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Papa Francisco – Lágrimas do Holocausto não podem ser esquecidas

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O Papa Francisco usou as redes sociais para enviar sua mensagem pelo Dia da Memória pelas Vítimas do Holocausto, lembrado nesta sexta-feira (27). “Hoje desejo fazer memória no coração de todas as vítimas do Holocausto. Seu sofrimento, suas lágrimas, nunca sejam esquecidos”, escreveu o pontífice em suas nove contas no Twitter.

Hoje, diversas celebrações pela Europa marcam os 72 anos que o Exército soviético invadiu o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, e pôs fim à sangrenta morte de judeus no local durante a Segunda Guerra Mundial.

Pouco antes de publicar sua mensagem, Jorge Mario Bergoglio recebeu uma delegação do European Jewish Congress, um grupo que representa os judeus na Europa. A conversa foi de caráter privado e não houve declaração oficial do Vaticano.

No entanto, o padre Norbert Hofmann, secretário da Comissão da Santa Sé para os Relacionamentos Religiosos com o Judaísmo, informou que o Papa iniciou o encontro ressaltando que essa era uma data importante tanto para os judeus como para “todos nós porque recordar as vítimas do Holocausto é importante para que essa tragédia humana não se repita mais”.

“O Papa disse que na sua família, seu pai sempre recebia os judeus. Então, ele cresceu em uma atmosfera favorável aos judeus. Falando de sua história pessoal, disse que os judeus sempre o visitavam, desde pequeno, e que o nosso Papa aprendeu a ter sempre amigos judeus”, relatou Hofmann.

O líder do grupo Moshe Kantor, destacou a “importância da ética, dos valores cristãos e judaicos que temos em comum”, relatou o padre.

Em julho do ano passado, Francisco fez uma visita aos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, durante sua ida à Polônia na Jornada Mundial da Juventude, e deixou uma mensagem em espanhol pedindo a Deus “perdoar” a humanidade “por tanta crueldade.”

Trump deve conversa com Putin e Merkel neste sáado

BIRCH RUN, MI - AUGUST 11: Republican presidential candidate Donald Trump speaks at a press conference before delivering the keynote address at the Genesee and Saginaw Republican Party Lincoln Day Event August 11, 2015 in Birch Run, Michigan. This is Trump's first campaign event since his Republican debate last week. (Photo by Bill Pugliano/Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve telefonar para o presidente russo, Vladimir Putin, e para a chanceler alemã, Angela Merkel, neste sábado (28), no primeiro contato oficial com os dois líderes mundiais.

A informação que não foi confirmada pela Casa Branca ainda, deve começar a apontar qual será o caminho adotado pelo novo presidente norte-americano em dois pontos muito importantes no cenário internacional: qual será sua relação com o Kremlin e como ele se portará na questão da crise ucraniana.

Segundo fontes, os dois temas estarão na conversa com Merkel – que é uma das maiores defensoras das sanções aplicadas pelo Ocidente contra os russos pela invasão de parte do território da Ucrânia e pela anexação da Crimeia.

Com Putin, a conversa deve ser mais longa. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, confirmou que os dois devem conversar neste sábado, mas não deu detalhes do conteúdo do debate.

Durante a campanha eleitoral à Presidência dos EUA, Putin foi acusado de fazer com que espiões russos ajudassem Trump a se eleger o novo líder de Washington.

(Agência ANSA)

Unicef lança campanha em busca de doações no Brasil

Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou a campanha #AntesQueSejaTarde para incentivar os brasileiros a doarem para programas do fundo.

No Brasil, o Unicef tem programas em oito capitais (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, Belém e Manaus) e em cerca de 2 mil municípios no semiárido e na Amazônia Legal. As ações são para diminuir as desigualdades e melhorar a vida de crianças e adolescentes que vivem situação de vulnerabilidade. A ideia é melhorar 13 indicadores, como evasão escolar, mortalidade infantil, gravidez na adolescência e alfabetização de crianças na idade correta. O trabalho é feito em parceria com as prefeituras e organizações não governamentais.

O vídeo da campanha foi gravado com crianças do Morro Dona Marta, do Rio de Janeiro, cantando a música Epitáfio, do grupo Titãs, que cedeu os direitos.

“Essa música faz muito sentido. Não é no final da vida que a gente precisa olhar para trás e falar do que poderia ter feito mais ou menos; mas é a realidade das crianças no Brasil e no mundo, que estão nessa situação, onde estão com direitos violados e não têm outra possibilidade de pensar queria ter trabalhado menos, porque eles precisam trabalhar para a família sobreviver. Elas queriam ter feito várias coisas que não fazem parte do seu dia a dia, porque estão com vários problemas na vida”, disse o diretor de Mobilização de Recursos do Unicef no Brasil, Win Desmedt.

A campanha vai se estender até o dia 24 de fevereiro. O interessado por doar qualquer valor pelo site do Unicef. “Quando são milhares de brasileiros fazendo esse tipo de contribuição, a gente já pode criar uma diferença”, acrescentou.

De acordo com o estudo Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, divulgado em 2016 pela Fundação Abrinq, o Brasil tem 61,4 milhões de crianças e adolescentes na faixa etária de zero a 19 anos, que representam 30,2% da população total. Mais de um terço vivem na Região Sudeste. O estudo tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

As crianças e adolescentes de até 14 anos de idade que vivem em famílias de baixa renda somam 26,7 milhões, dos quais 19,3 milhões são considerados pobres, com renda domiciliar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo e 7,4 milhões vivem em extrema pobreza, com renda domiciliar mensal per capita inferior ou igual a um quarto do salário mínimo. Do total de 11,42 milhões de pessoas residentes em favelas no Brasil, 3,93 milhões têm entre zero e 17 anos, conforme  Censo do IBGE de 2010.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) atua em mais de 190 países e territórios.

(Agência Brasil)

Donald Trump anunciará medidas para endurecer as regras da imigração

BIRCH RUN, MI - AUGUST 11:  Republican presidential candidate Donald Trump speaks at a press conference before delivering the keynote address at the Genesee and Saginaw Republican Party Lincoln Day Event August 11, 2015 in Birch Run, Michigan. This is Trump's first campaign event since his Republican debate last week. (Photo by Bill Pugliano/Getty Images)

Ao assinar nessa quarta-feira (25) ordem executiva para iniciar a construção de um muro ao longo da fronteira dos Estados Unidos com o México, o presidente Donald Trump deu apenas o primeiro passo para uma ambiciosa política de controle da imigração. A imprensa americana está anunciando que Donald Trump deve tornar público, provavelmente hoje (26), um plano visando a reprimir a entrada de refugiados sírios por prazo indeterminado e de refugiados de outros países por 120 dias.

O jornal The New York Times informa que obteve o esboço de um documento do governo que prevê que, após o prazo de 120 dias, os refugiados de outras origens serão novamente admitidos em território norte-americano, mas em número bem menor do que os que vinham ingressando no país até agora.

O jornal informa ainda que o governo pretende suspender por no mínimo 30 dias qualquer tipo de imigração proveniente de países predominantemente muçulmanos, como o Irã, Iraque, a Líbia, Somália, o Sudão, a Síria e o Iêmen. Juntamente com isso, as autoridades vão endurecer os já rigorosos procedimentos de triagem. O objetivo é eliminar a entrada de potenciais terroristas.

No plano interno, as autoridades federais, estaduais e municipais vão trabalhar em conjunto, inclusive trocando informações, para retirar dos Estados Unidos imigrantes ilegais. O número de imigrantes ilegais em território norte-americano pode chegar a 11 milhões, segundo cálculos mencionados na imprensa.

(Agência Brasil)

“Populistas como Bolsonaro amam Trump”, diz revista americana

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Publicação americana de análise política internacional, a “Americas Quarterly” publicou uma reportagem em que analisa o sucesso de Donald Trump entre políticos populistas latinos. Segundo a matéria, a agressividade de Trump agrada tanto a extrema direita, como Jair Bolsonaro, quanto ultra esquerdistas, como o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Como Trump, Bolsonaro expressou publicamente seu apoio à tortura e culpou a mídia por distorcer suas opiniões”, diz um trecho.

*Trecho da reportagem da ‘Americas Quarterly’

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A “Americas Quarterly” destaca ainda que Bolsonaro já está em quarto lugar entre as preferências para a eleição presidencial em 2018.

(Veja Online)

Brasil ocupa o 79º lugar no ranking da corrupção no mundo

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Mapa da Transparência Internacional

Levantamento divulgado hoje (25) pela organização não governamental (ONG) Transparência Internacional aponta que o Brasil fechou 2016 ocupando o 79º lugar num ranking sobre a percepção da corrupção no mundo composto por 176 nações. O índice brasileiro foi 40 pontos, dois a mais que o registrado no ano anterior, mas o país ainda ficou três posições abaixo do 76º lugar alcançado em 2015. A escala utilizada pela entidade varia de 0 (altamente corrupto) a 100 pontos (muito transparente).

No ranking atual, o Brasil aparece empatado com Bielorrússia, China e Índia. Dinamarca e Nova Zelândia lideram com 90 pontos cada, enquanto a Somália ocupa a última posição, com 10 pontos. A média global é 43 pontos, o que, segundo a ONG, revela uma espécie de “corrupção endêmica” no setor público de diversas nações.

“Países com melhor pontuação (em amarelo no mapa) são superados de longe por países em laranja e vermelho, onde os cidadãos enfrentam de forma diária o impacto tangível da corrupção”, destacou o relatório.

Américas

Ao analisar especificamente a região das Américas, o levantamento citou diversos escândalos de corrupção em países como Panamá, Argentina, Chile e Brasil. A Transparência Internacional avaliou, entretanto, que, às vezes, más notícias podem se tornar boas notícias.

“Nem sempre é ruim ter manchetes sobre corrupção. Desde o Panamá Papers em abril ao acordo recorde de US$ 3,5 bilhões com a Odebrecht no Brasil em dezembro, 2016 foi um bom ano na luta contra a corrupção nas Américas”, apontou o levantamento.

“Uma coisa é bastante clara: mesmo que 2016 marque o início de uma mudança rumo a uma postura mais ativa das autoridades em resposta às demandas públicas, ainda há um longo caminho a ser percorrido”, concluiu o documento em relação às Américas.

(Agência Brasil)

Trump deve assinar decreto para construção de muro na fronteira com o México

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar nesta quarta-feira (25) decretos determinando a construção de um muro na fronteira com o México e estabelecendo barreiras para a entrada de refugiados sírios e imigrantes provenientes de países propensos ao terror. Com isso, o presidente transforma em realidade a mais polêmica promessa de sua campanha eleitoral, que é a construção do muro na fronteira sul do país. “Grande dia planejado para a segurança nacional, amanhã”, disse Trump em mensagem no Twitter no fim da noite de ontem (24). “Entre muitas outras coisas, vamos construir o muro”, acrescentou.

Os decretos devem ser assinados durante uma visita que Trump fará ao Departamento de Segurança Interna, em Washington. O muro será erguido de forma prioritária nos locais que fazem fronteira com cidades mexicanas, onde as autoridades locais se recusam a entregar aos Estados Unidos imigrantes ilegais para serem deportados e pessoas acusadas de transportar drogas para o mercado americano.

O presidente deverá reafirmar também, nesta quarta-feira, que a imigração está fora de controle e que a entrada de potenciais criminosos ameaça a segurança dos Estados Unidos. Os decreto devem restringir a entrada de imigrantes  originários do Iraque, Irã, da Líbia, Somália, do Sudão, da Síria e do Iêmen.

Quem pagará a obra

Donald Trump poderá ainda dar mais esclarecimentos sobre que país pagará pela construção do muro. Durante a campanha eleitoral, ele disse repetidamente que o “México pagará” a obra. Afirmou também que os Estados Unidos serão reembolsados pelo México para compensar o dinheiro a ser investido no muro com fundos do contribuinte americano.

(Agência Brasil)

Donald Trump proíbe financiamento a entidades que defendem o aborto

BIRCH RUN, MI - AUGUST 11: Republican presidential candidate Donald Trump speaks at a press conference before delivering the keynote address at the Genesee and Saginaw Republican Party Lincoln Day Event August 11, 2015 in Birch Run, Michigan. This is Trump's first campaign event since his Republican debate last week. (Photo by Bill Pugliano/Getty Images)

Além do ato que retira os Estados Unidos da Parceria Transpacífico, o Tratado Transpacífico de Comércio Livre (TPP, sigla em inglês), que iria englobar 40% da economia mundial e 800 milhões de pessoas, o presidente Donald Trump assinou dois outros decretos de grande impacto doméstico.

O primeiro proíbe financiamento do governo federal para organizações não-governamentais estrangeiras que promovam ou paguem o aborto. O segundo congela a contratação de novos servidores nos órgãos do governo federal. Essa medida, porém, não vale para as Forças Armadas, que podem continuar contratando, se necessário.

O decreto sobre o aborto significa, na prática, que o presidente Trump revalidou uma medida da época do ex-presidente Ronald Reagan. A medida veda ajuda dos Estados Unidos a órgãos não-governamentais prestadores de serviços de saúde, que atuam em outros países, que discutam ou incluam o aborto como uma opção de planejamento familiar.

O decreto deverá ter o apoio de setores religiosos que lutam contra o aborto nos Estados Unidos. Mas a medida vai contra o que defende um segmento da Marcha das Mulheres, que desfilou pelas ruas de Washington, no último sábado (21), protestando contra as políticas anunciadas por Donald Trump.

A legislação dos Estados Unidos já proíbe o uso de dinheiro dos contribuintes americanos para serem usados em serviços de aborto em qualquer lugar, inclusive em países onde o aborto é legal. Mas o decreto assinado hoje constitui uma passo à frente, porque também congela o financiamento dos Estados Unidos aos prestadores de cuidados de saúde nos países pobres, se prestadores esses incluírem aconselhamento sobre o aborto ou defendam o aborto.

O decreto que congela novas contratações de servidores para órgãos federais atende aos anseios de setores conservadores, que estavam preocupados com a expansão dos gastos públicos. O receito desses setores era que Donald Trump perdesse o controle da inflação por causa do aumento de despesas.

As três medidas anunciadas por Trump desanuviam o clima de tensão na capital norte-americana, desde que Trump tomou posse.

Clima de campanha

O primeiro fim de semana do presidente Trump na Casa Branca repetiu o clima de campanha. Ele acusou jornalistas de mentirem sobre o número de pessoas que foram assistir sua posse. Segundo o noticiário, havia menos pessoas na posse de Trump do que nas duas posses de Barack Obama, em 2009 e 20013. A imprensa respondeu às acusações de terem mentido com evidências. Os jornais publicam fotos aéreas das posses dos dois presidentes, confirmando a afirmação de que havia realmente um menor número de assistentes na posse de Trump, inclusive em comparação ao número de pessoas que participou da Marcha das Mulheres.

A discussão sobre o tamanho do público acabou provocando um inconformismo dos próprios assessores de Trump, que perceberam que o debate estava retirando o governo do foco. Eles chegaram a confidenciar a jornalistas que o momento exigia ação e medidas concretas e não discussões sobre quem teve mais público.

(Agência Brasil)

Petrobras escolhe empresas enroladas com a Justiça para licitação

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O objetivo era dar lisura ao processo e evitar as companhias encrencadas na Lava-Jato. Por isso, a Petrobras, de Pedro Parente, convidou apenas empresas estrangeiras para uma licitação no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

A medida, porém, não surtiu o efeito esperado. Das 30 convidadas pela estatal, 21 estão envolvidas em escândalos.

Aos fatos. Oito fecharam acordo de leniência no exterior recentemente. Quatro foram ou estão bloqueadas pelo Banco Mundial por fraude. Outras quatro possuem longo histórico de problemas, com condenações múltiplas. Três tiveram os presidentes acusados de corrupção. E as duas restantes foram citadas no rumoroso caso Unaoil.

Consultada, a Petrobras diz que elas têm capacidade financeira e operacional de entregar as obras.

Veja a lista das empresas e seus problemas:

4 foram ou estão bloqueadas pelo Banco Mundial por fraude e corrupção (Hatch, Jacobs, Larsen & Toubro e SNC Lavalin)

8 fecharam acordos de leniência a nível corporativo ou de executivos recentemente (Amec, Bechtel, Exterran, Fluor, Hatch, JGC, KBR, Linde e Rheinmetall). Destaque para as multas pagas pela KBR (USD 579 MM) e JGC (USD 219 MM)

3 foram citadas no caso Unaoil, chamado de “maior escândalo de propinas do mundo” (Larsen & Toubro, Petrofac e Tecnicas Reunidas)

3 tiveram seus presidentes acusados recentemente por corrupção (Chinalco [holding da Chalieco], Energex e Posco)

ACS [holding da Intecsa], SNC-Lavalin, Bechtel e Fluor possuem longo histórico de envolvimento em escândalos e já foram condenadas múltiplas vezes no passado.

(Veja Online)

Revista Time sugere que Donald Trump poderá ser alvo de novas manifestações

A gigantesca Marcha das Mulheres, ocorrida neste sábado (21), em Washington, capital dos Estados Unidos, foi a primeira manifestação de resistência às medidas anunciadas pelo governo Trump. Mas “não será a última”, segundo a revista norte-americana Time, em seu site, neste domingo (22), após ouvir dezenas de pessoas que lideraram a marcha, que foi apoiada por atos em centenas de cidades norte-americanas e em todo o mundo.

A marcha de Washington se destinou a combater o que as líderes do movimentos chamam de “visões preconceituosas da administração Trump sobre mulheres e minorias”. A publicação diz que a demonstração maciça da capital norte-americana reduziu um pouco do brilho da posse de Donald Trump.

De acordo com a Time, houve menos participação popular na posse de Trump do que nas posses dos dois mandatos de Barack Obama, o que pode ser verificado não só pelas fotografias aéreas como, também, pelo número de passageiros que usaram o metrô da capital norte-americana nos dias dos eventos.

Ao reafirmar que houve menor público na posse de Trump do que nas duas vezes em que Barack Obama foi presidente, a revista contestou as críticas feitas pelo novo porta-voz da Casa Branca, Sean Spice.

Neste sábado (21), em um encontro com jornalistas, Spice disse que “alguns membros da mídia se envolveram em relatórios deliberadamente falsos”.

Sem dar oportunidade de perguntas aos jornalistas, Spicer disse que não havia números disponíveis para que a imprensa afirmasse que o número dos que compareceram às posses de Obama foi maior do que a presença de pessoas na posse de Trump.

(Agência Brasil)

A glória do obscurantismo

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (21), pelo jornalista Érico Firmo:

Donald Trump assumiu o posto de homem mais poderoso do planeta e montou equipe à sua imagem e semelhança. Isso é péssima notícia. Se o novo ocupante da Casa Branca já era má notícia, seus colaboradores confirmam o pesadelo. O que mais me surpreende nem são as posições políticas profundamente retrógradas pelas quais o povo dos Estados Unidos fez opção.

O pensamento de Trump coincide com muito da cabeça do americano médio. Assim como não chegaria a ser a maior surpresa do mundo, para mim, se um Jair Bolsonaro da vida acabasse eleito presidente do Brasil. O Facebook está aí para mostrar que tem quem apoie, e não é pouca gente.

O que me admira mesmo é que, em pleno século XXI, haja opção tão aberta pelo obscurantismo. Por teses que se pretendem polêmicas, mas são apenas estapafúrdias e sem base científica. Que haja concepções políticas equivocadas ao extremo é parte do jogo democrático. Mas, Trump montou sua equipe com a nata do pensamento obscurantista.

Para chefiar o comitê sobre vacinação e integridade científica, o novo presidente escolheu o líder do movimento antivacinação, Robert Kennedy Jr., que acredita na associação entre vacinas e o autismo. Coisa do tempo da Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, ou de pouco antes, quando Rodolfo Teófilo percorria o litoral oeste de Fortaleza na tentativa de convencer a população a aceitar ser vacinada contra a varíola. Mães corriam com filhos no colo, outros só aceitavam ser vacinados em troca de dinheiro.

Para o comando da área de meio ambiente, foi escolhido Scott Pruitt, que nega a existência de aquecimento global. Procurador-geral no estado americano que mais usa combustíveis fósseis, ele empreendeu batalha judicial contra as tentativas do governo de Barack Obama de regular as emissões gasosas e o consumo de petróleo. No embate entre meio ambiente e a indústria de combustíveis fósseis, ele ficava ao lado desta última. Agora, será responsável pela agência ambiental.

Claro, há muitas outras bizarrices: o secretário do Trabalho é contra o aumento do salário mínimo, contra pagamento de horas extras e a favor da retirada de direitos trabalhistas. Executivo de companhias de fast food, usa imagens de mulheres seminuas para vender hambúrgueres, assim como a indústria de bebidas faz no Brasil para vender cerveja.

Para o comando da educação pública dos Estados Unidos, foi escolhida milionária ativista da ideia de retirar dinheiro estatal da educação. Dedicada à filantropia, ela defende que o governo dê vales para as famílias pagarem escolas privadas para os filhos.

Na área de defesa nacional e relações internacionais, ingredientes são explosivos. O secretário da Defesa é linha dura, conhecido como “cachorro louco”. O diretor da CIA é defensor da coleta de dados em massa pela Agência de Segurança e opositor do fechamento de Guantánamo. O secretário da Justiça é radicalmente contra imigração e acusado de racismo. O estrategista chefe é defensor da supremacia branca.

Por mais que se discorde completamente da visão trabalhista, da política educacional, do perigo terrível da truculência como política externa, tudo isso está dentro daquilo que a democracia comporta. São confrontos entre visões de mundo, parte da política. O que realmente me espanta é ver em funções tão importantes adeptos da pseudociência, gente que ignora conhecimento consolidado em nome de crendices. Ser contra vacinas ou negar o impacto das emissões gasosas para o planeta não é ideologia, não é política. É obscurantismo mesmo.

Isso pode custar vidas. As políticas de imunizações são instrumentos para evitar milhões de mortes pelo mundo. O trabalho de sensibilização é ainda tarefa árdua. O tipo de superstição disseminada por alguém em cargo chave representa sério risco de retrocesso.

Era Trump – Novo site da Casa Branca exclui seções sobre clima, direitos civis e LGBT

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Mal o novo presidente americano, Donald Trump, tomou posse, e a Casa Branca já atualizou o seu site com algumas novidades polêmicas. A seção dedicada às mudanças climáticas, bandeira defendida pelo ex-presidente Barack Obama, por exemplo, foi apagada da página oficial, assim como qualquer menção ao aquecimento global. Também não há mais seções no site sobre direitos civis e público LGBT. As informações são da Agência Ansa.

A nova política deve-se ao fato que o novo ocupante da Casa Branca e boa parte do Partido Republicano minimizam os efeitos causados pelas alterações no clima e a necessidade de se investir na chamada “economia verde”. Por outro lado, a página oficial traz algumas das medidas que o magnata promete adotar como novo presidente dos Estados Unidos.

Entre as iniciativas anunciadas, está a construção de um “escudo espacial” para proteger o país de possíveis “mísseis” lançados por nações como Irã e Coreia do Norte. O Irã inclusive assinou um acordo nuclear com as principais potências do planeta, incluindo os EUA, no qual limita suas atividades atômicas. Acordo esse que Trump prometeu rever.

Além disso, a Casa Branca listou mudanças importantes na política econômica, como a saída dos EUA do Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), formado por 12 nações que reúnem 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Trump também pretende renegociar o Nafta, tratado de livre comércio com Canadá e México. “Se os parceiros se negarem, o presidente insistirá em sua intenção de deixar o pacto”, diz a Casa Branca. O objetivo do republicano é criar 25 milhões de postos de trabalho na próxima década e alcançar um crescimento econômico de 4% ao ano.

Outra promessa apresentada pelo site oficial do governo é a de “derrotar o terrorismo islâmico”, classificada como uma “prioridade” da nova administração. “Trabalharemos com os parceiros internacionais para cortar fundos de grupos terroristas e nos empenharemos em uma guerra cibernética para desestabilizar a propaganda”, ressalta a Casa Branca.

O site já conta com o nome e a foto de Trump, além do slogan de sua histórica campanha: “Vamos fazer a América grande de novo”.

(Com Agência Brasil)

ABIH/CE participa da Feira do Turismo de Madrid

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Um grupo do Ceará tendo à frente o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Eliseu Barros, participa em Madrig, na Espanha, da 37ª Feira Internacional de Turismo – (FITUR).

Segundo Barros, o Brasil e o Nordeste passam a ser vistos novamente como um destino turístico competitivo, pelo atrativo dos preços.

“O Ceará, por este e por muitos outros itens, como nossa estrutura turística, gastronomia, infraestrutura hoteleira, hospitalidade, belezas naturais, também vem colhendo bons frutos em matéria de contatos nessa feira”, destacou Eliseu Barros para o Blog.

A participação da ABIH/CE é em parceria com a Secretaria do Turismo do Estado, num estande cooperado da Embratur e Ministério do Turismo.

(Foto – Divulgação)

Donald Trump – Um presidente que chegou dividindo os EUA

BIRCH RUN, MI - AUGUST 11: Republican presidential candidate Donald Trump speaks at a press conference before delivering the keynote address at the Genesee and Saginaw Republican Party Lincoln Day Event August 11, 2015 in Birch Run, Michigan. This is Trump's first campaign event since his Republican debate last week. (Photo by Bill Pugliano/Getty Images)

Foto –  Bill Pugliano/Getty Images)

A cada quatro anos, Washington se prepara para a chegada de dezenas de milhares de pessoas que invadirão as ruas do centro de uma cidade de pouco mais de meio milhão de habitantes. A inauguration, a cerimônia de posse presidencial, é sempre um ato especial para a capital norte-americana. Mas a chegada do presidente eleito Donald Trump à Casa Branca, nesta sexta-feira, está sendo tudo menos tradicional. Tampouco seu juramento ao cargo cumprirá os parâmetros habituais.

A divisão que o republicano provoca poderá ser vista refletida nas cerimônias oficiais, que serão boicotadas tanto por deputados democratas – já se fala em mais de 40 – como por artistas que se recusaram a participar, e nas ruas de uma cidade que votou esmagadoramente pelo Partido Democrata e onde estão convocados mais atos de protesto do que de apoio ao novo presidente.

“Há uma enxurrada recorde de pessoas em Washington. Teremos uma quinta-feira, uma sexta-feira e um sábado fantásticos”, afirmou Trump no Twitter. O que ele omitiu foi que muitos dos que chegarão à capital não estarão aqui para celebrá-lo.

Estima-se que a posse de Trump atrairá cerca de 800.000 pessoas, mais ou menos a mesma quantidade que veio para a capital norte-americana quando Obama iniciou seu segundo mandato, em janeiro de 2013. O número fica longe do recorde de 1,8 milhão de pessoas que há oito anos viram Obama chegar ao poder.

As autoridades concederam 22 licenças para a organização de concentrações da quinta-feira até o sábado. Algumas, como a dos Bikers for Trump, se mobilizarão em apoio ao novo presidente. “Se for necessário, formaremos um muro de carne viva”, prometeu o presidente do grupo, Chris Cox, em referência ao fato de a maior parte dos atos serem de protesto contra o republicano. Organizações como a ANSWER Coalition (um movimento contra a guerra e contra o racismo) conseguiram permissão até para se posicionarem em alguns pontos por onde passarão o novo presidente e sua esposa, Melania, quando desfilarem após a posse.

Manifestação de mulheres

Mas a manifestação anti-Trump que mais está atraindo expectativa e participantes é a chamada Marcha das Mulheres, convocada para o sábado. Segundo as autoridades, enquanto apenas 400 ônibus pediram autorização para estacionar na cidade no dia da posse, as solicitações para o dia 21, sábado, superam 1.800. Tampouco restam passagens de trem com destino a Washington para esse dia.

“Esse tipo de números me permitem ver que teremos uma enorme massa de gente a ponto de chegar”, disse à agência AP o diretor de segurança interna da capital, Christopher Gerldart, que está convencido de que o protesto do sábado deve superar as 200.000 pessoas.

Em 2009, foram mais de 3.000 ônibus fretados para receber Obama, um presidente que sempre contou com inúmeras estrelas para suas cerimônias. A equipe de Trump teve dificuldades para confirmar uma lista mínima de artistas para a posse. E isso porque famosas como Katy Perry, Scarlett Johansson e Julianne Moore estarão na capital: as três anunciaram sua participação na Marcha das Mulheres.

(Site do El País)

Morte de Teori Zavascki repercute na mídia internacional

Na véspera da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, a imprensa internacional repercute a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, que estava a bordo de um avião Hawker Beechcraft, modelo C90GT, que caiu na tarde desta quinta-feira (19) próximo a Paraty, no litoral do Rio de Janeiro.

Segundo o Corpo de Bombeiros, chovia torrencialmente na hora do acidente. A aeronave caiu no mar com quatro passageiros, e se despedaçou na colisão.

As causas da queda ainda serão investigadas. O avião, que pertence ao dono do grupo hoteleiro Emiliano, decolou do Aeroporto Campo de Marte, na zona Norte de São Paulo.

Sites dos principais jornais do mundo noticiaram a morte de Teori referenciando-o como membro da Suprema Corte da Justiça brasileira e um dos principais responsáveis pelos relatórios e delações de envolvidos na Operação Lava Jato, que investiga os casos de corrupção na Petrobras. Seu substituto ainda será definido.

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(Sie R7.com)

Fortaleza terá protestos contra Donald Trump

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O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que tomará posse nesta sexta-feira, será alvo de protestos também em Fortaleza. Quem vai puxar a manifestação é a turma do PSTU, informa Francisco Gonzaga.

Nacionalmente, o PSTU promoverá protestos em todos os Estados. Em seu Facebook, a sigla explica: “É necessário organizar protestos em todo o mundo contra o imperialismo estadunidense e para apoiar os trabalhadores, a juventude, a comunidade imigrante, negra e muçulmana para que saiam a lutar não só nos EUA como em todo o mundo.”

O partido ainda define o local da manifestação.

MP do Peru ordena congelamento das contas da Camargo Corrêa no País

O Ministério Público do Peru ordenou o congelamento das contas da empreiteira brasileira Camargo Corrêa no país. A construtora é suspeita de participação no pagamento de suborno em esquemas para fraudar licitações da área de infraestrutura.

A decisão, divulgada na noite de ontem (17) pelo MP peruano por meio do Twitter, foi tomada em conjunto com a Unidade de Inteligência Financeira, órgão peruano de fiscalização bancária.

A medida abrange também as companhias ligadas ao empresário Gonzalo Monteverde, apontado pelos promotores peruanos como operador de esquemas irregulares da Odebrecht no Peru.

No início de janeiro, a Odebrecht fechou um acordo de colaboração com os promotores peruanos, no qual concordou em devolver R$ 30 milhões aos cofres públicos do país, relativos a ganhos ilícitos.

(Agência Brasil)