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Cúpula da ONU alerta sobre crise política brasileira e pede reação “harmoniosa”

“A cúpula da ONU alerta que a crise política no Brasil pode ter um impacto internacional e, pela primeira vez, apela para que os líderes nacionais atuem para solucionar o impasse que vive o País. Em declarações exclusivas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, indicou que a instabilidade no País entrou no radar da entidade e pediu uma reação “harmoniosa” diante da crise.

“Por enquanto, esse é um problema político doméstico. Mas o Brasil é um País muito importante e qualquer instabilidade política no Brasil é uma preocupação social para nós”, disse Ban, em Genebra.

O coreano fez um apelo, o primeiro em relação ao Brasil em quase dez anos de seu comando da ONU e uma atitude rara nos contatos das Nações Unidas com o País. “Peço que os líderes adotem soluções harmoniosas e tranquilas”, declarou. Sei que é um desafio que o País vive. Mas acho que vão conseguir superar “, disse. Ban, que por anos apostou no Brasil e em outros governos emergentes para fortalecer o sistema multilateral, agora rompe seu silêncio e alerta para a crise.

Na cúpula da entidade, a preocupação é de que o impasse político no Brasil possa contaminar outros governos da região onde processos democráticos ainda frágeis poderiam ser minados.

No início de março, o secretário de Direitos Humanos, Rogério Sottili, afirmou que, em encontros com a ONU em Genebra, chegou a falar sobre a crise vivida pelo País. Seu tom foi, acima de tudo, o de mostrar que a questão de direitos humanos está ligada com o clima que vive o País.” Eu não poderia ignorar a situação que o Brasil vive hoje”, disse.

Ao falar com jornalistas brasileiros na ocasião, Sottili ensaiou uma crítica à imprensa, dizendo que a ONU parece saber “mais do Brasil que muitos brasileiros”. “Acho que aqui a informação chega de forma mais qualificada”, ironizou.

Na entidade, porém, o recado é tanto para a oposição quanto para o governo. Há apenas uma semana, a ONU rompeu seu silêncio e alertou para a crise brasileira. Em um apelo tanto aos atuais ocupantes do governo federal como aos demais partidos políticos, a Organização das Nações Unidas disse esperar que os agentes públicos brasileiros “cooperem totalmente” com as autoridades judiciárias nas investigações sobre “suposta corrupção de alto nível, para evitar quaisquer ações que possam ser vistas como um meio de obstruir a Justiça”. Mas também lembrou que o Judiciário deve atuar com “escrúpulos, dentro das regras do direito doméstico e internacional, evitando adotar posições político-partidárias.”

“Estamos preocupados com a possibilidade de que um círculo vicioso possa estar sendo desenvolvido que acabe afetando a credibilidade tanto do Executivo como do Judiciário”, disse Rupert Colville, porta-voz da ONU.

Nesse inédito posicionamento da organização sobre a crise política brasileira, a entidade faz cobranças a todos os agentes protagonistas da atual situação ao se dizer “preocupada com os debates cada vez mais politizados e acalorados” registrados nas últimas semanas no País.

Para o Alto Comissariado, essa situação ameaça causar “um sério dano de longo prazo para o Estado e para as conquistas democráticas feitas nos últimos 20 anos nos quais o Brasil tem sido governado sob uma Constituição que dá fortes garantias de direitos humanos.”

(Estadão Conteúdo)

Avião da Egyptair é sequestrado e desviado para Chipre

Um avião da companhia aérea Egyptair, com 81 passageiros, foi desviado nesta terça-feira (29) por desconhecidos e, depois de sair da rota definida, aterrissou no aeroporto de Larnaca, na costa sul de Chipre, informou a polícia.

Segundo fontes da aviação civil egípcia citadas pela agência France Presse, a bordo da aeronave, que fazia um voo doméstico entre Alexandria e o Cairo, seguia um passageiro que ameaçou detonar o cinto de explosivos. O avião desceu em uma área especial isolada do aeroporto.

As forças de segurança cipriotas informaram que foram libertadas pelo menos as mulheres e crianças. Segundo a transportadora, foram libertados todos os passageiros, à exceção de quatro estrangeiros e da tripulação.

Os hijackers (piratas do ar) fizeram contato com a torre de controle e o avião teve autorização para aterrisar, acrescentou a polícia.

Não foram feitas até o momento quaisquer reivindicações. Uma equipe de gestão de crises foi enviada para o aeroporto.

A polícia cipriota encontra-se sob nível máximo de alerta e o ministro da Ordem Pública, Ionas Nikolau, convocou reunião de emergência.

(Agência Brasil)

Fidel Castro diz que Cuba “não precisa de presentes” dos EUA

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“O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou que Cuba não vai esquecer os confrontos do passado com os Estados Unidos e que a ilha “não precisa de presentes” do vizinho do Norte. “Não precisamos que o império nos dê nenhum presente”, afirmou o líder da Revolução Cubana, de 89 anos, que está fora do poder desde 2006.

A informação está num texto publicado hoje (28), nos veículos oficiais cubanos – uma semana depois da visita do presidente norte-americano, Barack Obama, a Havana. “Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque nosso compromisso é com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivem no planeta”, acrescentou no longo texto, intitulado Irmão Obama.

Sobre o discurso do presidente norte-americano na terça-feira (22) em Havana, Fidel Castro escreve que, ao falar de “esquecer o passado e olhar para o futuro”, Obama recorreu “às palavras mais melosas” e que os cubanos correram “risco de um enfarte” ao ouvir Obama falar de cubanos e norte-americanos como “amigos, família e vizinhos”, citando uma longa lista de problemas passados entre os dois países.

“Que ninguém se iluda quanto ao fato de que o povo deste país nobre e desinteressado renunciará à glória e aos direitos, à riqueza espiritual adquirida pelo desenvolvimento da educação, a ciência e a cultura”, afirmou.

Fidel Castro criticou igualmente as palavras de Obama sobre “enterrar os últimos vestígios da Guerra Fria”, avançando com a “modesta sugestão” de que Obama “reflita e não tente teorizar sobre a política cubana”.

(Agência Lusa)

Intelectuais estrangeiros assinam manifesto contra o impeachment e em favor da democracia

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“Um manifesto online, assinado por 51 acadêmicos especializados em estudos sobre o Brasil em universidades estrangeiras, diz que a democracia brasileira encontra-se “seriamente ameaçada” pelo atual clima político. O documento, que convoca intelectuais estrangeiros a aderirem ao texto, já recebeu mais de mil subscrições até a manhã de hoje (28), desde que foi lançado, há quatro dias.

Idealizado pelo historiador James Green, da Universidade Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos, e o sociólogo brasileiro Renan Quinalha, pesquisador convidado na Brown, o manifesto reconhece a legitimidade e a necessidade do combate à corrupção por meio de inquéritos como os da Operação Lava Jato, mas acusa o que seriam abusos na condução da investigação e afirma que “setores do judiciário, com o apoio de interesses da grande imprensa, têm se tornado protagonistas em prejudicar o Estado de Direito”.

“Tomamos a iniciativa de organizar esse abaixo-assinado por conta da grave situação política que o Brasil atravessa hoje. Recebemos uma chamada de acadêmicos brasileiros pedindo solidariedade na defesa da democracia e atendemos prontamente a esse chamado”, disse Green, por email, à Agência Brasil. “Nossa intenção foi somar a comunidade acadêmica internacional às diversas iniciativas que estão se proliferando pelo Brasil.”

Green é autor dos livros Além do Carnaval – A Homossexualidade Masculina no Brasil do Séc. XX (Unesp, 2000) e Apesar de Vocês – Oposição à Ditadura Brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985 (Companhia das Letras, 2009), que analisa as relações Brasil-EUA no período e conta a história de pessoas que combateram o regime militar brasileiro a partir do país norte-americano.

O texto é assinado, entre outros, por brasilianistas como Barbara Weinstein (New York University), autora de diversos livros sobre o Brasil pós-colonial; Elizabeth Leeds (Massachussets Institute of Technology – MIT), que é também cofundadora e presidente de honra do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Jean Hébrard, professor na Ecóle de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Assinam ainda intelectuais brasileiros que no momento atuam fora do país, como o especialista em literatura brasileira Pedro Meira Monteiro, que leciona na Universidade Princeton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e o historiador Sidney Chalhoub, professor convidado na Universidade Harvard, em Massachussets (EUA).

Impeachment

No manifesto, os acadêmicos enxergam um sério risco de que a retórica contra a corrupção esteja sendo usada para desestabilizar um governo democraticamente eleito, citando que o mesmo expediente fora utilizado antes da queda do ex-presidente João Goulart (1964), dando espaço à ditadura militar subsequente. À Agência Brasil, Barbara Weinstein criticou o processo de impeachment em curso no Congresso.

“Caso surjam evidências de algo mais sério do que ‘contabilidade criativa’, ou se você puder encontrar uma maioria de dois terços da Câmara dos Deputados que se acredite nunca ter cometido qualquer ato que possa ser descrito como ‘corrupto’ ou ‘desonesto’, então talvez eu possa considerar legítimo que eles decidam se Dilma permanece no cargo ou é impedida”, disse Weinstein. “Acho muito improvável.”

Para Chalhoub, um dos historiadores brasileiros de maior projeção internacional, “o processo de impeachment tem bases muito frágeis, como já mostraram vários juristas. E está sendo conduzido por parlamentares sobre os quais pesam acusações de gravidade ímpar. Destituir uma presidenta desse modo fragiliza a democracia, é um golpe contra ela, traduz apenas o inconformismo dos derrotados nas eleições de 2014. Esse é um momento decisivo da democracia brasileira”, disse ele à Agência Brasil.

Dos mais de mil subscritos no abaixo-assinado disponível no site Avaaz, grande parte é composta por acadêmicos do México e da Argentina, mas há intelectuais de países diversos, como África do Sul, Índia, Japão e Turquia.”

(Agência Brasil)

Operação Mãos Limpas não diminuiu corrupção, afirmam juízes italianos

“Independente do número de condenações, multas, prisões preventivas ou qualquer outro tipo de condenação que possa ser imposta a corruptos e corruptores, a parte essencial do combate à corrupção política é a opinião pública, tanto pressionando por resoluções quanto mudando de hábitos. A opinião é dois juízes italianos Gherardo Colombo e Piercamillo Davigo. Os dois atuaram nas ações envolvendo as operação mãos limpas e foram entrevistados pelos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.

Para Colombo, a principal descoberta da operação mãos limpas foi o nível de penetração da corrupção no poder público e na sociedade. “A herança desse caso está no fato que pudemos constatar que, por meio de uma investigação judiciária, não se pode enfrentar a corrupção, quando ela é tão difusa como na Itália. Eu creio que hoje a corrupção não seja menos espalhada do que então. Investigamos por seis, sete anos. Fizemos processos até 2005 e, porém, a corrupção não diminuiu”, explica.

No caso italiano, também houve a aceitação pela população de medidas propostas pelo governo para afrouxar o controle. “O problema é que medidas relacionadas à prescrição dos crimes (diminuição do tempo de prescrição), à falsificação de balanço de empresas (que deixou de ser crime) e outras foram aceitas pelos cidadãos. Exceto no caso do decreto Biondi (conhecido como ‘salva ladrão’, ele acabava com a prisão preventiva nos casos de corrupção, mas acabou rejeitado pelo Parlamento), os cidadãos progressivamente se desinteressaram dessas coisas, pois começamos a incomodar também as pessoas comuns”, complementa.

Outro ponto que é destacado pelo magistrado europeu é o que motivava os empresários envolvidos no esquema a pagar por favores políticos. “Geralmente não eram vítimas de extorsão. Algum deve ter sido, mas o que acontecia era outra coisa: os empresários, por meio da corrupção, obtinham recursos públicos que, sem isso, não teriam. A corrupção trazia vantagem, seja para o funcionário ou para o político, que recebia o dinheiro, seja para o empresário, que pagava. O custo da propina era sustentado pelos cidadãos, que pagavam impostos, porque os empresários incluíam isso no preço dos contratos com o governo.”

Piercamillo Davigo afirma que a operação mãos limpas perdeu força, em parte, porque a opinião pública parou de se indignar. “Na fase inicial, a população reagiu com grande indignação. Nas eleições de 1994, desapareceram cinco partidos: um era majoritário e os outros quatro existiam há mais de 100 anos. Em seguida, surgiu o cansaço e a resignação” lembra.

Gherardo Colombo diz que isso se deu também por falta de uma mudança educacional e cultural na sociedade italiana. “No início, eram todos entusiastas na Itália das investigações, pois elas nos levavam a descobrir a corrupção de pessoas que estavam lá em cima. Mas, conforme elas prosseguiram, chegamos à corrupção dos cidadãos comuns: o fiscal da prefeitura que fazia compras de graça, que não fiscalizava a balança do vendedor de frios, que continuava a vender apresuntado como se fosse presunto.”

O ex-magistrado, que se demitiu e atua como editor e palestrante sobre o combate à corrupção cotidiana, cita que os juízes eram chamados de Savonarolas — em referência ao dominicano Girolamo Savonarola, que governou Florença no século XV — e que a população passou a questioná-los sobre suas atitudes. “Mas esses magistrados, o que querem fazer? Querem saber o que nós estamos fazendo?”, lembrou.

Ele destaca que o comportamento da opinião pública é muito diferente atualmente do que se comparado ao do início da operação. Também diz que o único resultado nítido é o aumento das abstenções nas eleições — na Itália o voto não é obrigatório. “Continuam a dizer: ‘Esses políticos, são todos corruptos etc’. Mas a partir disso não surge um comportamento coerente.”

* Do Consultor Jurídico, leia mais aqui.

Estudante da UFC do Ciência Sem Fronteiras é encontrada morta na Espanha

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A estudante do campus de Quixadá, da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ana
Cristina Soriano, foi encontrada morta no apartamento em que morava em Barcelona,
na Espanha, nessa sexta-feira (25). O falecimento foi comunicado em nota emitida pela assessoria de imprensa da UFC. Ainda não se sabe as causas da morte, mas a família aponta a possibilidade de causa natural. Ana Cristina estava na cidade como
bolsista do programa Ciência sem Fronteiras.

A morte foi comunicada ao Consulado do Brasil, que acompanha as providências junto
às autoridades espanholas em Barcelona. A Reitoria da Universidade Federal do
Ceará, a Coordenadoria de Assuntos Internacionais e a diretoria do Campus Quixadá
também acompanham o caso. Logo que tomou conhecimento, o Reitor Henry de Holanda Campos entrou em contato com a família para manifestar solidariedade e assegurar o apoio necessário no que compete à UFC. Ainda não há informações sobre traslado do corpo da estudante para o Brasil.

(O POVO Online)

Baixaria globalizada – Ted Cruz acusa Donald Trump de inventar adultério

O senador do estado americano do Texas, Ted Cruz, acusou nessa sexta-feira (25) Donald Trump, o favorito das primárias republicanas, de estar envolvido na publicação de um artigo do jornal National Enquirer, que o acusa de adultério.

“Esse artigo do National Enquirer é um absurdo. São mentiras completas e absolutas. É uma difamação de um tabloide que vem de Donald Trump e dos seus capangas”, disse Ted Cruz aos jornalistas, em Oshkosh, no estado de Winsconsin.

Ted Cruz fez as mesmas acusações em um comunicado, no qual se lê que “o fato de Donald Trump contratar os seus amigos do National Enquirer e os seus capangas políticos para executar as suas vontades demonstra que desce cada vez mais baixo”.

O National Enquirer é um jornal semanal, vendido em supermercados, de reputação duvidosa, mas é famoso por ter revelado a ligação extraconjugal do senador democrata John Edwards, candidato nas primárias de 2008.

O assessor de Ted Cruz, Jason Johson, salientou, no Twitter, as ligações entre Donald Trump e o presidente do jornal, David Pecker.

Também em comunicado, Donald Trump respondeu a Ted Cruz, afirmando que não tem “ideia se o artigo é verdadeiro ou não” e que não tem “absolutamente nada a ver com isso”, que não está ciente dos fatos e que sequer leu o jornal.

A divulgação da notícia acontece uma semana depois de ataques pessoais entre Donald Trump e Ted Cruz. Donald Trump é, até agora, o candidato nas primárias dos republicanos com mais delegados eleitos.

(Agência Brasil)

Estados Unidos matam número dois do Estado Islâmico

O secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ashton Carter, anunciou nesta sexta-feira (25) a morte do “número dois” do movimento extremista Estado Islâmico. “A remoção deste líder do Estado Islâmico vai dificultar a sua capacidade de conduzir operações dentro e fora do Iraque e da Síria”, disse Carter sobre a morte de Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli, a quem se referiu como Haji Imam.

Segundo Carter, o vice-líder do Estado Islâmico era o responsável pelas finanças da organização terrorista que tem reivindicado vários atentados, no mundo árabe e na Europa, como os recentes ataques em Bruxelas e em Paris. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos tinha oferecido até US$ 7 milhões por informações que levassem à sua captura.

A morte de al-Qaduli é a segunda de um alto dirigente do grupo em apenas algumas semanas. Este mês, o Pentágono disse que também conseguiu matar ‘Omar o Checheno’, após um ataque no Norte da Síria.

Al-Qadouli “era um terrorista conhecido nas fileiras do Estado Islâmico”, disse Carter, lembrando a morte de ‘Omar’, que atuava como responsável na área de defesa.

(Agência Brasil)

Iron Maiden encanta fãs no Castelão

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“Uma onda de camisas pretas invadiu o Castelão nesta quinta-feira. Esperado há décadas pelos fãs cearenses, o Iron Maiden, enfim, trouxe seu espetáculo para Fortaleza. O show foi fruto de uma campanha que começou no Orkut, chegou ao facebook e virou realidade na noite de ontem.

> Veja as fotos do show do Iron Maiden em Fortaleza

Aguardado por um público estimado entre 22 e 25 mil pessoas, o estádio estava fervendo, tanto pela ansiedade, quanto pela falta de vento. O sexteto londrino subiu ao palco às 21h25min, depois de outros dois shows. A abertura ficou com o The Raven Age, banda liderada pelo filho de Steve Harris, baixista do Iron Maiden. Em seguida, às 19h50, foi a vez do Anthrax. Espécie de semi-deuses do metal, o quarteto deixou claro por que é uma das referências do trash metal.

Apesar da variedade de camisas circulando pelo Castelão (AcDc, Black Sabbath, Rolling Stones e outras), era mesmo o Iron Maiden que todos queriam ver. Depois de um vídeo onde o avião da banda, o Ed Force One, é arremessado por uma mão demoníaca sobre uma mata fechada, a banda entrou no palco que explodia em chamas e fumaça. O vocalista Bruce Dickinson, com fôlego de menino, comanda o espetáculo com maestria, enquanto o trio de guitarristas duela com seus instrumentos.

(Marcos Sampaio – POVO Online)

Dilma diz a jornais estrangeiros que impeachment não tem fundamentos legais

A presidente Dilma Rousseff procurou demonstrar confiança em entrevista a seis jornais estrangeiros, nesta quinta-feira (24), em Brasília, diante da crise política que o país enfrenta. Dilma falou com jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), The Guardian (Inglaterra), Pagina 12 (Argentina), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha).

Jornais como britânico The Guardian e o americano New York Times destacam os comentários de Dilma sobre o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, as críticas a seus opositores e o tom desafiador dela diante dos pedidos de renúncia. Aos jornalistas estrangeiros, ela disse que o pedido de afastamento em curso “não tem fundamentos legais”.

Esta, aliás, é a terceira vez nas duas últimas semanas que Dilma afirma que não renunciará. No dia 11, a dois dias das manifestações de grupos contrários ao governo realizadas em todo o país, em pronunciamento após reunião com reitores dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Palácio do Planalto, ela fez a afirmação que ninguém tem o direito de pedir a renúncia de um mandatário sem provar que ele feriu a Constituição. E, nesta semana, no último dia 22, em encontro com juristas, ela discursou defendendo o próprio mandato, assegurando que jamais renunciará e que qualquer tentativa de afastá-la configura golpe.

Segundo os jornais estrangeiros, Dilma criticou fortemente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por aceitar o pedido de impeachment contra ela, e lembrou que ele está envolvido em várias denúncias de corrupção. Questionada se aceitará a decisão do Congresso se for pela cassação do mandato, ela disse que “apelará com todos os métodos legais possíveis”.

(Agência Brasil)

Juiz Sérgio Moro é o 13º líder mais influente no mundo hoje, diz revista Fortune

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SÈrgio Fernando Moro

“O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, é considerado pela revista norte-americana Fortune como o 13º principal líder mundial em lista de 50 nomes que inclui também o papa Francisco (4º), a premiê alemã Angela Merkel (2ª) e o fundador da Amazon, Jeff Bezos (1º).

O juiz paranaense aparece logo à frente do vocalista do U2, Bono Vox (14º), e dos astros da NBA Stephen Curry e Steve Kerr (15º). Além disso, Moro está melhor do que o presidente da Argentina, Mauricio Macri (26º), e o apresentador americano John Oliver (30º).

Confira a lista completa da Fortune:

1 – Jeff Bezos

2 – Angela Merkel

3 – Aung San Suu Kyi

4 – Papa Francisco

5 – Tim Cook

6 – John Legend

7 – Christiana Figueres

8 – Paul Ryan

9 – Ruth Bader Gingsburg

10 – Sheikh Hasina

11 – Nick Saban

12 – Huateng ‘Pony’ Ma

13 – Sergio Moro

14 – Bono

15 – Stephen Curry e Steve Kerr

16 – Bryan Stevenson

17 – Nikki Haley

18 – Lin-Manuel Miranda

19 – Marvin Ellison

20 – Reshma Saujani

21 – Larry Fink

22 – Scott Kelly e Mikhail Kornienko

23 – David Miliband

24 – Anna Maria Chávez

25 – Carla Hayden

26 – Mauricio Macri

27 – Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi

28 – Chai Jing

29 – Moncef Slaoui

30 – John Oliver

31 – Marc Edwards

32 – Arthur Brooks

33 – Rosie Batty

34 – Kristen Griest e Shaye Haver

35 – Denis Mukwege

36 – Christine Lagarde

37 – Marc Benioff

38 – Gina Raimondo

39 – Amina Mohammed

40 – Domenico Lucano

41 – Melinda Gates e Susan Desmond-Hellman

42 – Arvind Kejriwal

43 – Jorge Ramos

44 – Michael Froman

45 – Mina Guli

46 – Ramón Mendéz

47 – Bright Simons

48 – Justin Trudeau

49 – Clarence Rewcastle Brown

50 – Tshering Tobgay

ESTADÃO conteúdo

Obama diz que Brasil tem democracia madura e saberá superar crise

“A crise brasileira foi discutida brevemente durante encontro, nesta quarta-feira (23), entre os presidentes dos Estados Unidos, Barak Obama, e da Argentina, Mauricio Macri. Na reunião realizada na Casa Rosada, sede do governo argentino, ambos manifestaram o desejo de que o Brasil supere rapidamente e, “de maneira efetiva”, sua crise política.

Eles não fizeram menção à presidenta Dilma Rousseff, ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em tramitação na Câmara dos Deputados, ou às denúncias de corrupção que estão sendo investigadas no país. A ênfase foi colocada nas instituições democráticas brasileiras que, segundo Obama e Macri, poderão ajudar o país a solucionar seus problemas e sair fortalecido.

“Sobre o Brasil, não o discutimos intensamente – apenas [dissemos] que ambos esperamos que o Brasil resolva sua crise política de maneira efetiva”, afirmou o presidente americano. Segundo ele, Brasil é um grande país, amigo tanto dos Estados Unidos quanto da Argentina.

“A boa notícia – algo que me foi apontado pelo presidente Macri – é que a democracia [brasileira] é madura e suas estruturas são fortes”, acrescentou Obama, em entrevista coletiva ao lado de Macri. Segundo o chefe do governo americano, isso que vai permitir ao Brasil “prosperar” e ocupar uma posição de liderança. “Precisamos de um Brasil forte.”

Macri também falou sobre a preocupação com a crise no Brasil. “Estamos acompanhando de perto. Temos afeto pelo povo brasileiro, que é nosso principal parceiro estratégico”, disse. “Estamos convencidos de que o Brasil vai sair fortalecido desse processo, dessa crise. E esperamos que isso ocorra o mais rápido possível, porque os acontecimentos no Brasil afetam a Argentina.”

(Agência Lusa)

A dialética das comoções e o terrorismo

Eis um belo ponto de vista do jornalista Demitri Túlio sobre atos de terrorismo em Bruxelas. Ele faz uma observação: fatos do gênero no Ocidente ganham maior comoção do que mesmos fatos registrados no Oriente. 

O dilema é entender por que nossa comoção é tão variada. O atentado covarde à capital da União Europeia, Bruxelas, é inaceitável. Mas é estranho não haver tamanho luto, e cobertura doída, quando ataques terroristas desaparecem com inocentes em continente que não é o Ocidente. Nem a Turquia, território europeu também, carreou tanta compaixão por 97 pessoas que explodiram pelas mãos de extremistas. Não choramos ou criamos hashtags por Ancara. Ou por dezenas de países, fora do nosso mundo, que tiveram atentados no pós-Paris.

Não podemos crer e passar para filhos e sobrinhos que o Oriente, o continente africano e a Ásia são lugares do terror.

É como pensar que a chacina do Curió se justifique porque ali os discursos indicam território da barbárie. Talvez a gente precise refazer o olhar em relação ao outro. Por Bruxelas, por Ancara e pelo Curió. Dores diferentes, mas a mesma compaixão por qualquer morador do mundo.

* Demitri Túlio,

Jornalista do O POVO.

Procurador diz que aeroporto foi alvo de atentato terrorista suicida

“O procurador do rei Filipe, da Bélgica, afirmou que o aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, foi alvo de um atentado terrorista suicida, noticiou hoje (22) o jornal belga Le Soir, na edição digital. De acordo com o Ministério Público Federal belga, citado pela cadeia pública de televisão Rtbf, pelo menos 13 pessoas morreram e 35 ficaram feridas no aeroporto de Zaventem, onde houve duas explosões.

Elas ocorreram quatro dias depois da detenção de Salah Abdeslam, um francês de origem marroquina, único sobrevivente do comando autor dos atentados suicidas de 13 de novembro, em Paris (130 mortos). Ele foi preso em Bruxelas. Várias testemunhas no aeroporto afirmaram que ouviram disparos na área de embarque, antes de gritos de frases em árabe, seguindo-se duas explosões. O nível de alerta terrorista na Bélgica foi elevado para quatro, o máximo da escala, anunciaram as autoridades locais.”

(Agência Lusa)

Explosões em Bruxelas deixam pelo menos 13 mortos e 35 feridos no aeroporto

Pelo menos 13 pessoas morreram e 35 ficaram feridas em explosões nesta terça-feira (22) no aeroporto de Bruxelas, informam órgãos de comunicação do país.

O nível de alerta terrorista foi elevado para quatro, o máximo da escala, na sequência das explosões registradas esta manhã no aeroporto de Bruxelas e em uma estação do metrô da capital belga.

O aeroporto foi fechado e a maioria dos voos desviada para outros terminais da região. Foi também fechado o trânsito ferroviário com ligação às instalações aeroportuárias.

Citando testemunhas que estavam no local, a imprensa informou que foram ouvidos tiros antes da explosão e gritos de frases em árabe.

No outro aeroporto da capital belga, a segurança foi reforçada, com a presença de militares armados e o controle sistemático de veículos.

(Agência Brasil)

Obama e Raul Castro e um encontro histórico

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“O presidente de Cuba, Raul Castro, recebeu hoje (21) o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Palácio da Revolução, em Havana. O encontro bilateral, que acontece no âmbito da primeira visita oficial de um presidente norte-americano ao país caribenho em quase nove décadas –, faz parte do processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, que durante mais de meio século viveram sem relações diplomáticas.

Dentro da sede do governo cubano, Raul Castro cumprimentou Obama com um aperto de mão e os dois líderes posaram para fotos oficiais. Após este momento, teve início a cerimônia de boas-vindas: os dois governantes ouviram os hinos de Cuba e dos Estados Unidos diante das bandeiras dos dois países.

Depois, Castro e Obama passaram em revista a guarda de honra composta pela Unidade de Cerimônia das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.

No fim da cerimônia protocolar, o líder cubano cumprimentou os membros da comitiva norte-americana, entre eles o secretário de Estado, John Kerry, e os responsáveis pelas pastas de Comércio, Penny Pritzker, e da Agricultura, Tom Vilsack.

A comitiva norte-americana também saudou os membros do governo cubano presentes na cerimônia, como o primeiro vice-presidente Miguel Díaz-Canel e o chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodríguez.

Barack Obama depositou uma coroa de flores junto ao Memorial José Martí
O presidente norte-americano depositou uma coroa de flores junto ao Memorial José MartíMichael Reynolds/Agência Lusa
Antes do encontro com Raul Castro, Obama visitou o memorial do herói nacional cubano José Martí, na Praça da Revolução, em Havana. Ele depositou uma coroa de flores junto do memorial e ouviu o hino dos Estados Unidos na praça que é conhecida pela imagem em um prédio do líder revolucionário Ernesto Che Guevara.

Histórico

Esta é a quarta vez que os dois líderes se encontram, mas a primeira em solo cubano. Em abril do ano passado, Obama e Castro se reuniram por meia hora durante a VII Cúpula das Américas, no Panamá; em 2013 trocaram um breve cumprimento nas cerimônias fúnebres do líder histórico sul-africano Nelson Mandela; e em setembro do ano passado se encontraram na Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas, em Nova Yorque.

O último presidente norte-americano em exercício que visitou Cuba foi Calvin Coolidge (1923-1929), em 1928.

Após mais de 50 anos sem relações diplomáticas, Estados Unidos e Cuba anunciaram em 17 de dezembro de 2014 uma aproximação histórica. Depois de vários meses de rodadas de negociações, Obama e Castro anunciaram em 1º de julho do ano passado o restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura de embaixadas nas capitais de cada país.”

(Agência Lusa)

Obama faz passeio com a família em Havana

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“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou o primeiro dia de visita a Cuba com um passeio e um jantar com a família em Havana Velha. Ele foi saudado por cubanos que, apesar da chuva, saíram às ruas para acompanhar sua passagem.

Há várias semanas não chovia com tanta intensidade em Havana, mas isso não impediu muitos cubanos de ir às ruas da área histórica da cidade para dar as boas-vindas ao presidente norte-americano, o primeiro a visitar a ilha em quase 90 anos.

Devido ao mau tempo, o encontro com o corpo diplomático norte-americano em Cuba não ocorreu na embaixada dos Estados Unidos, ao ar livre, como estava previsto, mas em um hotel.

Teve também de ser modificado o passeio planejado em Havana Velha. Ainda assim, Obama, sua mulher Michelle, as duas filhas, Malia e Sasha, e a sogra, Marian Robinson, passearam pela Praça de Armas, onde a família pôde ver a estátua de Carlos Manuel de Céspedes, um dos líderes da independência da ilha.

Todo o percurso, que continuou pelo Palácio dos Capitães Generais, o edifício do antigo governo colonial que agora abriga o Museu da Cidade, foi conduzido por Eusebio Leal, o historiador oficial de Havana e responsável pela restauração dessa região da capital.

Debaixo de chuva intensa e protegida por guarda-chuvas, a família presidencial chegou à Praça da Catedral, onde Obama cumprimentou algumas pessoas que o esperavam. Dentro da catedral eles tiveram encontro com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega.

Depois, a comitiva presidencial passou pelas estreitas ruas de Havana Velha e do centro da capital, onde centenas de moradores tiraram fotos das varandas e portas, saudando a família. O dia terminou no restaurante San Cristóbal, no centro de Havana.

Hoje, Obama deverá encontrar-se com Raúl Castro no palácio presidencial, o terceiro encontro entre os dois desde que foi anunciada a reaproximação entre os países.”

(Agência Lusa)

Barack Obama terá encontro histórico com Raul Castro nesta segunda-feira em Havana

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“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, inicia hoje (20) viagem histórica para Cuba. A agenda do presidente norte-americano inclui, após o desembarque na capital cubana, visita cultural a Havana Velha e um encontro com o cardeal Jaime Ortega, líder católico que trabalhou com o papa Francisco no esforço para trazer os dois países à mesa de negociações visando ao restabelecimento das relações diplomáticas.

A viagem do presidente Obama é uma “boa notícia” porque encerra, no âmbito das Américas, o último capítulo da guerra fria na política externa dos Estados Unidos, disse à Agência Brasil o diretor do Instituto Brasil, Paulo Sotero. O Instituto Brasil é ligado ao Centro Internacional de Woodrow Wilson, sediado em Washington, entidade que realiza estudos sobre a democracia e o desenvolvimento econômico em vários países.

Segundo Paulo Sotero, a viagem do presidente Barack Obama desafia as forças norte-americanas que ainda se opõem à suspensão do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, em 1962, com o objetivo de isolar Cuba do mundo. “No lugar de isolar Cuba, a política isolou os Estados Unidos na região”, disse Sotero.

De acordo com Sotero, a aproximação norte-americana com Havana (capital cubana) pode também trazer benefícios para o Brasil, que sempre teve uma política externa de normalidade com Cuba.”

(Agência Brasil)

Assessora de Obama diz que brasileiros devem contar com a força das instituições

O Brasil foi citado quatro vezes pela assessora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, em discurso feito na noite dessa quinta-feira (17), em Washington, durante solenidade sobre as transformações que ocorrem no momento no Hemisfério Ocidental. Em uma das vezes, a assessora do presidente Barack Obama fez referência ao atual momento político brasileiro: “Para navegar neste momento desafiador, os brasileiros devem contar com a força de suas instituições democráticas e sua resiliência como um povo”.

Susan Rice falou no Centro Adrienne Arsht da América Latina, uma entidade que visa a discutir, em escala global, as ideias e os projetos públicos e privados realizados na América Latina.

Nas Américas, segundo Susan Rice, os Estados Unidos continuarão a apoiar a construção de instituições responsáveis, duráveis, que sustentem a democracia, o crescimento econômico e os serviços básicos. Citou os casos do Chile, que está reformando suas leis de lobby; do México, que vem fortalecendo o Judiciário; e do Paraguai, que aprovou recentemente uma lei que torna obrigatória a publicação online dos salários dos funcionários do governo.

Em seguida, Susan Rice citou o Brasil: “Por todo o Brasil, os cidadãos estão levantando suas vozes em nome de princípios que estão na base das sociedades democráticas e justas, incluindo Estado de Direito, o devido processo legal e [a necessidade de] prestação de contas”.

Ela defendeu a colaboração que os Estados Unidos vêm mantendo com parceiros regionais para enfrentar ameaças à saúde. Mencionou a colaboração que o governo e as instituições de saúde norte-americanas vêm realizando para combater o vírus Zika. “Juntamente com o Brasil e a Colômbia, estamos realizando pesquisas para mitigar os efeitos do vírus”, afirmou.

(Agência Brasil)

Crise política e nomeaçao de Lula repercutem na mídia internacional

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A crise política no Brasil ganhou maior repercussão internacional com o fim do sigilo das investigações a respeito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 24ª fase Operação Lava Jato, a nomeação do ex-presidente ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil e a liminar que suspendeu a decisão da presidenta Dilma Rousseff, logo após a posse oficial.

Confira as manchetes de diferentes veículos estrangeiros:

Argentina

CLARÍN. O jornal argentino Clarín ressaltou a rapidez com que o juiz Itagiba Catta Preta Neto suspendeu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de ministro da Casa Civil. A liminar foi concedida cerca de 40 minutos depois da cerimônia de posse. A matéria de destaque também relata a movimentação do lado de fora do Palácio do Planalto, onde um comboio policial impediu que centenas de manifestantes avançassem rumo ao Palácio do Planalto, onde já havia um grupo de defensores do governo composto por militantes do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

PÁGINA 12. O periódico reiterou, em sua manchete principal, parte do anúncio da presidenta Dilma Rousseff de que estava trazendo “ao governo o maior líder que o país já teve”. Em outro ponto, o jornal destaca a reclamação da presidenta de que o vazamento do áudio entre ela e Lula violam as garantias constitucionais da Presidência da República.

Estados Unidos

NEW YORK TIMES. Em plena corrida presidencial americana, o New York Times deu pouco espaço à crise política no Brasil em seu site. A editoria Mundo, contudo, chegou a citar a nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil como uma forma de protegê-lo das investigações. No Facebook, entretanto, o perfil lançou uma questão: “O que a indicação de Lula como ministro-chefe significa para o Brasil? A postagem teve mais de 3 mil curtidas e 600 compartilhamentos.

HUFFINGTON POST. O Huffington Post não comentou a decisão do juiz, mas reproduziu matéria da filiada no Brasil em que chama a nomeação de Lula como “o início do terceiro mandato de Lula e a queda de Dilma”.

THE GUARDIAN. O The Guardian repercutiu os protestos da noite de quarta-feira após a divulgação da conversa grampeada entre Dilma e Lula. Em vídeo, o jornal mostra manifestantes ocupando a Avenida Paulista em São Paulo:

How a secretly recorded phone call could bring down the Brazil…
Espanha

EL PAÍS. O periódico também trouxe como chamada principal a ordem do juiz federal que anulou a nomeação do ex-presidente Lula. “O juiz Itagiba Catta Preta Neto, do Tribunal Federal de Brasília, teme que a nomeação de Lula, sobre quem pesam acusações de corrupção, obstruam as investigações judiciais”, comentou o jornal.

França

LE MONDE. O site do jornal francês Le Monde destaca em sua página inicial uma seção especial dedicada à crise política brasileira. Um dos principais veículos de comunicação da França exibe a manchete “Lula, citado em um escândalo de corrupção, entra no governo Rousseff” e também “As escutas telefônicas entre Lula e Rousseff que inflamaram o Brasil”.

LIBÉRATION. O periódico francês Libération comentou os protestos ocorridos na noite de quarta-feira (16): “Brasil em cólera após uma escuta telefônica constrangedora para a presidente”.

Alemanha

DIE WELT. O Jornal alemão Die Welt descreve a ligação entre Lula e Dilma interceptada pela Polícia Federal como uma “conversa entre amigos” que jogou o país em crise. Reportagem informa que a presidenta aponta razões políticas por trás das denúncias e chama a atenção para as manifestações nas ruas de cidades brasileiras, especialmente Brasília e São Paulo.

 (Agência Brasil)