Blog do Eliomar

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Papéis do Panamá – Escândalo derruba membro do Comitê de Ética da FIFA

“O uruguaio Juan Pedro Damiani, citado no escândalo dos Papéis do Panamá, demitiu-se hoje (6) do Comité de Ética da Federação Internacional de Futebol (FIFA), segundo um comunicado do organismo que tutela o futebol mundial.

O dirigente já estava sob inquérito interno, iniciado na segunda-feira (4), logo após seu nome aparecer em documentos relacionados com a criação de offshore em paraíso fiscal pelo escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. A nota da FIFA apenas refere-se à demissão de Damiani, conhecido como um ‘cruzado’ contra a corrupção no futebol sul-americano enquanto membro daquele comitê, sendo também presidente do Peñarol, um dos mais prestigiados clubes do uruguai.

Juan Pedro Damiani, de 58 anos, já estava sob investigação nos Estados Unidos, por estar ligado a negócios com um antigo vice-presidente da FIFA, acusado de corrupção pela Justiça norte-americana.

Os Papéis do Panamá revelam que a sociedade de advogados de Damiani atuou como intermediária na constituição de uma empresa ligada a Eugenio Figueiredo, antigo líder da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmenbol), e a dois outros homens acusados no escândalo de subornos na Fifa.

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que coordenou todo o noticiário conhecido como Papéis do Panamá, Damiani tratou de processos de sete companhias relacionadas com Figueiredo e instaladas no paraíso fiscal.

Os mesmos documentos mostram que a sua sociedade de advogados também serviu uma empresa em Nevada (Estados Unidos) ligada a dois outros suspeitos do caso Fifa, o empresário Hugo Jinkis e o seu filho Mariano, também eles sob investigação da Justiça norte-americana, pelo suposto pagamento de dezenas de milhões de dólares de suborno pela obtenção de direitos de televisão na América do Sul.

“Os registos não revelam conduta ilegal de Damiani ou da sua firma, mas levantam novas questões sobre o próprio e a Fifa”, diz o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.”

(Agência Lusa)

Terremoto de magnitude 6,8 é registrado no Pacífico

“Um terremoto de magnitude 6,8 na escala de Richter atingiu hoje (6) Vanuatu, país do Pacífico sul, de acordo com o site European-Mediterranean Seismological Centre. O tremor de terra foi registrado a 103 quilômetros de Sola, capital da província de Torba, na República de Vanuatu.

No domingo passado, a região de Vanuatu foi abalada por um tremor de magnitude 7,2 na escala de Richter, tendo sido lançado um alerta de tsunami, que não se confirmou.

O tremor de terra foi verificado a 35 quilômetros de profundidade do mar, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que efetua a vigilância sísmica em todo o mundo. O terremoto não provocou danos materiais ou vítimas e, mais tarde, o Centro de Alertas para Tsunami do Pacífico emitiu uma segunda mensagem para informar que a ameaça de tsunami tinha passado.

(Agência Lusa)

Academia Cearense de Língua Portuguesa homenageará pesquisadora alemã

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A Academia Cearense da Língua Portuguesa entregará, nesta segunda-feira, às 16 horas, em sua sede – fica na Academia Cearense de Letras (Praça dos Leões), a Medalha Hélio Melo à professora Ingrid Schwamborn, da Universidade de Colônia (Alemanha). Trata-se de um reconhecimento pelo trabalho de divulgação da Literatura Cearense em seu país.

Ingrid é tradutora de José de Alencar e Rachel de Queiroz para o alemão. Grande amiga do Ceará, onde viveu durante vários anos, mantém uma casa na Prainha. Anualmente, passa longas temporadas em território cearense, sempre aprofundando suas pesquisas literárias.

Dia Mundial de Conscientização do Autismo será lembrado em Fortaleza

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo será celebrado no próximo sábado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 70 milhões de pessoas no planeta são autistas. Apesar de atingir quase 2 milhões de pessoas no Brasil, a síndrome ainda é desconhecida para muitos. Para alertar sobre a necessidade de inclusão dessas pessoas e discutir problemas relacionados aos mitos e preconceitos envolvendo o autismo, a Fanor/Devry está promovendo nesta quinta e sexta-feira uma programação de debates relacionadas ao tema

Na abertura do evento, a partir das 17 horas, a Associação Fortaleza Azul vai apresentar “Uma Sinfonia Diferente” – recorte do projeto realizado em Brasília. Crianças e jovens autistas vão expressar, através da música, suas capacidades artísticas, sensibilidade e superação. A entidade vai abrir a mesa redonda com o depoimento da pedagoga Sandra Ribeiro, mãe de duas crianças autistas.

Além dos debates os alunos vão realizar intervenções por meio de fotos e ações criativas pela faculdade, de modo a sensibilizar as pessoas sobre o tema. O percurso até o local do debate será sinalizado por pegadas azuis (cor que representa o autismo). Também serão expostas fotos sobre o autismo, banners, desenhos, poesias e áudios feitos por autistas.

Programação

Mesa Redonda: Olhares da Psicologia acerca do Autismo

Data: 31/03/2016

Horário: Das 17 às 19 horas
Debatedores:
Ana Lyvia Nogueira – Psicóloga e psicanalista membro do INCERE (Centro de Referência à Infância).
Lidianne Queiroz – Psicóloga. Mestre e Doutora em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela UFPA (Universidade Federal do Pará).
Mayra Oliveira Queiroz – Psicóloga, psicopedagoga e psicodramatista, com atuação clínica.

Roda de conversa – Autismo: possibilidades de intervenção com exercícios físicos

Data: 1º de abril

Horário: Das 9 às 10 horas

Convidado: Michely Romcy

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da Universidade Federal do Ceará, Linha de pesquisa: Avaliação Educacional. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Ceará (2009) e graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará (2003). Possui especialização em Psicomotricidade Clínica e Educacional pela Universidade Estadual do Ceará(2006) e em Formação de professores para o Atendimento Educacional Especializado(2014). É professora da Sala de Recursos Multifuncionais(SRM) da Secretaria de Educação do Ceará na EEFM Governador Flávio Marcílio e professora da FATENE(Faculdade Terra Nordeste).

Mesa Redonda: Autismo: vivências e experiências

Data: 1º de abril

Horário: Das 17 às 19 horas

Convidados:

Lígia Campos – Graduada em Pedagogia, pela UFC. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, pela UNICE., e em Educação Inclusiva, pela FALC. Também é especialista em autismo pelo PROFI CONCEPT – Portugal. Com os seguintes cursos de formação: Altas Habilidades, Deficiência Intelectual e Transtornos Globais do Desenvolvimento e Transtorno do Espectro Autista (CREAECE); PECS – Sistema de Comunicação Alternativa (Pyramid Educational Consultants); Inclusão escolar para crianças com Autismo (Inspirados pelo Autismo).

Rodrigo Félix – Graduado em licenciatura em Música pela UECE e pós -graduando em Musicoterapia pela Faculdade Padre Dourado(FPD) através do Instituto Graduale. É educador musical, musico multi-instrumentista e Luther (artesão de instrumentos musicais) com propostas direcionadas a educação musical através de materiais recicláveis, com mais de 15 anos de atuação na área educacional e social. Pesquisa como a musicoterapia contribui na área educacional com alunos com dificuldades na aprendizagem, seja por fatores ambientais ou biológicos, autismo, organizacional e social. É professor de música e musicalização em escolas particulares e ONGs.

Hugo Victor Moura do Vale – Psicólogo Escolar Educacional do Colégio Kerigma; consultor em Inclusão Escolar; membro-fundador do Grupo Socioeducativo em Educação Inclusiva (SEI); membro e coordenador de atividades do Instituto CãoVida Lui (Cinoterapia).

André Cabral – Neurologista Infantil pela Escola Paulista de Medicina / UNIFESP. Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Neurologista preceptor da residência médica do Hospital Geral de Fortaleza e Hospital Waldemar Alcântara. Neurologista do Ambulatório de Transtornos do Espectro Autista e dificuldades escolares do Recanto Psicopedagógico.

Alunos da Universidade de Coimbra mandam para Blog manifesto pró-impeachent de Dilma

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Um grupo de professores e alunos brasileiros da Universidade de Coimbra – maioria da área do Direito, mandou para o Blog, através do mestrando Brenno Meneses Lima, uma carta expondo preocupação com a situação político-econômica do Brasil e em apoio ao pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef encaminhado pelo jurista Miguel Reale Júnior. Confira:

CARTA ABERTA DOS ESTUDANTES BRASILEIROS EM COIMBRA

Coimbra, 31 de março de 2016

A comunidade acadêmica brasileira em Coimbra vê com preocupação a atual conjuntura político-econômica do Brasil. Os recursos alcançados pelo período de bonança do superciclo das commodities foram empregados em um modelo de crescimento econômico equivocado, baseado exclusivamente em consumo.

Nos últimos 18 meses, em razão de uma política econômica populista e insustentável, assistimos a uma rápida deterioração da economia, sem que o Poder Executivo tenha adotado qualquer medida que assegurasse as conquistas sociais que o Partido dos Trabalhadores usa em seu discurso.

Importantes agendas como o desenvolvimento de infraestrutura, as urgentes reformas tributária e previdenciária e o aumento da qualidade do ensino básico, bem como o estimulo à competitividade industrial foram relegadas ao ostracismo.

O poeta romano Juvenal em sua célebre frase “quis custodiet ipsos custodes” (quem vigia os vigilantes?) já demonstrava preocupação com poderes sem limites exercidos pelos governantes. Por este motivo, a Constituição Federal prevê mecanismos de controle – os checks and balances, meios de equilíbrio entre os Poderes. Não restam dúvidas de que o impeachment é um instrumento de controle previsto constitucionalmente.

O modelo republicano implica lisura e retidão de todos os atos do governo, além de ter como pressuposto a possibilidade de responsabilização dos que ocupam cargos na Administração Pública.

Em suma, o povo tem o poder de eleger e, dentro dos instrumentos constitucionais, destituir seus governantes. Sendo assim, consideramos legítimo o pleito de impedimento da Presidente da República, mormente se consideramos que todo o rito foi submetido ao controle de constitucionalidade do Supremo Tribunal Federal, valendo destacar que o devido processo legal está sendo observado em a sua integralidade.

A tese de que o procedimento de impeachment seja golpe não pode ser considerada como verdadeira. Entendemos se tratar de uma narrativa para dissociar o governo das reais acusações que pesam contra si. Ademais, observados os pressupostos constitucionais e legais, não há o que se falar em ruptura com a ordem jurídico-política.

É imperioso recordar que o Partido dos Trabalhadores requereu o impedimento de todos os Presidentes da República, também eleitos por voto popular, desde a promulgação da vigente Constituição, à exceção, por óbvio, dos que se elegeram por essa legenda. O julgamento da Presidente da República pela prática de crime de responsabilidade é, em verdade, a expressão da maturidade e do fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

Por isso exposto, endossamos nosso apoio ao pedido de impeachment elaborado por Hélio Pereira Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Conceição Paschoal. Apoiamos, ainda, o pedido de impeachment elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil.

Outrossim, condenamos o uso político-partidário dos instrumentos institucionais para favorecimento de membros do Partido dos Trabalhadores, notadamente i) a pretensão de interferência do Ministério da Justiça na Polícia Federal, ii) a nomeação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva como Ministro-Chefe da Casa Civil, quer pela ausência de condições morais, quer pelo desvio de finalidade do ato, iii) o uso desvirtuado do púlpito presidencial para a defesa de ideologias e o ataque direto às instituições republicanas, iv) as declarações da Presidente a veículos de informações internacionais de uma suposta tentativa de golpe (colocando em xeque as instituições republicanas) e v) a emissão de comunicado oficial do Itamaraty às embaixadas estrangeiras no mesmo sentido.

Estes movimentos revelam o caráter inescrupuloso do atual governo e são eles que ofendem os princípios morais, éticos, republicanos e democráticos. Repudiamos os modelos socialistas que subvertem os sistemas legais para aparelhamento estatal e se utilizam de subterfúgios para manutenção no poder. Modelos políticos estes amplamente divulgados na América do Sul e que só originaram pobreza e sofrimento aos povos da América Latina.

À classe política cabe aderir aos anseios do povo brasileiro e perceber que o tempo da impunidade já passou. O modelo maquiavélico de gestão pública em que os fins justificam os meios não pode mais ser tolerado. Esperamos a adesão dos políticos pelo impedimento da Presidente Dilma e restauração da ordem republicana.

Adriana Sawaris -Mestranda em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Afonso Gobbi Rodrigues – Mestrando em Novos Média pela Escola Superior de Educação de Coimbra.

Alessandra Cardoso Gonçalves Alves – Mestranda em Direito pela Universidade de Coimbra

Alessandra Vick Coelho da Silva – Mestranda em Direito Ambiental pela Universidade de Coimbra.

Amilcar Araújo Carneiro Júnior – Doutorando em Direito pelo Programa Direito, Justiça e Cidadania no Século XXI pela Universidade de Coimbra.

Ana Paula Pinto Bastos – Doutoranda em Geografia pela Universidade de Coimbra

Anderson Sampaio – Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Andrea Di Libero Barreto Macedo – Pós-graduanda em Direito Ambiental pela Universidade de Coimbra

Andrea Farias Cavalcanti – Mestranda em Direito Laboral pela Universidade de Coimbra

Andressa Batista Lopes – Mestranda em Direito Laboral pela Universidade de Coimbra

Armindo de Castro Júnior – Mestre em Direito Empresarial e Doutorando em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Augusto José Venâncio Neto – Doutor em Engenharia Informática pela Universidade de Coimbra

Brenno Meneses Lima – Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Calil Ibrahim Makhoul – Doutorando em Antropologia Forense pela Universidade de Coimbra

Camila Amorim – Doutoranda em Direito Público pela Universidade de Coimbra

Carlos Felipe Araújo de Souza – Mestrando em Contabilidade e Finanças pela Universidade de Coimbra

Caroline Laura da Costa Ferreira Matos – Pós-graduanda em Direito Ambiental pela Universidade de Coimbra

Carolina Rodrigues de Freitas – Mestranda em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Catarina Araújo Silveira Woyames Pinto – Doutoranda em Direito Público pela Universidade de Coimbra

Clair Kemer de Melo – Doutoranda em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Clarissa Bottega – Mestre em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Claudio Orestes Britto Neto – Mestre em Direito Empresarial pela Universidade de Coimbra

Daniel Alcântara Domingues Fleming – Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Daniel Cabral de Almeida Ferreira – Mestrando em Direito Criminal pela Universidade de Coimbra

Daniela Cutrale – Mestranda em Direito Internacional pela Universidade de Coimbra

Eduardo Bolsoni Riboli – Mestrando em Direito Penal pela Universidade de Coimbra

Eduardo Vasconcelos dos Santos Dantas – Doutorando em Direito pela Universidade de Coimbra

Elda Dagnubia Souza Nascimento Furtado – Pós-graduanda em Direito do Ordenamento Urbanismo e Ambiente pela Universidade de Coimbra

Emanuele Barros Pimentel – Mestranda em Direito Laboral pela Universidade de Coimbra

Fábio Manuel Guiso da Cunha – Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Felipe Viana de Mello – Mestre em Direito Processual Civil pela Universidade de Coimbra

Francisco Jaime Andrade Neto – Mestrando em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Gabriela Alexandre de Castro Fernandes – Mestrando em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Guilherme Zidane Ferreira Freitas – Licenciando em Direito pela Universidade de Coimbra

Heitor Grillo Talarico – Mestrando em Educação pela Escola Superior de Educação de Coimbra

Hendel Sobrosa Machado – Mestre em Direito Empresarial pela Universidade de Coimbra

Herla Kalina Coura Moreira – Mestranda em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Igor Franca Modesto – Mestrando em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

José Uibson Pereira Moraes – Doutorando em Ensino de Ciências Departamento de Física da Universidade de Coimbra

Jucicleide Theodoro da Silva – Doutoranda em Geografia pela Universidade de Coimbra

Juliana Cunha – Doutoranda em Direito pela Universidade de Coimbra

Juliano Libardi – Pós-doutor em Materiais pela Universidade de Coimbra

Lauro Alves Ramos Neto – Licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra

Leandro Zannoni Apolinario de Alencar – Mestre em Direito Administrativo pela Universidade de Coimbra

Leovanir Losso Lisboa – Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Luana Mayara Santos de Assis – Mestranda em Direito Penal pela Universidade de Coimbra

Luane Silva Nascimento – Mestra em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Ludmilla Paixão Blaschikof – Licenciatura em Biologia pela Universidade de Coimbra

Luiz Gustavo Danzmann – Mestrando em Direito Penal pela Universidade de Coimbra

Luiz Gustavo Stefanuto de Lima – Mestrando em Direito Penal e pós-graduado em direito penal econômico e europeu pela Universidade de Coimbra

Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa – Doutoranda em Ensino de Ciências Faculdade de Física Universidade de Coimbra

Maria Victória Santos Gonçalves Broco – Licencianda em Direito pela Universidade de Coimbra

Mariano Rodrigues da Silva Neto – Mestrando em Direito Administrativo pela Universidade de Coimbra

Marine Carriere de Miranda – Mestranda em Direito Penal pela Universidade de Coimbra

Milena Bandeira Medeiros de Arruda – Doutoranda em Direito Civil pela Universidade de Coimbra

Monalizi Prata Araujo – Mestranda em Direito Internacional pela Universidade de Coimbra

Monique Cedraz da Silva Sacramento – Mestrando em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Murilo Medeiros Marques – Pós-graduado em Direito Penal Econômico e Europeu pela Universidade de Coimbra

Natalia Luma Ribeiro – Licenciatura em Turismo, território e patrimônios pela Universidade de Coimbra

Otávio Augusto Coelho de Medeiros – Mestrando em Direito pela Universidade de Coimbra

Patrícia Anache – Doutoranda em Direito Público pela Universidade de Coimbra

Paulo Augusto de Oliveira – Doutorando em Direito Público pela Universidade de Coimbra

Priscilla Maciel de Menezes Silva – Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Rachel Nunes de Carvalho Farias – Mestre em Direito Processual Civil pela Universidade de Coimbra

Ranulfo José Prado – Doutorando em Direito Público pela Universidade de Coimbra

Renata de Castro Vianna Prado – Doutoranda em Direito pelo Programa de Doutoramento Direito, Justiça e Cidadania no Século XXI pela Universidade de Coimbra

Rogério Magnus Varela Gonçalves – Doutor em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Suettinni Jean de Lima – Doutorando em Altos Estudos em História pela Universidade de Coimbra

Thalita Rosado Ventorini – Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra

Tomás Brandão de Macêdo – Mestre em Ciências Jurídico-Históricas pela Universidade de Coimbra

Vanessa Canale de Campos – Mestranda em Contabilidade e Finanças pela Universidade de Coimbra

Vanessa Carício da Cunha Lima – Mestranda em Direito Internacional pela Universidade de Coimbra

Vanessa Viana – Mestranda em Direito Empresarial pela Universidade de Coimbra.

Arqueólogos descobrem 40 sepulturas da dinastia do faraó Tutankamon

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“Uma missão de arqueólogos suecos descobriu um conjunto de 40 sepulturas com ossadas que datam da 18ª dinastia faraônica (1295-1186 a.C.), na cidade monumental de Asuán, no Sul do Egito. À dinastia 18ª pertencem alguns dos faraós mais relevantes e conhecidos, como Tutmosis I, Hatshepsut, Akenatón e Tutankamon.

O diretor do Departamento de Egiptologia do Ministério das Antiguidades, Mohamed Afifi, destacou hoje (30), em declarações à agência espanhola EFE, a importância da descoberta dos ossos de homens, mulheres e crianças de diversas idades, nas montanhas Al Silsila.

“Sem ter em conta a quem pertencem, esta descoberta revela a presença de atividade humana nesta zona”, destacou Afifi, que indicou que rapidamente será determinada a identidade dos enterrados. As sepulturas, situadas na margem oriental do Rio Nilo, estão esculpidas em rocha, têm passadiços escavados no solo e uma ou duas salas quadradas sem inscrições nos muros.

Alguns desses passadiços começam com escadas que conduzem a uma câmara e a uma entrada principal, revelou Afifi, que acrescentou que é provável que as tumbas tenham sido reutilizadas durante a 19ª dinastia.

Por outro lado, o diretor-geral de Antiguidades de Asuán, Nasr Salama, valorizou em comunicado a importância de terem sido encontradas as escadas, pois nunca foram descobertas estruturas deste tipo na zona.

Os peritos da Universidade de Lund também encontraram uma pequena estrutura esculpida na rocha, constituída por duas salas em bom estado e de uma entrada decorada com um disco solar com asas.

A missão sueca, que começou os seus trabalhos na área em 2012, já realizou os primeiros trabalhos de limpeza das sepulturas e já retirou a areia. De acordo com Salama, as escavações mostraram que o lugar está deteriorado devido à erosão e ao alto nível de água subterrânea.”

(Agência Lusa)

Cúpula da ONU alerta sobre crise política brasileira e pede reação “harmoniosa”

“A cúpula da ONU alerta que a crise política no Brasil pode ter um impacto internacional e, pela primeira vez, apela para que os líderes nacionais atuem para solucionar o impasse que vive o País. Em declarações exclusivas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, indicou que a instabilidade no País entrou no radar da entidade e pediu uma reação “harmoniosa” diante da crise.

“Por enquanto, esse é um problema político doméstico. Mas o Brasil é um País muito importante e qualquer instabilidade política no Brasil é uma preocupação social para nós”, disse Ban, em Genebra.

O coreano fez um apelo, o primeiro em relação ao Brasil em quase dez anos de seu comando da ONU e uma atitude rara nos contatos das Nações Unidas com o País. “Peço que os líderes adotem soluções harmoniosas e tranquilas”, declarou. Sei que é um desafio que o País vive. Mas acho que vão conseguir superar “, disse. Ban, que por anos apostou no Brasil e em outros governos emergentes para fortalecer o sistema multilateral, agora rompe seu silêncio e alerta para a crise.

Na cúpula da entidade, a preocupação é de que o impasse político no Brasil possa contaminar outros governos da região onde processos democráticos ainda frágeis poderiam ser minados.

No início de março, o secretário de Direitos Humanos, Rogério Sottili, afirmou que, em encontros com a ONU em Genebra, chegou a falar sobre a crise vivida pelo País. Seu tom foi, acima de tudo, o de mostrar que a questão de direitos humanos está ligada com o clima que vive o País.” Eu não poderia ignorar a situação que o Brasil vive hoje”, disse.

Ao falar com jornalistas brasileiros na ocasião, Sottili ensaiou uma crítica à imprensa, dizendo que a ONU parece saber “mais do Brasil que muitos brasileiros”. “Acho que aqui a informação chega de forma mais qualificada”, ironizou.

Na entidade, porém, o recado é tanto para a oposição quanto para o governo. Há apenas uma semana, a ONU rompeu seu silêncio e alertou para a crise brasileira. Em um apelo tanto aos atuais ocupantes do governo federal como aos demais partidos políticos, a Organização das Nações Unidas disse esperar que os agentes públicos brasileiros “cooperem totalmente” com as autoridades judiciárias nas investigações sobre “suposta corrupção de alto nível, para evitar quaisquer ações que possam ser vistas como um meio de obstruir a Justiça”. Mas também lembrou que o Judiciário deve atuar com “escrúpulos, dentro das regras do direito doméstico e internacional, evitando adotar posições político-partidárias.”

“Estamos preocupados com a possibilidade de que um círculo vicioso possa estar sendo desenvolvido que acabe afetando a credibilidade tanto do Executivo como do Judiciário”, disse Rupert Colville, porta-voz da ONU.

Nesse inédito posicionamento da organização sobre a crise política brasileira, a entidade faz cobranças a todos os agentes protagonistas da atual situação ao se dizer “preocupada com os debates cada vez mais politizados e acalorados” registrados nas últimas semanas no País.

Para o Alto Comissariado, essa situação ameaça causar “um sério dano de longo prazo para o Estado e para as conquistas democráticas feitas nos últimos 20 anos nos quais o Brasil tem sido governado sob uma Constituição que dá fortes garantias de direitos humanos.”

(Estadão Conteúdo)

Avião da Egyptair é sequestrado e desviado para Chipre

Um avião da companhia aérea Egyptair, com 81 passageiros, foi desviado nesta terça-feira (29) por desconhecidos e, depois de sair da rota definida, aterrissou no aeroporto de Larnaca, na costa sul de Chipre, informou a polícia.

Segundo fontes da aviação civil egípcia citadas pela agência France Presse, a bordo da aeronave, que fazia um voo doméstico entre Alexandria e o Cairo, seguia um passageiro que ameaçou detonar o cinto de explosivos. O avião desceu em uma área especial isolada do aeroporto.

As forças de segurança cipriotas informaram que foram libertadas pelo menos as mulheres e crianças. Segundo a transportadora, foram libertados todos os passageiros, à exceção de quatro estrangeiros e da tripulação.

Os hijackers (piratas do ar) fizeram contato com a torre de controle e o avião teve autorização para aterrisar, acrescentou a polícia.

Não foram feitas até o momento quaisquer reivindicações. Uma equipe de gestão de crises foi enviada para o aeroporto.

A polícia cipriota encontra-se sob nível máximo de alerta e o ministro da Ordem Pública, Ionas Nikolau, convocou reunião de emergência.

(Agência Brasil)

Fidel Castro diz que Cuba “não precisa de presentes” dos EUA

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“O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou que Cuba não vai esquecer os confrontos do passado com os Estados Unidos e que a ilha “não precisa de presentes” do vizinho do Norte. “Não precisamos que o império nos dê nenhum presente”, afirmou o líder da Revolução Cubana, de 89 anos, que está fora do poder desde 2006.

A informação está num texto publicado hoje (28), nos veículos oficiais cubanos – uma semana depois da visita do presidente norte-americano, Barack Obama, a Havana. “Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque nosso compromisso é com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivem no planeta”, acrescentou no longo texto, intitulado Irmão Obama.

Sobre o discurso do presidente norte-americano na terça-feira (22) em Havana, Fidel Castro escreve que, ao falar de “esquecer o passado e olhar para o futuro”, Obama recorreu “às palavras mais melosas” e que os cubanos correram “risco de um enfarte” ao ouvir Obama falar de cubanos e norte-americanos como “amigos, família e vizinhos”, citando uma longa lista de problemas passados entre os dois países.

“Que ninguém se iluda quanto ao fato de que o povo deste país nobre e desinteressado renunciará à glória e aos direitos, à riqueza espiritual adquirida pelo desenvolvimento da educação, a ciência e a cultura”, afirmou.

Fidel Castro criticou igualmente as palavras de Obama sobre “enterrar os últimos vestígios da Guerra Fria”, avançando com a “modesta sugestão” de que Obama “reflita e não tente teorizar sobre a política cubana”.

(Agência Lusa)

Intelectuais estrangeiros assinam manifesto contra o impeachment e em favor da democracia

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“Um manifesto online, assinado por 51 acadêmicos especializados em estudos sobre o Brasil em universidades estrangeiras, diz que a democracia brasileira encontra-se “seriamente ameaçada” pelo atual clima político. O documento, que convoca intelectuais estrangeiros a aderirem ao texto, já recebeu mais de mil subscrições até a manhã de hoje (28), desde que foi lançado, há quatro dias.

Idealizado pelo historiador James Green, da Universidade Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos, e o sociólogo brasileiro Renan Quinalha, pesquisador convidado na Brown, o manifesto reconhece a legitimidade e a necessidade do combate à corrupção por meio de inquéritos como os da Operação Lava Jato, mas acusa o que seriam abusos na condução da investigação e afirma que “setores do judiciário, com o apoio de interesses da grande imprensa, têm se tornado protagonistas em prejudicar o Estado de Direito”.

“Tomamos a iniciativa de organizar esse abaixo-assinado por conta da grave situação política que o Brasil atravessa hoje. Recebemos uma chamada de acadêmicos brasileiros pedindo solidariedade na defesa da democracia e atendemos prontamente a esse chamado”, disse Green, por email, à Agência Brasil. “Nossa intenção foi somar a comunidade acadêmica internacional às diversas iniciativas que estão se proliferando pelo Brasil.”

Green é autor dos livros Além do Carnaval – A Homossexualidade Masculina no Brasil do Séc. XX (Unesp, 2000) e Apesar de Vocês – Oposição à Ditadura Brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985 (Companhia das Letras, 2009), que analisa as relações Brasil-EUA no período e conta a história de pessoas que combateram o regime militar brasileiro a partir do país norte-americano.

O texto é assinado, entre outros, por brasilianistas como Barbara Weinstein (New York University), autora de diversos livros sobre o Brasil pós-colonial; Elizabeth Leeds (Massachussets Institute of Technology – MIT), que é também cofundadora e presidente de honra do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Jean Hébrard, professor na Ecóle de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Assinam ainda intelectuais brasileiros que no momento atuam fora do país, como o especialista em literatura brasileira Pedro Meira Monteiro, que leciona na Universidade Princeton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e o historiador Sidney Chalhoub, professor convidado na Universidade Harvard, em Massachussets (EUA).

Impeachment

No manifesto, os acadêmicos enxergam um sério risco de que a retórica contra a corrupção esteja sendo usada para desestabilizar um governo democraticamente eleito, citando que o mesmo expediente fora utilizado antes da queda do ex-presidente João Goulart (1964), dando espaço à ditadura militar subsequente. À Agência Brasil, Barbara Weinstein criticou o processo de impeachment em curso no Congresso.

“Caso surjam evidências de algo mais sério do que ‘contabilidade criativa’, ou se você puder encontrar uma maioria de dois terços da Câmara dos Deputados que se acredite nunca ter cometido qualquer ato que possa ser descrito como ‘corrupto’ ou ‘desonesto’, então talvez eu possa considerar legítimo que eles decidam se Dilma permanece no cargo ou é impedida”, disse Weinstein. “Acho muito improvável.”

Para Chalhoub, um dos historiadores brasileiros de maior projeção internacional, “o processo de impeachment tem bases muito frágeis, como já mostraram vários juristas. E está sendo conduzido por parlamentares sobre os quais pesam acusações de gravidade ímpar. Destituir uma presidenta desse modo fragiliza a democracia, é um golpe contra ela, traduz apenas o inconformismo dos derrotados nas eleições de 2014. Esse é um momento decisivo da democracia brasileira”, disse ele à Agência Brasil.

Dos mais de mil subscritos no abaixo-assinado disponível no site Avaaz, grande parte é composta por acadêmicos do México e da Argentina, mas há intelectuais de países diversos, como África do Sul, Índia, Japão e Turquia.”

(Agência Brasil)

Operação Mãos Limpas não diminuiu corrupção, afirmam juízes italianos

“Independente do número de condenações, multas, prisões preventivas ou qualquer outro tipo de condenação que possa ser imposta a corruptos e corruptores, a parte essencial do combate à corrupção política é a opinião pública, tanto pressionando por resoluções quanto mudando de hábitos. A opinião é dois juízes italianos Gherardo Colombo e Piercamillo Davigo. Os dois atuaram nas ações envolvendo as operação mãos limpas e foram entrevistados pelos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.

Para Colombo, a principal descoberta da operação mãos limpas foi o nível de penetração da corrupção no poder público e na sociedade. “A herança desse caso está no fato que pudemos constatar que, por meio de uma investigação judiciária, não se pode enfrentar a corrupção, quando ela é tão difusa como na Itália. Eu creio que hoje a corrupção não seja menos espalhada do que então. Investigamos por seis, sete anos. Fizemos processos até 2005 e, porém, a corrupção não diminuiu”, explica.

No caso italiano, também houve a aceitação pela população de medidas propostas pelo governo para afrouxar o controle. “O problema é que medidas relacionadas à prescrição dos crimes (diminuição do tempo de prescrição), à falsificação de balanço de empresas (que deixou de ser crime) e outras foram aceitas pelos cidadãos. Exceto no caso do decreto Biondi (conhecido como ‘salva ladrão’, ele acabava com a prisão preventiva nos casos de corrupção, mas acabou rejeitado pelo Parlamento), os cidadãos progressivamente se desinteressaram dessas coisas, pois começamos a incomodar também as pessoas comuns”, complementa.

Outro ponto que é destacado pelo magistrado europeu é o que motivava os empresários envolvidos no esquema a pagar por favores políticos. “Geralmente não eram vítimas de extorsão. Algum deve ter sido, mas o que acontecia era outra coisa: os empresários, por meio da corrupção, obtinham recursos públicos que, sem isso, não teriam. A corrupção trazia vantagem, seja para o funcionário ou para o político, que recebia o dinheiro, seja para o empresário, que pagava. O custo da propina era sustentado pelos cidadãos, que pagavam impostos, porque os empresários incluíam isso no preço dos contratos com o governo.”

Piercamillo Davigo afirma que a operação mãos limpas perdeu força, em parte, porque a opinião pública parou de se indignar. “Na fase inicial, a população reagiu com grande indignação. Nas eleições de 1994, desapareceram cinco partidos: um era majoritário e os outros quatro existiam há mais de 100 anos. Em seguida, surgiu o cansaço e a resignação” lembra.

Gherardo Colombo diz que isso se deu também por falta de uma mudança educacional e cultural na sociedade italiana. “No início, eram todos entusiastas na Itália das investigações, pois elas nos levavam a descobrir a corrupção de pessoas que estavam lá em cima. Mas, conforme elas prosseguiram, chegamos à corrupção dos cidadãos comuns: o fiscal da prefeitura que fazia compras de graça, que não fiscalizava a balança do vendedor de frios, que continuava a vender apresuntado como se fosse presunto.”

O ex-magistrado, que se demitiu e atua como editor e palestrante sobre o combate à corrupção cotidiana, cita que os juízes eram chamados de Savonarolas — em referência ao dominicano Girolamo Savonarola, que governou Florença no século XV — e que a população passou a questioná-los sobre suas atitudes. “Mas esses magistrados, o que querem fazer? Querem saber o que nós estamos fazendo?”, lembrou.

Ele destaca que o comportamento da opinião pública é muito diferente atualmente do que se comparado ao do início da operação. Também diz que o único resultado nítido é o aumento das abstenções nas eleições — na Itália o voto não é obrigatório. “Continuam a dizer: ‘Esses políticos, são todos corruptos etc’. Mas a partir disso não surge um comportamento coerente.”

* Do Consultor Jurídico, leia mais aqui.

Estudante da UFC do Ciência Sem Fronteiras é encontrada morta na Espanha

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foto ana cristina ufc óbito

A estudante do campus de Quixadá, da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ana
Cristina Soriano, foi encontrada morta no apartamento em que morava em Barcelona,
na Espanha, nessa sexta-feira (25). O falecimento foi comunicado em nota emitida pela assessoria de imprensa da UFC. Ainda não se sabe as causas da morte, mas a família aponta a possibilidade de causa natural. Ana Cristina estava na cidade como
bolsista do programa Ciência sem Fronteiras.

A morte foi comunicada ao Consulado do Brasil, que acompanha as providências junto
às autoridades espanholas em Barcelona. A Reitoria da Universidade Federal do
Ceará, a Coordenadoria de Assuntos Internacionais e a diretoria do Campus Quixadá
também acompanham o caso. Logo que tomou conhecimento, o Reitor Henry de Holanda Campos entrou em contato com a família para manifestar solidariedade e assegurar o apoio necessário no que compete à UFC. Ainda não há informações sobre traslado do corpo da estudante para o Brasil.

(O POVO Online)

Baixaria globalizada – Ted Cruz acusa Donald Trump de inventar adultério

O senador do estado americano do Texas, Ted Cruz, acusou nessa sexta-feira (25) Donald Trump, o favorito das primárias republicanas, de estar envolvido na publicação de um artigo do jornal National Enquirer, que o acusa de adultério.

“Esse artigo do National Enquirer é um absurdo. São mentiras completas e absolutas. É uma difamação de um tabloide que vem de Donald Trump e dos seus capangas”, disse Ted Cruz aos jornalistas, em Oshkosh, no estado de Winsconsin.

Ted Cruz fez as mesmas acusações em um comunicado, no qual se lê que “o fato de Donald Trump contratar os seus amigos do National Enquirer e os seus capangas políticos para executar as suas vontades demonstra que desce cada vez mais baixo”.

O National Enquirer é um jornal semanal, vendido em supermercados, de reputação duvidosa, mas é famoso por ter revelado a ligação extraconjugal do senador democrata John Edwards, candidato nas primárias de 2008.

O assessor de Ted Cruz, Jason Johson, salientou, no Twitter, as ligações entre Donald Trump e o presidente do jornal, David Pecker.

Também em comunicado, Donald Trump respondeu a Ted Cruz, afirmando que não tem “ideia se o artigo é verdadeiro ou não” e que não tem “absolutamente nada a ver com isso”, que não está ciente dos fatos e que sequer leu o jornal.

A divulgação da notícia acontece uma semana depois de ataques pessoais entre Donald Trump e Ted Cruz. Donald Trump é, até agora, o candidato nas primárias dos republicanos com mais delegados eleitos.

(Agência Brasil)

Estados Unidos matam número dois do Estado Islâmico

O secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ashton Carter, anunciou nesta sexta-feira (25) a morte do “número dois” do movimento extremista Estado Islâmico. “A remoção deste líder do Estado Islâmico vai dificultar a sua capacidade de conduzir operações dentro e fora do Iraque e da Síria”, disse Carter sobre a morte de Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli, a quem se referiu como Haji Imam.

Segundo Carter, o vice-líder do Estado Islâmico era o responsável pelas finanças da organização terrorista que tem reivindicado vários atentados, no mundo árabe e na Europa, como os recentes ataques em Bruxelas e em Paris. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos tinha oferecido até US$ 7 milhões por informações que levassem à sua captura.

A morte de al-Qaduli é a segunda de um alto dirigente do grupo em apenas algumas semanas. Este mês, o Pentágono disse que também conseguiu matar ‘Omar o Checheno’, após um ataque no Norte da Síria.

Al-Qadouli “era um terrorista conhecido nas fileiras do Estado Islâmico”, disse Carter, lembrando a morte de ‘Omar’, que atuava como responsável na área de defesa.

(Agência Brasil)

Iron Maiden encanta fãs no Castelão

bruce

“Uma onda de camisas pretas invadiu o Castelão nesta quinta-feira. Esperado há décadas pelos fãs cearenses, o Iron Maiden, enfim, trouxe seu espetáculo para Fortaleza. O show foi fruto de uma campanha que começou no Orkut, chegou ao facebook e virou realidade na noite de ontem.

> Veja as fotos do show do Iron Maiden em Fortaleza

Aguardado por um público estimado entre 22 e 25 mil pessoas, o estádio estava fervendo, tanto pela ansiedade, quanto pela falta de vento. O sexteto londrino subiu ao palco às 21h25min, depois de outros dois shows. A abertura ficou com o The Raven Age, banda liderada pelo filho de Steve Harris, baixista do Iron Maiden. Em seguida, às 19h50, foi a vez do Anthrax. Espécie de semi-deuses do metal, o quarteto deixou claro por que é uma das referências do trash metal.

Apesar da variedade de camisas circulando pelo Castelão (AcDc, Black Sabbath, Rolling Stones e outras), era mesmo o Iron Maiden que todos queriam ver. Depois de um vídeo onde o avião da banda, o Ed Force One, é arremessado por uma mão demoníaca sobre uma mata fechada, a banda entrou no palco que explodia em chamas e fumaça. O vocalista Bruce Dickinson, com fôlego de menino, comanda o espetáculo com maestria, enquanto o trio de guitarristas duela com seus instrumentos.

(Marcos Sampaio – POVO Online)

Dilma diz a jornais estrangeiros que impeachment não tem fundamentos legais

A presidente Dilma Rousseff procurou demonstrar confiança em entrevista a seis jornais estrangeiros, nesta quinta-feira (24), em Brasília, diante da crise política que o país enfrenta. Dilma falou com jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), The Guardian (Inglaterra), Pagina 12 (Argentina), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha).

Jornais como britânico The Guardian e o americano New York Times destacam os comentários de Dilma sobre o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, as críticas a seus opositores e o tom desafiador dela diante dos pedidos de renúncia. Aos jornalistas estrangeiros, ela disse que o pedido de afastamento em curso “não tem fundamentos legais”.

Esta, aliás, é a terceira vez nas duas últimas semanas que Dilma afirma que não renunciará. No dia 11, a dois dias das manifestações de grupos contrários ao governo realizadas em todo o país, em pronunciamento após reunião com reitores dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Palácio do Planalto, ela fez a afirmação que ninguém tem o direito de pedir a renúncia de um mandatário sem provar que ele feriu a Constituição. E, nesta semana, no último dia 22, em encontro com juristas, ela discursou defendendo o próprio mandato, assegurando que jamais renunciará e que qualquer tentativa de afastá-la configura golpe.

Segundo os jornais estrangeiros, Dilma criticou fortemente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por aceitar o pedido de impeachment contra ela, e lembrou que ele está envolvido em várias denúncias de corrupção. Questionada se aceitará a decisão do Congresso se for pela cassação do mandato, ela disse que “apelará com todos os métodos legais possíveis”.

(Agência Brasil)

Juiz Sérgio Moro é o 13º líder mais influente no mundo hoje, diz revista Fortune

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SÈrgio Fernando Moro

“O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, é considerado pela revista norte-americana Fortune como o 13º principal líder mundial em lista de 50 nomes que inclui também o papa Francisco (4º), a premiê alemã Angela Merkel (2ª) e o fundador da Amazon, Jeff Bezos (1º).

O juiz paranaense aparece logo à frente do vocalista do U2, Bono Vox (14º), e dos astros da NBA Stephen Curry e Steve Kerr (15º). Além disso, Moro está melhor do que o presidente da Argentina, Mauricio Macri (26º), e o apresentador americano John Oliver (30º).

Confira a lista completa da Fortune:

1 – Jeff Bezos

2 – Angela Merkel

3 – Aung San Suu Kyi

4 – Papa Francisco

5 – Tim Cook

6 – John Legend

7 – Christiana Figueres

8 – Paul Ryan

9 – Ruth Bader Gingsburg

10 – Sheikh Hasina

11 – Nick Saban

12 – Huateng ‘Pony’ Ma

13 – Sergio Moro

14 – Bono

15 – Stephen Curry e Steve Kerr

16 – Bryan Stevenson

17 – Nikki Haley

18 – Lin-Manuel Miranda

19 – Marvin Ellison

20 – Reshma Saujani

21 – Larry Fink

22 – Scott Kelly e Mikhail Kornienko

23 – David Miliband

24 – Anna Maria Chávez

25 – Carla Hayden

26 – Mauricio Macri

27 – Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi

28 – Chai Jing

29 – Moncef Slaoui

30 – John Oliver

31 – Marc Edwards

32 – Arthur Brooks

33 – Rosie Batty

34 – Kristen Griest e Shaye Haver

35 – Denis Mukwege

36 – Christine Lagarde

37 – Marc Benioff

38 – Gina Raimondo

39 – Amina Mohammed

40 – Domenico Lucano

41 – Melinda Gates e Susan Desmond-Hellman

42 – Arvind Kejriwal

43 – Jorge Ramos

44 – Michael Froman

45 – Mina Guli

46 – Ramón Mendéz

47 – Bright Simons

48 – Justin Trudeau

49 – Clarence Rewcastle Brown

50 – Tshering Tobgay

ESTADÃO conteúdo

Obama diz que Brasil tem democracia madura e saberá superar crise

“A crise brasileira foi discutida brevemente durante encontro, nesta quarta-feira (23), entre os presidentes dos Estados Unidos, Barak Obama, e da Argentina, Mauricio Macri. Na reunião realizada na Casa Rosada, sede do governo argentino, ambos manifestaram o desejo de que o Brasil supere rapidamente e, “de maneira efetiva”, sua crise política.

Eles não fizeram menção à presidenta Dilma Rousseff, ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em tramitação na Câmara dos Deputados, ou às denúncias de corrupção que estão sendo investigadas no país. A ênfase foi colocada nas instituições democráticas brasileiras que, segundo Obama e Macri, poderão ajudar o país a solucionar seus problemas e sair fortalecido.

“Sobre o Brasil, não o discutimos intensamente – apenas [dissemos] que ambos esperamos que o Brasil resolva sua crise política de maneira efetiva”, afirmou o presidente americano. Segundo ele, Brasil é um grande país, amigo tanto dos Estados Unidos quanto da Argentina.

“A boa notícia – algo que me foi apontado pelo presidente Macri – é que a democracia [brasileira] é madura e suas estruturas são fortes”, acrescentou Obama, em entrevista coletiva ao lado de Macri. Segundo o chefe do governo americano, isso que vai permitir ao Brasil “prosperar” e ocupar uma posição de liderança. “Precisamos de um Brasil forte.”

Macri também falou sobre a preocupação com a crise no Brasil. “Estamos acompanhando de perto. Temos afeto pelo povo brasileiro, que é nosso principal parceiro estratégico”, disse. “Estamos convencidos de que o Brasil vai sair fortalecido desse processo, dessa crise. E esperamos que isso ocorra o mais rápido possível, porque os acontecimentos no Brasil afetam a Argentina.”

(Agência Lusa)

A dialética das comoções e o terrorismo

Eis um belo ponto de vista do jornalista Demitri Túlio sobre atos de terrorismo em Bruxelas. Ele faz uma observação: fatos do gênero no Ocidente ganham maior comoção do que mesmos fatos registrados no Oriente. 

O dilema é entender por que nossa comoção é tão variada. O atentado covarde à capital da União Europeia, Bruxelas, é inaceitável. Mas é estranho não haver tamanho luto, e cobertura doída, quando ataques terroristas desaparecem com inocentes em continente que não é o Ocidente. Nem a Turquia, território europeu também, carreou tanta compaixão por 97 pessoas que explodiram pelas mãos de extremistas. Não choramos ou criamos hashtags por Ancara. Ou por dezenas de países, fora do nosso mundo, que tiveram atentados no pós-Paris.

Não podemos crer e passar para filhos e sobrinhos que o Oriente, o continente africano e a Ásia são lugares do terror.

É como pensar que a chacina do Curió se justifique porque ali os discursos indicam território da barbárie. Talvez a gente precise refazer o olhar em relação ao outro. Por Bruxelas, por Ancara e pelo Curió. Dores diferentes, mas a mesma compaixão por qualquer morador do mundo.

* Demitri Túlio,

Jornalista do O POVO.