Blog do Eliomar

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Policiais civis e militares e bombeiros suspendem greve no Rio Grande do Norte

Os policiais civis e militares e bombeiros militares do Rio Grande do Norte decidiram, na tarde de hoje (9), aceitar o acordo proposto pelo governo estadual, pondo fim às mobilizações, estabelecidas desde o dia 20 de dezembro. Segundo a assessoria do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol-RN), o atendimento à população nas delegacias já está sendo imediatamente normalizado.

A retomada do trabalho pelos policiais e bombeiros militares, porém, ficou condicionada à formalização do compromisso. Eles participam, nesta tarde, de um encontro com autoridades do governo estadual, que assinarão um termo, como demonstração de que honrarão o que foi prometido às categorias.

“Depois da assinatura, a gente vai voltar à assembleia. [Um dos pontos pactuados] diz respeito exclusivamente a salário e às condições de trabalho. O governo fez concessões, apresentou outros itens e prometeu renovar viaturas, pagar os salários de dezembro até o dia 12 e o de janeiro, até o final do mês”, informou a vice-presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos dos Policiais Militares e Bombeiros Militares, Márcia de Carvalho Fernandes.

De acordo com Márcia, o governo adiantou que, para o quitar o salário deste mês e o décimo terceiro, depende de um empréstimo, que deve ser negociado com a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (10).

A assessoria do Sinpol-RN informou que admite a flexibilização do pagamento até o dia 15, por considerar aceitáveis eventuais atrasos causados por procedimentos dos próprios bancos. Caso o governo descumpra esse prazo, os policiais representados pelo Sinpol consideram tornar a suspender suas operações.

(Agência Brasil)

Paralisados há 20 dias, policiais do Rio Grande do Norte buscam resolver impasse

Com as atividades paralisadas desde o dia 19 de dezembro, policiais militares, civis e bombeiros militares do Rio Grande do Norte estão reunidos hoje (9) com vereadores de Natal, a fim de apresentar suas reivindicações. Paralelamente, outras lideranças de classes buscam resolver impasses com a secretária da pasta responsável pelo setor, Sheila Freitas.

A categoria suspendeu parte de suas atividades após o atraso do pagamento de salários e em protesto às condições de trabalho e decidiu, ontem (8) à noite, manter o movimento. Embora os salários de novembro tenham sido pagos, estão pendentes o de dezembro e o décimo terceiro salário.

Membros da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (Acspmrn) iniciaram uma assembleia, no Clube Tiradentes, em Natal, para expor o que foi discutido com o governo estadual na noite de ontem.

O presidente da associação, Roberto Campos, informou que entidades organizaram um documento com 18 reivindicações e que nenhuma delas pede mais que as condições básicas para prestar serviços à sociedade.

“O governo realmente sucateou toda a estrutura de segurança. O pouco que se fazia era realizado se os policiais dessem um jeitinho. Na hora em que pararam de dar um jeitinho, o sistema travou. Nosso movimento é extremamente pacífico, somos homens ordeiros”, complementou.

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson de Faria, também se reúne hoje com deputados estaduais, na Assembleia Legislativa, para discutir a situação da segurança pública. No último sábado (6), ele decretou estado de calamidade no setor.

(Agência Brasil)

Adepol/CE envia nota de apoio aos policiais civis e militares do Rio Grande do Norte

Em nota enviada ao Blog, a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará – Adepol/CE aponta que a crise financeira no Governo Potiguar sufoca as condições de trabalho na segurança pública, além de lesar o sustento dos agentes e de suas famílias. Confira:

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará – ADEPOL/CE – vem manifestar solidariedade aos Policiais Civis e Militares do Estado do Rio Grande do Norte, os quais vêm sendo duramente penalizados com a alarmante situação pela qual passa a Segurança Pública daquele Estado.

A crise financeira desenhada pelo Governo Potiguar, que é canalizada principalmente em desfavor dos servidores públicos, notadamente em relação àqueles que prestam serviços essenciais e indispensáveis para a sociedade, como é o caso dos Policiais Civis e Militares, vem sufocando e prejudicando os direitos desta categoria, cujas condições de trabalho estão cada vez mais precarizadas e inseguras, o que é agravado pelos atrasos salariais que lesam seu próprio sustento e de suas famílias.

Diante desse cenário, a ADEPOL/CE solidariza-se com a luta dos profissionais das Polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte em favor dos seus direitos básicos. Aos servidores da Segurança Pública não se pode impor o ônus de uma crise à qual não deram causa e que tolhe suas mais essenciais condições de trabalho e de sustento, o que revela a justa causa que baseia o movimento reivindicatório.

Rio Grande do Norte decreta estado de calamidade na segurança pública

O governo do Rio Grande do Norte decretou estado de calamidade no sistema de segurança pública. De acordo com o decreto, publicado hoje (6) no Diário Oficial do Estado, o motivo é a paralisação dos policiais civis e militares, além do aumento dos índices de violência.

O decreto tem vigência de 180 dias e, com o estado de calamidade, o governo pode adotar medidas emergenciais para superar a crise no estado.

Segundo a publicação, enquanto perdurar a situação, ficam disponíveis para atendimento aos serviços necessários do sistema de segurança pública todos os bens, serviços e servidores da Administração Pública Direta ou Indireta.

As autoridades administrativas poderão requisitar ou contratar “quaisquer serviços e bens disponíveis, públicos ou privados, com vistas ao reestabelecimento da normalidade no atendimento aos serviços de segurança pública”.

As mobilizações dos agentes da segurança pública começaram no dia 20 de dezembro por causa do atraso no pagamento dos salários de dezembro e 13º salário. Além disso, eles reivindicam melhores condições de trabalho, como equipamentos adequados e manutenção de viaturas, consideradas sem condições para rondas.

Policiais civis paralisaram parte dos serviços e passaram a trabalhar em escala de plantão. Policiais e bombeiros militares realizam operações-padrão, como patrulhamento apenas em veículos em condições adequadas. A redução da atividade policial motivou o envio de tropas do Exército e da Força Nacional ao estado.

Ontem (5), policiais e bombeiros militares e policiais civis decidiram manter a paralisação. Uma nova reunião com a Secretaria de Segurança Pública do estado ficou prometida para o dia 10.

(Agência Brasil)

Sindicato dos Policiais Federais do RN sugere que governo potiguar siga o exemplo do Ceará

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Em greve há duas semanas, policiais civis, militares e bombeiros do Rio Grande do Norte decidiram na noite dessa quarta-feira (3) continuar com a paralisação, apesar da determinação da Justiça pela suspensão do movimento.

Em apoio aos grevistas, o Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Norte (SINPEF/RN) emitiu nota em que sugere que o governador Robinson Faria (PSD) siga o exemplo de Camilo Santana (PT), que investiu “11 milhões de reais em equipamentos de segurança”.

“Sabemos que as viaturas estão, em grande parte, quebradas e sem a devida manutenção. Sabemos que faltam coletes à prova de bala e que o armamento é inadequado. Robinson, o ingrato, bem que poderia olhar o exemplo de Estado vizinho”, destacou a nota.

Greve de jogadores de futebol cria impasse na Série C do Campeonato Brasileiro

A greve dos jogadores do Mogi Mirim Esporte Clube, equipe do interior paulista que disputa a série C do Campeonato Brasileiro, criou um impasse na Série C do Campeonato Brasileiro de futebol. Os atletas decidiram não entrar em campo contra o Ypiranga de Erechim, time do Rio Grande do Sul, nesse domingo (13), em protesto contra a falta de pagamento de salários. Segundo os jogadores, há profissionais que não recebem há seis meses.

De acordo com o regulamento, além de perder os pontos relativos a partida, o Mogi Mirim poderá ser excluído de campeonatos oficiais por até dois anos, caso abandone a competição por falta de jogadores. A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol apoiou a ação dos atletas e disse que vai encaminhar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva a denúncia pela falta de pagamentos dos salários.

“Apesar de sua história e tradição, clube com o perfil do Mogi Mirim não interessa ao mercado brasileiro. Se há um contrato assinado, deve ser cumprido. Se não há condições de cumprir corretamente o papel de empregador, afaste-se, que faça futebol amador, não profissional”, disse a entidade em nota.

De acordo com a direção do Mogi Mirim, a intenção não é abandonar o campeonato. O clube diz buscar maneiras para conseguir pagar os atletas, mas caso os jogadores decidam romper o contrato que têm com o clube, o time pode ficar sem jogadores para continuar na disputa. Se o time deixar a série C do Campeonato Brasileiro, todos os jogos já disputados até agora pela equipe do interior de São Paulo seriam anulados.

O sindicato dos atletas e a direção do time devem iniciar uma negociação a partir desta terça-feira (15) para chegar a uma solução para o pagamento dos salários atrasados e para a continuidade do campeonato.

(Agência Brasil)

Greve de jogadores suspende jogos de abertura do Campeonato Argentino de Futebol

Uma greve de jogadores põe em risco o Campeonato Argentino de Futebol, que deveria ter começado nessa sexta-feira (3). Os primeiros jogos foram suspensos porque os atletas se recusam a entrar em campo até receberem os seus salários.

A crise começou depois que o governo rescindiu o contrato de transmissão gratuita dos jogos na televisão. O dinheiro era pago à Associação de Futebol Argentino (AFA), que se encarregava de repassá-lo aos clubes. Sem isso, os jogadores ficaram com os salários atrasados.

O governo argentino já depositou 350 milhões de pesos (cerca de R$ 70 milhões) na conta da AFA, para saldar a dívida da rescisão. Mesmo com o pagamento, os primeiros jogos do campeonato foram suspensos.

(Agência Brasil)

Governo do Espírito Santo inicia processo de demissão de 161 PMs

A Polícia Militar do Espírito Santo informou que fará a publicação nesta terça-feira (14), no Diário Oficial do Estado, da instauração dos primeiros inquéritos policiais militares (IPMs) e de procedimentos demissionários dos envolvidos no aquartelamento dos agentes. A paralisação dos policiais teve início há 10 dias.

“Serão publicados procedimento administrativo disciplinar rito ordinário [para quem tem menos de dez anos de PM] ou Conselho de Disciplina [para quem tem mais de dez anos de PM] de 161 policiais militares. Os procedimentos demissionários têm prazo inicial de 30 dias para serem concluídos”, diz a nota.

Segundo o governo, também serão publicados os IPMs de dois tenentes-coronéis, um major, e um capitão da reserva remunerada. Essas publicações são os primeiros inquéritos instaurados de 703 policiais investigados.

Na sexta-feira (10), a Polícia Militar anunciou o indiciamento de 703 agentes pelo crime de revolta. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em presídio militar e a expulsão da corporação. O secretário de Segurança Pública, André Garcia, informou que eles foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões.

(Agência Brasil)

Professores de federais do Ceará decretam greve até votação da PEC do Teto

Professores das universidades federais do Ceará (UFC) e do Cariri (UFCA) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) decidiram nessa sexta-feira (18), em assembleia, decretar greve por tempo determinado em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita gastos do governo federal por 20 anos.

A paralisação vai começar na terça-feira (22) e deve se estender até dia 13 de dezembro, quando está prevista a votação da PEC no Senado. Os docentes se unem aos movimentos dos servidores técnico-administrativos, que decretaram greve no dia 27 de outubro, e dos estudantes da UFC, que ocupam espaços dos campi da universidade desde o dia 4 de novembro. Na UFCA, a ocupação dos estudantes começou na semana seguinte.

A proposta de fazer greve até a votação da PEC 55 veio após os professores rejeitarem a deflagração de greve por tempo indeterminado em plebiscito realizado nos dias 30 de outubro e 1º de novembro. Na assembleia dessa sexta-feira, 211 docentes votaram a favor da paralisação e 190, contra.

A chamada PEC do Teto de Gastos tem o objetivo de limitar o crescimento das despesas do governo pelos próximos 20 anos. O governo argumenta que a medida é necessária para reequilibrar as contas públicas nos próximos anos e impedir que a dívida do setor público, que atingiu 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano, aumente.

(Agência Brasil)

“Desafio qualquer um desses pilantras que estão aí”, diz delegado geral sobre grevistas

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O delegado geral da Polícia Civil, Andrade Júnior, fez críticas à greve da categoria durante reunião de escrivães com nomeações para 2ª e 3ª chamada. A reunião aconteceu nessa terça-feira (1º), na Delegacia Geral, no Centro, e um áudio com o pronunciamento do delegado vazou nas redes sociais.

Andrade diz que os policiais que estão na greve, que é considerada ilegal, começarão a ser notificados para entregar carteira, distintivo e arma.

“Não posso respeitar essa ilegalidade que estão cometendo, se vocês têm amigos (policiais que aderiram à greve), a única saída deles é se apresentar imediatamente no trabalho. Os colegas que estão em Iguatu, liguem para eles, não é ameaça do delegado geral, ameaça é quando você manda fazer uma coisa errada, estou mandando trabalhar e os senhores estão sendo convocados para trabalhar”, relatou o delegado geral.

Ainda no áudio, o delegado afirma que os nomeados devem entrar em um momento muito difícil da instituição e que o discurso não era para ser tão duro, mas ele não iria “abrir” para ninguém. “Tenho 45 anos de idade e 29 de serviço público, comecei a trabalhar bem cedo e nunca cometi ilegalidade dentro de uma função e desafio a qualquer um desses pilantras que estão aí”, disse.

Ele avisa que se os nomeados entrarem para “engrossar esse couro”, ou seja, participarem do movimento grevista, não ingressem . E alerta que é fácil o servidor em estágio probatório rejeitar a greve ilegal, pois o servidor, quando entra na Polícia Civil, está sendo avaliado todos os dias, durante o período de três anos. ”O que coloco para dentro coloco para fora. Tenho mais duas turmas. Mando toda a Polícia Civil, mas aqui funciona”, afirmou no áudio.

“Aqui não é casa de menino não, não é casa de brincadeira”, disse o delegado. Andrade Júnior explica, no áudio, que respeitou a greve, enquanto estava dentro da legalidade e que até foi criticado por aceitar que o comando de greve afirmasse quais as delegacias que iriam funcionar, mas que diante da ilegalidade, ele iria respeitar “o que é certo”.

Nomeações

O delegado afirma que estava vindo do Gabinete do Governador do Estado, Camilo Santana, pois vai nomear esses escrivães e afirma que vai precisar deles. Ele alerta que “muita gente” vai para a rua e que podem achar ruim. “Foi um momento inoportuno e oportuno para os senhores, não queria que entrassem nessas circunstâncias”, relatou.

Andrade alega que o sindicato dos policiais civis mentiu para a categoria, pois ele havia prometido que até o dia 30 de outubro resolveria a questão da reivindicação salarial, mas que o presidente do Sinpol, Francisco Lucas, não teria aceitado a negociação.

“Disse a cada um deles que sairia da delegacia geral se em 30 dias não resolvesse isso. Mandei gravar e não quiseram. Sei que a maioria é gente boa e precisa de emprego, mas fica para os senhores e senhoras o recado de que vamos nomeá-los”, disse.

Sinpol

De acordo com a vice-presidente do Sinpol, Ana Paula Cavalcante, os policiais não estão por um favor do delegado geral. “Ele esquece que existe um processo legal, não estamos na Polícia por favor do Andrade Júnior, mas porque concorremos e fomos aprovados”, comentou.

Para a líder do movimento, o que o delegado geral e a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) estão fazendo é criminoso e alerta que está entrando com processo criminal e administrativo contra o delegado geral.

“Os policiais que se sentirem moralmente ofendidos terão o nosso jurídico a disposição para entrar com ação de danos morais”, relatou.

(O POVO Online)

Justiça determina multa diária de R$ 1,5 mil para cada policial civil em greve

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A Justiça do Ceará determinou na noite dessa sexta-feira (28) uma multa diária de R$ 1,5 mil para cada policial civil em greve, além de R$ 5 mil para cada dirigente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpol CE), caso a paralisação na Polícia Civil prossiga. A determinação é do desembargador Luiz Evaldo Gonçalves Leite.

É preciso garantir o direito dos alunos

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Editorial do O POVO neste sábado (22) ressalta que as greves na Uece ocorrem com frequência inaceitável, pois, nos últimos 10 anos, as paralisações somam cerca de um ano e cinco meses. Confira:

Assembleia de professores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) votou pelo fim da greve, que completou seis meses de duração. O que possibilitou o término do movimento foi a assinatura de um “termo de compromisso” entre o governo do Estado e o Sindicato dos Docentes da Uece (Sinduece): o resultado do acordo pode ser conferido na reportagem que este jornal publica hoje sobre o assunto.

Os estudantes poderão agora retornar às aulas, tentando recuperar o tempo que a greve lhes tomou. Prejuízo que sentem, principalmente, os alunos que precisam concluir a graduação para ingressarem em empregos que exigem o término do curso; aqueles que se preparam para concursos e exames; ou para quem pretende continuar seus estudos em pós-graduação. Em resumo, todos têm algum tipo de prejuízo decorrente da greve.

E as greves na Uece ocorrem com frequência inaceitável. No período de dez anos, foram cinco movimentos paredistas, média de uma greve a cada dois anos. Paralisações ocorreram em 2005, 2007, 2013, 2014 e neste ano, somando mais de 500 dias parados. Somente para regularizar o calendário letivo, devido à greve terminada ontem, serão necessários três anos. Quanto aos outros estragos, fica difícil mensurar a sua magnitude.

Em se tratando de educação, deve-se também cobrar a responsabilidade do governo do Estado, que deveria manter negociação permanente com os professores. Mas também, por dever de justiça, reconheça-se que os professores da Uece recebem salário equivalente ao de docentes de outras universidades estaduais nordestinas (à exceção de uma, em Alagoas) e também da Universidade Federal do Ceará (UFC). A diferença, em termos salariais, fica apenas para os professores substitutos, temporários e visitantes, problema que foi contemplado no acordo assinado.

Também não se quer negar aos professores o direito democrático de defender seus interesses e de lutar por melhores condições de ensino. Mas é preciso questionar, com vigor, se apenas a greve deve ser o instrumento dessas reivindicações. Não teriam os professores outra forma de de apresentar suas propostas, sem apelar com tamanha frequência para greves? Não teriam os estudantes de ser preservados de tantos prejuízos, sendo eles a razão que justifica a profissão de educador e fundamenta a existência da própria universidade?

Policiais civis encerram greve em Pernambuco

Os policiais civis de Pernambuco encerraram a greve e aceitaram proposta do governo para reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria. A decisão foi tomada em assembleia dos trabalhadores na noite dessa sexta-feira (21), ainda no primeiro dia de paralisação.

A previsão é que o reajuste comece a ser implementado em janeiro de 2017, sendo que o acordo tem validade até 2018.

(Agência Brasil)

Greve é encerrada nos bancos

Após 31 dias, os bancários decidiram encerrar a greve nos bancos privados do Brasil nesta quinta-feira, 8. A paralisação nos bancos públicos, como Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, também foi acertada em assembleia, conforme a assessoria do Sindicato dos Bancários do Ceará.

O fim da greve nos bancos foi sinalizado depois que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs aos trabalhadores um reajuste nominal de 8% nos salários e abono de R$ 3,5 mil.

Além do reajuste e do abono, os bancos ofereceram reajuste de 10% no vale refeição e no auxílio creche-babá e 15% para o vale alimentação. Em 2017 haveria a correção integral no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

Até a rodada de negociação feita nesta quarta, os grevistas reivindicavam reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando uma inflação acumulada de 9,31%. Além disso, o sindicato pedia o pagamento de três salários mais R$ 8.297,61 em participação nos lucros e resultados, além da fixação do piso salarial em R$ 3.940,24.

Com a nova proposta, o piso de funcionários que trabalham em escritórios nos bancos passa de R$ 1.976,10 para R$ 2.134,19.

Greve dos bancários entra no seu 30º dia

“A greve dos bancários completa nesta quarta-feira (5) 30 dias e já se iguala ao período mais longo de paralisação nacional ocorrida em 2004, segundo o Sindicado dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, quando houve a primeira campanha nacional unificada entre funcionários de bancos públicos e privados. A segunda greve mais longa da categoria foi em 2013, totalizando 24 dias.

Segundo a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 13.104 agências e 44 centros administrativos estavam com as atividades paralisadas até essa terça-feira (4). “O número representa 55% do total de agências de todo o Brasil”, diz nota da entidade.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

A proposta mais recente apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) foi no dia 28 de setembro, quando foi apresentado reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017.”

(Agência Brasil)

Greve dos bancários continua após reunião com Fenaban terminar sem acordo

Terminou sem acordo a reunião entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários na noite dessa quarta-feira (28), em São Paulo. Com isso, a greve dos bancários continua e nova assembleia da categoria foi marcada para a tarde da segunda-feira (3). Mesmo assim, o Comando diz que vai se manter de plantão, caso a Fenaban queira fazer uma nova proposta.

A Fenaban manteve o reajuste em 7%, com abono de R$ 3,5 mil e, para o ano que vem, propôs 0,5% de aumento real, o que representaria perda real, nesses dois anos, de 1,9%, de acordo com informações do sindicato dos bancários.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

(Agência Brasil)

Sem acordo, greve de bancários continua nesta sexta-feira

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Sem uma nova proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), os bancários decidiram continuar em greve nesta sexta-feira (16). Na oitava rodada de negociação, feita na noite dessa quinta-feira (15), os bancos mantiveram a mesma proposta apresentada no dia 9: reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo.

“A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários”, disse a Fenaban, em nota, no dia 9. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.

“Os banqueiros agem com total descaso ao tentar impor perdas de 2,39% aos bancários, já que insistem em não repor a inflação, e ainda, desvalorizar os funcionários, sem atender às demais reivindicações. Quem quer redução de salário? É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão nefasto de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, disse Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.

A greve dos bancários começou na terça-feira (6). Nessa quinta-feira, 12.608 agências e 49 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas em todo o Brasil, segundo o sindicato dos bancários. O número representa 54% das agências no Brasil. A Fenaban não divulgou números.

(Agência Brasil)

Mais de 320 agências bancárias fechadas no Ceará durante o 7º dia de greve

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A greve dos bancários no Ceará chega ao seu 7º dia de greve com um total de 327 agências paralisadas das 560 existentes no Estado, somando quase 60% de adesão. Na última sexta-feira (9), o número de agências paradas era de 307.

Em todo o Brasil, 11.531 agências e 48 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 48,97% de todas as agências do País. A mobilização cresceu 15%, na comparação com a sexta-feira.

Nesta terça-feira (13), o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Fenaban, a partir das 14 horas, em São Paulo.

No último encontro, os bancos propuseram um reajuste de 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. Segundo a Fenaban, a proposta não cobre sequer a inflação do período, já que o INPC de agosto fechou em 9,62%, e representa uma perda de 2,39% para a categoria. O Comando Nacional rejeitou a proposta na própria mesa de negociação.

(Sindicato dos Bancários)

Bancários param e consumidores devem procurar alternativas para pagar contas

Com a greve dos bancários por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (6), os consumidores devem procurar meios alternativos para pagar suas contas. Segundo a Proteste Associação de Consumidores, a greve não pode ser motivo para protelar pagamentos.

Quem tem conta para pagar e não dispõe de cartão para uso do caixa eletrônico, pode recorrer às agências lotéricas e até lojas de departamentos que aceitam a quitação de diversas contas. Mas o cliente que precisa sacar dinheiro na boca do caixa deve entrar em contato com o banco, por telefone, e solicitar uma alternativa, orienta a associação.

Quem movimenta a conta pela internet ou nos caixas eletrônicos não deve ser afetado pela paralisação, pois esses serviços devem continuar a funcionar normalmente.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,31% de correção da inflação; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) inclui reajuste de 6,5%, mais R$ 3 mil de abono. O Comando Nacional dos Bancários diz que essa proposta representa perda real de 2,8% (ao descontar a inflação de 9,57%).

(Agência Brasil)

Bancários entram em greve a partir do dia 6 em todo o país

Os bancários de diversos estados recusaram em assembleia na noite dessa quinta-feira (1º) a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram entrar em greve nacional a partir do dia 6 de setembro. A informação foi divulgada nos sites da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Conderação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

Segundo a Contraf, bancários de algumas cidades e estados farão assembleias nesta sexta-feira (2) para decidir se aderem, ou não, à paralisação nacional.

A proposta da Fenaban foi apresentada no dia 29 e oferece aos bancários reajuste de 6,5% no salário e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil, além de participação nos lucros e resultados (PLR). Segundo a Contraf, a proposta da entidade patronal não cobre a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano, e representa perdas de 2,8% para a categoria.

A Contraf pede, entre outras reivindicações, reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização.

(Agência Brasil)