurino de candidato pelo de cabo eleitoral de Fernando Haddad. A despeito do baque, Lula comanda desde a cadeia cada detalhe da própria substituição, a começar pela escolha do cenário. Deslocou o
palco de São Paulo para Curitiba.

A profusão de recursos judiciais revelou-se inútil. Embora ainda sonhe com o milagre da obtenção de uma liminar de última hora no Supremo, Lula reconheceu que sua candidatura está no buraco. E autorizou Haddad a substitui-lo antes que a Justiça Eleitoral comece a jogar terra em cima nesta terça-feira, quando vence o prazo para a troca.

O eleitor de Lula já havia farejado o movimento, informa o Datafolha (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/saida-de-lula-da-disputa-embaralha-aesquerda.shtml). Na primeira pergunta de sua nova pesquisa, o instituto pediu aos entrevistados que dissessem espontaneamente o nome do presidenciável preferido. As menções a Lula despencaram 11 pontos. Na pergunta estimulada, quando o pesquisador exibe um cartão com os nomes dos candidatos, o preso de Curitiba foi excluído. E o pupilo Haddad saltou de 4% para 9% antes mesmo da formalização da troca.

Haddad entrou automaticamente na briga pela vaga de adversário de Jair Bolsonaro no segundo turno. De acordo com a pesquisa, Haddad, Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin estão tecnicamente empatados no intervalo entre 9% a 13% das preferências do eleitorado.

Embora tenha colecionado novos eleitores, subindo cinco pontos na pesquisa em apenas 20 dias, Haddad não ignora que o único eleitor capaz de levá-lo ao segundo round está preso em Curitiba. E Lula cuidará para que ele não esqueça a origem dos seus votos.

Assim como os filmes, as biografias também têm suas trilhas sonoras. Lula escolheu sua música num discurso palaciano de 2007. Exercia seu primeiro reinado. Evocou Raul Seixas: “…Eu prefiro ser considerado uma metamorfose ambulante, ou seja, estar mudando na medida em que as coisas mudam.”

A mudança atual não chega a ser original. No mesmo papel de carregador de postes, Lula já revelou uma força de estivador. Fez isso duas vezes com Dilma Rousseff em âmbito nacional. Repetiu o feito com o próprio Haddad, na seara municipal. Fracassou na reeleição de Haddad para o posto de prefeito de São Paulo. Pela primeira vez, testa seu poder de transferência de votos como cabo
eleitoral preso.

Aécio despenca de 50 milhões de votos para R$ 4 mil de apoio

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Aécio Neves saiu da eleição de 2014 com mais de 51 milhões de votos e um séquito de fãs pelo país. Hoje, segundo a Veja Online, quatro anos mais tarde, ele vai precisar nadar um bocado para garantir a sonhada vaga de deputado federal. Um termômetro da derrocada do tucano está no número de figuras dispostas a mexer no próprio bolso para ajudá-lo hoje.

Além do PSDB, que desembolsou R$ 1 milhão, o restante dá para contar nos dedos.

Aécio declarou ao TSE receita de R$ 1.004.195 reais em doações, sendo míseros R$ 4.195 vindos de pessoas físicas. E olha que na lista dos cinco doadores mais generosos dois deles têm Neves no sobrenome.

(Foto – Agência Brasil)

Ciro vai mostrar na propaganda eleitoral que tem força no Nordeste

Ciro Gomes, candidato do PDT a presidente da República, já incluiu, em sua propaganda eleitoral na televisão, imagens do giro que fez pelo Nordeste, onde Lula continua rei.

Quer atrair esse eleitorado, lembrando que ele tirou, por exemplo, a transposição das águas do rio São Francisco do baú. Isso, quando titular da Integração Nacional na era Lula.

(Foto – Divulgação)

Miniguia da Justiça Eleitoral já está disponível para jornalistas

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, lançou o “Miniguia da Justiça Eleitoral para Jornalistas”. A publicação, em sua sexta edição, chega como importante ferramenta de aproximação do TRE com a imprensa.

Revisado e organizado pelos servidores do TRE, o Miniguia tem linguagem sintética e é voltado para as coberturas jornalísticas no período eleitoral e na rotina de decisões, julgamentos e normativos.

Na prática, é um importante tira-dúvidas sobre o linguajar e decisões no âmbito da Justiça Eleitoral

Eleições 2018 – Presidenciáveis já arrecadaram R$ 143 milhões; 63% do total é verba pública

Os 13 candidatos à Presidência da República declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter arrecadado R$ 143 milhões. Desse montante, R$ 92,7 milhões são recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento da Campanha (FEFC), o que representa 64,8% do total. Até o momento, o candidato Cabo Daciolo (Patri) não declarou movimentação financeira à Justiça Eleitoral.

Os candidatos têm prazo de 72 horas para informar à Justiça Eleitoral as doações recebidas para financiamento da campanha. Nesta quinta-feira (13), os partidos e os candidatos devem fazer a prestação de contas parcial da movimentação financeira ocorrida do início da campanha até o último sábado (8). Segundo o TSE, a ausência de informações sobre doação financeira recebida ou gasto contratado será examinada no julgamento da prestação de contas de cada candidato.

Pelo Artigo 29, da Lei 9054/1997, “a inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos eleitos, enquanto perdurar”. A legislação prevê ainda que eventuais dívidas de campanha poderão ser assumidas pelo partido do candidato.

Maior arrecadação

Segundo dados disponíveis no portal do TSE, o tucano Geraldo Alckmin foi o presidenciável que informou maior arrecadação até este momento: R$ 46,3 milhões, sendo 97,9% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O candidato declarou despesas de R$ 9,4 milhões, boa parte com impressão de material (R$ 7,2 milhões) e transporte (R$ 1,3 milhão).

O candidato Henrique Meirelles (MDB) faz questão de dizer que está financiando pessoalmente a sua campanha. Meirelles declarou ter destinado R$ 45 milhões para a eleição presidencial, bem como despesas de R$ 39,1 milhões. Mais da metade desse total – R$ 24,7 milhões – foi gasto na produção dos programas de rádio e televisão, além de R$ 5,3 milhões para a criação e inclusão de páginas na internet.

De acordo com o PT, a campanha presidencial recebeu R$ 20,6 milhões, sendo R$ 20 milhões do fundo especial. O restante foi de financiamento coletivo. O partido, que ainda não tem candidato a presidente homologado pela Justiça Eleitoral, informou ao TSE ter gasto cerca de R$ 19,8 milhões, sendo R$ 14,5 milhões na produção dos programas para o horário gratuito.

A campanha petista destinou R$ 900 mil para o escritório Aragão & Ferraro Advogados Associados que faz a defesa da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Horário eleitoral

O candidato Ciro Gomes (PDT) declarou ter arrecadado pouco mais de R$ 10 milhões, quase a totalidade do fundo especial. Cerca de R$ 53.649 é de financiamento coletivo. O PDT declarou despesas de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 1,3 milhão para impressão de material de campanha e confecção de adesivos.

Segundo a Rede, a campanha de Marina Silva recebeu R$ 6,1 milhões – 87% do FEFC – e gastou pouco mais de R$ 1,8 milhão, especialmente na produção dos programas do horário eleitoral.

O candidato Guilherme Boulos (PSOL) arrecadou quase R$ 6 milhões – 99,7% do FEFC – e gastou R$ 2,4 milhões, principalmente com pagamento de serviços de advocacia e assessoria, além da produção dos programas de rádio e televisão.

A campanha de Alvaro Dias (Podemos) disse ter recebido R$ 5,1 milhões: 62% do fundo especial. Mais R$ 1,9 milhão foi doado por pessoas físicas, incluindo o candidato ao Senado na coligação de Dias, Oriovisto Guimarães, empresário do setor de ensino que destinou R$ 1,7 milhão para a campanha presidencial. Dias informou despesas da ordem de R$ 5 milhões – valor aplicado especialmente na produção do horário eleitoral gratuito e nos deslocamentos pelo país.

Financiamento coletivo

O candidato João Amoêdo (Novo) dispensou os recursos públicos para a campanha. Amoêdo informou ao TSE uma arrecadação de R$ 1,3 milhão de doações de pessoas físicas e financiamento coletivo, além de despesas de R$ 172.698, especialmente com impressão de material. José Maria Eymael (DC) declarou ter recebido R$ 828 mil e gasto R$ 42 mil com serviços de contabilidade.

A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) informou ao TSE uma arrecadação de R$ 685.611, sendo R$ 334.044 repassados pelo partido e R$ 332.867 de financiamento coletivo. O candidato declarou despesas contratadas em valor superior ao arrecadado até este momento – R$ 825.683. Uma fatia desse montante destina-se ao pagamento de serviços de terceiros (R$ 347.500) e à produção do programa eleitoral (R$ 240.000).

Os dados disponíveis no portal do TSE mostram que o candidato João Goulart Filho (PPL) arrecadou R$ 431.800 e aplicou R$ 320.380 na campanha eleitoral. A candidata Vera Lúcia (PSTU) recebeu R$ 401.835 – 99,5% do fundo especial. Até o momento a candidata disse ter gasto R$ 30.440.

Eduardo Girão quer o fim de privilégios da classe política

O candidato ao Senado pelo PROS, empresário Eduardo Girão, apresentará, a partir das 9 horas desta terça-eira, em seu comitê central, a plataforma que promete defender em Brasília caso de ser eleito.

Com ele, no ato, vão estar o candidato ao Governo do Ceará, General Theophilo (PSDB), e a candidata ao Senado pelo PSDB, Dra. Mayra, além do presidente regional do PROS, deputado estadual Capitão Wagner.

Eduardo Girão inclui, entre suas bandeiras, a defesa da família, a luta contra a descriminalização do aborto e o fim de privilégios da classe política.

(Foto – Blog do Lauriberto Braga)

Camilo tem 63%, General, 6%, Aílton, 2,6% e Hélio Góis, 1,4%, aponta pesquisa jornal O Estado/Ampla

O governador Camilo Santana (PT) segue isolado na disputa por mais um mandato à frente do Executivo estadual somando 63% das intenções de voto. Ele é seguido à distância pelo candidato do PSDB, General Theóphilo, que aparece com 6%. É o que revela a pesquisa Ampla, contratada pelo jornal O Estado para sondar a intenção de votos na corrida para a sucessão estadual. Esta é a primeira pesquisa sobre a eleição no Ceará após o início da propaganda eleitoral.

Na sequência, aparecem Ailton Lopes (Psol) com 2,6%, e Hélio Góis (PSL) com 1,4%. Os candidatos Mikaelton Carantino (PCO) e Francisco Gonzaga (PSTU) não somam 1% das intenções, atingindo, respectivamente, 0,6% e 0,3% da preferência do eleitorado pesquisado.
Ainda segundo a pesquisa, brancos e nulos somam 16,9%. Não sabem/não responderam somam 9,2%.

Votos válidos

Se forem considerados apenas os votos válidos, Camilo Santana aparece com 85,3%, enquanto General Theophilo tem 8,2%. Ailton Lopes (Psol) soma 3,5% e Hélio Góis (PSL) tem 1,8%. Não somam 1% das intenções de voto os candidatos Mikaelton Carantino (PCO), com 0,9% e Francisco Gonzaga (PSTU) com 0,4%.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Rejeição

Os candidatos que mais registraram rejeição na pesquisa do Ampla/O Estado foram General Teophilo e Ailton Lopes, com, respectivamente, 15,7% e 13,4%. O atual governador Camilo Santana, que disputa a reeleição, tem 9,1% de rejeição. Já o candidato Hélio Góis é rejeitado por 8,2% dos entrevistados, enquanto Francisco Gonzaga e Mikaelton Carantino possuem rejeição de 7% e 5,1%, respectivamente. A opção “votaria em qualquer um deles” soma 11,3% e “não votaria em nenhum deles” chega a 9,1%. Já os eleitores que afirmaram não saber em quem votar totalizam 21,2%.

Espontânea

Na modalidade espontânea (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte: Camilo Santana (PT) tem 32,8% e General Theophilo (PSDB) soma 3,1%. Cid Gomes (PDT), que disputa o Senado e Ciro Gomes (PDT) candidato à presidência da República pontuaram somando, respectivamente, 2,1% e 2% das intenções de voto.

O percentual de eleitores que declaram votar em “ninguém”, “branco” ou “nulo” soma 11,2%. O maior percentual ficou para os que declaram não saber em quem votar, totalizando 46%.

(Jornal O Estado)

PT oficializa nesta terça-feira Haddad como seu candidato a presidente

Hoje, o PT deve oficializar Haddad como candidato à Presidência e Manuela d’Ávila (PCdoB) como candidata a vice após a candidatura de Lula ter sido barrada pela Justiça Eleitoral. Ontem, o PT estadual realizou um ato de campanha no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Tuca), onde apoiadores anteciparam um anúncio informal de Haddad e Manuela.

“Minha voz é a voz de Fernando Haddad e de todos os companheiros em nossa jornada destemida para resgatar a dignidade nacional”, afirmou Lula numa mensagem ao partido. O ex-presidente disse também que sua voz é a de Luiz Marinho, candidato ao governo de São Paulo, e dos demais candidatos na coligação petista no Estado.

Na carta, lida pelo ator Sérgio Mamberti, Lula conclamou a militância para trabalhar nas próximas semanas até o primeiro turno da eleição. No PT, há uma preocupação com o tempo para a transferência de votos de Lula para Haddad. “Vamos arrancar para a vitória nessas quatro semanas, vamos firmar nesta noite esse compromisso de luta”, declarou o ex-presidente.

Apesar do fim do prazo ser hoje, o PT ainda tenta no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhar mais prazo para a troca. No domingo, 9, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, negou pedido de efeito suspensivo ao julgamento da Corte eleitoral para suspender o prazo para a troca de Lula como candidato.

Diante da negativa, ainda na madrugada de ontem, a defesa de Lula recorreu ao STF para pedir, em recurso extraordinário, a suspensão do prazo para a substituição. O partido tenta ganhar mais uma semana e empurrar a troca para o dia 17, prazo final da Justiça Eleitoral para substituição de candidatos.

Apesar da negativa, contudo, a ministra admitiu a plausibilidade de parte dos argumentos da defesa do PT, que diz haver obrigatoriedade por parte do País de respeitar o pacto utilizado pelo Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que fez recomendação para que o Brasil garanta Lula no processo eleitoral.

Rosa Weber disse que há uma questão constitucional a ser enfrentada pelo STF sobre a validade ou não do acordo. Entre parte dos membros do Judiciário e do Governo Federal, há o entendimento de que o acordo não é impositivo.

Para o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a decisão do comitê não tem “nenhuma relevância jurídica”. O ministro do Supremo Alexandre de Moraes também rechaçou o acordo e chegou a dizer que, “como diria minha avó, cada macaco no seu galho”.

Na decisão em que barrou a candidatura de Lula, o TSE entendeu que, além da aprovação pelo Congresso, o pacto internacional também dependia da homologação pelo Executivo, o que não ocorreu no caso.

Ontem, o comitê da ONU enviou um novo comunicado dizendo que o Brasil tem o dever de cumprir sua determinação de garantir os direitos políticos de Lula. O comunicado é assinado por Sarah Cleveland e Olivier de Frouville, peritos do órgão. Mais uma vez, porém, o comitê formado por 18 peritos independentes não entrou no mérito do caso do ex-presidente e não determinou se ele é inocente ou culpado. Isso, de acordo com a entidade, apenas entrará na pauta em 2019. Mas deixou claro que o pedido para que medidas cautelares sejam adotadas permanece válido até que o caso seja concluído.

(Com Agência Estado)

Camilo Cid e Eunício reúnem prefeitos e pedem total engajamento na campanha

Camilo com Cid e Eunício e um apelo para reforçar o corpo a corpo da campanha.

Centenas de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças políticas vários municípios lotaram, nessa noite de segunda-feira, o Comitê Central da coligação “Por um Ceará cada vez mais forte”, em Fortaleza. O grupo participou de encontro de mobilização pró-campanha puxado pelo governador Camilo Santana e por Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB), ambos postulantes ao Senado.

“A ideia aqui, dessa forma descontraída, foi reunir as nossas lideranças, ouvir qual a visão dos nossos apoiadores pra gente enfrentar os 27 dias que restam de campanha”, disse Cid Gomes. Camilo também pediu empenho aos prefeitos e lideranças nessa arrancada. “Façam adesivaços, caminhadas, carreatas”, reforçou o candidato pedetista ao Senado.

Camilo Santana agradeceu o apoio e lembrou eu a campanha é curta. “É impossível estar presente em todos os municípios. É fundamental que vocês assumam a atividade em suas cidades, peguem material, distribuam entre os apoiadores. É um pedido que fazemos aqui”, conclamou o governador.

(Foto – Divulgação)

Ciro se firma em segundo na pesquisa e venceria eleições no segundo turno em todos os cenários

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Pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta segunda-feira (10), aponta o crescimento de Ciro Gomes, após o TSE rejeitar a candidatura Lula e Jair Bolsonaro sofrer atentado. Ciro Gomes se firma em segundo lugar e venceria as eleições no segundo turno em todos os cenários, incluindo a disputa com Bolsonaro. Contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada hoje em 197 municípios, com 2.804 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade é de 95%.

Na pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes (PDT): 13%; Marina Silva (Rede): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 10%; Fernando Haddad (PT): 9%; Alvaro Dias (Podemos): 3%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 3%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Vera (PSTU): 1%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Branco/nulos somam 15%, Não sabe/não respondeu: 7%.

Ciro Gomes também aparece bem no critério rejeição, quando possui o menor percentual entre os candidatos melhores pontuados. Bolsonaro possui a maior rejeição, com 43%, seguido por Marina: 29%; Alckmin: 24%; Haddad: 22%; Ciro: 20%; Cabo Daciolo: 19%; Vera: 19%; Eymael: 18%; Boulos: 17%; Meirelles: 17%; João Goulart Filho: 15%; Amoêdo: 15% e Alvaro Dias: 14%.

O candidato do PDT venceria em todos os cenários, diante de um eventual segundo turno:

Ciro 39% x 35% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 3%);

Ciro 45% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%);

Ciro 41% x 35% Marina (branco/nulo: 22%; não sabe: 2%).

Bolsonaro também perderia a eleição em um evenuial segundo turno com Marina ou Alckmin, além de empate técnico com Haddad:

Marina 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%);

Alckmin 43% x 34% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%);

Haddad 39% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%).

(Com Agências / Foto: Arquivo)

Na trama brasileira, a barbárie venceu

Com o título “Na trama brasileira, a barbárie venceu”, eis artigo de Wagner Mendes, jornalista do O POVO. Ele diz no texto: “A menos de um mês de uma eleição, e em mais um episódio inacreditável, a barbárie, até aqui, venceu. A democracia mais uma vez é atingida, e não mais apenas por vias institucionais, mas com traços de guerra.” Confira:

O mais talentoso possível de um roteirista de filme ou de série dramática-policial jamais seria capaz de escrever uma trama tão surpreendente e absurda como a que vivemos no Brasil nos últimos quatro anos. De lá pra cá, um candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, foi morto em um acidente aéreo; uma eleição presidencial em um País do tamanho do Brasil foi decidida com diferença de três milhões de votos.

Eduardo Cunha venceu eleição à Presidência da Câmara dos Deputados e sabotou o País, apoiado por sanguessugas da República sofrida brasileira. Dilma Rousseff sofre um impeachment. É o segundo caso no País desde a redemocratização. Ou seja, em 30 anos.

A petista é retirada do poder sob o argumento dos parlamentares de que cometeu crime contra as finanças públicas. Mas foi inocentada e se manteve com os direitos políticos para se candidatar mais uma vez e ter o direito de, novamente, gerir recurso público em dois anos depois do impedimento. Deve ser eleita senadora por Minas Gerais mesmo após ser aprovada por apenas 8% do eleitorado enquanto presidente.

Não bastasse à trama novelística, Teori Zavascki, o relator da Operação Lava Jato maior investigação de corrupção da história brasileira , é morto em um acidente aéreo. O filho do magistrado vai às redes sociais e faz questionamentos polêmicos sobre a morte do pai.

Meses depois, a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, é covardemente assassinada a tiros dentro de um carro quando se deslocava de um ato político na Capital carioca. Quase seis meses depois, nada se sabe sobre o executor e o mandante do crime. Dias depois, em caravana pelo País, o ônibus que participava de um evento político do ex-presidente Lula é alvejado a balas. Nada se sabe também dos autores da ação criminosa.

No mês seguinte, o líder das pesquisas de intenção de voto para presidente é preso após condenação por corrupção. Cinco meses depois de preso, Lula continua liderando as pesquisas de intenção de voto. No meio da batalha jurídica, o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro que tem grandes chances de estar no 2° turno , recebe um atentado a faca durante ato político em Minas Gerais.

A menos de um mês de uma eleição, e em mais um episódio inacreditável, a barbárie, até aqui, venceu. A democracia mais uma vez é atingida, e não mais apenas por vias institucionais, mas com traços de guerra.

*Wagner Mendes,

Jornalista do O POVO.

Comitê da ONU volta a dizer que Lula tem direito de disputar a Presidência

O Comitê de Direitos Humanos da ONU reafirmou, em nova decisão, que Lula deve disputar as eleições, apesar do revés sofrido no Tribunal Superior Eleitoral. A nova determinação do órgão foi revelada pela defesa de Lula em entrevista coletiva nesta segunda-feira 10. Segundo os advogados de Lula, a decisão reafirma que a candidatura do ex-presidente “deve ser assegurada por todas as autoridades brasileiras, tanto do Judiciário, como do Legislativo e do Executivo”.

A defesa afirma que vai analisar como “implementar” essa decisão. “Não há espaço para que ela não seja cumprida. A ONU reforça o posicionamento anterior, do dia 17 de agosto, e esperamos que a decisão seja cumprida”. Informa a revista Carta Capital.

Segundo Cristiano Zanin, advogado de Lula, a própria ONU colocou que o Estado parte não pode invocar sua lei interna para descumprir uma decisão do Comitê. O Brasil é signatário do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos das Nações Unidades desde 1992. Em 2009, o documento foi ratificado pelo Congresso Nacional.

A maioria dos ministros do TSE entendeu que a decisão do comitê não tem efeito vinculante e tem apenas caráter de recomendação. Barroso também argumentou que o fato de o protocolo do pacto não ter sido promulgado pela Presidência da República torna seus efeitos nulos na legislação brasileira.

“Havíamos pedido ao comitê na semana passada que se manifestasse sobre o posicionamento de autoridades brasileiras, inclusive do Tribunal Superior Eleitoral. Esse pronunciamento é uma resposta ao requerimento apresentado na semana passada”, explicou Zanin.

“Há recursos pendentes no STF, tanto contra a decisão do TSE, como também dirigidos ao ministro Edson Fachin. Vamos levar essa nova decisão ao STF. Os recursos já estão interpostos, mas vamos levar ao conhecimento do STF que o Comitê de Direitos Humanos proferiu uma nova decisão.”

Se o STF não conceder uma liminar a Lula, o PT terá de trocar o cabeça de chapa nesta terça-feira 11. Ao que tudo indica, Fernando Haddad assumirá o posto.