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Morre Leonardo Cohen, o autor de Hallelujah

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Morreu nesta sexta-feira (11), aos 82 anos, o músico e poeta Leonard Cohen, segundo informou a gravadora Sony Music Canadá em uma publicação em seu Facebook. A causa da morte não foi informada.

“Com profunda dor, nós informamos que o lendário poeta, escritor e artista Leonard Cohen faleceu. Nós perdemos um dos mais venerados e prolíficos visionários da música. Um memorial ocorrerá em Los Angeles em uma data posterior. A família pede privacidade durante esse período de luto”, postou a gravadora.

Nascido em Westmount, Quebec, Canadá, em 21 de setembro de 1934, Cohen havia lançado seu último álbum You Want it Darker no dia 21 de outubro deste ano. Considerado um dos maiores artistas do século 20, o canadense aprendeu a tocar guitarra ainda jovem e formou o grupo de música folk Buckskin Boys.

No entanto, sua carreira começou com a literatura. Lançou o romance The Favorite Game (1963), o livro de poesias Flowers for Hitler, de 1964, e mais um romance Beautiful Losers (1966). Porém, o pouco sucesso das obras à época fez com que ele fosse para Nova York, onde conheceu a cantora Judy Collins.

Com músicas no disco da artista, ele estreou no mundo musical em 1967, com a obra-prima Songs of Leonard Cohen – com os clássicos Suzanne e So long, Marianne. Cohen inspirou uma geração de talentosos músicos, incluindo Bob Dylan, e continuou a compilar prêmios e sucessos.

Um das maiores canções de sua carreira é Hallelujah, do álbum Various Positions, de 1985, que é reproduzida em diferentes versões até os dias atuais.

Entre os anos de 1990 e 1996, Cohen ficou afastado da música, mas voltou após descobrir que havia sido roubado financeiramente por seu agente Kelley Lynch.

(Agência Brasil)

Obama e Trump conversam sobre transição de poder na Casa Branca

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve um encontro com o seu sucessor, Donald Trump, hoje (10) pela manhã, na Casa Branca, para acertar a transição entre o atual e o futuro governo. No final, Obama disse que a conversa entre os dois foi “excelente”.

Obama e Trump passaram cerca de uma hora e meia juntos no Salão Oval da Casa Branca. Obama disse que sugeriu ao presidente eleito uma “transição bem-sucedida entre nossas presidências”.

“Como eu disse ontem à noite, minha prioridade número um nos próximos dois meses é tentar facilitar a transição que garanta que nosso presidente eleito seja bem-sucedido”, disse Obama. A posse do novo presidente será no dia 20 de janeiro.

Obama disse que ficou “encorajado” pelo interesse do presidente eleito Trump de trabalhar com a sua equipe em questões relevantes do país. “Acredito que é importante para todos nós, independentemente do partido, e independentemente de preferências políticas, trabalhar em conjunto.”

O presidente norte-americano disse que os dois falaram sobre questões de organização administrativa e sobre política interna e externa.

“Eu quero enfatizar a você como presidente eleito”, disse Obama, referindo-se a Trump, “que agora vamos querer fazer tudo para ajudá-lo a ter sucesso, porque, se você conseguir, o país tem êxito”.

(Agência Lusa/Foto – Michael Reynolds))

Governo de Cuba não comenta Donald Trump, mas anuncia exercícios militares

O governo cubano não comentou nessa quarta-feira (9) a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas anunciou que fará uma semana de exercícios militares em toda a ilha para “enfrentar o inimigo”.

Mesmo não se referindo abertamente à mudança de governo nos Estados Unidos, que pode comprometer o processo de degelo das relações entre as duas nações, o momento no qual a notícia foi divulgada faz com que ela seja indiretamente direcionada a Trump e aos republicanos.

Segundo o jornal governista Granma, a partir do dia 16 próximo, daqui há exatamente uma semana, as forças armadas cubanas darão início à Operação Bastião 2016, cujo objetivo é verificar “a preparação das tropas e da população civil para enfrentar diversas possíveis ações do inimigo”.

O jornal afirma que essas manobras militares incluirão “movimentos de tropas e de material bélico, voos de aviões da aeronáutica militar e testes de materiais explosivos”.

É a sétima vez que o regime dos irmãos Raul e Fidel Castro anuncia esses exercícios, que acontecem sempre em concomitância com momentos de tensão nos Estados Unidos. A primeira vez que foram organizados foi em 1980, após as eleições do ex-presidente Ronald Reagan.

(Agência ANSA)

Capa do O POVO é destaque no The New York Times

Dilma parabeniza Hillary por reconhecer vitória de Trump

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A ex-presidente Dilma Rousseff foi ao Twitter parabenizar a democrata Hillary Clinton na corrida eleitoral norte-americana. Para a petista, Hillary “mostra o espírito digno de uma liderança de tradição democrática” ao reconhecer a vitória de Donald Trump.

“A tradição de um democrata é reconhecer a derrota, e não articular um processo golpista de impeachment sem medir as consequências para seu país”, disse Dilma.

(Veja Online)

Onde a vitória de Trump poderá afetar o Brasil?

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Contrariando expectativas para o pleito presidencial norte-americano deste ano, o empresário bilionário e candidato pelo Partido Republicano Donald Trump venceu na madrugada de hoje (9) a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. A Agência Brasil ouviu especialistas para saber o que muda para o Brasil com o resultado das eleições nos Estados Unidos.

Economia

O que muda para o Brasil, sob o aspecto econômico, pode ser o que vai mudar para o comércio mundial como um todo. A avaliação é do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin. A leitura dos efeitos da vitória de Donald Trump, segundo ele, é bem mais abrangente sob o ponto de vista econômico e diz respeito a todo o comércio internacional.

“Como o discurso de Trump é muito protecionista e um tanto xenófobo, o receio é que isso represente uma restrição maior do mercado norte-americano em relação às exportações. O discurso apontava para a defesa de empregos norte-americanos e, especificamente, para a China como uma destruidora de empregos nos Estados Unidos, o que faria supor que eles seriam menos receptivos com relação ao comércio com países que pudessem representar uma menor oferta de empregos lá.”

O especialista acredita que as exportações brasileiras podem ser prejudicadas caso o discurso do então candidato se converta na prática do agora presidente eleito Donald Trump.

“Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil. As exportações brasileiras para lá têm alto valor agregado. São produtos manufaturados, ao contrário do que vai, por exemplo, para a China, que são commodities. Qualquer restrição com relação ao mercado norte-americano seria ruim para o nosso setor exportador, principalmente de bens manufaturados. Esse é o maior risco para a economia brasileira”.

Rochlin defende ainda que, diante do novo cenário de vitória de Trump, os mercados devem “reprecificar” câmbio e bolsas de valores. “As bolsas e o câmbio refletiam a aposta da eleição da Hillary. Como a expectativa não se confirmou, o mercado deve precificar essa nova realidade. Na prática, teremos queda na bolsa de valores a curtíssimo prazo e uma alta do dólar em relação às demais moedas”, concluiu.

Relação bilateral

Sob a ótica política e da relação bilateral com o Brasil, o professor de política e administração pública Robert Gregory Michner acredita que os efeitos serão menores. Ele lembrou que a agenda de Donald Trump, em sua maioria, é “de ordem doméstica”, cumprindo a tradição da velha guarda republicana nos Estados Unidos.

“Ele não tem uma grande preocupação com a América Latina, salvo no sentido negativo, em termos de imigração ilegal. Para os brasileiros que queiram ir para os Estados Unidos, provavelmente vai ficar mais difícil obter visto”, disse. “Aquela defesa da democracia e de um governo aberto que tem Barack Obama não vai ser de muita importância para Trump. Vai ser mais importante assegurar que todos sejam aliados dos Estados Unidos. Que o Brasil e a América Latina estejam firmemente pró Estados Unidos.”

O especialista alertou, entretanto, para a possibilidade de intervencionismo por parte dos Estados Unidos, inclusive em países da América Latina. “Se o Trump percebe uma ameaça, por exemplo, [da] Venezuela ou Equador, quem sabe se ele vai ressuscitar a velha política dos republicanos de intervenção?”

“Basicamente, vamos ver se o discurso dele, que era muito hiperbólico, exagerado, realmente era pura retórica ou se era um prelúdio à ação. As promessas eram muito extremas em termos de política externa, de mudar grandes estratégias dos Estados Unidos em diversos sentidos. O discurso de Trump sempre foi racista, misógino e pouco tolerante. Vamos ver se isso se traduz, especialmente em relação aos imigrantes. Fica uma incógnita.”

Brasil entre os menos afetados

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o jurista brasileiro e ex-ministro das Relações Exteriores Francisco Rezek avaliou que o Brasil figura entre os países menos afetados com a vitória insperada de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas.

“No restante do mundo e sobretudo entre os países que mais importam, eu diria que o Brasil é provavelmente um dos menos afetados. Há outros países que têm mais com o que se preocupar do que nós. Sobre nós, o que repercute é apenas essa ideia de que temos, na chefia daquilo que ainda é a nação militarmente e economicamente mais poderosa do mundo, alguém que não tem como avaliar o fenômeno global, os interesses nacionais à luz da comunidade humana que povoa o planeta. É isso que falta a Donald Trump. Nesse sentido, como somos uma parte expressiva deste mundo, um país de dimensões territorial e humana colossais, o problema nos afeta. Mas ele decididamente não nos afeta mais do que a outros, como a comunidade europeia, o Reino Unido, a Rússia e outras nações.”

(Agência Brasil)

Califórnia legaliza uso da maconha para fins recreativos

Os moradores do Estado norte-americano da Califórnia aprovaram a liberação da maconha para uso recreativo. A proposta foi votada em um referendo paralelo à eleição presidencial. O Estado, que é o mais populoso dos Estados Unidos, com 39 milhões de habitantes, foi o primeiro a liberar o uso medicinal da maconha, há duas décadas.

Ao todo, nove Estados votaram propostas sobre a maconha, entre eles a Flórida, que aprovou o uso terapêutico da droga, e Massachusetts, que também legalizou o uso recreativo. A proposta permite que californianos maiores de 21 anos possam transportar, comprar e ter posse de 28,5 gramas de maconha. Será permitido ainda o cultivo de seis pés da droga.

Políticas malsucedidas de combate às drogas, que prendem usuários não violentos, e a crescente evidência de que a maconha é menos prejudicial que o cigarro e o álcool estimularam campanhas por uma mudança. Os californianos rejeitaram a legalização da maconha para uso recreativo duas vezes, em 1972 e 2010.

(Com Bloomberg)

Chico Lopes: “Elegendo Trump, os EUA arranjaram um Temer pra chamar de seu”

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“Elegendo Donald Trump, os Estados Unidos arranjaram um Temer pra chamar de seu”, disse, nesta quarta-feira, o deputado federal Chico Lopes (PCdoB, ao avaliar a vitória de Trump para presidente desse País. Para Lopes, esse resultado coloca o mundo em tensão e alerta.

Ele, no entanto, não se disse surpreso, apesar dos prognósticos da imprensa favoráveis a Hillary Clinton. “Não bastasse um golpista e conspirador ocupando a presidência do Brasil, agora temos um bilionário inconsequente na presidência dos Estados Unidos. Esse resultado pode ter surpreendido algumas pessoas, mas nós sempre alertamos que o machismo nos Estados Unidos é algo muito forte. Infelizmente, o pior aconteceu”.

A vitória de Trump, segundo Lopes, apesar de todas as polêmicas, frases infelizes e demonstrações explícitas de preconceito, xenofobia, discriminação, intolerância e prepotência, registradas ao longo de uma campanha de baixíssimo nível, espelha “a realidade de pensamento de grande parte da população norte-americana e o fortalecimento do conservadorismo em nível internacional”.

Obama convida Trump para encontro na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para o republicano Donald Trump para parabenizá-lo pela vitória nas eleições, informou a Casa Branca nesta quarta-feira (9). Além disso, o atual líder do governo convidou seu sucessor para uma reunião sobre a transição de poder em Washington nesta quinta-feira (10).

Trump venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Ele alcançou os 276 votos de delegados do colégio eleitoral na madrugada de hoje (9), depois de uma acirrada disputa com a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Trump assegurou maioria em estados decisivos como a Flórida, Carolina do Norte, Ohio e a Pensilvânia. Ele assumirá o cargo em 20 de janeiro.

(Agência ANSA)

Temer: Relações com os EUA não mudam com eleição de Trump

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O presidente Michel Temer comentou hoje (9) em sua conta no Twitter a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas. Na avaliação dele, os dois países devem manter a institucionalidade das relações e, portanto, não devem ocorrer mudanças significativas entre as duas nações.

“Eu tenho dito que a relação do Brasil com os EUA e os demais países é institucional, ou seja, de Estado para Estado”, disse Temer em um primeiro post.

“Tenho certeza que não muda nada na relação Brasil e EUA”, acrescentou. Segundo ele, como presidente Trump deverá “ levar em conta as aspirações de todo o povo americano”, quando assumir o cargo.

O empresário Donald Trump foi eleito hoje (9) presidente dos Estados Unidos obtendo, nesta madrugada, 276 votos de delegados do colégio eleitoral. Ele disputou as eleições contra a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Trump assegurou maioria em estados decisivos como a Flórida, Carolina do Norte, Ohio e a Pensilvânia. A posse será no dia 20 de janeiro próximo.

(Agência Brasil)

Vitória de Trump derruba bolsas europeias

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A eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos está tendo forte impacto nos mercados de todo o mundo nesta quarta-feira (9). A Bolsa de Valores de Milão abriu em forte baixa de 3,47%, batendo apenas 16.230 pontos, com uma grande queda nas ações de bancos, como o MPS, que caiu 11,4%.

O mesmo acontece nos mercados de Paris, com queda de 2,8%, Londres, com queda de 1,6%, e Frankfurt, com baixa de 2,9%, na abertura dos negócios. A maior baixa é sentida em Madri, com a bolsa despencando 3,82%. Segundo analistas, a previsão é que o mercado se mantenha no vermelho durante todo o dia.

Mesmo fechando antes do resultado eleitoral, mas com base nas projeções que já apontavam Trump como eleito para a Casa Branca, os mercados da Ásia também fecharam em forte queda.

O índice Nikkei, no Japão, fechou no vermelho em 5,36%, sendo o pior número desde que os britânicos optaram por deixar a União Europeia, no dia 24 de junho. Já na China, a Bolsa de Xangai fechou em -0,7%, de Hong Kong em -2,3% e em Sidney -2,4%.

(Agência ANSA)

As eleições nos EUA e as principais diferenças do processo eleitoral brasileiro

Os Estados Unidos escolherão, nesta terça-feira, seu novo presidente. A disputa, que tem como os dois principais candidatos – de um lado, Donald Trump, dos republicanos, e, do outro, Hillary Clinton, dos democratas, têm características bem diferentes das eleições brasileiras. “Temos o voto de colégio eleitoral, a candidatura avulsa, o financiamento pela internet, o voto facultativo, a possibilidade de votação antes do dia do pleito, além do sistema arcaico de recepção dos votos entre as principais características das eleições dos EUA que diferem das realizadas aqui no Brasil”, afirma a advogada eleitoralista Isabel Mota.

Um detalhe importante e que já difere em muito das eleições brasileiras é a candidatura avulsa. “O instituto da candidatura avulsa é permitido nos EUA e significa que qualquer cidadão pode se lançar candidato mesmo que não seja filiado a nenhum partido político”, explica Isabel. A existência do voto facultativo é outra grande distinção. “Lá, não é obrigatório o eleitor comparecer às urnas no dia do pleito”, alerta a advogada. Além disso, o processo eleitoral segue por meses, com várias etapas.

“Como mais uma particularidade das eleições nos EUA podemos citar o financiamento por crowdfunding, nossa conhecida vaquinha aqui no Brasil. É livre a doação de pessoas físicas. Já empresas e sindicatos são vedados para esse modelo de doação”, diz Isabel.

Existência do colégio eleitoral e eleições indiretas configuram mais distinções. “Os cidadãos votam nas prévias e escolhem candidatos dentro dos próprios partidos. Daí, saem tanto o candidato vencedor de cada partido quanto os delegados que farão parte do colégio eleitoral. A votação dos eleitores servirá para indicar aos seus delegados escolhidos quem é candidato de sua preferência. E, na prática, esses delegados é que elegerão o candidato vencedor. No geral, eles seguem o partido que o indicou na escolha do seu voto, mas abre uma brecha para haver diferença entre os votos populares e o resultado das eleições”, explica. Além disso, cada estado tem, de acordo com sua população e representação no Congresso, um número determinado de eleitores.

O dia das eleições nos EUA também é fixado por lei, na terça após a primeira segunda-feira de novembro. “Mas existe uma diferenciação importante lá. A possibilidade de, em alguns estados, votar antecipadamente, pessoalmente ou pelo correio”, frisa.

Por fim, Isabel destaca o formato arcaico do sistema eleitoral americano. “A votação por cédula, bem como a possibilidade de votar antecipadamente, além do sistema de voto indireto, tornam o processo de contagem dos votos algo bastante lento, permitindo um resultado oficial apenas no mês seguinte”.

Perfil

Isabel Mota é advogada cearense, especialista em Direito Eleitoral. Sócia-proprietária da Mota Advogados Associados, atua prioritariamente nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo e Municipal. Uma das fundadoras e conselheira fiscal da Academia Brasileira de Direito Eleitoral de Político (Abradep); participou da criação e é membro da Instituição Brasileira de Direito Público (Ibdpub).

Governo do Ceará fecha parceria com Portugal no campo da ciência e tecnologia

Representantes do governo de Portugal participarão, nesta sexta-feira, de almoço na Casa da Indústria com membros do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), tendo à frente o empresário Sampaio Filho. O almoço celebrará a parceria entre o Ceará e o governo de Portugal, que vai permitir ao Estado ser incluído em uma plataforma internacional de ciência & tecnologia a ser instalada pelo governo português no arquipélago dos Açores, o Azores International Research Center (AIR Center).

A participação do Brasil foi definida em acordo assinado na última terça-feira, dia 1º, em Brasília, por ocasião da Cimeira Brasil-Portugal, e contará com outros países da União Europeia, África e América do Sul e do Norte. A parceria entre o governo português e o Estado do Ceará será concretizada nesta sexta-feira.

A inclusão do Ceará nesse megaprojeto global de estudos e pesquisas tem como origem uma missão científica e diversos eventos realizados em conjunto, desde 2012, por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), com pesquisadores do Center for Innovation, Technology and Policy Research (IN+), do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), que até 2015 era dirigido pelo atual Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, professor Manuel Heitor. Em 2014, discutiu-se na Uece, com a presença de representantes das esferas públicas e privadas do Estado, o documento “Pensar o Ceará 2030”, elaborado em parceria entre a Uece e o IST, onde se destacava o posicionamento geoestratégico do Ceará para a observação, estudos, pesquisas e negócios para o Atlântico Sul.

Como o Centro a ser instalado pelo governo português, em cooperação internacional, incluirá os países banhados pelo Oceano Atlântico, tendo como escopo a integração Norte-Sul, as conversações dos pesquisadores da Uece voltaram a ser realizadas junto ao agora Ministro de C&T português, que prontamente enviou emissário para um levantamento da capacidade científica do Ceará nas áreas estratégicas que serão tratadas no Centro, além de outras que serão suplementares e complementares para uma visão mais ampla de Ciência e Tecnologia.

Acordo que limita o aumento da temperatura no mundo entra em vigor nesta sexta-feira

O Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, adotado pelos líderes mundiais em dezembro de 2015 na capital francesa, entra oficialmente em vigor nesta sexta-feira (4). O acordo estabelece mecanismos para que todos os países limitem o aumento da temperatura global e fortaleçam a defesa contra os impactos inevitáveis da mudança climática.

Se cumprido à risca, o Acordo de Paris marcará o início de um novo capítulo para a humanidade e demonstrará que os países estão determinados a enfrentar o problema do aquecimento global.

Para comemorar este dia histórico para as pessoas e para o planeta, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reunirá hoje (4) representantes da sociedade civil para uma conversa na sede da ONU, em Nova York. A reunião proporcionará aos grupos da sociedade civil a oportunidade de compartilhar com o secretário-geral suas contribuições para os objetivos do Acordo de Paris, bem como as suas visões e preocupações.

O evento será transmitido ao vivo pela TV ONU, das 12h às 12h45 (horário de Brasília).

Apesar do otimismo representado pela entrada em vigor do acordo, muitos políticos e profissionais responsáveis pelas políticas energéticas de vários países ainda duvidam do sucesso das medidas previstas. Eles acham que os governos e as grandes empresas terão um desafio pela frente, que é tentar alcançar pelo menos os modestos objetivos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. As próprias empresas ainda desconhecem a quantidade de gás de efeito estuda que emitem.

Por isso, a maioria das empresas sequer fez planos para conter essas emissões. Os avanços tecnológicos, como por exemplo o carro elétrico, são importantes para melhorar a qualidade do ar, mas não são suficientes para deter as consequências do aumento de consumo de petróleo em todo o mundo. Muitas empresas ainda não descobriram quanto de gás de efeito estufa emitem, muito menos fizeram planos para conter essas emissões.

No aspecto de financiamento, a busca de uma solução para pagar pelas mudanças ainda não teve êxito. Ainda não se sabe, na maioria dos países, como cobrar um imposto sobre o carbono que permita forçar as indústrias a pagar pela poluição que jogam na atmosfera. Felizmente, muitos recursos financeiros foram levantados em diversos países para financiar projetos ambientais. No entanto, esses recursos são ainda poucos para que possam realmente tornar o planeta mais limpo.

“Não é uma questão de bilhões [de dólares], é uma questão de trilhões [de dólares]”, disse o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, em entrevista ao The New York Times sobre a necessidade de recursos para melhorar o clima do planeta.

Em 12 de dezembro de 2015, 195 países se comprometeram, na Conferência de Paris, na capital francesa, a deter o aumento da temperatura do planeta a, pelo menos, 1,5 graus Celsius e a ajudar os países economicamente vulneráveis a deter o aquecimento. .

Nem todos os países porém ratificaram o Acordo de Paris. Segundo a ministra francesa da Ecologia, do Desenvolvimento Sustentável e da Energia da França, Ségolène Royalda , do total de países que se comprometeram, só 94 firmaram o acordo.

(Agência Brasil)