Blog do Eliomar

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CNI: governo avançou na pauta de comércio exterior em sete meses

Os primeiros sete meses do governo de Jair Bolsonaro registraram avanços na pauta de comércio exterior. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que analisou 22 ações da agenda do governo para a área e constatou que 13 delas tiveram melhoras, o equivalente a 59%.

Entre os temas com avanço, os principais são a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e o apoio do governo norte-americano à admissão do país à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O levantamento também citou como exemplos de melhora o fim da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no câmbio sobre exportações e a assinatura do acordo com o Uruguai para evitar a bitributação.

A entidade listou ainda entre os avanços a publicação do decreto que amplia as atribuições do ombudsman de investimentos diretos (instrumento de consulta de investidores estrangeiros sobre a legislação e os processos administrativos no Brasil), a atualização das regras sobre preços de transferência para multinacionais (preços cobrados nas transações entre a sede de uma empresa no exterior e a filial brasileira) e a adesão do Brasil ao protocolo de Madri (tratado internacional que simplifica e reduz custos para o registro de marcas de empresas brasileiras em outros países).

Pendências

A CNI classificou seis ações como pendentes, que aguardam atos do Poder Executivo para serem concluídas. A primeira é a edição do decreto presidencial que põe fim ao acordo marítimo entre o Brasil e o Chile. Segundo a confederação, o atual acordo prejudica o comércio bilateral com fretes até 40% mais caros e limita a competição na oferta de navios.

As demais ações consideradas pendentes são os decretos que recriam a Câmara de Comércio Exterior (Camex); o Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac), previsto no Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC); o Comitê Nacional de Promoção Comercial (Copcom); e o Comitê Gestor do Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras (SEM Barreiras).

Apesar dos avanços na maioria das ações, o levantamento constatou que houve retrocesso em três temas (14%). O primeiro é a falta de recursos orçamentários para o desenvolvimento do módulo de importação do Portal Único de Comércio Exterior e para a manutenção do módulo de exportação já existente. Ferramenta mais importante do comércio exterior brasileiro, o portal é usado rotineiramente pelas 25 mil empresas exportadoras e 44 mil importadoras em todo o país.

O segundo retrocesso foi provocado pela mudança na regra de análise dos direitos antidumping (imposição de tarifas para empresas e produtos de outros países que praticam concorrência desleal com os equivalentes nacionais). Segundo a CNI, as alterações ocorreram sem consulta pública prévia.

A CNI também considerou ter havido retrocesso no processo de revisão da tarifa externa comum (TEC) do Mercosul. Conforme a confederação, a Coalização Empresarial Brasileira (CEB) encaminhou carta ao Ministério da Economia reforçando o pedido para que haja diálogo com o setor produtivo em relação ao assunto. Nesses casos, a OCDE recomenda a realização de consultas públicas e a elaboração de análises de impacto regulatório antes da adoção de normas que possam afetar o setor privado.

(Agência Brasil)

Por uma política nacional desenvolvimentista voltada para a indústria

Em comentário enviado ao Blog, o leitor Karim Sutter Siqueira avalia a política do grupo dos Ferreira Gomes. Confira:

Não se entende o porquê da tamanha dramatização da direita mais exacerbada na governança dos Ferreira Gomes. Sou de esquerda e tenho o completo entendimento que a política dos irmãos Cid/Ciro ocupa bem mais o espectro político da direita do que da esquerda, porém, ao mesmo tempo, também sou capaz de perceber que eles são muito mais eficazes no desenvolvimento da industria e da economia cearense do que qualquer representante da ala petista ou da esquerda.

Eu imagino que, para que um Estado pobre como é o nosso possa desenvolver a sua economia de forma estrutural, passando a dar mais enfase na indústria, precisa existir um consenso na política. E é óbvio, diante do empirismo que a política brasileira nos proporciona, que todo consenso política sempre empurra o governo para a direita. Mas, mais do que isso, o consenso precisa se fazer presente dentro do imaginário comum dos cearenses.

Por mim, a administração do Camilo Santana, bem como a administração municipal do prefeito de Fortaleza, deveriam se dar de forma a beneficiar mais o desenvolvimento social, com foco no saneamento básico. Contudo, se para que a indústria no Estado se desenvolva (diante de uma União relapsa em termos de projetos de desenvolvimento econômico e incentivos a industria), todos esses pontos que elenquei sobre o tipo ideal de administração dentro do meu viés ideológico precisem ser colocados de lado, então por mim tudo bem.

O que carece no país não é a nova política (até porque não existe a velha política, o que existe são boas e más práticas. A política é a mesma), mas sim uma política nacional desenvolvimentista voltada para a indústria.

Karim Sutter Siqueira

Graduando em Eng. de Energias Renováveis (UFC)

Mauro Albuquerque sugere a presença de indústrias nos presídios

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O secretário da Administração Penitenciária do Ceará, Mauro Albuquerque, convidou empresas e indústrias a se instalarem nos presídios do Ceará, como forma de gerar oferta de trabalho aos presos.

O convite faz parte da reestruturação do sistema penitenciário do Estado, que propõe a ressocialização de detentos, enquanto cumprem suas penas.

Mauro Albuquerque apresentou o projeto durante debate na Federação das Indústrias do Estado do Ceará, nessa terça-feira (21).

(Foto: Divulgação)

Fiec debate simplificação do sistema tributário nacional com integrantes do Novo

O deputado federal Alexis Joseph Steverlynck Fonteyne (Novo/SP) foi recebido nesta segunda-feira (1º), na Casa da Indústria, pelo presidente da Fiec, Beto Studart, e por diretores da entidade e empresários cearenses. O parlamentar esteve em Fortaleza para participar de encontro do Partido Novo com líderes políticos locais e representantes do diretório Ceará.

Na FIEC, Alexis Fonteyne conversou, ao lado do empresário Geraldo Luciano, atual presidente do diretório estadual, com os representantes da indústria sobre simplificação do sistema tributário nacional.

Além de engenheiro e empresário, Alexis Fonteyne agrega outras atividades à sua vida, sendo atualmente presidente da ANAPRE, conselheiro do CIESP e da Sociedade Hípica de Campinas. É inventor, escultor, fotógrafo amador, esportista (basquete, ciclismo, esqui e mergulho) e professor. Em 2018, ao se candidatar a deputado federal pelo estado de São Paulo, foi eleito com 45.298 votos.

(Foto: Divulgação)

Preços na indústria caem 1,54% no maior recuo desde janeiro de 2014

Influenciados pela redução dos preços dos derivados do petróleo e do álcool, além de outros produtos químicos, os preços da indústria fecharam o mês de novembro com deflação (inflação negativa) de 1,54%, resultado inferior ao -0,68 de outubro. Esta foi a maior queda de toda a série histórica iniciada em janeiro de 2014.

Os dados fazem parte da pesquisa relativa ao Índice de Preços ao Produtor (IPP) e foram divulgados hoje (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Com o resultado de novembro, o indicador acumula no ano (novembro-janeiro) alta de 11,47%, inferior aos 11,94% do acumulado nos últimos doze meses (a taxa anualizada). Em novembro do ano passado, o IPP, que mede os preços na porta das fábricas, foi de 1,40%.

Segundo o IBGE, apesar da queda, na passagem de outubro para novembro houve variações positivas de preços em 11 das 24 atividades, contra 8 relativas ao mês anterior.

Segundo o gerente de Análise e Metodologia do IBGE, Alexandre Brandão, vários fatores influenciaram a queda de 7,23% verificada nos preços do refino de petróleo, “a mais intensa desde janeiro de 2010”.

“Os preços do óleo bruto extraído caíram, o que reduz os custos de refino e influenciam toda a cadeia de produção. O óleo diesel, que tem o maior peso no refino, ficou mais barato. Além disso, a nafta, que é matéria-prima fundamental para a indústria química, também teve redução de preços”, explicou.

Outra questão importante no período, segundo o gerente, foi a variação do dólar, que tinha aumentado em outubro e sofreu pequena depreciação em novembro. “Isso barateou as importações de elementos que participam do processo de refino, o que diminuiu ainda mais os custos”, disse.

O IPP mede a variação dos preços dos produtos na porta das fábricas, ou seja, sem incidência de impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.

Maiores variações

O levantamento do IBGE indica que as quatro maiores variações na comparação entre outubro e novembro de 2018 ocorreram entre os produtos das atividades de refino de petróleo e produtos de álcool, que encerraram novembro com deflação de 7,23%; outros produtos químicos (-4,18%); impressão (2,65%) e produtos de metal (-2,03%).

(Agência Brasil)

Incentivo para reduzir as diferenças

Editorial do O POVO deste sábado (24) ressalta política de incentivos fiscais do Governo do Ceará, diante da crise que se abate com mais força sobre os moradores de cidades interioranas. Confira:

Se o desemprego, hoje, afeta um número excessivo de brasileiros, em torno de 12 milhões de pessoas – sem contar os que deixam de procurar vagas por desalento -, a situação em pequenas cidades do interior tende a ser pior, principalmente nos municípios menos desenvolvidos. Normalmente desprovidos de indústrias e, como consequência, de um setor de serviços importante, a crise se abate com mais força sobre os moradores de cidades interioranas.

Com o objetivo de atenuar o problema, o governo do Ceará vai lançar uma nova política de incentivos fiscais para as cidades mais carentes do interior, conforme divulgou reportagem publicada na edição da quinta-feira, 22/11/2018. O critério para receber o benefício será o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM), do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), que mensura anualmente a situação agrícola, social, econômico e de infraestrutura de cada município, estabelecendo índices de 1 (mais desenvolvidas) a 4.

Entrarão no programa os municípios com IDM-4, que engloba 126 cidades, das 184 do Ceará, nas quais se concentram 29% da população do Estado. As empresas que se instalarem nessas localidades poderão ter redução até 75% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

Segundo dados de 2016 (a última pesquisa divulgada), apenas a Capital e uma cidade do interior, Eusébio, encontram-se na classe 1 do IDM. Entre os municípios com índices mais baixos estão Saboeiro, Aiuaba, Ererê, Potengi e Catarina.

Para fomentar os negócios no interior, o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, César Ribeiro, disse que o governo mapeará as oportunidades de cada região, de modo a que os prefeitos fiquem alinhados com a política, fazendo as adaptações necessárias para que as cidades fiquem mais atrativas.

Diferentemente da renúncia fiscal, na qual o governo abre mão de receber impostos por um determinado período de empresas já instaladas – o que, já se provou, tem pouca eficácia -, o incentivo, para situações específicas, é um bom modo de estimular o desenvolvimento. Sem esse impulso dificilmente cidades pouco desenvolvidas conseguiriam atrair empresas e negócios. Assim, o incentivo fiscal pode ajudar a promover o desenvolvimento econômico e social dos territórios mais carentes.

Se reduzir as diferenças econômicas e sociais entre as regiões do País é uma política defendida pelos chefes do Executivo nordestinos, nada mais justo que cada governador faça a lição de casa, diminuindo os desníveis dentro de seu próprio Estado.

Fiec – Embaixador do Canadá conhece o Observatório da Indústria

O presidente da Fiec, Neto Studart, recebeu nesta quinta-feira (22) o embaixador do Canadá no Brasil, Ricardo Savone, que conheceu o Observatório da Indústria, que reúne múltiplas fontes de dados integradas em um único ambiente computacional. Dados esses nas áreas de mercado de trabalho, educação, comércio internacional, entre outros. O embaixador esteve acompanhado do ministro conselheiro chefe da Seção Política da embaixada, Juan-Pablo Valdes, e da chefe da seção comercial da embaixada, Bonny Berger.

Segundo a Fiec, o observatório irá disponibilizar diversas soluções, programas e produtos para as empresas, entre os quais estão as Rotas Estratégicas Setoriais, as Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade, além de diversas pesquisas conjunturais que acompanham o faturamento da indústria, a confiança dos industriais, bem como as perspectivas para a produção e o investimento.

(Foto: Divulgação)

Indústria receberá R$ 15 milhões para financiar a internet das coisas

Edital para financiar a implantação da internet das coisas na Indústria 4.0 foi lançado hoje (8) em evento na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na capital paulista. Profissionais e executivos do setor conheceram as regras do edital que oferece R$ 15 milhões às indústrias interessadas em promover a inovação no país.

A internet das coisas é a interconexão entre aparelhos tanto físicas como virtuais, com base nas tecnologias de informação e comunicação. Na indústria 4.0, o objetivo não é apenas a conexão, mas também a criação do poder de processamento de dados e de inteligência. O dinheiro do edital será investido na infraestrutura de laboratórios, além da compra de equipamentos e softwares.

O recurso provêm de três entidades: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). “Estamos unindo esforços e recursos. Mais do que isso, colocando conhecimento para aumentar a produtividade da indústria. O Brasil não pode ficar de fora dessa nova onda da internet das coisas”, disse Cláudia Prates, diretora de empresas do BNDES.

A ideia do edital partiu de um estudo financiado pelo banco para a implantação dessa tecnologia no Brasil. O levantamento verificou o potencial aumento na produtividade, o que pode alavancar a lucratividade das indústrias. O impacto econômico estimado no país é de 50 a 200 bilhões de dólares por ano, valor que representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

(Agência Brasil)

Com perdas de US$ 30 bi, indústria quer combater barreiras comerciais

O setor industrial brasileiro é afetado diretamente por pelo menos 16 tipos de barreiras comerciais, sendo 12 não-tarifárias e quatro tarifárias, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, que encomendou uma pesquisa sobre o assunto para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), somente no ano passado exigências sanitárias e fitossanitárias requeridas por outros países reduziram em US$ 30 bilhões as exportações brasileiras de produtos e serviços.

Para enfrentar o problema, a organização elaborou um documento chamado Agenda de Barreiras Comerciais e aos Investimentos, que será apresentado aos candidatos à Presidência, com propostas de quatro medidas administrativas por parte do governo. Entre elas, a criação de um comitê interministerial de acompanhamento; a redução de impostos para contratação de serviços jurídicos especializados em questões comerciais no exterior e a criação de um cargo de adido comercial em embaixadas brasileiras de países considerados estratégicos.

O objetivo é melhorar as condições de identificação, monitoramento e superação de barreiras, especialmente as não-tarifárias, “cada vez mais sofisticadas”, que atingem o equivalente a 14% do total de exportações. “Barreiras tarifárias estão sendo reduzidas gradualmente por meio de acordos comerciais, embora ainda existam tarifas significativas em diversos mercados, principalmente para bens agrícolas. Por outro lado, as barreiras não tarifárias seguem o fluxo contrário, com aumento em número e tipo, com destaque para barreiras relacionadas à sustentabilidade”, diz um trecho do documento.

(Agência Brasil)

O outro lado da Fiec

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (14):

Durante reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), nesta semana, uma parte das discussões girou em torno das últimas decisões do Supremo Tribunal Federal e do juiz federal Sérgio Moro em relação ao ex-presidente Lula.

A opinião unânime entre os presentes foi de que a prisão do petista serve de alento à sociedade neste momento de descrédito das instituições no País.

Outra corrente que se manifestou nesse encontro defendeu, no entanto, que é preciso continuidade dessas iniciativas no sentido de se fazer uma faxina entre os políticos brasileiros envolvidos com corrupção, independente de partidos. Sob pena de a ação contra Lula vir a se tornar mote decisivo para aqueles que veem nas operações da PF contra atos de corrupção um caráter seletivo.

Pelo visto, o espírito da corporação começa a suplantar certo espírito corporativo.

Faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro, mostra CNI

Depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os Indicadores Industriais.

Conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. Na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%.

O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017.

Segundo a CNI, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. O indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. Em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. ”

A massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. Na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9%.

(Agência Brasil)

CNI divulgará Sondagem Indústria da Construção de fevereiro nesta segunda-feira

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta segunda-feira, 26, a partir das 14h30min, a Sondagem Indústria da Construção de fevereiro. A pesquisa será publicada no Portal da Indústria.

Feita entre 1º e 13 março, com 599 empresas do setor, o levantamento mostra a percepção dos empresários da construção sobre a utilização da capacidade de operação, o nível de atividade e o número de empregados de fevereiro deste ano. Revela as expectativas, em março, para os próximos seis meses sobre o nível de atividade, os novos empreendimentos e serviços, as compras de insumos e o número de empregados.

(CNI)

Indústria faz parte da solução do problema da água, diz CNI

Representantes do setor produtivo estão debatendo, durante todo o dia de hoje (18), propostas de melhor gestão e uso da água. O Water Business Day é um dos eventos que integram o 8º Fórum Mundial da Água, que será aberto oficialmente amanhã (19). Segundo a diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messemberg, a solução para o melhor uso da água passa pela indústria.

“Para a indústria, a água é um insumo estratégico. E a necessidade de participarmos da discussão da gestão desse recurso é fundamental. Ela contribui também quando investe em tecnologia e novas formas de consumo que permitem a racionalização do uso da água. A indústria faz parte da solução do problema da água, ela quer ser parte dessa solução.

A CNI é uma das organizadoras do Water Business Day. Durante a mesa de abertura do evento, o secretário de Articulação Institucional do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte, destacou a importância de combater o desperdício em todas as camadas da sociedade.

“Essa agenda é estratégica, não somente para buscar tecnologias, o combate ao desperdicio e uma gestão mais eficiente. Devemos nos preocupar com a gestão das águas como um todo. Esperamos muito desse evento, porque essa discussão é a incorporação da cultura das águas na sociedade”.

De acordo com a diretora da CNI, será apresentada no fórum, dia 22, uma proposta em conjunto do setor industrial. “[Será apresentada] a posição do setor produtivo no que se refere a políticas para utilização e gestão dos recursos hídricos. Será a consolidação desse trabalho. Uma das questões seria o financiamento da água e outra a utilização da água. E vamos ter o nosso posicionamento de uma forma consolidada. Setor produtivo, uma posição única”.

(Agência Brasil)

Comércio varejista cearense vem em crescente: As empresas estão preparadas?

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Em artigo sobre a retomada do comércio varejista no Ceará, o consultor em finanças Fabiano Mapurunga aponta que as empresas devem apostar em formação profissional e na melhora contínua do conhecimento, para resultados cada vez mais consistentes. Confira:

O comércio varejista cearense vem apresentando um relativo crescimento em seu volume de negócios como aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual indica que o volume de vendas deste setor cresceu 5,1% no comparativo entre janeiro deste ano e o mesmo período do ano passado. Embora esse indicador tenha suas concentrações em alguns subsegmentos como, no caso, os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que apontaram um aumento na ordem de 20,2%, no geral, ele demonstra que a atividade empresarial no comércio varejista cearense vem em uma crescente. Porém, a pergunta que se deve fazer é: Como as empresas estão administrando esse faturamento para que ele se transforme em um resultado (lucro) esperado para sustentar sua operação?

Muitos empresários ainda sentem dificuldades em conduzir os resultados dos seus negócios de forma coerente com as necessidades de sua estrutura operacional, por não se utilizarem de ferramentas e de indicadores que possam lhes dar uma melhor visão para sua gestão. Grande parte destas empresas apresentam dificuldades em ter um controle eficiente de fluxo de caixa, para que possam programar seus pagamentos e recebimentos sem cometer furos orçamentários. Outras mesmo, nem possuem um Planejamento Orçamentário que lhes ajude a conduzir suas ações. Não conhecem o seu ponto de equilíbrio financeiro, para, dentre outras situações, conseguirem dimensionar suas atividades dentro do esquadro mínimo para pagar sua operação e muitas vezes tomam decisões de captação de empréstimos que, em muitas ocasiões, podem prejudicar mais do que ajudar. Apresentam dificuldades em apurar seus custos, logo, não conseguem ter uma precisão na aferição do seu lucro, e assim se torna muito difícil medir o seu desempenho.

Entendo que há muito espaço para que estas empresas consigam melhorar mais ainda seus resultados. Ou seja, apenas se preocupar em aumentar o faturamento, não é o suficiente para manter a empresa em pleno funcionamento. É preciso que as empresas busquem sempre, mais formação profissional para que haja uma real consistência em seus resultados.

Segundo o Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), a representatividade da indústria de transformação e do comércio no PIB cearense são, respectivamente, 8,5% e 15%. Para o Instituto, estamos continuamente avançando para um aumento do PIB em 2018, impulsionados pelo consumo das famílias que movimenta as indústrias mais importantes do Estado, entre elas estão a confecção, a têxtil e de calçados.

Dentre tantos segmentos de grande representatividade para a economia cearense, e que apresentam carência nos pontos de gestão acima levantados, gostaria de citar a indústria de confecções, onde percebemos, assim como em todas as outras, um grande potencial de melhora em seus resultados, com o emprego contínuo destas ferramentas de gestão.

Acreditamos que as entidades de classe, como o Sindiconfecções e outros sindicatos, sejam peças fundamentais para apoiar os empresários na busca pelo conhecimento de técnicas de gestão que possam apoiar na melhora dos seus resultados financeiros.

Somos um Estado forte, com empresas comprometidas e ávidas em contribuir com o nosso crescimento econômico. E acredito mais ainda, que se estas empresas apostarem em formação profissional e na melhora contínua do conhecimento, conseguirão ter resultados cada vez mais consistentes.

Fabiano Mapurunga

*CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Contato:
fabianomapurunga@hotmail.com/ Whatsapp: (85) 99602 4558

Ideias em Debate traz nesta segunda-feira o jornalista Gerson Camarotti

O jornalista e escritor Gerson Camarotti, comentarista político da GloboNews, é a atração na manhã desta segunda-feira (5), a partir das 8 horas, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), na Aldeota, quando debaterá a conjuntura política e econômica do Brasil, dentro do projeto Ideais em Debate.

O Fórum Industrial Ideias em Debate convida personalidades de diversas áreas para apresentar informações atualizadas ao setor produtivo, visando seu fortalecimento.

Entre os nomes que já participaram das edições anteriores: Ciro Gomes, Leandro Karnal, Maílson da Nóbrega, Marco Antonio Villa, Augusto Cury, Miriam Leitão, Mário Sérgio Cortella, Mauro Benevides Filho, Clóvis de Barros Filho, Ricardo Boechat, Bráulio Bessa, Dráuzio Varela, Ricardo Amorim, Carlos Alberto Sardenberg, Deltan Dallagnol, Cristiana Lôbo, Eduardo Giannetti da Fonseca , Zeina Latif e Paulo Rabello de Castro.

Presidente do BNDES participa de fórum na Fiec

O economista Paulo Rabello de Castro, atual presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, é o convidado da próxima edição do Fórum Industrial Ideias em Debate, na quinta-feira (22), a partir das 18h30, no auditório Waldyr Diogo – térreo na Casa da Indústria da Fiec. O evento é gratuito e as inscrições devem ser feitas pelo site do Sistema Fiec.

O Fórum Ideias em Debate já promoveu uma série de palestras com personalidades de diversas áreas para trazer informações atualizadas visando o fortalecimento do setor produtivo.

Já participaram de edições anteriores do fórum, nomes como Ciro Gomes, Leandro Karnal, Maílson da Nóbrega, Marco Antonio Villa, Augusto Cury, Miriam Leitão, Mário Sérgio Cortella, Mauro Benevides Filho, Clóvis de Barros Filho, Ricardo Boechat, Bráulio Bessa, Dráuzio Varela, Ricardo Amorim, Carlos Alberto Sardenberg, Deltan Dallagnol, Cristiana Lôbo, Eduardo Giannetti da Fonseca, Zeina Latif, entre outros.

(Fiec / Foto: Arquivo)

Ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira pede demissão

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, entregou hoje (3) carta de demissão ao presidente Michel Temer, em reunião no Palácio do Planalto. Ele anunciou a decisão por meio das redes sociais. Na carta, Pereira explica que deixa a pasta para se dedicar a questões pessoais e partidárias. O Palácio do Planalto não comentou o pedido de demissão.

Marcos Pereira é presidente licenciado do PRB e pode disputar cargo eletivo na próxima eleição.

Essa é a segunda baixa no ministério do presidente Temer em menos de 10 dias. Na semana passada, Ronaldo Nogueira deixou o comando do Ministério do Trabalho também para se candidatar nas eleições. Nos últimos dias, o presidente Temer tem conversado com integrantes do PTB em busca de um nome para assumir o Ministério do Trabalho.

(Agência Brasil)

Expectativa do consumidor sobre a economia termina 2017 em baixa, diz CNI

A expectativa dos consumidores em relação à economia terminou o ano de 2017 em baixa e ficou praticamente no mesmo patamar registrado no fim de 2016. É o que mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltado a avaliar a percepção dos cidadãos sobre sua situação financeira e as expectativas sobre indicadores como desemprego, inflação e renda pessoal.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) ficou em 100,5 pontos em dezembro. O desempenho foi -0,5% menor do que o do mês anterior e 0,2% acima do aferido em dezembro de 2016. Quando comparado com o mesmo mês de 2015, o índice cresceu apenas cinco pontos. Durante todo esse período, a confiança dos consumidores ficou abaixo da média histórica, de 108,1 pontos.

O estudo revelou que a preocupação maior segue sendo o desemprego. A expectativa sobre o tema foi -5,6% menor do que a de novembro. No comparativo com 2016, ela aumentou 5,3%. Já no tocante à renda pessoal, as projeções foram negativas tanto em relação ao mês anterior (-1%) quanto ao ano passado (-2,9%).

A visão sobre a inflação também foi mais pessimista do que a registrada em outubro (-2,6%), mas oscilou em referência à de 2016 (1,9%). Quando questionados sobre a compra de bens de maior valor (como uma TV ou geladeira novas), os participantes do levantamento se mostraram menos otimistas do que no mês anterior (-1,3%) e mais confiantes do que em 2016 (1,3%).

A avaliação foi positiva em dois assuntos: endividamento e situação financeira. Sobre o primeiro, os consumidores ouvidos demonstraram maior confiança do que em outubro (3,7%) e menor do que em 2016 (-1,8%). Já quanto ao segundo, a percepção foi parecida, com expectativa maior sobre o mês passado (3,7%) e menor na comparação com 2016 (-2,2%).

(Agência Brasil)

Faturamento da indústria cresce, mas quadro ainda é de atividade fraca, diz CNI

Após amargar resultados negativos em praticamente todos os índices em setembro, o setor industrial registrou crescimento de 1,7% no faturamento real, em outubro. O faturamento de outubro é 11,9% maior que o registrado em outubro de 2016, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados nesta segunda-feira (4).

O mês também registrou ampliação de 0,2 ponto percentual na utilização da capacidade instalada. A utilização ficou em 77,7%. Nos últimos quatro meses, a variação está em torno de 77,5%.

Já o rendimento médio real aumentou 0,9%, acompanhado pelo aumento de 0,1% no emprego e 0,3% da massa salarial real, na comparação com setembro, quando todos os indicadores tiveram recuo. Queda foi registrada apenas no quesito horas trabalhadas, que recuou 0,7% em outubro, após o ajuste sazonal.

“A indústria permanece em trajetória de recuperação moderada. De um lado, as variáveis faturamento real, massa salarial real e rendimento real, beneficiadas pela inflação em queda, mostram evolução positiva mais clara. De outro, horas trabalhadas, emprego e utilização da capacidade instalada registram oscilações pequenas nos últimos meses, sem garantir tendência definida. O balanço desses resultados sugere manutenção do baixo patamar das variáveis pesquisadas e reforça o quadro de fraca atividade industrial”, diz o relatório da CNI.

(Agência Brasil)

Produção industrial cresce e emprego no setor fica estável, avalia CNI

O relatório Sondagem Industrial, divulgado nessa segunda-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), informa que a atividade industrial encontra-se em patamar mais elevado que há um ano e avalia que a recuperação da indústria brasileira segue em curso. O estudo também aponta que o número de trabalhadores no setor se manteve estável no mês de outubro, fato inédito desde 2013.

“O índice de evolução do número de empregados mostra interrupção do ciclo de demissões em outubro. O índice ficou praticamente sobre a linha divisória, em 49,7 pontos. É a primeira vez, desde novembro de 2013, que o índice mostra estabilidade do emprego”, informa o levantamento.

O relatório revela que a produção industrial aumentou em outubro, quando o índice de evolução da produção registrou 52,6 pontos. O índice de outubro de 2017 supera os registrados nos meses de outubro de 2015 e 2016, cujos valores ficaram abaixo de 50 pontos, demonstrando queda da produção.

O nível de estoque se ajustou e voltou ao patamar planejado pelos empresários, após um pequeno excesso indesejado no mês de setembro. O índice de evolução dos estoques ficou em 49,3 pontos, apontando pequeno recuo.

O índice de intenção de investimentos no setor teve aumento de 1 ponto entre os meses de outubro e novembro, chegando a 50,6 pontos. Este é o quinto mês consecutivo sem recuo do índice.

A sondagem indica que as expectativas para o setor são otimistas, apesar de uma leve redução em novembro. “Mesmo com as contrações neste mês, os índices de expectativa de demanda, compras de matérias primas e quantidade exportada seguem acima dos 50 pontos, ou seja, indicam otimismo”, informa.

(Agência Brasil)