Blog do Eliomar

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Papa Francisco confirma presença na Jornada Mundial da Juventude

“O papa Francisco vai participar da Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, confirmou a presença do papa no encontro e lembrou que Francisco fala português. Segundo o porta-voz, o papa se comunica em sete idiomas, inclusive o latim. A jornada é um encontro mundial promovido pela Igreja Católica Apostólica Romana a cada dois a três anos. Os jovens são considerados os protagonistas. O objetivo é divulgar a religião, incentivar a fé e atrair fiéis. A última Jornada Mundial da Juventude foi em Madri, na Espanha, em 2011.

O lema da jornada deste ano é: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Segundo os organizadores, o objetivo é levar a esperança da qual nasce a fé, assim como a generosidade e o testemunho da vida cristã. A convocação para a jornada, no Rio de Janeiro, foi feita pelo papa emérito Bento XVI. O porta-voz evitou hoje (15) confirmar que a visita ao Brasil será a primeira viagem ao exterior do papa. De acordo com ele, o próprio Francisco ainda está organizando sua agenda e não é possível confirmar viagens.”

(Agência Brasil)

Hugo Chávez – O cadáver do futuro

Com o título “O cadáver do futuro”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara. Ele aborda a situação da Venezuela pós-morte de Hugo Chávez. 

Não há nada de novo sob o sol da Venezuela, logo percebe quem lê notícias sobre o destino pretendido para o cadáver do (estadista para uns, caudilho para outros) Hugo Chávez: expor o defunto à manipulação necropsicótica da adoração pública. A América latina forjou-se – para ser mais exato: foi forjada – num processo de desenvolvimento tardio, mal reproduzindo modelos produtivos e relações sociais quando estes já estavam em franco declínio ou superados onde surgiram.

Talvez isto justifique nossa tragédia política: elaboramos os desenhos do futuro com os signos do passado. Ao ver o arcaísmo bolivariano de culto à personalidade, não há como deixar de perceber méritos na via brasileira para a democracia. As lideranças de Fernando Henrique e Lula da Silva – a parte as nuances como cada um deles enfrentou os desafios de suas jornadas e as contradições em que se enveredavam para impor seus programas de governo – seguiram em outra direção.

Tais lideranças foram exercidas – e, a bem da verdade, Dilma Rousseff avançou ainda mais – com uma contemporaneidade não percebida em outros países do continente que adotaram modelos reformistas, com a peculiar exceção do Uruguai. Se não quisermos ir muito longe, basta observar o tratamento dispensado pela presidente Cristina Kirchner à imprensa de seu país, ameaçando-a para que silencie sobre o escandaloso enriquecimento de sua família – o marido e ela.

No Equador, Bolívia e Venezuela governos de centro-esquerda adotam políticas públicas de inegável impacto social, mas sob a regência de relações populistas entre líder e massa, com fraca mediação e pouca autonomia de outras instâncias. Não se trata de negar o mérito: pela primeira vez em sua história, persiste na América do sul a continuidade de governos reformistas sem ameaças reais à ordem democrática, onde o combate à miséria é uma prioridade que ultrapassa a retórica.

Trata-se, no entanto, de perceber a persistência de um modelo arcaico, inflado por apelos personalistas, sem igual correspondência no fortalecimento da organização civil e das instituições que sustentam a democracia – ambas de frágil autonomia. Os chavistas já tem sua múmia. Deitada, ela nada poderá fazer para impedir que, sem sua liderança tutorial, o bolivarianismo – seja lá o que isso queira dizer – vai ter que sentar-se à mesa sem as prerrogativas de seu monopólio de virtudes.

O que isto quer dizer? Quer dizer que a esperança vai ter que dialogar com a experiência. Quer dizer que o discurso redentorista perderá parte de seu glamour, ampliando as obrigações do populismo com resultados mais consistentes. Estamos falando em ampliar a base produtiva, modernizar a infraestrutura, estancar o crescimento constante nos gastos públicos e qualificar o ensino superior, entre outras preocupações comuns a quem não governa só para a torcida.

Morto, Hugo Chávez poderá dar mais esta contribuição: permitir aos bolivarianos que se submetam aos desafios de ampliar sua base de decisão e superar o discurso de que todos que estão contra eles querem espoliar a Venezuela. Alguns não.

* Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

Papa Francisco terá agenda lotada até 4ª feira

“Menos de 48 horas depois de ser eleito, o papa Francisco tem agenda lotada até quarta-feira (20). O papa recebe hoje (15) os cardeais, na Sala Clementina, no Palácio Apostólico, a residência oficial dos pontífices. Amanhã (16) ele concede a primeira entrevista coletiva, a exemplo de Bento XVI e João Paulo II, que morreu em 2005. A expectativa é que mais de 5 mil jornalistas participem da entrevista. A segunda aparição pública do papa está programada para domingo (17), quando ele celebrará a Hora do Angelus, ao meio-dia, na Praça de São Pedro. A chamada Hora do Angelus é celebrada pelos católicos com orações para lembrar o momento em que o anjo Gabriel anunciou à Virgem Maria a concepção de Cristo.

Na terça-feira (19), haverá a missa de inauguração do pontificado do papa Francisco. Na ocasião, ele estará paramentado – com as vestes de papa – e o sapato vermelho, além do anel do pescador – que é o símbolo do pontificado, usado no dedo anular da mão direita. A missa está marcada para as 9h30 (5h30 de Brasília).

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o papa emérito Bento XVI não participará da missa de inauguração do pontificado de Francisco. Para os religiosos, Bento XVI quer cumprir o que determinou ao renunciar no último dia 28: viver recluso e em oração. Na quarta-feira (20), o papa Francisco deve receber os chamados “delegados fraternos”, as autoridades convidadas para a cerimônia de inauguração do pontificado. A presidenta Dilma Rousseff confirmou presença na cerimônia.”

(Agência Brasil)

IDH – Brasil está entre os 15 países que mais reduziram déficit social

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“Com um crescimento de 24% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde 1990, o Brasil está entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice que mede o desenvolvimento humano de cada país. Os dados estão no relatório de Desenvolvimento Humano 2013, lançado hoje (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e levam em conta dados do ano de 2012.

O Brasil manteve a mesma colocação em 2011, ficando em 85º lugar, entre os 187 países avaliados. A posição coloca o Brasil entre os países com desenvolvimento humano elevado, com IDH de 0,730. Noruega, Austrália e Estados Unidos são os primeiros colocados. Na outra ponta aparecem, a República Democrática do Congo, destruída por conflitos internos, e o Níger, como os países com menor pontuação no IDH. O ranking avalia o desenvolvimento humano dos países em 3 dimensões: vida longa e saudável, acesso à educação e padrão decente de vida.

O relatório destaca a ascensão dos países do Sul, com destaque para Brasil, Chile, Índia e China. De acordo com o estudo, estes países estão “remodelando a dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”.”

(Agência Brasil)

Um novo Papa, um novo ciclo

Com o título “Francisco, o novo papa”, eis artigo do padre Geovane saraiva, da Paróquia de Santo Afonso (Parquelândia). Ele destaca a marca do pastor caridoso. Confira:

Jorge Mario Bergoglio, a partir de 13 de março de 2013, é para o mundo católico o novo Sumo Pontífice, com o nome papa Francisco. O que quer dizer pontífice? Quer dizer ponte e tem a função de ligar uma margem a outra de um rio. No caso do sucessor de Pedro, o múnus que lhe foi atribuído é o de fazer a ligação da Terra ao céu, numa misteriosa troca de dons.

A ocasião é feliz, para rendermos graças ao bom Deus, na absoluta convicção de que o povo de Deus, com o novo Vigário de Cristo na Terra, reavivará a sua fé, pelo representante legítimo e visível de Cristo na Terra. Que ele seja um autêntico pai na caridade, num grande esforço de mais proporcionar um estreito relacionamento da Igreja com o mundo contemporâneo.

Visto pelos olhos da fé, o gesto de Bento XVI, que surpreendeu o mundo, revela-nos o sopro do Espírito Santo que foi humildemente acolhido por todos. Renúncia durante seis séculos era tida como um sinal de fraqueza, mas agora foi transformado e visto como uma atitude de extraordinária grandeza, na eleição do novo representante de Cristo da Terra, o papa Francisco.

Nossa confiança é enorme, sobretudo ao refletirmos sobre a parábola do pai misericordioso (Lc 15, 11-32), porque somos chamados a sonhar com um papa identificado com o pai da passagem deste Evangelho, no seu amor infinito e acolhedor, que soube compadecer-se da miséria do filho mais novo, num gesto extraordinário de generosidade.

Vamos, esperançosos, contar com um papa que saiba compreender a humanidade, representada pelo filho mais novo, que deixou seu pai querido, numa aventura de assumir e administrar sua própria vida e seus bens. Igualmente, numa pedagogia marcada pela misericórdia, que saiba ir ao encontro do filho mais velho, que representa a mesma humanidade, para falar-lhe da necessidade de misericórdia e conversão do coração, diante da dor, da miséria e do sofrimento humano, exigindo-lhe amor, compaixão e solidariedade.

Com a chegada do novo Vigário de Cristo na Terra, que o planeta possa ser alegremente contemplado, no sentido de que os cristãos sejam estimulados e fomentados a um grande compromisso de dialogar e cuidar da criação, nas suas mais diversas realidades. O mundo precisa carinhosamente de práticas ecológicas e ambientais, para que a fé da humanidade possa se tornar cada vez mais viva e coerente com aquilo que se acredita.

* Geovane Saraiva,

Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (Almece), da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza e vice-presidente da Providência Sacerdotal.

geovanesaraiva@gmail.com

O peso político da escolha do novo Papa

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Eis o que escreve o jornalista Erico Firmo em sua Coluna Política, do O POVO, nesta quinta-feira, sobre o novo Papa, Francisco I:

Dificilmente os sacerdotes reunidos na Capela Sistina poderiam fazer opção mais política, em diversas e até contraditórias dimensões. Agora papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio é provavelmente o cardeal mais envolvido em polêmicas deste mundo na atualidade, a ponto de comprar embates públicos com o governo argentino. Em questões comportamentais, é conservador – como praticamente todos os membros do conclave –mas tido como moderado, o que já representa avanço na direção progressista em relação a seus dois antecessores. É contra casamento gay, aborto, eutanásia, coisas do tipo. Por outro lado, é crítico das desigualdades, defende políticas sociais e de ajuda aos pobres, e combate políticas econômicas ortodoxas e tidas como neoliberais. Mas é acusado de envolvimento com a ditadura militar no País e até de suposta cumplicidade em sequestro de jesuítas no período. Seu nome é citado em diversos processos. Chegou ainda a emitir mensagens de “reconciliação” e “arrependimento” em apoio a recentes movimentos a favor da anistia para agentes do regime acusados de crime no período ditatorial.

Quem convive com ele, por outro lado, menciona sua humildade e timidez, além do fato de ser normalmente calado. Anda de ônibus em Buenos Aires e cozinha a própria comida, por exemplo. Além disso, ficou famoso o episódio no qual lavou e beijou os pés de doentes de aids, ao repetir gesto bíblico. E teria sido sua própria rejeição à ideia de ser papa a responsável pela derrota no conclave que elegeu Bento XVI, em 2005, quando, segundo os relatos, ele foi o segundo colocado. Naquela época, ele era considerado a “oposição” moderada ao conservadorismo de Joseph Ratzinger.

Os embates políticos confrontaram-no com a própria Santa Sé, quando a nomeação de bispos argentinos, em 2006, passou por cima da cúpula da Igreja no País, supostamente por influência do à época secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano, e o cardeal colombiano Adolfo Trujillo. Conforme noticiou à época o jornal Clarin, ambos eram considerados excessivamente conservadores pelo clero argentino – já tido como um dos mais retrógrados do mundo.

Outra dimensão política da escolha é, evidentemente, o fato de ser o primeiro papa não-europeu em quase 1,3 mil anos. E, sobretudo, um pontífice do Terceiro Mundo, latino-americano. Em 14 de fevereiro, a coluna já destacava que o eurocentrismo não condizia com a realidade da Igreja, muito menos o colégio de eleitores. Calcula-se que quase metade dos católicos do mundo vive no continente americano. Contudo, só a Itália tinha 21 cardeais com direito a voto no conclave – mais que os 19 de toda a América Latina. A escolha de Francisco pode sinalizar ao menos o início da adequação desse eixo de poder à realidade da base da fé cristã.

Papa Francisco vai à igreja rezar e dispensa carro oficial

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“Abrindo mão do carro oficial destinado aos pontífices, o papa Francisco optou, nesta quinta-feira, por usar um veículo simples do Vaticano. Ele foi até a Basílica de Santa Maria Maior, no Centro de Roma, acompanhado pelo prefeito da Casa Pontifícia, dom George Gaenswein, e o vice-prefeito, Leonardo Sapienza. No local, fez uma oração a Nossa Senhora.

A visita foi rápida. O papa Francisco fez sua oração em frente ao altar de Nossa Senhora. A basílica escolhida por ele também é conhecida como a de Nossa Senhora das Neves. É uma das igrejas mais antigas de Roma e data dos anos 432-440 depois de Cristo (d.C).

À tarde, às 17 horas (15 horas de Brasília), o papa celebrará uma missa privada aos cardeais na Capela Sistina. Antes, às 11h (7h de Brasília) ele se reúne com os cardeais, na Sala Clementina. Também está confirmado que celebrará o Angelus, no domingo (17), na Praça de São Pedro.”

(Agência Brasil)

Dilma: brasileiros já aguardam a vinda do Papa para a Jornada Mundial da Juventude

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“A presidenta Dilma Rousseff parabenizou hoje (13) o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, eleito novo papa, que será chamado Francisco. Em nota, Dilma diz que o Brasil “acompanhou com atenção” o conclave que levou à escolha do primeiro pontífice latino-americano.

“Em nome do povo brasileiro, congratulo o novo papa Francisco e cumprimento a Igreja Católica e o povo argentino. Maior país em número de católicos, o Brasil acompanhou com atenção o conclave e a escolha do primeiro papa latino-americano”, diz o texto.

Dilma diz que os católicos brasileiros aguardam com expectativa a vinda do pontífice ao Rio de Janeiro, em julho, para a Jornada Mundial da Juventude. O Brasil deverá ser o primeiro país a ser visitado pelo novo papa. “Esta visita, em um período tão curto após a escolha do novo pontífice, fortalece as tradições religiosas brasileiras e reforça os laços que ligam o Brasil ao Vaticano”.

(Agência Brasil)

Obama saúda novo Papa e espera que ele leve adiante a mensagem de amor e compaixão

O presidente dos EUA, Barack Obama, desejou “calorosos votos”, em nome do povo americano, para o novo Papa, Francisco I, que foi eleito  nesta quarta-feira. Ele saudou o argentino como “o primeiro Papa das Américas.”

Disse ainda Obama: “Como campeão dos pobres e dos mais vulneráveis dentre nós, ele leva adiante a mensagem de amor e compaixão que inspirou o mundo por mais de dois mil anos, que em cada um vemos a face de Deus.”

(Com Agências)

Teólogo Leonardo Boff surpreso com papa argentino

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O teólogo brasileiro Leonardo Boff, em declaração, nesta quarta-feira, à ANSA, disse ter ficado “surpreso” com a “rápida” eleição do novo papa. Francisco I, argentino, foi anunciado como substituto de Bento XVI em clima de festa, na Praça São Pedro, no Vaticano.

“A verdade é que estou surpreso, eu não posso dizer nada sobre o novo papa, é preciso esperar, mas a escolha foi rápida, tão rápida, que é surpreendente, só gostaria que o papa eleito –o qual não conhecemos ainda– seja um Francisco I, um papa de sandálias para caminhar”, disse Boff, em uma entrevista telefônica.

O conclave que escolheu Francisco I durou dois dias.

Francisco I se comportou como "Bispo de Roma", o que deve facilitar diálogo com igrejas ortodoxas, diz jornalista

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A escolha do novo papa, o argentino Jorge Mário Bergoglio que adotou o nome de Francisco I também pegou de surpresa profissionais de imprensa que acompanham no Ceará a vida da Igreja Católica. Um deles, o jornalista e editorialista do O POVO, Waldemar Menezes.

“Eu fiquei muito impressionado com a apresentação do novo papa pela simplicidade. Ele se mostrou um homem humilde e completamente avesso a cerimônias. Mostrou ainda um respeito profundo ao povo, ao se reconhecer como um pastor que deve, antes de tudo, receber apoio do seu rebanho. Deixou isso claro ao se curvar para pedir orações. Ao mesmo tempo, demonstrou que é uma pessoa mística”, disse Menezes.

Segundo Waldemar, o novo Papa chamou a atenção também por ter falado como “bispo de Roma”, o que dá sinaliza, em sua avaliação “um gesto importante”. Ou seja, antes de tudo, será um bispo. “A função papal é uma função recebida por ele para ser exercida em nome da igreja, mas, fundamentalmente, é bispo de Roma, o que, acredito, deve facilitar o diálogo com igrejas ortodoxas. Acho que vão perceber isso”.

Para a América Latina, a escolha de Jorge Mario, o Francisco I, foi muito importante, conforme Waldemar, porque é o Continente que representa “a parte mais viva do Cristianismo junto com a África”.

“Ele vem de uma região que tem muito a contribuir com a Igreja. Ele é homem conhecido por ser simples, andar de bicicleta, de ônibus e preparar sua própria comida. É de uma ordem religiosa, no caso jesuíta, formado, portanto, numa escola de mística muito profunda”, complementou Waldemar Menezes.

"Papa Francisco I foi uma escolha do Espírito Santo", diz pároco da Catedral de Fortaleza

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A Igreja de Fortaleza recebeu “com um misto de surpresa e muita alegria” o anúncio do novo papa, Francisco I. Disse para o Blog o pároco da Catedral Metropolitana de Fortaleza, padre Clairton Alexandrino. “O novo papa, pelo nome, é um indicativo de um programa. Ele é papa do terceiro mundo, o que é uma alegria muito grande para todos nós”.

Bastante emocionado, padre Clairton Alexandrino destacou que toda a imprensa noticiava favoritos, que seria um brasileiro com setenta e tantos votos ou outro com tantos votos… os vaticanistas ventilavam nomes. Falou-se em briga de correntes, mas tudo confirmou um fato: a escolha é do Espírito Santo, que é dado por Deus e não pelos homens”, comemorou.

Ele fez questão de reiterar, várias vezes, que “todos erraram em suas previsões” porque a “escolha é do Espírito Santo”.

Na Argentina, festa para Francisco I

“A escolha do argentino Jorge Bergoglio como novo Papa foi recebida, nesta quarta-feira, com prolongados aplausos por parte de centenas de fieis que se encontravam na missa na Catedral de Buenos Aires.

Depois da surpresa inicial, cerca de 200 fieis ovacionaram o novo Papa Francisco I, enquanto dezenas de pessoas e jornalistas se dirigiam para a Catedal, frente à histórica Plaza de Mayo.

(Com AFP)

Papa Francisco I, homem de jeito simples

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Eis as primeiras palavras de Francisco I

O novo Papa, que adotou o nome de Francisco I, deixou ótima impressão aos mais de 50 mil fiéis e ao povo católico do mundo. A escolha dele pelos 115 cardeais, nesta quarta-feira, foi uma surpresa.

Principalmente, porque ele veio da Argentina, país da América Latina, continente que concentra o maior número de católicos do mundo. A expectativa é de que haja renovação no sentido do estilo desse novo papa, de jeito simples.

É o primeiro jesuíta papa que, em suas palavras citou as expressões “hospitalidade”, “fraternidade”, “silêncio” e “oração”.

Cardeal argentino é o novo Papa

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Saiu a fumaça branca das chaminés do Vaticano e, após mais de uma hora, saiu o nome do novo Papa, que substituirá Bento XVI. É o cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mário Bergoglio (76), que adotou o nome de “Francisco”, anunciou o cardeal francês Jean-Louis Tauran. O escolhido é o líder católico de número 266.

A eleição, que reuniu 115 cardeais, foi a terceira mais rápida de um Papa. O nome saiu após o quinto escrutínio.

Uma multidão faz festa na Praça São Pedro, no Vaticano. Caberá ao novo Papa, que comandará mais de 1 bilhão 500 milhões de fieis, fazer a tradicional bênção Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo).

Pois é, o primeiro Papa latino-americano e jesuíta.

E os brasileiros católicos agora vão ter que ajoelhar literalmente para a Argentina. Com todo respeito, claro!

* Sobre novo Papa aqui.

Nada de Habemus Papam!

“O primeiro dia de votações hoje (12) do conclave, que elegerá o sucessor do papa Bento XVI, acabou sem consenso. A fumaça escura, indicando a ausência de decisão, foi vista pela chaminé da Capela Sistina por volta das 19h40h (15h40 de Brasília). O cálculo dos vaticanistas é que o conclave dure, no mínimo, três dias e, no máximo, 11.

A Praça São Pedro lotou no final da tarde para o início da noite. Fiéis, religiosos e curiosos das mais diversas nacionalidades ignoraram a chuva fina que caía e aguardaram para ver a cor da fumaça. A terça-feira foi um dos dias mais frios da semana, registrando 8 graus Celsius.

O resultado da votação de hoje foi divulgado – por meio apenas da fumaça – cerca de duas horas depois de os cardeais se reunirem no conclave. Os 115 cardeais participaram, inclusive, o italiano Antonio Maria Vegliò, de 75 anos, que durante a missa da manhã passou mal e foi socorrido. A previsão é que amanhã (13) ocorram votações pela manhã e pela tarde.”

(Agência Brasil)

 

"Habemus Papam" terá sotaque francês

“A célebre frase proferida em latim “Habemus Papam” (Temos Papa, em português), aguardada para qualquer momento após o início do conclave, terá sotaque francês. O responsável pelo anúncio é o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso, cardeal protodiácono francês Jean-Louis Tauran, 69 anos. Ele só não dirá a frase caso seja o escolhido para suceder o papa emérito Bento XVI.

A escolha do cardeal francês para proferir a frase atende à exigência de que essa seja uma atribuição do primeiro cardeal da ordem dos diáconos, da qual Tauran faz parte desde fevereiro de 2011. Em 2005, a eleição do papa emérito Bento XVI foi anunciada pelo cardeal chileno Jorge Arturo Medina Estevez. A frase é dita aos fiéis da Varanda Central da Basílica de São Pedro.”

(AgÇencia Brasil)