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Terremoto de 6,3 graus atinge o Norte do Chile

Um terremoto de 6,3 graus de magnitude na escala Richter atingiu, nesta terça-feira (10), o Norte do Chile, de acordo com informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, a sigla em inglês), sem que as autoridades chilenas tenham informado, por enquanto, sobre vítimas ou danos.

Segundo a Agência EFE, o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha do Chile descartou um alerta de tsunami.

O movimento, que afetou uma área perto da fronteira com a Bolívia e o Peru, ocorreu a cerca de 70 quilômetros da vila costeira de Arica e a sudoeste da cidade de Putre. Além disso, foi percebido nas regiões de Tarapacá e Antofagasta e em algumas partes do Sul do país.

O epicentro foi registrou a 82,4 quilômetros de profundidade e aconteceu às 2h32 (horário local, 3h32 de Brasília). “Não parava, foi muito forte”, declarou ao jornal La Tercera uma moradora de Arica, acrescentando que não houve cortes na energia elétrica. Até o momento, foram registradas várias réplicas, a mais forte de 4,6 graus, segundo a imprensa local.

(Agência Brasil)

Entrada de dólares no País em setembro supera a saída em US$ 2,5 bilhões

Mais dólares entraram do que saíram no país em setembro. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (4), o fluxo cambial ficou positivo em US$ 2,545 bilhões no mês passado. De janeiro a setembro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 6,679 bilhões.

Em setembro, a conta financeira (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou déficit de US$ 64 milhões. Já o segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) apresentou resultado positivo de US$ 2,609 bilhões.

Commodities

O BC também divulgou hoje o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), que mostra a variação de preços de produtos primários com cotação internacional. Em setembro, o índice apresentou alta de 1,11%. Em 12 meses, encerrados em setembro, o índice subiu 0,09%, e no acumulado do ano, houve retração de 5,7%.

O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários (commodities) brasileiros negociados no exterior. O BC observa os produtos que são relevantes para a dinâmica dos preços ao consumidor no Brasil.

No mês passado, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) registrou aumento de 6,19%, enquanto o de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) subiu 1,74%.

O segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco) registrou alta de 0,21%. O índice internacional de preços de commodities CRB, calculado pelo Commodity Research Bureau, registrou queda de 2,36% em setembro e alta de 2,94%, em 12 meses.

(Agência Brasil)

Três cientistas levam o Prêmio Nobel de Química

Os cientistas Jacques Dubochet, Joachim Frank e Richard Henderson conquistaram o Prêmio Nobel de Química 2017, por desenvolver a “criomicroscopia eletrônica para a determinação estrutural de alta resolução de biomoléculas em soluções”. O anúncio foi feito hoje (4) pela Academia Real das Ciências da Suécia. As informações são da EFE.

Jacques Dubochet é suíço, Joachim Frank, alemão, e Richard Henderson, escocês. Os premiados, explicou o júri, desenvolveram a “criomicroscopia eletrônica”, uma técnica que permite observar em alta resolução biomoléculas, “método que levou a bioquímica a uma nova era”.

“Os pesquisadores podem agora congelar biomoléculas” e “visualizar processos que nunca tinham visto antes, fato decisivo para o entendimento básico da química da vida e do desenvolvimento de medicamentos”, argumenta a decisão.

Durante muito tempo acreditou-se que os microscópios eletrônicos só eram adequados para analisar matéria morta, porque seu potente feixe de elétrons destrói o material biológico.

No entanto, em 1990 Henderson conseguiu gerar uma imagem tridimensional de uma proteína com resolução atômica graças a um microscópio eletrônico, evidenciando o potencial desta nova tecnologia.

Frank, por sua vez, conseguiu generalizar as aplicações desta nova tecnologia e desenvolveu um método para processar as imagens em duas dimensões e transformá-las em 3D.

Dubochet acrescentou água ao microscópio eletrônico – fato que não era possível porque operava no vácuo. Para isso, vitrificou e esfriou a água tão rapidamente que ela se solidificou na sua forma líquida ao redor de uma amostra biológica, permitindo às biomoléculas conservar sua forma natural inclusive no vácuo.

Os cientistas

Nascido em 1942 na Suíça, Dubochet é professor honorário de Biofísica na Universidade de Lausanne; seu colega Frank nasceu em 1940 em Siegen (Alemanha) e trabalha na Universidade de Columbia de Nova York, e Henderson, nascido na Escócia em 1945, é professor de Biologia Molecular na Universidade britânica de Cambridge.

O prêmio é de 9 milhões de coroas suecas (equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões), a ser dividido entre os premiados, depois que este ano a Fundação Nobel aumentou esse valor pela primeira vez em cinco anos.

Ao longo desta semana, a Academia Sueca anunciou os vencedores do Nobel de Medicina e também de Física. Amanhã será divulgado o nome do vencedor do Nobel de Literatura, e na sexta-feira o Nobel da Paz; o ganhador do Nobel de Economia será conhecido na próxima segunda-feira.

(Agência Brasil)

Cientistas ganham Nobel de Física por estudos sobre ondas gravitacionais

Os cientistas Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne foram agraciados, nesta terça-feira (3), com o Prêmio Nobel de Física 2017 pela “contribuição decisiva para o detector Ligo e a observação de ondas gravitacionais”, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia. As informações são da EFE. Os três premiados contribuíram “com entusiasmo e determinação” de forma “inestimável” para colocar em funcionamento o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (Ligo), iniciativa que detectou essas ondas pela primeira vez.

Após “quatro décadas de esforços”, este projeto, para o qual colaboram cerca de mil cientistas de 20 países, foi o que detectou pela primeira vez, em 14 de setembro de 2015, este fenômeno cósmico que Albert Einstein tinha predito um século antes na Teoria Geral da Relatividade. Essa vibração, que chegou à Terra de forma “extremadamente débil”, provinha da colisão de dois buracos negros, ocorrida há 1,3 bilhão de anos, explica o júri. A medição “já é uma promissora revolução na astrofísica”, argumenta o comunicado de imprensa da Academia.

Os três físicos foram reconhecidos neste ano, junto ao projeto Ligo, com o Prêmio Princesa das Astúrias de Investigação Científica e Técnica. Weiss, Thorne e Barsih trabalham na Colaboração Científica Ligo e Virgo, que une os detectores do Ligo, localizados em Livingston (Louisiana) e Hanford (Washington) e o detector franco-italiano Virgo, localizado perto de Pisa (Itália)

Rainer Weiss, que nasceu em Berlim em 1932, trabalha no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT); enquanto Barry Barish, nascido em Omaha (Estados Unidos) em 1936, trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) junto ao seu colega Kip S. Thorpe, nascido em Logan (Estados Unidos) em 1949.

No ano passado, a Real Academia Sueca de Ciências reconheceu com o Nobel de Física os britânicos David Thouless, Duncan Haldane e Michael Kosterlitz, por descobrir estados pouco usual da matéria que abriram a via ao desenvolvimento de materiais inovadores. O valor em dinheiro do prêmio é de 9 milhões de coroas suecas (equivacente a cerca de R$ 3,4 milhões), depois que a Fundação aumentou, em 2017, o montante dos prêmios Nobel pela primeira vez em cinco anos.

(Agência Brasil)

Governador costura sociedade entre Porto do Pecém e Porto de Roterdã

Depois da conquista do hub da Air France-KLM-Gol para o aeroporto de Fortaleza, o governador Camilo Santana (PT) envolve-se em outras negociações internacionais em busca de investidores para o Ceará.

A próxima conquista deverá ser a sociedade com o Porto de Roterdã, um dos maiores do mundo. Inicialmente, a negociação era para uma simples parceria, mas o avanço das conversas abriu a possibilidade real da empresa holandesa passar a ser sócia do Porto do Pecém, o que atrairia muitos investidores e, consequentemente, milhares de empregos para os cearenses.

As reuniões entre Ceará e Roterdã continuam a todo vapor, bem como visitas técnicas de ambas as partes. Camilo segue, portanto, trabalhando no plano internacional com parcerias diretas com a Holanda no porto, Alemanha no aeroporto, China na futura refinaria e França no hub aéreo.

Em todas essas articulações, Camilo foi negociar pessoalmente, seguindo a máxima: quem quer vai, quem não quer, manda. Que tudo saia do papel, torcemos.

Ataque em Las Vegas – Sobe para 50 número de mortos

O número de mortos pelo ataque indiscriminado contra os participantes de um show de música country em Las Vegas já chega a pelo menos 50, enquanto são mais de 100 os feridos, informaram as autoridades americanas.

O chefe da Polícia Metropolitana de Las Vegas, Joe Lombardo, atualizou os números em uma entrevista coletiva. Ele disse que o suposto autor, que fez o ataque do 32° andar de um hotel próximo ao local do show, já foi identificado.

(Agência Brasil)

Tiroteio deixa 20 mortos e 100 feridos durante show country em Las Vegas

Um tiroteio deixou 20 mortos e 100 feridos durante show de música country em Las Vegas, nos Estados Unidos. Um atirador disparou do 32º andar do Mandalay Bay, próximo ao local do show. Ele foi morto pela polícia, que não divulgou ainda sua identidade.

Há buscas na área por uma mulher que acompanhava o atirador.

A Polícia também não informou as causas do atentado.

Governo catalão diz que 90% dos votos foram pró-independência no plebiscito

O porta-voz do governo regional da Catalunha, Jordi Turull, afirmou nesta noite que os resultados preliminares do plebiscito sobre a independência da região mostram 90% dos eleitores a favor da separação da Espanha.Em entrevista a repórteres, Turull comentou que 90% dos 2,26 milhões de catalães que votaram neste domingo escolheram o “sim” a favor da independência. De acordo com ele, 8% dos eleitores rejeitaram uma separação da Espanha, enquanto os outros 2% votaram em branco ou nulo. Turull disse, ainda, que 15 mil votos ainda estavam sendo contados.

Segundo o porta-voz, o número de cédulas não incluiu as confiscadas pela polícia espanhola durante atos de violência neste domingo enquanto as forças de segurança do governo central de Madri tentava interromper a votação. Ao menos 844 pessoas e 33 policiais ficaram feridos nas incursões da polícia. O plebiscito foi considerado ilegal pelo governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy. A região, como um todo, tem 5,3 milhões de eleitores. Fonte: Associated Press.

(Com Agência Estado)

EUA retirarão pessoal não-essencial da Embaixada de Cuba

O governo dos Estados Unidos ordenou a retirada de todo pessoal não-essencial da sua embaixada em Cuba, após o “ataque acústico” sofrido por pelo menos 21 americanos lotados na ilha e cujo responsável se desconhece, segundo anteciparam nesta sexta-feira as emissoras de TV americanas CNN e CBS. A informação é da EFE.

A ordem, que será anunciada hoje (29) pelo Departamento de Estado, contempla também a suspensão da emissão de vistos na embaixada dos EUA em Cuba de maneira indefinida, de acordo com funcionários americanos citados sob anonimato pelas emissoras. Além disso, o governo americano pretende alertar seus cidadãos do perigo de serem vítimas de “ataques” se viajarem a Cuba.

Ontem (28), o governo americano já tinha confirmado que o secretário de Estado, Rex Tillerson, estava “revisando todas as suas opções”, inclusive a retirada de parte do pessoal diplomático em Cuba, após o “ataque acústico”. Dois dias antes, na terça-feira, Tillerson havia se reunido na capital americana com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, para tratar deste misterioso assunto.

Após o encontro, o Departamento de Estado disse em um comunicado que a conversa entre ambos foi “firme e franca”, e que “refletiu a profunda preocupação dos Estados Unidos com a segurança de seu pessoal diplomático”. Na nota, Tillerson “expressou a gravidade da situação e insistiu com as autoridades cubanas sobre sua obrigação de proteger o pessoal da embaixada e suas famílias”.

Rodríguez, por sua parte, indicou que “seria lamentável que se politizasse um assunto desta natureza e que se tomassem decisões apressadas e sem sustento em evidências e resultados investigativos conclusivos”.

Sem respostas

Os EUA asseguram que pelo menos 21 americanos lotados em Havana sofreram “incidentes de saúde”, ainda que também tenham ressaltado que não têm “respostas definitivas sobre a fonte ou causa” dos mesmos.

Segundo meios de comunicação americanos, que citam relatórios médicos dos afetados, alguns destes diplomatas sofreram lesões cerebrais traumáticas leves e perda de audição por causa dos ataques acústicos.

As novas tensões EUA-Cuba tem lugar em um período de esfriamento das relações bilaterais, por conta da nova política fixada pelo presidente Donald Trump. Ele impôs certas restrições à abertura para a ilha promovida por seu antecessor, Barack Obama, respaldou o embargo contra a Ilha e se negou a negociar com o governo de Raúl Castro se não houver avanços democráticos em Cuba.

(Agência Brasil)

Geografo Demétrio Magnoli dará palestra no Master Bezerra sobre Crise Democrática

Nesta quinta-feira, às 19 horas, no Colégio Master (Avenida Bezerra de Menezes), o geógrafo Demétrio Magnoli dará palestra. Atendendo a uma convite da Rede Master de Ensino, ele conversará com os alunos da escola sobre o tema “Crise democrática e transição na América Latina”.

Doutor em Geografia Humana pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), Demétrio, também jornalista e sociólogo, é articulista, inclusive, nos jornais  O Estado de S. Paulo e O Globo e comentarista de política internacional da GloboNews.

Também integra o Grupo de Análises de Conjuntura Internacional do Instituto de Relações Internacionais da USP.

(Foto – Revista Veja)

Eleições na Alemanha – Ângela Merkel deve emplacar quarto mandato

A campanha eleitoral alemã está na reta final, e a atual chanceler Angela Merkel, segue como favorita nas pesquisas e pode assumir seu quarto mandato. Sondagem mostra que 34% dos eleitores não pretende votar ou ainda está indeciso. As eleições serão no próximo domingo (24).

No último dia 3, Merkel e seu principal adversário, Martin Schulz, participaram do único debate televisivo da campanha, visto como a grande oportunidade para os candidatos convencerem os eleitores indecisos. Apesar de Schulz ter atacado duramente Merkel com questões sobre imigração e relações com a Turquia, a atual chanceler se saiu melhor no debate.

Para muitos alemães a reeleição de Merkel já é certa. Segundo os especialistas,  o número de pessoas que pode se abster de votar é considerado muito alto.  De acordo com a pesquisa divulgada ontem (21) pela empresa GSM, o índice de abstenção (34%) é 5% maior do que nas últimas eleições.

Com medo de que uma alta taxa de abstenção venha a favorecer o partido de extrema-direita AfD, Angela Merkel e Schulz, apelaram para que a população vá em peso às urnas. O partido de Merkel (CDU) registrou 37% das intenções de voto, enquanto o SPD de Schulz registrou 22%.

O partido de extrema-direita, AfD, que tem cerca de 10% de intenções de voto, vem recebendo inúmeras críticas por seus militantes se mostrarem simpáticos ao nazismo e ao uso da violência. Alexander Gauland, um dos fundadores do AfD, é uma figura polêmica e já declarou, por exemplo, que os alemães deviam “ ter orgulho” do que o seu exército fez nas duas grandes guerras.

Como o posicionamento dos dois principais candidatos, Merkel e Schulz, é muito semelhante em relação a diversos assuntos, acredita-se que após as eleições de domingo conservadores e sociais democratas podem voltar a governar na chamada “grande coligação”. Os partidos já estiveram coligados duas vezes sob a administração de Merkel, entre 2005 e 2009, e entre 2013 e 2017.

Estima-se que nestas eleições, 61,5 milhões de pessoas devem votar, 3 milhões primeira vez. Mas mais de um terço dos eleitores, 22 milhões, têm mais de 60 anos.

(Agência Brasil/Foto – Time Magazine)

Dia Mundial sem Carro terá ações da Prefeitura de Fortaleza

A Prefeitura de Fortaleza vai realizar uma série de ações durante o Dia Mundial sem Carro – nesta sexta-feira. Bem cedo, um trecho da rua Barbosa de Freitas, entre a Avenida Santos Dumont e a rua Maria Tomásia, será interrompido para o trânsito de carros por algumas horas para demostrar quanto espaço público é necessário para transportar cinquenta pessoas, utilizando diferentes modais, como carros, ônibus e bicicletas.

Também na sexta-feira, será implantada uma ciclofaixa temporária, conectando os bairros Barra do Ceará e Pirambu à rede cicloviária estabelecida, passando pelo Centro da cidade e interligando as ciclofaixas existentes nas avenidas Leste-Oeste e Beira Mar. A estrutura vai estar disponível para ciclistas das 6 às 11 horas.

Outra ação: a rua General Sampaio, no Centro, receberá faixa exclusiva de ônibus no trecho entre a Rua Meton de Alencar e a Rua Castro e Silva, chegando a 1,2 quilômetro de faixa. Com a implantação, Fortaleza passa a contar com 100,10 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus.

Ainda aproveitando o marco global, a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) promoverá uma oficina para dar início a construção do Plano Municipal de Caminhabilidade durante o Fórum de Mudanças Climáticas, às 14 horas, no auditório do órgão.

Já a AMC realizará ação educativa em bares e restaurantes da cidade para conscientizar condutores sobre os riscos de misturar álcool e direção. A mobilização ocorrerá nesta sexta-feira, a partir das 19h30min, no Mercado dos Pinhões.

As atividades também integram a programação da Semana da Mobilidade, apresentada pelo prefeito Roberto Cláudio na última segunda-feira (18).

Donald Trump, o destruidor

Com o título “Trump, o destruidor”, eis artigo do advogado e professor Marcelo Uchôa. Uma crítica ao “arrogante Trump, que, com sua brutalidade de estilo, acabou desacreditando, ou melhor, desmoralizando, a capacidade de resolutividade do próprio sistema universal das Nações Unidas”, diz o articulista. Confira:

Em 1945, no preâmbulo da histórica Carta que instituiu a ONU, as nações
signatárias reunidas em São Francisco zelosamente salientaram que a organização
internacional que então gestavam almejava, dentre outros fins, preservar as gerações
vindouras do flagelo da guerra, a partir de um esforço multilateral de convívio, com
base em tolerância, vida pacífica e união para manutenção da paz e da segurança
coletiva. Reafirmaram a fé nos direitos fundamentais, na dignidade e valor do ser
humano, na igualdade entre sexos e gêneros, e na justiça em tratamento entre nações
grandes e pequenas, com respeito ao direito internacional. Consentiram que, a partir
dali, o uso da força armada seria entendido como recurso excepcional, a ser acionado
apenas em casos de interesse comum. As ideias anunciadas preambularmente
fundamentaram a Carta das Nações Unidas e, doravante, imprimiram caráter a outras
dezenas e dezenas de convenções nos sistemas global e regionais atualmente em
vigência.

Não obstante, no último dia 19 de setembro, transpirando uma soberba capaz de
indignar o mais apaziguador dos pacifistas, um arrogante presidente dos EUA, Donald
Trump, proferiu, em plena tribuna da Assembleia Geral da ONU, durante a abertura da
72ª sessão anual em Nova York, um ultimato à Coreia do Norte anunciando que não
hesitará em destruí-la completamente, caso não suspenda de imediato seus projetos
nucleares. Será o destino do país “se o governo depravado do homem-foguete” (Kim
Jong-un) continuar com “esta missão suicida, para si e seu regime”, palavras do
encolerizado presidente estadunidense. No decorrer do discurso, não faltaram
alfinetadas em Rússia e China, e fortíssimas doses de destempero contra Irã, Cuba e
Venezuela. Os presentes passaram pelo embaraço de ter que escutar desvarios do tipo “a minha política é a dos Estados Unidos em primeiro lugar” e “há muitos lugares no
mundo em conflito, alguns deles, de fato, vão para o inferno”.

Em resumo, Donald Trump constrangeu as Nações Unidas. Antes desconhecesse
o papel da ONU, mas tanto conhecia que a criticou por não endurecer o suficiente com
países desalinhados ao seu modo de operar politicamente. Longe de se fazer de rogado,
aproveitou a ocasião para reiterar sua promessa de descumprir, não subscrever, e, em
alguns casos, até rever tratados multilaterais capitaneados pela organização, porém,
segundo sua análise, em desagrado dos EUA. Não se desconfortou sequer quando se
lamuriou de supostas vultosas somas que seu país tem que arcar por responder pela
maior quota-parte de manutenção orçamentária da ONU, o que para um bom
entendedor, já é prenúncio do eventual tratamento financeiro que poderá vir a dispensar
à organização. Evidentemente que não comentou sobre as “compensações” recebidas
por força desse maior desembolso: a vaga de membro permanente no Conselho de Segurança, o controle de fato do FMI, Banco Mundial, etc.

Prepotência à parte, por mais que possa parecer inacreditável, o que mais chocou
na postura do presidente dos Estados Unidos na Assembleia Geral não foram as ríspidas
palavras desferidas contra este ou aquele país, nem as tradicionais provocações
direcionadas a mandatário A ou B. Nada foi tão impactante quanto a propositada
ausência de lhaneza demonstrada com a própria organização internacional, por outro
ângulo, a humilhação, o desprezo que o conjunto de nações recebeu justamente da
potência que deveria dar o exemplo. Donald Trump não negou a ninguém que descrê na
capacidade da ONU de encontrar saídas mediadas para conflitos entre Estados, mesmo
que, de sua parte, ele tampouco tenha demonstrado, em algum momento de sua
participação na Assembleia Geral, interesse de dialogar mais ou menos, tanto que não
deixou à Coreia do Norte ou aos demais implicados nos temas que abordou alternativas
além das que unilateralmente já havia decidido.

Lamentável, pois o fim do diálogo e o uso sucessivo da força na resolução de
conflitos internacionais significa a falência das Nações Unidas. Sintetizando, é optar por
desfazer-se de tudo o que a sociedade internacional conseguiu construir de avanço
civilizatório, ao longo de décadas, em termos de direito internacional e diplomacia. Bem
ou mal, após séculos de acumulação de dor e sofrimento vividos ainda neste instante
pela humanidade em decorrência de guerras, opressões sociais, intolerâncias das mais
diferentes espécies, catástrofes sociais, etc., as Nações Unidas são uma esperança de
resolutividade. Não por acaso, ali estão quase duas centenas de membros plenos, fora
observadores. Jamais uma nação membro se retirou da ONU, o que, por si, demonstra a
expectativa que gira em torno de sua existência. Com efeito, já teria sido um abuso se o
candidato a dono do mundo houvesse utilizado o Salão Oval da Casa Branca para
proferir seus impropérios. Não poupar, porém, as demais nações soberanas de seu
espetáculo grotesco protagonizado em plena tribuna da ONU, com o gravame de
tripudiar do sistema universal, isso, sim, foi um acinte inaceitável, uma ofensa
absolutamente indesculpável.

*Marcel.o Uchôa

Professor de Direito Internacional Público da Universidade de Fortaleza. É mestre e doutor em Direito. Autor do livro Direito Internacional. Rio de Janeiro: Lumens Juris, 2013. É Advogado de Uchôa Advogados Associados.

marceloruchoa@gmail.com

Sobe para 32 o número de crianças mortas em escola na Cidade do México

Pelo menos 32 crianças e cinco adultos morreram em uma escola que desabou no sul da Cidade do México por causa do terremoto que atingiu o país na terça-feira (18), informou a imprensa local. A informaçãoé da Agência EFE. Os trabalhos de resgate viraram a noite nesta escola, um dos cerca de 40 prédios que tombaram na capital devido ao terremoto de 7,1 graus na escala Richter.

De acordo com a emissora Television, que entrevistou fontes oficiais, já foi possível resgatar 14 pessoas com vida e estima-se que 20 ainda estejam sob os escombros.

O Exército e a Marinha, que lideram as buscas entre os escombros, informaram que a maioria dos resgatados foram levados a um hospital civil e outro deles ao da Marinha.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, fez na noite de terça-feira uma visita à escola, que tinha alunos de pré-escolar e ensinos primário e fundamental.

Segundo dados do secretário de Governo mexicano, Miguel Ángel Osorio, o último balanço de vítimas confirmadas é 224 mortos, sendo 117 na Cidade do México, 39 no estado de Puebla, 55 em Morelos, 12 no estado do México e uma em Guerrero.

No entanto, há discrepâncias entre os números oficiais e outros reportes, que falam de três mortos em Guerrero e mais um no estado de Oaxaca.

O Instituto Tecnológico de Monterrey confirmou em comunicado que há quatro mortos e 40 feridos no campus da Cidade do México devido ao tremor.

A Secretaria de Educação Pública decretou a suspensão das aulas de todas as instituições de ensino de Cidade do México, Puebla, Morelos, Oaxaca, Chiapas, Guerrero, Tlaxcala, estado do México, Hidalgo e Michoacán.

Além disso, a entidade informou que na Cidade do México foram contabilizadas, de forma preliminar, 209 escolas afetadas, 15 com danos maiores.

O tremor ocorreu às 13h14 (hora local; 15h14 GMT) de terça-feira, exatamente 32 anos depois do poderoso tremor de 19 de setembro de 1985, de 8,1 graus, que deixou milhares de mortos na capital.

(Agência Brasil)

Terremoto no México – Número de mortos passa dos 224

Um terremoto de magnitude 7.1 atingiu o México na tarde desta terça-feira (19). O forte tremor foi sentido em 18 municípios, incluindo a Cidade do México, onde edifícios caíram e pessoas estão soterradas. Na atualização mais recente, as autoridades do país confirmaram que ao menos 224 pessoas morreram na região central mexicana.

O número foi informado pelo secretário de Governo, Miguel Ángel Osorio. Em uma entrevista à emissora “Televisa”, Osorio disse que há 117 mortos na Cidade do México, 39 no estado de Puebla, 55 em Morelos, 12 no Estado do México e outro em Guerrero.

Além disso, existem 45 edifícios totalmente destruídos, e em seis deles acredita-se que existam pessoas soterradas.

O tremor abala a cidade no mesmo dia em que era lembrado o 32º aniversário do grande terremoto de 1985, que deixou milhares de mortos na capital mexicana. O terremoto de hoje é oficialmente o mais mortífero no país desde o desastre de 1985.

(Com Portal Uol/Foto – El País)

851 milhões de pessoas passam fome no mundo, diz relatório

Em todo o mundo, 815 milhões de pessoas passam fome. Um dos desafios da humanidade será garantir que, em 2050, com uma população estimada em 10 bilhões de pessoas, todos tenham o que comer, prevê o relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2017 (o estado da segurança alimentar e nutrição no mundo, em tradução livre).

O estudo foi anunciado hoje (15), em Roma, por organismos das Nações Unidas e oferece estimativas atualizadas sobre o número e proporção de pessoas que sofrem com a fome, apresentando dados globais, regionais e nacionais, além de avaliar as perspectivas para o futuro.

Conflitos

A grande maioria das 815 milhões de pessoas que sofrem de insegurança alimentar (489 milhões de pessoas) vivem em países afetados por conflitos. Quase 122 milhões de crianças menores de cinco anos, com atrasos de crescimento (75% delas), vivem em situação de conflito.

De acordo com o relatório, os países em conflito apresentam em média uma taxa de desnutrição infantil de 9% a mais do que nos outros países. Desde 2010, com o aumento dos conflitos violentos, estabeleceu-se a tendência de aumento no número de desnutridos nestes locais.

Fome

Após uma trajetória de queda, que durou mais de uma década, a fome em todo mundo parece estar aumentando de novo, afetando atualmente 11% da população mundial, segundo o relatório.

Enquanto em 2015 o número de pessoas subalimentadas no mundo era 777 milhões, agora o problema alcançou 815 milhões de pessoas.

Apesar da redução nos índices de desnutrição infantil, no ano passado 155 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo sofriam de desnutrição crônica, o que aumenta o risco de diminuição da capacidade cognitiva, de menor desempenho na escola e de morte por infecções.

Em todo o mundo, a prevalência da desnutrição infantil crônica diminuiu de 29,5% para 22,9%, entre 2005 e 2016.

Em 2016, a desnutrição aguda afetava 7,7% das crianças menores de 5 anos em todo o mundo, segundo o relatório. O dado representa cerca de 17 milhões de crianças.

Sobrepeso

Por outro lado, o sobrepeso é um problema crescente na maioria das regiões do mundo. Se estima que 6% das crianças com menos de 5 anos estavam acima do peso em 2016 (41 milhões), em comparação com 5,3% em 2005.

A obesidade em adultos também segue crescendo em todo o mundo, e representa um importante risco de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.

A obesidade mundial mais do que dobrou entre 1980 e 2014. Em 2014, 600 milhões a mais de pessoas estavam obesas, o equivalente a 13% da população adulta mundial.

O problema é mais grave na América do Norte, Europa e Oceania, onde 28% dos adultos são obesos, em comparação a 7% na Ásia e 11% na África. Na América Latina e no Caribe, aproximadamente 25% da população adulta é considerada obesa.

Amamentação

Nunca tantas mulheres se dedicaram à amamentação exclusiva como hoje em dia, informa o estudo. No mundo todo, cerca de 43% dos lactantes menores de seis meses recebeu apenas leite materno em 2016. Em 2005, o percentual era de 36%.

A estimativa é que o aumento nos índices de lactância materna pode ter impacto preventivo sobre a mortalidade infantil, prevenindo 820 mil mortes de crianças por ano e 20 mil mortes maternas, relacionadas a câncer, anualmente. A amamentação reduz em 26% o risco de sobrepeso e obesidade na vida adulta.

O relatório foi lançado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), conjuntamente com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Programa Mundial de Alimentos (PMA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

(Agência Brasil)