Blog do Eliomar

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Minc reclama do discurso de Obama na Conferência de Copenhague

“Em entrevista à Globo News nesta sexta-feira (18), o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc afirmou que a delegação brasileira ficou frustrada com o discurso do presidente americano Barack Obama no último dia da Conferência do Clima da ONU, em Copenhague. “O que ele falou não está a altura da expectativa da população do planeta”, disse.

“Nós ficamos muito frustrados com o discurso do presidente Obama, parece que ele não tinha nada o que ver com isso”, disse Minc. Mais cedo, o presidente americano discursou na plenária da conferência e afirmou que “o tempo de falar acabou”, sugerindo que teria ido à Dinamarca para agir. Obama também afirmou que “a questão é se vamos seguir em frente juntos ou nos dividirmos”, afirmou. “Esse não é o acordo perfeito e nenhum país vai conseguir tudo o que quer. “Vamos continuar discutindo os mesmos argumentos mês após mês, ano após anos… enquanto o perigo da mudança climática cresce de forma irreversível”.

Minc se queixou também da posição americana de ir à conferência sem poder de fato negociar cortes em suas próprias emissões de gases causadores de efeito estufa, por necessitarem de aprovaçao do senado.”

(Portal G1)

Cop-15 – Obama apregoa um acordo mesmo imperfeito

“presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira, 18, em Copenhague, aos líderes do planeta a conclusão de um acordo sobre o clima mesmo que imperfeito, para lutar contra o aquecimento da Terra.

“Não temos muito tempo”, preveniu Obama, no pronunciamento durante a sessão plenária da Conferência.

“Nesse estágio, a questão é saber se avançamos juntos ou se nos dividimos, se preferimos manter poses à ação”, acrescentou.

“Vamos continuar discutindo os mesmos argumentos mês após mês, ano após anos… enquanto o perigo da mudança climática cresce de forma irreversível”.

“Nenhuma nação poderá obter tudo o que deseja”, acrescentou, pedindo aos líderes a assumirem compromissos.

“Estas discussões internacionais acontecem há cerca de duas décadas (…) O tempo das palavras acabou”, lançou ele aos mais de 120 chefes de Estado que participam da cúpula sobre o clima.

“Podemos aprovar este acordo, dar um passo significativo à frente e até melhorá-lo, construindo sobre esta base”, prosseguiu.

“Podemos fazê-lo, e todos os que estão presentes nesta sala tomarão parte numa aventura histórica, para assegurar uma vida melhor para nossos filhos e nossos netos”.

No pronunciamento, muito aguardado, o presidente americano não fez qualquer referência aos compromissos de seu país sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa, assim como sobre uma ajuda financeira às nações em desenvolvimento, ou a exigência de transparência dos grandes países emergentes, entre eles a China, na primeira fila.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia anunciado quinta-feira que os Estados Unidos estavam prestes a contribuir com uma quantia de 100 bilhões de dólares por ano, até 2020, como parte de um acordo sobre o clima, desde que os grandes países emergentes dessem prova de transparência.

No final de novembro, a Casa Branca havia divulgado as metas americanas a serem apresentadas em Copenhague: redução de 17% das emissões de gases de efeito estufa até 2020 em relação aos níveis de 2005 (ou seja cerca de -4% em relação a 1990) e de 42% em 2030, sobre os níveis de 2005.”

(AFP)

Cop-15 – Lula critica barganha de países ricos

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“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso esta manhã em Copenhague, criticou duramente a tentativa de barganha dos países ricos e afirmou que os mais desenvolvidos devem pagar um preço maior por toda poluição que causaram no planeta nas últimas duas décadas.

Aplaudido várias vezes pelos participantes, o presidente lembrou que apesar do objetivo comum, há dois grupos distintos trabalhando na COP-15, cada um com objetivos diferentes.

– O Brasil tomou posições ousadas na conferência. Com meias palavras não se chega a lugar nenhum – afirmou Lula.

O presidente reafirmou que a questão não é apenas o dinheiro, e que só a contribuição financeira não resolverá o problema ambiental no presente ou no futuro.

– Quando falamos em dinheiro, não podemos pensar em favor ou que estamos dando uma esmola. Os ricos têm que saber que estão pagando pelas emissões das últimas duas décadas. Os países em desenvolvimento não querem discutir apenas o meio ambiente, mas querem também falar de desenvolvimento e oportunidade – frisou.”

(Globo Online)

Lula não quer entrar para a história como um dos que afundaram acordo climático

“Desde que chegou a Copenhague, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem se reunindo com chefes de Estado para fazer avançar as negociações da 15ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP-15), que termina nesta sexta-feira. Lula e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, convocaram uma reunião com 25 dos principais líderes mundiais.

O encontro começou após um jantar oferecido pela rainha da Dinamarca, Margarida II, e foi interrompido por uma hora para um texto ser elaborado – os chefes de Estado foram dormir e outros negociadores permaneceriam trabalhando. Lula retornou ao hotel aparentando bom humor e, indagado sobre a possibilidade de um acordo, esclareceu: “Estou rindo para não chorar. Vamos esperar até amanhã (hoje)”.

Na tarde de quinta-feira, em entrevista com Sarkozy, Lula afirmou que não pretende entrar para a história como um dos que afundaram o acordo climático. “Corremos o risco de sermos fotografados como os dirigentes incompetentes que não conseguiram cuidar do planeta enquanto ainda era possível”, afirmou. Depois de mais de 24 horas em reuniões, Lula confessou que o tom dos que o procuravam era de total pessimismo. “Mas acredito que possamos transformar esse pessimismo em otimismo”.

(Portal IG)

Serra tem encontro com o “Exterminador”

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“Os governadores de São Paulo, José Serra, e da Cailfórnia, Arnold Schwarzenegger, se reuniram nesta terça-feira (15) em Copenhague num evento paralelo à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 15). Eles defenderam a importância dos governos subnacionais (estaduais, provinciais, municipais etc.) nas ações para contenção das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Serra destacou as medidas de seu governo no setor, como a instituição da Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), e disse que “o mundo espera um acordo ambicioso e legalmente vinculante (de cumprimento obrigatório)” na COP 15.“Vim para a Dinamarca para dizer que o estado de São Paulo está preparado para ser parte da solução e espero que os chefes de estado aqui reunidos façam o mesmo”, apontou.

Bem-humorado, Shwarzenegger saudou seu colega paulista – a quem chamou de “Sierra” – e brincou que já havia estado anteriormente na capital da Dinamarca, entre outras coisas, para eventos de fisiculturismo.”

(Com Agências)

Lula embarca para a Cop-15

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou hoje (15) para Copenhague, na Dinamarca, onde participará da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). Até a próxima sexta-feira (18), negociadores de mais de 190 países terão a difícil missão de chegar a um consenso sobre o novo acordo climático para complementar o Protocolo de Quioto depois de 2012.

Dividindo o mesmo teto em Copenhague, três dos pré-candidatos ao Planalto em 2010 transformaram o impasse nas negociações do clima numa prévia da disputa eleitoral. Em coro, o governador José Serra (PSDB-SP) e a senadora Marina Silva (PV-AC) defenderam que o Brasil contribuísse com US$ 1 bi para combate à mudança climática
Proposta de Copenhague opõe Dilma a Serra e Marina 
 
O Brasil chegou ao evento, iniciado na semana passada, com o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% até 2020.

O país lidera o ranking de combate à mudança climática divulgado ontem (14) pela organização não governamental (ONG) Germanwatch e pela rede Climate Action Network. Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido, um país emergente ocupa a liderança, superando nações desenvolvidas como a Suécia, a Alemanha e a Noruega.”

(Portal Uol)

Dilma sobe o tom na Cop-15 e critica países ricos

“A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, acusou os países ricos de tentar “inverter papéis” e tratar as nações em desenvolvimento – incluindo o Brasil – como se fossem desenvolvidas. Dilma, que participou ontem da primeira reunião de ministros da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague, classificou como “um escândalo” a proposta de que países em desenvolvimento contribuam também com financiamento para um fundo global de combate às mudanças climáticas.

“Sinto uma inversão de responsabilidades aí. Digam quanto vocês (os países desenvolvidos) vão colocar (no fundo), a responsabilidade é de vocês. Aceitar que desenvolvidos e em desenvolvimento tenham o mesmo tratamento é um escândalo”, afirmou a ministra. Ela chegou anteontem a Copenhague para a última semana da conferência, que busca um novo acordo internacional de combate às mudanças climáticas.

Apesar das críticas, Dilma disse que sentiu avanços nas negociações. Mas ficou claro que a questão do dinheiro é um nó que está longe de ser desatado.

A ministra enfatizou que o Brasil não só não planeja colocar recursos em um fundo como ainda pretende ter acesso a financiamentos – algo que propostas recentes dos países ricos tentam evitar, barrando o acesso dos emergentes e reservando o dinheiro somente para os mais pobres.

“Hoje, no Brasil, estamos nos financiando com dinheiro próprio. Estamos fazendo a nossa parte. Se houver financiamento (internacional), vamos fazer mais rápido”, disse a ministra. “Quem achar que tem dinheiro, que contribua. Mas tem de ter muito dinheiro ou então não cumpre as próprias metas. Nós não vamos dar um passo maior que a perna.” 

(Agência Estado)

Marina está em Copenhague

“A senadora Marina Silva chegou a Copenhagen neste domingo. Ela chgou com convidada para falar no KlimaForum, evento que funciona como uma contrapartida da sociedade civil global à conferência oficial da ONU. Também falarão no mesmo painel: Wangari Maathai (ambientalista do Kenya, Prêmio Nobel); José Bové (ativista francês)e Christine Milne (senadora verde da Austrália).

Marina Silva está acompanhada por Alfredo Sirkis (PV-RJ), Sérgio Xavier (PV-PE) – ambos dirigentes nacionais do PV – e Guilherme Leal (um dos nomes do PV para compor a chapa de Marina, como candidato a vice-presidente). A senadora ficará em Copenhagen até o dia 17 e terá uma extensa agenda.

Copenhague vai influenciar em mudanças na economia

“Nos bastidores da Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, os diplomatas enfrentam um intenso debate para redigir o documento final do encontro, que acontece em Copenhague, na Dinamarca.

Isso porque o que for decidido durante o encontro irá afetar a população e a economia mundial, o que é um fato relevante em um mundo em meio a uma crise financeira, diz o colunista do UOL Notícias, Luiz Felipe de Alencastro.

A discussão deve prosseguir até a chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, a Copenhague.

* Do Portal Uol, veja mais análises.

DETALHE – O presidente Lula estará participando do evento em Copenhague a partir do dai 15, quando dará palestra. A agenda foi antecipada, no que acabou cancelando a visita que o presidente faria ao Ceará no dia 16.

Obama recebe Nobel e tenta justificar guerras

“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi homenageasdo pelo Instituto Nobel nesta quinta-feira. Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, na ocasião, afirmou que às vezes a guerra é necessária e justificável.

O líder americano reconheceu que muitas pessoas acreditam que ele não fez o suficiente para merecer estar onde está hoje. O líder desembarcou nesta quinta-feira em Oslo, na Noruega.

Durante o discurso na cerimônia de entrega, Obama afirmou que as pessoas devem aceitar “a dura verdade” de que a violência não pode ser derrotada e que as nações muitas vezes travam guerras para proteger seus cidadãos dos regimes perversos e de grupos terroristas.

Obama ainda afirmou que um movimento pacífico não teria derrotado o exército de Hitler e que negociações não vão desarmar a al-Qaeda. Ele disse que aceitar isso não é cinismo, mas o reconhecimento das imperfeições do homem.”

(Com Agências)

Dnocs expõe trabalhos na Cop-15

elias

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas está participando, nesta quarta-feira, da Conferência Internacional sobre Clima, em Copenhague. Mais precisamente de painéis relacionados ao tema Segurança Alimentar, Desenvolvimento e Impacto Positivo no Clima.

O órgão, sob a direção-geral de Elias Fernandes, apresenta sua experiência com perímetros irrigados, agroindústria de impacto climático positivo, segurança alimentar como instrumento de desenvolvimento limpo, ações em parceria com o BNB e o BNDES.

Além de Elias Fernandes, integram esse grupo José Alencar Júnior, diretor de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, e Afonso Botelho, da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

(Foto – Arquivo)

Morales se declara reeleito na Bolívia

“O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse ter sido reeleito com respaldo popular recorde das urnas e que o resultado mostra que o projeto de mudanças “já não é mais só de um partido”, mas da maioria dos bolivianos.

“Tivemos uma votação de 63% e nossa responsabilidade agora é ainda maior. Também ganhamos os dois terços (maioria consolidada) no Congresso Nacional, o que me obriga a acelerar o processo de mudanças”, disse ele, destacando que as mudanças serão através da regulamentação da nova Constituição, que será debatida pelos novos congressistas.

Morales discursou da varanda do palácio presidencial, na noite de domingo. Milhares de pessoas se concentraram na noite de domingo na Praça Murillo de La Paz, em frente ao Palácio de Governo, após a difusão das pesquisas de boca-de-urna que coincidem em uma ampla vitória de Morales, muito superior ao 53,7% que o levou à Presidência da Bolívia em 2005. Aos gritos de “Evo de novo”, os simpatizantes erguiam bandeiras do país e a whipala, símbolo das comunidades indígenas.  Encorajados com música folclórica boliviana, os presentes, entre eles muitos jovens, indígenas e estrangeiros, aguardaram o discurso que o presidente.

O líder bolivariano disse que o “triunfo dos bolivianos” é “um justo reconhecimento aos governos e povos anti-imperialistas”.

Morales destacou que a Alba (Alternativa Bolivariana para a América Latina e o Caribe) se reunirá nos próximos dias 13 e 14 e que agora, mais do que antes, tem a missão de “salvar a humanidade em seu conjunto”.

(Agência Estado)

Caravana de senadores do Brasil vai conferir encontro de Copenhague

“A conferência mundial sobre mudanças climáticas (COP 15), que acontece entre 7 e 18 de dezembro na cidade de Copenhague, na Dinamarca, contará com a presença de senadores brasileiros. A participação deles ocorre após o Senado aprovar, há menos de duas semanas, os projetos de lei que criam a Política Nacional sobre Mudança do Clima e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Entre os primeiros senadores a chegarem em Copenhague estão Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, e José Nery (PSOL-PA). Outros senadores devem comparecer a partir do dia 14, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Fátima Cleide (PT-RO), Jefferson Praia (PDT-AM), Tião Viana (PT-AC) e Aloizio Mercadante (PT-SP).

A senadora Kátia Abreu (DEMP-TO) também estará na conferência, mas na condição de presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). E ainda há parlamentares que ainda vão decidir se participam ou não do evento.

Ideli Salvatti (PT-SC), presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Senado, teve que cancelar sua ida. De acordo com sua assessoria, ela ficará no Brasil a pedido do presidente da República, para coordenar as votações deste final de ano – especialmente as relativas ao Orçamento.

O governo brasileiro chegará a Copenhague após anunciar a meta de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

(Agência Senado)

Bolivianos vão às urnas neste domingo e devem reeleger Morales

“O presidente da Bolívia, Evo Morales, deve fazer história novamente neste domingo. Depois de ser o primeiro mandatário de origem indígena do país, Morales caminha para ser também o primeiro presidente reeleito para um segundo mandato consecutivo, o que só se tornou possível por alterações que ele mesmo promoveu na Constituição, conta em reportagem publicada no GLOBO deste domingo a enviada especial Sabrina Valle.

Durante os quatro anos de seu mandato, Morales manteve mais de 50% de aprovação popular. E o apoio atual vem, principalmente, das camadas pobres e indígenas, a quem o ele prometeu mais autonomia e, com seu projeto socialista, uma melhor distribuição dos recursos naturais do país. Para eles, o presidente é simplesmente Evo.”

(Globo Online)

Obama participará das discussões finais em Copenhague

“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá ao final da cúpula de Copenhague sobre mudanças climáticas, numa mudança de planos que a Casa Branca atribuiu à possibilidade cada vez maior de se alcançar um novo acordo mundial.

Está previsto inicialmente que Obama iria na quarta-feira à Dinamarca, logo no início da cúpula, que será realizada entre 7 e 18 de dezembro, e antes de viajar para Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz.

Algumas autoridades e ambientalistas europeus haviam manifestado surpresa com a decisão inicial de Obama, observando que a maior parte das duras negociações sobre redução das emissões de gases do efeito estufa provavelmente ocorreria no clímax da conferência, no momento em que estarão presentes dezenas de líderes do mundo todo.

“Depois de meses de atividade diplomática, há progresso na direção de um acordo significativo em Copenhague, no qual todos os países se comprometam a tomar medidas contra a ameaça global da mudança do clima”, assinalou a Casa Branca em um comunicado.

Autoridades dinamarquesas dizem que mais de cem líderes mundiais confirmaram presença na conferência, que o país espera possa ajudar a estabelecer as bases para um acordo de contenção dos gases responsáveis pelo aquecimento global, sucedendo ao Protocolo de Kyoto, de 1997.

“Com base nas conversas com outros líderes e no progresso já obtido para dar força às negociações, o presidente acredita que a liderança dos Estados Unidos possa ser mais produtiva por meio da participação no fim da conferência de Copenhague, no dia 18 de dezembro, em vez de no dia 9 de dezembro”, diz o comunicado.

Os recentes anúncios da China e da Índia, dois outros grandes emissores de carbono, estimularam o governo Obama a definir metas para o controle de emissões, bem como o crescente consenso sobre levantamento de recursos para ajudar as nações pobres a enfrentar o aquecimento global. Essas são as questões que vêm travando a formatação de um novo acordo da ONU.

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, reagiu rapidamente, saudando a decisão de Obama, ao dizer que a participação dele “é uma demonstração da crescente força política para a definição de um ambicioso acordo em Copenhague sobre o clima”.

(Reuters)

Obama estaria decepcionado com política externa de Lula, diz jornal

“Uma reportagem do jornal americano “The Wall Street Journal” afirma nesta quarta-feira que a política externa do Brasil “está decepcionando” o governo do presidente americano, Barack Obama.

Em uma reportagem que examina o que chama de “resistência às suas políticas (dos EUA) para a região”, o diário financeiro diz que a crescente influência brasileira e de outros países na América Latina é um “desafio” para Washington.

“Ao mesmo tempo em que permanece o principal ator na América Latina, o poder dos Estados Unidos é contido por vários fatores, incluindo a ascensão do Brasil como uma potência regional, a influência de uma facção de nações antiamericanas lideradas pela Venezuela e a demonstração de força da China, que enxerga os recursos latino-americanos como chave para o seu próprio crescimento”.

Entre os episódios que, segundo o artigo, puseram o governo Obama em desafino com a região estão Cuba, o uso de bases militares na Colômbia e a crise política em Honduras.

Nesta última, diz o “WSJ”, os países latino-americanos “se ressentiram” de seus laços históricos com os EUA e demandaram inicialmente uma definição de Washington sobre a deposição do então presidente Manuel Zelaya em Honduras.

Quando definiu sua posição, entretanto, os EUA se distanciaram de grande parte da América Latina, incluindo o Brasil.

“A divisão é um dedo na ferida das relações com a região”, sustenta o “WSJ”. “Washington ficou especialmente aborrecido com a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil como parte de um giro no qual também visitou a Venezuela e a Bolívia, e recebeu apoio para seu polêmico programa nuclear.” Para o jornal, “a ascensão do Brasil como potência hemisférica está se tornando um desafio e – em termos de política externa – uma decepção para o presidente Barack Obama, que, como George W. Bush, desenvolveu um relacionamento próximo com o carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

A reportagem avalia que “a América Latina está profundamente dividida entre nações pró-EUA, como México, Colômbia e Peru, e um bloco de países populistas que inclui Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua. Chávez às vezes também encontra aliados na Argentina e no Brasil”.

Na avaliação do “The Wall Street Journal”, outra razão para o menor peso dos EUA na região é a presença cada vez maior da China, que “está financiando a estatal brasileira de petróleo (Petrobras) em US$ 10 bilhões”.

(BBC Brasil)

Presidente do Equador transita por Fortaleza

O presidente do Equador, Rafael Correa, transitou por Fortaleza, nesta madrugada de terça-feira. Vinha, com comitiva, de Portugal, onde participou da reunião da Cúpula Ibero-Americana, a Cimeira, no qual também esteve o presidente Lula.

Rafael Correa permaneceu na sala vip do Aeroporto Internacional Pinto Martins por cerca de 40 minutos, enquanto era feito o reabastecimento da aeronave presidencial que seguiu com destino a Quito.