Blog do Eliomar

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Corte Interamericana de Direitos Humanos condena Brasil por trabalho escravo

A Corte Interamericana de Direitos Humanos, uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA), responsabilizou internacionalmente o Estado brasileiro por não prevenir a prática de trabalho escravo moderno e de tráfico de pessoas. A sentença do caso Trabalhadores da Fazenda Brasil Verde Vs. Brasil foi dada nesta semana em um processo que durou cerca de três anos. O Brasil é o primeiro país condenado pela OEA nessa matéria.

O Estado brasileiro tem um ano para indenizar cada uma das 128 vítimas resgatadas durante fiscalizações do Ministério Público do Trabalho na Fazenda Brasil Verde, no sul do Pará, nos anos de 1997 e 2000.  Somente nessa fazenda, mais de 300 trabalhadores foram resgatados, entre 1989 e 2002.

Em 1988, houve uma denúncia da prática de trabalho escravo na Fazenda Brasil Verde, no Pará, e o desaparecimento de dois adolescentes que teriam tentado fugir. Ninguém foi responsabilizado criminalmente nem os trabalhadores indenizados por dano moral coletivo ou individual por terem sido submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes, ameaça, servidão por dívidas e cárcere privado.

A sentença é histórica por tratar do trabalho escravo e tráfico de pessoas de forma ampla, abordando várias situações, como exploração sexual e tráfico de órgãos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) disse que ainda vai estudar se há necessidade de pedir à Corte Interamericana de Direitos Humanos um pedido de interpretação. Esse pedido seria feito para obter um maior esclarecimento sobre o sentido ou o alcance da sentença.

(Agência Brasil)

Ministro da Suprema Corte dos EUA quer rever pena de morte

A Suprema Corte dos EUA se recusou a julgar um caso de pena de morte, nesta semana, o que não seria tão surpreendente se ela não viesse se escusando de examinar processos semelhantes um após o outro. E se não fosse por um protesto veemente do ministro Stephen Breyer contra a recusa, em voto dissidente no qual desafiou os colegas a reconsiderar a constitucionalidade da pena de morte.

Um dos argumentos mais fortes contra a pena de morte, do ponto de vista puramente jurídico, é o de que a Constituição proíbe a imposição de “punições cruéis e incomuns”. No caso perante a Suprema Corte, o ministro considera que o peticionário está sofrendo uma punição cruel e incomum, porque ele está no corredor da morte há 40 anos.

“Em 1976, quando Henry Sireci foi condenado à morte, o muro de Berlin ainda estava de pé, Saigon havia caído, poucos americanos sabiam da existência de computador pessoal e da internet e mais da metade da atual população do país sequer havia nascido. Viver esperando a execução por 40 anos é um sofrimento cruel”, escreveu o ministro.

Em outro caso que a corte se recusou a julgar há poucos meses, segundo o ministro, o estado de Ohio tentou executar, em 15 de setembro de 2009, o prisioneiro Romell Broom, com uma injeção letal. A equipe médica encarregada da execução tentou, por duas horas, encontrar uma veia apropriada, enfiando agulhas em Broom repetidamente, atingindo ossos no processo, causando-lhe muita dor. E não tiveram sucesso.

“Agora as autoridades de Ohio querem uma segunda chance para tentar executar o prisioneiro, e isso é ou não uma punição cruel e incomum?”, ele perguntou.

O ministro citou uma decisão da Suprema Corte de mais de 35 anos, em que o tribunal determinou que a pena de morte só deve ser aplicada ao “pior dos piores”. “É totalmente intolerável que a pena de morte seja imposta de maneira tão aleatória e arbitrária como um raio que cai sobre a cabeça de uma pessoa”, diz o precedente.

O fato, escreveu o ministro, é que muitos indivíduos executados não são os “piores dos piores”. Em vez disso, são indivíduos escolhidos de forma aleatória ou arbitrária, talvez com base em localizações geográficas, talvez com base em uma acusação que busca a todo custo a condenação à pena de morte ou a uma defesa insuficiente e, pior de tudo, com base em raça do réu e da vítima.

(Com Site Consultor Jurídico)

Garoto afegão que fez camisa de plástico encontra ídolo Messi

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Murtaza Ahmadi enfim realizou seu sonho. No início do ano, o garoto afegão de seis anos se tornou conhecido no mundo todo ao ser fotografado vestindo uma camisa improvisada, feita de plástico, com o nome de Lionel Messi. Quase um ano depois, Murtaza teve a chance de encontrar seu ídolo nesta terça-feira, durante passagem do Barcelona por Doha, no Catar.

O encontro foi promovido pelo clube catalão, que levou o garoto até Doha, cerca de 3.000 km distante de Ghazni, no Afeganistão, onde Murtaza vive. Messi carregou o fã-mirim no colo e posou para fotos, em momento registrado pelo Comitê Organizador da Copa de 2022. Murtaza vestia a camisa que já havia ganhado, meses antes, de presente do Barcelona.

(Veja)

Tenor José Carreras fará apresentação em Fortaleza

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O tenor espanhol José Carreras incluiu Fortaleza na sua turnê “A Life in Music”, que fará pelo Brasil em 2017. A apresentação ocorrerá às 20 horas do dia 27 de maio, no Centro de Eventos. Será a última turnê do artista. O seu repertório inclui 66 óperas e mais de 600 concertos. Já são mais de 45 anos de carreira e mais de 160 gravações e 50 óperas completas, oratórios, recitais populares e clássicos.

O espetáculo, que terá a regência do maestro David Gimenez, também mostrará vídeos e fotos exclusivos da carreira do espanhol. Ele promete canções exclusivas para o público brasileiro e apresentará num concerto solo, pela primeira vez, um medley de grandes melodias no estilo “3 Tenores”.

A turnê “A Life in Music” passará por São Paulo, no dia 19 e 21 de maio, e no Rio de Janeiro, dia 24 de maio.

SERVIÇO

*Ingressos
Cadeira Premium: R$ 500 (valor único com buffet liberado)
Cadeira Ouro: R$ 160 (meia) | R$ 320 (inteira)
Cadeira Prata: R$ 120 (meia) | R$ 240 (inteira)

*É obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário da meia-entrada. Para compras realizadas na bilheteria oficial e nos pontos de venda físicos, deve-se mostrar o documento no ato da compra e na entrada do evento. Já para compras feitas via internet, somente na entrada do evento.

*Pontos de venda

– Site BilheteriaVirtual.com;

– Quiosques da Bilheteria Virtual nos shoppings Iguatemi (de 2a a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 14h às 20h) e Del Paseo (das 13h às 19h).

Papa Francisco reza pelas vítimas de terremoto na Sumatra

foto papa francisco oração

Durante a celebração do Angelus nesta quinta-feira (8), o Papa Francisco fez uma oração para as mais de 100 vítimas do terremoto que atingiu a Ilha de Sumatra, na Indonésia, nesta quarta-feira (7).

“Ontem, um forte terremoto atingiu a Ilha de Sumatra. Desejo assegurar a minha oração pelas vítimas e por seus familiares, pelos feridos e por todos aqueles que perderam a sua casa. O Senhor dê força à população e apoie as operações de socorro”, disse o Pontífice na celebração.

Mais de 100 vítimas fatais foram retiradas de escombros, especialmente na província de Aceh, e as equipes seguem na busca por possíveis sobreviventes. Estima-se que mais de 600 casas e prédios foram danificados pelo tremor de 6,2 graus na escala Richter e que mais de 3,2 mil estão desabrigados.

A região voltou a ser abalada 12 anos após um grande terremoto de  9 graus de magnitude, seguido por um tsunami, ter matado mais de 200 mil pessoas na mesma região.

(Agência Brasil)

Quer voar direto para Orlando? Embarque por Recife

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O governo pernambucano inaugurou, nesta semana, voo direto para Orlando (EUA). As operações ficam por conta da Azul. Na prática, mais turistas vindo do Exterior.

O voo será operado às quartas-feiras e domingos e será também a primeira ligação direta do Recife a Orlando.

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A Azul revelou que a opção por Orlando ocorre por ser uma das cidades norte-americanas de mais rápida expansão econômica, pela excelência de seu aeroporto, ótimo para conexões com outras cidades dos EUA, e por eliminar a necessidade de conexão em Miami para que os pernambucanos possam chegar a esse que é o destino de lazer preferido dos brasileiros.

(Foto – C. Gualter)

VAMOS NÓS – Por aqui, nada de voo internacional direto. Nem campanha promocional do Estado. A Setur diz que isso ainda está em processo licitatório.

Donald Trump é a Personalidade do Ano, segundo a Time

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, foi eleito personalidade do ano de 2016 pela revista Time, segundo anúncio feito hoje (7). O título é concedido à pessoa que mais influenciou o mundo, para melhor ou para pior. Havia 11 finalistas ao título, mas a Time disse que a decisão foi “inevitável” após a vitória de Trump nas eleições. As informações são da Agência Ansa.

“No caso de Trump, ele fez o mundo melhor ou pior? O país está profundamento dividido sobre esta resposta”, comentou a revista Time, que definiu o magnata como o “presidente dos Estados Divididos da América”.  O mandatário eleito, por sua vez, disse em entrevista à rede NBC que a escolha foi “uma grande honra”. Ele se candidatou à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano, desbancando seus principais concorrentes internos nas primárias.

Visto como vencedor “improvável” e centro de uma série de polêmicas, Trump conseguiu ser eleito por número de delegados, enquanto Hillary venceu no voto popular. Sua eleição gerou preocupação no mundo tudo, pois toda a sua campanha eleitoral foi marcada por promessas isolacionistas e xenofóbicas.

(Agência ANSA)

Malta torna crime terapia que promete a cura gay

O pequeno país de Malta, no mar Mediterrâneo, acaba de dar um passo importante para proteger o direito dos homossexuais. O Parlamento maltês aprovou, por unanimidade, uma lei que torna crime oferecer terapia para deixar de ser gay.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Malta é o primeiro Estado europeu a criminalizar as tentativas de mudar a orientação sexual de uma pessoa. Pela nova lei, profissionais da área médica que oferecerem qualquer espécie de tratamento nesse sentido poderão ser punidos com um ano de prisão e multa de até 10 mil euros (R$ 37 mil). A pena deve ser mais branda para quem não for da área médica.

(Site do Consultor Jurídico)

Angela Merkel é reeleita líder do partido e pede veto à burca

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi reeleita pela nona vez a líder do Partido Cristão-Democrático (CDU) nesta terça-feira (6), com 89,5% dos votos. As informações são da agência de notícias Ansa. Apesar do alto consenso em torno do nome de Merkel, esse foi o segundo pior resultado obtido por ela dentro de sua própria sigla. Em 2012, ela obteve a mais alta aprovação, com 97,9%, e em 2004 teve a pior, com 88,4% dos votos.

Durante seu discurso antes da votação, a chanceler mostrou que está na disputa pelo quarto mandato seguido como premier e falou muito sobre a questão da imigração ao país.

Base da campanha dos seus adversários, a líder alemã aumentou o tom e disse que “nem todos” os deslocados que chegaram à Alemanha poderão morar no país e que jamais aceitará que a sharia, a chamada “lei islâmica”, seja implantada em seu território.

Sob muitos aplausos, Merkel destacou que o uso da burca – o traje islâmico que deixa apenas os olhos à mostra – “deve ser proibido” pelo governo e que não vai admitir a criação de “sociedades paralelas”.

“Valores como a dignidade humana, igualdade de direitos para homens e mulheres, liberdade religiosa e liberdade de opinião não estão apenas à disposição, mas são direitos constitucionais, e são a base da nossa convivência da Alemanha”, disse em discurso.

(Agência ANSA)

Reino Unido propõe prisão perpétua para motorista que mata no trânsito

Quem dirige propositalmente de maneira perigosa e mata alguém no trânsito poderá passar o resto da vida atrás das grades. É o que está propondo o governo do Reino Unido, que abriu consulta pública sobre o assunto antes de mandar um projeto de lei para o Parlamento. Motoristas bêbados e drogados que provocarem acidentes fatais também poderão ter o mesmo destino.

A justificativa do governo para a proposta é que a Justiça tem sido leniente com motoristas irresponsáveis. Atualmente, a pena máxima é de 14 anos. Subir para um máximo de prisão perpétua daria liberdade para os juízes dosarem o tempo de cadeia conforme as circunstâncias do crime.

A dúvida levantada pelo Ministério da Justiça é se a pena deve ser mais leve para quem dirige bêbado ou drogado do que para o motorista que, mesmo sóbrio, opta por dirigir de maneira arriscada. Nesses casos, a bebida ou a droga poderiam ser consideradas atenuantes. A consulta pública vai até fevereiro. Só depois um projeto de lei deve ser redigido e levado aos parlamentares.

(Consultor Jurídico)

Governador Camilo Santana agenda viagem ao Irã

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Em janeiro próximo, o governador Camilo Santana (PT) e o secretário de Assuntos Internacionais do Estado, Antonio Balhmann, tomarão a rota do Irã.

Segundo Balhmann, em busca de grupos interessados em investir em gás e petróleo no Complexo industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (Região Metropolitana de Fortaleza).

A viagem faz parte da estratégia do Palácio da Abolição de buscar parceiros no Exterior, dentro de um cenário onde no Brasil ficou difícil a conquista de novos investidores em razão da crise.

Mês passado, o governador e os secretários Antonio Balhmann e André Facó, este último titular da pasta da Infraestrutura, giraram a Ásia em busca de investidores. Estiveram na China e Coreia do Sul.

Experiência chinesa de prevenção à Aids é bem-sucedida, segundo especialistas

O método da China para combater a Aids foi considerado bem-sucedido, informaram funcionários e especialistas do setor de saúde na semana passada. Segundo os dados oficiais, a China possuía cerca de 850 mil pessoas com Aids, aproximadamente 0,06% da população, até o final de 2015.

O trabalho de prevenção da doença na China tem alcançado resultados significativos. O país impediu basicamente os casos de transmissão pelo sangue por injeções, por meio de uso de drogas, e de mãe para filho, disse Wang Guoqiang, vice-diretor da Comissão Nacional da Saúde e do Planejamento Familiar da China.

Entre 2010 e 2015, o número de pessoas testadas pelo HIV na China aumentou de 60 milhões para 140 milhões. Wu Zunyou, chefe do Centro de prevenção e controle da Aids e HIV do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China (CCPD), disse que a expansão do número de testes havia descoberto mais pessoas infectadas.

Comparando com 2010, a taxa de mortalidade em 2015 caiu 57% e a taxa de detecção aumentou mais de 68%. “Os dados e êxitos da China provaram que suas ações são bem-sucedidas, se tornam uma referência para o Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids”, disse Wu.

Além disso, afirmou Wu, a China já tomou as medidas efetivas para controlar a transmissão do HIV entre usuários de drogas, e o programa da Organização das Nações Unidas sobre HIV e Aids tem popularizado a experiência da China em outras áreas do mundo.

“A China pode continuar a expandir sua experiência nos esforços de combate ao HIV e à AIDS para o resto do mundo, especialmente para os países africanos”, disse Lyu Fan, funcionário do CCPD.

(Agência ANSA)

Primeiro-ministro da Itália vai renunciar

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, deve apresentar sua renúncia nesta segunda-feira (5), depois da derrota no referendo de ontem. O efeito do referendo constitucional na Itália, no qual os eleitores foram convocados para se pronunciar sobre mudanças no sistema político do país, também causou danos às bolsas de valores. A de Milão, na Itáilia, abriu em queda de 1,8% hoje.

Com a derrota do “sim” no referendo constitucional deste domingo (4), o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi anunciou, em um pronunciamento do Palácio Chigi, sede do governo, que renunciará ao cargo.

Segundo o premier, ele irá já nesta segunda-feira (5) ao presidente da República, Sergio Mattarella, para entregar sua carta de demissão. Com isso, caberá ao chefe de Estado definir se convoca ou não novas eleições.

“Essa experiência de governo acaba aqui. Reunirei o Conselho dos Ministros e irei ao Quirinale para entregar ao presidente da República minha renúncia. Não fomos convincentes, me desculpem, mas vamos embora sem remorso”, disse.

(Agência ANSA)

Venezuela é suspensa do Mercosul

Os quatro países fundadores do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – enviaram uma “comunicação” à Venezuela nesta quinta-feira (1º), indicando que os direitos do país no bloco “estão suspensos”. A decisão do bloco ainda não foi oficialmente anunciada porque Caracas ainda não recebeu a notificação.

A decisão está relacionada ao vencimento do último prazo acordado em setembro para que Caracas cumprisse suas obrigações de adesão ao Mercosul. Os chanceleres do bloco elaboraram um comunicado no qual explicam que a Venezuela não cumpriu seus acordos.

A marginalização da Venezuela se desenhava desde que os demais sócios bloquearam, em julho passado, o acesso do país à presidência semestral do bloco. Em setembro, os quatro países fundadores decidiram ocupar o posto de forma colegiada e intimaram o governo do presidente Nicolás Maduro a adotar até 1º de dezembro todos os compromissos de adesão. Entre eles, a livre-circulação de mercadorias entre os países do Mercosul e a cláusula democrática.

Caracas quer permanecer

Na última terça-feira (29), a Venezuela se declarou disposta a aderir a um dos acordos comerciais pendentes – aquele relacionado às tarifas comuns e à livre-circulação de bens. “Finalizadas as revisões técnicas, a Venezuela se encontra em condições de aderir ao Acordo de Complementação Econômica”, afirmou a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, em uma carta dirigida aos governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Rodríguez ressaltou que, atendendo aos “princípios de gradualidade, flexibilidade e equilíbrio que regem seu processo de adequação ao Mercosul, [a Venezuela] está preparada para iniciar imediatamente o processo de adesão”. “Nem saímos, nem vão nos tirar do Mercosul. (…) Fazemos um apelo aos povos das capitais do Mercosul para defenderem a Venezuela, porque isso é defender os maiores ideais de integração, união e cooperação”, declarou na segunda-feira (28), dia em que insistiu na determinação de Caracas de permanecer no bloco.

(Agência Brasil)

Donald Trump reafirma: vai construir muro na fronteira com o México

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Em seu primeiro comício após ser eleito presidente dos Estados Unidos, o magnata Donald Trump voltou a afirmar que construirá um muro na fronteira com o México.

“Teremos um grande muro na fronteira”, disse em evento na noite desta quinta-feira (1º), em Ohio (Cincinatti). Ainda na questão dos imigrantes, o magnata voltou a dizer que irá impedir que pessoas de países com problemas com o terrorismo entrem nos Estados Unidos.

“Não sabemos quem são, de onde eles vêm, o que pensam. Nós os deixaremos fora do nosso país. A violenta atrocidade em Ohio demonstra a ameaça à segurança que foi criada por nossos muitos estúpidos programas sobre refugiados políticos”, disse Trump sobre o ataque provocado por um somali em uma universidade da cidade que deixou 11 feridos.

O presidente eleito, no entanto, voltou a pedir a união dos norte-americanos, lembrando que o período eleitoral já passou. “Somos um país dividido, mas não permaneceremos divididos por um longo tempo. Reunificarei o país porque, para vencer, precisamos de todos os norte-americanos, sem distinção de raça, idade, renda, geografia. Agora é tempo de unir-se”, afirmou ao discursar.

Trump ainda se defendeu das críticas de que está formando um governo de bilionários, nomeando apenas pessoas que possuem um alto poder aquisitivo. “Eles são ricos porque sabem fazer dinheiro”, disse.

(Agência Brasil)

Acordo de paz entre governo colombiano e as Farc entra em vigor

O acordo de paz, que acaba com meio século de enfrentamentos entre o governo colombiano e a maior guerrilha do país, começa a ser implementado nessa quinta-feira (1º).  Os rebeldes das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (Farc) têm 150 dias para entregar todas as suas armas às Nações Unidas.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, comemorou a ratificação do pacto, na quarta-feira (30) à noite, depois de dois dias de intensos debates. Segundo ele, 1º de dezembro é o Dia D – o início do fim de 52 anos de violência, que resultaram na morte de mais de 200 mil colombianos e no deslocamento de mais 6 milhões.

Santos ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para negociar o desarmamento do grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina. Foi um processo que durou quatro anos e quase termina em fracasso.  O primeiro pacto, assinado por Santos e pelo líder das Farc, Rodrigo Londono (conhecido como Timochenko), foi rejeitado em um plebiscito em outubro. Novas negociações resultaram numa segunda versão, menos tolerante com os rebeldes – como pediam os que votaram contra na consulta popular.

O segundo acordo manteve a promessa feita aos guerrilheiros, de que poderiam formar um partido político, disputar eleições e ocupar cargos públicos. A oposição, liderada pelo ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe, queria que o documento fosse submetido a um novo plebiscito. Mas Santos decidiu submetê-lo à aprovação do Congresso, onde o governo tem maioria.

Tanto Santos quanto Londono argumentaram que o acordo de paz foi o resultado de amplo debate e que era mais importante implementar a paz o quanto antes do que colocar em risco a trégua entre o governo e a guerrilha e recomeçar de zero.  A discussão mobilizou também os colombianos no exterior – como o barítono Alfredo Martinez, 30 anos, que canta em óperas em Buenos Aires.

Além do desarmamento das Farc, o acordo prevê a erradicação dos cultivos de drogas ilegais (que financiavam as atividades guerrilheiras, depois da queda do comunismo no Leste Europeu) e programas sociais para integrar mais de 6 mil mil rebeldes à sociedade civil. Opositores ao acordo argumentavam que a Colômbia iria gastar uma fortuna em um momento de desaquecimento da economia. O tema fará parte dos debates nas eleições do próximo ano.

(Agência Brasil)

PF faz operação nos bancos Itaú Unibanco e BankBoston

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quinta-feira (1º), a oitava fase da operação Zelotes. Segundo fonte citada pela agência de notícias Reuters, os bancos Itaú Unibanco e BankBoston estão entre os alvos. Procurado pela Reuters e pelo UOL, o Itaú não respondeu até o momento.

De acordo com a PF, a nova etapa da operação aponta a existência, entre os anos de 2006 e 2015, de conluio entre um conselheiro do Carf e uma instituição financeira. O esquema criminoso envolvia escritórios de advocacia e empresas de consultoria. Processos administrativos fiscais teriam sido manipulados em ao menos três ocasiões.

Cerca de 100 policiais federais cumprem 34 mandados judiciais, sendo 21 de busca e apreensão e 13 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor) nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Os alvos são investigados por corrupção ativa, corrupção passiva, advocacia administrativa tributária e lavagem de dinheiro.

A Zelotes começou em março de 2015 com o objetivo de desarticular organizações criminosas que atuavam junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), causando prejuízo aos cofres públicos com a manipulação de julgamentos no órgão que é responsável por julgar recursos contra decisões da Receita Federal.

Posteriormente, a operação também passou a investigar suposto pagamento de propina para a edição de medidas provisórias. A operação já levou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, a virar réu em uma ação que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal.

(Portal Uol e Reuters)

Cuba de pesar e serenidade

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Com o título “Com Havana ao telefone”, eis artigo do escritor e publicitário Ricardo Alcântara. Ele aborda a morte de Fidel Castro , a partir de um telefonema travado com amigo cubano. Confira:

Diante dos acontecimentos, telefonei para um amigo cubano que vive em Havana. Como a maioria de seu povo, deseja reformas que ampliem maior acesso ao consumo, mas não confia na índole dos norte-americanos – os ‘imperialistas”, como lhes ensinaram desde cedo nos bancos escolares. Ele, um poeta, me disse que “há muita tristeza espalhada pelo ar de Havana”, apesar da morte de Fidel ter sido aguardada por toda uma década.

Sempre muito brilhante, observou com ironia que “morrer devagar foi a última grande contribuição do Comandante aos cubanos”: os preparou, fê-los crer que a revolução é maior que seu mentor. De modo que o dia seguinte foi, na sua própria definição, “de pesar, mas também de serenidade”

Não há, contudo, muito otimismo na ilha: o bolivarianismo venezuelano, maior aliado do país no momento, naufraga a olhos vistos no exato instante em que, ao Norte, a ascensão do conservador Trump deita sombra espessa sobre a proveitosa distensão iniciada com Obama. “Además”, alertava-me, as reformas iniciais, conduzidas “com excessiva prudência” por Raúl Castro, não se mostram suficientes para dinamizar a economia, nem sequer inspirar o ânimo popular, o que já seria valioso num ambiente acometido de estagnação e, em alguns aspectos, franca decadência. Na sua confiável percepção, “o regime ganha tempo, apenas. Não parece, ele mesmo, convencido do rumo que toma”.
“Nós sabemos”, disse mais, “que precisamos ligar as máquinas” – uma metáfora para o ambiente de riscos em uma sociedade de mercado – “mas fomos doutrinados por 50 anos a não confiar nos bons sentimentos de quem tem muito dinheiro”. Comentei que convinha mesmo não abrir muito a guarda. Disse a ele que, no Brasil, a burguesia não é uma casta reconhecida por tradições muito generosas. “Você sabe”, eu disse, “a colonização foi um estupro. E eles continuam apreciando muito essa modalidade”.

Meu amigo sabe que não há saída, senão deixar que os norte-americanos retornem à ilha para fazer fortuna porque teriam as melhores vantagens competitivas, financeiras e geopolíticas, diante do resto do mundo quando “o prato vier à mesa”. Ele concordou, não sem ressalvas: “Mas, desta vez, isto não pode mais se dar à custa da nossa saúde e ao preço da ignorância dos nossos netos”. Sim, é este mesmo o desafio, mas quais são as garantias? – perguntei. Meu camarada ‘habanero’ emudeceu.

Ao fim da ligação, mostrou-se surpreso que um profissional liberal brasileiro como eu possa pagar confortavelmente uma ligação internacional de quinze minutos: “Eu teria que trabalhar todas as noites do próximo ano para honrar esta dívida”, disse. E não exagerou. Ainda deu tempo de me convidar para escrevermos a quatro mãos um livro em forma de diálogos como aquele, comentando tudo isso – ele sob codinome, ‘por supuesto’, pois vive, sim, numa ditadura. Gostar da ideia, até gostei, mas lhe fiz uma ponderação: “Seria uma farsa. Iríamos tentar a todo tempo ficar escondendo um do outro a angústia que tudo isso nos provoca”.

Melhor não. “Somos poetas, esse sadismo sociológico só nos maltrata”. Conversemos, apenas. Ele concordou e agradeceu o carinho do meu telefonema que muito houvera lhe surpreendido, já que não nos falávamos desde aquela noite quente de Abril em que varamos a madrugada no Malecón trocando confidências e jurando o imperialismo de muerte. Eu já quase desligava o telefone, quando meu amigo cubano cedeu à infeliz pergunta: “Y Lula, como está?”. Que mais poderia eu dizer: “La mierda de siempre!”, e desliguei.

*Ricardo Alcântara.

Escritor e publicitário.

Fidel Castro – Deus livrará o ditador das penas infernais?

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Com o título “A morte do grande ditador”, eis artigo do escritor e jornalista Barros Alves, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. No texto, ele diz que “Fidel soube usar seu carisma pessoal para conquistar um séquito de ingênuos e mal informados, por um lado; de militantes de mau caráter, por outro. Intelectuais, inclusive.” Confira:

A morte não santifica os maus nem concede virtuosidade aos cafajestes. Por isso, em face do passamento do mais cruel ditador latino-americano do século XX, Fidel Castro, esqueço o axioma latino que ensina não se falar dos mortos a não ser de bem (De mortuis nil nisi bonum). Prometendo o paraíso, o revolucionário de Sierra Maestra chega ao poder em 1959. Desde então, Cuba vive sob um governo comunista que castrou as liberdades e ainda usa o terror como política de Estado. Fidel soube usar seu carisma pessoal para conquistar um séquito de ingênuos e mal informados, por um lado; de militantes de mau caráter, por outro. Intelectuais, inclusive. Teceu uma rede internacional de defesa da ditadura nepótica, violenta e corrupta que implantou na ilha.

Paradoxalmente, ao longo da segunda metade do século XX, gradas organizações que pregam a liberdade, como a Igreja e a universidade, quedaram encantadas diante do discurso vitimista do ditador cubano em face da democracia norte-americana, que reagiu ante os desatinos do ditador. A universidade deixou-se contaminar pelo canto de sereia de figuras paradigmáticas como “Che” Guevara, respeitável guerrilheiro, de quem Fidel ardilosamente se livrou para que não lhe fizesse sombra na disputa interna de poder. Che não era menos assassino do que Fidel. O comandante, porém, ladinamente, o transformou em ícone.

A Igreja, por sua vez, embarcou na heresia da Teologia da Libertação, pregando uma analogia barata entre o Reino de Deus e o governo da Revolução marxista-leninista. Essa “teologia” surgiu do pensamento vesgo de religiosos militantes da América Latina, sendo pioneiros na década de 1960, os pastores Richard Shaul e Rubem Alves, o frade Gustavo Gutierrez e, posteriormente, os irmãos franciscanos Clodovis e Leonardo Boff. Sem esquecer o irmão leigo e ardoroso defensor da ditadura cubana, dito equivocadamente “frei” Betto, porque até nisto ele constitui uma fraude, uma vez que não é frade dominicano como pensam os incautos.

Fidel morreu aos 90 anos sem cumprir o prometido aos cubanos. Seis décadas de tirania deixaram a ilha mais pobre em economia e liberdade, sufocada pela indignidade imposta e pela propaganda unilateral do Estado comunista. Os césares comunistas da ilha, porém, vivem burguesmente. Por mais que rezem os teólogos da Libertação, só a misericórdia de Deus livrará o ditador das penas infernais.

*Barros Alves

barrosalvespoeta@gmail.com

Jornalista e escritor.