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Eleições do Brasil – Imprensa internacional observa com críticas o pleito

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A seis dias do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, a imprensa internacional analisa o cenário político nacional a partir de uma possível vitória do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT). Os principais jornais dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Itália e da Argentina destacam de forma crítica a vitória de Bolsonaro.

Sob o título Triste escolha do Brasil, o The New York Times publicou editorial em que informa que Bolsonaro tem grandes chances de ser eleito no próximo domingo (28) e classificando o cenário como “uma perspectiva assustadora”.

O jornal norte-americano se refere ao candidato como alguém com “visões repulsivas” e cita episódios polêmicos, como a discussão com a deputado Maria do Rosário (PT-RS). Em 2003, os dois trocaram acusações no Salão Verde da Câmara dos Deputados quando a deputada chamou Bolsonaro de “estuprador” e ele respondeu dizendo que “ela não merecia ser estuprada.

Seguindo a mesma linha, o italiano Corriere della Sera cita Bolsonaro como “líder de extrema-direita” e “anti-ambientalista”, ao fazer referência a declarações do candidato envolvendo acordos internacionais sobre o clima e exploração da Amazônia. Com Bolsonaro eleito, o jornal é categórico sobre o futuro do Brasil. “O Brasil recuaria meio século, retornando aos anos ‘dourados’ da ditadura militar”.

O britânico Financial Times destaca a necessidade de mudanças políticas e econômicas no cenário brasileiro e traz Bolsonaro com grandes chances de ser eleito presidente “da oitava maior economia do mundo” no próximo domingo (28). O jornal se refere ao candidato do PSL como “Trump dos trópicos”, numa alusão ao presidente norte-americano Donald Trump, e cita Bolsonaro como “abertamente misógino, racista e autoritário”.

Em tom mais ameno, a edição de ontem (21) do jornal argentino Clarín estampa manifestações pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro e destaca o candidato como favorito no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras. O periódico traça uma rápida biografia de Bolsonaro, se referindo ao capitão da reserva como “nostálgico da ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985” e congressista de carreira.

(Agência Brasil)

Jornal The New York Times faz editorial com críticas a Bolsonaro

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O The New York Times, jornal americano e entre os principais veículos de comunicação do mundo, publicou editorial nesse
domingo (21) em que considera a possível eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente como uma “escolha triste do Brasil”. No texto, escrito pelo conselho editorial da publicação, o NYT afirma que “é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos”. A informação é do Portal Uol.

Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem “pontos de vista repulsivos”. O NYT lista declarações do candidato dizendo que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser
estuprada porque seria “muito feia”; que quilombolas pesavam “sete arrobas” e não faziam nada; e seus questionamentos sobre o aquecimento global. A publicação diz ainda que Bolsonaro tem nostalgia pelos “generais e torturadores” da ditadura militar brasileira (1964-1985), abertamente defendida pelo candidato.

O editorial também traça um panorama do atual momento político e social do Brasil, citando a recessão econômica, a Operação Lava Jato, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT), as denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB) e os altos índices de crimes violentos. “Os brasileiros estão desesperados por mudança”, diz o texto.

“Com este pano de fundo, os pontos de vista nojentos de Bolsonaro são interpretados como sinceridade, sua obscura carreira como parlamentar como a promessa de um forasteiro” que vai limpar a corrupção e “sua promessa de um punho de ferro como a esperança de um alívio” dos altos índices de homicídios, afirma o NYT.

O jornal menciona que Bolsonaro já foi chamado de “Donald Trump brasileiro” por surfar uma “onda de descontentamento, frustração e desespero” rumo ao cargo mais alto do país.

Para o NYT, se Bolsonaro for eleito, o meio ambiente sairá perdendo, pois o candidato já propôs flexibilizar regras para o desmatamento da Amazônia, sugeriu tirar o Brasil do Acordo de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e interromper a criação de terras indígenas. O editorial também aborda o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Lula inelegível e sua substituição por Fernando Haddad (PT).

Segundo o jornal, Haddad “falhou em superar a associação de seu partido com corrupção e má administração”, o que teria alimentado o antipetismo. Segundo o Datafolha da última quinta-feira (18), Bolsonaro teve 59% das intenções
de votos válidos, contra 41% para Haddad.

Missão de observação eleitoral da OEA já está no Brasil

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições gerais do Brasil retornou para o País para acompanhar o segundo turno presidencial, que ocorrerá no próximo domingo, 28.

De acordo com nota à imprensa divulgada neste domingo, a missão será encabeçada novamente pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e por 30 especialistas e observadores que serão distribuídos em 11 Estados do País e no Distrito Federal. Além disso, outras seis pessoas vão observar o processo de votação no exterior em Buenos Aires, Cidade do México, Montreal, Paris, Santiago do Chile e Washington.

Ainda segundo a nota, a missão retomará a análise dos principais aspectos do processo eleitoral. “Após a eleição, será apresentado um relatório consolidado que contém as conclusões e recomendações sobre a organização e tecnologia eleitoral, financiamento de campanhas, meios de comunicação e liberdade de expressão, a participação política das mulheres, a justiça eleitoral e participação dos povos indígenas e afrodescendentes”, diz a nota da missão.

(Agência Estado)

A Canonização de Dom Óscar Romero

Com o título “Canonização de Dom Óscar Romero”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

Repercute nos meios católicos e democráticos da América Latina a canonização, no último domingo, de dom Óscar Romero, arcebispo de San Salvador, assassinado, em 1980, quando celebrava uma missa, depois de ter feito, no dia anterior, fortes críticas ao regime repressivo então vigente no país. Mártir da democracia e da justiça social, vitimado pelo fascismo latino-americano, sua chegada aos altares é vista como um antídoto à intolerância política que se estende pelo continente.

Dom Óscar Romero é o exemplo marcante do quanto a radicalização política de um país pode descambar para uma irracionalidade sangrenta e cruel e provocar vítimas aos borbotões, inclusive inocentes, como ele. Nomeado arcebispo de San Salvador, em 1977, viu-se, de repente, no meio de um acirramento político incontornável.

A democracia àquela altura estava muito combalida e faltava diálogo completo entre as forças políticas e sociais com vistas a um programa capaz de unir o país. Houve um crescendo de denúncias de repressão do governo contra os movimentos que reivindicavam reformas sociais. A repressão passou a atingir movimentos ligados à Igreja e logo dom Romero se confrontou com assassinatos de leigos e sacerdotes que se postavam ao lado da democracia e da justiça social.

Diante desse quadro, o arcebispo, até então considerado conservador, viu que não podia se omitir, e passou a denunciar as injustiças e perseguições, ao mesmo tempo em que fazia apelos em favor de uma solução democrática, onde todos pudessem apresentar seus pontos de vista e construir uma saída pacífica, negociada.

Fizeram-se ouvidos surdos a todos seus apelos.

O ódio era tanto, que dom Romero foi assassinado enquanto celebrava a missa, em 24 de março 1980, na capela de um hospital.

Na hora da elevação do cálice, recebeu um tiro no peito, dado por um atirador de elite do exército salvadorenho, treinado na Escola das Américas, que se escondera no coro da capela. A gota d’água havia sido um apelo que o arcebispo fizera no dia anterior, diretamente aos soldados: “Frente à ordem de matar seus irmãos deve prevalecer a Lei de Deus, que afirma: ‘Não matarás!’ Ninguém deve obedecer a uma lei imoral () “. A partir daí, soltaram-se todas as bestas da guerra civil entre a extrema direita e a esquerda guerrilheira que duraria 12 anos e custaria 75 mil vidas.

As investigações levaram ao mandante do crime: o político de extrema direita e ex-oficial do exército Roberto D’Aubuisson. Contudo, nunca foi punido. Quando, finalmente, se conseguiu sua condenação – em 2017 – haviam transcorrido 34 anos. E o criminoso já tinha morrido. Óscar Romero, no entanto, tornou-se imortal, como todos heróis da paz, da justiça social e da democracia.

Príncipe Henry e Meghan Markle anunciam gravidez

O Palácio de Kensington anunciou hoje (15) que o príncipe Harry e Meghan Markle esperam um bebê, que deve nascer na primavera de 2019, no Reino Unido. A primavera no Reino Unido vai de março a junho.

A gravidez de Meghan Markle foi anunciada no Twitter oficial do palácio.

“Os herdeiros da realeza apreciaram todo o apoio que receberam de pessoas em todo o mundo, desde o seu casamento em maio, e estão felizes em poder compartilhar esta notícia com o público”, diz o texto.

O duque e a duquesa de Sussex iniciaram uma viagem à Oceania.

(Agência Brasil com foto da Reuters)

Hackers roubaram dados de 29 milhões de usuários do Facebook

O Facebook informou hoje (12) que 29 milhões de usuários da rede social foram afetados por uma invasão de hackers identificada no último dia 25 de setembro, que resultou no acesso a dados e informações desses perfis. A vulnerabilidade explorada pelos invasores já está corrigida. Não há informação sobre a nacionalidade das pessoas afetadas.

De acordo com a empresa, do total de pessoas atingidas pela invasão, 15 milhões tiveram nome e detalhes de contato revelados, incluindo número de telefone, e-mail ou ambos, dependendo das informações disponíveis em cada conta.

No caso de outras 14 milhões de pessoas, os invasores acessaram os mesmos dois conjuntos de dados de contato, bem como outros detalhes em seus perfis, nome de usuário, gênero, local/idioma, status de relacionamento, religião, cidade natal, cidade atual reportada, data de nascimento, tipos de aparelhos usados para acessar o Facebook, educação, trabalho, 10 últimos check-ins ou locais em que a pessoa foi marcada, website, pessoas ou páginas que a pessoa segue e as 15 pesquisas mais recentes.

Para acessar os dados, os hackers exploraram uma vulnerabilidade de código do Facebook que existiu entre julho de 2017 e setembro de 2018. A vulnerabilidade foi resultado de uma complexa interação de três diferentes falhas de software e impactou a funcionalidade “Ver Como“, que permite às pessoas verem como seus perfis aparecem para outras pessoas. Isso permitiu que os invasores roubassem tokens de acesso ao Facebook, que foram usados para que eles pudessem ter acesso às contas das pessoas. Tokens de acesso são como chaves digitais que mantêm as pessoas logadas no Facebook para que não precisem digitar novamente sua senha toda vez que acessam o aplicativo.

Ao todo, segundo a rede social, cerca de 30 milhões de pessoas tiveram os tokens roubados, mas um milhão delas não tiveram os dados roubados pelos hackers, por isso a invasão de dados propriamente atingiu 29 milhões de usuários.

“As pessoas podem checar se foram afetadas visitando nossa Central de Ajuda. Nos próximos dias, enviaremos mensagens customizadas a cada uma das 30 milhões de pessoas afetadas para explicar quais informações os invasores podem ter acessado, bem como medidas que elas podem tomar para ajudar a se proteger, incluindo de emails maliciosos, mensagens de texto ou chamadas telefônicas”, informou Guy Rosen, vice-presidente de Gerenciamento de Produto do Facebook, por meio de nota.

Ainda de acordo com a empresa, o ataque não atingiu outros produtos administrados pelo grupo, como Messenger, Messenger Kids, Instagram, Oculos, Workplace, Páginas, pagamentos, aplicativos de terceiros ou contas de desenvolvedores ou anunciantes. “Enquanto investigamos outras formas pelas quais as pessoas que estão por trás deste ataque usaram o Facebook, bem como a possibilidade de ataques em menor escala, continuaremos a cooperar com o FBI [a Polícia Federal dos EUA], a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda e outras autoridades”, acrescentou Rosen.

(Agência Brasil)

Eleições do Brasil são destaque na mídia internacional

As eleições presidenciais no Brasil ainda são destaque na imprensa internacional. Veículos dos Estados Unidos, de países europeus, da China e do Oriente Médio observam a campanha no segundo turno por ângulos diferentes. Há menções aos estilos distintos dos dois candidatos, denúncias de notícias falsas e aos impactos sobre o mercado financeiro.

A rede de televisão norte-americana Fox diz que a disputa pela Presidência do Brasil esquenta em meio a uma batalha de notícias falsas. A Fox mostra a troca de acusações entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Na agência pública de notícias da China, Xinhua, o destaque é para as negociações e apoios dos partidos políticos em torno das alianças para o segundo turno. A reportagem ressalta que Haddad precisará de uma ampla coalizão para derrotar Bolsonaro no segundo turno.

O jornal alemão Handelsblatt destaca que os mercados alcançaram as maiores altas dos últimos dias e que investidores esperam que, se eleito, Jair Bolsonaro, faça reformas.

No jornal francês Le Monde, Bolsonaro é comparado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por suas posições conservadoras. Também há críticas à forma como ele se refere às minorias.

A rede de televisão árabe Al Jazeera destaca que Bolsonaro indicou que pode romper com o Acordo de Paris, que estabelece metas e ações para reduzir o aquecimento global. O jornal Clarín, da Argentina, informa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Haddad que deixe de visitá-lo na prisão, em Curitiba, para se dedicar à campanha.

(Agência Brasil)

Arqueólogos acham pedra de 2 mil anos com inscrição Jerusalém

Especialistas da Autoridade de Arqueologia de Israel (AAI) encontraram uma pedra com uma inscrição de 2 mil anos de idade na qual se lê “Jerusalém” em hebraico.

Localizada em uma escavação sob o Centro de Convenções de Jerusalém (Binyanei Ha’Uma) durante a reforma de uma estrada, a pedra será exibida ao público no Museu de Israel, em Jerusalém.

*Agência Brasil com EFE confira aqui.

FMI estima crescimento global menor em 2018 e 2019

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje (9) que reduziu para 3,7% a previsão de crescimento da economia global para 2018 e 2019 – em dois décimos percentuais em relação às estimativas feitas em julho. O motivo da revisão dos números para baixo é a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, países que também tiveram suas perspectivas rebaixadas pelo FMI para o próximo ano.

“O impacto das políticas comerciais e as incertezas estão se tornando mais evidentes em nível macroeconômico, enquanto os dados que são acumulados parecem apontar para um prejuízo de empresas”, afirmou Maurice Obstfeld, economista-chefe do FMI, ao apresentar o relatório Perspectivas Econômicas Globais em Bali, na Indonésia, no evento anual da entidade.

Maior economia do mundo, os Estados Unidos crescerão em linha com o esperado em 2018 (2,9%), segundo os cálculos do Fundo, mas em 2019 sua expansão será menor, de 2,5%, dois décimos abaixo do anunciado em julho.

Obstfeld explicou que “a projeção de 2019 dos EUA foi rebaixada devido às sobretaxas aplicadas recentemente em uma ampla categoria de importações da China”, assim como às represálias adotadas pelo país asiático.

Para a China, o crescimento de 2018 foi mantido em 6,6% pelas previsões do FMI, mas no ano que vem cairá para 6,2%, também dois décimos a menos que o calculado há três meses. As revisões para baixo são generalizadas no mundo todo.

(Agência Brasil com EFE)

Eleições presidenciais – Imprensa internacional diz que Bolsonaro dividiu o Brasil

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil é destaque nos principais jornais do mundo hoje (8). Em manchetes que ocuparam espaços privilegiados nas primeiras páginas, a imprensa internacional ressaltou a surpresa com a conquista de Jair Bolsonaro (PSL), que obteve quase metade dos votos entre os eleitores.

O “choque” de grande parte dos brasileiros diante do número foi o tom da matéria do The Washington Post. A reportagem destaca que a campanha de Bolsonaro dividiu a maior nação da América Latina ao longo de linhas raciais e de gênero e lembrou que, muitas vezes, o candidato do PSL é comparado ao presidente norte-americano Donald Trump.

O The New York Times destacou que “o candidato de extrema direita que falou com carinho da antiga ditadura militar do Brasil e teceu comentários ofensivos sobre mulheres, negros e gays chegou perto de uma vitória na eleição presidencial de domingo.”

A matéria revela, ainda, o atual cenário brasileiro marcado pela repulsa da população à política e de defesa do combate à criminalidade e corrupção.

Em tom mais ameno, a emissora pública BBC, do Reino Unido, estampa em sua página na internet a disputa, em segundo turno, entre Bolsonaro e Fernando Haddad, marcada para 28 de outubro.

O mexicano La Jornada destaca a “distância confortável” que Bolsonaro teve em relação a Haddad. Segundo o jornal, “será difícil para a esquerda reverter o resultado na eleição presidencial.”

O jornal aponta as várias surpresas negativas para a esquerda durante o pleito, citando as derrotas para o Senado do veterano Eduardo Suplicy, por São Paulo e, em Minas Gerais, da ex-presidente Dilma Rousseff.

Vizinhos

Entre jornais sul-americanos, o argentino Clarín, de Buenos Aires, estampa a manchete “Jair Bolsonaro varre o Brasil e fica com ampla vantagem para a votação com Fernando Haddad”.

O jornal destaca que o ex-capitão do Exército fechou o score com uma diferença de quase 17 pontos, o que pode revelar uma tendência sobre o segundo turno.

O periódico também veiculou a mensagem transmitida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos seus seguidores, na qual afirma que o Brasil caminha para “o diálogo e respeito” e aposta que “a esperança superará o ódio”.

Europa

O jornal português Diário de Notícias mostra um “Brasil partido ao meio” e destaca que faltou pouco para o candidato Jair Bolsonaro vencer em primeiro turno. O jornal Público também estampou que o Brasil deixou Bolsonaro com um pé na presidência.

Mais crítico, o francês Le Monde descreve a conquista da maior parte dos votos pelo candidato “nostálgico da ditadura militar, às vezes rude, racista ou homofóbico”.

Lembra, ainda, o momento em que os holofotes da política se viraram para Bolsonaro, durante a sessão no Congresso, em abril de 2016, quando, ao votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) ,dedicou sua escolha “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, acusado de ser um dos torturadores da ditadura militar.

O El País, da Espanha, reservou o maior espaço ao assunto entre todas as publicações, classificando o resultado como uma “onda conservadora que tomou o país e garantiu ampla vantagem a Bolsonaro no segundo turno para se tornar o próximo presidente do Brasil.”

A publicação ressalta a polarização aguda entre os presidenciáveis, comparando com “água e óleo” e considera o pleito como uma das eleições mais emocionantes da história democrática.

Barricada

O jornal espanhol também traz manchetes com o posicionamento da região Nordeste, “a barricada do PT” e as perdas do partido de esquerda como a derrota de Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais. Os tucanos também aparecem nas matérias do El País, que destaca derrotas como no comando do estado de Mato Grosso e a luta por votos que o PSDB ainda espera conquistar em seis estados.

O inglês The Times mostrou que “o Brasil chegou perto de eleger um presidente de extrema direita” revelando uma onda de apoio ao populista, considerado a resposta da América Latina a Donald Trump”.

Também da Inglaterra, o The Guardian lembra que Bolsonaro venceu em número de votos, mas não teve ainda a vitória e comparou a campanha “improvável e eletrizante do candidato de extrema-direita a “qualquer telenovela brasileira”.

O italiano L`Opinione e, na Alemanha, a Deutsche Welle (DW), lembraram que o Brasil terá que definir o futuro presidente em um segundo turno e destacaram os percentuais de votos dos dois presidenciáveis. O mesmo destaque foi dado pelo China Daily, do outro lado do mundo.

(Agência Brasil)

 

Prêmio Nobel da Paz sai para um médico congolês e uma ativista yazidi

O Prêmio Nobel da Paz de 2018 foi concedido hoje (5) a uma dupla considerada exemplo de esforços para para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerras e conflitos armados. O congolês Denis Mukwege e a ativista do povo yazidi Nadia Murad são os agraciados este ano.

“Cada um deles à sua maneira ajudou a dar maior visibilidade à violência sexual em tempo de guerra, de modo que os perpetradores possam ser responsabilizados por suas ações”, diz o texto oficial da Academia do Prêmio Nobel, na Suécia. O prêmio reconhece a maior contribuição para a paz mundial.

Médico ginecologista, Denis Mukwege atua nos cuidados e na defesa das vítimas de violência e abuso sexual. Já Nadia Murad, da minoria yazidi perseguida em vários países, é considerada testemunha dos abusos. Ela foi escrava sexual no Iraque.

Indicados

A lista de indicados é mantida em sigilo, daí a dificuldade em saber exatamente quem são. Porém, foi informado que, neste ano, houve 311 concorrentes: 216 pessoas e 115 organizações.

Os nomes dos líderes coreanos Kim Jong-Um, da Coreia do Norte, e Moon Jaen-in, da Coreia do Sul, integraram a lista, assim como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Outra organização cotada foi a União Americana pelas Liberdades Civis (em inglês ACLU) pela defesa das liberdades individuais e, principalmente, dos imigrantes e refugiados nos Estados Unidos.

Histórico

O primeiro Nobel da Paz foi entregue em 1901. Já receberam a premiação líderes internacionais envolvidos na resolução de conflitos internacionais, como Shimon Peres, Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, em 1994.

Temas ambientais, de direitos humanos e combate à pobreza também estiveram entre os assuntos de destaque do Nobel da Paz. No ano passado, a Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares recebeu o prêmio.

(Agência Brasil)

Prêmio Nobel de Química vai para estudos sobre evolução e proteínas

Os americanos Frances H. Arnold e George P. Smith e o britânico Gregory P. Winter foram anunciados nesta quarta-feira (3) como os vencedores do prêmio Nobel de Química. Os cientistas estudaram a evolução genética e utilizaram seus princípios para desenvolver proteínas que ajudam a solucionar alguns dos problemas químicos do ser humano.

O comitê do Nobel destacou a capacidade dos pesquisadores em levar as descobertas de Charles Darwin sobre a evoluçãOo “para um tubo de ensaio”.

Arnold, apenas a quinta mulher a receber a honraria, é professora do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ela levará metade do prêmio de 4 milhões de reais por conduzir a primeira evolução dirigida de enzimas, proteínas que catalisam reações químicas.

Suas descobertas possibilitam a produção de substâncias químicas mais sustentáveis, além de combustíveis renováveis.

(Agência Brasil)

Centro Cultural do BNB será palco do Festival internacional de Teatro Infantil do Ceará

O VIII Festival Internacional de Teatro Infantil do Ceará (TIC) vai ocupar o palco do Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza nos dois primeiros sábados deste mês de outubro, dias 6 e 13. A programação especial voltada para o público infantil tem como tema “Arte que ocupa” e inclui sessões de cinema, com a mostra ComKids, oficinas e espetáculos, informa a assessoria de imprensa do BNB.

No dia 6, a programação começa às 15 horas com a exibição de filmes e às 16 horas começa o espetáculo “Ester”, a boneca manipulada pela mão da atriz pernambucana Odília Nunes. Em uma caixa-teatro-realejo, ela planta flores. Mas Ester não se contém à caixinha, ela deseja trocar afagos e olhares. Sem precisar das palavras, ela emociona as pessoas com seus pequenos gestos, seu olhar e seu carinho.

Na semana seguinte, a mostra de filmes tem início às 15 horas e às 16 horas é a vez do espetáculo “O Farol”, com a companhia Studio Sereia, de Brasília. O enredo trata das aventuras de uma menina que brinca com a música e inventa sua própria história. A peça é recomendada para bebês a partir de seis meses a crianças até quatro anos. Às 17 horas, o espetáculo Inka Clown, com o também brasiliense Circo Rebote, narra a trama de um palhaço, direto das mais altas terras da América, que guarda em sua maleta uma porção de surpresas acompanhadas de acrobacia, equilibrismo e truques.

SERVIÇO

*A programação completa do evento está no site www.festivaltic.com.br.

(Foto – Arquivo CCBNB)

Prêmio Nobel de Física sai para um americano, um frances e um canadense

Um trio venceu o Prêmio Nobel de Física, anunciado hoje (2), pela Academia Real das Ciências da Suécia. Os vencedores são o americano Arthur Ashkin, o francês Gérard Mourou e a canadense Donna Strickland por suas “invenções no campo da física a laser”.

Arthur Ashkin pesquisa “a pinça óptica e sua aplicação a sistemas biológicos”, enquanto Gérard Mourou e Donna Strickland desenvolvem estudos sobre “o método de gerar pulsos ópticos ultracurtos de alta intensidade ”.

EPA6874. ESTOCOLMO (SUECIA), 02/10/2018.- Los retratos de los tres ganadores del Nobel de Física, el estadounidense Arthur Ashkin (izq), el francés Gérard Mourou (c) y la canadiense Donna Strickland, son expuestos en la Real Academia de las
Arthur Ashkin,Gérard Mourou e Donna Strickland venceram Nobel de Física (EFE/ Hanna Franzen/ direitos reservados)
O Prêmio Novel de Medicina abriu ontem a rodada de pesquisas vitoriosas nas ciência.

O americano James P. Allison e japonês Tasuku Honjo foram os vencedores. Trabalhando em pesquisas separadas, os dois cientistas descobriram um tipo de terapia contra o câncer que faz com que as células de defesa do organismo ataquem os tumores.

Amanhã (3) será a vez do anúncio do Prêmio Nobel de Química, depois da Paz e, por último, de Economia, na próxima semana.

(Agência Brasil)

Tragédia na Indonésia – Sobe para 1.234 número de mortos em consequência de terremoto e tsunami

Onda Gigantesca atinge a zona costeira da IndonésiaAs autoridades da Indonésia confirmaram hoje (2) que aumentou para 1.234 o número de mortos em conseqüência do terremoto de magnitude 7,5 e o posterior tsunami que atingiram a ilha de Celebes há três dias. Até ontem (1º) a Organização das Nações Unidas (ONU) havia estimado que 191 mil pessoas na região afetada precisam de ajuda urgente, incluindo 46 mil crianças e 14 mil idosos.

Para o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, o número de mortos pode aumentar porque há “centenas de vítimas” soterradas em Petobo, uma área de Palu.

As mortes foram registradas, em sua maioria, em Palu, Parigi Moutong e no distrito de Danggala, segundo os dados oficiais. Até ontem a lista contava com 90 desaparecidos, 632 feridos internados em diversos hospitais e 48.025 pessoas atendidas em 103 centros de amparo.

Equipes de resgate reclamam da escassez de medicamentos e da falta do equipamento necessário para alcançar os sobreviventes presos em prédios desmoronados.

As autoridades temem os surtos de doenças causadas pela decomposição de corpos, o que é uma grande preocupação. O alerta se estende para a região de Donggala, ao norte de Palu, onde vivem 300 mil pessoas, e mais dois distritos nos quais a comunicação foi interrompida. Segundo as autoridades, não é possível estimar o número de vítimas na área.

Os trabalhos de buscas e resgates de sobreviventes e vítimas são mantidos, enquanto técnicos trabalham para restabelecer os serviços básicos e o fornecimento de energia.

O Ministério da Saúde se encarrega de fornecer profissionais e material médico a essa região, onde fazem falta especialistas em ortopedia, cirurgiões gerais, neurocirurgiões, anestesistas e enfermeiros.

(Com informações da EFE)

Um americano e um japonês ganham o Nobel de Medicina

O americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo ganharam este ano o Nobel de Medicina por seus estudos de tratamentos contra o câncer. A informação foi confirmada hoje (1º) pelo Instituto Karolinska de Estocolmo. Os cientistas receberão o prêmio por tratamentos desenvolvidos contra o câncer, caraterizados pela inibição da regulação negativa do sistema imunológico.

Allison, nascido no Texas em 1948, estudou uma proteína que funciona como um freio no sistema imunológico e se deu conta do potencial de liberar células que atacam tumores, após o que desenvolveu um novo enfoque para tratar os pacientes. Honjo, nascido em Kioto em 1942, descobriu uma proteína nas células imunológicas e revelou que também funciona como um freio, mas com um mecanismo de ação diferente, o que possibilitou o desenvolvimento de tratamentos de grande efetividade contra o câncer.

O Nobel de Medicina abre a rodada de anúncios desses famosos prêmios e será seguido, nos próximos dias, pelos de Física, Química, da Paz e Economia, que será divulgado na segunda-feira da semana que vem (8).

(Agência Brasil com EFE)

Morre Charles Aznavour, um dos ícones da música francesa

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Charles Aznavour, o último dos grandes nomes da canção francesa, morreu na madrugada desta segunda-feira, aos 94 anos de idade, em sua casa no Alpilles (sul da França), anunciou à AFP seu porta-voz.

O cantor francês mais conhecido do exterior estava voltando de uma turnê no Japão, e foi forçado a cancelar shows devido ao fato de ter quebrado um braço após uma queda.

94% das mulheres afirmam não se sentir representadas pelos políticos

Uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva com o jornal El País revela: 94% das mulheres não se sentem representadas pelos políticos em exercício. É o que informa a Veja Online nesta sexta-feira.

Ao mesmo tempo, 76% das mulheres concordam que seu voto pode fazer a diferença no país. Já 95% das mulheres acreditam que deveria haver mais mulheres na política.

Além disso, 55% delas concordam que “a política é o melhor caminho para as mulheres sofrerem menos preconceito”.

(Foto – Ilustrativa)