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A história do velho Raimundo

Em artigo sobre 2018, o jornalista Nicolau Araújo avalia o que se espera de um ano de Copa do Mundo e Eleições. Confira:

Seu Raimundo nunca pensou em viver tanto. Com mais essa passagem de ano, já somam 94. Isso, segundo alguns, desde que aprendeu a contar. Décadas, antes, seria escravo. “Ventre Livre nunca existiu mesmo”, diz ele sobre a lei de 1871.

Aliás, confrontar verdades ao longo da História é o seu forte. Na boca do velho Raimundo, até o município de Redenção perdera o status de primeira cidade brasileira a libertar seus escravos.

Na história do velho, o Estado do Ceará estava sem produção, por causa da grande seca de 1877/1879. Os mais fortes escravos haviam sido vendidos para as plantações de café, em São Paulo, e cana-de-açúcar, na Zona da Mata, diante da impossibilidade de paulistas e baianos adquirirem novos escravos africanos, pela imposição da Lei Eusébio de Queirós, de 4 de setembro de 1850, que proibia esse tipo de comércio da África, a partir de então.

Os poucos escravos que restaram no Ceará, doentes ou velhos, se tornaram um problema nas fazendas e para a aristocracia. A partir daí, a história do velho Raimundo se confunde com a História do Ceará.

A passagem do Ano Novo também traz más lembranças a Seu Raimundo. “Antigamente, o mundo se renovava com a data. As pessoas realmente mudavam para melhor”, lembra. Hoje, na visão do velho – aliás, bastante castigada ao longo dos anos -, o Ano Novo marca somente uma contagem regressiva para o Carnaval, agora pré-carnaval.

Em ano de Copa do Mundo e eleições para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, então, 2019 já bate à porta.

Dos dois acontecimentos que prometem fazer com que 2018 passe praticamente despercebido, o velho Raimundo somente se recusa a comentar de futebol. Segundo ele, enquanto Neymar – antes, Romário – estiver como esperança do futebol brasileiro, o torcedor não merece ouvir sobre Pelé, Garrincha, Zito, Leônidas da Silva e, mais recente, Zico.

Sobre política, sim! Seu Raimundo comenta como quem assistisse a um filme reprisado – ele até insistiu em falar sobre a chegada da tevê no Brasil, mas não conseguiu um comparativo com a chegada dos eletrônicos e redes sociais.

Falar de Lula é lembrar Getúlio, tendo como base o populismo. Até o trágico fim promete ser o mesmo, sendo o atual politicamente.

Bolsonaro, o velho pouco ouviu falar… mas sabe que é o homem preparado para atacar Lula. Na melhor das hipóteses, consegue desgastar Lula, sim. Se o petista não sair candidato, Seu Raimundo diz que Bolsonaro fica sem ter o que falar.

Sobre Ciro Gomes, o velho Raimundo diz que até vota. “Ciro fala bonito e parece saber o que diz. Alguns da gente é que demoram a entender mais rápido”, confessa.

A conversa foi encerrada, após o pedido de avaliar o presidente Michel Temer. O velho fez cara de mau, bufou e disse: “Com esse aí, agora é que eu não me aposento”!

Escolas do Estado passarão a ter aulas sobre o holocausto

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) esteve reunido, na tarde desta segunda-feira (11), com o secretário de Educação do Estado, Idilvan Alencar, e o vice-presidente da Sociedade Israelita no Ceará, Marcos Strozberg, para discutir a aplicação da lei, de sua autoria, que dispõe sobre a inclusão de noções sobre o holocausto na disciplina de História, nas escolas da rede estadual.

O objetivo da lei é de contribuir para que as futuras gerações tenham consciência dos crimes praticados pelo nazismo, com a execução de mais de 7 milhões de judeus.

“Nossa iniciativa é para que não esqueçamos a barbárie que foi cometida no holocausto, conscientizando para que atos similares não se repitam nunca mais contra qualquer povo”, explicou Heitor Férrer.

A matéria foi aprovada neste ano pela Assembleia Legislativa e deve entrar em vigor nas escolas a partir de 2018.

(Foto: Divulgação)

Biografia de Olga Barroso será lançada nesta sexta-feira na Unifor

Parsifal e Olga Barroso.

O Instituto Myra Eliane lançará nesta sexta-feira, às 19 horas, no hall da biblioteca da Unifor, o livro “Olga Barroso – Na Vanguarda da Vida”, de autoria do escritor e historiador Juarez Leitão. Ao longo das 328 páginas do livro, o leitor conhecerá a trajetória de vida de uma cearense inspiradora, uma mulher dinâmica e à frente do seu tempo e com atuação marcante na história política e intelectual do Ceará.

O livro será comercializado ao valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) e será também doado pelo Instituto Myra Eliane a bibliotecas públicas de municípios cearenses e para os acervos de escolas e universidades públicas e particulares do Estado.

Olga Barroso

Nascida em Sobral e filha do Coronel Chico Monte, conhecido líder político da Região Norte no início do século XX e de quem herdou o espírito destemido e o temperamento forte, Raimunda Olga Monte Barroso é considerada como a mulher que inaugurou no Ceará a concepção da figura feminina atuante na política, quando seu marido, o político e intelectual Parsifal Barroso, exerceu mandatos como deputado estadual, deputado federal, senador, ministro e governador do Estado.

Ao contrário de ser apenas a companheira de Parsifal em sua caminhada na política, Olga foi uma apaixonada pelo Ceará e pelo seu povo e, a exemplo de outras notáveis mulheres cearenses que marcaram história, foi protagonista e assumiu com maestria sua posição de primeira-dama, defendendo o espaço feminino na vida pública numa época em que a mulher ainda era vista como personagem coadjuvante. Prova disso são as atividades de grande relevância que desenvolveu em prol da sociedade, tendo criado a Sociedade de Amparo à Criança Cearense; estimulado a instalação de cursos de pediatria e prática obstetrícia para a formação de cuidadoras e parteiras; colaborado para a construção do Hospital Infantil Albert Sabin; e comandado a Legião Brasileira de Assistência (LBA), entre outras atuações.

Centenário da Revolução Russa é oportunidade para esquerda voltar à fonte original do socialismo e do marxismo

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (5):

O centenário da Revolução Russa de 1917 é uma ocasião propícia para esquerda fazer uma autocrítica de seu legado histórico e voltar a beber na fonte original do socialismo e do marxismo, reconhecendo o “aborto histórico” da experiência soviética, tratada, equivocadamente, como “socialista”. Tomou-se o gato por lebre.

Mesmo assim, foi um evento que proporcionou mudanças marcantes no mundo, pois, graças a ele, os governos burgueses, temerosos de revolução semelhante em seus países, se viram obrigados a fazer concessões aos trabalhadores, incorporando, em suas constituições, direitos sociais e legislações trabalhistas, então inexistentes. Assim como a reconhecer a organização autônoma dos trabalhadores, através de sindicatos, associações e partidos próprios.

Frise-se, porém, que, sem a participação da União Soviética, provavelmente Hitler teria sido o vencedor da II Guerra Mundial. O fato é que, depois de 74 anos, em 1991, o projeto desmoronou, melancolicamente, como um castelo de cartas, quase sem resistência.

Por que a classe operária não foi em seu socorro, tanto na União Soviética, como no Exterior? A raiz estaria na sua não identificação com o sistema criado pela ação voluntarista e equivocada de Lênin, em 1917, de tentar realizar um atalho na História e construir o socialismo num país agrário, semifeudal e que nunca conhecera a democracia política. Sua iniciativa negou as premissas do socialismo científico, preconizado por Marx. Para este, o socialismo, seria um rebento saído das entranhas do capitalismo desenvolvido, quando este tivesse esgotado todas as suas potencialidades produtivas.

Donald Trump vai retirar sigilo de arquivos sobre assassinato de Kennedy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que vai retirar o sigilo dos arquivos sobre o assassinato do ex-presidente democrata John F. Kennedy, baleado durante uma visita a Dallas, no estado do Texas, no dia 22 de novembro de 1963.

“Sujeito ao recebimento de informações adicionais, permitirei, como presidente, que sejam abertos os arquivos classificados e há muito tempo bloqueados de JFK”, disse Trump pelo Twitter, durante sua habitual série de mensagens matutinas na rede social.

O Arquivo Nacional tem até quinta-feira (26) para decidir quais dos 3,1 mil documentos sigilosos sobre o assassinato de Kennedy podem ser publicados e quais devem ser mantidos em segredo.

Trump é quem tem a autoridade final para decidir sobre a publicação dos arquivos ou mantê-los guardados por mais 25 anos.

Uma porta-voz da Casa Branca disse ontem (20) ao site Politico que os assessores de Trump estão trabalhando para “garantir a publicação da maior quantidade possível desses arquivos na quinta-feira”.

Mas reconheceu que o governo está preocupado com o fato de que alguns registros desses arquivos não foram criados até a década de 1990 e que eles devem ser revisados para que a publicação dos arquivos não causem um “dano identificável” à segurança nacional.

Um funcionário do Congresso que acompanhou de perto o processo afirmou ao Politico que a Agência Central de Inteligência (CIA) pressionou Trump para impedir a publicação de alguns documentos, possivelmente para esconder os métodos de atuação do órgão ou a identidade de alguns espiões que possam ainda estar vivos.

“Suponho que o presidente possa mudar de ideia no último momento, mas, a não ser o que o faça, não haverá uma publicação absoluta dessas informações. Veremos muitos arquivos na semana que vem, mas não todos, infelizmente”, disse a fonte, que pediu anonimato.

Quem questiona a versão oficial sobre o assassinato de Kennedy espera impacientemente a decisão de Trump, com a esperança de que os novos documentos possam esclarecer o maior mistério da história recente dos EUA.

Segundo o Politico, é possível que documentos da década de 1990 sejam publicados com censuras, de modo a evitar expor operações de inteligência relativamente recentes.

A maior parte dos 3,1 mil documentos sigilosos foi feito pela CIA, pelo FBI e pelo Departamento de Justiça. Uma lei de 1992 determina que eles sejam publicados totalmente na quinta-feira, a não ser que Trump determine o contrário.

(Agência Brasil)

Prefeito vai entregar a Nova Rua José Avelino

Da Coluna Vertical, do O POVO desta quarta-feira:

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), vai entregar, às 18 horas da próxima sexta-feira, a requalificação da José Avelino e da Avenida Alberto Nepomuceno, no Centro.

Orçadas em R$ 2 milhões, as obras nas duas vias permitiram a substituição de toda iluminação da área, que passou a contar com novos postes e lâmpadas em LED, calçadas mais largas e acessíveis, ciclofaixa, Ecoponto, recapeamento, pavimentação e paisagismo ao longo dos passeios e canteiro central.

A obra da José Avelino foi responsável pelo resgate histórico e urbanístico de uma das ruas mais antigas do Centro da cidade. A intervenção contou, além das novas calçadas, com drenagem e a restauração de toda a via histórica, com a preservação da demarcação do trilho do antigo bondinho e a recolocação das pedras originais da via, conforme previsto em projeto. A Avenida Alberto Nepomuceno passou por urbanização completa.

Agora é torcer para que tanta beleza chegue logo às praças José de Alencar e do Ferreira, ainda tomadas por ambulantes e moradores de rua.

Inesp lança terceira edição do livro “Os Constituintes de 1947”

O Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), organismo da Assembleia Legislativa,  lançará, às 10 horas desta quinta-feira, no Memorial Pontes Neto (Malce), da Casa, a terceira edição do livro “Os Constituintes de 1947”.

A obra, resultado de uma pesquisa e contextualização do ex-deputado estadual Osmar Diógenes, presidente do Memorial Pontes Neto, expõe a história da redemocratização do Ceará pós-Estado Novo, onde vigorou a Constituição “Polaca”, inspirada na Constituição da Polônia, de cunho ditatorial e centralizador.

“Os Constituintes de 1947 são os responsáveis por singular atuação política para a história do nosso Estado e do Brasil, com a nobre missão de reinstitucionalizar, formalmente, a democracia em nosso Ceará”, explica o chefe de gabinete da Presidência da Assembleia e autor do prefácio da obra, Roberto Mendonça.

“O Memorial Pontes Neto, por intermédio do Inesp, tem a satisfação de oferecer ao público, em novo formato, a obra, que integra o esforço de trabalho até então desenvolvido, no sentido de recuperar e oferecer à posteridade através dos registros dos fatos e acontecimentos que compõem a experiência do Legislativo cearense, sua importância e repercussão no cenário político nacional,” destaca Osmar Diógenes.

(Foto – Divulgação)