Blog do Eliomar

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Popularidade de Trump nos EUA sobe e chega a 46%

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A popularidade do magnata republicano Donald Trump subiu a 46% desde a sua vitória nas eleições de 8 de novembro, de acordo com uma pesquisa divulgada hoje (21) pela consultoria americana Politico/Morning Consult. Pelos dados, Trump conseguiu aumentar sua popularidade em nove pontos percentuais em menos de 15 dias. Antes das eleições, a maioria das pesquisas de intenção de voto apontava para uma derrota de Trump e uma vitória da democrata Hillary Clinton. As informações são da Agência ANSA.

Até no exterior, Trump tem conquistado alguns resultados que antes eram inesperados. O Reino Unido poderá ser o primeiro país a receber uma visita oficial do novo presidente dos Estados Unidos. Segundo fontes de Downing Street [sede do governo britânico], o magnata poderia receber o convite da rainha Elizabeth II, que avalia uma recomendação do governo conservador da premier Theresa May.

A visita poderia ocorrer nos primeiros meses de 2017, já que Trump toma posse em 20 de janeiro, com todas as formalidades de chefe de Estado, para confirmar a relação estratégica entre EUA e Reino Unido. No início desse ano, o Parlamento britânico analisou uma petição popular que pedia a proibição da entrada de Trump no país devido às suas declarações polêmicas sobre imigrantes e muçulmanos. A petição foi assinada por mais de 600 mil ingleses.

(Agência Brasil)

Polícia francesa evita atentado no mercado de Natal de Estrasburgo

A polícia francesa prendeu sete pessoas em uma operação antiterrorista deflagrada no fim de semana. De acordo com o governo, os detidos planejavam um atentado contra o famoso mercado de Natal de Estrasburgo, que anualmente recebe mais de 2 milhões de pessoas. A informação é da Agência Ansa.

Os suspeitos foram presos na madrugada de sábado (19) para domingo em Estrasbusrgo e em Marselha. Todos têm entre 29 e 37 anos de idade. São franceses, mas há um marroquino e um afegão.

O mercado de Natal ocorre todos os anos e a edição de 2016 começará na próxima sexta-feira (25). Além dele, outro possível alvo de atentado seria uma delegacia de polícia.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, confirmou, em entrevista, que o atentado foi evitado pelas forças de segurança, mas alertou que o nível de ameaça nunca esteve tão alto no país. “O risco zero de atentados não pode ser garantido nunca. Quem garante isso, mente aos franceses. Fazemos de tudo, a todo momento, para prevenir essas ameaças e proteger nossos cidadãos”, disse Cazeneuve.

De acordo com o jornal Le Parisien, os detidos em Estrarburgo conheciam um dos detidos em Marselha porque haviam voltado juntos da Síria. O grupo também tinha contato com os terroristas que atacaram a casa de shows Bataclan durante a série de atentados do Estado Islâmico em 13 de novembro de 2015, em Paris.

As autoridades francesas monitoravam os suspeitos há semanas e constataram que eles estavam “nervosos” e “ansiosos” para receber um “carregamento de armas”. A operação que levou à prisão dos sete suspeitos é um desmembramento das investigações iniciadas antes da Euro 2016.

(Agência ANSA)

Angela Merkel vai tentar quarto mandato à frente da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, quer se candidatar para um quarto mandato à frente do governo do país, informou a agência de notícias alemã DPA citando membros do Partido Cristão-Democrático (CDU).

Segundo participantes do encontro da CDU, que ocorre neste domingo (20), Merkel informou que deseja se manter no cargo após as eleições do ano que vem. O anúncio oficial deve ser feito ainda hoje.

Se for confirmada, Merkel deve contar com o apoio da maior parte dos alemães. De acordo com uma pesquisa de opinião publicada pelo “Bild am Sonntag”, 55% dos entrevistados disseram que desejam ver a alemã como sua líder. O número é 13% maior do que o registrado na pesquisa anterior, em agosto, onde 39% disseram que apoiariam um novo governo dela.

A nomeação de Merkel tentará frear o avanço da extrema-direita no país e sua vitória é fundamental para a manutenção da ideia e das bases da União Europeia.

(Agência ANSA)

União Europeia cobrará taxa de 5 euros de brasileiros que entrarem em suas fronteiras

A União Europeia anunciou que cidadãos extracomunitários – inclusive brasileiros – que entrarem em suas fronteiras precisarão pagar uma taxa de cinco euros, algo em torno de R$ 18, de acordo com a cotação atual.

A medida faz parte do novo Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (Etias, na sigla em inglês), que valerá para todos os estrangeiros que não precisam de visto para acessar o Espaço Schengen, área de livre circulação dentro do bloco.

Ainda antes de embarcar para países da UE, a pessoa precisará preencher um formulário online com informações particulares e pagar a taxa de cinco euros. O questionário terá 27 perguntas, divididas em quatro ou cinco categorias, como grau de escolaridade e emprego.

O modelo é similar ao adotado nos Estados Unidos e ajudará Bruxelas [sede da União Europeia] a identificar eventuais riscos à segurança do bloco. O documento valerá por cinco anos e será exigido de turistas a partir de 18 anos de idade. “O Etias preencherá uma lacuna graças ao cruzamento de dados dos viajantes que não precisam de visto”, declarou Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia.

No entanto, o sistema só deve entrar em vigor em 2019 e será mantido unicamente pela taxa de cinco euros. A cada 12 meses, 30 milhões de estrangeiros sem necessidade de visto entram no Espaço Schengen. A principal meta da União Europeia é aumentar o controle em suas fronteiras externas e reforçar a luta contra o terrorismo e a imigração clandestina, dois dos principais desafios enfrentados por Bruxelas atualmente.

Após derrota, Hillary diz que só queria ficar em casa

“Em sua primeira aparição em um evento após perder as eleições presidenciais norte-americanas, Hillary Clinton confessou, na noite dessa quarta-feira (16), que não tinha mais vontade de sair de casa. “Houve vezes, nesta última semana, nas quais a única coisa que queria fazer era me envolver com um bom livro e não sair mais de casa. Eu admito que, para mim, vir aqui nesta noite não foi a coisa mais fácil”, disse Hillary aos participantes do jantar de gala da Children’s Defense Fund, em Nova York. A informação é da Agência Ansa.

A ex-secretária de Estado foi ovacionada de pé ao entrar no palco para fazer seu discurso, que durou cerca de 20 minutos, e falou sobre o sentimento de frustração que muitos norte-americanos enfrentam com a vitória de Donald Trump. “Sei que muitos de vocês estão profundamente desiludidos com o resultados das eleições. Eu sei disso, sei mais do que posso expressar. Sei que isso não é fácil e sei que na última semana muitos de vocês se questionaram se os Estados Unidos são o país que achávamos que fosse”.

No entanto, apesar de não mostrar a energia que apresentava na campanha eleitoral, a democrata pediu que ninguém desista do país. “As divisões colocadas de maneira nua nestas eleições são profundas, mas por favor me escutem quando digo que os Estados Unidos valem a pena. Os nossos filhos valem a pena. Acreditem em nosso país, lutem pelos nossos valores e não se rendam jamais. Jamais”, finalizou.

(Agência ANSA)

Jazzista norte-americana faz show de despedidas em Fortaleza

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A cantora norte-americana Priscilla Odinmah fará show de despedida de Fortaleza nesta quinta-feira, a partir das 20 horas, no Café Pagliuca, com um tributo a Thelonious Monk, um dos mestres do jazz.

Músicos e público, sem dúvida, sentirão saudades de grandes interpretações da jovem Priscilla, que conquistou a cena musical de Fortaleza ao longo deste ano.

Priscilla, bom lembrar, veio ensinar inglês na Casa de Cultura Britânica da UFC e está retornando para Nova York, onde mora. Ela deixa no Ceará registro de uma música inédita que fará parte do novo CD do compositor cearense Luciano Franco.

Camilo visita montadora de veículos na China e mantém contatos com governador de Fujian

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Nesta quarta-feira, o governador Camilo Santana visitou em Fujian, na China, a montadora de veículos Soueast, uma das maiores empresas chinesas do setor. Ali, a comitiva cearense se reuniu com diretores da multinacional chinesa, que devem visitar o Ceará nos próximos meses.

“A estrutura da companhia impressiona. Temos buscado ampliar parcerias comerciais para incrementar a economia do Ceará e gerar mais empregos para os cearenses”, disse Camilo Santana, que estava acompanhado dos secretários Antônio Balhmann (Assuntos Internacionais) e André Facó (Infraestrutura).

Camilo Santana se reuniu ainda com o governador da Província de Fujian, Yu Weiguo, para tratar sobre parcerias comerciais entre o Ceará e a localidade chinesa, que se destaca por ser sede de importantes empresas do setor automotivo. “Temos boas perspectivas de negócios entre nosso Estado e Fujian”, disse o governador após o encontro com os chineses, que contou com a participação do vice-governador da província, Huang Qiyu.

Rota da Coreia do Sul

Nesta quinta e sexta-feira, Camilo e comitiva cumprirão agenda nas cidades de Incheon e Seul, na Coreia do Sul. Entre outros compromissos, visitas a empresas como Posco e Dongkuk, que no Ceará são acionistas da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

(Foto – Palácio da Abolição)

Papa Francisco diz que “comunistas pensam como os cristãos” e evita julgar Donald Trump

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O Papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, em entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal italiano “La Repubblica”. O papa ainda evitou fazer um julgamento pessoal sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump.

“São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”, disse.

Papa Francisco disse esperar que os Movimentos Populares entrem na política, “mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões”.

Questionado sobre o que achava do presidente eleito dos EUA, Francisco disse: “Não faço julgamentos sobre pessoas e homens políticos, quero apenas entender que sofrimento o comportamento deles causa aos pobres e aos excluídos”.

(Portal Uol)

Donald Trump e o trem-bala brasileiro

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O site Trump Towers Rio, mantido pelo conglomerado do agora presidente americano Donald Trump, é um retrato da megalomania que varreu o país.

O projeto de cinco torres com 38 andares cada, que jamais saiu do papel, deveria ficar pronto em 2018.

Um dos maiores atrativos do complexo, segundo o próprio o site, é que estaria conectado ao trem-bala Rio-São Paulo. Como se sabe, o transporte nunca passou de delírio do governo federal.

(Veja Online)

Morre Leonardo Cohen, o autor de Hallelujah

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Morreu nesta sexta-feira (11), aos 82 anos, o músico e poeta Leonard Cohen, segundo informou a gravadora Sony Music Canadá em uma publicação em seu Facebook. A causa da morte não foi informada.

“Com profunda dor, nós informamos que o lendário poeta, escritor e artista Leonard Cohen faleceu. Nós perdemos um dos mais venerados e prolíficos visionários da música. Um memorial ocorrerá em Los Angeles em uma data posterior. A família pede privacidade durante esse período de luto”, postou a gravadora.

Nascido em Westmount, Quebec, Canadá, em 21 de setembro de 1934, Cohen havia lançado seu último álbum You Want it Darker no dia 21 de outubro deste ano. Considerado um dos maiores artistas do século 20, o canadense aprendeu a tocar guitarra ainda jovem e formou o grupo de música folk Buckskin Boys.

No entanto, sua carreira começou com a literatura. Lançou o romance The Favorite Game (1963), o livro de poesias Flowers for Hitler, de 1964, e mais um romance Beautiful Losers (1966). Porém, o pouco sucesso das obras à época fez com que ele fosse para Nova York, onde conheceu a cantora Judy Collins.

Com músicas no disco da artista, ele estreou no mundo musical em 1967, com a obra-prima Songs of Leonard Cohen – com os clássicos Suzanne e So long, Marianne. Cohen inspirou uma geração de talentosos músicos, incluindo Bob Dylan, e continuou a compilar prêmios e sucessos.

Um das maiores canções de sua carreira é Hallelujah, do álbum Various Positions, de 1985, que é reproduzida em diferentes versões até os dias atuais.

Entre os anos de 1990 e 1996, Cohen ficou afastado da música, mas voltou após descobrir que havia sido roubado financeiramente por seu agente Kelley Lynch.

(Agência Brasil)

Obama e Trump conversam sobre transição de poder na Casa Branca

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve um encontro com o seu sucessor, Donald Trump, hoje (10) pela manhã, na Casa Branca, para acertar a transição entre o atual e o futuro governo. No final, Obama disse que a conversa entre os dois foi “excelente”.

Obama e Trump passaram cerca de uma hora e meia juntos no Salão Oval da Casa Branca. Obama disse que sugeriu ao presidente eleito uma “transição bem-sucedida entre nossas presidências”.

“Como eu disse ontem à noite, minha prioridade número um nos próximos dois meses é tentar facilitar a transição que garanta que nosso presidente eleito seja bem-sucedido”, disse Obama. A posse do novo presidente será no dia 20 de janeiro.

Obama disse que ficou “encorajado” pelo interesse do presidente eleito Trump de trabalhar com a sua equipe em questões relevantes do país. “Acredito que é importante para todos nós, independentemente do partido, e independentemente de preferências políticas, trabalhar em conjunto.”

O presidente norte-americano disse que os dois falaram sobre questões de organização administrativa e sobre política interna e externa.

“Eu quero enfatizar a você como presidente eleito”, disse Obama, referindo-se a Trump, “que agora vamos querer fazer tudo para ajudá-lo a ter sucesso, porque, se você conseguir, o país tem êxito”.

(Agência Lusa/Foto – Michael Reynolds))

Governo de Cuba não comenta Donald Trump, mas anuncia exercícios militares

O governo cubano não comentou nessa quarta-feira (9) a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas anunciou que fará uma semana de exercícios militares em toda a ilha para “enfrentar o inimigo”.

Mesmo não se referindo abertamente à mudança de governo nos Estados Unidos, que pode comprometer o processo de degelo das relações entre as duas nações, o momento no qual a notícia foi divulgada faz com que ela seja indiretamente direcionada a Trump e aos republicanos.

Segundo o jornal governista Granma, a partir do dia 16 próximo, daqui há exatamente uma semana, as forças armadas cubanas darão início à Operação Bastião 2016, cujo objetivo é verificar “a preparação das tropas e da população civil para enfrentar diversas possíveis ações do inimigo”.

O jornal afirma que essas manobras militares incluirão “movimentos de tropas e de material bélico, voos de aviões da aeronáutica militar e testes de materiais explosivos”.

É a sétima vez que o regime dos irmãos Raul e Fidel Castro anuncia esses exercícios, que acontecem sempre em concomitância com momentos de tensão nos Estados Unidos. A primeira vez que foram organizados foi em 1980, após as eleições do ex-presidente Ronald Reagan.

(Agência ANSA)

Capa do O POVO é destaque no The New York Times

Dilma parabeniza Hillary por reconhecer vitória de Trump

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A ex-presidente Dilma Rousseff foi ao Twitter parabenizar a democrata Hillary Clinton na corrida eleitoral norte-americana. Para a petista, Hillary “mostra o espírito digno de uma liderança de tradição democrática” ao reconhecer a vitória de Donald Trump.

“A tradição de um democrata é reconhecer a derrota, e não articular um processo golpista de impeachment sem medir as consequências para seu país”, disse Dilma.

(Veja Online)

Onde a vitória de Trump poderá afetar o Brasil?

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Contrariando expectativas para o pleito presidencial norte-americano deste ano, o empresário bilionário e candidato pelo Partido Republicano Donald Trump venceu na madrugada de hoje (9) a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. A Agência Brasil ouviu especialistas para saber o que muda para o Brasil com o resultado das eleições nos Estados Unidos.

Economia

O que muda para o Brasil, sob o aspecto econômico, pode ser o que vai mudar para o comércio mundial como um todo. A avaliação é do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin. A leitura dos efeitos da vitória de Donald Trump, segundo ele, é bem mais abrangente sob o ponto de vista econômico e diz respeito a todo o comércio internacional.

“Como o discurso de Trump é muito protecionista e um tanto xenófobo, o receio é que isso represente uma restrição maior do mercado norte-americano em relação às exportações. O discurso apontava para a defesa de empregos norte-americanos e, especificamente, para a China como uma destruidora de empregos nos Estados Unidos, o que faria supor que eles seriam menos receptivos com relação ao comércio com países que pudessem representar uma menor oferta de empregos lá.”

O especialista acredita que as exportações brasileiras podem ser prejudicadas caso o discurso do então candidato se converta na prática do agora presidente eleito Donald Trump.

“Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil. As exportações brasileiras para lá têm alto valor agregado. São produtos manufaturados, ao contrário do que vai, por exemplo, para a China, que são commodities. Qualquer restrição com relação ao mercado norte-americano seria ruim para o nosso setor exportador, principalmente de bens manufaturados. Esse é o maior risco para a economia brasileira”.

Rochlin defende ainda que, diante do novo cenário de vitória de Trump, os mercados devem “reprecificar” câmbio e bolsas de valores. “As bolsas e o câmbio refletiam a aposta da eleição da Hillary. Como a expectativa não se confirmou, o mercado deve precificar essa nova realidade. Na prática, teremos queda na bolsa de valores a curtíssimo prazo e uma alta do dólar em relação às demais moedas”, concluiu.

Relação bilateral

Sob a ótica política e da relação bilateral com o Brasil, o professor de política e administração pública Robert Gregory Michner acredita que os efeitos serão menores. Ele lembrou que a agenda de Donald Trump, em sua maioria, é “de ordem doméstica”, cumprindo a tradição da velha guarda republicana nos Estados Unidos.

“Ele não tem uma grande preocupação com a América Latina, salvo no sentido negativo, em termos de imigração ilegal. Para os brasileiros que queiram ir para os Estados Unidos, provavelmente vai ficar mais difícil obter visto”, disse. “Aquela defesa da democracia e de um governo aberto que tem Barack Obama não vai ser de muita importância para Trump. Vai ser mais importante assegurar que todos sejam aliados dos Estados Unidos. Que o Brasil e a América Latina estejam firmemente pró Estados Unidos.”

O especialista alertou, entretanto, para a possibilidade de intervencionismo por parte dos Estados Unidos, inclusive em países da América Latina. “Se o Trump percebe uma ameaça, por exemplo, [da] Venezuela ou Equador, quem sabe se ele vai ressuscitar a velha política dos republicanos de intervenção?”

“Basicamente, vamos ver se o discurso dele, que era muito hiperbólico, exagerado, realmente era pura retórica ou se era um prelúdio à ação. As promessas eram muito extremas em termos de política externa, de mudar grandes estratégias dos Estados Unidos em diversos sentidos. O discurso de Trump sempre foi racista, misógino e pouco tolerante. Vamos ver se isso se traduz, especialmente em relação aos imigrantes. Fica uma incógnita.”

Brasil entre os menos afetados

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o jurista brasileiro e ex-ministro das Relações Exteriores Francisco Rezek avaliou que o Brasil figura entre os países menos afetados com a vitória insperada de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas.

“No restante do mundo e sobretudo entre os países que mais importam, eu diria que o Brasil é provavelmente um dos menos afetados. Há outros países que têm mais com o que se preocupar do que nós. Sobre nós, o que repercute é apenas essa ideia de que temos, na chefia daquilo que ainda é a nação militarmente e economicamente mais poderosa do mundo, alguém que não tem como avaliar o fenômeno global, os interesses nacionais à luz da comunidade humana que povoa o planeta. É isso que falta a Donald Trump. Nesse sentido, como somos uma parte expressiva deste mundo, um país de dimensões territorial e humana colossais, o problema nos afeta. Mas ele decididamente não nos afeta mais do que a outros, como a comunidade europeia, o Reino Unido, a Rússia e outras nações.”

(Agência Brasil)

Califórnia legaliza uso da maconha para fins recreativos

Os moradores do Estado norte-americano da Califórnia aprovaram a liberação da maconha para uso recreativo. A proposta foi votada em um referendo paralelo à eleição presidencial. O Estado, que é o mais populoso dos Estados Unidos, com 39 milhões de habitantes, foi o primeiro a liberar o uso medicinal da maconha, há duas décadas.

Ao todo, nove Estados votaram propostas sobre a maconha, entre eles a Flórida, que aprovou o uso terapêutico da droga, e Massachusetts, que também legalizou o uso recreativo. A proposta permite que californianos maiores de 21 anos possam transportar, comprar e ter posse de 28,5 gramas de maconha. Será permitido ainda o cultivo de seis pés da droga.

Políticas malsucedidas de combate às drogas, que prendem usuários não violentos, e a crescente evidência de que a maconha é menos prejudicial que o cigarro e o álcool estimularam campanhas por uma mudança. Os californianos rejeitaram a legalização da maconha para uso recreativo duas vezes, em 1972 e 2010.

(Com Bloomberg)

Chico Lopes: “Elegendo Trump, os EUA arranjaram um Temer pra chamar de seu”

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“Elegendo Donald Trump, os Estados Unidos arranjaram um Temer pra chamar de seu”, disse, nesta quarta-feira, o deputado federal Chico Lopes (PCdoB, ao avaliar a vitória de Trump para presidente desse País. Para Lopes, esse resultado coloca o mundo em tensão e alerta.

Ele, no entanto, não se disse surpreso, apesar dos prognósticos da imprensa favoráveis a Hillary Clinton. “Não bastasse um golpista e conspirador ocupando a presidência do Brasil, agora temos um bilionário inconsequente na presidência dos Estados Unidos. Esse resultado pode ter surpreendido algumas pessoas, mas nós sempre alertamos que o machismo nos Estados Unidos é algo muito forte. Infelizmente, o pior aconteceu”.

A vitória de Trump, segundo Lopes, apesar de todas as polêmicas, frases infelizes e demonstrações explícitas de preconceito, xenofobia, discriminação, intolerância e prepotência, registradas ao longo de uma campanha de baixíssimo nível, espelha “a realidade de pensamento de grande parte da população norte-americana e o fortalecimento do conservadorismo em nível internacional”.

Obama convida Trump para encontro na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para o republicano Donald Trump para parabenizá-lo pela vitória nas eleições, informou a Casa Branca nesta quarta-feira (9). Além disso, o atual líder do governo convidou seu sucessor para uma reunião sobre a transição de poder em Washington nesta quinta-feira (10).

Trump venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Ele alcançou os 276 votos de delegados do colégio eleitoral na madrugada de hoje (9), depois de uma acirrada disputa com a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Trump assegurou maioria em estados decisivos como a Flórida, Carolina do Norte, Ohio e a Pensilvânia. Ele assumirá o cargo em 20 de janeiro.

(Agência ANSA)