Blog do Eliomar

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Dilma já está na Coréia do Sul

“A presidente eleita, Dilma Rousseff, desembarcou em Seul, capital sul-coreana, por volta das 12h40 horário local (23h40 no Brasil). Depois de mais de 24 horas de voo entre o Brasil e a Coreia, com escala na Alemanha, Dilma decidiu descansar e avisou que não vai dar entrevista coletiva até a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que deve desembarcar em Seul nesta quinta-feira, no fim da manhã.

Durante a viagem, Dilma, que optou por um voo comercial, foi reconhecida por vários brasileiros. Na escala em Frankfurt, na Alemanha, uma brasileira conseguiu chegar perto da presidente eleita para se certificar que era ela. Dilma chegou a Seul acompanhada do ministro da Fazenda,  Guido Mantega.

Lula, a presidente eleita e Mantega participam, na capital sul-coreana, das reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo). O principal tema dos debates será a guerra cambial e os efeitos da desvalorização sobre a economia global.

No que depender do Brasil, haverá uma defesa para que sejam tomadas medidas coletivas de combate à manipulação cambial, como já adiantaram o presidente Lula, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Para as autoridades brasileiras, as decisões isoladas, definidas por alguns governos, podem prejudicar a economia internacional como um todo. A expectativa de autoridades brasileiras é que nesta cúpula seja firmado um compromisso para a adoção de ações políticas destinadas a evitar o acirramento da crise econômica mundial.

Os alvos das preocupações são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul e o Japão. Na tentativa de conter a desvalorização do dólar e a subvalorização do yuan (moeda chinesa), o governo brasileiro adotou medidas para a preservação do real ao aumentar os impostos para as aplicações estrangeiras.

Ao passar por Moçambique, na África, Lula disse que a afirmação do presidente norte-americano, Barack Obama, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo” não é consenso nem se refere ao Brasil. Segundo Lula, cada governo adota decisões de acordo com as necessidades do país e da sociedade.”

(JB Online)

Dilma a caminho do G-20, em Seul

“No primeiro trecho de sua estreia em viagens internacionais como presidente eleita, entre São Paulo e Frankfurt, Dilma Rousseff recebeu do ministro da Fazenda, Guido Mantega, subsídios para sua participação, como convidada especial, na reunião do G-20, a partir de amanhã, em Seul, na Coreia do Sul.

Candidato a permanecer no cargo, a pedido do presidente Lula, Mantega — único ministro a acompanhar Dilma na viagem — também trocou ideias com ela sobre os rumos da politica econômica.

Depois das primeiras 12 horas de voo — a viagem só termina hoje, em Seul —, Dilma, enquanto esperava a conexão, passeou pelas lojas do free shop em companhia do embaixador do Brasil na Alemanha, Ewerton Vargas.

A primeira compra, presente para o neto Gabriel, foi um bonequinho de madeira típico alemão, pelo qual pagou 85.

Durante o voo, Dilma mostrou que já está cuidando da dieta, depois de ganhar um sobrepeso na campanha. Dispensou o jantar com opção de três carnes: filé de namorado, filé mignon com molho roti ou frango, e massa sorrentino.

Pediu frutas: uva, melão e kiwi. Embora goste de vinho, Dilma também evitou o champanhe francês Drapier le grand Sandré. Bebeu apenas água e café frugal. Para acompanhar Dilma, Mantega só tomou uma sopa de espinafre e bebeu guaraná diet.”

(Globo)

Lula defende em Moçambique um Estado forte

“Em jantar diante do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e outras autoridades, o presidente Lula disse ontem que os oito anos de seu mandato passaram rápido porque ele tem uma boa avaliação.

Pela manhã, durante palestra na aula inaugural da instalação do polo da universidade aberta do Brasil em Moçambique, Lula afirmara que os altos índices de aprovação ocorrem porque ele não fica no gabinete conversando com jornalistas, mas, sim, viajando.

Lula defendeu um Estado forte, dizendo que a instituição é pai, tutor e filho da sociedade.

O presidente disse ainda que sentirá falta dos microfones:

— Terminado o meu ritual institucional, eu queria — já que estão faltando menos de dois meses para eu deixar a Presidência e, portanto, eu vou sentir saudade dos microfones — poder falar diretamente com o povo de Moçambique, através dos alunos da escola em Maputo, Lichinga e Beira.”

(O Globo)

Lula: Erros cometidos pelos EUA podem comprometer outros Países

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu nesta terça-feira declaração do presidente norte-americano, Barack Obama, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo”. Segundo Lula, a lógica faz sentido, já que “o que é ruim para os Estados Unidos é ruim para todo o mundo”. O presidente não gostou da frase e disse que seria mais soberano se Obama justificasse as medidas de seu governo dizendo que são boas apenas para os americanos. “A verdade é que o que é bom para os Estados Unidos, é bom para os Estados Unidos e o que é bom para o Brasil, é bom para o Brasil. Se a gente entender assim, melhor, mais claro, e mais soberano [será] o comportamento de cada país”, declarou.

Segundo o presidente brasileiro, erros cometidos pelos EUA “podem causar transtornos em vários países”. Questionado sobre medidas que o Brasil defenderá em Seul, durante reunião do G20 amanhã e sexta-feira, Lula disse que todas as que foram adotadas pelo seu governo para conter a crise econômica mundial. “Quando há crise nos países ricos não tem ninguém dando palpites de como resolverem o problema. Então, eu estou dando um palpite: façam como se faz no Brasil que as coisas ficam mais fáceis.”

GUERRA FISCAL
Lula criticou a guerra fiscal produzida por Estados Unidos e China e as medidas do governo Obama de desvalorização do dólar como forma de enfrentar a crise. “Quando um país que produz moeda resolve desvalorizá-la no intuito de aumentar sua competitividade no mercado internacional causa transtornos aos países que dependem do sequenciamento de uma política comercial. Não é possível que alguns países resolvam desvalorizar sua moeda para obterem vantagens internas sem levar em conta os prejuízos que causam em outros países”, afirmou. Segundo Lula, numa economia globalizada, não é correto que países tomem decisões para resolver os seus problemas internos sem levar em conta a consequência e acontecimentos em outros países.

Ao discursar em jantar com o presidente moçambicano, Armando Emilio Guebuza, Lula disse que a instabilidade cambial e as desvalorizações competitivas de moedas alimentam um ‘círculo vicioso’, estimulando ações unilaterais e o protecionismo. “A experiência de décadas passadas, inclusive a brasileira, demonstra que ajustes recessivos acarretam recessão, desemprego e mais desigualdades sociais. É preciso que o Banco Mundial e o Fundo Monetário abandonem, de uma vez por todas, seus dogmas obsoletos e suas condicionalidades absurdas”, disse.”

(Folha.com)

Uso de laptop sobre o colo pode acarretar infertilidade masculina, diz estudo

“Um estudo divulgado pela Universidade estadual de Nova York, em Stony Brook, comprova que utilizar o laptop sobre o colo pode não fazer bem à saúde reprodutiva masculina. O urologista Yelim Sheynkin, responsável pela publicação, afirma que há pouco a se fazer contra isso, no caso, a melhor opção, segundo ele, é a de utilizar o computador sobre uma mesa.

A pesquisa foi realizada com 29 jovens que tinham laptops apoiados sobre os joelhos. Termômetros foram usados para medir a temperatura dos escrotos. Constatou-se que, mesmo com um suporte sob o computador, os escrotos dos participantes superaqueciam muito rápido. Após 10, 15 minutos sua temperatura já era maior que a saudável, segundo o levantamento. “Superaquecer os escrotos em mais de um grau é o bastante para danificar os espermatozóides”, disse Yelim.

O estudo afirmou ainda que, além do superaquecimento dos testículos, as pernas ficam imóveis e fechadas, fazendo com que a temperatura dos testículos subam 2,5º C. Para muitos, a solução seria um suporte no qual o laptop pudesse se manter, já que desta forma, a máquina ficaria mais fria, impedindo a transferência de calor à pele. Contudo, no levantamento, Yelim comprova que isso pode dar apenas a impressão de que há o refrigeramento dos testículos, mas a sensação de segurança é falsa. O ideal é utilizá-lo sobre uma mesa.

De acordo com a Associação Americana de Urologia, quase um em cada seis casais americanos enfrenta problemas de concepção. Quase metade dos casos se deve à infertilidade masculina. Outros fatores, tais como a saúde e o estilo de vida como a nutrição e o uso de drogas podem afetar ainda mais a saúde reprodutiva. E, para desmentir a crença popular, jeans e cuecas apertadas em geral não são fatores de risco, já que ao andar o homem transpira, alargando sua roupa.

O intuito da pesquisa, segundo Yelim, era avaliar o risco que milhões de homens correm por utilizar durante horas por dia o equipamento, principalmente os mais jovens, emergidos na era tecnológica e mais propensos à reprodução.”

(JB Online)

EUA recuam de proposta de pacote ao G-20

“Os Estados Unidos recuaram de sua proposta de estabelecer limites para os superávits externos de outros países e anunciaram que estão perto de um acordo com a China. O governo americano teria convencido a China a aceitar um acordo na reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos e influentes do mundo), que será realizada esta semana em Seul, na Coreia do Sul, para criar um “sistema de alerta” quando um país acumula superávits ou déficits excessivos.

Em troca, a Casa Branca abandonou sua ideia original de estabelecer um teto de 4% do PIB sobre o superávit de cada país, algo que era rejeitado pela China e por outros grandes exportadores e países emergentes.

O recuo ocorre depois de forte pressão internacional. Além de rejeitarem a proposta americana, China, Europa e países emergentes reagiram com irritação ao pacote econômico dos EUA.

O pacote prevê a injeção de US$ 600 bilhões na economia americana. O excesso de recursos deve “vazar” para outros países, o que pode provocar uma forte valorização de outras moedas e criar bolhas especulativas.

Na segunda-feira, 8, falando em Nova Délhi, na Índia, o presidente Barack Obama chegou a justificar sua política, alegando que “o que é bom para os EUA é bom para o mundo”.

Os primeiros sinais de um entendimento entre Pequim – o maior exportador do mundo – e Washington – o maior importador – começaram a aparecer. Pelo acordo, caberia ao FMI adotar uma série de regras para monitorar desequilíbrios em contas correntes e coordenar respostas para promover sua redução.

A China, no fim da semana passada, havia acusado os americanos de quererem “voltar ao tempo da economia planificada”.

(Estadão.com)

Furacão Tomas castiga o Haiti

O furacão Tomas castigou na sexta-feira os acampamentos de sobreviventes do terremoto de janeiro no Haiti e inundou localidades litorâneas do país, além de causar risco de deslizamentos. Uma pessoa morreu durante a noite ao tentar cruzar um rio na região de Grande-Anse, a sudoeste de Porto Príncipe. Enchentes localizadas foram relatadas nas cidades litorâneas de Les Cayes, Jacmel e Leogane.

Em Porto Príncipe, centenas de milhares de sobreviventes do terremoto se encolhem sob barracas e lonas em acampamentos enlameados, nos quais moram desde o terremoto de 12 de janeiro, que matou até 300 mil pessoas.

A ONU e agências humanitárias entraram em alerta máximo para uma eventual nova catástrofe humanitária no país, o mais pobre das Américas, que atualmente enfrenta também uma epidemia de cólera.

Em princípio, porém, não há relatos de vítimas ou danos em quantidades expressivas. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU disse que o furacão poderia ter sido muito pior.

“Tivemos uma incrível sorte desta vez. A inundação ainda é séria, particularmente em Leogane, por causa da situação do cólera… (mas) pelo menos uma vez o Haiti teve sorte”, disse Imogen Wall, porta-voz da agência da ONU.”

(Globo)

Dilma participará de reunião do G-20 convidada pela Coreia do Sul

“O governo sul-coreano convidou a presidente eleita Dilma Rousseff para participar de todas as discussões do G-20, dias 11 e 12, em Seul, junto com todos os demais presidentes de países que integram o grupo. Nas últimas semanas, a Presidência da República vinha negociando a participação de Dilma, junto com o presidente Lula, nas quatro plenárias que tratarão, principalmente, da guerra cambial.

Cada país do G-20 tem direito a quatro assentos na reunião. No caso do Brasil, os lugares são do presidente Lula, do ministro Guido Mantega (Fazenda), da Secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda e da sub-secretaria de Assuntos Econômicos do Itamaraty. Com o convite sul-coreano, o Brasil será o único a ter cinco lugares.

Houve situação semelhante na reunião do G-20 de Washington, em novembro de 2008. O então presidente eleito Barack Obama foi convidado pelo presidente George W. Bush para observar o encontro. Durante o evento em Seul, Lula deverá conversar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre a compra de caças Rafale para as Forças Armadas.

Não há ainda confirmação de reuniões bilaterais de Lula com presidentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para tratar da guerra cambial, nem com demais países emergentes. Dilma viaja para a Coreia em voo comercial com Mantega. As despesas com passagem aérea e hotel dela e de dois assessores que a acompanharão em Seul serão pagas pela Presidência. Dilma volta ao Brasil na sexta-feira (12) no avião do presidente Lula. Não há nenhuma orientação de segurança para que os dois não viajem juntos. Antes de ir a Seul, Lula visitará a África pela última vez em seus oito anos de mandato. Irá a Maputo (Moçambique) para inaugurar uma fábrica de medicamentos para a Aids.”

(Folha.com)

Lula pode disputar cargo na cúpula da ONU

“O Brasil formalizou sua disputa pela direção-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o inédito cuidado de não antecipar o nome do seu candidato.

A cautela se deve ao fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter ainda decidido se concorrerá ao posto ou se deixará a disputa para seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

De acordo com autoridades brasileiras, o candidato original de Lula, José Graziano, teria chances remotas de ser o indicado pelo governo para esse organismo sediado em Roma.

A definição sobre a candidatura brasileira para a FAO terá de esperar a sucessão de Amorim, cujo pedido de permanecer mais um ano à frente do Itamaraty foi negado pelo próprio Lula.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci é o mais cotado neste momento para assumir o Itamaraty dentre os que estão na lista da presidente eleita, Dilma Rousseff. Recentemente, foi adicionado o nome do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, um dos colaboradores de Lula que devem permanecer no governo Dilma.

O nome de maior agrado pessoal de Dilma, entretanto, é o do diplomata Antônio Patriota, secretário-geral das Relações Exteriores e ex-embaixador do Brasil em Washington. Patriota tornou-se amigo de Dilma ao longo do governo Lula e é visto pela equipe da presidente-eleita como uma opção menos traumática para a liderança do Itamaraty, por tratar-se de um membro da corporação.

Dentre essas três opções, a escolha de Patriota sugere a continuidade da política externa de Lula-Amorim. Porém, com um grau mais acentuado de pragmatismo, principalmente quanto à relação Brasil-EUA.

A aposta em Palocci envolveria mudanças mais profundas, em especial na orientação da política comercial, como já foi sinalizado no seu período na Fazenda. A posição de Meirelles sobre temas de política internacional é uma incógnita. Mas, o presidente do BC tem demonstrado capacidade de negociação em foros internacionais.

Uma vez escolhido o chanceler de Dilma, Lula deverá decidir seu destino e, portanto, a candidatura brasileira para a FAO.

Há mais de um ano, o presidente vinha publicamente reafirmando seu interesse em montar uma entidade, no Brasil, para trabalhar a cooperação com a África e a América do Sul em políticas de combate à fome e à pobreza.

Mas, nas últimas semanas, acentuaram-se os rumores de que o presidente estaria interessado em assumir a organização, em Roma. A escolha está programada para o final de 2011, de forma a permitir a sucessão do atual diretor-geral, o médico senegalês Jacques Diouf, em janeiro de 2012. Diouf está em seu terceiro mandato na FAO.”

(O Globo)

Obama é derrotado na Câmara pelos Republicanos

“Os democratas perderam a maioria na Câmara dos Representantes para os republicanos nas eleições desta terça-feira, mas conseguiram manter o controle no Senado, como apontam as projeções das emissoras CNN e ABC.

Se garantida, a vitória opositora representa um duro revés para o presidente Barack Obama, que terá dificuldades para levar adiante seus projetos no Congresso, como já advertiram ainda durante a madrugada alguns líderes republicanos.

As urnas foram fechadas em todos os 50 estados americanos por volta das 2h (Brasília). Se na Câmara a disputa caminhou para a direita com tranquilidade, com os republicanos tirando dos democratas cerca de 50 das 39 cadeiras (segundo a CNN) que precisam, no Senado a corrida foi mais incerta, e as emissoras relutaram até a madrugada para anunciar suas projeções.

Em declaração à NBC News, o próprio presidente Comitê Nacional Democrata, Tim Kaine, declarou o que colegas do partido ainda relutavam em admitir:

– Vamos provavelmente terminar com um democrata na Casa Branca, com a maioria dos governadores republicanos, um Senado democrata e uma Câmara republicana – disse Kaine. – É uma dura noite para nós na Câmara.

Entre plebiscitos e eleições locais, os americanos votam para renovar as 435 cadeiras da Câmara de Representantes e 37 das 100 do Senado. As duas Casas são hoje controladas pelos democratas, e para assumir a maioria os republicanos precisam tirar do partido de Barack Obama, respectivamente, 39 e dez assentos.”

(O Globo)

EUA vão às urnas renovar Congresso

“Os EUA vão às urnas nesta terça-feira (2) para renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado, em uma votação que deve ter impacto na segunda metade do governo do democrata Barack Obama, eleito em 2008.

Os primeiros colégios eleitorais da Costa Leste abriram a votação às 8 horas do horário brasileiro de verão. Os últimos colégios, dos estados de Alasca e Havaí, devem encerrar a votação às 2 da quarta-feira.

Segundo as últimas pesquisas divulgadas nesta segunda, o oposicionista Partido Republicano é o grande favorito das eleições legislativas.

O presidente Obama foi a campo nos últimos dias pedir voto para os candidatos democratas e, nesta segunda, disse que uma eventual vitória republicana pode comprometer o combate à crise econômica no país.

Mas a última pesquisa do instituto Gallup realizada entre quinta-feira e domingo com 1.539 prováveis eleitores coloca os republicanos na dianteira com 55% das intenções de voto, contra 40% dos democratas.

Outro levantamento conjunto do “The Wall Street Journal” e do canal de televisão “NBC” também prevê um grande avanço dos republicanos diante do que descrevem como “frustração” com Obama, sua política econômica e o Congresso de maioria democrata.”

(POrtal G1)

Vitória de Dilma repercute na mídia internacional

“As edições online dos principais jornais do mundo repercutem nesta noite a vitória da primeira presidente que o Brasil já teve. A vitória de Dilma Rousseff teve como foco o fato de a candidata eleita ser a “herdeira” e “protegida” de Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos primeiros a noticiar a vitória da petista, o espanhol El País, destacou em seu site que o presidente Lula “sempre deixou claro que a vitória de sua candidata era uma vitória dele próprio”. A página ainda ressaltou que ela terá a tarefa de comandar o país que melhor representa o crescimento de novas potências mundiais.

Um dos mais importantes jornais do mundo, o New York Times destacou que a “ex-guerrilheira” Dilma foi vitoriosa após a promessa de “seguir com as políticas que tiraram milhões da pobreza” e tornaram o Brasil “uma das mais quentes economias do mundo”. O diário americano lembrou que a presidente eleita fez parte de um governo que tirou cerca de 10% da população da extrema pobreza, “um legado grande demais para Serra superar”.

O Wall Street Journal, bússola do mercado financeiro, publicou que a vitória da petista foi “selada pela ampla prosperidade econômica” e pela popularidade de seu “predecessor e mentor”, Lula. Também classifica Dilma como uma “burocrata” relativamente desconhecida. O The Washington Post seguiu a linha do Wall Street Journal, considerando que o resultado das eleições demonstram a lealdade do povo ao atual presidente.

O La Repubblica afirmou que a “pupila” do presidente Lula se elegeu dentro de sondagens que “sempre deram no mínimo 10% de margem”. O jornal italiano não explorou a eleição brasileira, usando inclusive uma imagem antiga de Dilma.

Entre os periódicos franceses, o Le Monde não esconde sua simpatia e coloca a candidata petista como uma “sobrevivente de um câncer” e herdeira política do presidente “mais popular” da história do Brasil. O Le Figaro, mais crítico, destaca no título que a campanha foi “deletéria” (degradante), dizendo que o país está há “fogo e sangue” após a disputa.

O jornal britânico The Guardian destaca a história de Dilma como “ex-rebelde marxista” e a negativa do partido verde em apoiar a candidata do governo, o que lhe daria uma maioria “instantânea”. O passado de luta armada da petista também foi lembrado pelo The Times.

O argentino La Nación escreveu em sua edição online que a petista “arrasou com 55,05%” dos votos. Chamada de “eleita de Lula”, a vitória de Dilma foi classificada como “a boa notícia do Brasil” por um analista político do jonal. O Clarín, por sua vez, optou por ressaltar o fato de o país ter escolhido sua primeira presidente mulher com um “contundente triunfo”.

O português Diário de Notícias destaca na capa a altíssima abstenção destas eleições. “Apesar do voto ser obrigatório no Brasil, a abstenção ronda os 21%.” O também português Correio da Manhã destacou que “mesmo antes do resultado oficial, Dilma já falava como presidente e disse que irá governar para todos os brasileiros”.

Búlgaros tiram “casquinha” de vitória

A edição internacional da agência de notícias novinite.com dá amplo destaque para a descendência búlgara da candidata vitoriosa. A agência da Bulgária lembra do pai da ex-ministra da Casa Civil, Petar Rusev, que mudou seu nome para “Pedro Rousseff”, que fugiu da Bulgária para a França em 1929 e depois para a América Latina durante a 2a Guerra Mundial, em 1944.

Em uma nota separada, destaca ainda Momchil Indzhov, o “primeiro búlgaro” a entrevistar Dilma Rousseff, “autor de duas das três entrevistas” publicadas na bulgária com a petista. O site ainda promete uma “empolgante” cobertura da vitória da primeira presidente mulher do Brasil na edição.”

(Portal Terra)

Brasil será sede de convenção interamericana contra a corrupção

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“Brasília vai ser sede da terceira reunião da Conferência dos Estados Partes no Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana contra a Corrupção (Mesicic), marcada para os dias 9 e 10 de dezembro. Esta é a primeira vez que a conferência é realizada fora de Washington, nos EUA, onde ocorreram as duas primeiras reuniões, em 2004 e 2006. No Brasil, a organização do evento está a cargo da Controladoria-Geral da União (CGU).

A Conferência contará com a presença do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, de autoridades públicas de todos os 28 países da América que ratificaram a Convenção Interamericana contra a Corrupção e integram seu Mecanismo de Acompanhamento, além de representantes de organizações da sociedade civil que atuam na área.

Durante a reunião, serão discutidos os progressos obtidos pelos países na implementação da Convenção e das recomendações do Mesicic; o fortalecimento desse Mecanismo, incluindo questões como a divulgação de suas realizações, visitas in loco, financiamento, e participação da sociedade civil; a cooperação com outros mecanismos de acompanhamento internacionais e sub-regionais; e o fortalecimento da cooperação hemisférica contra a corrupção em áreas como responsabilidade do setor privado e recuperação de ativos.

Mesicic

Instrumento de caráter intergovernamental estabelecido no âmbito da OEA, o Mesicic tem o objetivo de apoiar os Estados Partes na implementação das disposições da Convenção por meio de avaliações recíprocas, da realização de atividades de cooperação técnica; do intercâmbio de informações, experiências e melhores práticas; e da harmonização das legislações de cada país.”

(Site da CGU)

Dólar fecha em baixa, mas valor acumulado é o maior desde maio

“A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,64% nesta sexta-feira (29), a R$ 1,703 na venda. Porém, no mês, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,65%, atingindo a maior elevação mensal desde o mês de maio (quando subiu 4,78%). Na semana, o dólar tem desvalorização de 0,35%. No ano, as perdas são de 2,29%.

O Banco Central (BC) voltou a fazer dois leilões de compra de dólar ao longo do dia. Na primeira intervenção, o BC comprou moeda a R$ 1,699. Na segunda operação, o valor aceito foi de R$ 1,70. Além disso, o Ministério da Fazenda ampliou o poder de fogo do Tesouro para compras de dólares no mercado à vista e voltou a emitir bônus da dívida em reais no exterior.

Mesmo após as medidas, o dólar teve alta apenas discreta no mês. Mas, em outros mercados, a tendência de desvalorização da moeda continuou. O euro termina o mês com alta de cerca de 2%, mesmo percentual de alta de uma cesta com as principais divisas, que inclui o iene. As commodities, principal componente da pauta de exportações brasileira, subiram cerca de 4% no mês.

“As medidas tiveram efeito, mas limitado”, disse à Reuters Carlos Allievi Jr., gestor da Infinity Asset. “Um pouco foi por elas em si, e um pouco pelo receio de novas medidas. O fluxo (de capitais) continua positivo”.

Lula: Kirchner ajudou a construir a América Latina de hoje

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“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi na noite desta quinta-feira a Buenos Aires para o velório do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, na Casa Rosada, onde abraçou Cristina Kirchner e foi muito aplaudido. Antes de embarcar de volta para São Paulo, ele discursou em um aeroporto militar da capital e exaltou o legado do ex-líder para a Argentina e as relações econômicas e diplomáticas com o Brasil. 

– Kirchner era mais do que um presidente, era um companheiro que junto comigo ajudou a construir a América Latina que temos hoje. Um homem morre, mas as ideias permanecem – afirmou o presidente brasileiro.

Lula disse ainda que, com Kirchner, as relações entre Brasil e Argentina cresceram. Para o líder brasileiro, durante o governo do marido de Cristina (2003-2007) caíram preconceitos diplomáticos e empresariais.

– Descobrimos que Brasil e Argentina não eram adversários, a não ser no futebol. Na economia e na política, a gente se completava. A relação entre Brasil e Argentina é a melhor desde que os países existem – discursou.

Lula antecipou sua viagem à Argentina, inicialmente prevista para sexta. O presidente não ficou nem três horas no país e embarcou de volta para o Brasil por volta de 23h30 (Brasília). Na Casa Rosada, ficou cerca de uma hora ao lado de Cristina e dos dois filhos do casal Kirchner, Máximo e Florencia.

– Kirchner vai continuar governando junto a Cristina, junto ao povo – completou Lula.

(O Globo)