Blog do Eliomar

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Reeleito, Evo Morales anuncia novas regras para a imprensa

“Mal tomou posse para o segundo mandato, o presidente reeleito da Bolívia, Evo Morales, renomeou os comandantes das Forças Armadas e da Polícia e anunciou que vai regularizar o trabalho da imprensa no país. Com a regularização, disse Morales, a imprensa atuará de acordo com a Nova Constituição.

O presidente, que tomou posse sexta-feira (22), reclamou dos relatos de escândalos baseados em falsas notícias e disse os jornalistas têm de se educar para poder atuar.

A iniciativa de Morales ocorre na mesma semana que em que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou suspender os sinais de transmissão de seis emissoras de televisão, incluindo uma rede independente – a RCTV. Segundo o governo venezuelano, as emissoras transgrediram a legislação. Porém, a suspensão da RCTV foi decidida depois que a emissora não transmitiu a íntegra do discurso de Chávez, sábado (23) à noite.

Sem mencionar a polêmica na Venezuela, Morales apenas anunciou que vai estabelecer uma nova ordem para os meios de comunicação e a atuação da imprensa na Bolívia. Ele afirmou que os princípios básicos da Nova Constituição, promulgada no ano passado, têm de ser respeitados. As informações são da imprensa estatal argentina.

“Não roubar, não mentir, nem ser frouxo”, disse Morales, repetindo a frase em quechua (idioma da maioria dos indígenas bolivianos): “Ama sua, ama llula, ama quella”. O presidente enfatizou que são estes os princípios que guiam a Nova Constituição da Bolívia. A ideia é que os jornalistas passem a se “educar” a partir da nova regularização. “Não façam escândalos com base em mentiras”, acrescentou.

“Temos que começar a nos educar, se quisermos que a imprensa seja outro controle social”, reiterou Morales. Para ele, a conduta em curso é incorreta. “Deveríamos ter uma nova conduta, em vez de mentir, e educar melhor o povo”, completou.

Para comandar as Forças Armadas, Morales nomeou o general Ramiro de La Fuente Bloch. Para a Polícia, foi escolhido Óscar Nina Fernández. Eles já estão nos postos.” 

(Agência Brasil)

Inácio e Mauro Benevides votam aumento de tropas brasileiras no Haiti

O senador Inácio Arruda (PCdoB) e o deputado federal Mauro Benevides (PMDB) participam, nesta segunda-feira, em Brasília, de reunião da comissão representativa que atua durante o recesso no Congresso. Eles foram convocados pelo presidente do Senado, José Sarney (PDMB-AP), para votar um decreto que aumenta o efetivo dos militares brasileiros no Haiti.

Segundo assessores do Senado, a convocação foi um pedido do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O decreto prevê o envio de mais 1.300 militares para ajudar os atingidos pelo terremoto de 7 graus que devastou o país no último dia 12.

A comissão representativa do Congresso é integrada por 17 deputados e oito senadores que ficam de sobreaviso durante o recesso para votar casos emergenciais. Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade o envio de mais 3.500 militares e policiais que fazem parte da missão de estabilização que o organismo internacional mantém no Haiti.

Haiti confirma mais de 150 mil mortos na área metropolitana de Porto Príncipe

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“Só na área metropolitana de Porto Príncipe, capital do Haiti, há mais de 150 mil mortos pelo terremoto que devastou o país no dia 12, informou neste domingo o Ministério das Comunicações. O número total deve aumentar ainda mais porque há milhares de mortos em outras cidades haitianas, assim como pessoas ainda soterradas sob os escombros.

Em declarações à Associated Press, a ministra das Comunicações do Haiti, Marie-Laurence Jocelyn, disse que o total de mortos anunciado tem como base uma contagem de corpos feita na capital e nas áreas ao redor pela CNE, uma companhia estatal que vem coletando os corpos e os enterrando em valas comuns no norte de Porto Príncipe.

Esse número não inclui outras cidades afetadas pelo tremor, como Jacmel, onde se acredita que milhares morreram, nem os corpos enterrados diretamente por parentes. No sábado, a ONU disse que o governo havia confirmado 111.499 mortes, com a estimativa de que o número total chegaria a 200 mil. Segundo ministro da Saúde do Haiti, Alex Larsen, o terremoto deixou 193 mil feridos, do quais 6 mil já foram operados.”

(Com Agências)

Haiti – Confederação Nacional da Agricultura faz doação de alimentos

“Empresas e entidades do agronegócio brasileiro doaram cerca de 130 toneladas de alimentos às vítimas do terremoto que devastou o Haiti, no último dia 12, anunciou hoje (21) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

A entidade pediu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, apoio do governo para transportar a ajuda humanitária para o país caribenho. A Força Aérea Brasileira (FAB) se comprometeu em enviar dez aviões àquele país com os alimentos, a partir da próxima semana, informou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu,

Serão enviadas para o Haiti 65 toneladas de carne enlatada, 13 toneladas de açúcar, 39 toneladas de leite evaporado, mais denso, e 13 toneladas de suco de laranja. As doações foram feitas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Cutrale.

Segundo a presidente da CNA, a quantidade de alimentos arrecadada até o momento representa apenas a etapa inicial da campanha, que continuará recebendo doações.”

(Agência Brasil)

Lula está "absolutamente chocado" com morte de dona Zilda Arns

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia ocorrida ontem no Haiti e a morte da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumman. A informação foi dada pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ao deixar reunião com Lula na manhã de hoje (13).

“O presidente está absolutamente chocado com a toda a situação”, disse.

Sobre a morte de Zilda Arns, Amorim disse que Lula “lamentou muitíssimo” o desaparecimento de uma pessoa de grande projeção no país que estava no Haiti em trabalho de assistência humana. Amorim também se disse consternado com a notícia.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que o deputado Flávio Arns, sobrinho de Zilda, irá ao Haiti no avião da Força Aérea Brasileira que parte ainda hoje para o país.

A médica viajou neste final de semana para encontro missionário em uma entidade chamada CIFOR.US e estava hospedada na sede episcopal. De acordo a assessoria de Zilda Arns, a coordenadora estava no Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição.”

(Agência Brasil)

Justiça reintegra Martín Redrador ao cargo de presidente do BC argentino

“A Justiça Federal da Argentina reintegrou Martín Redrado ao cargo de presidente do Banco Central do país, um dia depois dele ter sido demitido pela presidente Cristina Kirchner, por meio de um decreto.

A juíza María José Sarmiento suspendeu o decreto, após aceitar uma petição apresentada por Redrado, e determinou sua volta imediata ao cargo.

Segundo emissoras de tevê de Buenos Aires, Redrado foi visto entrando no prédio do Banco Central.

Mais cedo, a mesma juíza havia concedido uma medida cautelar, solicitada por políticos de oposição ao governo, que impede Cristina Kirchner de usar as reservas do Banco Central para pagar a dívida argentina.”

(Valor Online)

Fidel e o aquecimento global

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Eis artigo assinado por Fidel Castro no fim de 2009. Intitulado “O Direito da humanidade a existir”, o cubano faz uma reflexão sobre o ebcontro de Copenhague, onde o tema foi o aquecimento global. Confira:

Os centros de investigações mais avançados garantem que resta muito pouco tempo para evitar uma catástrofe irreversível. James Hansen, do Instituto Goddard da NASA, assevera que um nível de 350 partes do dióxido de carbono por milhão ainda é tolerável; contudo, hoje ultrapassa a cifra de 390 e cada ano se incrementa a ritmo de duas partes por milhão, ultrapassando os níveis de há 600 mil anos. As últimas duas décadas têm sido, cada uma delas, as mais calorosas desde que se têm notícias do registro.
Nos últimos 150 anos o mencionado gás aumentou 80 partes por milhão.
 
O gelo do Mar Ártico, a enorme camada de dois quilômetros de espessura que cobre a Groenlândia, as geleiras da América do Sul que nutrem suas fontes principais de água doce, o volume colossal que cobre a Antártida, a camada que resta do Kilimanjaro, os gelos que cobrem a Cordilheira do Himalaia e a enorme massa gelada da Sibéria estão a se derreter visivelmente. Cientistas notáveis temem saltos quantitativos nestes fenômenos naturais que originam a mudança.
 
A humanidade pôs grandes esperanças na Cimeira de Copenhague, depois do Protocolo de Kyoto subscrito em 1997, que começou a vigorar no ano 2005. O estrondoso fracasso da Cimeira deu lugar a vergonhosos episódios que precisam ser esclarecidos.
 
Os Estados Unidos da América, com menos de 5% da população mundial emitem 25% do dióxido de carbono. O novo Presidente dos Estados Unidos da América prometeu cooperar com o esforço internacional para encarar um problema que afeta esse país e o resto do mundo. Durante as reuniões prévias à Cimeira, ficou evidenciado que os dirigentes dessa nação e dos países mais ricos manobravam para fazer com que o peso do sacrifício caísse sobre os países emergentes e pobres.
 
Grande número de líderes e milhares de representantes dos movimentos sociais e instituições científicas decididos a lutar por preservar a humanidade do maior risco de sua história, viajaram a Copenhague convidados pelos organizadores da Cimeira. Não vou me referir aos detalhes sobre a brutalidade da força pública dinamarquesa, que arremeteu contra milhares de manifestantes e convidados dos movimentos sociais e científicos que acudiram à capital da Dinamarca, para me concentrar nos aspectos políticos da Cimeira.
 
Em Copenhague reinou um verdadeiro caos e aconteceram coisas incríveis. Os movimentos sociais e instituições científicas foram proibidos de participar nos debates. Houve Chefes de Estado e de Governo que não puderam nem sequer emitir suas opiniões sobre problemas vitais. Obama e os líderes dos países mais ricos apropriaram-se da conferência com a cumplicidade do governo dinamarquês. Os organismos das Nações Unidas foram relegados.
 
Barack Obama, que chegou no último dia da Cimeira para permanecer ali apenas 12 horas, reuniu-se com dois grupos de convidados escolhidos “a dedo” por ele e seus colaboradores. Junto a um deles se reuniu na sala da plenária com o resto das mais altas delegações. Falou e foi embora logo pela porta traseira. Nessa sala, com a exceção do grupo selecionado por ele, foi proibido fazer uso da palavra aos outros representantes dos estados. Nessa reunião os Presidentes da Bolívia e da República Bolivariana da Venezuela puderam falar porque, perante o reclamo dos representantes o Presidente da Cimeira não teve outra alternativa que lhes conceder a palavra.
 
Noutra sala contígua, Obama reuniu os líderes dos países mais ricos, vários dos Estados emergentes mais importantes e dois muito pobres. Apresentou um documento, negociou com dois ou três dos países mais importantes, ignorou a Assembléia Geral das Nações Unidas, ofereceu entrevistas coletivas, e foi embora como Júlio César numa de suas campanhas vitoriosas na Ásia Menor, que fez com que exclamasse: Cheguei, vi e venci.
 
O próprio Gordon Brown, Primeiro Ministro do Reino Unido, no dia 19 de outubro, afirmou: “Se não chegamos a um acordo, no decurso dos próximos meses, não devemos ter nenhuma duvida de que, uma vez que o crescimento não controlado das emissões tenha provocado danos, nenhum acordo global retrospectivo, nalgum momento do futuro, poderá desfazer tais efeitos. Nessa altura, será irremediavelmente tarde demais.”
 
Brown concluiu seu discurso com dramáticas palavras: “Não podemos dar-nos ao luxo de fracassar. Se fracassamos agora, pagaremos um preço muito alto. Se atuamos agora, se atuamos de conjunto, se atuamos com visão e determinação, o sucesso em Copenhague ainda estará ao nosso alcance. Mas se fracassamos, o planeta Terra estará em perigo, e para o planeta não existe um Plano B.”
 
Agora, declarou com arrogância que a Organização das Nações Unidas não deve ser tomada como refém por um pequeno grupo de países como Cuba, a Venezuela, a Bolívia, a Nicarágua e Tuvalu, ao mesmo tempo que acusa a China, a Índia, o Brasil, a África do Sul e outros Estados emergentes de cederem perante as seduções dos Estados Unidos da América para subscreverem um documento que lança à lixeira o Protocolo de Kyoto e não contém nenhum compromisso vinculativo por parte dos Estados Unidos da América e dos seus aliados ricos.
 
Sou obrigado a recordar que a Organização das Nações Unidas nasceu há apenas seis décadas, depois da última Guerra Mundial. Os países independentes, naquela altura não ultrapassavam o número de 50. Hoje fazem parte dela mais de 190 Estados independentes, após ter deixado de existir, produto da luta decidida dos povos, o odioso sistema colonial. À própria República Popular China, durante muitos anos, lhe foi negado pertencer à ONU, e um governo fantoche ostentava sua representação nessa instituição e em seu privilegiado Conselho de Segurança.
 
O apoio tenaz do crescente número de países do Terceiro Mundo foi indispensável no reconhecimento internacional da China, e um fator de suma importância para que os Estados Unidos da América e seus aliados da NATO lhe reconheceram seus direitos na Organização das Nações Unidas.
 
Na heróica luta contra o fascismo, a União Soviética tinha realizado o maior contributo. Mais de 25 milhões de seus filhos morreram, e uma enorme destruição assolou o país. Dessa luta emergiu como superpotência capaz de contrapesar em parte o domínio absoluto do sistema imperial dos Estados Unidos da América e as antigas potências coloniais para o saqueio ilimitado dos povos do Terceiro Mundo. Quando a URSS se desintegrou, os Estados Unidos da América estenderam o seu poder político e militar para o Leste, até o coração da Rússia, e a sua influência sobre o resto da Europa aumentou. Nada de estranho tem o acontecido em Copenhague.
 
Desejo sublinhar o injusto e ultrajante das declarações do Primeiro Ministro do Reino Unido e a tentativa ianque de impor, como Acordo da Cimeira, um documento que em nenhum momento foi discutido com os países participantes.
 
O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, na entrevista coletiva oferecida no dia 21 de dezembro, afiançou uma verdade que é impossível negar; usarei textualmente alguns dos seus parágrafos: “Gostaria de enfatizar que em Copenhague não houve nenhum acordo da Conferência das Partes, não foi tomada nenhuma decisão com respeito aos compromissos vinculativos ou não vinculativos, ou de natureza de Direito Internacional, de maneira nenhuma; simplesmente, em Copenhague não houve acordo”.
 
“A Cimeira foi um fracasso e um engano à opinião pública mundial. […] ficou a descoberto a falta de vontade política…”
“… foi um passo atrás na ação da comunidade internacional para prever o mitigar os efeitos da mudança climática…”
“… a média da temperatura mundial poderia aumentar em 5 graus…”
 
Logo, o nosso Ministro das Relações Exteriores acrescenta outros dados de interesse sobre as possíveis conseqüências segundo as últimas pesquisas da ciência.
“…desde o Protocolo de Kyoto até a data as emissões dos países desenvolvidos aumentaram 12,8%… e desse volume 55% corresponde aos Estados Unidos da América.”
“Um estadunidense consome anualmente, em média, 25 barris de petróleo, um europeu 11, um cidadão chinês menos de dois, e um latino-americano ou caribenho, menos de um.”
“Trinta países, incluídos os da União Européia, consomem 80% do combustível produzido.”
 
O fato muito real é que os países desenvolvidos que subscreveram o Protocolo de Kyoto aumentaram drasticamente suas emissões. Querem substituir agora a base adotada das emissões a partir de 1990 com a de 2005, com o qual os Estados Unidos da América, o máximo emissor, reduziria só 30% suas emissões de 25 anos antes. É uma desavergonhada zombaria à opinião pública.
 
O Ministro das Relações Exteriores cubano, falando em nome de um grupo de países da ALBA, defendeu a China, a Índia, o Brasil, a África do Sul e outros importantes Estados de economia emergente, afirmando o conceito alcançado em Kyoto de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas, quer dizer que os acumuladores históricos e os países desenvolvidos, que são os responsáveis por esta catástrofe, têm responsabilidades diferentes às dos pequenos Estados insulares ou às dos países do Sul, sobretudo os países menos desenvolvidos…”
 
“Responsabilidades quer dizer financiamento, responsabilidades quer dizer transferência de tecnologia em condições aceitáveis, e então Obama faz um jogo de palavras, e em vez de falar de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, fala de ‘respostas comuns, porém diferenciadas’.”
 
“… abandonou a sala sem se dignar a escutar ninguém, nem tinha escutado ninguém antes de sua intervenção.”
 
Numa entrevista coletiva posterior, antes de abandonar a capital dinamarquesa, Obama afirma: “Temos produzido um substancial acordo sem precedente aqui em Copenhague. Pela primeira vez na história, as maiores economias viemos juntas aceitar responsabilidades.”
 
Em sua clara e irrefutável exposição, nosso Ministro das Relações Exteriores afirma: Que quer dizer isso de que ‘as maiores economias viemos juntas aceitar nossas responsabilidades’? Quer dizer que estão descarregando um importante peso da carga que significa o financiamento para a mitigação e a adaptação dos países sobre todo do Sul à mudança climática, sobre a China, o Brasil, a Índia e a África do Sul; porque há que dizer que em Copenhague teve lugar um assalto, um roubo contra a China, o Brasil, a Índia, a África do Sul e contra todos os países chamados com eufemismo em desenvolvimento.”
 
Estas foram as palavras contundentes e incontestáveis com as quais nosso ministro das Relações Exteriores relata o acontecido em Copenhague.
 
Devo acrescentar que, quando às 10 horas do dia 19 de dezembro nosso vice-presidente Esteban Lazo e o Ministro das Relações Exteriores cubano tinham ido embora, se produziu uma tentativa tardia de ressuscitar o morto de Copenhague, como um acordo da Cimeira. Nesse momento, não restava praticamente nenhum Chefe de Estado nem apenas ministros. Novamente, a denúncia dos restantes membros das delegações de Cuba, da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua e de outros países derrotou a manobra. Foi assim que finalizou a inglória Cimeira.
 
Outro fato que não pode ser esquecido foi que nos momentos mais críticos desse dia, em horas da madrugada, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, juntamente com as delegações que travavam uma digna batalha, ofereceram ao secretario-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sua cooperação na luta cada vez mais dura que se levava a acabo, e nos esforços a se realizarem no futuro para preservar a vida de nossa espécie.
 
O grupo ecológico Fundo Mundial para a Natureza (WWF) advertiu que a mudança climática ficaria fora de controle nos próximos 5 a 10 anos, se não são diminuídas drasticamente as emissões.
 
Mas não faz falta demonstrar o essencial do que aqui é afirmado a respeito do feito por Obama.
 
O presidente dos Estados Unidos da América declarou, quarta-feira, 23 de dezembro, que as pessoas têm razão ao estarem decepcionados pelo resultado da Cimeira sobre a Mudança Climática. Em entrevista pela cadeia de televisão CBS, o mandatário assinalou que “’em vez de ver um total colapso, sem que tivesse feito nada, o que poderia ter sido um enorme retrocesso, ao menos nos mantivemos mais ou menos donde estávamos’…”
 
Obama — afirma a notícia — é o mais criticado por aqueles que, de maneira quase unânime, sentem que o resultado da Cimeira foi desastroso.
 
A ONU agora está numa situação difícil. Pedir a outros países que adiram ao arrogante e antidemocrático acordo seria humilhante para muitos Estados.
Continuar a batalha e exigir em todas as reuniões, principalmente nas de Bonn e do México, o direito da humanidade a existir, com a moral e a força que nos outorga a verdade, é segundo a nossa opinião o único caminho.

Revista norte-americana diz que Brasil será a China em 2010

A revista norte-americana Newsweek traz reportagem intitulada “Brazil Is the New China”.  Segundo a publiação, que faz previsões mundiais para 2010, o Brasil já teria recebido sua parte justa dos investidores internacionais, dos economistas do desenvolvimento e do Comitê Olímpico Internacional que escolheu o Rio de Janeiro para os Jogos de 2016. Mas conforme 2010 se desenrolar, a distância entre o Brasil e o resto do BRICs só vai crescer, prevê a publicação.

Ainda de acordo com a Newsweek, a economia brasileira vai crescer 8% em 2010. A revista destaca a nova descoberta de petróleo “offshore” – a maior do Hemisfério Ocidental em três décadas – e diz que o País vai criar empregos para brasileiros e riquezas para o governo.

Projetos de novas infra-estruturas virão com os preparativos do país para os Jogos de 2016. Nesse cenário, a Petrobras é apresentada com destaque, como exemplo para o mundo em tecnologia de biocombustíveis.

Vídeo de sexo faz governador de 86 anos renunciar

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“O político indiano N.D. Tiwari, 86 anos, renunciou ao cargo de governador de Andhra Pradesh, no sul da Índia, após a divulgação de um vídeo no qual ele aparece supostamente fazendo sexo com três mulheres.

Tiwari, um veterano do congresso indiano, afirmou que o vídeo é uma montagem. Em seu discurso de renúncia, ele disse que deixou o cargo a pedido do partido.

O vídeo, de cerca de 3min30, estava entre os mais vistos no YouTube na Índia neste fim de semana.

Nas edições de domingo, os jornais do país estamparam em suas capas imagens de Tiwari com as três mulheres. Diversos protestos eclodiram em Andhra Pradesh, a maioria pedindo a saída de Tiwari.”

(Portal G1)

Brasileiros são alvo de ataque no Suriname

“Um ataque a cerca de 80 brasileiros na cidade de Albina, no Suriname, deixou 14 pessoas feridas – sendo sete em estado grave -, segundo informações do embaixador brasileiro no Suriname, José Luiz Machado e Costa.

O diplomata afirmou inicialmente que uma mulher grávida estaria morta, mas a embaixada voltou atrás no começo desta tarde e não confirmou vítimas fatais no ataque.

O tumulto aconteceu na sexta-feira (25) e foi provocado pela morte na quinta-feira de um residente esfaqueado por um suspeito brasileiro, agora em custódia, disse o ministro da Justiça e da Polícia local, Chandrikapersad Santokhi.

Ele afirmou em entrevista à imprensa que, após atacar os brasileiros, entre 100 e 500 pessoas saquearam um shopping center e outras lojas, mas que o tumulto já está controlado.

Albina, uma cidade com cerca de 5.000 moradores, é o principal ponto de cruzamento do Suriname para a Guiana Francesa. Os brasileiros que vivem em Albina trabalham, principalmente, no garimpo de ouro e estavam acampados à beira de um rio. Essa atividade gera tensão entre brasileiro e surinameses, incluindo ameríndios, que enfrentam uma alta taxa de desemprego, e também quilombolas, chamados de “marrons”, segundo Machado e Costa, que dominam politicamente a região fronteiriça.

Segundo o embaixador, os brasileiros que estavam na região foram levados pelas autoridades do Suriname para a capital Paramaribo, que fica a 150 quilômetros do local do conflito. Ainda não há uma lista oficial com os feridos porque muitos dos brasileiros que moram no local são clandestinos na ex-colônia holandesa na América do Sul.

Segundo o diplomata, os brasileiros estão agora hospedados em dois hotéis na capital surinamesa, fora os sete hospitalizados. O governo brasileiro estuda enviar um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para Paramaribo para levar remédios e alimentos.”

(Portal Uol – Reuters)

Senado aprova proposta de Obama para reforma da saúde

“O Senado dos EUA aprovou na quinta-feira, 24, a reforma da saúde proposta pelo presidente Barack Obama, que acarreta grande mudança no mercado dos planos de saúde e assegura cobertura a dezenas de milhões de pessoas.Com um placar de 60 votos a favor e 39 contra, os senadores democratas apoiaram as maiores mudanças na política de saúde em quatro décadas. A votação na manhã da véspera de Natal ocorreu após quatro semanas de debates e meses de impasse político, que afetou o andamento do Congresso e abalou a popularidade de Obama.

A versão aprovada no Senado ainda terá de ser conciliada com o projeto aprovado em 7 de novembro pela Câmara, com abordagens diferentes a respeito de impostos, aborto e um plano de saúde administrado pelo governo.

Quando essa complicada negociação entre as Casas for concluída, os dois plenários terão de aprovar a versão final, que será então submetida à sanção de Obama. Os democratas esperam concluir tudo isso antes do discurso presidencial do Estado da União, no final de janeiro.

Com uma rara sessão na véspera do Natal, o Senado cumpre a promessa do líder democrata no Senado, Harry Reid, de aprovar o projeto antes da data festiva. Os republicanos protelaram a votação até onde o regimento permitiu.

O sistema de saúde dos EUA movimenta 2,5 trilhões de dólares por ano, e esta é a maior reforma desde a criação, em 1965, do programa de saúde para idosos Medicare. O novo projeto estende a cobertura a mais de 30 milhões de pessoas hoje desprotegidas, o que significará levar a cobertura a 94 por cento de todos os norte-americanos.

A medida também proíbe que os planos neguem cobertura a pessoas com doenças pré-existentes, estabelece que a maioria da população terá de ter plano-saúde, dá subsídios públicos à atividade e cria espécies de “bolsas” estaduais para que o consumidor compare e escolha o melhor plano de saúde.

A reforma é a maior prioridade legislativa de Obama neste início de mandato, e sua aprovação é crítica para que ele mantenha sua agenda legislativa e sua popularidade, que já caiu abaixo de 50 por cento.”

(Agência Estado)

Família brasileira entrega o menino Sean ao pai

“A família brasileira entregou o menino Sean ao pai David Goldman no Consulado norte-americano no Centro do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (24). Pai e filho seguem para o aeroporto internacional Tom Jobim, onde embarcam para os Estados Unidos.

Acompanhado pela avó, Silvana Bianchi, o menino Sean Goldman, 9 chegou na manhã de hoje ao Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. A família brasileira do menino chegou antes das 9h, prazo final para entregar a criança ao pai, o americano David Goldman.

No momento da chegada da família, houve correria e confusão na entrada principal do Consulado, localizado no Centro do Rio de Janeiro. Policiais tiveram dificuldade para controlar jornalistas e curiosos que se amontoavam no local.

Sean, vestido com uma camiseta da Seleção Brasileira, caminhou amparado por seu padrasto, João Paulo Lins e Silva. O consulado americano ofereceu à família brasileira o acesso pela garagem, mas a família brasileira optou por entrar pela porta principal, onde jornalistas e fotógrafos estavam posicionados.

De acordo com Sérgio Tostes, advogado da família brasileira, Sean e David retornarão para os Estados Unidos em um voo fretado. “Tentamos de todas as maneiras que a avó acompanhasse o menino no voo, mas o governo americano negou. E o governo brasileiro aceitou”, criticou o advogado, ao deixar a casa de Silvana, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro.

A entrega do menino ocorre após decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) cassar a liminar que permitia a permanência da criança no Brasil.

Luta desde 2004
Goldman lutava pela custódia do filho desde 2004, quando a brasileira Bruna Bianchi, sua então esposa e mãe de Sean, trouxe o menino dos EUA, onde a família vivia, para o Brasil. Uma vez aqui, ela se divorciou de Goldman. Em 2008, Bruna morreu.”

(Portal Uol)

Chávez denuncia presença de aviões espiões nos céus venezuelanos

“O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou neste domingo (20) que aviões não tripulados colombianos entraram em território de seu país para fazer espionagem e ordenou que sejam derrubados.

“É um pequeno avião, de 2 ou 3 metros, controlado por controle remoto. Mas eles filmam tudo e até atiram bombas. Essa é a tecnologia ianque. Ontem à noite ordenei: Se um aviãozinho desses aparecer, derrubem-no!”, disse Chávez no seu programa de rádio e televisão tradicional dos domingos, “Alô Presidente”.

(EFE)

ONGs definem como “fracasso histórico” encontro de Copenhague

“Várias ONGs, como o WWF, Oxfam, Avaaz e Amigos da Terra, criticaram duramente o “fracasso histórico” que supõe o Acordo de Copenhague na luta contra as mudanças climáticas.

O documento, estipulado por cerca de 30 de países, passa por votação no plenário da Cúpula da Mudança Climática de Copenhague, mas, após circularem as primeiras minutas, as ONGs já reprovaram sua falta de ambição.

“Após anos de negociações, há uma declaração que não vincula ninguém e não garante o futuro das gerações vindouras”, manifestou o chefe da Iniciativa Global do Clima da WWF, Kim Cartensen.

O texto omite qualquer referência às reduções globais do bloco industrializado, como grupo, para 2020 e 2050, como propunha a ONU, e se limita a reunir os objetivos de redução de emissões poluentes anunciadas por cada país antes da reunião em Copenhague.

Para Avaaz, o documento é um “fracasso histórico” que representa o “colapso dos esforços internacionais” de assinar um acordo vinculativo que possa “deter a catastrófica mudança climática”.

“O acordo está muito longe de ser justo, não é vinculativo e nem ambicioso”, criticou o diretor da campanha global da organização, Ricken Patel, que reprovou que o acordo tenha sido selado por só “quatro países” em alusão aos EUA, China, Índia e África do Sul.

Atribuiu a responsabilidade pelo fracasso de Copenhague a Washington e Pequim, responsabilizando americanos e chineses por “compartilharem sua determinação de produzir um acordo débil em Copenhague”.

“Cada país pagará o preço pela avareza e pelo governo imperfeito destes dois países”, afirmou.

Para o diretor-executivo da Oxfam Internacional, Jeremy Hobbs, o Acordo de Copenhague é o “triunfo da propaganda acima da substância”. Ele diz que os líderes devem “voltar à mesa de negociação no início de 2010” para adotar “decisões políticas urgentes”.

“Milhões de pessoas de todo o mundo não querem ver morrer em Copenhague suas esperanças de um acordo ambicioso, justo e vinculativo”, referiu.

Por sua parte, a Amigos da Terra, classificou o acordo de Copenhague como “fracasso abjeto”.

“Ao atrasar a ação, os países ricos condenaram milhões de pessoas, a maioria delas as mais pobres do mundo, à fome, ao sofrimento e à perda da vida conforme a mudança climática se acelera”, apontou o presidente da entidade, Nnimmo Bassey.

Assinalou que sente “nojo” pelo “fracasso dos países ricos” na hora de fixar objetivos ambiciosos e acusou o bloco industrializado de “acossar” os países em vias de desenvolvimento a “aceitar menos” do que merecem.”

(EFE)

Minc reclama do discurso de Obama na Conferência de Copenhague

“Em entrevista à Globo News nesta sexta-feira (18), o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc afirmou que a delegação brasileira ficou frustrada com o discurso do presidente americano Barack Obama no último dia da Conferência do Clima da ONU, em Copenhague. “O que ele falou não está a altura da expectativa da população do planeta”, disse.

“Nós ficamos muito frustrados com o discurso do presidente Obama, parece que ele não tinha nada o que ver com isso”, disse Minc. Mais cedo, o presidente americano discursou na plenária da conferência e afirmou que “o tempo de falar acabou”, sugerindo que teria ido à Dinamarca para agir. Obama também afirmou que “a questão é se vamos seguir em frente juntos ou nos dividirmos”, afirmou. “Esse não é o acordo perfeito e nenhum país vai conseguir tudo o que quer. “Vamos continuar discutindo os mesmos argumentos mês após mês, ano após anos… enquanto o perigo da mudança climática cresce de forma irreversível”.

Minc se queixou também da posição americana de ir à conferência sem poder de fato negociar cortes em suas próprias emissões de gases causadores de efeito estufa, por necessitarem de aprovaçao do senado.”

(Portal G1)

Cop-15 – Obama apregoa um acordo mesmo imperfeito

“presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira, 18, em Copenhague, aos líderes do planeta a conclusão de um acordo sobre o clima mesmo que imperfeito, para lutar contra o aquecimento da Terra.

“Não temos muito tempo”, preveniu Obama, no pronunciamento durante a sessão plenária da Conferência.

“Nesse estágio, a questão é saber se avançamos juntos ou se nos dividimos, se preferimos manter poses à ação”, acrescentou.

“Vamos continuar discutindo os mesmos argumentos mês após mês, ano após anos… enquanto o perigo da mudança climática cresce de forma irreversível”.

“Nenhuma nação poderá obter tudo o que deseja”, acrescentou, pedindo aos líderes a assumirem compromissos.

“Estas discussões internacionais acontecem há cerca de duas décadas (…) O tempo das palavras acabou”, lançou ele aos mais de 120 chefes de Estado que participam da cúpula sobre o clima.

“Podemos aprovar este acordo, dar um passo significativo à frente e até melhorá-lo, construindo sobre esta base”, prosseguiu.

“Podemos fazê-lo, e todos os que estão presentes nesta sala tomarão parte numa aventura histórica, para assegurar uma vida melhor para nossos filhos e nossos netos”.

No pronunciamento, muito aguardado, o presidente americano não fez qualquer referência aos compromissos de seu país sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa, assim como sobre uma ajuda financeira às nações em desenvolvimento, ou a exigência de transparência dos grandes países emergentes, entre eles a China, na primeira fila.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia anunciado quinta-feira que os Estados Unidos estavam prestes a contribuir com uma quantia de 100 bilhões de dólares por ano, até 2020, como parte de um acordo sobre o clima, desde que os grandes países emergentes dessem prova de transparência.

No final de novembro, a Casa Branca havia divulgado as metas americanas a serem apresentadas em Copenhague: redução de 17% das emissões de gases de efeito estufa até 2020 em relação aos níveis de 2005 (ou seja cerca de -4% em relação a 1990) e de 42% em 2030, sobre os níveis de 2005.”

(AFP)

Cop-15 – Lula critica barganha de países ricos

lullanosxo

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso esta manhã em Copenhague, criticou duramente a tentativa de barganha dos países ricos e afirmou que os mais desenvolvidos devem pagar um preço maior por toda poluição que causaram no planeta nas últimas duas décadas.

Aplaudido várias vezes pelos participantes, o presidente lembrou que apesar do objetivo comum, há dois grupos distintos trabalhando na COP-15, cada um com objetivos diferentes.

– O Brasil tomou posições ousadas na conferência. Com meias palavras não se chega a lugar nenhum – afirmou Lula.

O presidente reafirmou que a questão não é apenas o dinheiro, e que só a contribuição financeira não resolverá o problema ambiental no presente ou no futuro.

– Quando falamos em dinheiro, não podemos pensar em favor ou que estamos dando uma esmola. Os ricos têm que saber que estão pagando pelas emissões das últimas duas décadas. Os países em desenvolvimento não querem discutir apenas o meio ambiente, mas querem também falar de desenvolvimento e oportunidade – frisou.”

(Globo Online)