Blog do Eliomar

Categorias para Internacional

Paul McCartney vai almoçar com Marina Silva

58 1

Paul McCartney e Marina Silva  têm encontro marcado nesta terça-feira (23). O ex-Beatle e a senadora do PV vão se reunir para um almoço, a convite do próprio cantor. Por enquanto, ainda não há previsão de onde a dupla vai se encontrar, já que Marina está, no momento, em Brasília — onde se recupera aos poucos de uma infecção intestinal.

Grande defensor da conscientização ambiental, McCartney negocia a reunião com a líder do Partido Verde há algum tempo, informou ao iG a assessoria de Marina. Paul McCartney está no Brasil para sua turnê “Up And Coming”, que passou por Porto Alegre na última semana, e São Paulo nesse domingo (21) e nesta segunda-feira.

(Com Agências)

Papa Bento XVI defende uso de camisinha em caso de prostituição

“Num livro de entrevistas que será lançado na terça-feira (23), o papa Bento 16 afirma que o uso de preservativos por prostitutas pode ser aceito para evitar a disseminação do vírus da Aids, marcando assim o primeiro sinal de abertura ao tema na história do Vaticano.

Na série de entrevistas que será publicada na Alemanha, país natal do pontífice de 83 anos, Bento 16 é questionado quando a Igreja Católica não é fundamentalmente contrária ao uso da camisinha.

  Tony Gentile/Reuters  
Bento 16 convocou a Roma mais de 150 cardeais de todo o mundo para discutir crise de pedofilia
Bento 16 convocou a Roma mais de 150 cardeais de todo o mundo para discutir crise de pedofilia

“Com certeza (a Igreja) não vê (o preservativo) como uma solução real e moral”, respondeu o papa, que celebrou neste sábado uma cerimônia para oficializar 24 novos cardeais no Vaticano.

“Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, pode ser, no entanto, um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana”, completou o líder de 1,1 bilhão de católicos do planeta.

O livro, que tem como título “Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais do Tempo”, é baseado em 20 horas de entrevistas conduzidas pelo jornalista alemão “Peter Seewald”. Trechos da obra foram publicados na edição deste sábado do “Observatório Romano”, o jornal da Santa Sé.

Até o momento, o Vaticano tinha como orientação padrão a proibição ao uso de qualquer forma de contracepção, mesmo como forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis, posição que vinha atraindo fortes críticas da comunidade internacional, em vista da situação alarmante de contágio por HIV no mundo.

Bento 16 provocou revolta internacional em março de 2009 durante uma visita à África, continente devastado pela Aids, ao afirmar à imprensa que a doença era uma tragédia que não podia ser combatida com a distribuição de preservativos, que na opinião dele até agravava o problema.

A declaração foi fortemente criticada por países como a Alemanha e a França, além da agência da ONU (Organização das Nações Unidas) encarregada de lutar contra a propagação da Aids no mundo.

POLÊMICA

Ainda em 2009, durante sua primeira visita à África, Bento 16 disse a bordo do avião que o levava ao continente que a Aids “é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, os quais podem aumentar os problemas”.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre se os ensinamentos da Igreja Católica não eram “irrealistas e ineficazes” em relação à Aids.

O papa defendeu que a epidemia só pode ser impedida com uma renovação moral no comportamento, a “humanização da sexualidade”.

A declaração atraiu o repúdio da França, país tradicionalmente católico mas relativamente liberal em questões sociais.

Paris “manifesta a sua forte preocupação com as consequências das declarações de Bento 16”, disse na época o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Eric Chevallier.

“Embora não caiba a nós julgar a doutrina da igreja, consideramos que essas declarações põem em perigo as políticas públicas de saúde e o imperativo de proteger a vida humana”, disse Chevallier.

Ainda em 2009, a então ministra da Saúde da França, Roselyne Bachelot, falou de forma mais emocional contra a posição do papa, dizendo à rádio RTL que Bento 16 “proferiu uma monstruosa mentira científica” que foi um desserviço para as mulheres africanas que, segundo ela, “encontram dificuldade em fazer aceitável o uso do preservativo, que pode protegê-las “.

O ex-primeiro-ministro francês Alain Juppé foi mais longe, afirmando que “este papa começa a ser um verdadeiro problema, dado que ele vive em uma situação de total autismo”.

PEDOFILIA

Ainda na sexta-feira (19), cardeais católicos de todo o mundo foram convocados pelo papa a Roma para uma reunião extraordinária no Vaticano para discutir liberdade religiosa, a aceitação de convertidos da Igreja Anglicana, e principalmente, a crise de pedofilia que assola a Igreja em todo o mundo desde meados de abril deste ano.

Nos últimos anos, o Vaticano tem intensificado seus apelos por liberdade religiosa para os cristãos em países de maioria islâmica, principalmente a Arábia Saudita. Lá, não pode haver cultos públicos não-islâmicos, e converter muçulmanos a outras religiões pode acarretar a pena de morte.

O Vaticano também tem manifestado preocupação com os cristãos do Iraque, onde neste mês 52 pessoas – entre fiéis e policiais – foram mortos durante a ocupação de uma igreja por militantes da Al Qaeda.

Os atuais e os novos cardeais também ouvirão relatos sobre o escândalo de pedofilia no clero, que tem abalado a Igreja em diversos países. Vítimas de abusos sexuais organizaram protestos em Roma para coincidir com a reunião. Elas acusam o Vaticano de não se empenhar suficientemente para proteger os menores de futuros abusos do clero.

“Queremos que os bispos entreguem à polícia e aos promotores os prontuários pessoais de clérigos que sejam acusados de forma comprovada, admitida ou crível de terem molestado crianças”, disse Barbara Blaine, líder da entidade norte-americana Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres.”

(Folha Online)

Paraguai não quer pagar impostos de Itaipu

“A República do Paraguai apresentou Reclamação (RCL 10920) ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual requer que seja reconhecido seu direito de integrar, na qualidade de diretamente interessada, as ações ajuizadas na Justiça por empresas prestadoras de serviço à Itaipu Binacional que contestam a cobrança de tributos por parte do município de Foz do Iguaçu e pelo estado do Paraná.

O Paraguai argumenta que a cobrança de tributos municipais (Imposto sobre Serviços – ISS e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN) e estaduais (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS) viola a norma de isenção tributária prevista no Tratado de Itaipu, que concedeu à hidrelétrica um regime legal diferenciado.

Os pedidos judiciais formulados pelo governo paraguaio para ingressar no polo passivo dessas ações, como assistente, foram indeferidos pelas Justiças estadual e federal no Paraná. As ações que contestam as cobranças de ICMS tramitam perante diversos juízos e estão em diferentes graus de jurisdição no estado do Paraná. Foram ajuizadas pela Brasil Telecom S/A, pela Empresa Brasileira de Engenharia S/A, Ivaí Engenharia de Obras S/A e UTC Engenharia S/A. O Paraguai sustenta que a cobrança de tributos em violação ao tratado afeta diretamente sua soberania.

Na reclamação, o governo paraguaio sustenta que a partir do momento em que apresentou petições nos autos dessas ações judiciais para delas fazer parte, os processos deveriam ter sido remetidos imediatamente ao STF, o que não aconteceu. “Compete ao STF processar e julgar, originariamente, litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território, nos termos da alínea “e” do inciso I do art. 102 da Constituição da República Federativa do Brasil”, assevera o procurador-geral da República do Paraguai.

De acordo com o Tratado de Itaipu (artigo 12), às operações relativas a materiais e equipamentos que a hidrelétrica adquira em qualquer dos dois países ou importe de um terceiro país para utilizá-los nos trabalhos de construção da central elétrica, seus acessórios e obras complementares, não se aplicarão impostos, taxas e empréstimos compulsórios. O mesmo ocorre com relação aos lucros da empresa binacional e os pagamentos e remessas por ele efetuados a qualquer pessoa física ou jurídica.

O governo paraguaio esclarece que o mérito da reclamação (que se destina a proclamar preservação da competência do STF) não se confunde (embora se encontre conexo) com o mérito das diversas ações judiciais em tramitação. “A República do Paraguai considera que os débitos fiscais pretendidos pelo estado do Paraná e pelo município de Foz do Iguaçu atingem diretamente interesses, direitos e bens inerentes à soberania paraguaia, a começar de seu direito de ver respeitados e cumpridos fielmente os tratados internacionais que pactua com outros países da comunidade internacional”, sustenta o Paraguai na ação.

Na reclamação, o governo paraguaio pede liminar para que haja a imediata remessa dos autos de todos os processos judiciais ao STF (avocação), com a consequente suspensão de tutelas antecipadas ou liminares que tenham sido eventualmente concedidas. Há um pedido alternativo, no sentido de se determinar a imediata suspensão dos processos judiciais até que o mérito da reclamação seja julgado pelo STF. O relator da reclamação é o ministro Celso de Mello.”

(Do STF)

Corte Suprema do Chile rejeita usina de Eike. No Ceará, sem problemas

90 2

“A Corte Suprema do Chile confirmou ontem uma decisão que na prática impede a construção da termelétrica Castilla, do empresário Eike Batista, no norte do país, segundo fontes judiciais. A mais alta corte do país decidiu, por unanimidade, confirmar a decisão expedida em meados de setembro pelo Tribunal de Apelações de Copiapó, que impede que as autoridades ambientais aprovem a instalação da usina, considerada poluidora

O tribunal de Copiapó, cidade localizada 804 quilômetros ao norte de Santiago, havia declarado ilegal a modificação da classificação de “poluente” para “prejudicial”, que fora feita durante o processo de qualificação da usina da MPX Power Company, de propriedade de Batista.”

(Estadão.com)

NO CEARÁ

O empresário Eike Batista implanta termelétrica numa área de 300 hectares, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Já possui licença de instalação, emitida em dezembro de 2006. O carvão será o combustível e virá da Colômbia e de Moçambique. Após a entrada em funcionamento, prevista para 2011, a usina a carvão irá produzir, numa primeira fase, 720 megawatts (MW).

Numa segunda etapa, em que serão investidos cerca de US$ 733 milhões de dólares, a produção será aumentada em 360 MW. Quando entrar em operação, a termelétrica do Pecém criará 180 postos de trabalho formal e igual número de informais, segundo a empresa.

No Ceará, há 27 estrangeiros foragidos

“O chinês Zhou Jing Yi entrou para o rol dos estrangeiros fujões no Ceará pulando o muro da Rodoviária. Flagrado com mercadorias que comprara sem o pagamento dos impostos, largou mão delas no Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, no bairro de Fátima, e correu. Deixou cerca de R$ 6 mil que investira em 200 pares de tênis, quase uma centena de camisas masculinas e outras bugingangas importadas. Ao pé da letra, muamba. Dias depois, até reapareceu para se explicar. Foi à delegacia, levou notas fiscais não convincentes, carimbadas em Minas Gerais sobre uma compra que teria feito na rua 25 de Março, em São Paulo. Não explicou o que era mesmo inexplicável, então decidiu fugir de vez. Nunca mais foi visto, desde aquele maio de 2000.

A historinha do chinês é caricata, porém bem real. Ele é só um dos 27 estrangeiros considerados foragidos pela Justiça Federal cearense. Lista considerável, disponibilizada na página eletrônica da instituição (www.jfce.jus.br). Casos dos mais variados crimes. Como comparação, a mesma listagem total tem mais 78 procurados brasileiros. Ou seja, os estrangeiros são quase um terço. O POVO “folheou” todos os autos contra os 27 réus, de 19 nacionalidades diferentes, muitos com mais de um processo. Fugas como a de Zhou, não necessariamente saltando muretas, causam adiamentos burocráticos e administrativos ao Judiciário. Não há cálculos a respeito desse ônus, mas saem bastante caros à gestão pública.

Já se passaram dez anos e Zhou ainda é procurado. Veja um dos custos: só no ano passado é que a mercadoria apreendida dele deixou o depósito da Justiça Federal local e foi a leilão eletrônico. Mofou por uma década, ocupou espaço. Demorou muito mais do que deveria. Gerou despesa processual, vaivém de papéis, tomou tempo de oficiais de justiça e servidores, audiências esvaziadas, reagendamentos, despachos, encaminhamentos a mais tramitando entre Polícia Federal, Ministério Público e Justiça. A morosidade perambulou de um lado a outro do processo.

Por força da lei brasileira, se o réu some, o processo é suspenso de acordo com o artigo 366 do Código Processual Penal (CPP). Mas o trâmite mínimo de atualização continua. No caso de haver outros réus localizados num mesmo processo ou se seus advogados estão em contato regular com a Justiça até o julgamento, pode haver o desmembramento da ação penal. Exatamente para que essa lentidão judiciária involuntária causada pelos que escaparam não seja maior. Vale para forasteiros e nacionais.

Os gringos fujões mais antigos no Ceará, na lista da Justiça Federal, são três: o jordaniano Ahmad Moh´d Mustafa Mustafa e os libaneses Gerard Abrahan Donabedian e Joseph Ibrahin Ibrahin. Todos envolvidos num mesmo crime, flagrado em junho de 1999. Portanto, 11 anos depois e os volumes do processo ainda dormem nas prateleiras (agora virtuais) do Judiciário. Na história, também estavam mais dois irmãos libaneses, Pierre Geries El Abed e Joseph Geries El Abed. Ambos, por terem sido presos e seus advogados continuarem atuando, receberam sentença. Foram condenados, em 2007, a quatro anos de reclusão e multa de R$ 10 mil. Recorreram.

O grupo foi descoberto clonando celulares de brasileiros. Haviam montado uma central clandestina num apartamento no bairro Meireles. O inquérito provou que eles clonavam o número de série de aparelhos alheios comuns, transmitiam para o exterior por softwares não convencionais e lá vendiam a ligação internacional. A conta ia para o dono desavisado. A operadora Tim acusou o golpe à época por seu sistema antifraude.

Desde que tiveram a prisão preventiva revogada, Ahmad, Gerard e Joseph Ibrahin sumiram. Vários dos estrangeiros usaram esse artifício. No primeiro livramento, tchau Brasil. Os 78 processos de foragidos nacionais também foram suspensos pela Justiça Federal. Pela mesma regra do artigo 366 do CPP. Os criminosos brasileiros, assim como os gringos, não esperaram a Polícia bater à porta e fugiram.”

(O POVO)

Filósofo francês alerta sobre autoritarismo de "segmentos do PT"

156 2

“Um dos mais respeitados intelectuais franceses, o sociólogo Alain Touraine, de 85 anos, diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, apresenta na terça-feira, em São Paulo, o seminário “Queda e renascimento das sociedades ocidentais”.

Touraine chegou no domingo à capital paulista e, em entrevista ao GLOBO, falou sobre o temor de um retrocesso no Brasil, após a eleição de Dilma Rousseff. Apesar de elogiar os governos Fernando Henrique e Lula, frisou que o país tem um passado marcado pelo populismo e alertou para o autoritarismo de “segmentos do PT”:

– A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente.

O intelectual também acredita que o tucano José Serra é peça fundamental para a oposição.

O GLOBO: Como o senhor vê as transformações da sociedade brasileira nos últimos 16 anos? Como avalia a vitória de Dilma Rousseff?

Uma coisa é clara. O Brasil tem um sistema político horrível, corrupto. Fernando Henrique Cardoso, em seus oito anos de governo, construiu as instituições. Fez uma transição perfeita para entregar a Presidência a seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, por sua vez, realizou transformações sociais, tirando dezenas de milhões de brasileiros da miséria e da exclusão. Graças aos dois, em igual importância, o Brasil tem os elementos básicos para desenvolver um novo tipo de sociedade. Mas não sou necessariamente otimista. Não sabemos o que acontecerá daqui para a frente. A nova presidente (Dilma) foi inventada por Lula.

O Brasil tem um longo passado de populismo e a ameaça persiste devido ao nível de desigualdade social extremamente elevado. Após 16 anos dos governos FHC e Lula, é impossível questionar o potencial do Brasil.

Mas o perigo de um retrocesso existe, até porque o passado do PT está longe de ser perfeito. Lula não foi autoritário, mas segmentos do PT o são. A ideia de Dilma esquentar a cadeira por quatro anos para Lula também me desagrada.

Em uma democracia, não pode haver presidente interino. A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente, porque ela não tem experiência política.

Mas eu acredito que o Brasil tem tudo para ser o lugar em que uma nova sociedade surgirá. Não vejo muitos outros países no mundo que tenham chances tão boas quanto o Brasil.

G – José Serra, candidato derrotado do PSDB, deu a entender que fará com seu partido uma oposição mais dura ao governo Dilma, diferente da postura de seu partido frente a Lula. Como o senhor vê a polarização entre os dois maiores partidos brasileiros?

Neste momento, Dilma é Lula. Ninguém sabe nada sobre ela. Ela pode ter tendências populistas ou fazer um fantástico governo, não sabemos. O fato é que, depois de Lula, era impossível para José Serra vencer. Ele é extremamente competente, honesto e sério. Na oposição, é um ativo valioso para o Brasil frente aos riscos de irresponsabilidade e populismo.

G – Para o senhor, como a globalização transformou a sociedade pós-moderna?

Globalização significa muito mais que internacionalização. Significa que nenhuma instituição política, social ou religiosa é capaz de controlar um sistema econômico globalizado. Portanto, minha principal ideia é que a globalização significa o fim da sociedade. A diversidade dos atores é mais importante do que o sistema.

O que restou é o mercado puro. Vivemos agora em uma não sociedade, na qual as pessoas estão interessadas em coisas sem significado. Eliminar significados tem sido a aventura da Europa nos últimos 20 anos. Por exemplo, o desenvolvimento industrial sendo eliminado para dar lugar ao mercado financeiro: dinheiro pelo dinheiro.

Na vida privada, teorias românticas do século XIX deram lugar ao erotismo, à pornografia, ao sexo sem comunicação, emoção ou intenção. Interesse e desejo são a mesma coisa.

Minha pergunta é se é possível reconstruir uma vida social a partir de nenhum elemento social, pois eles despareceram ao longo do caminho.

G – E é possível? Há esperança para a vida em sociedade?

O único movimento político realmente forte hoje é a ecologia. Pela primeira vez na História abandonamos a velha filosofia de Descartes ou Bacon de que a cultura domina a natureza. Pela primeira vez estamos preocupados em salvar a natureza sem destruir a civilização e vice-versa.

Outra força antropológica pela qual tenho grande interesse é o movimento feminista. Mulheres em geral têm uma visão de sociedade que é o contrário do modelo masculino de tensão extrema, polarização. Mulheres buscam a conciliação em vez da oposição.

No entanto, o feminismo ainda não existe como força política. O sexismo domina. Já avançamos, mas as mulheres continuam tratadas como vítimas.

Ninguém as menciona como alguém que faz coisas. São mais criativas que os homens, mas, por enquanto, aparecem como vítimas, principalmente da violência doméstica.

A terceira força do que seria esta nova sociedade está no indivíduo, no direito a ter direitos, como dizia Hannah Arendt.

Ninguém sabe o que democracia significa hoje, cada um tem sua definição. Para mim, democracia é ampliar o acesso de todos a serviços e bens básicos, como educação e saúde, entre outras coisas.

É possível reconstruir uma sociedade baseada em termos não sociais universais, tais como a ecologia e os direitos individuais. Sou um grande defensor da ideia de universalização.

É fundamental reconhecer e garantir valores universais como, por exemplo, a liberdade religiosa. Recriar formas de vida coletiva e privada baseadas em princípios universais.

Se viver mais um ano, penso em escrever um livro com minhas ideias a respeito dessa nova sociedade possível.”

(O Globo)

Bill Clinton interpretará a sim mesmo em filme

“O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton terá um pequeno papel interpretando a si mesmo na segunda parte da comédia “Se Beber, Não Case”, informou neste domingo a edição digital da revista “People”.

Clinton rodou sua participação este sábado em Bangcoc (Tailândia), onde se desenvolve atualmente parte da produção do filme. O ex-presidente se encontrava na cidade para fazer um discurso sobre economia, energias limpas e mudança climática. O portal “TMZ.com”, especializado em informação de famosos, publicou uma fotografia de Clinton no cenário da filmagem, onde se contou com uma equipe de segurança extra para a ocasião.

A primeira parte do filme teve a participação do ex-boxeador Mike Tyson, enquanto originalmente para esta segunda se contava com a presença de Mel Gibson, uma decisão que foi cancelada depois que parte da equipe da obra não concordou com a escolha. Finalmente Gibson foi substituído por Liam Neeson. O filme, dirigido por Todd Philips, conta de novo com Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e Justin Bartha em seu elenco.”

(EFE)

Estado do Arizona libera maconha para uso medicinal

“Eleitores do estado americano do Arizona aprovaram em referendo a medida que legaliza a utilização da maconha com fins medicinais, para pessoas com doenças crônicas ou debilitadas. O Arizona é o 15º Estado a aprovar lei que legaliza a maconha para fins medicinais. A Califórnia foi o primeiro, em 1996, e outros 13 Estados e também Washington fizeram o mesmo. A contagem final dos votos mostrou que a Proposição 203 foi aprovada por uma margem apertada de 4.341 votos de diferença entre o “sim” e o “não”, entre mais de 1,67 milhão de votos.

“Agora começa um trabalho muito difícil de implantar este programa da forma como foi pensado, com padrões muito elevados”, disse Andrew Myers, gerente de campanha do Projeto de Política da Maconha Medicinal no Arizona. “Realmente acreditamos que temos uma oportunidade de dar um exemplo para o resto do país sobre como deve ser um bom programa medicinal para a maconha.”

A medida do Arizona vai autorizar o uso da Canabis no tratamento de pacientes debilitados ou com doenças crônicas, inclusive câncer, HIV e hepatite C. Entre outras exigências, o paciente precisa de recomendação médica e de um registro no Departamento de Serviços de Saúde do Arizona. A lei permite que até 124 farmácias e consultórios no Estado trabalhem com a substância.”

(AP)

G-20 termina só com promessas

“Como previsto, os líderes das 20 principais economias do mundo, o G-20, encerraram na sexta-feira sua reunião de cúpula em Seul com muita retórica e poucas decisões concretas. Na prática, os países conseguiram ampliar por mais um ano o prazo para alcançar difíceis soluções para os desequilíbrios no comércio, no câmbio e na área fiscal que ameaçam a recuperação econômica mundial.

No comunicado oficial, os países prometeram adotar medidas macroeconômicas que incluem políticas cambiais mais sintonizadas com as forças do mercado como forma de promover o equilíbrio econômico mundial.

O G-20 se comprometeu a estabelecer um cronograma com “parâmetros indicativos” sobre como lidar com desequilíbrios entre suas economias, sobretudo no que se refere a superávits e déficits nas contas externas.

Os 20 líderes também prometeram submeter planos econômicos de médio prazo à análise do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas os parâmetros só serão definidos nos próximos seis meses, possivelmente após a reunião de ministros da área econômica, na França, em fevereiro.

No duelo particular entre EUA e China, ponto para Pequim, que escapou de ficar na berlinda devido à insistência em manter desvalorizada sua moeda, o yuan, e ainda bloqueou no documento final uma proposta de Washington para que superávits ou déficits externos de grandes países não superassem 4% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos por um país ao longo de um ano).

O plano sugerido na semana passada pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, por pouco não provocou o colapso de um encontro de negociadores na noite de quinta-feira, após um representante chinês ameaçar deixar a sala.

O presidente dos EUA, Barack Obama, admitiu que o resultado do encontro em Seul não parecerá significativo aos olhos do público. No entanto, acrescentou, representa um avanço, especialmente diante dos temores um impasse mais acentuado.”

(Globo)

Farc diz que Dilma terá papel importante para a "paz regional"

“Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmam que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um “papel determinante” para a “paz regional” e para a “irmandade dos povos do continente”, ao destacarem sua trajetória “sempre ligada à luta pela justiça”.

“Presidente Dilma, para a senhora o nosso aplauso e reconhecimento”, diz a nota assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e divulgado nesta sexta-feira pela Anncol (Agência de Notícias Nova Colômbia), simpática à guerrilha.

“Permita que ecoemos a justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes [líder comunista brasileiro, comandante da Coluna Prestes e uma das figuras mais perseguidas pelas ditaduras da América Latina], diante do fato relevante de terem, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher sempre ligada à luta pela justiça na Presidência”, assinala o grupo guerrilheiro.

O comunicado também ressalta a “pública convicção” de Dilma sobre a “necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia” e acrescenta que sua vitória multiplicou a esperança das Farc “na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social”.

“Temos certeza que a nova presidente do Brasil terá um papel determinante na construção da paz regional e na irmandade dos povos do continente”, conclui a nota.

Em setembro passado, quando ainda era candidata a presidente, Dilma declarou que o Brasil só intermediaria em uma eventual negociação de paz com as Farc caso fosse um pedido do Governo colombiano.”

(EFE)

Lula apela a líderes para que pensem na economia mundial e ajudem países pobres

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou hoje (12) aos líderes políticos mundiais, no último dia de reuniões da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), para que evitem o desequilíbrio da economia internacional a partir de decisões unilaterais que visam ao fortalecimento de seus mercados internos. O apelo é um recado direto aos Estados Unidos e à China que adotam medidas que desvalorizam suas moedas e acabam prejudicando a economia mundial.

Lula disse que é fundamental pensar nos países pobres e ajudá-los. O presidente ressaltou que, mesmo sem recursos, o Brasil busca ajudar o fortalecimento das economias dos países pobres, como os africanos.

Segundo ele,  não existem mais decisões unilaterais. “Qualquer decisão que a Argentina ou o Brasil tomar vai ter repercussão nos países vizinhos.” Em seguida, Lula acrescentou: “Imaginem as potências econômicas, como os Estados Unidos, a China e a Índia, tomando decisões sem levar em conta as repercussões.”

Para o presidente, é essencial que as grandes economias assumam a responsabilidade de coordenar de forma adequada as ações e seus reflexos. “Espero que o G20 assuma a responsabilidade de coordenar melhor as ações [e os reflexos] para que elas se tornem multilaterais e para que a gente não cause prejuízos [aos mercados externos]”, disse ele.

Lula lembrou que a falta de recursos não limita o apoio do Brasil aos países pobres. “Queria fazer um apelo. O Brasil não tem dinheiro, mas tem feito um esforço para ajudar os países africanos. O apelo é por uma política de desenvolvimento para ajudar os países mais pobres”, afirmou.

De acordo com o presidente, essas ações devem se basear em financiamentos com regras preestabelecidas. “Acho que vocês vão se dar conta da responsabilidade que está sobre vocês”, acrescentou.”

(Agência Brasil)

Em Seul, Dilma critica os EUA

“A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, criticou nesta quinta-feira (11) em Seul, na Coreia do Sul, a política monetária dos Estados Unidos, afirmando que a decisão do Fed (o Banco Central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia local é uma “desvalorização disfarçada” do dólar. Dilma está na capital sul-coreana para acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião de cúpula do G20 (o grupo das 20 principais economias do mundo), a partir desta quinta-feira.

“Há uma política que é grave para o mundo inteiro, que é a política do dólar fraco. Até o (Alan) Greenspan (ex-diretor do Fed) falou sobre isso hoje”, afirmou Dilma após dar um passeio por Seul antes da chegada de Lula.

“Essa é uma questão que sempre causou problema, porque a política do dólar fraco faz com que o ajuste americano fique na conta das outras economias”, disse.

Cesta de moedas Questionada sobre a declaração dada na véspera pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a substituição do dólar por uma cesta de moedas como referência para transações internacionais, Dilma afirmou que “essa é uma das posições, há várias na mesa”.

“Acho que vai ser uma questão de negociação. A melhor solução seria não haver desvalorização do dólar”, afirmou.

Para ela, a adoção da cesta de moedas como referência “não é só uma questão de vontade”. “Se fosse só vontade já teria sido feito”, afirmou.

“Pode ser também uma questão de acordo, como foi em Bretton Woods (a reunião que definiu as bases do sistema financeiro internacional no pós-guerra). Lá isso já tinha sido colocado como possibilidade, pela representação inglesa, liderada por (John Maynard) Keynes. Ele defendia a cesta de moedas”, disse a presidente eleita.

Real Dilma afirmou ainda que “não é bom” o fato de o real ser uma das moedas mais valorizadas do mundo. “Não acho isso bom. Vamos ter de olhar cuidadosamente e tomar todas as medidas possíveis. Isso não é bom para o Brasil”, afirmou a presidente eleita. Ela não quis comentar, porém, quais seriam as medidas a serem tomadas para evitar a valorização excessiva da moeda brasileira.”

(Folha Online)

"É melhor dialogar do que brigar", diz Lula ao chegar a Seul

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da tarde desta quinta-feira (madrugada no Brasil) a Seul, na Coreia do Sul, onde participa até a sexta-feira da reunião de cúpula do G20, o grupo das 20 principais economias do mundo.

O principal tema da agenda da reunião deverá ser a chamada “guerra cambial”, a disputa entre os países em relação a supostas manipulações promovidas por alguns países para a desvalorização das suas moedas, com o intuito de beneficiar suas exportações.

Nos últimos dias, várias autoridades brasileiras, entre elas o próprio Lula, vêm criticando duramente os Estados Unidos por conta da decisão do Fed (o Banco Central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia local, o que pode ter o efeito de desvalorizar ainda mais o dólar.

Apesar das trocas de farpas nos últimos dias sobre o tema, Lula chegou a Seul afirmando que “dialogar é melhor que brigar”. Questionado se brigaria com os Estados Unidos, o presidente brincou: “Não tenho mais idade para brigar”.

Lula chegou a Seul acompanhado do assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, após uma visita de dois dias a Maputo, capital de Moçambique.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, seguiu de Moçambique à República Democrática do Congo, onde discute a ajuda brasileira ao país, e não acompanha o presidente durante o encontro de líderes do G20.

Na chegada ao hotel Imperial Palace, onde está hospedado, pouco antes das 14h locais (3h de Brasília), Lula foi recebido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pela presidente eleita, Dilma Rousseff, que haviam chegado a Seul no dia anterior.”

(Estadão.com)

Mantega propõe substituir dólar por "moeda" do FMI

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desembarcou na manhã desta quarta-feira (madrugada em Brasília) em Seul com uma proposta ousada: substituir o dólar como principal moeda de valor nas reservas e nas transações internacionais por uma cesta de moedas. A cesta já existe, chama-se DES (Direitos Especiais de Saque) e é usada contabilmente pelo Fundo Monetário Internacional. Hoje, a cesta é formada pelo dólar, pelo euro, pelo iene japonês e pela libra esterlina britânica. Mantega quer que sejam incluídos o real brasileiro e o iuan chinês.

O ministro diz que levará a proposta à cúpula do G20 que começa quinta-feira na capital coreana. Mas é mais uma expressão da irritação do governo brasileiro com a decisão dos Estados Unidos de irrigar sua economia com US$ 600 bilhões nos próximos oito meses do que uma expectativa de que a proposta seja de fato encampada pelo G20.

Mantega nem sabe se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionará o tema na sua apresentação na cúpula. “Até agora, não está previsto”, diz.

A irritação do ministro é fácil de explicar: a expectativa generalizada é a de que pelo menos parte dos US$ 600 bilhões irão para países produtores de commodities (Mantega citou Brasil e Austrália como exemplos), com duas consequências: valorizar ainda mais o real, que já está forte demais, o que prejudica as exportações brasileiras; e provocar “uma inflação no mercado de commodities”, com óbvios reflexos nos preços internos.”

(Folha Online)

Dilma já está na Coréia do Sul

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, desembarcou em Seul, capital sul-coreana, por volta das 12h40 horário local (23h40 no Brasil). Depois de mais de 24 horas de voo entre o Brasil e a Coreia, com escala na Alemanha, Dilma decidiu descansar e avisou que não vai dar entrevista coletiva até a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que deve desembarcar em Seul nesta quinta-feira, no fim da manhã.

Durante a viagem, Dilma, que optou por um voo comercial, foi reconhecida por vários brasileiros. Na escala em Frankfurt, na Alemanha, uma brasileira conseguiu chegar perto da presidente eleita para se certificar que era ela. Dilma chegou a Seul acompanhada do ministro da Fazenda,  Guido Mantega.

Lula, a presidente eleita e Mantega participam, na capital sul-coreana, das reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo). O principal tema dos debates será a guerra cambial e os efeitos da desvalorização sobre a economia global.

No que depender do Brasil, haverá uma defesa para que sejam tomadas medidas coletivas de combate à manipulação cambial, como já adiantaram o presidente Lula, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Para as autoridades brasileiras, as decisões isoladas, definidas por alguns governos, podem prejudicar a economia internacional como um todo. A expectativa de autoridades brasileiras é que nesta cúpula seja firmado um compromisso para a adoção de ações políticas destinadas a evitar o acirramento da crise econômica mundial.

Os alvos das preocupações são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul e o Japão. Na tentativa de conter a desvalorização do dólar e a subvalorização do yuan (moeda chinesa), o governo brasileiro adotou medidas para a preservação do real ao aumentar os impostos para as aplicações estrangeiras.

Ao passar por Moçambique, na África, Lula disse que a afirmação do presidente norte-americano, Barack Obama, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo” não é consenso nem se refere ao Brasil. Segundo Lula, cada governo adota decisões de acordo com as necessidades do país e da sociedade.”

(JB Online)