Blog do Eliomar

Categorias para Eleições 2018

Fake news, WhatsApp e a nossa liberdade

110 1

Em artigo no O POVO deste sábado (20), a jornalista Letícia Alves aponta o aplicativo WhatsApp como um dos principais meios de propagação de boato nestas eleições. Confira:

WhatsApp é o assunto do momento. Começou lá atrás, quando, no início deste ano, veículos da imprensa tradicional e páginas independentes (ou nem tanto) começaram a se organizar para combater a já esperada onda de “fake news” que viria na campanha. A tal onda chegou, e o app de mensagens instantâneas se consolidou como um dos principais meios de propagação de boatos.

Diferentemente do Facebook e do Twitter, onde muito absurdo é compartilhado, o que chega no WhatsApp não tem dono. É uma rede fechada, praticamente impossível de monitorar, onde as pessoas se comunicam em grupos da família, trabalho, faculdade, futebol, salão de beleza etc e além. O ambiente é propício para espalhar informações de todo tipo – falsas e verdadeiras. A própria imprensa tradicional utiliza o app para divulgar notícias.

As acusações de que a campanha do presidenciável Bolsonaro (PSL) estaria usando dinheiro de empresas para comprar pacotes de disparos de fake news via WhatsApp, no intuito de difamar o seu adversário Haddad (PT), são graves. Tão graves que, penso eu, deveriam ter sido feitas com base em informações que fossem além do “a reportagem apurou” – o ônus da prova é de quem acusa, afinal.

Evidentemente que, se o esquema for confirmado, os envolvidos devem ser punidos. É necessário esclarecer, no entanto, que o WhatsApp não é o vilão dessa história. Eu sei que esta é uma afirmação óbvia, mas tem gente que não entendeu.

O Psol chegou a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a restrição de ferramentas ou a suspensão total do aplicativo até as eleições. Eu mesma, que tenho dedicado meus dias a esclarecer boatos, achei que essa notícia era “fake news”. Não era, e o partido acabou voltando atrás, mas esse rompante é sintomático: vale tudo para combater as informações falsas, até mesmo interferir na liberdade das pessoas?

Há alguns dias, o Haddad chegou a sugerir que, se as pessoas “desligassem” o app por uns dias, o Bolsonaro “desapareceria”. Ora, parece-me simplório demais atribuir a força de uma campanha que vem sendo construída há anos a conversas de WhatsApp. É inegável, porém, que são essas mesmas conversas que podem derrubar uma candidatura se novos fatos sobre o caso forem descobertos. Diante desse cenário, o brasileiro pede por esclarecimentos, justiça e, principalmente, para que deixem seu WhatsApp (e sua liberdade) em paz.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Haddad cobra em Fortaleza providências sobre suposto financiamento para fake news

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou, em Fortaleza, que tem sido “o centro de calúnias” de seu adversário Jair Bolsonaro (PSL). Ele cobrou providências para que sejam conduzidas investigações sobre o suposto grupo de empresários que financiaria o envio em massa de mensagens falsas anti-PT na plataforma WhatsApp.

Haddad reclamou do que classifica como “Justiça analógica” para apurar o que chama de “tsunami cibernético”, referindo-se à avalanche de notícias falsas disseminada nesta campanha eleitoral. O assunto está em investigação e a Polícia Federal pode ser acionada para apurar.

“Esperamos que com o tranco [de anteontem, 18], essas denúncias tragam prisão preventiva de algum empresário, para que eles denunciem em delação o que que aconteceu na campanha dele”, disse aos apoiadores que o aguardavam no Comitê Cultura, na Praia de Iracema.

Na capital cearense, Haddad participou de um ato político ao lado da mulher, Ana Estela Haddad, dos deputados federais Luizianne Lins e José Guimarães, ambos do PT, e do candidato ao governo do Ceará pelo PSOL, Ailton Lopes. Ele reiterou as críticas ao adversário e ressaltou que “modéstia à parte, o Brasil precisa mais de um professor que de um miliciano”.

Na busca por angariar mais votos no Nordeste, onde o PT teve vantagem em vários estados, Haddad faz hoje (20) caminhada em Fortaleza e segue para atos organizados em Juazeiro do Norte e Crato, no Ceará.

No início da noite, o candidato segue para o Piauí, onde encontrará apoiadores na cidade de Picos, localizada a 307 km da capital, Teresina. No domingo (21), a previsão é ato em São Luís, no Maranhão.

(Agência Brasil)

Roseno cobra boas reflexões de Cid Gomes

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (20):

O senador eleito Cid Gomes (PDT) continua alvo de questionamentos, depois de ter cobrado do PT mea culpa por ter feito “muita besteira”. Sobre esse desabafo, feito por Cid quando de ato em que o governador Camilo Santana (PT) puxaria a campanha pró-Haddad neste segundo turno da disputa presidencial, o deputado estadual reeleito Renato Roseno (Psol) se manifestou a respeito.

“O Cid Gomes tem que fazer uma reflexão com ele mesmo sobre sua responsabilidade com o País”.

Isso porque, de acordo com Roseno, a peleja não é simplesmente de diferenças de ordem partidária, mas “diferenças bem mais profundas”, porque Bolsonaro é uma ameça real à democracia, enquanto Haddad abre espaço até para se fazer oposição.

Roseno engajou-se na campanha petista, embora com diferenças, reiterando que a ordem é lutar pela manutenção dos avanços sociais e direitos da classe trabalhadora.

Mulher é indiciada por disseminar notícias falsas sobre eleição

147 1

Uma mulher foi indicada pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul por disseminar notícias falsas em redes sociais. Em um vídeo, a moça afirma que urnas eletrônicas teriam sido fraudadas e enviadas a cidades da Região Nordeste. A informação foi divulgada pela Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

A mulher também acusa o governo federal como responsável por fraudar o sistema de votações das eleições deste ano. A Polícia Federal instaurou inquérito a pedido do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RS). Os agentes realizaram diligências para identificar a autora dos comentários enganosos.

A mulher foi enquadrada nos artigos 324 e 325 do Código Eleitoral, segundo os quais são crimes “divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado” e “caluniar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”.

Ela pode pegar pena de 1 a 3 anos de prisão. O tempo pode ser aumentado pelo fato da mulher ter usado redes sociais para a propagação dos conteúdos.

Mensagens falsas como a que motivou a prisão foram disseminadas em todo o país. O Tribunal Superior Eleitoral criou um site para esclarecer eleitores quanto às teorias da conspiração e acusações de supostas fraudes em urnas e no conjunto do sistema de votação.

A disseminação de desinformação sobre o tema tem crescido. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber chegou a receber ameaças. Na quarta (17), ela reuniu representantes da candidaturas para solicitar ações de desincentivo aos questionamentos.

No balanço da votação do primeiro turno, nem o TSE nem a missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanhou o pleito, identificaram indícios de fraude ou problemas que pudessem comprometer o resultado.

(Agência Brasil)

Jair Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

169 1

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou hoje (19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde de hoje (19) o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

Notícias falsas

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

Turismo

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

(Agência Brasil)

Definitivamente, eu não queria

150 3

Com o título “Definitivamente, eu não queria”, eis artigo de Magela Lima, professor universitário e jornalista. Ele aborda este cenário de campanha presidencial onde a intolerância fala mais alto em todos os lugares. Confira:

Eu não queria sair do grupo de WhatsApp da família. Eu não queria evitar meus vizinhos. Eu não queria escolher uma posição mais isolada na reunião de trabalho. Eu não queria fingir que estou ocupado para não conversar com o motorista do Uber. Eu não queria precisar defender direitos individuais. Eu não queria falar da importância de uma constituição que é mais nova que eu. Eu não queria ficar preocupado com a cor da roupa que vou sair de casa. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria ler tanta notícia absurda. Eu não queria falar sobre fake news em todas as aulas. Eu não queria sofrer com as facadas que vitimou o capoeirista na Bahia. Eu não queria ficar apavorado imaginando que a garota que teve uma suástica marcada com canivete na pele pudesse ser minha sobrinha. Eu não queria ter medo. Eu não queria ter medo de ter medo. Eu não queria ouvir falar de fascismo como se fala de futebol. Eu não queria ver gente postando armas como se fosse um troféu. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria justificar a necessidade de políticas de gênero. Eu não queria precisar discutir a legalidade de mulheres e homens, que ocupem a mesma função profissional, ter remuneração igual. Eu não queria desmentir que existe um kit gay por aí. Eu não queria ver o debate sobre o aborto resumido a questões de natureza religiosa. Eu não queria ter que explicar que o aquecimento global é uma realidade. Eu não queria precisar alertar sobre os riscos do desmatamento desenfreado em nome do agronegócio. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria ver elogios públicos à tortura. Eu não queria lamentar que se desconsidere a dívida que o Brasil, último País a abolir a escravidão, tem com a sua população negra. Eu não queria ouvir falar que vão matar viado. Eu não queria considerar a inclusão de moral e cívica nos currículos escolares. Eu não queria olhar atravessado para a bandeira do meu País. Eu não queria precisar participar de manifestações em defesa da democracia. Eu não queria ter receio do porvir. Eu não queria ter que negociar o inegociável. Definitivamente, eu não queria.

*Magela Lima

lima.magela@gmail.com

Jornalista e professor universitário.

O fascismo da esquerda hipócrita

175 2

Com o título “O fascismo da esquerda hipócrita”, eis artigo de Catarina Rochamonte, doutora em Filosofia e professora da Uece. Ela bate duro. No texto, ela diz, por exemplo, que “o bolchevismo é uma das matrizes doutrinárias do PT”. Confira:

Luta Contra o Fascismo Começa Pela Luta Contra o Bolchevismo. Este é o título de um panfleto escrito pelo marxista alemão Otto Rühle em 1939, em um dos mais difíceis momentos da luta de resistência contra o fascismo alemão: o nazismo. O referido texto coloca a Rússia na primeira linha dos estados totalitários e como modelo para os países constrangidos a renunciar ao sistema democrático para se voltarem para a ditadura. Afirma Rühle que “a Rússia serviu de exemplo ao fascismo”. O panfleto, desde o tão vigoroso título, escancara uma verdade incômoda à esquerda majoritária brasileira de hoje, que se agrupa sob a liderança do corrupto presidiário ex-presidente Lula e se representa na candidatura do fantoche Fernando Haddad a presidente da República.

Onde está, porém, o incômodo dessas denúncias antigas para a campanha PT/Haddad? Está em que o bolchevismo é uma das matrizes doutrinárias do PT e vários de seus dirigentes o declaram orgulhosamente, donde se vê que é contrassenso que a principal linha estratégica do PT e seus satélites para esta campanha consista em insultar seus adversários de “fascistas” e sob essa alegação pretenderem criar uma “frente democrática” para conter seu avanço. Vê-se também quão hipócrita foi a fala de Fernando Haddad quando – um dia após o resultado das urnas que o levaram para o segundo turno – apresentou-se como um candidato social-democrata. Como diz o ditado: “quem não te conhece que te compre”.

O fato é que foi como lobo em pele de cordeiro que o PT iniciou a campanha de segundo turno. No dia 9 de outubro a Folha de S. Paulo trazia uma entrevista com o governador do Ceará, o petista Camilo Santana, na qual se lia, sobre Haddad, que ele “tem de afastar um pouco essa marca do PT.” O conselho parece ter sido acolhido, pois já nos deparamos com uma nova logomarca da campanha do ex-(pior)prefeito: logo esta sem vermelho, sem Lula e com as cores do Brasil.

Eis aí os principais elementos do teatro tétrico destas eleições: o partido de origem bolchevique, que nunca teve respeito às instituições, que se considera acima da lei e abaixo apenas do seu líder (que lhe dita as ordens da cadeia); esse partido populista que comprou o congresso, que respondeu pelo maior caso de corrupção da história – o PT do mensalão e do petrolão -; esse partido que promove ideológica e financeiramente ditaduras como a cubana e a venezuelana coloca-se hipocritamente como arauto e defensor da democracia.

A elite pseudointelectual – usar esse termo me custou caro! – muito bem apelidada de “esquerda caviar”, cujos principais representantes estão no meio acadêmico e artístico reproduzem, por sua vez, essa farsa insuflando os jovens a uma batalha quase intergaláctica e apocalíptica contra o fascismo. Reitores emitem notas públicas contra a “onda conservadora” que coloca em risco a “democracia”, expondo desavergonhadamente seu viés político-partidário em total desrespeito ao pluralismo acadêmico e ao princípio de neutralidade das instituições públicas.

Certo mesmo estava Cid Gomes, pelo menos no seu último rompante: quem criou o Bolsonaro foi o PT, que fez muita besteira, que aparelhou as repartições públicas, que achou que era dono do País, que não fez mea culpa, que não admitiu erros e que por isso vai perder a eleição.

– E o Lula?

– “Lula o quê?! O Lula tá preso, babaca. Vocês vão perder. E é bem feito.”

*Catarina Rochamonte

catarina.rochamonte@gmail.com

Doutora em Filosofia e professora da Universidade Estadual do Ceará – Uece.

Renato Roseno: Cid Gomes precisa fazer reflexões sobre sua responsabilidade com o Pais

212 4

O deputado estadual reeleito Renato Roseno (PSOL), em entrevista ao Blog do Eliomar, agradece a votação obtida: 74.174 sufrágios. Mas ele já está de mangas arregaçadas na campanha de segundo turno em favor do petista Fernando Haddad.

Para ele, o que está em jogo agora é a luta pela democracia no País e contra o fascismo.

Indagado sobre a fala do senador eleito Cid Gomes (PDT), que cobrou mea culpa do PT, por ter feito “muita besteira”, Roseno preferiu sugerir ao pedetista boas reflexões sobre as consequências do seu desabafo e seu compromisso com o País.

Datafolha – 73% dos entrevistados querem Bolsonaro nos debates

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 67% dos eleitores brasileiros consideram que o debate entre os dois candidatos à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), é muito importante. Para 73% dos entrevistados, Bolsonaro deveria comparecer aos debates. Dos 9.137 eleitores ouvidos em 341 cidades, 23% disseram que o capitão reformado não deve participar de debates e 4% não souberam responder à pergunta.

Enquanto sete em cada dez entrevistados consideram o confronto de ideias e propostas frente a frente muito importante, 19% dizem que o debate com os dois candidatos não é nada importante. Além disso, 13% disseram que o encontro seria pouco importante e 2% não souberam responder.

Questionados se o debate poderia levá-los a escolher outro candidato e mudar a intenção de voto, 76% dos entrevistados responderam que não; 8% que a chance disso acontecer é pequena; 8% que é média e 6% que haveria grande chance de isso ocorrer.

Entre os que manifestam intenção de votar em Bolsonaro, 84% afirmam que o debate não os levaria a alterar seu voto. Já entre os que pretendem votar em Haddad, 76% afirmaram que não mudariam de opinião. Registrada na Justiça Eleitoral, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Poucas horas após a divulgação da pesquisa Datafolha, o candidato do PSL afirmou, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que não tem participado de debates e tem limitado os atos públicos de campanha por temer por sua segurança pessoal após ter sido esfaqueado durante um evento em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

Submetido a duas cirurgias, Bolsonaro foi desaconselhado pela equipe médica a participar de debates durante todo o primeiro turno. Ontem, no entanto, médicos do Hospital Israelita Albert Einstein que o examinaram afirmaram que o candidato apresenta boa evolução clínica e que pode participar dos próximos debates, desde que sejam rápidos.

“Eu posso ter um problema com a bolsa de colostomia. Posso ter que voltar ao hospital”, declarou Bolsonaro, horas depois, na transmissão pelas redes sociais.

Já o candidato do PT, Fernando Haddad, tem repetido que gostaria de participar de debates com Bolsonaro e, pelas redes sociais, colocou-se à disposição para se reunir com o adversário em qualquer local. “Faço o que ele [Bolsonaro] quiser para ele falar o que pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente.”

(Agência Brasil)

Deputado eleito do PROS diz que Bolsonaro foi fruto da incompetência do Partido dos Trabalhadores

180 2

O vereador Soldado Noélio (Pros), de Fortaleza, foi eleito deputado estadual com 24.591 votos.

Em entrevista ao Blog do Eliomar, o parlamentar agradece o apoio do eleitorado e fala da atuação que terá agora enfrentando o novo governo de Camilo Santana (PT).

Soldado Noélio, nesta campanha presidencial de segundo turno, pede votos para Jair Bolsonaro, do PSL. Para ele, o capitão tem suas qualidades, mas foi também fruto de muita incompetência do Partido dos Trabalhadores.

Cid Gomes mostra como enterrar uma campanha

Com o título Cid Gomes mostra como enterrar uma campanha”, eis artigo do jornalista Ítalo Coriolano. “Sem nenhum esforço, ele conseguiu a peça mais eficaz para desconstruir a imagem do candidato petista”, diz o articulista no texto. Confira:

Foi no momento mais delicado do PT nesta disputa pela Presidência da República, com o candidato Fernando Haddad (PT) 18 pontos percentuais atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que o senador eleito Cid Gomes (PDT) resolveu soltar umas verdades para a sigla que ficou por 13 anos no poder. Críticas válidas em seu conteúdo, mas totalmente desastradas em seu formato, levando em conta a estratégia eleitoral. O ex-governador do Ceará entregou de “mão beijada” para o adversário um conteúdo de efeito devastador, com frases que viralizaram em todas as redes sociais: ” Vão perder feio porque fizeram muita besteira. Porque aparelharam as repartições públicas. Porque acharam que eram donos de um País, e o Brasil não aceita ter dono!”; “O Lula está preso, babaca!”.

O pedetista mal tinha acabado de externar seu colérico desabafo e o vídeo da confusão já circulava por grupos de WhatsApp e outras redes sociais em todo o País, ambientes onde, de fato, a corrida pelo Palácio do Planalto está sendo travada. Para muitos, a sensação que ficou era que os Ferreira Gomes já haviam se tornado apoiadores de Bolsonaro, apesar de declararem voto em Haddad. O conteúdo foi parar na propaganda eleitoral do candidato do PSL.

Sem nenhum esforço, ele conseguiu a peça mais eficaz para desconstruir a imagem do candidato petista.

Diante do desgaste provocado, fica difícil dissociar o episódio de 2022. PT e Ferreira Gomes devem disputar a hegemonia da oposição contra Bolsonaro, caso seja eleito e na hipótese de enfrentar fortes dificuldades para governar. A viagem de Ciro Gomes para a Europa em pleno segundo turno reforça a estratégia de tentar descolar a imagem do pedetista do PT, tendo em vista que ele já foi ministro de Lula e apoia um nome da legenda no Ceará.

Ao contrário do irmão mais velho, Cid Gomes quase sempre consegue manter o controle emocional em momentos de tensão. Sabe como poucos escapar de provocações. Entretanto, logo no início de sua fala no evento que seria de apoio a Haddad, demonstrou que estava preparado para o embate. O pedido de mea culpa para o PT acabou se transformando em duros ataques proferidos por quem era a esperança de dar novo fôlego à campanha petista.

Mas o efeito foi exatamente o oposto. Cid veio com várias pás de cal para jogar sobre a já enfraquecida candidatura de Haddad. Ainda tentou “consertar” o problema gravando um vídeo de 20 segundos que não transmite muita credibilidade. Mas já era tarde demais. O estrago estava feito e pode ser o ponto de partida para o rompimento entre o PT e os Ferreira Gomes, nos tempos difíceis que a política, a partir de 2019, nos reserva.

*Ítalo Coriolano

italocoriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO.

Vox Populi/CUT – Bolsonaro, 53%; Haddad, 47%

3553 70

Saiu, nesta sexta-feira, a pesquisa Vox Populi/CUT sobre a corrida presidencial.

Mostra um crescimento da candidatura de Fernando Haddad (PT) na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. O petista aparece com 46% dos votos válidos, enquanto o oponente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 54%, na pesquisa espontânea. Na pesquisa estimulada, quando são mostrados os nomes dos candidatos, o petista tem 47% dos votos válidos, contra 53% do militar.

No total, contando votos brancos, nulos e indecisos, Haddad tem 37% contra 43% do capitão da reserva. Segundo a pesquisa, 12% declararam que votarão em branco ou nulo e 8% ainda estão indecisos.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 16 e17 de outubro em 120 municípios de todos os estados e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Rejeição

Em relação à rejeição, os dois candidatos estão empatados tecnicamente. De acordo com a pesquisa, Haddad é rejeito por 41% dos eleitores ouvidos, enquanto Bolsonaro tem índice de rejeição de 38%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 16 e 17 de outubro em 120 municípios de todos os estados e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

(Com Agências)

Autoridades devem anunciar medidas para este segundo turno da disputa presidencial

 

A nove dias do segundo turno das eleições, as autoridades preparam para hoje (19)  anúncios sobre as prioridades para as votações no dia 28. O alerta ocorre no momento em que os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) trocam acusações sobre a existência de empresários que financiaram um esquema de disseminação de notícias falsas anti-PT.

À tarde haverá uma entrevista coletiva da qual participarão a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber; os ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

A expectativa é de que sejam anunciadas as medidas institucionais adotadas em decorrência de questionamentos levantados no primeiro turno. Nas últimas horas, PT, PSL, PSOL e PDT se manifestaram sobre a divulgação e os impactos de fake news. Recorreram à Justiça eleitoral o PT e PSOL, enquanto os outros dois partidos também anunciaram que vão ingressar com ações.

Advertência

Ontem (18) Raquel Dodge advertiu sobre os riscos da disseminação de conteúdo falso. “O eleitor é o ator principal. Ele tudo pode, mas nem tudo convém. As fake news não convêm ao eleitor nem à democracia”, afirmou. “É preciso também que não haja abuso, não haja ilícito no modo como as pessoas se expressam, no modo como elas convencem os vizinhos e eleitores.”

A advertência ocorreu durante a reunião em que o combate à divulgação de notícias falsas nas redes sociais foi o tema principal. Participaram procuradores eleitorais e os advogados das campanhas de Bolsonaro e Haddad, além do ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

(Com Agência Brasil)

Haddad e Bolsonaro fazem campanha no Rio

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, passa parte do dia hoje (19) no Rio de Janeiro onde mora o adversário Jair Bolsonaro (PSL). O petista tem um encontro com pesquisadores, professores e estudantes às áreas de ciência e engenharia.

Haddad participa de uma reunião no Clube de Engenharia para o debate “Democracia e soberania: Universidade, Ciência e Engenharia para o desenvolvimento brasileiro”.

Bolsonaro ontem (18) – em uma transmissão ao vivo nas redes sociais indicou que não pretende participar de debates nem tem a intenção de fazer campanhas de rua, o chamado corpo a corpo. Segundo ele, teme pela própria segurança.

A nove dias das eleições, a campanha está mais acirrada e o foco é a disseminação de notícias falsas nas redes sociais e aplicativos.

Os candidatos trocam acusações, enquanto os partidos políticos recorrem à Justiça Eleitoral em busca de providências.

(Agência Brasil)

Ação de Ciro e Cid contra o PT foi um tiro no pé, dizem membros da esquerda

Aliados de Fernando Haddad que militam fora do PT afirmam que, se a intenção dos irmãos Ciro e Cid Gomes, do PDT, era a de se preservar para a eleição de 2022 com o tal “apoio crítico” ao presidenciável, eles deram um tiro no pé.

Segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira, mesmo já projetando a derrota de Haddad, parte da esquerda avalia que o PT se manterá como o principal partido desse campo e que, agora, a legenda ainda vai despontar como a beneficiária do eventual fiasco de um governo Jair Bolsonaro.

(Foto – Jarbas Oliveira)

Lula já admite a derrota de Haddad

2828 19

A um interlocutor que foi visitá-lo na cadeia, em Curitiba (PR), o ex-presidente Lula admitiu abertamente a derrota do candidato Fernando Hadad na eleição. É o que informa a Veja Online.

Na visão dele, e da cúpula do PT, só um grande escândalo poderia mudar o resultado final.

Pela pesquisa Datafolha, a mais recente, divulgada no Jornal Nacional, a rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo instituto para o segundo turno das eleições deste ano.

Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.

Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.

A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018.

(Também com Agência Estado/Foto – Agência Brasil))

Cid Gomes virou mesmo o garoto-propaganda de Bolsonaro?

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira:

Mesmo com o senador eleito Cid Gomes (PDT) tendo gravado vídeo garantindo votar em Fernando Haddad, depois de cobrar mea culpa ao PT por ter feito “muita besteria”, a fogueira entre aliados, principalmente no campo petista, ainda queima. O ex-presidente estadual do partido, deputado federal José Airton, que esteve no ato em que Cid desabafou, afirma: “Fiquei indignado. Não era o momento adequado para pedir autocrítica do PT nem para fazer aquelas colocações com os militantes e simpatizantes do Haddad.

Lamento o que Cid fez e, na minha avaliação, ele foi inconsequente e deselegante com os convidados, alguns de Salitre (Cariri), que vieram de muito longe, e com o anfitrião do evento, Camilo Santana.” José Aiton acentua que, assim “como Cid alegou que apoiou Camilo e que o PDT abriu mão da cabeça de chapa, da mesma forma, em 2006, o PT decidiu não me apoiar para governador, mesmo tendo a Luizianne Lins prefeita de Fortaleza e Lula presidente, para apoiá-lo ao Governo.”

José Airton ainda disparou: “Cid prestou um tremendo desserviço à democracia, tornando-se o garoto-propaganda da campanha de Bolsonaro. Mesmo sem querer.”