Blog do Eliomar

Categorias para Internacional

Kadafi pede que seguidores protejam a Líbia e o petróleo do País

“O ditador líbio Muamar Kadafi discursou nesta sexta-feira a multidão reunida da Praça Verde, no centro de Trípoli, e pediu que os seus seguidores protejam a Líbia e o petróleo do país, em meio a relatos de que vários poços teriam caído nas mãos de opositores . Em tom desafiador, o ditador, que está há 41 anos no poder, prometeu “triunfar contra os inimigos”.

– Se eles quiserem, nós vamos lutar – disse Kadafi.

Milícias leais ao líder líbio abriram fogo nesta sexta-feira na capital, em uma tentativa de dispersar novos protestos contra o ditador , informaram testemunhas a agências de notícias e jornais estrangeiros. Um morador de Trípoli disse que pelo menos cinco pessoas morreram na área de Janzour, no oeste da cidade. Segundo a rede al-Jazeera, dois manifestantes foram mortos.

A TV estatal nega. Também há relatos de que tropas à paisana se infiltraram em um protesto em frente a uma mesquita na região central da capital e fizeram disparos para o alto. Um morador disse que partes da capital estão sob controle da oposição.

– Algumas áreas estão sob controle da oposição, outras, basicamente aquelas ao redor de Bab al-Azizia, estão sob controle de partidários de Kadafi e de forças de segurança – afirmou o morador, fazendo referência à área onde Kadafi vive. – Nós estamos ficando em casa. É muito perigoso sair em Trípoli.

A violenta repressão a manifestantes levou os países da União Europeia (UE) chegaram nesta sexta-feira a um consenso sobre a imposição de sanções à Líbia . Autoridades concordaram com embrago à venda de armas, congelamento de bens e proibição de viagem à nação do norte da África. A formalização da decisão só será feita no começo da próxima semana.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne à tarde para discutir possíveis sanções ao país africano. A entidade afirmou nesta sexta-feira que a escalada da violência na Líbia chegou a níveis “alarmantes”.

(O Globo)

PSOL divulga nota "Fora Kadaffi"

186 4

Com o título “A revolução chega à Líbia: fora Kadaffi!”, a cúpula nacional do PSOL está divulgando nota repudiando atos violentos que se registra na Líbia. Confira:

O povo da Líbia está protagonizando heróicas jornadas. Seguindo o exemplo de seus irmãos tunisianos e egípcios, levantam-se agora, contra o regime de Kadaffi. A diferença daqueles países para a Líbia é que neste pais. A luta esta sendo mais difícil e heróica, pois o regime está enfrentando as manifestações com todo o aparato do Estado, massacrando manifestantes (desarmados!) com aviões e tanques das forças armadas nacionais. Ainda assim, os revolucionários têm triunfado e ocupam uma parte importante do território Líbio.
Ante a insurreição popular, Kadaffi inicia a difusão de calúnias, chamando os manifestantes de “ratos e mercenários” e afirmando possuem vínculos com a Al Qaeda, justificando dessa maneira, a brutal repressão.

O povo, no entanto, é destemido e segue enfrentando a repressão. Setores do exército também se rebelaram, passando para o lado revolucionário. As kalafnikof que estão nas mãos do povo são a mostra do heroísmo e do triunfo sobre o exército. As mortes hoje já atingiram o patamar de 640, entre os quais 130 são militares fuzilados pelo regime.

Essa revolução não apresenta diferenças com as recentemente ocorridas no Egito e na Tunísia. Pelo contrário, é parte do mesmo processo revolucionário que sacode o mundo árabe.
Kadaffi tomou o poder em 1969 e manteve uma política independente do imperialismo até os anos 90, quando, começou a pactuar, cada vez mais abertamente, com os governos ocidentais. Esse giro significou também a liquidação das liberdades democráticas e a instalação de um regime autoritário, com Kadaffi à frente do o poder por 42 anos e com seus filhos alocados em postos chave.

Não é casual que não tenha se pronunciado nesses anos em apoio à causa palestina e que se tenha convertido numa peça de apoio à política do imperialismo europeu na região. Berlusconi, por exemplo, deixa claro nesses últimos dias o apoio ao ditador.

Estão enganados aqueles que, como Kadaffi, afirmam que as massas líbias estão sendo orquestradas por vontades externas, imperialistas. A revolução em curso no mundo árabe não pode ser de interesse das potências mundiais. Pelo contrário, essa revolução é um golpe das massas sobre a política imperialista, capaz de desarticular seu poder na região e atingir seus interesses políticos e econômicos.

É uma grande intifada que recorre à região, como afirmou Hassan Nasrallah, secretário geral do heróico Hezbolah que, entre suas conquistas, está a derrota do exército israelita. São revoluções do povo, com as quais devemos solidarizar-nos! É o povo que está decidindo nas ruas e em suas ações a liquidação dos regimes títeres dos Estados Unidos e Europa, entre os quais se localiza Kadaffi.

Hassan Nasrallah afirmou com as seguintes palavras:
“É uma revolução daqueles que se recusam a ser humilhados e insultados porque este país tem estado sob a sujeição de ter entregue a sua vontade para os Estados Unidos e Israel. É uma revolução política, social e humana. É uma revolução contra tudo – a corrupção, a opressão, a fome, a delapidação dos recursos deste país, e a política do regime sobre o conflito árabe-israelense “.

E continuou dizendo:

“A esmagadora maioria dos povos árabes e islâmicos rejeitam as políticas dos EUA, por razões óbvias: o absoluto apoio americano a Israel e suas guerras desde a criação da entidade sionista na guerra de Gaza em 2008 (também vimos isso na guerra contra o Líbano em 2006); o apoio absoluto americano às ditaduras corruptas, suas aliadas na região; as próprias guerras americanas e os crimes no Iraque, Afeganistão, Paquistão e em outros lugares no mundo árabe e islâmico.“

É verdade. O imperialismo tem estado contra a revolução árabe. Apoiou Ben Ali e Mubarak até o último minuto e não fez – e certamente não fará – nenhuma ação que possa enfraquecer Kadaffi. Derrotada sua política pelas massas, a tentativa imperialista é a de cavalgar nos processos, mas agindo na defensiva.

Quanto mais esta revolução que está em curso se aprofunde, chegue a mais países; quanto antes Kadaffi seja definitivamente derrotado, maior será o golpe contra a atual dominação mundial imperialista.

Fora Kadaffi!
Chega de massacres!
Solidariedade ao povo Líbio!

VAMOS NÓS – Na última semana, neste Blog, o padre Haroldo Coelho, filiado ao PSOL, escreveu artigo se solidarizando com Kadaffi. Pelo visto, o partido vive um certo clima de eclipse em se tratando de tal assunto.

Programação da visita de Obama ao Brasil começa a ser fechada

165 1

“Os últimos detalhes da visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nos dias 19 e 20 de março, serão acertados na quinta-feira, 24, e sexta-feira. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, desembarca nesta quarta-feira, 23, em Washington, capital norte-americana, para uma série de conversas. A ideia é que Obama e a presidente Dilma Rousseff assinem dez acordos bilaterais e mesclem as reuniões com temas políticos, econômicos, sociais e culturais.

Patriota tem conversas marcadas com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o conselheiro de Segurança Nacional (cargo equivalente ao de ministro-chefe da Casa Civil), Thomas E. Donilon, e o secretário do Tesouro, Timothy F. Geithner, além do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Nos encontros, o ministro quer fechar os termos dos acordos que deverão ser assinados por Obama e Dilma no dia 19 em Brasília. Por isso, as conversas do chanceler vão desde o comércio bilateral a investimentos, energia, defesa, ciência e tecnologia, inovação, cooperação espacial, educação, cultura e o combate à discriminação racial e de gênero.

Também estarão em pauta a crise no Oriente Médio e no Norte da África, o apoio à reconstrução do Haiti, além de questões relativas aos direitos humanos, às mudanças climáticas, ao desenvolvimento sustentável, desarmamento, à não proliferação de armas e reforma das instituições internacionais.

A comitiva

A família Obama passará apenas dois dias no Brasil. O presidente norte-americano viajará com a primeira-dama, Michelle, e as filhas Malia, de 11 anos, e Sasha, de 9, além de uma comitiva que deve reunir cerca de mil pessoas.

No último dia no Brasil, domingo, 20, Obama estará no Rio de Janeiro. A assessoria do presidente norte-americano quer que ele visite uma comunidade onde há uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Uma das possibilidades é escolher uma comunidade na zona sul da cidade. Ele também se prepara para participar de um evento público em que discursará.

De acordo com dados do governo brasileiro, os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no Brasil. Os norte-americanos são o segundo maior importador de produtos brasileiros e o segundo maior parceiro comercial do País, envolvendo fluxo superior a US$ 46 bilhões apenas em 2010.

No período de 2009 e 2010, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano registraram aumento de 26,21%, passando de US$ 15,6 bilhões para US$ 19,3 bilhões. O Brasil é o oitavo destino das exportações dos Estados Unidos.”

(Agência Brasil)

Líbia – Itamaraty confirma resgate de brasileiros

124 1

“Após a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que terminou com uma forte condenação ao uso da violência mas sem anúncios de sanções contra o regime do ditador Muammar Gaddafi, o Itamaraty confirmou que entre quarta (23) e quinta-feira (24) um barco financiado pela construtora Queiroz Galvão chegará ao porto de Benghazi para resgatar 183 brasileiros e levá-los à Malta.

Embora analistas tivessem especulado sobre a possibilidade de o organismo da ONU apresentar projetos concretos de medidas punitivas à Líbia, o Conselho, sob a presidência rotativa do Brasil, limitou-se a emitir uma condenação pública ao massacre promovido pelo regime que enviou helicópteros e jatos de guerra para atirar contra civis.

Nesta terça-feira o governo líbio admitiu que os confrontos já deixaram ao menos 300 mortos, sendo 58 militares.”

(Folha.com)

Kadafi diz que vai morrer na Líbia feito um mártir

187 1

“O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, disse em discurso transmitido pela TV estatal na início da tarde (horário brasileiro) desta terça-feira que a “a Líbia não quer a revolução e o colonialismo”.

Gritando e gesticulando muito, Kadafi se dirigiu pela segunda-vez ao povo líbio desde o início do levante contra o seu regime no país do norte da África. O líder líbio disse que vai resistir e não vai se render aos manifestantes da oposição.

– Este é o meu país, e o dos meus irmãos. Nós o irrigamos com o nosso sangue(…) Vou morrer aqui como um mártir – esbravejou, pregando a unidade do país.

Ele disse que covardes e traidores estão tentando mostrar a Líbia de forma distrocida, e que os inimigos do país estão tentando manchar a imagem da nação. Segundo ele, o poder, na Líbia, está com o povo.

– Todas as nações africanas olham para a Líbia como um exemplo, todos os líderes do mundo olham para a Líbia como um exemplo – disse.”

(O Globo)

Padre Haroldo faz defesa de Khadafi

210 6

Eis artigo assinado pelo padre Haroldo Coelho e intitulado “Por que querem derrubar Khadafi?” para este Blog. O religioso faz defesa veemente de Khadafi, da Líbia. O caso, na sua avaliação, esconde o interesse pelo petróleo por parte de nações imperialistas. Confira:

Para compreendermos o que se passa no mundo árabe, principalmente na Líbia, necessário se faz uma análise da situação geográfica e política daquela região. Não é segredo para ninguém que todas as tensões e tentativas de desestabilização dos países do norte na África e do médio oriente são provocadas pelas riquezas petrolíferas ou, também, pela conquista de territórios estratégicos no jogo de influência das nações imperialistas. Os acordos de Paz ente o Egito e o Estado sionista, só serviram aos interesses imperialistas e em detrimento do povo palestino. Praticamente, o povo palestino ficou sem defesa e entregue aos ataques de Israel.

A situação da Líbia exige uma atenção especial, pois devemos ter em consideração a particularidade de sua História. Até a segunda guerra mundial o território da Líbia foi ocupado e explorado pelas nações estrangeiras. Só a partir 1944, O rei Idris I volta do exílio e assume o controle formal do governo. A Líbia é transformada em protetorado inglês, mas, mesmo conquistando a independência, o país não se torna independente, pois o rei Idris I não passava de um fantoche das nações estrangeiras. Com a descoberta de importantes jazidas de petróleo, em 1959, a Líbia muda totalmente de fisionomia econômica, política e social.

A revolução de 1969, liderada pelo coronel Muamar Khadafi, marcou profundamente o país. As riquezas provindas do “Ouro Negro” são aplicadas rigorosamente em beneficio do povo. A revolução garantiu as necessidades básicas humanas como a educação, cultura, saúde e emprego. Estas conquistas são intocáveis. Na Líbia não há ditadura. Constatamos pessoalmente a democracia direta. Nenhuma decisão séria em que toca a administração do país, não se concretiza sem a discussão nos comitês populares, nos seus vários níveis. Se isto não é democracia, não sei o que é democracia.

Na Líbia se vive o mais puro socialismo da história. Nenhum militante da revolução da Líbia saiu de seu país para bombardear ou sabotar outra nação. Bem pelo contrário, os avios do império bombardearam Bengazi e Trípoli, pois por um milagre não conseguiram seu criminoso intento de acabar com Khadafi. Os países capitalistas não se conformam com a revolução que colocou as riquezas do petróleo a serviço do povo da Líbia. Daí repito, a onda de desestabilização contra a revolução que, antes de ser de Khadafi pertence ao povo livre da Líbia.

Padre Harodo Coelho

Militante do PSOL.

Reaberto espaço aéreo de Trípoli

“Fontes do Ministério da Defesa da Áustria indicaram que o espaço aéreo sobre a capital da Líbia, Trípoli, foi reaberto e que uma aeronave militar C-130 austríaca obteve autorização para deixar o país rumo à ilha de Malta (que pertence à União Europeia), levando 62 europeus.

O avião transporta nove austríacos, mas também alemães, franceses e holandeses, informou o mesmo porta-voz à rede de televisão pública austríaca ORF.

As multinacionais ocidentais presentes na Líbia, em especial as do setor petroleiro, retiraram muitos de seus funcionários do país nesta segunda-feira.

Mais cedo um porta-voz do Exército austríaco, que tentava retirar o grupo de cidadãos europeus da capital líbia havia informado que o espaço aéreo de Trípoli estava fechado.

“O espaço aéreo foi fechado há menos de uma hora”, declarou o porta-voz do ministério austríaco da Defesa, Michael Huber.”

(POrtal Uol)

Espaço aéreo de Trípoli está fechado

“O espaço aéreo sobre Trípoli está fechado até nova ordem, informou nesta segunda-feira à noite à AFP um porta-voz do exército austríaco, que tentava evacuar os cidadãos europeus para Malta a bordo de um avião militar.

O número de mortos nos quatro dias de confrontos entre manifestantes e as forças de segurança da Líbia chegou a 233, informou a organização Human Rights Watch.

Fontes ouvidas pela organização em dois hospitais na cidade de Benghazi, a segunda maior do país, relataram que mais de 60 pessoas morreram apenas no domingo (20), um dos dias mais violentos dos protestos.”

(Portal Uol)

Ministro da Justiça da Líbia pede demissão

“O ministro da Justiça líbio, Mustafa Abdeljalil, apresentou, nesta segunda-feira, sua demissão em protesto “pela sangrenta situação” de seu país, afirmou o jornal eletrônico “Quryna”, próximo a Seif el Islam Gaddafi –um dos filhos do ditador líbio, Muammar Gaddafi.

Abdeljalil, que confirmou sua saída em conversar por telefone com o jornal, explicou que tomou a decisão diante da “excessiva utilização de violência” contra manifestantes por parte das forças de ordem.

A demissão é a primeira de um alto funcionário do governo desde o início dos protestos, na semana passada, contra o governo de Gaddafi.

De acordo com o jornal, ao menos 61 pessoas morreram em Trípoli, cifra que também foi divulgada nesta manhã pela rede de TV Al Jazeera, que cita fontes hospitalares. Ontem, o filho de Gadaffi havia informado que ao menos 84 pessoas teriam morrido em Benghazi e outras 14 em El Beida.”

(EFE)

Líbia está à beira da guerra civil, diz filho de Gaddafi

197 1

“Saif al Islam Gaddafi, filho do líder líbio Muammar Gaddafi , disse em entrevista à televisão, esta segunda-feira, que a Líbia está à beira da guerra civil e que a violência é resultado de um “complô estrangeiro”. À noite, por volta das 20h45 de Brasília (23H45 GMT), foram ouvidos intensos disparos em vários bairros da capital, Trípoli, constataram um correspondente da AFP e testemunhas consultadas.

Foto 20.fev.2011 – Saif el-Islam Gaddafi, filho do ditador líbio Muammar Gaddafi, concede entrevista. Ele declarou, à TV líbia na madrugada de domingo para segunda (hora local), que a Líbia está à beira da guerra civil e é alvo de um complô estrangeiro AFP/Televisão Estatal Líbia

Saif al Islam Gaddafi reconheceu que várias cidades do país, entre elas Benghazi e Al Baida, no leste, enfrentam violentos combates e que os responsáveis pelos distúrbios tomaram posse de armas milirares.

É em Benghazi que trabalham os 123 funcionários brasileiros da construtora Queiroz Galvão, que tanto a empresa quando a chancelaria do Brasil tentam retirar do país em um avião fretado, informou à AFP uma fonte oficial.

“Neste momento, os tanques se deslocam em Benghazi dirigidos por civis. Em Al Baida, as pessoas levam fuzis e muitos depósitos de munições foram saqueados. Temos Armas, o exército tem armas, as forças que querem destruir a Líbia têm armas”, disse Saif al Islam Gaddafi, segundo quem milhares de pessoas se dirigem para Trípoli.

“Se todos estão armados, é guerra civil”, afirmou.

De acordo com o filho de Gaddafi, cujas declarações foram transmitidas pela televisão líbia, os confrontos são provocados por elementos que têm como objetivo destruir a unidade do país e instaurar uma república islâmica.

“Destruiremos os elementos da sedição”, disse, prometendo uma Constituição e novas leis liberais.

“O exército terá agora um papel essencial para impor a segurança porque é a unidade e a estabilidade da Líbia” que estão em jogo, declarou o filho do líder líbio, afirmando que o exército lívio “não é o exército tunisiano, não é o exército egípcio”.

“A Líbia está em uma encruzilhada. Ou entramos em acordo hoje sobre as reformas, ou não choraremos 84 mortos, mas milhares e mais e haverá rios de sangue em toda a Líbia”, acrescentou Saif al Islam, segundo quem é exagerado o número de vítimas divulgado pela imprensa estrangeira.

De acordo com a ONG humanitária Human Rights Watch, 173 pessoas morreram na repressão aos protestos antirregime iniciados em 15 de fevereiro.

Segundo um balanço da AFP, feito com base em várias fontes líbias, morreram 77 pessoas, a maioria em Benghazi, nas manifestações contra o regime do coronel Kadhafi, no poder há 42 anos.

“Tomaremos as armas… Lutaremos até a última bala”, disse. “Muammar Gaddafi comanda a batalha de Trípoli e venceremos”, disse.

“A Líbia não é o Egito, não é a Tunísia. Não há partidos políticos na Líbia”, acrescentou. “Muammar Gaddafi não é Zine el Abidine Ben Ali. Não é Mubarak”, desafiou.

Muamar Gaddafi, que dirige o país desde 1969, não fez qualquer declaração pública desde que começaram os atos de violência.

“Não vamos abandonar a Líbia”, declarou Saif Al Islam, e afirmou: “viveremos na Líbia, morreremos na Líbia”.

Segundo informações ainda não confirmadas, Muammar Gaddafi, nascido em 1942, teria deixado a Líbia no domingo à noite.”

(AFP-Uol)

Queda de Mubarak – Prenúncio do fim do Imperialismo?

Com o título “Os ventos da democracia ameaçam o Império do Norte”, eis artigo do jornalista Messias Pontes para esta quarta-feira do Blog. Ele aborda a queda de Murabarak, do Egito, e perspectivas da queda do imperialismo naquela banda do mundo. 

Foram 18 dias o tempo suficiente para o povo egípcio botar pra correr o todo poderoso ditador Hosny Mubarak, principal aliado do imperialismo norte-americano no mundo árabe. Os ventos que sopraram com a violência necessária para varrer a sujeira no Egito, acumulada há 30 anos, tinham passado pela Tunísia e apeado do poder o também ditador corrupto Bem Ali, também há três décadas infernizando a vida do povo.

E esses ventos não pararam na Praça Tahrir (Libertação), epicentro do furacão libertário egípcio. Eles se deslocam com a mesma velocidade rumo a todo o Oriente Médio, devendo estacionar uns dias em Sanaa, capital do Iêmen, devendo seguir seu rumo após a queda do ditador Ali Abdallah Saleh, há 32 anos no poder. O próximo destino deve ser a Argélia.

Esses mesmos ventos passaram há uma década por aqui no subcontinente sul-americano, afastando do poder políticos conservadores, corruptos, neoliberais e capachos do imperialismo: Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai. Eles devem retornar para completar a limpeza na Colômbia que continua uma imundície só.

Os acontecimentos destes dois primeiros meses de 2011 ficarão na história não só do mundo árabe, mas de todo o planeta. Eles significam uma fragorosa e histórica derrota do imperialismo ianque e do sionismo de Tel Aviv. É um caminho sem retorno e que prossegue célere.

Quando o povo quer, ninguém segura. É como água de morro abaixo e fogo de morro acima que ninguém controla. Historicamente está provado que quando os de baixos não agüentam mais a opressão dos de cima, e quando estes não conseguem mais se manter como antes, o caminho é a libertação.

 De nada adiantou toda a repressão: as mais de 300 mortes de civis, milhares de prisões, inclusive de jornalistas egípcios e estrangeiros – entre eles dois brasileiros que foram mandados de volta para cá -, a proibição da Internet e da telefonia celular, e de todo tipo de ameaça.

A queda de Hosni Mubarak, principal aliado do imperialismo e do sionismo na região, tem deixado insones os dirigentes ianques e israelenses. Isto porque é o Egito quem fornece a metade do gás consumido por Israel e tem sido conivente com os crimes praticados contra os palestinos. Não há indicativo de que o fornecimento de gás seja suspenso, porém os crimes contra os palestinos não terão mais a complacência de antes.

A luta do povo por melhores condições de vida, por saúde e educação públicas de qualidade, contra o descontrole dos preços, contra o desemprego que atinge a esmagadora maioria dos jovens, e sobretudo o combate à corrupção que grassa há mais de três décadas, tende a se consolidar.

As coisas já começaram a mudar, embora ainda há muito o que fazer. O poder ainda está nas mãos dos militares, contudo estes já não agem como antes. Os governos ditatoriais, corruptos e teocráticos da região já estão com a barba de molho e buscam oferecer algumas mudanças cosméticas para se garantir por mais tempo no poder. Mas sabem que os ventos da democracia os atingirá também.

Pode ser o começo do fim do imperialismo e do sionismo. E do início de uma nova era.

* Messias Pontes

Jornalista.

Egito – Marcha da Vitória na sexta-feira

“Organizadores dos protestos que derrubaram o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak convocaram uma “marcha da vitória” para sexta-feira em todo o país, afirmou neste domingo Khaled Abdelkader Ouda, um dos líderes das manifestações.

Ouda elogiou a decisão anunciada mais cedo pelo Exército de suspender a Constituição e dissolver o Parlamento . Ainda assim, a oposição não está toda unida e ainda há manifestantes na Praça Tahrir, de onde militares tentaram retirar a multidão nesta manhã.

– Nós saudamos as Forças Armadas por seus passos sérios para atender as demandas do povo – disse Ouda, convocando a marcha para “celebrar os ganhos da revolução”. – Nós chamamos os egípcios para fazer sua parte e dar ao Exército uma chance de seguir adiante para o próximo estágio.”

(O Globo)

Visita de Obama em março gera disputa entre Estados

151 1

“Autoridades e comunidades de diversos Estados brasileiros se articulam na tentativa de receber o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que fará sua primeira visita ao Brasil em março. Representantes do governo americano já estiveram no Rio de Janeiro para montar o roteiro da passagem de Obama por favelas que receberam Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Obama deve ir ao Rio e a Brasília em dois dias, e os baianos aguardam sua visita em outra viagem ou em agenda não oficial. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), enviou um telegrama ao presidente americano logo após Obama tomar posse, em 2009, informando que o Estado tinha grande população afrodescendente e gostaria de recebê-lo. Para o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), a Amazônia deveria constar no roteiro de Obama. Ele diz que procurou a embaixada dos Estados Unidos para convidar o presidente do país para conhecer a estrada de ferro Madeira Mamoré. “Ele não pode deixar dois terços do Brasil de fora”, disse Moura.”

(Portal Terra)