Blog do Eliomar

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G-20 termina só com promessas

“Como previsto, os líderes das 20 principais economias do mundo, o G-20, encerraram na sexta-feira sua reunião de cúpula em Seul com muita retórica e poucas decisões concretas. Na prática, os países conseguiram ampliar por mais um ano o prazo para alcançar difíceis soluções para os desequilíbrios no comércio, no câmbio e na área fiscal que ameaçam a recuperação econômica mundial.

No comunicado oficial, os países prometeram adotar medidas macroeconômicas que incluem políticas cambiais mais sintonizadas com as forças do mercado como forma de promover o equilíbrio econômico mundial.

O G-20 se comprometeu a estabelecer um cronograma com “parâmetros indicativos” sobre como lidar com desequilíbrios entre suas economias, sobretudo no que se refere a superávits e déficits nas contas externas.

Os 20 líderes também prometeram submeter planos econômicos de médio prazo à análise do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas os parâmetros só serão definidos nos próximos seis meses, possivelmente após a reunião de ministros da área econômica, na França, em fevereiro.

No duelo particular entre EUA e China, ponto para Pequim, que escapou de ficar na berlinda devido à insistência em manter desvalorizada sua moeda, o yuan, e ainda bloqueou no documento final uma proposta de Washington para que superávits ou déficits externos de grandes países não superassem 4% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos por um país ao longo de um ano).

O plano sugerido na semana passada pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, por pouco não provocou o colapso de um encontro de negociadores na noite de quinta-feira, após um representante chinês ameaçar deixar a sala.

O presidente dos EUA, Barack Obama, admitiu que o resultado do encontro em Seul não parecerá significativo aos olhos do público. No entanto, acrescentou, representa um avanço, especialmente diante dos temores um impasse mais acentuado.”

(Globo)

Farc diz que Dilma terá papel importante para a "paz regional"

“Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmam que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um “papel determinante” para a “paz regional” e para a “irmandade dos povos do continente”, ao destacarem sua trajetória “sempre ligada à luta pela justiça”.

“Presidente Dilma, para a senhora o nosso aplauso e reconhecimento”, diz a nota assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e divulgado nesta sexta-feira pela Anncol (Agência de Notícias Nova Colômbia), simpática à guerrilha.

“Permita que ecoemos a justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes [líder comunista brasileiro, comandante da Coluna Prestes e uma das figuras mais perseguidas pelas ditaduras da América Latina], diante do fato relevante de terem, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher sempre ligada à luta pela justiça na Presidência”, assinala o grupo guerrilheiro.

O comunicado também ressalta a “pública convicção” de Dilma sobre a “necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia” e acrescenta que sua vitória multiplicou a esperança das Farc “na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social”.

“Temos certeza que a nova presidente do Brasil terá um papel determinante na construção da paz regional e na irmandade dos povos do continente”, conclui a nota.

Em setembro passado, quando ainda era candidata a presidente, Dilma declarou que o Brasil só intermediaria em uma eventual negociação de paz com as Farc caso fosse um pedido do Governo colombiano.”

(EFE)

Lula apela a líderes para que pensem na economia mundial e ajudem países pobres

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou hoje (12) aos líderes políticos mundiais, no último dia de reuniões da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), para que evitem o desequilíbrio da economia internacional a partir de decisões unilaterais que visam ao fortalecimento de seus mercados internos. O apelo é um recado direto aos Estados Unidos e à China que adotam medidas que desvalorizam suas moedas e acabam prejudicando a economia mundial.

Lula disse que é fundamental pensar nos países pobres e ajudá-los. O presidente ressaltou que, mesmo sem recursos, o Brasil busca ajudar o fortalecimento das economias dos países pobres, como os africanos.

Segundo ele,  não existem mais decisões unilaterais. “Qualquer decisão que a Argentina ou o Brasil tomar vai ter repercussão nos países vizinhos.” Em seguida, Lula acrescentou: “Imaginem as potências econômicas, como os Estados Unidos, a China e a Índia, tomando decisões sem levar em conta as repercussões.”

Para o presidente, é essencial que as grandes economias assumam a responsabilidade de coordenar de forma adequada as ações e seus reflexos. “Espero que o G20 assuma a responsabilidade de coordenar melhor as ações [e os reflexos] para que elas se tornem multilaterais e para que a gente não cause prejuízos [aos mercados externos]”, disse ele.

Lula lembrou que a falta de recursos não limita o apoio do Brasil aos países pobres. “Queria fazer um apelo. O Brasil não tem dinheiro, mas tem feito um esforço para ajudar os países africanos. O apelo é por uma política de desenvolvimento para ajudar os países mais pobres”, afirmou.

De acordo com o presidente, essas ações devem se basear em financiamentos com regras preestabelecidas. “Acho que vocês vão se dar conta da responsabilidade que está sobre vocês”, acrescentou.”

(Agência Brasil)

Em Seul, Dilma critica os EUA

“A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, criticou nesta quinta-feira (11) em Seul, na Coreia do Sul, a política monetária dos Estados Unidos, afirmando que a decisão do Fed (o Banco Central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia local é uma “desvalorização disfarçada” do dólar. Dilma está na capital sul-coreana para acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião de cúpula do G20 (o grupo das 20 principais economias do mundo), a partir desta quinta-feira.

“Há uma política que é grave para o mundo inteiro, que é a política do dólar fraco. Até o (Alan) Greenspan (ex-diretor do Fed) falou sobre isso hoje”, afirmou Dilma após dar um passeio por Seul antes da chegada de Lula.

“Essa é uma questão que sempre causou problema, porque a política do dólar fraco faz com que o ajuste americano fique na conta das outras economias”, disse.

Cesta de moedas Questionada sobre a declaração dada na véspera pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a substituição do dólar por uma cesta de moedas como referência para transações internacionais, Dilma afirmou que “essa é uma das posições, há várias na mesa”.

“Acho que vai ser uma questão de negociação. A melhor solução seria não haver desvalorização do dólar”, afirmou.

Para ela, a adoção da cesta de moedas como referência “não é só uma questão de vontade”. “Se fosse só vontade já teria sido feito”, afirmou.

“Pode ser também uma questão de acordo, como foi em Bretton Woods (a reunião que definiu as bases do sistema financeiro internacional no pós-guerra). Lá isso já tinha sido colocado como possibilidade, pela representação inglesa, liderada por (John Maynard) Keynes. Ele defendia a cesta de moedas”, disse a presidente eleita.

Real Dilma afirmou ainda que “não é bom” o fato de o real ser uma das moedas mais valorizadas do mundo. “Não acho isso bom. Vamos ter de olhar cuidadosamente e tomar todas as medidas possíveis. Isso não é bom para o Brasil”, afirmou a presidente eleita. Ela não quis comentar, porém, quais seriam as medidas a serem tomadas para evitar a valorização excessiva da moeda brasileira.”

(Folha Online)

"É melhor dialogar do que brigar", diz Lula ao chegar a Seul

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da tarde desta quinta-feira (madrugada no Brasil) a Seul, na Coreia do Sul, onde participa até a sexta-feira da reunião de cúpula do G20, o grupo das 20 principais economias do mundo.

O principal tema da agenda da reunião deverá ser a chamada “guerra cambial”, a disputa entre os países em relação a supostas manipulações promovidas por alguns países para a desvalorização das suas moedas, com o intuito de beneficiar suas exportações.

Nos últimos dias, várias autoridades brasileiras, entre elas o próprio Lula, vêm criticando duramente os Estados Unidos por conta da decisão do Fed (o Banco Central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia local, o que pode ter o efeito de desvalorizar ainda mais o dólar.

Apesar das trocas de farpas nos últimos dias sobre o tema, Lula chegou a Seul afirmando que “dialogar é melhor que brigar”. Questionado se brigaria com os Estados Unidos, o presidente brincou: “Não tenho mais idade para brigar”.

Lula chegou a Seul acompanhado do assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, após uma visita de dois dias a Maputo, capital de Moçambique.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, seguiu de Moçambique à República Democrática do Congo, onde discute a ajuda brasileira ao país, e não acompanha o presidente durante o encontro de líderes do G20.

Na chegada ao hotel Imperial Palace, onde está hospedado, pouco antes das 14h locais (3h de Brasília), Lula foi recebido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pela presidente eleita, Dilma Rousseff, que haviam chegado a Seul no dia anterior.”

(Estadão.com)

Mantega propõe substituir dólar por "moeda" do FMI

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desembarcou na manhã desta quarta-feira (madrugada em Brasília) em Seul com uma proposta ousada: substituir o dólar como principal moeda de valor nas reservas e nas transações internacionais por uma cesta de moedas. A cesta já existe, chama-se DES (Direitos Especiais de Saque) e é usada contabilmente pelo Fundo Monetário Internacional. Hoje, a cesta é formada pelo dólar, pelo euro, pelo iene japonês e pela libra esterlina britânica. Mantega quer que sejam incluídos o real brasileiro e o iuan chinês.

O ministro diz que levará a proposta à cúpula do G20 que começa quinta-feira na capital coreana. Mas é mais uma expressão da irritação do governo brasileiro com a decisão dos Estados Unidos de irrigar sua economia com US$ 600 bilhões nos próximos oito meses do que uma expectativa de que a proposta seja de fato encampada pelo G20.

Mantega nem sabe se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionará o tema na sua apresentação na cúpula. “Até agora, não está previsto”, diz.

A irritação do ministro é fácil de explicar: a expectativa generalizada é a de que pelo menos parte dos US$ 600 bilhões irão para países produtores de commodities (Mantega citou Brasil e Austrália como exemplos), com duas consequências: valorizar ainda mais o real, que já está forte demais, o que prejudica as exportações brasileiras; e provocar “uma inflação no mercado de commodities”, com óbvios reflexos nos preços internos.”

(Folha Online)

Dilma já está na Coréia do Sul

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, desembarcou em Seul, capital sul-coreana, por volta das 12h40 horário local (23h40 no Brasil). Depois de mais de 24 horas de voo entre o Brasil e a Coreia, com escala na Alemanha, Dilma decidiu descansar e avisou que não vai dar entrevista coletiva até a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que deve desembarcar em Seul nesta quinta-feira, no fim da manhã.

Durante a viagem, Dilma, que optou por um voo comercial, foi reconhecida por vários brasileiros. Na escala em Frankfurt, na Alemanha, uma brasileira conseguiu chegar perto da presidente eleita para se certificar que era ela. Dilma chegou a Seul acompanhada do ministro da Fazenda,  Guido Mantega.

Lula, a presidente eleita e Mantega participam, na capital sul-coreana, das reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo). O principal tema dos debates será a guerra cambial e os efeitos da desvalorização sobre a economia global.

No que depender do Brasil, haverá uma defesa para que sejam tomadas medidas coletivas de combate à manipulação cambial, como já adiantaram o presidente Lula, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Para as autoridades brasileiras, as decisões isoladas, definidas por alguns governos, podem prejudicar a economia internacional como um todo. A expectativa de autoridades brasileiras é que nesta cúpula seja firmado um compromisso para a adoção de ações políticas destinadas a evitar o acirramento da crise econômica mundial.

Os alvos das preocupações são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul e o Japão. Na tentativa de conter a desvalorização do dólar e a subvalorização do yuan (moeda chinesa), o governo brasileiro adotou medidas para a preservação do real ao aumentar os impostos para as aplicações estrangeiras.

Ao passar por Moçambique, na África, Lula disse que a afirmação do presidente norte-americano, Barack Obama, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo” não é consenso nem se refere ao Brasil. Segundo Lula, cada governo adota decisões de acordo com as necessidades do país e da sociedade.”

(JB Online)

Dilma a caminho do G-20, em Seul

“No primeiro trecho de sua estreia em viagens internacionais como presidente eleita, entre São Paulo e Frankfurt, Dilma Rousseff recebeu do ministro da Fazenda, Guido Mantega, subsídios para sua participação, como convidada especial, na reunião do G-20, a partir de amanhã, em Seul, na Coreia do Sul.

Candidato a permanecer no cargo, a pedido do presidente Lula, Mantega — único ministro a acompanhar Dilma na viagem — também trocou ideias com ela sobre os rumos da politica econômica.

Depois das primeiras 12 horas de voo — a viagem só termina hoje, em Seul —, Dilma, enquanto esperava a conexão, passeou pelas lojas do free shop em companhia do embaixador do Brasil na Alemanha, Ewerton Vargas.

A primeira compra, presente para o neto Gabriel, foi um bonequinho de madeira típico alemão, pelo qual pagou 85.

Durante o voo, Dilma mostrou que já está cuidando da dieta, depois de ganhar um sobrepeso na campanha. Dispensou o jantar com opção de três carnes: filé de namorado, filé mignon com molho roti ou frango, e massa sorrentino.

Pediu frutas: uva, melão e kiwi. Embora goste de vinho, Dilma também evitou o champanhe francês Drapier le grand Sandré. Bebeu apenas água e café frugal. Para acompanhar Dilma, Mantega só tomou uma sopa de espinafre e bebeu guaraná diet.”

(Globo)

Lula defende em Moçambique um Estado forte

“Em jantar diante do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e outras autoridades, o presidente Lula disse ontem que os oito anos de seu mandato passaram rápido porque ele tem uma boa avaliação.

Pela manhã, durante palestra na aula inaugural da instalação do polo da universidade aberta do Brasil em Moçambique, Lula afirmara que os altos índices de aprovação ocorrem porque ele não fica no gabinete conversando com jornalistas, mas, sim, viajando.

Lula defendeu um Estado forte, dizendo que a instituição é pai, tutor e filho da sociedade.

O presidente disse ainda que sentirá falta dos microfones:

— Terminado o meu ritual institucional, eu queria — já que estão faltando menos de dois meses para eu deixar a Presidência e, portanto, eu vou sentir saudade dos microfones — poder falar diretamente com o povo de Moçambique, através dos alunos da escola em Maputo, Lichinga e Beira.”

(O Globo)

Lula: Erros cometidos pelos EUA podem comprometer outros Países

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu nesta terça-feira declaração do presidente norte-americano, Barack Obama, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo”. Segundo Lula, a lógica faz sentido, já que “o que é ruim para os Estados Unidos é ruim para todo o mundo”. O presidente não gostou da frase e disse que seria mais soberano se Obama justificasse as medidas de seu governo dizendo que são boas apenas para os americanos. “A verdade é que o que é bom para os Estados Unidos, é bom para os Estados Unidos e o que é bom para o Brasil, é bom para o Brasil. Se a gente entender assim, melhor, mais claro, e mais soberano [será] o comportamento de cada país”, declarou.

Segundo o presidente brasileiro, erros cometidos pelos EUA “podem causar transtornos em vários países”. Questionado sobre medidas que o Brasil defenderá em Seul, durante reunião do G20 amanhã e sexta-feira, Lula disse que todas as que foram adotadas pelo seu governo para conter a crise econômica mundial. “Quando há crise nos países ricos não tem ninguém dando palpites de como resolverem o problema. Então, eu estou dando um palpite: façam como se faz no Brasil que as coisas ficam mais fáceis.”

GUERRA FISCAL
Lula criticou a guerra fiscal produzida por Estados Unidos e China e as medidas do governo Obama de desvalorização do dólar como forma de enfrentar a crise. “Quando um país que produz moeda resolve desvalorizá-la no intuito de aumentar sua competitividade no mercado internacional causa transtornos aos países que dependem do sequenciamento de uma política comercial. Não é possível que alguns países resolvam desvalorizar sua moeda para obterem vantagens internas sem levar em conta os prejuízos que causam em outros países”, afirmou. Segundo Lula, numa economia globalizada, não é correto que países tomem decisões para resolver os seus problemas internos sem levar em conta a consequência e acontecimentos em outros países.

Ao discursar em jantar com o presidente moçambicano, Armando Emilio Guebuza, Lula disse que a instabilidade cambial e as desvalorizações competitivas de moedas alimentam um ‘círculo vicioso’, estimulando ações unilaterais e o protecionismo. “A experiência de décadas passadas, inclusive a brasileira, demonstra que ajustes recessivos acarretam recessão, desemprego e mais desigualdades sociais. É preciso que o Banco Mundial e o Fundo Monetário abandonem, de uma vez por todas, seus dogmas obsoletos e suas condicionalidades absurdas”, disse.”

(Folha.com)

Uso de laptop sobre o colo pode acarretar infertilidade masculina, diz estudo

“Um estudo divulgado pela Universidade estadual de Nova York, em Stony Brook, comprova que utilizar o laptop sobre o colo pode não fazer bem à saúde reprodutiva masculina. O urologista Yelim Sheynkin, responsável pela publicação, afirma que há pouco a se fazer contra isso, no caso, a melhor opção, segundo ele, é a de utilizar o computador sobre uma mesa.

A pesquisa foi realizada com 29 jovens que tinham laptops apoiados sobre os joelhos. Termômetros foram usados para medir a temperatura dos escrotos. Constatou-se que, mesmo com um suporte sob o computador, os escrotos dos participantes superaqueciam muito rápido. Após 10, 15 minutos sua temperatura já era maior que a saudável, segundo o levantamento. “Superaquecer os escrotos em mais de um grau é o bastante para danificar os espermatozóides”, disse Yelim.

O estudo afirmou ainda que, além do superaquecimento dos testículos, as pernas ficam imóveis e fechadas, fazendo com que a temperatura dos testículos subam 2,5º C. Para muitos, a solução seria um suporte no qual o laptop pudesse se manter, já que desta forma, a máquina ficaria mais fria, impedindo a transferência de calor à pele. Contudo, no levantamento, Yelim comprova que isso pode dar apenas a impressão de que há o refrigeramento dos testículos, mas a sensação de segurança é falsa. O ideal é utilizá-lo sobre uma mesa.

De acordo com a Associação Americana de Urologia, quase um em cada seis casais americanos enfrenta problemas de concepção. Quase metade dos casos se deve à infertilidade masculina. Outros fatores, tais como a saúde e o estilo de vida como a nutrição e o uso de drogas podem afetar ainda mais a saúde reprodutiva. E, para desmentir a crença popular, jeans e cuecas apertadas em geral não são fatores de risco, já que ao andar o homem transpira, alargando sua roupa.

O intuito da pesquisa, segundo Yelim, era avaliar o risco que milhões de homens correm por utilizar durante horas por dia o equipamento, principalmente os mais jovens, emergidos na era tecnológica e mais propensos à reprodução.”

(JB Online)

EUA recuam de proposta de pacote ao G-20

“Os Estados Unidos recuaram de sua proposta de estabelecer limites para os superávits externos de outros países e anunciaram que estão perto de um acordo com a China. O governo americano teria convencido a China a aceitar um acordo na reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos e influentes do mundo), que será realizada esta semana em Seul, na Coreia do Sul, para criar um “sistema de alerta” quando um país acumula superávits ou déficits excessivos.

Em troca, a Casa Branca abandonou sua ideia original de estabelecer um teto de 4% do PIB sobre o superávit de cada país, algo que era rejeitado pela China e por outros grandes exportadores e países emergentes.

O recuo ocorre depois de forte pressão internacional. Além de rejeitarem a proposta americana, China, Europa e países emergentes reagiram com irritação ao pacote econômico dos EUA.

O pacote prevê a injeção de US$ 600 bilhões na economia americana. O excesso de recursos deve “vazar” para outros países, o que pode provocar uma forte valorização de outras moedas e criar bolhas especulativas.

Na segunda-feira, 8, falando em Nova Délhi, na Índia, o presidente Barack Obama chegou a justificar sua política, alegando que “o que é bom para os EUA é bom para o mundo”.

Os primeiros sinais de um entendimento entre Pequim – o maior exportador do mundo – e Washington – o maior importador – começaram a aparecer. Pelo acordo, caberia ao FMI adotar uma série de regras para monitorar desequilíbrios em contas correntes e coordenar respostas para promover sua redução.

A China, no fim da semana passada, havia acusado os americanos de quererem “voltar ao tempo da economia planificada”.

(Estadão.com)

Furacão Tomas castiga o Haiti

O furacão Tomas castigou na sexta-feira os acampamentos de sobreviventes do terremoto de janeiro no Haiti e inundou localidades litorâneas do país, além de causar risco de deslizamentos. Uma pessoa morreu durante a noite ao tentar cruzar um rio na região de Grande-Anse, a sudoeste de Porto Príncipe. Enchentes localizadas foram relatadas nas cidades litorâneas de Les Cayes, Jacmel e Leogane.

Em Porto Príncipe, centenas de milhares de sobreviventes do terremoto se encolhem sob barracas e lonas em acampamentos enlameados, nos quais moram desde o terremoto de 12 de janeiro, que matou até 300 mil pessoas.

A ONU e agências humanitárias entraram em alerta máximo para uma eventual nova catástrofe humanitária no país, o mais pobre das Américas, que atualmente enfrenta também uma epidemia de cólera.

Em princípio, porém, não há relatos de vítimas ou danos em quantidades expressivas. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU disse que o furacão poderia ter sido muito pior.

“Tivemos uma incrível sorte desta vez. A inundação ainda é séria, particularmente em Leogane, por causa da situação do cólera… (mas) pelo menos uma vez o Haiti teve sorte”, disse Imogen Wall, porta-voz da agência da ONU.”

(Globo)

Dilma participará de reunião do G-20 convidada pela Coreia do Sul

“O governo sul-coreano convidou a presidente eleita Dilma Rousseff para participar de todas as discussões do G-20, dias 11 e 12, em Seul, junto com todos os demais presidentes de países que integram o grupo. Nas últimas semanas, a Presidência da República vinha negociando a participação de Dilma, junto com o presidente Lula, nas quatro plenárias que tratarão, principalmente, da guerra cambial.

Cada país do G-20 tem direito a quatro assentos na reunião. No caso do Brasil, os lugares são do presidente Lula, do ministro Guido Mantega (Fazenda), da Secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda e da sub-secretaria de Assuntos Econômicos do Itamaraty. Com o convite sul-coreano, o Brasil será o único a ter cinco lugares.

Houve situação semelhante na reunião do G-20 de Washington, em novembro de 2008. O então presidente eleito Barack Obama foi convidado pelo presidente George W. Bush para observar o encontro. Durante o evento em Seul, Lula deverá conversar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre a compra de caças Rafale para as Forças Armadas.

Não há ainda confirmação de reuniões bilaterais de Lula com presidentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para tratar da guerra cambial, nem com demais países emergentes. Dilma viaja para a Coreia em voo comercial com Mantega. As despesas com passagem aérea e hotel dela e de dois assessores que a acompanharão em Seul serão pagas pela Presidência. Dilma volta ao Brasil na sexta-feira (12) no avião do presidente Lula. Não há nenhuma orientação de segurança para que os dois não viajem juntos. Antes de ir a Seul, Lula visitará a África pela última vez em seus oito anos de mandato. Irá a Maputo (Moçambique) para inaugurar uma fábrica de medicamentos para a Aids.”

(Folha.com)

Lula pode disputar cargo na cúpula da ONU

“O Brasil formalizou sua disputa pela direção-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o inédito cuidado de não antecipar o nome do seu candidato.

A cautela se deve ao fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter ainda decidido se concorrerá ao posto ou se deixará a disputa para seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

De acordo com autoridades brasileiras, o candidato original de Lula, José Graziano, teria chances remotas de ser o indicado pelo governo para esse organismo sediado em Roma.

A definição sobre a candidatura brasileira para a FAO terá de esperar a sucessão de Amorim, cujo pedido de permanecer mais um ano à frente do Itamaraty foi negado pelo próprio Lula.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci é o mais cotado neste momento para assumir o Itamaraty dentre os que estão na lista da presidente eleita, Dilma Rousseff. Recentemente, foi adicionado o nome do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, um dos colaboradores de Lula que devem permanecer no governo Dilma.

O nome de maior agrado pessoal de Dilma, entretanto, é o do diplomata Antônio Patriota, secretário-geral das Relações Exteriores e ex-embaixador do Brasil em Washington. Patriota tornou-se amigo de Dilma ao longo do governo Lula e é visto pela equipe da presidente-eleita como uma opção menos traumática para a liderança do Itamaraty, por tratar-se de um membro da corporação.

Dentre essas três opções, a escolha de Patriota sugere a continuidade da política externa de Lula-Amorim. Porém, com um grau mais acentuado de pragmatismo, principalmente quanto à relação Brasil-EUA.

A aposta em Palocci envolveria mudanças mais profundas, em especial na orientação da política comercial, como já foi sinalizado no seu período na Fazenda. A posição de Meirelles sobre temas de política internacional é uma incógnita. Mas, o presidente do BC tem demonstrado capacidade de negociação em foros internacionais.

Uma vez escolhido o chanceler de Dilma, Lula deverá decidir seu destino e, portanto, a candidatura brasileira para a FAO.

Há mais de um ano, o presidente vinha publicamente reafirmando seu interesse em montar uma entidade, no Brasil, para trabalhar a cooperação com a África e a América do Sul em políticas de combate à fome e à pobreza.

Mas, nas últimas semanas, acentuaram-se os rumores de que o presidente estaria interessado em assumir a organização, em Roma. A escolha está programada para o final de 2011, de forma a permitir a sucessão do atual diretor-geral, o médico senegalês Jacques Diouf, em janeiro de 2012. Diouf está em seu terceiro mandato na FAO.”

(O Globo)