Blog do Eliomar

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Obama: O mundo está apreensivo com Trump

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“Em viagem ao Japão, o presidente Barack Obama disse hoje (26) que os líderes mundiais estão “apreensivos” com a iminente indicação de Donald Trump para concorrer a Presidência dos Estados Unidos nas eleições de novembro deste ano.

Obama chegou ao Japão ontem (25), depois de visitar o Vietnã. Amanhã (27), ele visitará Hiroshima, cidade atingida por uma bomba atômica lançada pelos Estados Unidos, em 6 de agosto de 1945, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

Em entrevista à imprensa, Obama disse que a eleição presidencial norte-americana está sendo observada atentamente pelos dirigentes políticos internacionais. De acordo com ele, os líderes mundiais estão “surpresos” com a candidatura de Trump à Presidência norte-americana pelo Partido Republicano.

“[Os líderes mundiais] não têm certeza sobre o grau de seriedade que devem dar a alguns pronunciamentos [de Trump], mas eles estão apreensivos [com o candidato republicano], e por uma boa razão, porque muitas de suas propostas demonstram ou ignorância em relação a assuntos internacionais ou uma atitude arrogante”, acrescentou Obama.

Obama disse que muitas propostas controversas de Trump se originam em informações de Twitter ou do noticiário em vez de buscar apoio em um pensamento que mantenha a América segura e o “mundo em equilíbrio.”

Durante sua campanha eleitoral, Donald Bush tem feito frequentes ataques a países que têm longa tradição de comércio com os Estados Unidos. Em 2 de maio deste ano, em um comício em Indiana, Trump disse : “Não podemos continuar permitindo que a China permaneça a estuprar nosso país, e é isso que [os chineses] estão fazendo”.

Trump também disse, em outros comícios, que pretende proibir muçulmanos de entrar em território norte-americano, chamou ainda de “horrendo” o acordo assinado pelos EUA com o Irã e se comprometeu a “construir um muro” ao longo da fronteira mexicana.”

(Agência Lusa)

Serra diz que orientou embaixadas a negar “golpe” após ataques ao governo

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, negou nessa quarta-feira (25) que esteja partidarizando a condução da política externa do país após o Itamaraty enviar a todas as embaixadas uma circular com a orientação para que a tese de que o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff é um  “golpe” seja “ativamente combatida”.

Segundo Serra, o documento é uma forma de “uniformizar” o discurso em resposta a “acusações infundadas” de “alguns setores das Américas”. Citando um provérbio francês, o ministro ressaltou que o Itamaraty tem reagido a ataques de países que criticam o governo do presidente em exercício Michel Temer.

“Se nós somos atacados, reagimos em um tom menor. Não é em um tom maior, mas não podemos ser acusados de nos defender. Ou seja, se nos atacam, nos defendemos. Estamos sendo atacados, se nos defendemos, mesmo em um tom menor, somos acusados de nos defender? Não tem sentido. Se tem ataques, a gente se defende. E instruímos o corpo diplomático inteiro nesse sentido”, argumentou Serra.

Entre outros pontos, a circular distribuída a todas embaixadas brasileiras ressalta que o processo que levou ao afastamento de Dilma observou as regras e todos os ritos estabelecidas na Constituição.

Em março, ainda no governo Dilma Rousseff, o diplomata Milton Rondó Filho enviou mensagem às embaixadas, consulados e escritórios brasileiros em todo o mundo denunciando o que chamou de “golpe” e “processo reacionário em curso no país contra o Estado Democrático de Direito”, referindo-se ao impeachment da presidente afastada.

(Agência Brasil)

Presidente da ACMP participa de fórum mundial de procuradores

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Com o tema “Garantias legais da Independência do Ministério Público”, Lisboa (Portugal) será sede, no período de 31 deste mês a 2 de junho, no Tivoli Hotel, do II Fórum Global da SMMP (Sindicato dos Magistrados do Ministério Público) e da IAP (Associação Internacional de Procuradores).

A Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), representada pelo presidente Lucas Azevedo, participará do evento com o a painel “Quais garantias salariais da classe?”, dia 2 de junho. Lucas será o único representante brasileiro entre os palestrantes.

“O regime aplicável no Brasil sobre esta matéria tem aspectos muito inovadores e relevantes, que teremos a honra de expor no evento. Estamos muito felizes pelo convite e por sermos os únicos representantes do país”, afirma Lucas Azevedo, presidente da ACMP.

ONU anuncia estratégia para combater a pobreza em áreas rurais do Nordeste

“O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência da ONU especializada em desenvolvimento rural, lançou hoje (24) em Brasília uma estratégia para auxiliar o governo brasileiro na luta contra a pobreza no campo. A Fida vai expandir sua atuação no Brasil e investir em dois projetos com foco na expansão da agricultura familiar na região Nordeste.

As áreas escolhidas foram as regiões de transição para a Floresta Amazônica, no Maranhão, e a de Mata Atlântica, em Pernambuco. Os dois novos projetos estão atualmente em fase de elaboração. O projeto no Maranhão deve ser aprovado até o fim de 2016 e o de Pernambuco em 2017.

A estratégia do fundo se baseia em estudos da Fida e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

Pobreza

Os estudos indicam que a pobreza e a extrema pobreza são maiores nas áreas rurais do Brasil e destacam o papel da agricultura familiar na redução da extrema pobreza nessas regiões.

O estudo Perfil da pobreza: Norte e Nordeste rurais lembra que, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a diminuição do número de pobres no país entre 2004 e 2013 caiu de 20% para 9% da população e a porcentagem de pessoas extremamente pobres passou de 7% para 4%.

Os números são atribuídos à expansão do mercado de trabalho e aos programas de transferências de renda, em especial o Bolsa Família. Mesmo com a queda, o país segue com mais de 18 milhões de pobres.

Os números também mostram que essa redução estagnou nos últimos anos. Entre 2012 e 2013 a extrema pobreza aumentou ligeiramente e a pobreza ficou estável, fatos atribuídos a deterioração do mercado de trabalho e a situação fiscal que o país enfrenta e que impacta o gasto social.

O estudo informou ainda que, ao mesmo tempo em que a pobreza diminuiu, muitos aspectos continuaram iguais, como a distribuição geográfica da pobreza, que continua concentrada no Norte e no Nordeste, e que, em todas as regiões, as áreas rurais são as mais pobres.”

(Agência Brasil)

Coca-Cola interrompe produção na Venezuela por falta de açúcar

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“A empresa que produz a Coca-Cola na Venezuela informou que se esgotaram os estoques de açúcar refinado para uso industrial e que interrompeu temporariamente a produção de refrigerantes que contêm esse ingrediente.

“A falta de açúcar implica a interrupção temporária das linhas de bebidas elaboradas com esta matéria-prima. Se mantém em operação as linhas de produtos sem açúcar, tais como água e coca-cola light”, diz um comunicado da empresa.

Na mesma nota, a empresa diz que foi informada de que está prevista, “no curto prazo”, a recuperação dos estoques de açúcar no país.

A empresa mexicana Coca-Cola Femsa está na Venezuela desde 2003, quando comprou a produtora de bebidas Panamerican Beverages Inc (Panamco) e tem ainda presença em outros países da região como a Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, o México, Brasil e Panamá.”

(Agência Lusa)

Eleições nos EUA – Pesquisa mostra Trump se aproximando de Hillary Clinton

“Em pesquisa divulgada na madrugada de hoje (23), os dois prováveis adversários nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro deste ano, estão com uma diferença de apenas três pontos percentuais, o que significa empate técnico.

Com isso, caiu bastante a folgada liderança que a provável candidata do Partido Democrata Hillary Clinton tinha sobre o candidato republicano Donald Trump, que era 11 pontos percentuais em abril deste ano.

De acordo com a pesquisa, divulgada pelo jornal The Wall Street Journal e pela rede de televisão NBC, Hillary Clinton está com 46% de apoio, contra 43% de Donald Drump. O avanço dos republicanos ocorreu depois que outros candidatos, no âmbito da própria agremiação, desistiram de disputar com Trump a indicação oficial do partido, em convenção prevista para julho próximo.

Hillary Clinton, no entanto, continua confiante. Em entrevista ao programa Meet the Press, na rede de televisão NBC, ela disse que a vitória se dará pela união partidária. “Vamos ficar mais fortes juntos para enfrentar nossos desafios internos e externos.”

(Agência Lusa)

Que é isso, Venezuela?! – Manifestação sem a permissão das autoridades competentes não é pacífica

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O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela proibiu nesse sábado (21) a realização de manifestações nas proximidades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), três dias depois de manifestantes terem rompido uma barreira policial e tentado avançar até a sede do órgão.

A decisão do STJ foi tomada após um pedido dos funcionários do CNE que disseram ter sido expostos a situações de risco que ameaçavam sua integridade física. Os funcionários alegaram que não podiam considerar pacífica uma manifestação feita sem a permissão das autoridades competentes.

Segundo os trabalhadores do CNE, foi “fato notório que a Mesa de Unidade Democrática (aliança opositora) convocou concentrações para as proximidades do CNE, para exigir àquele organismo o cumprimento dos prazos para a realização de um referendo revogatório” do mandato do presidente Nicolás Maduro.

Os trabalhadores do CNE consideram que a insistência dos porta-vozes da oposição em marchar até as sedes do Poder Eleitoral leva a “supor que a finalidade dessas mobilizações não é pacífica”.

No dia 18 deste mês, manifestantes da oposição venezuelana ultrapassaram as barreiras policiais em Caracas, a capital, e tentaram dirigir-se ao Conselho Nacional Eleitoral para exigir o avanço do processo de verificação das assinaturas para o referendo revogatório do mandato de Maduro.

(Agência Brasil)

Uma pessoa é detida durante tiroteio na Casa Branca

“A Casa Branca deteve uma pessoa durante um tiroteio que aconteceu nas instalações do complexo onde reside o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e sua família. Obama não estava no edifício.

A polícia informou que ativou o protocolo de segurança durante o tiroteio que aconteceu a caminho da ala oeste, que separa o edifício da Casa Branca de outros que fazem parte das instalações do complexo.

As informações preliminares indicam que os disparos ocorreram dentro do complexo. O suspeito ficou ferido durante o tiroteio.

Os agentes dos serviços responsáveis pela segurança do Presidente e família estavam armados e colocados no telhado do edifício.

O vice-presidente, Joseph Biden, que se encontrava no local, foi transferido para um local seguro.”

(Agência Lusa)

Vem aí o Allo, o concorrente do WhatsApp!!

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Vem aí um concorrente forte para o WhatsApp: o Allo. O aplicativo, doo Google, foi anunciado nesta quarta-feira, 18. Trata-se de um aplicativo de mensagens instantâneas, com inteligência artificial, que mistura elementos de programas como Snapchat e SwiftKey. Para se diferenciar dos outros apps e melhorar a experiência dos usuários, o Allo traz a possibilidade de dar entonação para as conversas. As informações são do portal Exame.
Além de quase tudo o que o WhatsApp já oferece, como envio de arquivos, mensagens de texto e voz e emojis, o Allo permitirá realizar pesquisas no Google e consultar sobre placares de jogos. Realizar reservas em restaurantes também será uma opção. Ainda não há informação sobre ligações via Internet.

O recurso de inteligência artificial sugere respostas a fotos recebidas. O Google reconhece as imagens pelo serviço Google Photos, lançado em 2015. Outra vantagem é reproduzir vídeo do YouTube sem sair da conversa.

(G1)
DETALHE – Com lançamento previsto para o segundo semestre, o app terá versões para Android e iOS.

Gay assumido passa a chefiar exército dos EUA

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Eric Fanning tornou-se o primeiro homem declaradamente homossexual a assumir o cargo de secretário do Exército dos Estados Unidos. O novo comandante vai coordenar os trabalhos das tropas terrestres norte-americanas. Neste cargo, Fanning responde diretamente ao secretário de Defesa do país.

Eric Fanning era até agora vice-secretário da Defesa, considerado conselheiro próximo do chefe do Pentágono, Ashton Carter.

Fanning recebeu o cargo em meio à política de integração dos homossexuais às Forças Armadas. As minorias sexuais receberam a oportunidade de servir no Exército depois da abolição da norma “não pergunte, não diga”, segundo a qual os homossexuais podiam entrar no serviço militar se não ostentassem a sua orientação.

A nomeação de Eric Fenning já foi saudada pela comunidade gay norte-americana.

(Agência Lusa)

Obama critica populismo de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesse domingo (15), sem nomeá-lo, o populismo do candidato republicano à sua sucessão Donald Trump, durante uma cerimônia de entrega de diplomas na universidade Rutgers, perto de Nova York.

Obama convidou os estudantes a não pensar numa hipotética idade de ouro norte-americana. Ele considerou que os “bons velhos tempos não tinham sido assim tão bons”, citando a discriminação racial, a pobreza ou o lugar das mulheres na sociedade.

“O mundo nunca esteve tão interligado (…) construir muros não mudará nada”, declarou Obama, numa referência à proposta de Trump de construir um muro na fronteira com o México.

Sem nunca nomear o nome do republicano, o presidente norte-americano acrescentou que nenhum muro poderá deter as epidemias de Zika ou Ébola, ou resolver os problemas de competitividade relacionados com a globalização.

“Isso não vai melhorar nossa economia ou nossa segurança. Isolar ou denegrir muçulmanos, ou sugerir que sejam tratados de forma diferente nas fronteiras é contrário não só aos nossos valores, mas também aquilo que somos”, afirmou.

(Agência Brasil)

Venezuela nega retaliação ao afastamento de Dilma

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A Venezuela negou que tenha adotado qualquer medida contra o novo governo brasileiro, por ter chamado ao país o embaixador Alberto Castellar. Segundo o Itamaraty, o governo venezuelano explicou que Castellar deixou Brasília para participar de um compromisso, agendado há algum tempo. A explicação foi dada ao embaixador brasileiro na capital venezuelana.

Nessa sexta-feira (13) o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, anunciou a convocação do embaixador após a aprovação pelo Senado brasileiro da abertura do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que venha para Caracas”, disse Maduro, que considera que houve “um golpe de Estado” no Brasil, em declarações transmitidas por emissoras de rádio e de televisão.

Nessa sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores rebateu em nota oficiai as críticas feitas pelos governos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua quanto à legalidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

(Agência Brasil)

Maduro retira embaixador da Venezuela do Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pediu nessa sexta-feira (13) ao embaixador do país no Brasil para regressar a Caracas, depois de o Senado brasileiro ter aprovado a abertura do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que venha para Caracas”, disse Nicolas Maduro, que considera que houve “um golpe de Estado” no Brasil, em declarações transmitidas pela rádio e pela televisão.

“Estivemos a avaliar (…) esta dolorosa página da história do Brasil (…). Quiseram apagar a história com uma jogada totalmente injusta com uma mulher que foi a primeira presidente que teve o Brasil”, afirmou.

Maduro classificou o afastamento de Dilma Rousseff, na sequência da decisão do Senado, “uma canalhada contra ela, contra a sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro”.

Reafirmando que houve um golpe de Estado no Brasil, apelou aos seus homólogos na região para que reflitam no que aconteceu com Dilma Rousseff.

Nicolas Maduro advertiu para o perigo do “vírus do golpismo” voltar a tomar conta da América Latina, arrastando consigo “grandes convulsões sociais outra vez”.

Na sexta-feira (13), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) rebateu as críticas dos governos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua quanto à legalidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Em nota, o Itamaraty disse “rejeitar com veemência” o que classificou como propagação de falsidades por partes desses governos em relação ao impeachment. A assessoria do Ministério de Relações Exteriores informou que o afastamento de Dilma ocorreu “em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal”.

(Agência Brasil)

Era Temer – Imprensa internacional adota tom crítico

“Após adotar uma cobertura factual durante a votação do Senado sobre o início do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, a imprensa internacional começa a adotar um tom mais crítico a respeito do governo Temer. A revista britânica The Economist afirmou, em sua nova edição, que o apelo do presidente interino Michel Temer em favor de reformas econômica no país pode se transformar em uma “luta difícil”.

Segundo a revista, os congressistas, por não estarem exatamente interessados em cortes de gastos e aumentos de impostos, podem “resistir ao aperto de cinto necessário, especialmente [tendo em vista] a corrida para importantes eleições locais de outubro”. A publicação lembrou que Temer é acusado pelos apoiadores de Dilma Rousseff de ser um usurpador do poder.

De acordo com a revista, Temer “carece de legitimidade eleitoral para [executar] as reformas estruturais radicais, como as pensões generosas, as leis trabalhistas rígidas, os impostos bizantinos” e o sistema eleitoral. “É o caso de, se e quando, ele terá em mãos as chaves do [Palácio] da Alvorada”, destacou The Economist.

O jornal norte-americano Los Angeles Times afirmou que o novo governo terá de superar as “acusações de que tomou o poder ilegitimamente e, ao mesmo tempo, enfrentar a pior recessão do Brasil em décadas”. No noticiário e no site, a rede de televisão CNN informou que a presidenta afastada Dilma Rousseff terá, depois da aprovação do início do processo de impeachment, “os próximos 180 dias para enfrentar as acusações de que contrariou as leis orçamentárias, [enquanto] Temer tem a tarefa imensamente difícil de conquistar a confiança dos brasileiros”.

O jornal canadense The Globe and Mail, depois de enumerar as medidas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer para ajustar a economia e atrair investimentos, acrescentou que a Operação Lava Jato atinge sete dos 24 ministros anunciados pela administração que substituiu Dilma Rousseff.

E sua edição norte-americana, o jornal britânico The Guardian disse que Michel Temer prometeu restaurar a confiança na maior economia da América Latina, mas para realizar a tarefa nomeou um ministério “visivelmente branco” em uma das nações “mais etnicamente diversas do mundo”.

Na matéria principal da seção internacional, o New York Times publicou que a primeira escolha de Temer para ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação era um criacionista (que se opõe à teoria de evolução das espécies) e que ele próprio (Temer) é o primeiro líder brasileiro em décadas que não incluiu mulheres em seu gabinete.

Para a revista norte-americana Time, o escândalo que atingiu a Petrobras revelou a corrupção profunda de todo o setor político brasileiro, não só os líderes do PT, mas também os dirigentes da oposição.

“Temer foi implicado por testemunhas no escândalo, mas ele não foi acusado”, informou a revista. A Time lembrou que “vários membros do gabinete de Temer foram atingidos, entre outras, com acusações de corrupção”.

(Agência Brasil)

Esquerda europeia diz que afastamento de Dilma Rousseff cheira a golpe

“O Grupo da Esquerda Unitária (GUE) do Parlamento Europeu, que integra os deputados do PCP e BE, considerou hoje que o processo de afastamento da presidente brasileira, Dilma Rousseff, é “um passo para um golpe de Estado”.

“A aprovação pelo senado brasileiro do procedimento para afastar Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, é um passo decisivo imposto pela direita e pela oligarquia brasileira para um golpe de Estado, com a interferência dos Estados Unidos”, lê-se num comunicado divulgado hoje (13) pelo GUE.

O grupo do Parlamento Europeu salienta ainda que é preciso lembrar que “os argumentos usados não resultam de qualquer processo penal e que o processo é liderado por membros com um histórico conhecido de irregularidades e atividades ilegais, que estão sendo investigadas judicialmente”.

Ontem, o Senado brasileiro aprovou a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, com 55 votos a favor e 22 contra.

Michel Temer

Sobre o presidente interino, Michel Temer, o grupo parlamentar salientou que ele é alvo de acusações de corrupção e suborno.

Michel Temer é, desde quinta-feira, presidente interino do Brasil depois de Dilma Rousseff ter sido afastada temporariamente pelo Senado por um prazo máximo de 180 dias, por suspeitas de irregularidades orçamentárias, como despesas não autorizadas.

O GUE acrescenta que “as forças mais reacionárias e o imperialismo nunca aceitaram o processo de mudança que começou em 2002, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e procederam desde então a uma escalada de interferência e destabilização para derrubar o governo eleito democraticamente”.

Nos próximos seis meses, o Senado brasileiro vai julgar Dilma Rousseff, em um processo presidido por um juiz do Supremo Tribunal Federal. A chefe de Estado só será afastada definitivamente se for condenada por uma maioria de dois terços dos membros do tribunal.”

(Agência Brasil)

WikiLeaks diz que Temer foi informante dos EUA

foto michel temer

Em documentos divulgados na noite desta quinta-feira (12/5) no Twitter, o perfil oficial do Wikileaks afirma que o presidente interino do Brasil, Michel Temer (PMDB), foi informante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

WikiLeaks ✔ ‎@wikileaks
Brasil’s #Dilma ousted in parliamentary coup; new pres is US embassy informant Michel Temer https://wikileaks.org/plusd/cables/06SAOPAULO689_a.html … https://wikileaks.org/plusd/cables/06SAOPAULO30_a.html …
20: 54 – 12 maio 2016
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Segundo os documentos divulgados pela organização sueca, Michel Temer teria falado com a embaixada via telegrama e o conteúdo seria classificado como “sensível” e “para apenas uso oficial”. As transmissões dos arquivos teriam sido feitas no dia 11 de janeiro 2006 (quarta-feira), às 14h02min e no dia 21 de junho 2006 (quarta-feira), às 16h05min. Não há informações sobre o fuso horário da entrega.

Nos documentos divulgados, Temer passaria sua visão de como estava a situação política no Brasil na época. São opiniões sobre as eleições que ocorreriam em 2006, quando Lula foi reeleito.

Temer teria analisado cenários em que o partido dele (PMDB) poderia ganhar as eleições. Nos documentos, ele também teria falado sobre as diferenças entre Lula e Fernando Henrique Cardoso. Em uma das frases citadas no texto, Temer teria dito que “as classes C, D e E acreditam que Fernando Henrique roubou dos pobres e deu para os ricos. Já Lula roubou dos ricos para dar aos pobres”.

Os telegramas falam ainda sobre uma possível disputa entre um candidato do PMDB com Lula, caso não houvesse acordo entre os partidos. O nome de Anthony Garotinho teria sido cogitado neste momento, mas haveria uma resistência no PMDB. Germano Rigotto, na época governador do Rio Grande do Sul, e Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, também foram cogitados.

Em outro trecho do documento, Temer se negou a prever como ficaria a corrida eleitoral, mas afirmou que haveria segundo turno. Disse apenas que “qualquer coisa poderia acontecer”. Na ocasião, ele teria confirmado que o seu partido não apresentava candidatos à presidência e que o PMDB não seria aliado do PT e nem do PSDB, pelo menos até o segundo turno.

Temer teria dito que o PMDB elegeria, naquele ano, entre 10 e 15 governadores pelo país. O partido teria também as maiores bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados. Sendo assim, o presidente que fosse eleito teria que se reportar ao PMDB para governar. “Quem quer que vença a eleição presidencial terá que vir até nós para fazer qualquer coisa”, teria dito o político.

(Com Metrópoles-DF)

Votação do impeachment é o tema mais comentado pela midia norte-americana

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“A votação sobre a aceitação ou não do impeachment da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado brasileiro está sendo hoje (11) um dos assuntos internacionais mais comentados pela imprensa nos Estados Unidos. Vários jornais, redes de TV e de rádio estão divulgando relatos de correspondentes ou repórteres enviados especialmente ao Brasil para cobrir o evento.

A CNN está divulgando a cada momento flashes de seus correspondentes no Brasil e nos Estados Unidos sobre o impacto no Brasil e no exterior de um eventual impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A agência Reuters lembra que a América Latina foi, no passado, palco de golpes militares, mas observa que, hoje, a substituição da presidenta Dilma Rousseff é “particularmente preocupante”. “Toda a linha de sucessão do Brasil está sob investigação por corrupção com a nação já fervendo sobre uma recessão severa”, assinala. Segundo a agência, se a presidenta Dilma Roussefl perder a batalha do impeachment será uma dos 18 líderes latino-americanos forçados a deixar o poder desde 1985.”

Um dos maiores jornais dos Estados Unidos, o The Wall Street Journal, afirma que a sessão de hoje do Senado para determinar se a presidente Dilma Rousseff deve ou não enfrentar um processo de impeachment se deve à acusação de que ela violou as leis orçamentárias da nação. O jornal observa porém que a presidenta Dilma nega as acusações.

O jornal Los Angeles Times informa que se a sessão do Senado concordar que a presidenta Dilma Rousseff seja submetida a um processo de impeachment, o processo poderá retirar o Partido dos Trabalhadores do comando do país, após 13 anos no poder.

A rede de televisão ABC informa que, depois de se apresentar como defensora da luta contra a corrupção, e de se tornar a primeira mulher a comandar o Brasil, a presidenta Dilma Rousseff está agora a apenas horas de distância de, possivelmente, deixar o cargo. De maneira didática, a rede ABC explica que o destino de Dilma Rousseff está nas mãos de 81 senadores. Se 41 senadores votarem a favor da admissibilidade do impeachment, Dilma ficará fora do Palácio do Planalto por seis meses, enquanto o Congresso Nacional brasileiro decidirá se ela deixará o cargo definitivamente.

O The Washington Post informa que o Senado brasileiro está encaminhando para a votação que decidirá se a presidente Dilma Rousseff enfrentará o impeachment.

O New York Times publica hoje matéria de seu correspondente no Brasil, Simon Romero, afirmando que, depois de meses de manobras e apelos, o Senado brasileiro começou a debater o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o jornal, a votação do Senado é um divisor de águas na luta pelo poder no Brasil, um país que experimentou um período “raro de estabilidade” política e econômica ao longo das últimas duas décadas. Durante esse período, conforme o jornal, o país alcançou destaque no cenário mundial. O jornal assinala que esse ganho agora está se desfazendo com a crise econômica e política.”

(Agência Brasil)

Secretário diz que OEA fará consulta à Corte Interamericana sobre impeachment

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“O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, voltou a se encontrar hoje (10) com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto para manifestar apoio contra o processo de impeachment que será votado amanhã (11) pelo Senado. Após a reunião, Almagro disse que fará uma consulta jurídica à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre o processo.

O secretário-geral da OEA informou que se reuniu ontem (9) com senadores e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski , mas afirmou não ter recebido “respostas satisfatórias” sobre a legalidade das causas invocadas para o impeachment.

“Temos responsabilidade em observar o funcionamento da democracia no continente. Como não tivemos uma resposta jurídica contundente a respeito do processo de impeachment, em função de nossa responsabilidade, outorgada pelo Artigo 20 da Carta Democrática Interamericana, temos de fazer uma consulta jurídica à Corte Interamericana de Direitos Humanos quanto à proteção e vigência dos direitos humanos neste caso [impeachment], especialmente os direitos civis e políticos essenciais para o funcionamento da democracia”, destacou o diplomata uruguaio em pronunciamento à imprensa.

Almagro acrescentou que a visita a representantes dos três poderes brasileiros o deixou com “inquietudes e incertezas jurídicas”. “Um dos problemas é a porcentagem alta de deputados e senadores que poderiam ser acusados de corrupção. Isso, definitivamente, gera um problema estrutural quanto às decisões tomadas no impeachment”.

Almagro havia se reunido com Dilma no Palácio do Planalto no mês passado, dois dias antes da votação do processo de afastamento na Câmara dos Deputados.”

(Agência Brasil)

Presidente da Coreia do Norte admite usar armas nucleares

O presidente norte-coreano, Kim Jong-Un, afirmou nesse sábado (7) que o país apenas vai recorrer às suas armas nucleares se a sua soberania for ameaçada por outra potência nuclear.

“Como um país com armas nucleares, responsável, a nossa república não vai usar armas nucleares a não ser que a sua soberania seja ameaçada por quaisquer forças hostis com ogivas nucleares”, disse o líder da Coreia do Norte.

Segundo a agência de notícias estatal norte-coreana, Kim Jong-Un prometeu que o país vai “cumprir fielmente” as suas obrigações de não proliferação e impulsionar a desnuclearização em termos globais.

A Coreia do Norte abandonou o tratado de não proliferação (NPT, na sigla inglesa) em 2003, tendo sido o primeiro país signatário a tomar essa decisão. Em 2006, assegurou que “nunca seria a primeira a usar armas nucleares”, mas, desde então, tem feito repetidas ameaças de ataques nucleares preventivos contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

(Agência Brasil)