Blog do Eliomar

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Dilma visitará a Bulgará evitando ser usada por políticos em clima de eleições

“A presidente Dilma Rousseff desembarca esta noite em Sófia, capital da Bulgária, com o cuidado de não ser usada pelos políticos locais que concorrem a eleições daqui a duas semanas. Festejada como exemplo de uma “búlgara bem-sucedida”, ela é vista como cabo eleitoral ideal dos candidatos envolvidos na campanha.

A presidente encontrará uma sociedade em convulsão, vivendo até um conflito étnico. Já os seus familiares, descontentes com a disputa política, insistem em manter o encontro apenas como “assunto privado”.

Os políticos na Bulgária não escondem que seu objetivo é o de atrair investimentos brasileiros para a região, mergulhada na depressão econômica. O governo brasileiro não vê problemas em ser visto como esperança para o país, mas não pretende deixar que Dilma seja usada. “Será uma visita de Estado e estamos tentando manter o programa o mais institucional possível”, comentou uma fonte do governo. O Planalto chegou a pensar em adiar a viagem para 2012, quando a eleição já terá passado, mas a agenda foi mantida.

Ainda assim, Dilma desembarca em meio a um caos social e político, com 18 candidatos à presidência. O partido de direita, tido como favorito, tem como candidato Rosen Plevneliev, apoiado pelo atual primeiro-ministro, Boyko Borisov. Já o presidente búlgaro, o socialista Georgi Parvanov, quer eleger um sucessor de seu próprio partido.

Disputa. A briga para aparecer ao lado de Dilma é escancarada. Boika Bashelieva, assessora de imprensa da Presidência, garantiu ao Estado que a eleição não vai interferir na visita – e que os acordos serão assinado pelo presidente Parvanov.

O primeiro-ministro Borisov chegou a anunciar investimentos da Embraer, não confirmados, e vendeu a ideia que foi ele quem trouxe Dilma para Sófia.”

(Agência Estado)

Crise – Dilma defende união entre países e diz que Brasil quer ajudar europeus

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“A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (4), em Bruxelas (Bélgica)  que a comunidade internacional busque a união no combate aos impactos gerados pela crise econômica internacional. Segundo ela, a “associação é mais urgente” entre os países neste momento em que a situação se agrava. Dilma disse ainda que o Brasil está à disposição dos europeus para colaborar nas medidas que forem necessárias a fim de impedir uma piora na situação. Mas não mencionou valores nem a possibilidade de repasses financeiros.

No momento, vários países da zona do euro, como a Grécia e a Espanha, esforçam-se para evitar que a crise acentue os problemas internos de desemprego e alta de impostos e tarifas. “Essa associação é mais urgente”, alertou a presidenta durante a 5ª Cúpula Brasil-União Europeia. “Estamos agora diante do aumento do risco soberano. Acredito que é fundamental a coordenação política entre os países para fazer face [ao agravamento da crise]”, acrescentou ela.

Dilma se reuniu por cerca de duas horas, durante a cúpula, com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, além de ministros brasileiros. No encontro, os temas que dominaram os debates foram o agravamento da crise econômica internacional, a violência na Síria e os conflitos nos países árabes, além de acordos multilaterais.

“É necessário que se busque o combate ao desemprego para que as populações não percam a esperança no futuro. A recessão traz o aumento das desigualdades sociais”, disse a presidenta. Segundo ela, é possível conciliar o estímulo à geração de emprego com a responsabilidade fiscal. Dilma lembrou que há 20 dias a América Latina era “sinônimo de crise” e agora mostra que é capaz de superação.

Em seguida, Dilma acrescentou que é preciso “evitar sombrios desdobramentos políticos” e que “o Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades”. “Somos parceiros da União Europeia e [os europeus] podem contar com o Brasil”, destacou.

Para a presidenta, a solução para a crise econômica internacional passa por uma reavaliação do sistema financeiro mundial. Segundo ela, classificado como um “sistema ineficaz”, que se comprovou com o fato de a crise ter se acentuado. Dilma disse também que é fundamental aliar políticas macroeconômicas com a geração de emprego e renda.

Dilma disse ainda que os ministros da Fazenda da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) vão se reunir nos próximos dias para coordenar ações para a Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo). O encontro ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, no Sul da França. “As Nações Unidas precisam estar à altura de um mundo multipolar”, advertiu a presidenta.”

(Agência Brasil)

Brasil envia na 5ª feira missão de paz para o Líbano

“O Brasil enviará, na próxima quinta-feira (6), um contingente de 300 militares para a missão de paz das Nações Unidas no Líbano, a Unifil. A fragata União, da Marinha, partirá do Rio de Janeiro com marinheiros, mergulhadores e fuzileiros navais, para uma missão de seis meses na costa libanesa.

O Brasil participa da missão desde fevereiro deste ano, quando o comando da Força-Tarefa Marítima da Unifil foi assumido pelo contra-almirante Luiz Henrique Caroli. Quatro oficiais e quatro praças brasileiros assessoram o comandante na missão.

Apesar disso, o Brasil ainda não tinha enviado nem navios nem grandes contingentes militares para a missão, que já conta com a participação de embarcações e militares da Alemanha, da Grécia, da Indonésia, da Turquia e de Bangladesh.

A fragata União terá um helicóptero AH-11A Super Lynx, um destacamento de mergulhadores de combate, que poderá realizar operações especiais, e um de fuzileiros navais, que será responsável pela segurança do próprio navio. Além disso, a embarcação deverá servir como posto de comando para toda a força-tarefa.

“O Brasil, com isso, mostra sua capacidade de armar um navio de guerra e enviar para uma região longínqua, que necessita de um suporte logístico complexo, fazendo valer a sua estatura no cenário da nações. E isso com um objetivo muito nobre: o de fazer a manutenção da paz numa região, historicamente, com sérios problemas políticos”, disse o comandante da Força de Superfície da Marinha Brasileira, contra-almirante Savio Nogueira.

O navio brasileiro fará paradas em Recife, Las Palmas (nas Ilhas Canárias) e Nápoles (na Itália), antes de chegar a Beirute, no Líbano, no dia 14 de novembro. O retorno da embarcação para o Rio de Janeiro está previsto para junho de 2012.

De acordo com o contra-almirante, a Marinha tem condições de enviar um segundo navio, caso seja necessário substituir a fragata União, ao final da missão de seis meses. “Nós já estamos pensando em começar a nos preparar para um rodízio naquela área.”

(Agência Brasil)

Chávez diz que não vai estatizar todas as empresas privadas que operam na Venezuela

“O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou que o governo pretenda nacionalizar todas as indústrias que funcionam no país. A possibilidade surgiu desde que Chávez nacionalizou a empresa de barcas Conferry, responsável pelo transporte para a Ilha Margarita – um dos principais pontos turísticos do país. Mas Chávez afastou a alternativa de nacionalização geral.

“Seria uma loucura e o país ficaria ingovernável. Precisamos de um setor privado responsável. [Precisamos da] pequena propriedade e média propriedade”, disse o presidente, em entrevista por telefone para a emissora estatal de televisão VTV.

Segundo Chávez, os estrangeiros que quiserem investir na Venezuela serão “bem-vindos”. O presidente disse que a região de Orinoco tem projetos atraentes e que podem despertar o interesses dos investidores. De acordo com ele, o “modelo econômico venezuelano é produtivo e diversificado”.

O presidente disse ainda que o atual modelo político e econômico adotado na Venezuela refelete a igualdade social, pois permite a “democracia participativa, popular e verdadeira”. Demonstrando indignação com os boatos sobre o agravamento do seu estado de saúde, Chávez reagiu condenando os responsáveis pelas informações.

“É uma coisa mórbida. É bruto e desumano, mas isso é o mundo”, disse Chávez. “O que eles [os que suspeitam do agravamento do seu estado de saúde] querem?. Querem que retire o tumor maligno e mostre para eles? Isso, eu não vou, por favor” disse ele, negando um novo diagnostico de  câncer, desta vez na região do cólon.

Desde junho, Chávez se submete a um tratamento para a cura de câncer. Fez quatro sessões de quimioterapia, perdeu mais de 20 quilos e está careca.”

(Agência AVN)

ONU alerta: Haiti ainda enfrenta situação de crise humanitária

“A secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Assuntos Humanitários, Valérie Amos, alertou que o Haiti ainda enfrenta estado de crise humanitária. Para ela, o mais preocupante é a vulnerabilidade das famílias abrigadas provisoriamente em acampamentos. Segundo a secretária, um ano e meio depois do terremoto – do 12 de janeiro de 2010 – o país permanece em situação crítica.

Amos ficou dois dias no Haiti. A secretária verificou que a população enfrenta necessidades emergenciais, como falta de casas, alimentação, água e saneamento básico. Segundo ela, cerca de 4,5 milhões de haitianos passam por limitações de comida, enquanto 600 mil ainda moram em acampamentos improvisados.

A secretária das Nações Unidas lembrou ainda que a epidemia de cólera acentuou a situação crítica no Haiti, pois mais de 5 mil pessoas morreram no período de quase um ano – desde outubro de 2010. A população haitiana enfrenta ainda enchentes causadas pelo período de chuva no país.

O presidente do Haiti, Michel Martelly, reuniu-se com Amos e autoridades haitianas. Na conversa, Amos apelou para que o governo suspenda os despejos das famílias que estão abrigadas provisoriamente. Segundo Amos, as mais ameaçadas são as mulheres e as crianças que correm riscos de violência sexual.

Ontem (29), o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, defendeu a retirada gradual dos militares estrangeiros do Haiti, que pertencem às forças de paz. Segundo ele, a retirada faz parte dos planos das Nações Unidas para que o governo haitiano possa assumir o comando do seu sistema de segurança. Cerca de 1,6 mil homens estrangeiros devem deixar o país até março de 2012.

(Agências Portugal, Lusa.)

Fidel – Cuba vai mudar, mas EUA talvez caiam antes

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“Fidel Castro fez duras críticas [ontem] ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por sugerir que as relações bilaterais poderiam melhorar se Cuba fosse mais democrática. Em novo artigo divulgado pela imprensa estatal, o líder cubano disse que seu país não vai se curvar à pressão americana.

“Muitas coisas vão mudar em Cuba, mas vão mudar por nosso esforço próprio e apesar dos Estados Unidos. Talvez antes aquele império caia”, escreveu.

Na quarta-feira, após Cuba anunciar o fim da proibição à compra e venda de carros, Obama disse que os EUA estavam prontos para melhorar as relações com Cuba, mas que ainda não viram medidas da parte de Havana que justifiquem a suspensão do embargo. Ele pediu ainda que a ilha una-se à onda de mudança democrática vivida no mundo árabe.

“Que lindo! Que inteligente!”, disse Fidel. “Tanta bondade não permite que ele entenda que 50 anos de bloqueio e de crimes contra nossa pátria não foram capazes de dobrar nosso povo.”

(O Globo)

Doutor Patch Adams dará coletiva em Fortaleza

Nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, no Hospital Municipal João Elísio de Holanda, em Maracanaú, Patch Adams, o médico americano que, na sociedade contemporânea, foi o primeiro a utilizar a figura do palhaço nas instituições de saúde como parte do processo de cura, dará entrevista coletiva.

Ele vai falar sobre a sua primeira “Viagem Humanitária de Palhaços ao Brasil”, chamada de “Jornada de Palhaços Cuidadores”, em que visitará instituições de saúde do Ceará.

Ainda em sua programação no Estado, o “Doutor Patch” realizará o workshop “Uma atenção à saúde mais humana” nesta sexta-feira e no sábado, no Coliseum Hotel, em Beberibe (Litoral Leste). Também dará palestra sobre o tema “Decidindo ser feliz”, no sábado, no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza.

SERVIÇO

* Hospital Municipal João Elísio de Holanda – Rua João Alencar, s/n. Centro. Maracanaú.

Crise econômica tem componentes políticos, segundo presidente da Comissão Europeia

“A crise econômica internacional que atinge vários países europeus tem também componentes políticos, avalia o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Segundo ele, a Europa vive uma grave crise de confiança política. Para Barroso, é fundamental um esforço coletivo na tentativa de vencer as dificuldades.

“É preciso ser honesto e absolutamente claro na análise do estado da União: estamos hoje confrontados com o maior desafio que, creio, a União [Europeia] conhece em toda a sua história”, disse Barroso.

O presidente da Comissão Europeia lembrou que de trata de uma crise financeira, econômica e social, mas também de confiança. O assunto é tema de uma série de debates sobre o Estado da União, em referência ao momento atual vivido na zona do euro.

Os boatos em torno das dificuldades de solução para o endividamento de países europeus atingiram hoje (28) as bolsas da Europa, que abriram o dia em baixa. Houve registros de queda em Londres {Reino Unido), Frankfurt (Alemanha), Milão (Itália), Paris (França) e Madrid (Espanha).”

(Agência Brasil/Agênica Lusa)

Vitória da esquerda é golpe em Sarkozy

O governo conservador do presidente francês Nicolas Sarkozy sofreu uma dura derrota neste domingo em eleições indiretas para o Senado do país, que pela primeira vez desde 1958, terá uma maioria de parlamentares de esquerda.

De acordo com resultados preliminares da votação dos 71.890 deputados, conselheiros e delegados de conselhos municipais de 44 circunscrições francesas, os candidatos esquerdistas tomaram pelo menos 24 assentos que pertenciam aos governistas da União por um Movimento Popular (UMP), assegurando maioria na Casa.

A guinada para a esquerda – que segundo o líder da UMP no Senado, Gerard Larcher, terá consequências “sísmicas” nas eleições presidenciais previstas para abril – foi festejada por militantes socialistas em uma reunião em Paris.

– Este 25 de setembro vai entrar na História – afirmou Jean-Pierre Bel, líder do Partido Socialista no Senado, pedindo mudanças nas eleições para a Casa, que segundo ele tendem a favorecer a direita. – Agora é nossa obrigação construir um novo Senado, realmente representativo dos territórios da França. Um Senado mais moderno e modesto. Estendo a mão a todos aqueles que quiserem se juntar à essa nova maioria.”

(Globo)

FMI pode não ter dinheiro para socorrer grandes, diz diretora

“O Fundo Monetário Internacional pode não ter dinheiro suficiente para fornecer pacotes de resgate financeiros para grandes economias da zona do euro, disse a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde. Ela disse que o FMI consegue cumprir com suas atuais obrigações, mas a situação pode mudar se a crise internacional se agravar. Publicamente, lideranças políticas insistem que não há plano para uma moratória das Grécia, mas relatos sugerem que se estuda a possibilidade de o país não pagar suas dívidas e permanecer na zona do euro.

Acredita-se que lideranças europeias estão convencidas de que o caminho a ser trilhado é recapitalizar os bancos e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês). O correspondente econômico da BBC Joe Lymam afirma que a meta é aumentar o dinheiro que o EFSF disponibiliza para ajuda financeira a bancos e membros de 440 bilhões de euros para 2 trilhões de euros.

Lymam diz que o plano permitiria ao Banco Central Europeu comprar mais bônus de Itália e Espanha, evitando que estes países necessitem de um pacote integral de ajuda. O ministro grego para Relações Econômicas Internacionais, Constantine Papadopoulos, disse que deixar a zona do euro seria uma catástrofe para o país.

“Pessoalmente acho que deixar a zona do euro nos levaria de volta para os anos 1960 ou 70”, disse ele à BBC, referindo-se a poder aquisitivo do país na época. Nesta semana, o FMI e a União Europeia devem monitorar os progressos que a Grécia vem atingindo em seus planos para a redução de seu déficit.

A Grécia ainda recebe dinheiro de um pacote aprovado em maio do ano passado, embora a próxima parcela possa ser cancelada se os inspectores julgarem que o país não está cumprindo as metas de cortes estipuladas. Analistas dizem que a possibilidade de isto ocorrer é grande.

Sem a parcela deste mês, a Grécia não deve ser capaz de pagar sua dívida a partir do mês que vem. Um segundo pacote do FMI e União Europeia foi aprovado para a Grécia em julho deste ano, mas este ainda precisa da ratificação de um número de países da zona do euro.”

(Portal Terra)

Embratur gasta R$ 144,7 mil com espaço em feira internacional

“Nem a crise econômica mundial, nem a alta do dólar, pararam a participação dos órgãos públicos em eventos internacionais. A exemplo da presidente Dilma Rousseff, que foi para Nova York, nos Estados Unidos, participar da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) também vai visitar o país norte americano.
O instituto reservou R$ 144,7 mil para a locação, montagem e desmontagem de stands e projetos de espaço na feira internacional “Imex America 2011”, que ocorrerá em Las Vegas, no período de 11 a 13 de outubro.”

(Site Contas Abertas)

As 10 mais do Queen

O Blog Viniblues, do nosso filho, Vinícius França, fez uma seleção das músicas mais interessantes e geniais sobre o Grupo Queen, que deixou seu nome gravado para sempre na história do rock. A seleção, formada por 10 composições, segundo Vinícius “são clássicos que eu gosto e que, com certeza, marcaram a vida de muitos.”

Vinícius, com 13 anos, não curtiu o Queen, mas é um dos fãs apaixonados do grupo, ao lado de outros como Jimmy Hendrix, Led Zeppelin, The Beatles, Sarah Vaughan, Little Richard, Chuck Berry e Ray Charles.

DETALHE – Vinícius adora também Reginaldo Rossi e Odair José.

Crise mundial de 2008 pode se repetir, diz OMC

“Os ministros das Finanças e dirigentes de bancos centrais que se reuniram nos últimos dias em Washington por ocasião do encontro anual do FMI terão dificuldades para convencer os mercados de que têm como impedir que o mundo entre em recessão pela segunda vez em apenas três anos.

A turbulência vivida pelos mercados globais reflete temores crescentes de que as dificuldades persistentes da Europa com sua dívida vão provocar uma crise financeira mais ampla e uma desaceleração mais acentuada no crescimento econômico.

“Estamos em uma zona vermelha. Arriscamos repetir o que aconteceu em 2008, por razões diferentes, mas por meio do mesmo canal: o sistema financeiro”. Alertou o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.”

(Estadão)

PNUD – No combate à porbeza, corrupção pode ser maior entrave do que crise econômica

“A corrupção pode ser um entrave maior do que uma crise econômica quando o assunto é combater a pobreza no mundo. A avaliação é de Selim Jahan, diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), sediado em Nova York, nos Estados Unidos.

O diretor reconhece que a crise econômica vivida pelos Estados Unidos e pela Europa afeta o trabalho de diminuição do número de pobres no mundo porque diversas nações dependem da ajuda externa vinda de países mais ricos para combater a pobreza, principalmente os da África. Ele alerta que a corrupção também tem impacto negativo, porque o dinheiro a ser usado é perdido.

“Pode-se dizer que sim [que a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro]. Quando você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção, você tem dinheiro, mas o perde”, disse Jahan, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.

“O uso ineficiente dos recursos e pouco dinheiro têm o mesmo efeito”, acrescentou o economista. Segundo ele, nações como Mali e Serra Leoa já estão em busca de outros países desenvolvidos que possam ajudá-los.

Selim Jahan destaca que há conhecimento de que a corrupção está instalada dentro do Poder Público de países pobres e emergentes. As Nações Unidas têm estimulado essas nações a usar mecanismos para dar transparência aos gastos governamentais. Ele cita uma experiência na Índia em que gestores locais colocam em um mural público quanto dinheiro há disponível e o montante gasto.

Segundo Jahan, diminuir a burocracia também contribui para evitar a corrupção. “Em algumas sociedades, a corrupção é institucionalizada. Isso ocorre por muitas razões. Uma delas é que, às vezes, existem muitas regras. Se você é o responsável por essas regras, você sempre pode usá-las para conseguir dinheiro dos outros. Se você simplifica essas regras e dá transparência aos gastos, você pode reduzir a corrupção”, explicou.

A primeira das oito Metas do Milênio, propostas pelas Nações Unidas, é reduzir pela metade o número de pessoas na extrema pobreza até 2015. O Brasil já atingiu essa meta.”

(Agência Brasil)

Pelo Estado da Palestina já! Apesar dos imperialistas norte-americanos

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Com o título “Amantes da paz no mundo exigem o Estado Palestino já!”, eis artigo do jornalista e radialista Messias Pontes. Para ele, é preciso ser criado o Estado Palestino, apesar do “imperialismo norte-americano”. Confira:

Quando Yasser Arafat, então presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), discursou pela primeira vez durante uma sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ele enfatizou que levava consigo uma metralhadora numa mão e um ramo de oliveira na outra. Ele gostaria e estava decido a esquecer a metralhadora e usar somente o ramo de oliveira. Porém não dependia dele, mas sim da ONU, ser obrigado a jogar fora o ramo de oliveira e ser obrigado a utilizar a metralhadora.

Essa declaração do líder palestino tocou fundo no coração e mentes dos amantes da paz em todo o mundo. Contudo foi rotundamente ignorado pelo imperialismo, notadamente o norte-americano, que até hoje, a soldo do nazisionismo, continua tentando impedir que o heróico povo palestino tenha o inalienável e sagrado direito à justiça, à liberdade e à paz, e possa, enfim, ter assegurado o seu tão sonhado Estado.

É inconcebível, sob todos os ângulos, que o nazisionismo continue perpetrando as atrocidades contra o povo palestino que acontecem há mais de 60 anos, em especial contra crianças, mulheres e idosos. Pior, destruindo hospitais, escolas, estradas e reservatórios de água, um bem mais que precioso naquela desértica região. Outro crime perpetrado pelo Estado terrorista de Israel contra os palestinos é o bloqueio de alimentos e até de remédios, semelhante ao que o imperialismo norte-americano faz com relação a Cuba. O constante genocídio, notadamente na Faixa de Gaza, tem sido condenado pelos democratas e amantes da paz de todo o mundo, mas nenhuma sanção é imposta ais criminosos.

Ontem, ao abrir a 66ª Assembleia Geral da ONU, a presidenta Dilma Rousseff encheu-nos de orgulho de ser brasileiros, aumentando a nossa autoestima. Ela – que é a primeira mulher na história a abrir a Assembleia Geral – deu as boas vindas ao Sudão do Sul como o 193º Estado membro e afirmou que o Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para o seu desenvolvimento soberano.  No entanto lamentou não poder  saudar, daquela tribuna, o ingresso pleno da Palestina na ONU.

Nossa Presidenta lembrou que o Brasil já reconhece o Estado palestino como tal e, o mais importante, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Frisou ainda que, “assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título”. Dilma Rousseff externou não só a posição do Brasil, mas da maioria dos países ali representados, tanto que foi aplaudida pela plateia.

Na próxima sexta-feira 23 de setembro, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, irá solicitar o reconhecimento do Estado palestino pela Assembléia Geral da ONU. É certo que a esmagadora maioria dos 193 Estados membros apoiará a justa reivindicação palestina. Todavia também é certo que os Estados Unidos usem o seu poder de veto para impedir que a justiça seja feita e a paz possa reinar naquela conturbada região. Afinal, como Estado terrorista, os Estados Unidos fogem da paz como o diabo foge da cruz. Não é à toa que os imperialistas estadunidenses mantêm mais de 860 bases militares em todo o mundo fomentando a guerra.

A eleição de um negro, filho de africano, que tanta promessa fez durante a sua campanha eleitoral em defesa da justiça e da paz, foi saudada pela consciência democrática mundial. No entanto tem vergonhosamente decepcionado a todos, revelando-se mais um tirado a levar o terror e a morte a todos os continentes, em especial ao Norte da África e ao Oriente Médio.

Barack Obama prometeu fechar a base de Guantánamo – pedaço do território cubano roubado pelos Estados Unidos – onde centenas de suspeitos de terrorismo continuam sendo barbaramente torturados, sem direito à defesa, e sequer poder dormir. Porém até o momento nada fez; acenou com o fim do criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial a Cuba, e no entanto fez foi recrudescer essa ignomínia.

A política belicista ianque é o maior empecilho à paz mundial e por isso mesmo os Estados Unidos continuam sendo odiados em todo o mundo, se sujeitando a atos terroristas como o de 11 de setembro de 2001. Quanto mais os Estados Unidos apóiam o nazisionismo e seus crimes contra os palestinos, mais ódio atrai para si, principalmente dos povos daquela região.

Os democratas e amantes da paz em todo o mundo exigem que a Organização das Nações Unidas reconheçam o Estado da Palestina e o inclua como o seu 194º membro.

* Messias Pontes,

Jornalista, radialista e militante do PCdoB.