Blog do Eliomar

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Crise mundial de 2008 pode se repetir, diz OMC

“Os ministros das Finanças e dirigentes de bancos centrais que se reuniram nos últimos dias em Washington por ocasião do encontro anual do FMI terão dificuldades para convencer os mercados de que têm como impedir que o mundo entre em recessão pela segunda vez em apenas três anos.

A turbulência vivida pelos mercados globais reflete temores crescentes de que as dificuldades persistentes da Europa com sua dívida vão provocar uma crise financeira mais ampla e uma desaceleração mais acentuada no crescimento econômico.

“Estamos em uma zona vermelha. Arriscamos repetir o que aconteceu em 2008, por razões diferentes, mas por meio do mesmo canal: o sistema financeiro”. Alertou o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.”

(Estadão)

PNUD – No combate à porbeza, corrupção pode ser maior entrave do que crise econômica

“A corrupção pode ser um entrave maior do que uma crise econômica quando o assunto é combater a pobreza no mundo. A avaliação é de Selim Jahan, diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), sediado em Nova York, nos Estados Unidos.

O diretor reconhece que a crise econômica vivida pelos Estados Unidos e pela Europa afeta o trabalho de diminuição do número de pobres no mundo porque diversas nações dependem da ajuda externa vinda de países mais ricos para combater a pobreza, principalmente os da África. Ele alerta que a corrupção também tem impacto negativo, porque o dinheiro a ser usado é perdido.

“Pode-se dizer que sim [que a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro]. Quando você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção, você tem dinheiro, mas o perde”, disse Jahan, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.

“O uso ineficiente dos recursos e pouco dinheiro têm o mesmo efeito”, acrescentou o economista. Segundo ele, nações como Mali e Serra Leoa já estão em busca de outros países desenvolvidos que possam ajudá-los.

Selim Jahan destaca que há conhecimento de que a corrupção está instalada dentro do Poder Público de países pobres e emergentes. As Nações Unidas têm estimulado essas nações a usar mecanismos para dar transparência aos gastos governamentais. Ele cita uma experiência na Índia em que gestores locais colocam em um mural público quanto dinheiro há disponível e o montante gasto.

Segundo Jahan, diminuir a burocracia também contribui para evitar a corrupção. “Em algumas sociedades, a corrupção é institucionalizada. Isso ocorre por muitas razões. Uma delas é que, às vezes, existem muitas regras. Se você é o responsável por essas regras, você sempre pode usá-las para conseguir dinheiro dos outros. Se você simplifica essas regras e dá transparência aos gastos, você pode reduzir a corrupção”, explicou.

A primeira das oito Metas do Milênio, propostas pelas Nações Unidas, é reduzir pela metade o número de pessoas na extrema pobreza até 2015. O Brasil já atingiu essa meta.”

(Agência Brasil)

Pelo Estado da Palestina já! Apesar dos imperialistas norte-americanos

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Com o título “Amantes da paz no mundo exigem o Estado Palestino já!”, eis artigo do jornalista e radialista Messias Pontes. Para ele, é preciso ser criado o Estado Palestino, apesar do “imperialismo norte-americano”. Confira:

Quando Yasser Arafat, então presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), discursou pela primeira vez durante uma sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ele enfatizou que levava consigo uma metralhadora numa mão e um ramo de oliveira na outra. Ele gostaria e estava decido a esquecer a metralhadora e usar somente o ramo de oliveira. Porém não dependia dele, mas sim da ONU, ser obrigado a jogar fora o ramo de oliveira e ser obrigado a utilizar a metralhadora.

Essa declaração do líder palestino tocou fundo no coração e mentes dos amantes da paz em todo o mundo. Contudo foi rotundamente ignorado pelo imperialismo, notadamente o norte-americano, que até hoje, a soldo do nazisionismo, continua tentando impedir que o heróico povo palestino tenha o inalienável e sagrado direito à justiça, à liberdade e à paz, e possa, enfim, ter assegurado o seu tão sonhado Estado.

É inconcebível, sob todos os ângulos, que o nazisionismo continue perpetrando as atrocidades contra o povo palestino que acontecem há mais de 60 anos, em especial contra crianças, mulheres e idosos. Pior, destruindo hospitais, escolas, estradas e reservatórios de água, um bem mais que precioso naquela desértica região. Outro crime perpetrado pelo Estado terrorista de Israel contra os palestinos é o bloqueio de alimentos e até de remédios, semelhante ao que o imperialismo norte-americano faz com relação a Cuba. O constante genocídio, notadamente na Faixa de Gaza, tem sido condenado pelos democratas e amantes da paz de todo o mundo, mas nenhuma sanção é imposta ais criminosos.

Ontem, ao abrir a 66ª Assembleia Geral da ONU, a presidenta Dilma Rousseff encheu-nos de orgulho de ser brasileiros, aumentando a nossa autoestima. Ela – que é a primeira mulher na história a abrir a Assembleia Geral – deu as boas vindas ao Sudão do Sul como o 193º Estado membro e afirmou que o Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para o seu desenvolvimento soberano.  No entanto lamentou não poder  saudar, daquela tribuna, o ingresso pleno da Palestina na ONU.

Nossa Presidenta lembrou que o Brasil já reconhece o Estado palestino como tal e, o mais importante, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Frisou ainda que, “assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título”. Dilma Rousseff externou não só a posição do Brasil, mas da maioria dos países ali representados, tanto que foi aplaudida pela plateia.

Na próxima sexta-feira 23 de setembro, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, irá solicitar o reconhecimento do Estado palestino pela Assembléia Geral da ONU. É certo que a esmagadora maioria dos 193 Estados membros apoiará a justa reivindicação palestina. Todavia também é certo que os Estados Unidos usem o seu poder de veto para impedir que a justiça seja feita e a paz possa reinar naquela conturbada região. Afinal, como Estado terrorista, os Estados Unidos fogem da paz como o diabo foge da cruz. Não é à toa que os imperialistas estadunidenses mantêm mais de 860 bases militares em todo o mundo fomentando a guerra.

A eleição de um negro, filho de africano, que tanta promessa fez durante a sua campanha eleitoral em defesa da justiça e da paz, foi saudada pela consciência democrática mundial. No entanto tem vergonhosamente decepcionado a todos, revelando-se mais um tirado a levar o terror e a morte a todos os continentes, em especial ao Norte da África e ao Oriente Médio.

Barack Obama prometeu fechar a base de Guantánamo – pedaço do território cubano roubado pelos Estados Unidos – onde centenas de suspeitos de terrorismo continuam sendo barbaramente torturados, sem direito à defesa, e sequer poder dormir. Porém até o momento nada fez; acenou com o fim do criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial a Cuba, e no entanto fez foi recrudescer essa ignomínia.

A política belicista ianque é o maior empecilho à paz mundial e por isso mesmo os Estados Unidos continuam sendo odiados em todo o mundo, se sujeitando a atos terroristas como o de 11 de setembro de 2001. Quanto mais os Estados Unidos apóiam o nazisionismo e seus crimes contra os palestinos, mais ódio atrai para si, principalmente dos povos daquela região.

Os democratas e amantes da paz em todo o mundo exigem que a Organização das Nações Unidas reconheçam o Estado da Palestina e o inclua como o seu 194º membro.

* Messias Pontes,

Jornalista, radialista e militante do PCdoB.

EUA mandam executar homem em caso cheio de dúvidas

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“Num caso que comoveu os EUA, Troy Davis, condenado por matar um policial, foi executado na noite de quinta-feira, minutos após a Suprema Corte ter negado um recurso de última hora apresentado pelos seus advogados – que alegavam haver falhas no processo.

A pena de morte, que estava marcada inicialmente para 20h de ontem (horário de Brasília), chegou a ser adiada devido ao recurso, provocando comemorações de cerca de 200 manifestantes que durante todo o dia se concentraram diante de uma penitenciária de Jackson, na Geórgia.

Após quatro horas de deliberação, no entanto, a Suprema Corte anunciou que não impediria a execução por injeção letal. Ao ouvir a decisão, muitos manifestantes caíram no choro.

Há 20 anos no corredor da morte, Davis, de 42 anos, se transformou num símbolo da luta contra a pena e do pedido de tratamento legal mais justo para os negros, atraindo a atenção de pessoas como o Papa Bento XVI e o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter.

Ele é acusado da morte de um policial que trabalhava como segurança. Mas desde sua condenação, em 1991, sete das nove testemunhas mudaram suas declarações e algumas disseram ter sido coagidas pela polícia. Uma outra, Quiana Glover, afirma que um homem cujo depoimento foi determinante para a condenação lhe confessou a autoria do crime. Tampouco há arma ou prova física que ligue Davis ao crime.

– Eu sou Troy Davis – gritava a multidão diante da penitenciária, em manifestação repetida em Paris.”

(O Globo)

Na ONU, Dilma pede reconhecimento do Estado Palestino

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“A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que “chegou a hora” de um Estado palestino se converter em membro pleno das Nações Unidas, ao inaugurar a 66ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

“Chegou o momento de ter representada a Palestina a pleno título”, afirmou Dilma, deixando clara a posição do Brasil em meio a intensas negociações para evitar uma crise diplomática pelo pedido de adesão dos palestinos à ONU.

Seth Wenig/Associated Press
A presidente Dilma Rousseff durante discurso na Assembleia da ONU
A presidente Dilma Rousseff durante discurso na Assembleia da ONU; ela defende Estado palestino

Segundo a presidente, o reconhecimento do Estado palestino ajudará a obter uma “paz duradoura no Oriente Médio” e “apenas uma Palestina livre e soberana” poderá atender aos pedidos de Israel por segurança.

“Venho de um país onde árabes e judeus são compatriotas”, completou. Ouviram-se aplausos na sala de reunião da assembleia.

Por tradição, o Brasil inaugura os debates anuais da Assembleia Geral da ONU, e por isso Dilma foi a primeira chefe de Estado a falar na tribuna ante os líderes mundiais reunidos em Nova York, antes do presidente americano, Barack Obama. Essa também foi a primeira vez que uma mulher abriu a sessão, o que foi lembrado por Dilma.

“Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.”

“Tenho a certeza que este será o século das mulheres”, acrescentou.

Além de Dilma e Obama, devem falar ao longo da manhã os presidentes do México, Felipe Calderón, da França, Nicolas Sarkozy, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Colômbia, José Manuel Santos.

CRISE

Dilma alertou ainda que a crise econômica pode provocar uma “grave ruptura social e política” no mundo e pediu unidade para sair dela.

A crise econômica pode se transformar numa “grave ruptura política e social”, afirmou Dilma, acrescentando que o mundo se encontra numa situação “extremamente delicada” e ante uma “grande oportunidade histórica”.

“Ou nos unimos todos e saímos vencedores ou saímos todos derrotados”, continuou.

Rousseff disse ainda que já não interessa buscar responsáveis para a crise, e sim encontrar “soluções coletivas” e propôs “uma nova cooperação” entre os países desenvolvidos e emergentes.

“O Brasil está fazendo a sua parte. Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas, sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento”, afirmou Dilma.”

(POrtal Uol)

FMI prevê crescimento de 4% para economia mundial em 2012

“O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou ontem (20) que a economia mundial está em fase “nova e perigosa”, que depende obrigatoriamente da adoção de políticas sólidas e eficientes em cada país, principalmente os industrializados. A advertência foi feita em comunicado e está em um relatório sobre as perspectivas para 2012.

No estudo, a previsão do FMI é de crescimento mundial da economia de 4% em 2012. Porém,  há um alerta sobre os países ricos – que deverão crescer apenas 2%. Os países em desenvolvimento poderão chegar a 6% de crescimento no próximo ano, segundo o relatório.

“O ritmo de ajustamento adequado a curto prazo dependerá de cada país, conforme a intensidade da pressão do mercado que enfrenta, a magnitude dos riscos para o crescimento da região e a credibilidade de suas políticas”, diz o comunicado.

No estudo, os países emergentes, inclusive o Brasil, também recebem orientações para que estimulem o progresso “o mais rápido o possível” e busquem o “fortalecimento dos princípios fiscais”. “Países de baixa renda também precisam reconstruir sua área fiscal, sem negligenciar as necessidades de gastos”, acrescenta o documento.

O estudo aponta uma série de fatores que colaboraram para a crise econômica internacional. Entre eles, estão os impactos causados pelo terremoto seguido por tsunami e os acidentes nucleares no Japão, a estagnação da demanda nos Estados Unidos e turbulência financeira na zona do euro.

No caso dos europeus,os países que apresentam mais dificuldades são a Grécia, Itália, Espanha e Portugal. As dificuldades econômicas internas nesses países levaram também a manifestações populares e a reações de partidos políticos. Em Madri, o governo local enfrenta a pior greve de professores da sua história – mais de 40% da categoria estão sem trabalhar em protesto às medidas anunciadas.

No entanto, o estudo divulgado pelo FMI alerta que o crescimento econômico está diretamente relacionado aos esforços das autoridades europeias na tentativa de conter a crise na zona do euro.

“Os líderes da zona do euro precisam adotar uma política de consolidação que minimize as consequências [das dificuldades atuais] para o crescimento [econômico] e responda às preocupações [em curso] sobre a adequação dos mecanismos de resolução de crises”, diz o comunicado, referindo-se aos europeus. “Muitas economias avançadas, face às necessidades de ajuste, devem reduzir os riscos relacionados com níveis elevados de endividamento”, acrescenta a nota.

Ao mencionar os Estados Unidos e o Japão, o documento faz recomendações sobre a busca do equilíbrio, o estímulo da economia e o controle da volatilidade nos mercados financeiros. O estudo elogia as iniciativas dos governos japonês e norte-americano no lançamento de pacotes classificados pelo FMI como “suficientemente detalhados e ambiciosos planos”.

(Agência Brasil)

Na Assembleia da ONU, Dilma falará sobre esperança

“A presidente Dilma Rousseff discursará. nesta quarta-feira, quando da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), No discurso, ela deverá transmitir uma mensagem de esperança.

Dilma pretende falar sobre a preocupação com os conflitos no mundo árabe, a necessidade de adotar medidas relativas ao desenvolvimento sustentável e a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU.”

(Com Agências)

Dilma e Obama devem conversar sobre crise econômica mundial

“A presidenta Dilma Rousseff se reúne hoje (20) com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do México, Felipe Calderón. Com ambos, o principal assunto deverá ser o impacto da crise econômica mundial. Nas conversas, a presidenta deverá mencionar suas preocupações com eventuais prejuízos gerados pela crise, segundo assessores que a acompanham em Nova York.

Nas reuniões com os presidentes, Dilma deverá dizer que é fundamental preservar acordos e buscar a manutenção da estabilidade econômica para evitar efeitos nos projetos sociais. Na conversa com Obama, segundo diplomatas, a presidente pretende confirmar sua visita em 2012 aos Estados Unidos, em retribuição à viagem que o norte-americano fez ao Brasil em março.

Inicialmente, Dilma se reúne com Obama e Calderón. Depois, eles participam da abertura dos debates do grupo denominado Governo Aberto – que engloba 60 países que se comprometem a discutir e a executar políticas públicas transparentes. A partir dessa ação, os países que integram o grupo pretendem por em prática medidas internas de tranparência e prestação de contas.

A próxima reunião do chamado Governo Aberto ocorrerá em 2012 no Brasil. A Controladoria-Geral da União (CGU) organiza o evento.O controlador-geral da União, Jorge Hage, também acompanha a presidenta na viagem a Nova York.”

(Agência Brasil)

Dilma recebe prêmio em Nova York

“A presidenta Dilma Rousseff será homenageada hoje (20) em Nova York. Ela receberá o prêmio na categoria Serviço Público, concedido pelo Instituto Woodrow Wilson International Center for Scholars. O órgão premia as personalidades que colaboram para os avanços intelectuais e científicos no mundo.

O prêmio – nas categorias Serviço Público e Cidadania Corporativa – é concedido a políticos, empresários, líderes de organizações cívicas, artistas e pesquisadores que atuam para melhorar o mundo. A inspiração para a homenagem são as orientações pregadas pelo ex-presidente norte-americano Woodrow Wilson (1913 -1921), que recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Desde anteontem (18) Dilma está em Nova York, onde abrirá amanhã (21) a 66ª Assembleira Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Hoje, ao longo do dia, ela se reúne com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do México, Felipe Calderón. Em pauta  os impactos da crise econômica mundial.

Ontem (19), Dilma participou de dois grandes eventos – um destinado à discussão sobre doenças crônicas não transmissíveis e outro sobre a presença das mulheres em discussões políticas. Bem-humorada, a presidenta confessou que “dá um frio na barriga” fazer o discurso de abertura da  Assembleia Geral da ONU.”

(Agência Brasil)

Obama lança projeto que eleva impostos para os ricos

“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresenta hoje (19), em Washington, o plano elaborado pelo governo que pretende reduzir o déficit fiscal por meio de uma série de medidas, inclusive o aumento de impostos. O pacote será apresentado por Obama ao Congresso Nacional norte-americano e, antes mesmo de ser detalhado, sofre resistências lideradas pelos republicanos, que fazem oposição ao governo.

A proposta de elevação de impostos, segundo governistas, fará com que os contribuintes norte-americanos apontados como milionários passem a pagar as mesmas taxas da classe média. O plano inclui  a proposta de um imposto destinado aos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano.

A proposta está sendo chamada de Regra Buffet em homenagem ao investidor e empresário Warren E. Buffet, que denunciou desigualdades entre os mais ricos e a classe média no que se refere ao pagamento de impostos. De acordo com estimativas não oficiais, a medida deverá afetar 450 mil contribuintes norte-americanos.

Sob o impacto da crise econômica mundial, o Congresso norte-americano tem pouco tempo para decidir sobre a recondução da economia do país. Até o fim de novembro, os parlamentares devem votar medidas que levem ao corte de US$ 1,5 billhão.

Para os republicanos, Obama está em campanha para a reeleição e, por isso, o plano elaborado pelo governo é visto com resistência. As eleições norte-americanas ocorrerão em novembro de 2012.

Amanhã (20), Obama se reúne com a presidenta Dilma Rousseff, em Nova York. De acordo com assessores brasileiros, o encontro faz parte da agenda que começou em março deste ano, quando o presidente norte-americano e a família visitaram Brasília e o Rio de Janeiro.”

(Agência Lusa)

Banco Mundial cobra mais financiamentos para reduzir desigualdades de gênero

“O Banco Mundial (Bird) cobrou maior participação da comunidade internacional no combate às desigualdades de gênero. O órgão reconheceu a importância de políticas internas adotadas pelos países, mas avaliou que a comunidade internacional pode desempenhar um papel mais decisivo nesses esforços.

Um relatório divulgado pelo Bird aponta que o crescimento econômico tem provocado mudanças positivas, mas que hiatos como o excesso de mortes de meninas e mulheres e o acesso desigual das mulheres a oportunidades econômicas permanecem, mesmo em países ricos.

O documento cita a necessidade de uma ação nova ou adicional em frentes múltiplas – algum tipo de combinação que inclua maior financiamento, esforços coordenados para promover inovação e aprendizagem e parcerias mais eficazes.

“O financiamento deve ser direcionado especialmente para ajudar os países mais pobres a reduzir o excesso de mortes de meninas e mulheres [por meio de investimentos em água potável e serviços de saúde materna] e hiatos de gênero em educação”, destacou o Bird.

As parcerias, de acordo com o relatório, devem ir além de governos e órgãos de desenvolvimento e incluir o setor privado, organizações da sociedade civil e instituições acadêmicas em países ricos e em desenvolvimento.

O órgão ressaltou que é preciso maior apoio também para melhorar a disponibilidade de dados sobre gênero e promover avaliações sistemáticas de mecanismos para melhorar o acesso de mulheres a mercados, serviços e à Justiça.”

(Agência Brasil)

ONU – Dilma quer incluir políticas de inclusão na pauta mundial

“A presidenta Dilma Rousseff aproveitará a viagem a Nova York – que começa hoje (18) e vai até quinta-feira (22) – para colocar em discussão temas que considera fundamentais para a pauta internacional. Dilma desembarcou no Aeroporto John F. Kennedy na manhã deste domingo.

Nas conversas que terá com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy; do México, Felipe Calderón; e da Nigéria, Goodluck Jonathan; assim como com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, Dilma deve defender medidas comuns de combate à desigualdade social, com políticas de inclusão, apontando os programas de transferência de renda do Brasil como alternativa.

A presidenta também mencionará a Conferência Rio+20, que será realizada de 28 de maio a 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. Dilma destacará o fato que será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. A previsão é reunir mais de 100 líderes mundiais.

Até as vésperas de viajar, a presidente estudava a possibilidade de detalhar a decisão no Brasil de criar a Comissão da Verdade – que se destina a investigar os crimes ocorridos no país no período da ditadura (1964-1985). Não está definido se Dilma mencionará a questão sobre o acesso a documentos sigilosos, prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), e que divide opiniões no Executivo e Legislativo.

Dilma quer aproveitar as conversas, em Nova York, para defender a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Para o governo brasileiro, o órgão não reflete o mundo atual, pois mantém a estrutura dos anos após a 2ª Guerra Mundial – com 15 membros, cinco permanentes e dez rotativos.

Os membros permanentes do conselho são a China, França, Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos. Os assentos rotativos estão ocupados pela Bósnia-Herzegovina, Alemanha, por Portugal, pelo Brasil, pela Índia, África do Sul, Colômbia, pelo Líbano, pelo Gabão e pela Nigéria. O mandato de alguns desses países, como o Brasil, acaba em dezembro.

Dilma e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, participarão ainda das reuniões bilaterais com chanceleres do Brics – bloco formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul – e do G4, integrado pelo Brasil, pela Alemanha, Índia e Japão, países que defendem a ampliação dos assentos no Conselho de Segurança e querem ter um lugar permanente no órgão.

A presidenta está em Nova York acompanhada por cinco ministros, o das Relações Exteriores; o da Saúde, Alexandre Padilha; o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; o do Esporte, Orlando Silva, e a da Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.”

(Agência Brasil)