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Crédito com garantia de imóvel pode chegar a 20% do PIB em 20 anos

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Os consumidores poderão ter acesso a juros mais baixo com crédito de longo prazo. Essa é a expectativa do Banco Central (BC), que pretende elaborar medidas para destravar o crédito com garantia de imóvel, chamado de home equity. A ideia é reduzir os custos e o tempo com burocracias em cartório e avaliação de imóveis.

No último dia 6, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que os custos cartoriais e de avaliação de imóveis ficam em torno de R$ 7 mil a R$ 8 mil. Segundo Campos Neto, o home equity pode injetar R$ 500 bilhões na economia, quase dobrando a carteira atual de crédito imobiliário.

Atualmente, o home equity representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o estímulo à modalidade, esse percentual poderá chegar a 20% do PIB, em 20 anos, segundo estimativa do presidente de uma empresa do setor, a Credihome, Bruno Gama. “Essa taxa atual é muito baixa se comparado a países desenvolvidos ou mesmo outros países da América Latina. Com juros em queda, destravamento e simplificação do processo de registro de cartório e os incentivos adequados, o volume de home equity pode chegar a 10% em 8 a 10 anos e até 20% em 20 anos – número que se aproxima dos R$ 500 bilhões citados pelo Banco Central”, afirmou Gama.

Segundo levantamento feito por Gama, com base em dados de bancos centrais, no México, o home equity representa cerca de 10% do PIB, enquanto no Chile, 14%. Economias mais maduras como Japão (33%), Alemanha (51%) e até Austrália (82%) tem índices mais de 10 vezes maiores que os do Brasil.

Gama lembrou que o estímulo a modalidades de crédito com prazos mais longos e juros menores, faz parte da agenda do BC, que anunciou recentemente redução do compulsório (recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no Banco Central) para instituições financeiras que oferecem crédito com garantia de imóvel.

Segundo o empresário, o home equity permite dar liquidez (tornar o recurso disponível) a um bem de valor elevado e vai estimular o crédito de longo prazo no país. Ele acrescentou que o crédito, atualmente, está muito concentrado em linhas de curto prazo, como empréstimos pessoais. Gama também avalia que há uma mudança cultural dos clientes que calculam quanto gastam com juros.

De acordo com ele, atualmente o uso de imóveis como garantia – embora ainda incipiente se comparado a seu potencial de crescimento – já permite que o consumidor acesse crédito com juros de 1% ao mês e prazos de até 20 anos.

Gama afirmou ainda que, atualmente, a liberação do empréstimo leva muito tempo por envolver análise de crédito do cliente, de documentos e avaliação do imóvel e registro em cartório. Esse tipo de contrato precisa ser levado ao cartório de imóveis e só depois disso, há liberação do empréstimo.

O diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, disse que o crédito com garantia é naturalmente mais barato porque o risco de inadimplência é menor. Assim, os bancos, que são obrigados a fazer reservas para as operações de crédito, podem reservar um volume menor de dinheiro e isso reduz o custo do empréstimo. “Se a operação é mais segura, o risco é menor e a taxa de juros é menor. É mais uma medida que possibilita fazer uma operação com garantia real”, disse.

(Agência Brasil)

Lei federal que dispensa “habite-se” para famílias de baixa renda entra em vigor

Famílias de baixa renda poderão regularizar imóveis sem o “habite-se”, documento expedido pelas prefeituras que atesta que a estrutura está pronta para ser habitada.

A lei publicada hoje (9) no Diário Oficial da União dispensa o “habite-se” desde que a casa tenha um só pavimento e tenha sido finalizada há mais de 5 anos, em área ocupada predominantemente por população de baixa renda.

O texto diz que a regra valerá inclusive para o fim de registro ou averbação decorrente de financiamento imobiliário.

A medida foi aprovada há um mês pelo Senado e de acordo com o presidente do Casa, Davi Alcolumbre, mais de 7 milhões de famílias serão beneficiadas com a medida.

(Agência Brasil)

Famílias cobram da Caixa Econômica entrega do Residencial Luiz Gonzaga

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Famílias inscritas no Residencial Luiz Gonzaga, em Fortaleza, vão promover, a partir as 10 horas desta sexta-feira, uma nova manifestação em frente à Caixa Econômica da Avenida Santos Dumont, 2772, no bairro Aldeota. O objetivo é cobrar a entrega das 1760 moradias do conjunto, que foi construído através do Programa Minha Casa, Minha Vida.

No local, vai ocorrer uma reunião do Grupo de Entrega da Obra (GEO), coordenado pela Gerência Regional de Habitação da Caixa, com a presença das três organizações sociais responsáveis pelo projeto: Prefeitura de Fortaleza, Governo do Estado, as construtoras e uma comissão de beneficiárias representando as famílias inscritas.

Ancuri

O Residencial Luiz Gonzaga, que fica no bairro Ancuri, foi concluído no início deste ano, mas, segundo lideranças das associações que organizam as famílias, o processo de legalização – liberação de licenças e certidões, registro dos imóveis em cartório e confecção e assinaturas dos contratos, está demorando e a entrega já foi adiada por várias vezes.

(Foto – Arquivo)

Três mil imóveis em Fortaleza poderão ser regularizados

Cerca de três mil famílias que ocupam imóveis em situação irregular de posse serão atendidas por uma parceria entre a Defensoria Pública do Estado do Ceará e a Universidade Federal do Ceará. (UFC). As instituições auxiliarão no trabalho de regularização fundiária de moradias localizadas em áreas vulneráveis de Fortaleza. Por meio da cooperação, que deve durar, inicialmente, um ano, defensores públicos e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC darão suporte técnico e jurídico às famílias em ações judiciais de usucapião.

“(Vou me sentir) Dona do Pedaço. Aí eu posso dizer é meu, né? Porque, por ora, eu não posso dizer isso”, relata Rita Araújo, 71 anos, sobre conseguir o “papel da casa”. A aposentada é uma dentre os moradores atendidos no Presidente Vargas, bairro que será o primeiro atendido pelo projeto, e terá aproximadamente 170 imóveis regularizados.

”É importante dizer que o projeto visa a uma coletividade. No dia a dia, a Defensoria entra com milhares de usucapiões individuais. Mas existem territórios onde tem necessidade de uma atuação coletiva porque há uma gleba de terras com várias famílias na mesma situação”, explica a defensora geral Mariana Lobo.

A Prefeitura de Fortaleza estima que 50% dos imóveis da Capital estão em situação irregular de titularidade. Segundo Mariana, o projeto focará apenas nos bairros de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Isso porque parte das dificuldades nas ações de usucapião se deve à falta de condições dos moradores em obter documentações comprobatórias que devem ser assinadas por equipe técnica especializada.

É nesse contexto que entra a participação de estudantes do Canto, Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da UFC, que produzirão, por exemplo, plantas e memoriais descritivos dos imóveis, necessários para que a Defensoria entre com as ações na Justiça.

O professor da UFC e coordenador do Canto, Newton Becker, ressalta a importância do trabalho, que, pela Universidade, se dá por meio da Extensão. Becker cita também a construção de uma cartografia social, o que deve ser um elemento diferencial nas ações.

“Os alunos conversam com as pessoas que estão nessa situação, qual a relação de pertencimento que elas têm em relação ao lugar, para que isso seja mais um reforço no processo de usucapião. É uma tentativa de humanizar esse processo”, frisa o professor.

Mariana ainda completa que a cartografia dá corpo à ação e oferece ao Poder Judiciário uma dimensão dos impactos do direito de propriedade na vida e no cotidiano social da comunidade. “É uma questão de regularizar a vida social daquelas pessoas, o impacto social que isso vai ter”, completa Lobo.

Prefeitura

Segundo a Habitafor, um levantamento foi realizado no bairro Presidente Vargas, em uma poligonal com condições de habitabilidade e urbanização, a fim de se realizar a regularização fundiária dos imóveis. O material foi encaminhado para aprovação da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

(O POVO – Repórter Isaac de Oliveira)

Comissão aprova proposta que inclui policiais no atendimento prioritário do Minha Casa, Minha Vida

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o Projeto de Lei 2460/19, que inclui os policiais civis e militares entre os beneficiários de atendimento prioritário do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei 11.977/09, que instituiu o programa e atualmente prioriza as seguintes famílias: que moram em áreas de risco; desabrigadas; com mulheres responsáveis pela unidade familiar; e das quais façam parte pessoas com deficiência.

Segundo o autor da proposta, deputado Amaro Neto (PRB-ES), o isolamento dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida tem consequências diretas na segurança. “Com a proposta, insere-se nesses novos bairros agentes que certamente contribuirão na vigilância e na segurança da população local, elevando a qualidade de vida”, disse.

O relator na Comissão de Segurança, deputado Capitão Alberto Neto (PRB-AM), concordou com os argumentos ao recomendar a aprovação do texto. “O projeto pretende sanar a deficiência estrutural do programa no que tange à segurança pública, priorizando a indicação de policiais militares e civis como beneficiários”, disse.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Construtor cearense vê queda no INCC como oportunidade de aquisição de imóvel na planta

Para o administrador cearense Júlio Lourenço, da Construtora Acopi, o mercado da construção civil está atrativo para quem deseja adquirir um imóvel na planta. A avaliação tem como base a queda no Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), apontado pela Fundação Getúlio Vargas como responsável pela deflação no mês de maio, diante da redução do preço de alguns produtos utilizados na construção civil.

Com um empreendimento em andamento no bairro Joaquim Távora, o construtor aponta ainda a mudança de comportamento de futuros donos de imóveis, que passaram a procurar as construtoras para a negociação dos investimentos.

O INCC é empregado na correção das prestações de financiamentos de imóveis na planta, mudando o indicador monetário apenas após conclusão e entrega do imóvel construído.

(Foto: Divulgação)

300 novas unidades – Canindé prossegue com Minha Casa Minha Vida

A prefeita de Canindé, Rosário Ximenes anunciou nesta quarta-feira (5) a construção de 300 unidades habitacionais, diante da continuidade do Minha Casa, Minha Vida no município, o único no Ceará a conseguir o prosseguimento do programa.

As obras do empreendimento Jardins de São Francisco, na comunidade de Cachoeira da Pasta, terão início em até três semanas, segundo a prefeita. O recadastramento dos beneficiários será na Secretaria da Assistência Social.

“As obras estavam paralisadas desde 2018. Isso causou desemprego e desespero para quem sonhava com a casa própria. Agradeço ao empenho de dois amigos da nossa cidade: o ex-senador Eunício Oliveira e o deputado Domingos Neto. O trabalho deles nos ajuda a realizar mais esse sonho”, comentou Rosário Ximenes.

(Foto: Divulgação)

Prefeito dará uma de “Silvio Santos” e sorteará via TV casas populares

Na primeira gestão de RC, houve sorteio de casas.

Neste sábado, a partir das 9 horas, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) terá seu momento “Sílvio Santos”. Calma, ele estará à frente do sorteio de 192 unidades habitacionais do Residencial Maria Alves Carioca, situado no bairro Granja Lisboa, que será transmitido ao vivo pela TV Fortaleza, da Câmara Municipal.

Com ele, o presidente da Casa, Antônio Henrique. Ou seja, nada do “Quem quer dinheiro?”. Será, no caso, o “Quem quer casa?”, numa Capital de alto déficit habitacional. O residencial é do Programa Minha Casa, Minha Vida e custou R$ 15 milhões. A entrega do imóvel sorteado ocorrerá no segundo semestre.

O prefeito retoma, assim, prática que adotou em seu primeiro mandato. Ano que vem tem eleição do sucessor e ocupar mídia ajuda a quem quer ser cabo eleitoral.

(Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO/Foto – Arquivo CMFor)

Governo quer ampliar faixas do Minha Casa Minha Vida

O governo federal deve apresentar mudanças no programa Minha Casa Minha Vida na semana que vem, segundo informou hoje (30) o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Entre as alterações está a ampliação das atuais quatro faixas de financiamento e a troca de nome do programa habitacional, criado em 2009 no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É um novo governo, um novo programa, ele está sendo reformulado. Então, não apenas mudar o nome por mudar. É uma nova visão”, disse o ministro após participar da cerimônia de lançamento da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pelo Minha Casa Minha Vida, famílias com renda mensal de até R$ 1.800 estão contempladas pela faixa 1, que tem zero de juros, financiamento de até 120 meses, com prestações mensais que variam de R$ 80,00 a R$ 270,00, conforme a renda bruta familiar. A faixa 1,5 contempla famílias com renda bruta mensal entre R$ 1.800 até R$ 2.600, com taxa de juros de 5% ao ano, prazo de até 30 anos para pagar e subsídios que podem chegar a R$ 47,5 mil. A faixa 3 compreende famílias com renda até R$ 4 mil, com taxas de juros que variam de 6% a 7% e subsídios de até R$ 29 mil. Já a faixa 3 atende famílias com renda máxima de R$ 7.000.

“A nossa proposta é um maior número de faixas, maior número de categorias para atender as diferentes demandas”, justificou o ministro. Ele disse ainda que o programa, após 10 anos de execução, apresenta uma série de problemas que precisam ser corrigidos pelo governo, como comercialização irregular de lotes, invasão dos lotes por facções criminosas, conflitos sociais nos condomínios, problema de violência doméstica. “São questões que o governo não pode aceitar. A gente não pode ver uma situação dessa e não fazer nada”.

Os detalhes do novo programa de habitação popular do governo federal serão apresentados pelo ministro durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira (4).

(Agência Brasil)

Fortaleza inclusa – Feirão de imóveis ocorre em seis capitais até domingo

Feirão de Imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ocorre nas regiões metropolitanas de seis capitais e no interior paulista, para famílias com renda mínima de R$ 2 mil. Os imóveis serão negociados pela Caixa Econômica Federal.

Nos dias 24 a 26 de maio, estarão à venda imóveis em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus e São Paulo; além de Campinas, Piracicaba, Sorocaba, Valinhos e Votorantim. Nos dias 29 a 30, a comercialização ocorrerá no Rio de Janeiro.

No total, serão oferecidos para venda mais de 2 mil imóveis em 55 empreendimentos. Conforme os organizadores, “Cada localidade tem suas ofertas específicas, que variam conforme localização dos empreendimentos e do tipo de apartamento. Em alguns lugares, o valor de entrada do imóvel poderá ser parcelado entre 48 e 60 vezes”.

Além de imóveis do MCMV, em Belo Horizonte e em São Paulo também serão negociados imóveis para famílias de classe média. Outros bancos participarão dos feirões nas duas capitais: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e Banco Inter.

A vantagem de participar de feirões é a agilidade das operações com os agentes financeiros. Análise de crédito, negociação de taxas e aprovação de recursos acontece em tempo real. Para tentar financiamento para a compra da casa própria é necessário levar documentos pessoais (como RG e CPF) e comprovantes de renda e de residência.

(Agência Brasil)

Meta para 2020 é construir 500 mil casas populares, diz Onyx

O governo federal planeja aumentar a construção de habitações populares para 500 mil unidades em 2020, disse hoje o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. A meta para este ano é a entrega de 400 mil casas.

“Nós já estamos direcionando, tanto para o programa Minha Casa, Minha Vida, quanto para as obras de infraestrutura, os pouco recursos que nós temos para que o setor da construção civil continue gerando milhares de empregos”, disse o ministro no 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil (Enic).

De acordo com o ministro, a meta do governo é aumentar para o próximo ano a entrega de moradias populares. “Nós temos uma média anual de 400 mil habitações entregues, que nós vamos manter este ano. Isto vai requerer do governo um super esforço. O ministro [Gustavo] Canuto [Desenvolvimento Regional], juntamente com sua equipe, prepara uma reestruturação do Minha Casa, Minha Vida, exatamente para permitir que, no ano que vem, a gente possa construir 500 mil casas no Brasil. É uma meta”, disse.

Crédito

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, ressaltou que uma das principais demandas do setor é o acesso ao crédito, principalmente para as pequenas e médias empresas, e a aprovação da reforma da Previdência.

“É claro o nosso otimismo. Porém, sabe-se de riscos que nós temos, como a não aprovação da reforma da Previdência. Por isso que todos nós, neste instante, estamos trabalhando para aprovar a [reforma da] Previdência, porque o investidor não colocará um dinheiro hoje, para retornar daqui a dez anos, se não tiver segurança de como o Brasil estará naquele momento”, disse Martins.

(Agência Brasil)

Orgulho do Ceará, será?

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Em artigo sobre residencial entregue pelo Estado, o vereador Raphael Pessoa, de Maracanaú, aponta descaso e abandono do poder público, após a solenidade. Confira:

Moradores do Residencial Orgulho do Ceará realizaram esta semana uma manifestação interrompendo os dois sentidos do Anel Viário (BR-020). O motivo é a situação desesperadora em que se encontram desde que o conjunto habitacional foi entregue, em agosto do ano passado.

O problema é que o Governo do Estado, provavelmente com pressa por causa do calendário eleitoral, entregou as moradias sem os equipamentos sociais prometidos, que garantiriam uma infraestrutura mínima para a habitabilidade do Residencial.

O Governo do Estado prometeu a construção de uma escola, uma creche, um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), um posto de saúde e, ainda, uma base fixa da Polícia Militar. Porém, não entregou nada disso. Despejou os moradores com festa e prometeu toda a infraestrutura para 2019, depois da eleição.

Para piorar, o Residencial Orgulho do Ceará foi construído no meio do nada, às margens do Anel Viário, em uma área que por muito tempo estava destinada para a instalação da ZPE (Zona de Produção e Exportação) do Ceará, que acabou sendo implantada no Pecém.

O local conta com toda a infraestrutura para atração de investimentos industriais, como acesso a rodovias, linhas de alta tensão e gasodutos, mas não dispõe da menor infraestrutura instalada para moradias. Nem mesmo transporte público (serviço que foi oferecido às pressas, mas ainda com enormes transtornos).

Não satisfeito, o Governo do Estado sancionou a lei que define os novos limites entre os municípios e transferiu a área onde está localizado o condomínio do território do município de Maracanaú para o território do município de Pacatuba, mesmo sem existir sequer uma única via ligando o condomínio ao município ao qual passou a pertencer. Para ir para Pacatuba, o único caminho é por dentro da Pajuçara, em Maracanaú.

Recebi em meu escritório uma comissão de moradores que me apresentou as reivindicações. O Residencial Orgulho do Ceará tem mais de duas mil unidades habitacionais, com previsão de cerca de 10 mil moradores, sendo que aproximadamente quatro mil são crianças, e todas sem acesso à educação ou à saúde.

Imediatamente liguei para os deputados estaduais Fernanda Pessoa e Leonardo Araújo e agendamos uma reunião conjunta para a tarde da segunda-feira, 15, na Assembleia Legislativa. Depois disso, estive na Câmara de Vereadores de Pacatuba convocando os parlamentares daquele município para esta mobilização.

A manifestação desta semana é o resultado legítimo e desesperado de uma comunidade abandonada. O Orgulho do Ceará não dispõe de nenhum serviço básico do Poder Público. Pior, sem a presença do Estado, os moradores começam a ser vítimas do poder paralelo de organizações criminosas que já ocupam o lugar.

Os moradores daquele conjunto habitacional, aliás, são as principais vítimas dos atrasos intermináveis das obras do Anel Viário. Vivem praticamente ilhados sem o direito básico de ir e vir. O sonho da casa própria, representado pelo Orgulho do Ceará, se transformou em pesadelo e vergonha para milhares de famílias cearenses.

Raphael Pessoa

Vereador de Maracanaú e Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RMF

Famílias protestam em frente à agência da Caixa da Praia de Iracema

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Cerca de 250 famílias que já deveriam estar morando em seus apartamentos pelo Programa Minha Casa Minha Vida – Entidades em Fortaleza realizam, nesta manhã de quarta-feira, um protesto em frente à agência da Caixa, na Praia de Iracema.

O grupo foi cobrar agilidade na entrega do Residencial Comunitário Luiz Gonzaga, que fica no bairro Ancuri. Foi uma conquista dos movimentos de luta por moradia de Fortaleza e é o maior empreendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades no Brasil, com um total de 1760 unidades. Mas a entrega do empreendimento vem sendo adiada desde setembro do ano passado, gerando transtornos para as famílias.

Construído com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), o Residencial Luiz Gonzaga é responsabilidade da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, junto ao Habitat para a Humanidade e Cearah Periferia, em parceria com Governo do Estado do Ceará e Prefeitura de Fortaleza. A liberação, controle dos recursos e acompanhamento da obra fica com a Caixa Econômica Federal.

(Foto – Divulgação)

Imóveis na planta voltam a ser procurados, diz pesquisa

Dados da pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontam que os anos de crise no mercado imobiliário foram superados, diante da retomada dos investimentos com a procura de empreendimentos na planta.

Segundo a pesquisa, houve crescimento nos segmentos que englobam imóveis populares, com 31% de progresso. Já os imóveis residenciais de médio e alto padrão atingiram uma margem de 36%. Neste mês de março, durante apresentação da pesquisa realizada em 2018, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) registrou ampliação nos lançamentos em 23 capitais e regiões metropolitanas do país, com avanço de 3,1%.

Em Fortaleza, o administrador Júlio César Lourenço, diretor executivo da Construtora Acopi, destacou o importante crescimento no Valor Geral de Vendas (VGV). Lourenço assegura que milhões serão injetados na economia com a venda de imóveis. Há 38 anos no mercado, a construtora Acopi assegura um incremento nas vendas – conforme levantamentos de um empreendimento de alto padrão no Joaquim Távora com mais de 60% vendido.

“A crise já foi superada, a nossa expectativa agora é dobrar as vendas, possibilitando uma negociação justa entre empresa e cliente”, disse o empresário que aponta novos lançamentos residenciais verticais nos próximos meses em Fortaleza.

(Foto: Divulgação)

Camilo Santana, o Pacto Federativo e a bandeira da paz

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira:

O governador Camilo Santana (PT) ergueu a bandeira da paz em direção ao governo Bolsonaro (PSL) durante ato de entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida no José Walter, na quarta-feira. Sinal de que continuará adotando mesmo estilo: o diálogo, em nome dos altos interesses do Estado.

Para observadores, o fato de ele agradecer o Governo Federal pelo pacotão de casas do Cidade Jardim II não surpreende.

Camilo, do PT anti-Bolsonaro e, mesmo questionando itens da Nova Previdência, busca manter a ponte erguida entre o Ceará e Brasília, em nome do Pacto Federativo. Não iria ao palanque confrontar. Como gestor de um Estado pobre, encravado numa região onde o PT é maioria, contemporizar seria a alternativa.

De qualquer forma, o primeiro sinal de uma política sem tantos confrontos foi dado. É saber o que será de uma relação com 2020 pelo meio.

(Foto – Divulgação)

Camilo entrega mais de 1,2 mil unidades do MCMV

O governador Camilo Santana entregou nesta quarta-feira (20), no bairro Conjunto José Walter, 1.248 unidades habitacionais do residencial Cidade Jardim II. O secretario das Cidades, Zezinho Albuquerque, o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e o prefeito Roberto Cláudio também participaram da entrega dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Camilo Santana lembrou que as famílias também serão beneficiadas com uma rede de serviços ofertados pelo poder público. “Aqui entregamos a terceira etapa. Restam pouco mais de 700 unidades para completar as quase seis mil unidades desse residencial. Em muita cidade cearense a população é menor do que a desse residencial. Mesmo estando em uma área urbana, precisamos garantir toda a infraestrutura necessária para as famílias. Vamos construir creche, colégio, ampliar o transporte urbano e dar segurança”, destacou o governador.

Já o secretário Zezinho Albuquerque comemorou sua primeira entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida: “É um grande orgulho poder colaborar com a gestão do Governador Camilo Santana. Todos merecem uma moradia digna e, para nós, é uma felicidade poder ajudar”, disse.

O complexo Cidade Jardim II possui um total de 5.968 unidades habitacionais. Com esta terceira etapa de entregas, totalizam 5.232 apartamentos inaugurados. O empreendimento tem como agente financeiro o Banco do Brasil, com um investimento total de R$ 358.272.000,00, sendo R$ 313.488.000,00 da União e R$ 44.784.000,00 do Estado.

Os apartamentos possuem área de 44 m² dividida em dois quartos, circulação, banheiro, sala de estar e jantar conjugadas, cozinha e área de serviço. Os equipamentos comuns do residencial são centros comunitários, praças, playgrounds, academias, quadras de vôlei, quadras de futsal, campos, parques e depósitos de lixo.

(Foto: Divulgação)

Camilo e Zezinho vão entregar casas do Residencial Cidade Jardim II

Zezinho Albuquerque e a primeira entrega de sua gestão à frente das Cidades.

O governador Camilo Santana e o secretário estadual das Cidades, Zezinho Albuquerque, vão entregar, às 9 horas desta quarta-feira (20), 1.248 unidades habitacionais do Residencial Cidade Jardim II, que fica no bairro José Walter, em Fortaleza.

Os apartamentos, do Programa Minha Casa, Minha Vida, a serem entregues receberam um investimento total de R$ 89.856.000, sendo R$ 78.624.000,00 do Governo Federal e R$ 11.232.000,00 do Governo do Estado. O complexo Cidade Jardim II conta com 5.968 unidades habitacionais e, com esta entrega, serão 5.232 unidades.

(Foto – Divulgação)

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

As famílias de baixa renda de cidades de até 50 mil habitantes terão acesso a mais financiamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O banco aumentou o valor de imóveis financiados para as faixas 2 e 3 do programa habitacional. Paralelamente, a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes.

O teto de imóveis para as faixas 2 e 3 do MCMV foi ampliado. Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor máximo do imóvel a ser financiado passou de R$ 110 mil para R$ 145 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo; de R$ 105 mil para R$ 140 mil no Sul, no Espírito Santo e em Minas Gerais; de R$ 105 mil para R$ 135 mil em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e de R$ 100 mil para R$ 130 mil no Norte e no Nordeste.

Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 95 mil em todas as regiões para os mesmos valores (escalonados por regiões) dos municípios com até 50 mil moradores.

O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes. O subsídio passou de R$ 10.545 para R$ 11,6 mil para os mutuários com renda familiar bruta de até R$ 1,8 mil.

Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor do subsídio na faixa 2 não mudou, podendo chegar a R$ 29 mil, dependendo da região do imóvel. Os subsídios para a faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida também não sofreram alteração, com valor máximo de R$ 47,5 mil para famílias que ganhem até R$ 1,2 mil.

As novas regras foram publicadas hoje em instrução normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que as novas condições permitirão ao banco consumir todo o orçamento disponível para este ano no financiamento de moradias para a população de baixa renda.

“Com essas novas condições, a Caixa está com capacidade plena para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do país”, destacou o banco no comunicado.

(Agência Brasil)

Câmara quer ouvir ministro sobre paralisação do Minha Casa, Minha Vida

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Parlamentares de diversos partidos já cobram do governo federal a paralisação do programa Minha Casa Minha Vida.

Segundo informa a Veja Online nesta quinta-feira, o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) apresentou requerimento convocando o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, para dar explicações na Câmara.

Canuto, inclusive, suspendeu 18 mil contratos fechados para construção de unidades habitacionais em dezembro do ano passado. Entidades da construção civil cobram a retomada imediata do programa, que mantém 2 milhões de postos de trabalho.

Polícia apura venda ilegal de imóveis do Minha Casa Minha Vida

Policiais, agentes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação do Rio e a Guarda Municipal fizeram nessa terça-feira (12) operação para desocupação de unidades do Minha Casa Minha Vida ocupadas irregularmente no condomínio Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. A polícia investiga se milicianos estão envolvidos no aluguel e venda ilegais dos apartamentos. Um homem, acusado de ser o responsável pelos contratos ilegais, foi preso.

No total, estima-se que 36 unidades estão ocupadas irregularmente. De acordo com a prefeitura, duas famílias foram retiradas dos apartamentos e levadas para casa de parentes e quatro famílias prestaram depoimento e também deixarão os imóveis. Em duas unidades, a prefeitura deixou uma notificação, pois não havia ninguém no local.

O Condomínio Colônia Juliano Moreira tem 1.400 unidades, onde moram famílias que viviam em áreas de risco e foram realocadas ou sorteadas pelo programa Minha Casa Minha Vida, faixa 1, com renda familiar bruta de até R$ 1.800 por mês.

“Em relação às unidades ocupadas irregularmente, alguns beneficiários sorteados já assinaram contrato com o banco responsável pelo financiamento. Outros aguardam a finalização do contrato para as assinaturas e outros esperam pela avaliação do banco para a concessão do financiamento”, diz nota da prefeitura.

A secretaria alerta que os imóveis do programa só podem ser usados para moradia. Não podem ser alugados ou vendidas até o final do pagamento do financiamento. Outro alerta é que não existe previsão de parcela antecipada ou intermediária.

(Agência Brasil)