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Atentado em Cabul deixa pelo menos 20 mortos. Entre vítimas, há jornalistas

Mais de 20 pessoas morreram, entre elas um fotógrafo da Agência France Presse (AFP) e três outros jornalistas, num duplo atentado suicida hoje em Cabul (Afeganistão), o segundo dos quais visou a imprensa que reportava o primeiro ataque. Segundo um balanço ainda provisório divulgado pelo Ministério da Saúde afegão, o ataque duplo fez pelo menos 21 mortos e 40 feridos.

Um jornalista da AFP contou 14 corpos na morgue do hospital Wazir Akbar Khan, mas outras vítimas foram enviadas para o hospital da organização não governamental italiana Emergency.

Shah Marai, fotógrafo-chefe do escritório da AFP em Cabul, que estava no local da primeira explosão, foi morto no segundo ataque, que ocorreu cerca de trinta minutos depois. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou, horas depois, o duplo atentado.

O jornalista trabalhava para a AFP desde 1996 e participou na cobertura da invasão dos EUA, em 2001.

Três outros jornalistas presentes foram atingidos por esta explosão, todos eles em serviço para televisões afegãs, incluindo um para o canal Tolo News, que já sofreu um ataque em 2016 que causou sete mortes e que foi reivindicado pelos talibãs.

De acordo com uma fonte das forças de segurança, o ‘kamikaze’ que atacou a imprensa tinha-se escondido entre os repórteres, transportando uma câmara. “O bombista suicida fez-se explodir entre os jornalistas”, disse o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai. Os repórteres tinham ido cobrir o primeiro ataque, perpetrado pouco antes das 08:00 locais (04:30 em Lisboa), perto da sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS).

O quartel-general do NDS havia sido alvo de um ataque suicida em março, quando um homem-bomba atravessou a barreira policial e se fez explodir na entrada do edifício, matando três pessoas e ferindo outras cinco.

Cabul tornou-se, segundo a ONU, o local mais perigoso no Afeganistão para os civis, com o aumento dos ataques, geralmente perpetrados por homens-bomba e reivindicados pelos talibãs ou pelo denominado Estado Islâmico (IS).

(Com AFP)

Fotojornalista egípcio receberá Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa Unesco-Guillermo Cano

O fotojornalista egípcio Mahmoud Abu Zeid, também conhecido como Shawkan, foi selecionado por um júri internacional independente de profissionais de mídia como o laureado do Prêmio Mundial de Liberdade da Imprensa UNESCO-Guillermo Cano 2018.

Shawkan está na cadeia desde 14/08/2013, quando foi preso durante a cobertura de uma manifestação na Praça Rabaa Al-Adawiya, no Cairo. No início de 2017, o promotor de seu caso supostamente pediu a pena de morte. O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias qualificou sua prisão e detenção como arbitrárias e contrárias aos direitos e às liberdades garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pelo Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos.

“A escolha de Mahmoud Abu Zeid presta homenagem à sua coragem, resistência e compromisso com a liberdade de expressão”, disse Maria Ressa, presidente do júri.

O Prêmio será concedido no dia 02/05/2018, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que este ano será celebrado em Gana e cujo tema é “De olho no poder: mídia, justiça e o estado de direito”.

O Prêmio reconhece uma pessoa, uma organização ou uma instituição que tenha contribuído de maneira excepcional para a defesa ou para a promoção da liberdade de imprensa, especialmente diante do perigo. O Prêmio é nomeado em honra de Guillermo Cano Isaza, o jornalista colombiano que foi assassinado em frente aos escritórios de seu jornal, “El Espectador”, em Bogotá, Colômbia, em 17/12/1986.

Os laureados do Prêmio UNESCO-Guillermo Cano recebem 25 mil dólares. O Prêmio é patrocinado pela Fundação Guillermo Cano Isaza (Colômbia), pela Fundação Helsingin Sanomat (Finlândia) e pelo Namibia Media Trust.

Caso não consiga visualizar o e-mail, acesse este link.

Coreias se comprometem a agir para conseguir a “paz permanente”

As duas Coreias se comprometeram, nesta sexta-feira (27), a cooperar para estabelecer uma “paz permanente” na península e abrir conversas com os Estados Unidos, com o objetivo de assinar um tratado de paz definitivo que
substitua as hostilidades entre Pyongyang e Seul.

“O Norte e o Sul vão cooperar ativamente para estabelecer um sistema de paz permanente e estável na Península Coreana”, diz a declaração conjunta assinada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano,
Moon Jae-in, ao final da histórica cúpula realizada hoje na fronteira militarizada.

O líder norte-coreano Kim Jong-un cumprimenta o presidente sul-coreano Moon Jae-in na fronteira entre os dois países.

(Agência Brasil, EFE/Foto Reuters TV)

Louis Arthur Charles é o nome do terceiro filho de Kate e William

Louis Arthur Charles é o nome do terceiro filho da duquesa de Cambridge e do príncipe William, que nasceu na segunda-feira (23), em Londres. O anúncio foi feito pelo Palácio de Kensington, informam as agências internacionais.

O bebê, que é o quinto na linha de sucessão da coroa britânica, nasceu com 3,8 kg, às 11h01min, no Hospital St.Mary, em Paddington. Por volta das 18 horas, o casal apresentou o caçula para a imprensa e retornou para casa.

Fortaleza terá escritório da Câmara do Comércio Brasil-Holanda

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A Câmara de Comércio Brasil-Holanda (Bradutch), com sede em Amsterdã, vai abrir os primeiros escritórios de representação no Brasil, a partir de maio. Serão inaugurados sete escritórios em diferentes estados, entre eles em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Brasília e Tocantins.

A Bradutch foi criada em 2015 com o objetivo de promover oportunidades de negócios entre empresas brasileiras e holandesas.

No Ceará, a solenidade de lançamento das atividades da Bradutch ocorrerá na sede da Federação das Indústrias do Estado do Estado (Fiec), dia 2 de maio, às 19 horas. A data coincide com o voo inaugural da companhia holandesa de aviação KLM, no trecho Fortaleza-Amsterdã.

Em Caucaia, 18 escolas municipais concorrem ao Selo Unesco

Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza, detentora do título de única cidade do Ceará com uma escola municipal a receber o Selo Unesco, entra novamente na disputa pela certificação com um número recorde de inscrições. Dezoito unidades educacionais da cidade submeteram projetos à apreciação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A confirmação das candidaturas foi feita pela Unesco nessa terça-feira (24/4). O material foi encaminhado para a Coordenação Nacional do Programa das Escolas Associadas (PEA-Unesco), em São Paulo, de onde seguirá para análise final em Paris, na França. A informação é da assessoria de imprensa desse município.

Serão avaliados a qualidade dos projetos e o impacto positivo deles nas escolas e nas comunidades. Na Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental (EEIEF) Manoel Rocha, por exemplo, o selo foi conquistado em decorrência de ações sociais contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Localizada numa área de vulnerabilidade social do Conjunto Nova Metrópole, a unidade tinha estudantes do primeiro ao quinto ano com elevados índices de ausiência. “Percebemos essa alta incidência de falta e fomos buscar os motivos. E o principal era a dengue. Os alunos estavam doentes. Então, a gente pensou em ações de combate ao mosquito e envolvemos as famílias. Os pais adotaram nossa ideia e aí tudo fluiu. Veio o selo e com ele a certeza de que podíamos fazer muito mais”, resume a coordenadora de programas e projetos da Secretaria Municipal de Educação (SME), professora Andrea Herculano.

É essa perspectiva de melhoria do ambiente escolar e do entorno da escola que a SME quer promover nas 18 novas candidatas à certificação da Unesco. Por isso, os projetos tratam, por exemplo, da inclusão de alunos surdos, banda musical, uso racional da água, aplicação do xadrez em aulas de matemática, solidariedade, estímulo à leitura, plantas medicinais, reforço escolar e empreendedorismo juvenil.

Cinco das 18 escolas ficam em Sítios Novos, zona rural de Caucaia. As demais localizam-se no Parque Guadalajara, Tabapuá, Tabapuazinho, Nova Metrópole, Cumbuco, Alto do Garrote, Taquara, Grilo, Genipabu, Novo Pabussu, Catuana, Tucunduba e Jandaiguaba.

A Unesco estabelece um prazo de até dois anos para conceder o Selo. “A gente está falando de um braço da ONU e pensa a educação no mundo. Ser uma escola com essa certificação é um reconhecimento internacional de uma instituição de credibilidade. Para além desse reconhecimento, acontecem os intercâmbios, projetos, recursos didáticos…”, detalha Andrea Herculano.

À frente do projeto que resultou no Selo para a EEIEF Manoel Rocha, ela explica como ganhar o aval da Unesco modificou realidades. “Nós pudemos sentir efetivamente a mudança na escola. Professores, estudantes e famílias se sentiram valorizados. A escola aumentou até o número de alunos. Hoje, a escola tem uma perspectiva de crescimento e a certeza de que desenvolver um trabalho diferenciado que traga sentimento de pertencimento é absolutamente possível.”

As 18 escolas candidatas

EEIEF 7 de Setembro, no Parque Guadalajara

EEIEF Affonso de Medeiros, no Tabapuá

EEIEF Dona Lavínia de Medeiros, no Tabapuazinho

EEIEF Francisca Alves do Amaral, no Conjunto Nova Metrópole

EEIEF Helena de Aguiar Dias, no Cumbuco

EEIEF José Pontes Filho, no Alto do Garrote

EEIEF Maria de Lourdes Rocha, na Taquara

EEIEF Nair Magalhães Guerra, no Grilo

EEIEF Osmira Eduardo de Castro, no Genipabu

EEIEF Patronato Pio XI, no Novo Pabussu

EEIEF Plácido Monteiro Gondim, na Catuana

EEIEF Yara Guerra Silva, na Tucunduba

EDEIEF Aba Tapeba, na Jandaiguaba

EEIEF Alice Moreira de Oliveira, nos Sítios Novos

EEIEF Manoel Pereira Marques, nos Sítios Novos

EEIEF Nossa Senhora da Conceição, nos Sítios Novos

EEIEF Pedro Moreira de Oliveira, nos Sítios Novos

NEDI Maria Simone Moreira do Nascimento, nos Sítios Novos

Donald Trump se diz aberto para negociar novo acordo nuclear com o Ira

O presidente Donald Trump afirmou hoje (24) que quer procurar um “terreno comum” com a França para negociar um novo acordo nuclear com o Irã. A afirmação foi feita após um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, durante sua visita a Washington. Desde que assumiu o mandato no ano passado, Trump afirmou querer romper o acordo nuclear firmado, que descreveu hoje como “insano” e “ridículo”.

Depois da reunião, Trump disse que os dois presidentes tiveram conversas mais importantes sobre o Irã do que qualquer outro assunto.

Trump repetiu suas críticas ao acordo que suspendeu o programa nuclear iraniano dizendo que ele não aborda o programa de mísseis de Teerã. Depois disse que Estados Unidos e França estão começando a “entender um ao outro” quanto à necessidade de conter o Irã.

Na vista aos Estados Unidos, Macron defendeu a permanência dos Estados Unidos no acordo, e afirmou que deseja trabalhar em novos termos para substituir o atual por um acordo que leve em conta as sugestões de Trump.

O presidente norte-americana já fez advertências sobre o que espera do Irã e afirmou que sairá do acordo no mês que vem. “Se eles reiniciarem seu programa nuclear, terão problemas maiores do que jamais tiveram antes”, disse Trump, durante o encontro com Macron.

Trump pode decidir no mês que vem se vai retomar sanções econômicas ao Irã, retirando-se efetivamente do acordo multilateral. Mas, no final de semana, ele também deverá tratar do tema com a chanceler alemã, Angela, Merkel que também terá uma agenda na Casa Branca na sexta-feira (27).

Macron começou a visita de três dias na segunda-feira (23) com um jantar. Hoje, os dois tiveram encontros bilaterais onde também discutiram a balança comercial franco-americana e questões como o conflito na Síria. Amanhã (25), ele visitará o Congresso.

(Agência Brasil)

Incêndio em karaokê na China deixa 18 mortos e suspeito é preso

Uma pessoa foi presa, acusada de ser a autora de um incêndio em um karaokê no município de Qingyuan, no sul da China, que deixou pelo menos 18 mortos, informaram nesta terça-feira (24) fontes oficiais. O incidente também deixou cinco feridos e, segundo afirmou a polícia local à agência oficial de notícias Xinhua, desde o primeiro momento havia suspeitas de que tivesse sido “cometido de propósito”.

As investigações iniciais descobriram que um homem chamado Liu Chunlu tinha ficado ferido no incêndio, mas fugiu do local após, supostamente, ter causado o acidente. Por isso, a polícia chegou a oferecer uma recompensa de 200 mil iuanes (cerca de US$ 32 mil) por informações que levassem à detenção de Liu, o que ocorreu pouco depois.
A identidade do detido ainda não foi confirmada oficialmente.

O incêndio ocorreu por volta da 0h30 (horário local, 13h30min de segunda-feira, em Brasília) e menos de 30 minutos depois já tinha sido extinto. Muito populares na China, os karaokês são parte importante da vida social do país.

(Agência Brasil com EFE)

Ex-presidente dos EUA é internado em UTI do Texas

O ex-presidente dos EUA, George Bush (1989-1993), foi internado na unidade de tratamento intensivo de um hospital de Houston, no Texas, por causa de uma sepse, segundo informou nesta segunda-feira seu portavoz.
A informação é da Agência EFE.

Bush deu entrada no Hospital Metodista de Houston no domingo, horas depois de comparecer no sábado ao enterro da sua esposa, a ex-primeira dama, Barbara Bush, que morreu na terça-feira passada. De acordo com seu porta-voz, Jim McGrath, Bush contraiu “uma infecção que se estendeu ao seu sangue”.

“Está respondendo aos tratamentos e parece estar se recuperando”, acrescentou o porta-voz.

Bush, de 93 anos, foi hospitalizado em diversas ocasiões durante os últimos anos por diferentes motivos.
No ano passado o ex-presidente esteve internado em janeiro e em abril por problemas respiratórios, pelos quais teve
que ser submetido a uma operação em uma dessas hospitalizações.

Além disso, em 2015 rompeu uma vértebra do pescoço em uma queda e em 2012 passou as férias natalinas nesse
mesmo centro hospitalar, afetado por uma bronquite e uma infecção virótica que o deixaram internado por um mês e
meio.

(Agência Brasil e EFE)

Kate Middleton, mulher do príncipe William, é mãe pela terceira vez

Kate Middleton, a esposa do príncipe William, deu à luz nesta segunda-feira um menino, anunciou o Palácio de Kensington. “Sua Alteza Real a Duquesa de Cambridge deu à luz sem problemas um menino às 11h01min”, anunciou o Palácio, em um comunicado, acrescentando que o bebê e sua mãe passam bem. O bebê, cujo nome será anunciado posteriormente, nasceu com 3,8 kg. Ele é o quinto na linha de sucessão ao trono, anunciou a Casa Real.

William e Kate já são pais de George, 4 anos, e Charlotte, de 2. A imprensa britânica informou que Kate foi admitida no hospital por volta das 6 horas da manhã, mais ou menos na mesma hora de seu parto anterior. Na ocasião, Charlotte nasceu poucas horas depois da internação de sua mãe.

O nome do bebê será conhecido nos próximos dias e é alvo, como tradição, de inúmeras apostas. Os favoritos são Mary, Alice, Victoria e Alexandra, se menina, e Arthur, Albert ou Philip, se menino. Caso o bebê seja homem, já não descolocará sua irmã Charlotte na ordem de sucessão graças à reforma adotada em 2011 antes do nascimento do primeiro filho dos duques de Cambridge, o príncipe George.

(AFP)

Donald Trump vê avanço na decisão da Coréia do Norte de suspender testes nucleares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou no Twitter o anúncio da Coreia do Norte sobre interromper seu programa de armamento nuclear. Trump elogiou a decisão, momentos depois da divulgação da notícia de que o líder do país, Kim Jong-Un, decidiu paralisar os planos de nuclearização. Abandonar o projeto era uma exigência para que ocorra o encontro entre os dois líderes nos próximos meses.

“A Coreia do Norte concordou em suspender todos os testes nucleares e fechar um grande local de testes. Esta é uma notícia muito boa para a Coreia do Norte e para o mundo – grande progresso!” escreveu. E comentou que “aguarda a cúpula”.

Na quarta-feira (18), Trump havia dito que o encontro poderia não acontecer se não houvesse garantias de que realmente seria “frutífero para os Estados Unidos”. No dia seguinte (19), o presidente sul-coreano, Moon Jae-In, afirmou que a Coreia do Norte estava comprometida com a proposta de interromper seus testes nucleares.

A Coreia do Sul vê na realização da cúpula uma oportunidade para celebrar a paz na região. O anúncio de Kim Jong-Un foi divulgado pela Agência Central de Notícias da Coréia, um órgão estatal norte-coreano. A agência acrescentou que o país iria paralisar seus testes nucleares e mísseis de longo alcance a partir deste sábado (21), além de fechar um local de testes. A medida seria, uma “manifestação de Pyongyang para provar a promessa de suspender testes nucleares”.

O encontro ainda não tem data definida, mas deve ocorrer no fim de maio ou começo de junho.

(Com Agência Brasil/EFE)

Livro infantil incentiva meninas negras a amarem seu cabelo crespo

Praticamente nenhuma obra da escritora, professora e intelectual afro-americana bell hooks (ela escreve mesmo com letra minúscula) foi traduzida e publicada no Brasil. De sua produção teórica, “Ensinando a Transgredir” é o único reeditado recentemente, em 2017.

Uma nova porta de entrada para seus escritos foi lançada em março de 2018 pelo Boitatá, selo infantil da editora Boitempo.

O livro infantil “Meu Crespo é de Rainha”, publicado pela primeira vez nos EUA em 1999, é um poema de hooks que enaltece o cabelo natural e os penteados de meninas negras. A obra conta com ilustrações do também americano Chris Raschka.

Nascida Gloria Jean Watkins, hooks adotou como pseudônimo o nome de sua bisavó materna, escrito sempre em minúsculas – transgressão gramatical que indica, segundo ela, que o essencial é o conteúdo de seus livros, e não quem os escreveu.

O feminismo, a intersecção entre raça e gênero, a pedagogia engajada e a representatividade na política são alguns dos temas de seus livros e artigos.

A questão da autoestima

Na quarta capa do livro, a empresária e influenciadora digital Ana Paula Xongani escreve que, com ele em mãos, crianças negras teriam “mais ferramentas para reverter o processo histórico de invisibilidade” a que estão submetidas.

Em entrevista ao Nexo, Xongani explica que o processo a que se refere é “o apartamento da beleza negra” do conceito geral de beleza.

“A gente sabe que as crianças negras não se veem representadas na mídia, nos livros, nos livros didáticos. Elas não estão ocupando esse lugar do belo, do carinhoso, do bonito. É esse o processo de invisibilidade. Ser uma criança negra no Brasil significa crescer sem se ver”, disse.

“É importante que a gente veja pessoas parecidas com a gente para construir a nossa autoimagem”, diz Xongani. “É um processo de invisibilidade imagética principalmente, mas que constrói todo o imaginário social.”

Para ela, imaginar que uma ativista com trabalhos tão contundentes como os de hooks também se dedicou a um livro infantil dá a real dimensão da importância de se pensar o processo de construção da autoestima da população negra desde a infância.

(Foto – Reprodução cedida pela Editora)

*Confira mais aqui.

Miguel Diaz-Canel é o novo presidente de Cuba

Miguel Díaz-Canel, até agora primeiro vice-presidente do Governo, foi eleito nesta quinta-feira (19) presidente de Cuba pela Assembleia Nacional do país em substituição ao general Raúl Castro, que se retira do poder após 12 anos.

Segundo veículos de imprensa oficiais cubanos, o até agora primeiro vice-presidente do país foi ratificado com 99,83% dos votos da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento unicameral).

(Com Agência EFE)

Suspeito de ter envolvimento no ataque do 11 de Setembro é preso na Síria

Um dos suspeitos de envolvimento nos atentados do 11 de setembro nos Estados Unidos, foi preso pelas forças curdas na Síria. Mohammed Haydar Zammar, que tem nacionalidade alemã, está sendo investigado em um centro de detenção das forças de segurança curdas Asayish.

A informação sobre a prisão foi divulgada nesta quinta-feira (19), mas a data da prisão não foi informada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo o observatório, Zammar nasceu na cidade de Aleppo, e é acusado pelos EUA de ter recrutado os terroristas que realizaram os ataques. Ele chegou a ser detido pelas forças sírias, mas acabou sendo libertado em 2013.

Zammar é membro da Al Qaeda, e também se uniu ao Estado Islâmico.

(Com Agência EFE)

Morre Barbara Bush, ex-primeira dama dos EUA

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Barbara Bush, morreu, nessa terça-feira (17), aos 92 anos, informou a família. Os detalhes de funeral ainda serão anunciados.

“A ex-primeira-dama dos Estados Unidos da América e incansável defensora da alfabetização Barbara Pierce Bush morreu aos 92 anos nesta terça-feira, 17. Ela deixa seu marido George H. W. Bush, com quem foi casada por 73 anos, seus cinco filhos e companheiros, 17 netos, sete bisnetos e seu irmão Scott Pierce”, diz o comunicado.

Com a saúde frágil após uma série de internações, Barbara Bush decidiu não buscar mais tratamentos médicos, conforme anunciou um porta-voz da família no último domingo (15).

(Com Agências)

Dilma fará conferência em duas universidades dos EUA

Dilma Rousseff fala em duas das mais prestigiosas universidades americanas nesta semana. Hoje, em Berkeley, e amanhã em Stanford. Vai falar do que se espera dela: do “golpe” e da prisão de Lula. A informação é do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

Em Berkeley, o evento está cercado de segurança, como se Dilma ainda fosse chefe de estado. Ninguém pode, por exemplo, entrar com bolsa ou mochila.

Em 2015, a ida de Dilma, ainda presidente, a Stanford, foi confusa. Dois militantes antipetistas invadiram o local onde Dilma estava ao lado de Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA, e a ofenderam.

Um livro da Era Trump que precisa ser lido por brasileiros

Com o título “Sobre a tirania”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Ele fala de um livro lançado nos EUA, autor é Timothy Snyder, que bem poderia ser lido por brasileiros interessados em se aprofundar sobre democracia Confira:

O nome deste artigo reproduz o título de um livro de Timothy Snyder, professor de História na Universidade de Yale. Com o subtítulo “Vinte lições do século XX para o presente”, a obra discorre sobre os perigos do autoritarismo. Snyder faz um rápido histórico dos regimes totalitários, mostrando como esses movimentos – que parecem irrelevantes no início – solapam irremediavelmente os direitos fundamentais da cidadania, aproveitando-se da liberdade propiciada pela democracia.

“Sobre a tirania” foi escrito logo após a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA. Na ocasião, Snyder fez uma postagem em uma rede social convocando os americanos a aprenderem com a experiência dos europeus, “que viram a democracia dar lugar ao fascismo, ao nazismo ou ao comunismo”. Ele diz ser equivocada a crença de que a “herança democrática” é proteção automática contra esse tipo de ameaça.

O seu primeiro alerta é “Não obedeça de antemão”, pois “a maior parte” do poder autoritário é concedido voluntariamente. Lembra que isso ocorreu no comunismo, no fascismo e no nazismo.

No Brasil vê-se o germe desse problema. Há um setor da sociedade que, amedrontado pela violência, vê como saída um governo “duro”, que promete resolver qualquer problema a pauladas e golpes de mais selvageria. Esses cidadãos, traídos pela demagogia da extrema-direita, deveriam refletir sobre monstro que estão a engordar.

Quanto à franja estúpida que pede a volta da ditadura, esses estão na casa do sem jeito. É o tipo de gente que pensa dispor de um grande martelo e vê qualquer problema – mesmo os mais complexos -como se fosse mais um prego a ser batido.

Snyder ainda faz apelo para que as pessoas se dediquem a leitura mais aprofundada, como jornais e livros. E exorta para a necessidade de se compartilhar o mesmo mundo dos fatos, pois somente assim se constrói a base mínima de verdade para fazer a democracia prevalecer.

O livro é instrutivo para compreender os tempos que correm, inclusive no Brasil. Editado pela Companhia das Letras, custa R$ 24,90. É ótimo investimento.

*Plínio Bortolotti

plinio.pab@gmail.com

Jornalista do O POVO.

Fake news e democracia

Com o título “Fake news e democracia”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira:

O depoimento de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, ao Congresso dos Estados Unidos, sobre o escândalo do uso de dados cadastrais de milhões de usuários, sem o consentimento destes (através da identificação de seus perfis ideológicos para manipular a opinião coletiva na direção pretendida por determinados grupos de interesses), resultou, como ele já havia assinalado, em um pedido de desculpas não-convincente. O resultado dependerá da correlação de forças entre os segmentos que empalmam o poder decisório – grupos econômicos e políticos – na luta pela hegemonia opinativa.

A empresa britânica Cambridge Analytica utilizou-se de testes de personalidade e curtidas no Facebook para coletar dados de usuários, em 2014. Com essas informações nas mãos pôde desenhar o perfil psicológico completo de 87 milhões de usuários, tanto na própria Inglaterra, como nos Estados Unidos. Com isso, teria sido possível influenciar dois eventos decisórios massivos nas duas comunidades: o Brexit (plebiscito sobre saída da Grã-Bretanha da União Europeia) e a eleição de Donald Trump. Os recursos empregados para obter os resultados pretendidos fizeram largo uso de fake news, difusão de ódio e divisionismo nas respectivas sociedades.

Esse fenômeno de manipulação da informação estendeu-se como uma praga nas redes sociais e, mesmo em meios convencionais de difusão, infiltrando-se por todos os poros da sociedade. Desde logo, aparece como um grande perigo para a democracia, tanto pelo poder de manipular as consciências, provocando resultados contrários aos próprios interesses da sociedade, quanto na reação igualmente manipuladora dos que querem usar o poder do Estado para censurar a liberdade de expressão.

Uma forma prática de obter o primeiro resultado é a tentativa de padronizar o uso da rede, segundo o filtro ideológico do próprio Facebook. O segundo modo é estabelecer uma legislação confusa que termine atuando como uma censura prévia. Isto é, em nome do combate às fake news considere como suspeito o que não se encaixar na versão hegemônica, ainda que legítimo.

Não há dúvidas de que tratar desse problema é um desafio dos maiores, de tantos que já se apresentaram à democracia. Uma solução menos sujeita a equívocos, provavelmente, será aquela que distribua esse monitoramento por toda a sociedade. É preciso apostar em instâncias públicas (não estatais) de controle nas quais prevaleça a representação efetiva da sociedade e não do Estado ou dos interesses privados corporativos. Democratizar a informação é a única forma de preservar a democracia, na sociedade contemporânea.