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Obama anuncia aumento de impostos para os mais ricos

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“Em suas primeiras declarações públicas após ser reeleito, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (9) que, seja qual for o plano para reduzir o déficit do país, deve incluir aumentos de impostos para os mais ricos.

Obama convidou os líderes dos dois partidos (Republicano e Democrata) no Congresso para uma reunião na Casa Branca na próxima semana, em que serão discutidas maneiras de evitar o “abismo fiscal” diante dos EUA. A partir de 1º de janeiro de 2013, entram em vigor cortes de gastos profundos e o fim da redução de impostos remanescentes do governo de George W. Bush (2000-2008), o que pode levar o país de volta à recessão.

O presidente disse que os americanos votaram por ação, não pelas coisas como estão, e afirmou que quer reduzir o déficit de maneira equilibrada e responsável. Obama disse ainda que as eleições de terça-feira (6) mostraram que a maioria dos americanos concorda com sua abordagem e ele quer que o Congresso reflita essa maioria.”

(Agência Brasil/BBC)

Grito das minorias deu mesmo vitória a Obama?

Com o título “Porque Obama venceu”, eis artigo do professor doutor em História Latino-Americana no Pratt Institut de Nova York. Para ele, a reeleição veio principalmente das minorias, mesmo com um alto índice de desemprego reinando nos EUA. Confira:

Obama assumiu o poder durante uma era de forte turbulência econômica. Os Estados Unidos estavam perdendo milhares de postos de trabalho por mês. O presidente reverteu esta tendência criando mais de três milhões de postos de trabalho durante seu mandato. Infelizmente a economia americana ainda tem um baixo desempenho e baixo crescimento e, o mais importante, o desemprego ainda permanece alto como estava quando ele assumiu o primeiro mandato. Com este cenário, seria natural que se pensasse que

Obama perderia esta eleição de um modo bem decisivo.

Ao invés disso, Obama é o primeiro presidente desde Franklin Delano Roosevelt nos anos 30 a vencer uma eleição com índices tão altos de desemprego. A razão pela qual Mitt Romney não irá para a Casa Branca deve-se ao voto latino. A América está se tornando cada vez mais uma nação de diversidade. A política de divisão étnica e racial não é mais um caminho para o Partido Republicano vencer as eleições. Nenhum candidato pode vencer uma eleição presidencial sem construir uma coalizão multi-étnica-racial que diga respeito as diversas comunidades da América. O partido Democrata de Obama entendeu isso. O Partido Republicano de Romney tornou-se o partido de “velhos homens brancos”. No governo de George Bush Jr. o Partido Republicano conseguiu atrair mais de 40% do voto latino contra apenas 27% nesta eleição. Há 20 anos não teria tido importância se os Republicanos obtivessem uma votação latina tão baixa porque a América era predominantemente branca. Hoje os afro-americanos, Latinos e americanos asiáticos constituem quase 40% do eleitorado.

Os votos de Obama foram construídos por uma coalisão de negros, latinos, asiáticos, jovens e mulheres de todos os grupos étnicos. Obama conquistou mais de 80% dos votos dos “não brancos”. Esta coalisão foi construída com base em uma economia inclusiva que envolveu baixar os impostos para a classe média e a reforma do sistema de saúde. Esta eleição também se baseou em uma versão menor do chamado Dream Act, lei que possibilita jovens que estão no país, sem a devida documentação, a permanecerem na América sem serem deportados.

A administração de Obama utilizou uma linguagem inclusiva ao dar suporte a todos os grupos étnicos e a todos os americanos, independente de sua orientação sexual. Até que o Partido Republicano prove a comunidade latina que é um partido de todos os grupos, terá que esquecer a vitória em eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Tshombe Lee Miles

Professor doutor em História Latino Americana no Pratt Institute de Nova York.

China terá projeto de reforma financeira

“Reunidos no 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC), o comando da política do país prepara para hoje (9) a aprovação de um projeto piloto de reforma financeira. O projeto será instaurado em Wenzhou, na província de Zhenjiang, para servir como modelo ao restante da China, uma vez que o governo pretende estabelecer nova ordem econômica e financeira.

Pelo projeto, haverá aumento no incentivo à participação de capital privado em bancos locais e instituições não financeiras. Segundo dados oficiais, há 11 bancos cooperativos rurais em Wenzhou e dois deles concluíram reformas internas para a sociedade anônima. Localizado no Sudeste da China, o município de Wenzhou reúne duas cidades satélites e seis áreas agrícolas, com 9 milhões de habitantes. No século 19, a região se transformou em referência na produção de chá, importante produto no país.

O 18º Congresso Nacional do PCC, que começou ontem (8), reúne a cúpula política chinesa, incluindo 2.270 delegados, e vai até o dia 14. No congresso serão escolhidos os novos líderes políticos. O atual vice-presidente, Xi Jinping, deverá substituir o presidente Hu Jintao no comando do país e do PCC, dando início a uma nova geraçao de líderes.

Na segunda quinzena do mês, devem ser definidas as composições do Politburo (a cúpula do partido, com 25 membros) e do Comitê Permanente (com nove integrantes). Na abertura do congresso hoje (8), o presidente chinês, Hu Jintao, apresentou relatório indicando as prioridades para os próximos anos.”

(Com Agência Brasil e Prensa Latina)

Por telefone, Dilma cumprimenta Obama pela vitória

“A presidenta Dilma Rousseff conversou, por telefone, no começo da tarde de hoje (8) com o presidente reeleito dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo relato do governador do Ceará, Cid Gomes. Dilma havia tentado falar com o norte-americano ontem (7), porém Obama havia tirado o dia de folga para descansar e retornou hoje a ligação da presidenta.

No telefonema de hoje, Dilma cumprimentou Obama pela reeleição e demonstrou “preocupação com essa história do abismo fiscal”, conforme Cid Gomes, após almoço com a presidenta no Palácio do Alvorada. O governador não deu detalhes sobre a conversa.

Barack Obama foi reeleito na última terça-feira (6) com 303 votos dos 538 do Colégio Eleitoral. Com o lema de campanha “Four More Years!” (Mais Quatro Anos!), Obama venceu uma disputa apertada, com o concorrente republicano Mitt Romney, em uma campanha política considerada a mais cara dos Estados Unidos.”

(Agência Brasil)

Mauro Benevides destaca revista sobre estudos constitucionais dirigida por Paulo Bonavides

Nesta quinta-feira, o deputado federal Mauro Benevides (PMDB) registrou, em pronunciamento na Câmara, o lançamento da 13ª edição da Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais.

A publicação, que tem como diretor o jurista Paulo Bonavides, foi lançada nesta manhã de quinta-feira, no Espaço O POVO de Cultura e Arte, com a presença de professores e autoridades como o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Ademar Mendes Bezerra.

A revista é mais uma publicação de Edições Demócrito Rocha.

Obama – Crise imobiliária e desemprego são desafios para o segundo mandato

“Reeleito para o segundo mandato, o presidente norte-americano Barack Obama tem importantes questões à espera de solução. De acordo com analistas políticos, os problemas não são novos e estão na agenda – pelo menos cinco temas são considerados prioritários. O que predomina entre as preocupações é a questão econômica e seus desdobramentos, como o desemprego e a crise imobiliária.

O primeiro item da pauta de desafios de Obama é o enfrentamento da crise econômica. O desemprego caiu, mas permanece elevado, em 7,9%, e a geração de emprego ainda é lenta para absorver os milhões de americanos desempregados ou com subempregos. O crescimento econômico também é lento – 2% no terceiro trimestre. Há dificuldade de combater os efeitos da crise econômica internacional, pois persistem as limitações no mercado imobiliário, as incertezas sobre a política fiscal do governo em curto prazo e as preocupações com a divisão política em Washington.

Os norte-americanos, porém, tiveram notícias positivas nas últimas semanas –o emprego cresceu, ainda que de maneira modesta, e há uma retomada do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo que lenta, sinais de que o mercado imobiliário indica recuperação e a retomada da confiança. A partir de 1º de janeiro, haverá aumento de impostos e cortes nos gastos do governo que irão afetar praticamente todos os norte-americanos e podem devastar a já fraca economia – a não ser que o Congresso tome alguma medida. Economistas dizem que a combinação de cortes de gastos e aumento de impostos pode levar a economia interna de volta à recessão.

Há ainda a expectativa de que um acordo tire os Estados Unidos do abismo fiscal e aborde o déficit, que neste ano chegou a US$ 1,1 trilhão. Para isso, Obama e o Parlamento terão de lidar com programas sociais em rápida expansão, o orçamento da defesa de US$ 651 bilhões e a estrutura de Imposto de Renda. Também está em discussão a tensa relação com o Irã e o Oriente Médio. Um dos desafios de Obama é reduzir a presença dos Estados Unidos no Afeganistão, garantir a estabilidade do Iraque, promover a resolução do conflito entre Israel e os palestinos, lutar contra o terrorismo, garantir acesso livre à energia e impedir a proliferação nuclear.”

(Agência Brasil com BBC Brasil)

Barack Obama teve apoio de 66% dos latinos na Flórida e da maioria das mulheres

Durante toda a campanha, a Flórida recebeu grande atenção dos candidatos republicano, Mitt Romney, e democrata, Barack Obama. Eles gastaram mais de US$ 130 milhões em anúncios na TV, estratégia para conquistar os eleitores indecisos, principalmente os latinos, responsáveis por mais da metade do crescimento populacional dos Estados Unidos, de acordo com os dados do censo de 2010. Segundo pesquisa da Reuters/Ipsos, o presidente Obama teve apoio de 66% dos eleitores da Flórida.

O cientista político Gregory Koger, da Universidade Internacional de Miami, disse que o resultado da eleição representa os desejos dessa nova população que se consolida nos Estados Unidos. O professor acredita que Obama e os próximos presidentes vão ter que a dialogar melhor com os latinos. “Obama venceu porque hoje ele é o presidente de todos os grupos, representa todo o povo americano, especialmente os que ainda virão a se tornar povo americano”, disse.

As mulheres também tiveram peso no resultado da disputa entre Barack Obama e Mitt Romney. O presidente americano conquistou a preferência de 55% de votos feminino, contra 43% recebidos pelo republicano.

A estudante Ziebe Zareie disse que votou em Obama porque ele “fortaleceu a América para deixá-la como está agora”, e que acredita que ele “não vai fazer tudo necessariamente sozinho, mas está fazendo as coisas irem para frente. Já Romney ia regredir.” Outra eleitora, Emile Hudson, manifestou sua felicidade com a vitória de Obama, “porque ele apóia os direitos sociais”.

(Agência Brasil)

Líderes políticos mundiais comemoram vitória de Barack Obama

“Líderes políticos mundiais parabenizaram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela reeleição. A maioria dos cumprimentos ocorreu em telefonemas e mensagens na internet, por meio da rede social Twitter. Houve também comunicados oficiais na imprensa. A União Europeia divulgou nota parabenizando Obama e dizendo que norte-americanos e europeus trabalharão juntos na busca por soluções para os desafios globais.

A nota foi assinada pelos presidentes da União Europeia, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. O texto menciona a necessidade de a Europa e os Estados Unidos “reforçarem suas relações bilaterais” e “enfrentarem juntos os desafios globais”.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, também enviou mensagem a Obama por intermédio de nota oficial. No texto, Ki-moon diz que os esforços conjuntos devem ser para  “acabar com o derramamento de sangue na Síria, voltar a por no caminho o processo de paz no Oriente Médio, promover o desenvolvimento sustentável e fazer face aos desafios colocados pelas alterações climáticas”.

O presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, enviaram hoje (7) mensagem conjunta de felicitações a Obama. “Em uma nova era histórica, desejo que as nossas relações bilaterais, baseadas em uma cooperação construtiva, entrem em nova fase”, diz o texto. “[Nos quatro anos do primeiro mandato de Obama] graças aos esforços comuns das duas partes, as relações China-Estados Unidos registraram progressos significativos.”

O governo de Israel, um dos principais parceiros estratégicos dos Estados Unidos, também encaminhou nota de felicitações. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou que as relações entre os dois países  estão mais fortes do que nunca.

Por intermédio do Twitter, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, chamou Obama de “amigo” e desejou felicidade para os próximos quatro anos. “Calorosas felicitações para o meu amigo @BarackObama”, escreveu Cameron, que hoje (7) visita um campo de refugiados sírios no Norte da Jordânia.

O presidente da França, François Hollande, também parabenizou Obama. “É um momento importante para os Estados Unidos, mas também para o mundo”, disse Hollande em comunicado. “A reeleição é escolha clara em favor de uma América aberta, solidária e plenamente empenhada na cena internacional e consciente dos desafios do planeta: a paz, a economia e o ambiente”, disse.

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, saudou Obama. Harper disse que se alegra com a perspectiva de trabalhar com o presidente reeleito por mais quatro anos. “Será necessário avançar com as infraestruturas de transporte e de segurança necessárias para levar as relações comerciais bilaterais a novos níveis, assim como aliviar a burocracia, para que as empresas dos dois lados da fronteira possam criar mais empregos”, disse o primeiro-ministro em nota.

(Agência Lusa)

Qual a diferença do Romney para o Elmano?

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Na internet, aparece de tudo. Foi só a apuração dos EUA chegar ao fim, para que a derrota de Romney para Obama fosse aproveitada para uma piadinha feita por eleitores de Fortaleza. Veio a pergunta: Qual a diferença do Romney para o Elmano de Freitas?

O Romney reconheceu a derrota duas horas depois…

… enquanto Elmano diz que vai entrar na Justiça questionando a vitória do Roberto Cláudio (PSB).

Obama terá Senado democrata e Câmara republicana

“As principais previsões sobre os resultados das eleições nos Estados Unidos indicam que o Senado norte-americano terá a maioria de integrantes do Partido Democrata, do presidente reeleito Barack Obama. Porém, a Câmara dos Representantes deverá ficar sob o comando da maioria do Partido Republicano, que faz oposição a Obama.

Um terço dos 100 lugares do Senado estava em disputa nas eleições de ontem (6) e as projeções apontam para 23 nomes como vitoriosos do Partido Democrata e dez para o Partido Republicano.

As previsões mostram ainda que os republicanos devem manter o controle sobre os 435 lugares da Câmara dos Representantes. Na prática, as eleições encerradas ontem (6) nos Estados Unidos não mudam o cenário do Parlamento, conservando o formato anterior: o Senado com os democratas e a Câmara com os republicanos.”

(Agência Brasil/Agência Lusa)

Romney diz que irá rezar pelo governo de Obama

Ao fazer seu discurso de derrota, o republicano Mitt Romney felicitou Barack Obama pela vitória e disse que irá rezar pelo democrata –reeleito na noite desta terça-feira (6)–à frente do país e pediu que seus apoiadores façam o mesmo. Romney agradeceu diversas vezes seu candidato a vice-presidente, Paul Ryan, elogiando-o. “Paul foi a melhor escolha que eu poderia ter feito. Eu acreditei e sigo acreditando em sua competência e inteligência”, disse.

Romney ressaltou que os EUA encontram-se em um momento crítico, de grande desafio, em que não se pode arriscar o futuro com intrigas entre políticos. “Os governos de todos os níveis devem por a população à frente da política”, desejando ainda que professores, pais e todos, em geral, passem adiante os valores com os quais os EUA teriam sido construídos.

O político republicano ainda agradeceu a equipe de campanha, voluntários, doadores e à sua mulher, Ann Romney: “ela teria sido uma primeira-dama maravilhosa”.

* Leia mais aqui.

Obama apregoa a esperança em discurso da vitória

Reeleito, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez o discurso da vitória; Ele agradeceu o voto dos eleitores e declarou que está mais esperançoso hoje do que quando entrou no governo, há quatro anos. “Quero agradecer a todos os americanos que participam desta eleição. Nesta noite, vocês nos lembraram que, embora a estrada tenha sido difícil, fizemos nosso trabalho”, afirmou.

“Nós lutamos e sabemos, em nossos corações, que, para os Estados Unidos, o melhor ainda está por vir. Eu nunca estive tão esperançoso quanto ao futuro do país.” O presidente reeleito disse ainda que volta à Casa Branca mais inspirado do que nunca.

Obama também declarou que conversou com Mitt Romney, candidato derrotado, e o parabenizou pela “campanha acirrada”. “Nós batalhamos acirradamente, mas apenas porque amamos muito este país.”

O presidente reeleito ainda acrescentou que, nas próximas semanas, quer se sentar com Romney e outras lideranças republicanas, “para ver como podemos trabalhar juntos para levar o país para frente”.

Obama foi reeleito para um segundo mandato na noite desta terça (madrugada de quarta-feira no horário de Brasília). A festa da vitória foi realizada em Chicago, no Estado de Illinois, onde o democrata construiu a sua carreira política.

* Confira mais aqui./Foto AFP.

EUA – Imigrantes latinos podem decidir eleição

“A cidade de Miami, na Flórida, atrai imigrantes em busca de uma vida melhor. A maioria da população local é formada por brancos, o equivalente a 57%. Os negros, denominados afro-americanos, representam 15% e o restante – os latinos – equivale a 22% da população. O cenário multifacetado, de idiomas variados, define a miscelânia de opiniões e ideologias. Mas, nas ruas, os eleitores demonstram pouco interesse em votar.

Em conversas nos restaurantes e nas lojas percebe-se que a preocupação com as eleições não está entre as prioridades dos moradores da Flórida. Um exemplo é a  venezuelana Tal Doar, que  é dona de uma loja de bebidas em Miami. Apesar de ter a cidadania norte-americana, Tal Doar disse que não vai votar.

“Não sinto que os [principais] candidatos [Obama e o republicano Mitt Romney] vão fazer alguma coisa por mim. Com Obama, não teve progresso, mesmo como presidente, já há anos, e Mitt Romney não mostrou nada de interessante”, disse a venezuelana Tal Doar. Sem indicar se votará nestas eleições, o chileno Ricardo Gaete também é um dos muitos imigrantes que vieram tentar a sorte em Miami há 12 anos. Gaete trabalhou em hotéis até perder o emprego durante a crise econômica de 2008. Atualmente, é dono do seu próprio negócio, uma agência de turismo. Segundo ele, o governo do presidente norte-americano Barack Obama melhorou a situação do país.

O cientista político Casey Klosftad, da Universidade de Miami, disse que o “grande desafio” para os comitês de campanha dos candidatos não é identificar apenas quem os latinos vão escolher, mas principalmente quantos de fato vão votar. O cientista político lembra que nas eleições norte-americanas o voto não é obrigatório e quem decide votar, em geral, enfrenta longas filas.

Com 29 votos no colégio eleitoral, a Flórida é o maior dos chamados swing states – estados em que os eleitores ainda estão indecisos sobre qual candidato apoiar. Nas quatro últimas eleições, a Flórida se dividiu entre republicanos e democratas, com duas vitórias para cada partido, e o fator decisivo tem sido o voto dos latinos.”

(Agência Brasil)

O que tem a ver Romney com Moroni Torgan?

“O candidato republicano Mitt Romney, de 65 anos, quer ser o primeiro chefe de Estado norte-americano da religião mórmon. Foi designado representante do Partido Republicano, depois de vencer os rivais. Para Romney, que governou o estado de Massachusetts (no Nordeste do país) por cinco anos, a conquista da Casa Branca pode ser o resultado de uma trajetória de vitórias.

O lema de campanha dele é “Believe in America” (Acreditar na América). Apresentando-se como um empresário bem-sucedido, Romney insiste no discurso de que não é um político de carreira. Com isso, quer mostrar que conhece o funcionamento da economia. Nas últimas semanas, em uma estratégia de conquista dos eleitores indecisos, Romney tentou minimizar o discurso sobre imigração, elevação de impostos e direitos reprodutivos da mulher. De uma família tradicional, política e religiosa, ele se apresenta aos norte-americanos como pai, que conserva a fé e o patriotismo.

Como governador do estado de Massachusetts em 2002, conseguiu reduzir um déficit de US$ 3 bilhões e conseguiu a aprovação de uma lei considerada polêmica sobre a cobertura de cuidados médicos para a maioria da população de Massachusetts. Os amigos de Romney elogiam o seu pragmatismo e a capacidade de identificar soluções por meio do consenso.

DETALHE – Moroni Torgan, candidato derrotado a prefeito de Fortaleza pelo DEM, é mórmon que, inclusive, comandou essa religião na Europa nos últimos três anos. Ele retornou neste ano para disputar mandato. ”

(Agência Brasil)

Obama tenta reeleição nesta 3ª feira

“Filho de um economista queniano e de uma antropóloga do Kansas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de 51 anos, tenta a reeleição com o lema baseado na palavra mudança. Em 2008, as palavras de ordem dele eram “Yes, we can” (Sim, nós podemos) e “Hope” (esperança). A eleição de Obama, que nasceu em Honolulu (Hawai), foi considerada um divisor de águas, por ser o primeiro negro na Presidência da República e por seu discurso inovador e progressista. Com fama de ser um advogado que atuava em defesa da comunidade mais carente e dos direitos civis, Obama criou expectativa entre os mais pobres e os imigrantes nos Estados Unidos, além das mulheres.

Porém, em quatro anos de governo, o presidente esbarrou em numerosas dificuldades, principalmente impostas pelo Parlamento. Ele aposta no incentivo à economia por meio de mais mais impostos para os ricos e menor dependência do petróleo, além da geração de emprego e renda.

Paralelamente, Obama é cobrado pela comunidade latina por reforma nas leis de imigração e o fim da prisão de Guantánamo, em Cuba. Os pacifistas defendem a redução da participação dos norte-americanos em combates, como no Afeganistão. Progressista, carismático, com sentido de justiça, defensor da união e da reconciliação, Obama reconheceu que errou ao não ter se aproximado mais dos cidadãos.”

(Agência Brasil)