Blog do Eliomar

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Morre o ator e comediante Lúcio Mauro

O ator e comediante Lúcio Mauro (92) morreu no fim da noite desse sábado (11), no Rio de Janeiro. A informação foi dada por seu filho, o também ator Lúcio Mauro Filho. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio, havia cerca de dois meses, com problemas respiratórios. A informação é do Portal G1.

Não há ainda informações sobre velório e sepultamento do ator.

Em março, Lúcio Mauro completou 92 anos, e seu filho, Lúcio Mauro Filho, compartilhou uma foto para festejar a data. Na imagem, Lúcio Mauro aparece com filhos, a nora, Cíntia Oliveira, e os netos, Liz, Bento e Luiza.

Lúcio de Barros Barbalho, mais conhecido como Lúcio Mauro, nasceu em Belém do Pará, no dia 14 de março de 1927. Estreou na Globo em 1966.

O ator integrou o elenco de alguns dos principais programas de humor da emissora, como “Chico City” (1973), “Os Trapalhões” (1989) e “Escolinha do Professor Raimundo” (1990).

(Foto – Instagram)

Caso Fonsequinha – Acusados da morte do humorista podem ser julgados ainda neste semestre

A 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, em decisão do juiz Eli Gonçalves Júnior, pronunciou, nesta terça-feira, os acusados Marcílio de Jesus SOARES (“Loirim”), Jackson Maia da Silva (“Beca”) e Francisco Adaílton Sousa Costa (“Nego”) pela prática dos crimes de homicídios triplamente qualificados que vitimaram Francisco Fonseca Neto, humorista conhecido como “Fonsequinha” e Robson Borges da Silva Filho (“Chorão”). Eles também foram enquadrados no crime de Organização Criminosa.

O caso ocorreu no dia 2 de maio de 2018 e o magistrado acolheu, em todos os termos, o requerimento do membro do Ministério Público Estadual, Marcus Renan Palácio de Morais.

O processo, que integra o Projeto Tempo de Justiça, teve sua instrução criminal concluída em menos de um ano, apesar de ser um caso de extrema complexidade e contar com pluralidade de agentes (três acusados e duas vítimas)

A expectativa do Ministério Público Estadual é que, caso os acusados não interponham recurso, sejam os acusados submetidos a julgamento ainda neste semestre. Todos os réus pronunciados (homicídios triplamente qualificados e organização criminosa) continuam presos.

(Foto – Arquivo Pessoal)

Raimundinha abre a oitava edição do Terça de Graça, no Cineteatro São Luiz

O humorista Paulo Diógenes, por meio da personagem Raimundinha, abre na terça-feira (5), a partir das 18h30min, no Cineteatro São Luiz, no Centro de Fortaleza, a oitaca edição do Terça de Graça. A entrada é gratuita – e isso não é piada.

O espetáculo “Nós Somos Uma Comédia!” tem a participação especial de Dudé Torres,
intérprete de Zuleica. O terça é de Graça conta com o apoio institucional do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura, com apoio ainda da Enel.

“Nossa meta é promover espetáculos de alta qualidade e também qualificar novos talentos, via oficinas. A cereja do bolo, em 2019, é a exposição que faremos com a história do humor cearense”, ressaltou o humorista e empreendedor Bené Barbosa, idealizador do projeto.

(Foto: Divulgação)

Falcão e um documentário pra lá de joiado

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (18):

O cantor e bregastar Falcão está finalizando mais um projeto de âmbito nacional. Trata-se do seriado “Brasil Joiado”, produzido pela Gavulino Produções, do Ceará, e que mostrará o artista visitando, de fusquinha (Falcomóvel), cidades nordestinas e conversando com pessoas que têm identificação com seu trabalho.

Falcão já gravou os 13 episódios que trazem, por exemplo, o bregastar num papo com Luis Fidelis, em Juazeiro do Norte (CE), Jessiê Quirino, em Taperoá (PB) e Joquinha Gonzaga, sobrinho de Gonzagão, em Exu (PE).

Ele vai mostrar um Nordeste irreverente e muito rico culturalmente. Dois detalhes: em cada cidade, ele faz um show com o povão; e a estreia do seriado ocorrerá no primeiro semestre de 2019 pela Rede Brasil. O apoio é da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Eis o leruaite do Falcão que, também, estará, neste ano, no seriado Cine Holliúdy, da Rede Globo.

(Foto: Arquivo)

STF mantém liberação de programas humorísticos em período eleitoral

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (21), por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei 9.504/97, conhecida como Lei das Eleições, que criou restrições a programas humorísticos veiculados no rádio e televisão durante o período eleitoral.

Em 2010, a norma foi suspensa pela Corte e os ministros começaram a julgar o caso definitivamente na sessão de ontem.

A legalidade da norma é contestada pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O artigo 45 da lei diz que, após a realização das convenções partidárias, as emissoras de rádio e televisão ficam proibidas de usar montagem ou outro recurso de áudio ou de vídeo que “degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação”.

O julgamento começou ontem (20), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela inconstitucionalidade do artigo e afirmou que a Constituição não prevê a restrição prévia de conteúdos e votou pela declaração de inconstitucionalidade do trecho da norma. O voto foi seguido por Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli.

Na retomada a sessão hoje, Luiz Fux também entendeu que o artigo representa censura prévia. “Acompanhado a maioria, eu estou entendendo que há inconstitucionalidade nessas limitações à liberdade de expressão e de imprensa”, afirmou.

Celso de Mello acrescentou que o STF não pode admitir qualquer tipo de restrição estatal para controlar o pensamento crítico. “O humor como causa e o riso como sua consequência qualificam-se como elementos de desconstrução de ordens autoritária, impregnadas de corrupção, cuja nocividade à prática democrática deve ser neutralizada. ”, argumentou.

Ricardo Lewandowski, Gilmar Mende e Marco Aurélio também acompanharam a maioria. A presidente Cármen Lúcia, última a votar, disse que causa espécie que, após 30 anos da promulgação da Constituição, existam tantos questionamentos judiciais sobre liberdade de imprensa.”O que se contém nesses dispositivos é uma censura prévia, e censura é a mordaça da liberdade. Quem gosta de mordaça é tirano”, afirmou.

Durante o julgamento, o advogado Gustavo Binenbojm, representante da Abert, defendeu a declaração de inconstitucionalidade por entender que a norma gera restrições ao funcionamento dos veículos, além de violar normas constitucionais, como a liberdade de manifestação do pensamento e ao direito de acesso à informação.

O advogado também ressaltou que, desde 2010, quando a norma foi suspensa pelo STF, não foram registrados excessos por parte de jornalistas, cartunistas e humoristas. “Proibir a sátira política e o uso do humor e tentar transformar os programas de rádio e televisão em algo tão enfadonho e tão desinteressante como já é hoje a propaganda eleitoral obrigatória no nosso país”, argumentou.

(Agência Brasil)

Humorista Fonsequinha é assassinado junto com passageiro em Fortaleza

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Dois homens foram mortos a tiros rua Joaquim dos Anjos, no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza, na noite dessa quarta-feira, 2. O crime ocorreu durante corrida em aplicativo de transporte de passageiros. O motorista foi identificado como Francisco Fonseca Neto, 52, conhecido como Fonsequinha devido ao trabalho como humorista. A outra vítima, Robson Borges da Silva Filho, 23, já teria sofrido outro atentado nesta quarta e já tinha antecedentes criminais.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os suspeitos, que estavam em uma motocicleta, se aproximaram do veículo e efetuaram disparos de arma de fogo contra os ocupantes. “Após o fato, os autores empreenderam fuga. Agora, a PCCE (Polícia Civil do Estado do Ceará) trabalha para prender os responsáveis pela ação criminosa, bem como identificar a motivação”, informou a pasta, por meio de nota.

O POVO apurou que Robson tem antecedentes criminais por homicídio, assalto e tráfico de drogas. Ele já teria sofrido outro atentado nesta quarta e teria pegado o carro para fugir em direção à Pajuçara, após visitar parentes.

Fonsequinha trabalhou durante anos em programas de televisão, tendo alcançado destaque no quadro “O que diabéisso?”, no programa Na Boca do Povo, da TV Jangadeiro.

“Ele fazia um humor simples, ingênuo. Ele mesmo fazia a caracterização: um paletó todo colorido, uma calça rasgada e uma maquiagem meio tosca. Ia sempre para a rua mexer com as pessoas. Como o cearense que vai arengar com o povo, para dessa arenga surgir o riso”, conta Maisa Vasconcelos, jornalista do O POVO, que trabalhou com Fonsequinha à época.

(O POVO)