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Capa do O POVO é destaque no The New York Times

Dilma parabeniza Hillary por reconhecer vitória de Trump

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A ex-presidente Dilma Rousseff foi ao Twitter parabenizar a democrata Hillary Clinton na corrida eleitoral norte-americana. Para a petista, Hillary “mostra o espírito digno de uma liderança de tradição democrática” ao reconhecer a vitória de Donald Trump.

“A tradição de um democrata é reconhecer a derrota, e não articular um processo golpista de impeachment sem medir as consequências para seu país”, disse Dilma.

(Veja Online)

Onde a vitória de Trump poderá afetar o Brasil?

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Contrariando expectativas para o pleito presidencial norte-americano deste ano, o empresário bilionário e candidato pelo Partido Republicano Donald Trump venceu na madrugada de hoje (9) a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. A Agência Brasil ouviu especialistas para saber o que muda para o Brasil com o resultado das eleições nos Estados Unidos.

Economia

O que muda para o Brasil, sob o aspecto econômico, pode ser o que vai mudar para o comércio mundial como um todo. A avaliação é do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin. A leitura dos efeitos da vitória de Donald Trump, segundo ele, é bem mais abrangente sob o ponto de vista econômico e diz respeito a todo o comércio internacional.

“Como o discurso de Trump é muito protecionista e um tanto xenófobo, o receio é que isso represente uma restrição maior do mercado norte-americano em relação às exportações. O discurso apontava para a defesa de empregos norte-americanos e, especificamente, para a China como uma destruidora de empregos nos Estados Unidos, o que faria supor que eles seriam menos receptivos com relação ao comércio com países que pudessem representar uma menor oferta de empregos lá.”

O especialista acredita que as exportações brasileiras podem ser prejudicadas caso o discurso do então candidato se converta na prática do agora presidente eleito Donald Trump.

“Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil. As exportações brasileiras para lá têm alto valor agregado. São produtos manufaturados, ao contrário do que vai, por exemplo, para a China, que são commodities. Qualquer restrição com relação ao mercado norte-americano seria ruim para o nosso setor exportador, principalmente de bens manufaturados. Esse é o maior risco para a economia brasileira”.

Rochlin defende ainda que, diante do novo cenário de vitória de Trump, os mercados devem “reprecificar” câmbio e bolsas de valores. “As bolsas e o câmbio refletiam a aposta da eleição da Hillary. Como a expectativa não se confirmou, o mercado deve precificar essa nova realidade. Na prática, teremos queda na bolsa de valores a curtíssimo prazo e uma alta do dólar em relação às demais moedas”, concluiu.

Relação bilateral

Sob a ótica política e da relação bilateral com o Brasil, o professor de política e administração pública Robert Gregory Michner acredita que os efeitos serão menores. Ele lembrou que a agenda de Donald Trump, em sua maioria, é “de ordem doméstica”, cumprindo a tradição da velha guarda republicana nos Estados Unidos.

“Ele não tem uma grande preocupação com a América Latina, salvo no sentido negativo, em termos de imigração ilegal. Para os brasileiros que queiram ir para os Estados Unidos, provavelmente vai ficar mais difícil obter visto”, disse. “Aquela defesa da democracia e de um governo aberto que tem Barack Obama não vai ser de muita importância para Trump. Vai ser mais importante assegurar que todos sejam aliados dos Estados Unidos. Que o Brasil e a América Latina estejam firmemente pró Estados Unidos.”

O especialista alertou, entretanto, para a possibilidade de intervencionismo por parte dos Estados Unidos, inclusive em países da América Latina. “Se o Trump percebe uma ameaça, por exemplo, [da] Venezuela ou Equador, quem sabe se ele vai ressuscitar a velha política dos republicanos de intervenção?”

“Basicamente, vamos ver se o discurso dele, que era muito hiperbólico, exagerado, realmente era pura retórica ou se era um prelúdio à ação. As promessas eram muito extremas em termos de política externa, de mudar grandes estratégias dos Estados Unidos em diversos sentidos. O discurso de Trump sempre foi racista, misógino e pouco tolerante. Vamos ver se isso se traduz, especialmente em relação aos imigrantes. Fica uma incógnita.”

Brasil entre os menos afetados

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o jurista brasileiro e ex-ministro das Relações Exteriores Francisco Rezek avaliou que o Brasil figura entre os países menos afetados com a vitória insperada de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas.

“No restante do mundo e sobretudo entre os países que mais importam, eu diria que o Brasil é provavelmente um dos menos afetados. Há outros países que têm mais com o que se preocupar do que nós. Sobre nós, o que repercute é apenas essa ideia de que temos, na chefia daquilo que ainda é a nação militarmente e economicamente mais poderosa do mundo, alguém que não tem como avaliar o fenômeno global, os interesses nacionais à luz da comunidade humana que povoa o planeta. É isso que falta a Donald Trump. Nesse sentido, como somos uma parte expressiva deste mundo, um país de dimensões territorial e humana colossais, o problema nos afeta. Mas ele decididamente não nos afeta mais do que a outros, como a comunidade europeia, o Reino Unido, a Rússia e outras nações.”

(Agência Brasil)

Califórnia legaliza uso da maconha para fins recreativos

Os moradores do Estado norte-americano da Califórnia aprovaram a liberação da maconha para uso recreativo. A proposta foi votada em um referendo paralelo à eleição presidencial. O Estado, que é o mais populoso dos Estados Unidos, com 39 milhões de habitantes, foi o primeiro a liberar o uso medicinal da maconha, há duas décadas.

Ao todo, nove Estados votaram propostas sobre a maconha, entre eles a Flórida, que aprovou o uso terapêutico da droga, e Massachusetts, que também legalizou o uso recreativo. A proposta permite que californianos maiores de 21 anos possam transportar, comprar e ter posse de 28,5 gramas de maconha. Será permitido ainda o cultivo de seis pés da droga.

Políticas malsucedidas de combate às drogas, que prendem usuários não violentos, e a crescente evidência de que a maconha é menos prejudicial que o cigarro e o álcool estimularam campanhas por uma mudança. Os californianos rejeitaram a legalização da maconha para uso recreativo duas vezes, em 1972 e 2010.

(Com Bloomberg)

Chico Lopes: “Elegendo Trump, os EUA arranjaram um Temer pra chamar de seu”

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“Elegendo Donald Trump, os Estados Unidos arranjaram um Temer pra chamar de seu”, disse, nesta quarta-feira, o deputado federal Chico Lopes (PCdoB, ao avaliar a vitória de Trump para presidente desse País. Para Lopes, esse resultado coloca o mundo em tensão e alerta.

Ele, no entanto, não se disse surpreso, apesar dos prognósticos da imprensa favoráveis a Hillary Clinton. “Não bastasse um golpista e conspirador ocupando a presidência do Brasil, agora temos um bilionário inconsequente na presidência dos Estados Unidos. Esse resultado pode ter surpreendido algumas pessoas, mas nós sempre alertamos que o machismo nos Estados Unidos é algo muito forte. Infelizmente, o pior aconteceu”.

A vitória de Trump, segundo Lopes, apesar de todas as polêmicas, frases infelizes e demonstrações explícitas de preconceito, xenofobia, discriminação, intolerância e prepotência, registradas ao longo de uma campanha de baixíssimo nível, espelha “a realidade de pensamento de grande parte da população norte-americana e o fortalecimento do conservadorismo em nível internacional”.

Obama convida Trump para encontro na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para o republicano Donald Trump para parabenizá-lo pela vitória nas eleições, informou a Casa Branca nesta quarta-feira (9). Além disso, o atual líder do governo convidou seu sucessor para uma reunião sobre a transição de poder em Washington nesta quinta-feira (10).

Trump venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Ele alcançou os 276 votos de delegados do colégio eleitoral na madrugada de hoje (9), depois de uma acirrada disputa com a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Trump assegurou maioria em estados decisivos como a Flórida, Carolina do Norte, Ohio e a Pensilvânia. Ele assumirá o cargo em 20 de janeiro.

(Agência ANSA)

Temer: Relações com os EUA não mudam com eleição de Trump

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O presidente Michel Temer comentou hoje (9) em sua conta no Twitter a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas. Na avaliação dele, os dois países devem manter a institucionalidade das relações e, portanto, não devem ocorrer mudanças significativas entre as duas nações.

“Eu tenho dito que a relação do Brasil com os EUA e os demais países é institucional, ou seja, de Estado para Estado”, disse Temer em um primeiro post.

“Tenho certeza que não muda nada na relação Brasil e EUA”, acrescentou. Segundo ele, como presidente Trump deverá “ levar em conta as aspirações de todo o povo americano”, quando assumir o cargo.

O empresário Donald Trump foi eleito hoje (9) presidente dos Estados Unidos obtendo, nesta madrugada, 276 votos de delegados do colégio eleitoral. Ele disputou as eleições contra a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Trump assegurou maioria em estados decisivos como a Flórida, Carolina do Norte, Ohio e a Pensilvânia. A posse será no dia 20 de janeiro próximo.

(Agência Brasil)

Vitória de Trump derruba bolsas europeias

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A eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos está tendo forte impacto nos mercados de todo o mundo nesta quarta-feira (9). A Bolsa de Valores de Milão abriu em forte baixa de 3,47%, batendo apenas 16.230 pontos, com uma grande queda nas ações de bancos, como o MPS, que caiu 11,4%.

O mesmo acontece nos mercados de Paris, com queda de 2,8%, Londres, com queda de 1,6%, e Frankfurt, com baixa de 2,9%, na abertura dos negócios. A maior baixa é sentida em Madri, com a bolsa despencando 3,82%. Segundo analistas, a previsão é que o mercado se mantenha no vermelho durante todo o dia.

Mesmo fechando antes do resultado eleitoral, mas com base nas projeções que já apontavam Trump como eleito para a Casa Branca, os mercados da Ásia também fecharam em forte queda.

O índice Nikkei, no Japão, fechou no vermelho em 5,36%, sendo o pior número desde que os britânicos optaram por deixar a União Europeia, no dia 24 de junho. Já na China, a Bolsa de Xangai fechou em -0,7%, de Hong Kong em -2,3% e em Sidney -2,4%.

(Agência ANSA)

As eleições nos EUA e as principais diferenças do processo eleitoral brasileiro

Os Estados Unidos escolherão, nesta terça-feira, seu novo presidente. A disputa, que tem como os dois principais candidatos – de um lado, Donald Trump, dos republicanos, e, do outro, Hillary Clinton, dos democratas, têm características bem diferentes das eleições brasileiras. “Temos o voto de colégio eleitoral, a candidatura avulsa, o financiamento pela internet, o voto facultativo, a possibilidade de votação antes do dia do pleito, além do sistema arcaico de recepção dos votos entre as principais características das eleições dos EUA que diferem das realizadas aqui no Brasil”, afirma a advogada eleitoralista Isabel Mota.

Um detalhe importante e que já difere em muito das eleições brasileiras é a candidatura avulsa. “O instituto da candidatura avulsa é permitido nos EUA e significa que qualquer cidadão pode se lançar candidato mesmo que não seja filiado a nenhum partido político”, explica Isabel. A existência do voto facultativo é outra grande distinção. “Lá, não é obrigatório o eleitor comparecer às urnas no dia do pleito”, alerta a advogada. Além disso, o processo eleitoral segue por meses, com várias etapas.

“Como mais uma particularidade das eleições nos EUA podemos citar o financiamento por crowdfunding, nossa conhecida vaquinha aqui no Brasil. É livre a doação de pessoas físicas. Já empresas e sindicatos são vedados para esse modelo de doação”, diz Isabel.

Existência do colégio eleitoral e eleições indiretas configuram mais distinções. “Os cidadãos votam nas prévias e escolhem candidatos dentro dos próprios partidos. Daí, saem tanto o candidato vencedor de cada partido quanto os delegados que farão parte do colégio eleitoral. A votação dos eleitores servirá para indicar aos seus delegados escolhidos quem é candidato de sua preferência. E, na prática, esses delegados é que elegerão o candidato vencedor. No geral, eles seguem o partido que o indicou na escolha do seu voto, mas abre uma brecha para haver diferença entre os votos populares e o resultado das eleições”, explica. Além disso, cada estado tem, de acordo com sua população e representação no Congresso, um número determinado de eleitores.

O dia das eleições nos EUA também é fixado por lei, na terça após a primeira segunda-feira de novembro. “Mas existe uma diferenciação importante lá. A possibilidade de, em alguns estados, votar antecipadamente, pessoalmente ou pelo correio”, frisa.

Por fim, Isabel destaca o formato arcaico do sistema eleitoral americano. “A votação por cédula, bem como a possibilidade de votar antecipadamente, além do sistema de voto indireto, tornam o processo de contagem dos votos algo bastante lento, permitindo um resultado oficial apenas no mês seguinte”.

Perfil

Isabel Mota é advogada cearense, especialista em Direito Eleitoral. Sócia-proprietária da Mota Advogados Associados, atua prioritariamente nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo e Municipal. Uma das fundadoras e conselheira fiscal da Academia Brasileira de Direito Eleitoral de Político (Abradep); participou da criação e é membro da Instituição Brasileira de Direito Público (Ibdpub).

Governo do Ceará fecha parceria com Portugal no campo da ciência e tecnologia

Representantes do governo de Portugal participarão, nesta sexta-feira, de almoço na Casa da Indústria com membros do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), tendo à frente o empresário Sampaio Filho. O almoço celebrará a parceria entre o Ceará e o governo de Portugal, que vai permitir ao Estado ser incluído em uma plataforma internacional de ciência & tecnologia a ser instalada pelo governo português no arquipélago dos Açores, o Azores International Research Center (AIR Center).

A participação do Brasil foi definida em acordo assinado na última terça-feira, dia 1º, em Brasília, por ocasião da Cimeira Brasil-Portugal, e contará com outros países da União Europeia, África e América do Sul e do Norte. A parceria entre o governo português e o Estado do Ceará será concretizada nesta sexta-feira.

A inclusão do Ceará nesse megaprojeto global de estudos e pesquisas tem como origem uma missão científica e diversos eventos realizados em conjunto, desde 2012, por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), com pesquisadores do Center for Innovation, Technology and Policy Research (IN+), do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), que até 2015 era dirigido pelo atual Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, professor Manuel Heitor. Em 2014, discutiu-se na Uece, com a presença de representantes das esferas públicas e privadas do Estado, o documento “Pensar o Ceará 2030”, elaborado em parceria entre a Uece e o IST, onde se destacava o posicionamento geoestratégico do Ceará para a observação, estudos, pesquisas e negócios para o Atlântico Sul.

Como o Centro a ser instalado pelo governo português, em cooperação internacional, incluirá os países banhados pelo Oceano Atlântico, tendo como escopo a integração Norte-Sul, as conversações dos pesquisadores da Uece voltaram a ser realizadas junto ao agora Ministro de C&T português, que prontamente enviou emissário para um levantamento da capacidade científica do Ceará nas áreas estratégicas que serão tratadas no Centro, além de outras que serão suplementares e complementares para uma visão mais ampla de Ciência e Tecnologia.

Acordo que limita o aumento da temperatura no mundo entra em vigor nesta sexta-feira

O Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, adotado pelos líderes mundiais em dezembro de 2015 na capital francesa, entra oficialmente em vigor nesta sexta-feira (4). O acordo estabelece mecanismos para que todos os países limitem o aumento da temperatura global e fortaleçam a defesa contra os impactos inevitáveis da mudança climática.

Se cumprido à risca, o Acordo de Paris marcará o início de um novo capítulo para a humanidade e demonstrará que os países estão determinados a enfrentar o problema do aquecimento global.

Para comemorar este dia histórico para as pessoas e para o planeta, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reunirá hoje (4) representantes da sociedade civil para uma conversa na sede da ONU, em Nova York. A reunião proporcionará aos grupos da sociedade civil a oportunidade de compartilhar com o secretário-geral suas contribuições para os objetivos do Acordo de Paris, bem como as suas visões e preocupações.

O evento será transmitido ao vivo pela TV ONU, das 12h às 12h45 (horário de Brasília).

Apesar do otimismo representado pela entrada em vigor do acordo, muitos políticos e profissionais responsáveis pelas políticas energéticas de vários países ainda duvidam do sucesso das medidas previstas. Eles acham que os governos e as grandes empresas terão um desafio pela frente, que é tentar alcançar pelo menos os modestos objetivos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. As próprias empresas ainda desconhecem a quantidade de gás de efeito estuda que emitem.

Por isso, a maioria das empresas sequer fez planos para conter essas emissões. Os avanços tecnológicos, como por exemplo o carro elétrico, são importantes para melhorar a qualidade do ar, mas não são suficientes para deter as consequências do aumento de consumo de petróleo em todo o mundo. Muitas empresas ainda não descobriram quanto de gás de efeito estufa emitem, muito menos fizeram planos para conter essas emissões.

No aspecto de financiamento, a busca de uma solução para pagar pelas mudanças ainda não teve êxito. Ainda não se sabe, na maioria dos países, como cobrar um imposto sobre o carbono que permita forçar as indústrias a pagar pela poluição que jogam na atmosfera. Felizmente, muitos recursos financeiros foram levantados em diversos países para financiar projetos ambientais. No entanto, esses recursos são ainda poucos para que possam realmente tornar o planeta mais limpo.

“Não é uma questão de bilhões [de dólares], é uma questão de trilhões [de dólares]”, disse o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, em entrevista ao The New York Times sobre a necessidade de recursos para melhorar o clima do planeta.

Em 12 de dezembro de 2015, 195 países se comprometeram, na Conferência de Paris, na capital francesa, a deter o aumento da temperatura do planeta a, pelo menos, 1,5 graus Celsius e a ajudar os países economicamente vulneráveis a deter o aquecimento. .

Nem todos os países porém ratificaram o Acordo de Paris. Segundo a ministra francesa da Ecologia, do Desenvolvimento Sustentável e da Energia da França, Ségolène Royalda , do total de países que se comprometeram, só 94 firmaram o acordo.

(Agência Brasil)

Churrasco de domingo é vilão do aquecimento global, dizem especialistas

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A picanha, a fraldinha e a maminha, bem salgadas, feitas na brasa, símbolos de um bom churrasco, estão se tornando inimigas do clima. É que a carne, desde a criação do gado até a mesa do brasileiro, é responsável pela liberação de grande quantidade de gases que causam o aquecimento global, segundo o Observatório do Clima (OC) – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil. A recomendação é que o consumo de carne de boi seja menor e a produção mais eficiente.

Os impactos causados pela agropecuária são responsáveis por 69% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Estão incluídos na conta poluentes decorrentes do processo digestivo e dejetos de rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento (43% das emissões nacionais).

De acordo com a coordenadora de Clima e Agropecuária do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola  (Imaflora), Marian Piatto, que integra a rede do observatório, somente o gado de corte é responsável por 65% das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.

Ela explica que um dos problemas está no sistema digestivo dos animais com dificuldades de processar o capim. “O gado bovino, quando se alimenta do capim, explicando de uma maneira bem simples, elimina metano por meio do arroto e do pum. Não é como nos carros, que vemos uma fumaça cinza, mas são poluentes”.

Marina lembra que o país tem um dos maiores rebanhos do mundo, cerca de 200 milhões de animais, o que agrava o problema. “É quase um por pessoa”, comparou.

Para chegar aos 69% das emissões nacionais do setor agropecuário, o coordenador do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa, Tasso Azevedo, acrescenta que, além dos problemas com o gado, entram na conta o transporte da carga, que, na maioria das vezes, usa diesel, o mais poluente dos combustíveis e o desmatamento para criação de pasto. Na Amazônia, onde avança o uso de terras para a atividade, é comum a ocupação de áreas derrubadas com o gado, denunciou Eron Martins, do Instituto Imazon.

“A relação entre a pecuária e o desmatamento é muito estreita porque a pecuária tem uma fluidez econômica muito rápida, o que facilita colocar a pecuária nos locais de expansão (desmatadas) para ter o direito daquela área mais tarde”, disse Martins. Ele contou que é comum a extração de madeira deixar áreas degradadas que, em seguida, acabam revertidas em pasto.

Soluções visam reduzir emissões

Segundo os especialistas, às vésperas de o acordo de Paris entrar em vigor em 2017, com metas para limitar o aumento da temperatura no planeta, há espaço na agropecuária para redução das emissões, como melhor manejo de pastagens e menor uso de fertilizantes. O governo, por sua vez, deve atrelar a concessão de subsídios, como o Plano Safra, às contrapartidas ambientais. Os ambientalistas, porém, são unânimes em recomendar menor consumo de carne.

“Cada bife que a gente come é responsável por impacto ambiental. Não comemos camarão e lagosta todo o dia, por que temos a necessidade de comer uma quantidade diária de carne bovina?”, questionou Marina. Uma meta internacional para tornar a carne brasileira mais sustentável foi descartada porque o destino de 80% do gado do país é a mesa do brasileiro, disse.

Para quem pensar em adiar uma mudança de hábitos à mesa, Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, alerta que o aquecimento global é responsável por ondas de calor, com sensação térmica de 50º, como no verão, no Rio de Janeiro, falta de chuvas, como em São Paulo, e desastres ambientais. “A gente está falando de qualidade de vida e de economia, mudanças climáticas são um risco para um país que depende da agricultura e da pecuária”, afirmou.

CNA questiona números

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) questionou os dados e disse que a conta do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa é uma “visão parcial” da produção.

“Se a gente for levar em conta que o Brasil emite menos de 4% das emissões globais, que o sistema leva em conta as emissões e não o balanço, se a gente considerar os esforços empreendidos para redução das emissões no Brasil – que vêm diminuindo – e o comprometimento da propriedade rural na conservação da biodiversidade, no estoque de carbono e na recuperação de áreas degradas, [poderá constatar] que a agropecuária é uma atividade muito menos impactante do que se pintou no relatório”, afirmou o coordenador de Sustentabilidade, Nelson Ananias Filho.

“Precisamos promover políticas de recuperação de pastagens em degradação para aumentar produtividade e emitir menos gases, produzindo comida e o nosso churrasco de fim de semana”. Nelson confirma que uma pastagem bem manejada sequestra até 90% de toda emissão da pecuária.

Para incentivar o setor, o Ministério da Fazenda, por meio do Plano Safra, apresenta aos produtores técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de produção sustentável.

“Para o governo, é inviável financiar toda mudança tecnológica do setor. O que fazemos é mostrar as coisas que estão na prateleira e que são viáveis”, disse o coordenador-geral de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Aloisio Lopes Pereira de Melo.

Novo terremoto de 4,8 graus atinge centro da Itália

Mais um terremoto de 4,8 graus na escala Richter ocorreu na madrugada desta quinta-feira (3) no centro da Itália, informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV). A informação é da Agência Ansa.

O epicentro do tremor, ocorrido às 1h35 (22h35 no horário de Brasília), foi registrado na província de Macerata, entre as comunas de Pieve Torina, Fiordimonte e Pievebovigliana. O ponto fica a cerca de 12 quilômetros (km) de distância das comunas de Visso, Ussita e Camerino, fortemente atingidas pelos dois sismos do dia 26 de outubro.

A intensidade do tremor foi tão grande que voltou a ser sentido em Roma, mas não houve registro de danos.

De acordo com o INGV, o hipocentro do terremoto – ponto onde se origina o tremor – foi a apenas 8,4 km de profundidade, o que é considerado muito raso e tende a causar mais danos. No entanto, a Defesa Civil não registrou pedidos de ajuda, até mesmo porque os locais mais vulneráveis aos abalos sísmicos já estão evacuados.

Até o momento, por causa dos tremores dos dias 24 de agosto, 26 de outubro e 30 de outubro, 26 mil pessoas estão sendo assistidas pelo governo italiano, sem poder retornar para suas casas.

Nessa quarta-feira (2), o presidente da Itália, Sergio Mattarella, visitou a cidade de Camerino e encontrou-se com as pessoas atingidas pelo sismo. Ele prometeu que o governo reconstruirá a região “como era antes”, mesmo que isso “demande tempo”, e que “trabalhará até o fim” para ajudar os afetados.

(Agência ANSA)

Flatulência liberada durante cirurgia provoca incêndio

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Uma mulher que estava sendo operada no Hospital Universitário de Tóquio (Japão) acabou provocando incêndio na sala de cirurgia ao soltar um “pum”.

A paciente era submetida a um procedimento no colo do útero com o uso de laserquando a flatulência provocou as chamas. A mulher ficou com queimaduras em várias partes do corpo, segundo a imprensa local.

O caso ocorreu em abril, mas só agora foi divulgado por causa da investigação. A conclusão: materiais inflamáveis liberados pela paciente foram responsáveis pelo incêndio. O relatório apontou, ainda, não ter havido flha no equipamento usado na cirurgia.

“Quando o gás intestinal da paciente vazou no ambiente da operação, houve contato com a irradiação do laser, o que provocou as chamas. As chamas atingiram as cortinas e levaram ao incêndio”, afirmou o documento.

(O Globo)