Blog do Eliomar

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ONU – Dilma quer incluir políticas de inclusão na pauta mundial

“A presidenta Dilma Rousseff aproveitará a viagem a Nova York – que começa hoje (18) e vai até quinta-feira (22) – para colocar em discussão temas que considera fundamentais para a pauta internacional. Dilma desembarcou no Aeroporto John F. Kennedy na manhã deste domingo.

Nas conversas que terá com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy; do México, Felipe Calderón; e da Nigéria, Goodluck Jonathan; assim como com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, Dilma deve defender medidas comuns de combate à desigualdade social, com políticas de inclusão, apontando os programas de transferência de renda do Brasil como alternativa.

A presidenta também mencionará a Conferência Rio+20, que será realizada de 28 de maio a 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. Dilma destacará o fato que será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. A previsão é reunir mais de 100 líderes mundiais.

Até as vésperas de viajar, a presidente estudava a possibilidade de detalhar a decisão no Brasil de criar a Comissão da Verdade – que se destina a investigar os crimes ocorridos no país no período da ditadura (1964-1985). Não está definido se Dilma mencionará a questão sobre o acesso a documentos sigilosos, prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), e que divide opiniões no Executivo e Legislativo.

Dilma quer aproveitar as conversas, em Nova York, para defender a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Para o governo brasileiro, o órgão não reflete o mundo atual, pois mantém a estrutura dos anos após a 2ª Guerra Mundial – com 15 membros, cinco permanentes e dez rotativos.

Os membros permanentes do conselho são a China, França, Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos. Os assentos rotativos estão ocupados pela Bósnia-Herzegovina, Alemanha, por Portugal, pelo Brasil, pela Índia, África do Sul, Colômbia, pelo Líbano, pelo Gabão e pela Nigéria. O mandato de alguns desses países, como o Brasil, acaba em dezembro.

Dilma e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, participarão ainda das reuniões bilaterais com chanceleres do Brics – bloco formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul – e do G4, integrado pelo Brasil, pela Alemanha, Índia e Japão, países que defendem a ampliação dos assentos no Conselho de Segurança e querem ter um lugar permanente no órgão.

A presidenta está em Nova York acompanhada por cinco ministros, o das Relações Exteriores; o da Saúde, Alexandre Padilha; o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; o do Esporte, Orlando Silva, e a da Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.”

(Agência Brasil)

Revista elege os 50 bumbuns mais bonitos do mundo

“A revista masculina GQ francesa elegeu as 50 famosas com os bumbuns mais bonitos do mundo. A primeira colocada foi a atriz Sienna Miller. Nenhuma brasileira entrou no ranking.

Jennifer Lopez, Beyoncé, Eva Mendes também tiveram boas posições. A revista GQ é uma das mais importantesrevistas masculinas do mundo.”

(JB Online)

VAMOS NÓS – Nenhuma brasileira no ranking? Só pode ser piada.

Dilma será a primeira mulher a abrir assembleia geral da ONU

“A dois dias da viagem para Nova York, onde a presidenta Dilma Rousseff fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma intensa agenda internacional que inclui reuniões privadas com cinco presidentes e discussões que vão desde a crise econômica internacional até energia nuclear e os conflitos nos países muçulmanos aguarda a presidenta. Será a primeira vez que uma mulher fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Para diplomatas, é o principal evento internacional do ano.

Antes da abertura da assembleia, no dia 21, Dilma vai se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na próxima terça-feira (20) à tarde. De acordo com assessores, será a continuidade das conversas que eles iniciaram em março, em Brasília. Depois da conversa, Dilma participa da reunião denominada Governo Aberto – que engloba 60 países que se dispõem a adotar medidas transparentes e de apoio conjunto.

Obama comandará a reunião do Governo Aberto. O tema da reunião que se refere às medidas de transparência foi proposto pelo presidente norte-americano. O porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, disse que a próxima reunião do grupo deve ocorrer no Brasil, em 2012. O tema está em discussão na Controladoria Geral da União (CGU).

Um dos temas que deverá ser mencionado na reunião, segundo assessores, é a questão dos conflitos no Norte da África e no Oriente Médio. A presidenta destacará a necessidade de respeito e preservação dos direitos humanos, do fim da repressão e da adoção de medidas que consolidem a democracia na região.

Paralelamente às reuniões conjuntas, Dilma tem conversas reservadas com os presidentes do México, Felipe Calderón, e da França, Nicolas Sarkozy, além de uma previsão de encontro com o nigeriano, Goodluck Jonathan. A presidenta tem ainda reunião agendada com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.

Depois dos acidentes radioativos, no Japão, em março, quando houve explosões e vazamentos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, o assunto entrou na pauta da comunidade internacional. Dilma participará da reunião de alto nível sobre segurança nuclear. O objetivo da reunião, segundo o porta-voz, é desenvolver mecanismos de uso e exploração da energia nuclear com segurança.

Pelo menos seis ministros deverão acompanhar a presidenta na viagem aos Estados Unidos. Dilma seguirá na companhia dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; da Saúde, Alexandre Padilha; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; dos Esportes, Orlando Silva; da Comunicação, Helena Chagas, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.”

 (Agência Brasil)

Nepal reconhece terceiro gênero em censo nacional

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“O Nepal acaba de completar o primeiro censo nacional que inclui em seu formulário a opção de um terceiro gênero. A iniciativa, possivelmente inédita em âmbito mundial, abre caminho para o reconhecimento de direitos das minorias sexuais e de gênero na garantia de provisão e acesso a serviços públicos.

O reconhecimento oficial seguiu uma orientação da Suprema Corte nepalesa. A decisão histórica, tomada em 2007, passou a garantir os direitos da população gay, lésbica, bissexual e transexual. Além de estender os direitos civis, a corte pregou o fim da discriminação contra a população LGBT – algo inovador, tendo em vista que até o fim da monarquia, que caiu em 2008, o país considerava crime relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

A decisão da Suprema Corte exige que todo documento de identificação dos nepaleses indique claramente a identidade de gênero dos cidadãos. “Depois da decisão nós pudemos sair livremente, e agora nos sentimos mais respeitados – muitos, inclusive, já têm nos documentos o reconhecimento do terceiro gênero”, diz Bhumika Shrestha, ativista local dos direitos das minorias sexuais. “O governo reservou uma parte do orçamento anual para nós, e vários formulários oficiais agora têm outra opção além de masculino e feminino”, conta.

A terceira categoria, pela primeira vez incluída no censo, já é usada em documentos oficiais. Com as carteiras de identidade, os cidadãos podem acessar diversos serviços públicos e privados como abrir uma conta bancária, fazer um passaporte, comprar um imóvel e até mesmo conseguir um emprego.

A situação das minorias sexuais no Nepal foi retratada em um documentário de 10 minutos. “Saindo do armário” foi produzido pelo Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) e organizações não-governamentais, incluindo a Blue Diamond Society, defensora dos direitos da minorias sexuais.

Para o diretor do PNUD no Nepal, Shoko Noda, a decisão histórica é o princípio de uma série de outras ações que devem se seguir. “A implementação da decisão vai, certamente, ajudar a reduzir barreiras e também aumentar o acesso a serviços essenciais – especialmente no que se refere à prevenção e ao tratamento do HIV e da AIDS”.

Em conjunto com o governo do Nepal e outras organizações não-governamentais, o PNUD trabalha no combate ao HIV/AIDS, gerenciando recursos do DFID e do Fundo Global para Combate à AIDS, Tuberculose e Malária. Em 2006, com o apoio do Fundo Global, o PNUD se tornou a primeira agência internacional a apoiar organizações locais no desenvolvimento de ações e serviços relacionados ao tratamento e prevenção do HIV/AIDS. A rede de ações se espalhou por 14 distritos do Nepal, beneficiando mais de 185 mil pessoas.”

(Site do PNUD)

Terremoto de 6,2 graus atinge o Japão. Mas não causa tsunami

“Um terremoto de 6,2 graus na escala Richter sacudiu nesta quinta-feira zonas do centro e do norte do Japão, sem que tenha motivado um alerta de tsunami ou reportes sobre danos, segundo a televisão pública NHK.

O tremor aconteceu às 17h locais (5h de Brasília) e foi sentido em várias zonas das regiões de Kanto (que inclui Tóquio) e Tohoku, esta última atingida em março pelo devastador terremoto e o posterior tsunami que causaram cerca de 20 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Segundo a NHK, o epicentro se localizou no leito marinho em frente à costa da província oriental de Ibaraki e a 10 km de profundidade. Na escala japonesa fechada de 7, o sismo chegou a 4 graus na província de Ibaraki e a 3 em algumas zonas de Tohoku, incluindo vários bairros da área metropolitana de Tóquio.

Desde o forte terremoto de 9 graus em 11 de março, o Japão registrou mais de 660 réplicas com intensidade superior a 5 graus na escala Richter.”

(Portal Terra)

Obama com reeleição ameaçada

“O mês de agosto, marcado por terremotos e furacões nos Estados Unidos, parece não ter fim para o presidente Barack Obama. Passadas as catástrofes naturais, agravaram-se as turbulências políticas e econômicas para o titular da Casa Branca.

A cada nova manhã no Salão Oval, as notícias trazidas por seus mais próximos assessores não são nada alvissareiras para um presidente em plena campanha em busca de um segundo mandato, na eleição de 6 de novembro de 2012.

Na economia, que atinge o bolso e o moral do cidadão e é a principal influência para o eleitor na hora de depositar o voto na urna, as estatísticas pesam contra o governo. Em agosto, nenhuma nova vaga de trabalho foi criada nos EUA, hoje com um preocupante índice de desemprego de 9,1%.

Segundo as previsões do Escritório de Orçamento do Congresso, o índice não deverá baixar da perigosa casa dos 9% até o pleito do ano que vem. Os temores democratas aumentam pela retrospectiva histórica: desde Franklin Roosevelt, que governou o país de 1933 a 1945, nenhum presidente conseguiu se reeleger com um índice de desemprego superior a 7,2%.”

(Globo)

Wolkswagen construirá nova fábrica no Brasil

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“O presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, afimou, em entrevista a jornalistas brasileiros durante o primeiro dia de prévia do Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha, que a marca avalia a possibilidade de dobrar a capacidade de uma de suas duas fábricas no Brasil ou construir uma nova unidade em território nacional para atender à expansão do mercado. Hoje, a montadora produz 3,6 mil carros por dia no País.

De acordo com Schmall, o investimento ficaria em aproximadamente R$ 1 bilhão e seis estados são cogitados, entre eles Paraná – que já abriga a unidade de São José dos Pinhais – e Pernambuco. A decisão levará em conta os incentivos oferecidos pelas unidades da federação. A nova unidade, disse o executivo, teria capacidade para produzir entre 600 e 700 carros por dia em um primeiro momento.

A nova planta viabilizaria a produção de um novo carro de entrada prometido pela marca até 2014 – possível sucessor da quarta geração do Gol (G4). “O segmento de entrada é o que vai crescer mais no Brasil”, disse o executivo. “A previsão é que sejam vendidos 600 mil unidades do Gol (G5) em 2015”, explicou.

Novo modelo. Schmall assume que é grande a chance de este veículo ser o Up!, compacto mundial que foi apresentado ao mercado na mostra alemã. No entanto, o presidente diz que há alguns entraves em relação à produção local do Up!, primeiro fruto de uma plataforma global que será usada em diversos modelos do Grupo Volkswagen.

Entre os itens que podem impedir que o automóvel caia no gosto do brasileiro estão o porta-malas pequeno, a autonomia e o fato de o carro levar apenas quatro pessoas. “Na Europa o Up! será o segundo ou terceiro carro de uma família, enquanto no Brasil ele será o único para viajar e trabalhar”, explicou o presidente. “Os brasileiros também gostam de um design mais alegre, mais vivo.”

Questionado sobre a possibilidade de mudar o Up! para atender o gosto nacional, Schmall é categórico em afirmar que, caso o carro venha a ser escolhido parao o País, ele será “bem parecido” com o modelo europeu em desenho e acabamento.

O interior do carro de 3,54 metros é quase inteiro revestido de plástico em tom claro – inclusive o painel de porta interno -, com alguns detalhes em preto. Para acessar a fileira de trás, os bancos dianteiros correm para frente e o espaço para duas pessoas é satisfatório. O porta-malas é dividido em dois e leva 251 litros, enquanto o tanque tem capacidade para 35 litros de combustível.”

(Estadão.com.br)

Obama propõe elevar impostos para gerar empregos

“O presidente americano, Barack Obama, quer que os mais ricos arquem com os custos do pacote de US$ 447 bilhões que visa à criação de empregos. A Casa Branca enviou [ontem] uma proposta ao Congresso que prevê o fim de deduções fiscais para os mais ricos, além da suspensão de subsídios para a indústria petrolífera. Com isso, estima uma receita de US$ 467 bilhões ao longo de dez anos.

As medidas entrariam em vigor em 1º de janeiro de 2013, quando a Casa Branca espera que as duas maiores alíquotas do Imposto de Renda passem dos atuais 33% e 35% para 36% e 39,6%, como resultado do fim dos cortes de impostos do governo Bush.

A mudança nas deduções fiscais afetaria aqueles com renda anual superior a US$ 200 mil ou US$ 250 mil, no caso de famílias (cerca de R$ 28 mil mensais). O texto estabelece o limite de 28% para deduções nessa faixa de renda.

Ou seja, para cada US$ 100 que o contribuinte apresentar como dedutível do imposto, ele só poderia abater US$ 28. Isso incluiria pagamentos de hipoteca e doações para instituições de caridade.

Segundo o diretor de Orçamento da Casa Branca, Jack Lew, só essa medida renderia US$ 400 bilhões para os cofres do governo.”

(O Globo)

Petista participa de evento internacional na Eslovênia

O deputado estadual Dedé Teixeira (PT) participou, neste fim e semana, do Fórum Estratégico de Bled, realizado na cidade de Bled, na Eslovênia. Como presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos, Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa, ele representou o Legislativo Estadual, a convite do Ministério das Relações Exteriores da República da Eslovênia.

Durante os últimos cinco anos, o Fórum Estratégico de Bled tem sido uma importante reunião de pensadores das áreas política, industrial e acadêmica da Europa, Ásia e América. O Fórum Estratégico de Bled 2011 teve como foco “O Poder do Futuro – sobre os novos modeladores e influenciadores”. O fórum também deu atenções ao papel dos estados menores nas interações globais, relações entre União Europeia e China, os Bálcãs Orientais, Afeganistão, e assuntos econômicos e ambientais.

Dedé Teixeira aproveitou para divulgar ali o esforço do Ceará para incluir na Rio + 20, conferência internacional sobre clima, que ocorrerá neste ano no Rio de Janeiro, a importância da caatinga.

11 de Setembro – Uma nova ordem mundial

O professor Josênio Parente, cientista político e coordenador do Grupo de Pesquisa Democracia e Globalização, em artigo no O POVO deste domingo, analisa o 11 de Setembro. Confira:

O século XXI é marcado por um fenômeno inusitado do novo quadro das relações internacionais: um atentado espetacular aos ícones do capitalismo no epicentro da sociedade de mercado. Foram destruídas as torres gêmeas, o símbolo do capitalismo financeiro; atingindo o Pentágono, seu poder militar, tendo, contudo, falhado o alvo político, o pontificado da Modernidade, a Casa Branca.

O simbolismo é forte para a visão do mundo daquela geração que viveu a Guerra Fria e imaginava o fim da história como a vitória do capitalismo ou do socialismo. Essa geração viu desmoronar essa estrutura no início da década de 90, com a queda do mundo de Berlim. A das torres gêmeas, contudo, foi tão surpreendente quanto e também reveladora dessa transição lenta do mundo para uma nova ordem com a inclusão de novos países e blocos geográficos, econômicos e culturais, ao banquete da globalização.

O mundo do pós-guerra mundial, institucionalizado a partir da Organização das Nações Unidas (ONU), ficou complexo demais. As mudanças aconteciam demasiadamente rápidas. Após as Torres Gêmeas, os EUA foram a duas guerras e pagaram um alto preço. Embora os EUA tenham continuado sendo a força mais poderosa do mundo, não tiveram o poder moral que representavam durante a Guerra Fria.

A China suga não só a dívida americana dessa aventura, mas também os próprios fundamentos da sociedade de mercado, onde a competitividade toma nova forma e nova ética. Ela passou da sexta economia global para a segunda, neste período, com perspectiva de liderar em pouco tempo.

A nova ordem mundial, desta forma, não está formatada. Com a curiosidade de quem acompanha criticamente o desenrolar dos fatos, os grupos de pesquisa: Lamia, Democracia e Globalização, e Nupes, vinculados ao CNPq, organizados nos mestrados acadêmico e profissional de políticas públicas da Uece, trazem ao debate a problemática dessa nova organização do mundo global a partir do impacto que o 11 de setembro de dez anos passados teve para os novos arranjos institucionais. Que olhar poderemos ter do futuro a partir do desenrolar desse acontecimento ponto, mas cheio de significado?

Não menos importante, assistimos a uma luta aparentemente inglória entre valores liberais e teocráticos em disputa pela hegemonia desse mundo global. O pacto civilizatório apresenta novo desafio para a convivência democrática entre os sistemas culturais de modo que os nacionalismos não sejam transferidos para os fundamentalismos.

Vemos, assim, o Ocidente receber a chave de entrada no mundo mágico da religião, que permaneceu sufocado com a secularização do século XX. A própria secularização tira sua máscara de neutralidade, não só para reverenciar a religião, mas para se assumir como tal. O desafio da democracia está posto nesse cenário.

Josênio Parente – Cientista político e coordenador do Grupo de Pesquisa Democracia e Globalização

josenioparente@gmail.com