Blog do Eliomar

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Cerca de 80 reféns são libertados no Mali

“Cerca de 80 das 170 pessoas feitas reféns durante um ataque armado hoje ao hotel de luxo Radisson Blu, em Bamako, no Mali, foram libertadas. O ministro da Segurança, coronel Salif Traoré, disse que a polícia libertou três dezenas de reféns e que outros conseguiram fugir sozinhos.

Homens armados atacaram hoje o hotel de luxo Radisson Blu, na capital do Mali, fazendo 170 reféns entre hóspedes e funcionários e matando pelo menos três pessoas. Fontes da segurança disseram que os homens são jihadistas que chegaram ao hotel num automóvel com matrícula diplomática, entraram e começaram a disparar armas automáticas.

A França anunciou que vai enviar cerca de 40 policiais de uma unidade de elite.”

(Agência Lusa)

Novo caso de ebola é confirmado na Libéria

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje (20) um novo caso confirmado de infecção pelo vírus ebola na Libéria, que tinha sido declarada livre da doença em setembro. “Há um novo caso confirmado”, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, à agência France Press, sem dar mais detalhes .

No início de setembro deste ano, a OMS anunciou que a Libéria estava livre do ebola pela segunda vez. Em maio, a organização tinha feito um anúncio idêntico, mas o vírus ressurgiu no país seis semanas mais tarde. A OMS declara um país livre de ebola 42 dias – duas vezes a duração máxima do período de incubação – após o último caso conhecido da febre hemorrágica.

Em 7 de novembro, a OMS declarou Serra Leoa livre da transmissão do vírus. No país, foram infectadas 14.089 pessoas, das quais 3.955 morreram.

A Guiné-Conacri ainda não foi declarada livre da transmissão do vírus, mas não registra qualquer caso da doença desde o dia 8 deste mês, de acordo com o site da entidade.

A epidemia de ebola que afetou a África Ocidental é a mais grave desde a identificação do vírus, em 1976. Desde o fim de 2013 deixou cerca de 11.300 mortos entre pouco mais de 28 mil infectados, a maioria na Guiné-Conacri, em Serra Leoa e na Libéria, segundo a OMS.”

(Agência Lusa)

Duas pessoas fazem 170 reféns em hotel no Mali

“Duas pessoas fazem reféns 140 hóspedes e 30 empregados do Hotel Radisson Blu, em Bamako, no Mali, informou a cadeia de hotéis, em comunicado. “O grupo Rezidor, que administra o Hotel Radisson em Bamako, está ciente da tomada de reféns que está ocorrendo. Duas pessoas fazem reféns 140 clientes e 30 empregados”, acrescenta a nota.

Um tiroteio agora de manhã no hotel, no centro da capital, supostamente feito por jihadistas, levou à definição de um perímetro de segurança no local, informou um jornalista da France Press que se encontra no local.

De acordo com o testemunho, o fogo disparado por armas automáticas foi ouvido fora do hotel, mas ainda não há relatos sobre vítimas. Tudo aconteceu no sétimo andar do prédio.”

(Agência Lusa)

Câmara dos EUA suspende acolhimento de refugiados sírios e iraquianos

A Câmara dos Estados Unidos, de maioria republicana, aprovou nessa quinta-feira (19) um projeto de lei que suspende o acolhimento de refugiados sírios e iraquianos, apesar dos apelos em contrário e da ameaça de veto do presidente Barack Obama.

O texto foi aprovado com o apoio da maioria republicana e de uma parte dos democratas, por 289 votos contra 137, e deverá ser ainda examinado pelo Senado, também controlado pelos republicanos.

A Casa Branca assegurou que o presidente vai vetar o novo texto, na sequência de uma votação que mostra a súbita e recente rejeição dos refugiados provenientes da Síria após os atentados de Paris.

Barack Obama tem insistido na determinação em acolher 10 mil refugiados sírios em 2016. Eles fogem dos conflitos em seu país.

(Agência Brasil)

Obama anuncia que vetará limitações à entrada de refugiados sírios no País

“A Casa Branca anunciou nessa quarta-feira (18) que o presidente Barack Obama vai vetar qualquer projeto de lei que limite a entrada de sírios no país. O anúncio foi feito mediante a possibilidade de a Câmara dos Deputados norte-americana votar, ainda nesta semana, resolução para bloquear a decisão de Obama de acolher 10 mil refugiados daquele país até o ano que vem.

Como a maioria no Congresso é republicana e há aproximadamente 26 estados declaradamente contrários à entrada de sírios, a expectativa é de que restrições possam ser aprovadas. O posicionamento contrário à acolhida dos refugiados aumentou depois dos atentados em Paris na última sexta-feira (13), porque um dos terroristas teria entrado na França como refugiado.

Apesar disso, porta-vozes e o próprio presidente Obama já reiteraram que não mudarão os planos de acolher mais refugiados. “Para atender às vidas em jogo, pela importância dos nossos parceiros do Oriente Médio e da Europa e pela liderança norte-americana na abordagem da crise de refugiados da Síria, se o presidente for confrontado com a aprovação do Projeto de Lei 4.038, ele irá vetá-lo”, informou a Casa Branca.”

(Agência Lusa)

 

Presidente Hollande pede a franceses que não cedam ao medo

“Em pronunciamento durante evento com prefeitos, o presidente francês, François Hollande, pediu hoje (18) à população francesa que não ceda ao medo após os ataques terroristas em Paris na semana passada e que a “vida deve continuar plenamente”. Ele defendeu uma coalizão internacional para combater o Estado Islâmico, informou que pretende prorrogar por 3 meses o estado de emergência no país e reiterou o compromisso de acolher 30 mil refugiados.

Hollande discursou após operação policial antiterrorista em Saint-Denis, no norte de Paris. Duas pessoas morreram durante a operação, sendo uma delas uma mulher que acionou um colete de explosivos, e sete foram detidas. A operação teve como alvo Abdelhamid Abaaoud, considerado o “cérebro” dos atentados de sexta-feira (13) em Paris.

“Através do terror, o Daesh [acrônimo árabe do Estado Islâmico] quer instilar o veneno da suspeita, da estigmatização, da divisão. Não vamos ceder à tentação de recuar, não vamos também ceder ao medo e aos excessos”, disse o presidente francês. “Nossa coesão social é a melhor resposta”, disse. Os atentados do dia 13, de autoria do Estado Islâmico, deixaram 129 mortos.

Hollande ressaltou que a França foi alvo dos terroristas por defender a liberdade e a diversidade. “Isso é o que os terroristas visaram: a ideia mesma da França. É a juventude da França que era o alvo, porque ela representa a vitalidade, a generosidade e a liberdade.”

O presidente pediu que os franceses retomem seus hábitos. “O que será da França sem seus museus, sem seus terraços, sem seus concertos, sem suas competições esportivas? O que será de nossas cidades sem o barulho de nossas atividades? E nossos municípios sem a fraternidade de nossas festas? Hoje, a França precisa de todas as suas energias para continuar a viver. Nós devemos isso por nossa economia, por nossos empregos e por nossa juventude.”

(Agência Lusa)

Ataques aéreos da França e Rússia já mataram pelo menos 33 jihadistas na Síria

“Os ataques aéreos feitos pela França e pela Rússia nas últimas 72 horas no Norte da Síria mataram pelo menos 33 jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico, informou hoje (18) a organização não governamental Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). Dezenas de combatentes do grupo extremista ficaram também feridos nos ataques aéreos a depósitos de armas, armazéns e postos de controle do principal reduto dos jihadistas do Estado Islâmico em Raqa, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, baseado na Grã-Bretanha.

A França intensificou a ofensiva contra Raqa após os ataques terroristas de sexta-feira passada (13) em Paris, que mataram 129 pessoas. Foram feitos vários ataques, com bombardeios e caças, contra alvos naquela cidade síria no domingo (15), na segunda-feira e hoje.

A Rússia também atacou Raqa com bombardeios de longo alcance, com mísseis lançados do mar nessa terça-feira, depois de Moscou ter confirmado que foi um ataque a bomba, reivindicado por um grupo ligado ao Estado Islâmico, que derrubou no mês passado um avião russo de passageiros na península do Sinai, no Egito, matando as 224 pessoas a bordo.

“O número limitado de mortes pode ser explicado pelo fato de os jihadistas terem tomado precauções”, disse Abdel Rahman, que tem como fontes na Síria ativistas, médicos e residentes. Ele afirmou que nos locais “estavam apenas os guardas dos quartéis e dos depósitos de armas”, relatando que a maioria das pessoas foi morta nos postos de controle.

Abdel Rahman disse ainda que muitas famílias de combatentes estrangeiros deixaram a cidade de Mosul, no Iraque, outro grande reduto do grupo extremista, que até agora tomou o controle de grande parte do território na Síria e no Iraque.”

(Agência Lusa)

Adoção de crianças por casais homossexuais já é possível em 20 países

“A adoção de crianças por casais do mesmo sexo é realidade atualmente em pouco mais de 20 países, mais da metade localizados na Europa. A adoção conjunta por casais homossexuais ou a coadoção (quando um dos integrantes adota os filhos biológicos ou adotivos do cônjuge) é aceita na maioria dos países onde o casamento homossexual está legalizado. Há países onde os casamentos homossexuais não são reconhecidos, mas em que a adoção está prevista. É o caso de Malta e de alguns estados na Austrália.

Em Portugal, desde 6 de junho de 2010, pessoas do mesmo sexo podem se casar, mas não estão autorizadas a adotar. Depois de ter sido vetada no Parlamento português em janeiro passado, a adoção por casais homossexuais volta a ser discutida nesta quinta-feira (19).

Entre os países que legalizaram o casamento homossexual e que permitem a adoção conjunta, a Holanda foi, em dezembro de 2000, o primeiro a fazê-lo na Europa. Nesse ano, o governo autorizou a adoção de menores de nacionalidade holandesa, medida que em 2005 passou a abranger crianças oriundas de outros países.

No mapa internacional da adoção conjunta homossexual estão o Canadá, a África do Sul, Suécia, Espanha, Andorra, o Reino Unido (Inglaterra e País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte), a Bélgica, Islândia Israel, a Noruega, o Uruguai, a Argentina, o Brasil, a Dinamarca, França, a Nova Zelândia, Luxemburgo, Malta, o México, a Irlanda e Eslovênia.

A Colômbia é o mais novo integrante da lista. No dia 5 deste mês, o Tribunal Constitucional colombiano autorizou que casais do mesmo sexo tenham os mesmos direitos de adoção.

Nos Estados Unidos, a adoção conjunta é legal em quase todos os 50 estados federais, à exceção do Mississippi. O direito de adotar abriu o caminho para que o Supremo Tribunal legalizasse, em 26 de junho deste ano, o casamento homossexual em todo o país.

Existem também países e territórios que permitem o conceito da coadoção. Entre eles estão a Finlândia (onde a adoção conjunta está prevista a partir de 2017), Croácia, Eslovênia (só permite a adoção de filhos biológicos), o estado australiano de Victoria e a Estônia (a partir de janeiro de 2016).

Na Alemanha, a coadoção dos filhos biológicos do cônjuge é possível desde 2005 e a coadoção de filhos adotados foi aprovada em 2013.

Em maio passado, Berlim aprovou um conjunto de leis para combater a discriminação contra os homossexuais, mas descartou a possibilidade de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Desde 2001, a Alemanha reconhece o direito ao casamento.

Outro caso é o da Áustria, onde desde 2013 a coadoção dos filhos biológicos é possível, após uma deliberação do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O cenário, no entanto, será alterado em breve. Em janeiro deste ano, o Tribunal Constitucional austríaco declarou que a proibição de adoção de crianças por casais homossexuais viola a Constituição. Com isso, as adoções deverão ser possíveis a partir de 2016.”

(Agência Lusa)

Mais de 30 mortos em explosão na cidade nigeriana de Yola

Dias depois de o presidente nigeriano ter assegurado que o grupo extremista Boko Haram estava prestes a ser derrotado, e explosão de uma bomba matou mais de 30 pessoas, nessa terça-feira (17), no distrito de Jambutu, na cidade de Yola, no Nordeste da Nigéria.

“Contamos 32 mortos até agora e cerca de 80 feridos”, disse o coordenador da Agência Nacional de Emergência em Yola, Sa’ad Bello. A Cruz Vermelha indicou a existência de pelo menos 31 mortos e 72 feridos.

O grupo extremista pretende instaurar um califado no Norte da Nigéria, maioritariamente muçulmano, ao contrário do Sul, de maioria cristã.

A violência da insurreição do Boko Haram e da sua repressão pelas forças armadas nigerianas já causaram mais de 17 mil mortes desde 2009 e perto de 2,6 milhões de deslocados e refugiados nos Camarões, Chade e Níger.

(Agência Brasil)

Jornada Mundial da Juventude já tem 500 mil inscritos

“A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Cracóvia, na Polônia, entre 26 e 31 de julho do ano que vem, vai reunir milhares de peregrinos procedentes de pelo menos 139 países. Quinhentos mil jovens, representando 22 mil grupos, já se inscreveram.

A Rádio Vaticano conversou com a voluntária brasileira Thamyres Gonçalves Cordeiro, de Maceió. Ela trabalha no setor de inscrições do encontro e falou sobre a experiência no atendimento aos peregrinos de países de língua espanhola e sobre o fundo de solidariedade.

“Um atendimento que não esqueço é de uma jovem da Venezuela, que gostaria de vir para a Jornada, mas que enfrenta problemas econômicos. Então, indicamos os passos que ela pode dar, levando assim uma esperança ao coração dos peregrinos que, devido a uma determinada realidade econômica, não podem vir”.

Thamyres lembrou a importância da ajuda do fundo de solidariedade, um benefício dos países com melhor situação econômica. Os recursos do fundo são repassados diretamente aos peregrinos que mais necessitam para que possam participar da jornada.”

(Rádio Vaticano)

Terrorismo – Aumentou 80% número de mortos em 2014

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“O número de mortes por terrorismo aumentou 80% em 2014, em comparação com o ano anterior, informa relatório internacional divulgado hoje (17). É o maior aumento anual dos últimos 15 anos.

O Global Terrorism Index (Índice do Terrorismo Global – ITG) 2015, feito pelo Instituto para a Economia e Paz (IEP), sediado em Sydney, na Austrália, indica que o terrorismo continua “muito concentrado”, com 78% das mortes no ano passado registradas em apenas cinco países – Afeganistão, Iraque, Nigéria, Paquistão e Síria.

Apesar de concentrado, o terrorismo tem se estendido a um maior número de países. De acordo com o estudo, o número de países com mais de 500 mortes passou de cinco em 2013 para 11 em 2014, um aumento de 120%.

O ITG acrescenta que a Somália, Ucrânia, o Iêmen, a República Centro-Africana, o Sudão do Sul e Camarões são os seis novos países com mais de 500 mortes em consequência do terrorismo.

Também aumentou oito vezes o número de países com pelo menos uma morte atribuída ao terrorismo, para um total de 67. Entre eles estão integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como a Áustria, Austrália, Bélgica, o Canadá e a França.

O estudo destaca, no entanto, que cerca de 60% dos 162 países que abrange “não registraram qualquer morte por terrorismo em 2014”.

Os resultados indicam ainda uma intensificação da ameaça terrorista na Nigéria, que teve “o maior aumento de mortes devido ao terrorismo já registrado por qualquer país – mais de 300%, para 7.512”.

Segundo o relatório, ao movimento radical islâmico Boko Haram, que atua na Nigéria desde 2009, juntou-se em 2014 outro grupo terrorista, os militantes Fulani, que mataram 1.229 pessoas.

O Boko Haram tornou-se o grupo terrorista que mais mata no mundo”, diz o ITG. O número de mortes atribuídas ao Boko Haram no ano passado é 6.664, enquanto o movimento extremista Estado Islâmico é considerado responsável por 6.073 mortes.

As duas organizações são responsáveis por 51% das mortes atribuídas a um grupo terrorista, adianta o estudo.

O ITG lembra que, em consequência do aumento do terrorismo, cresceu significativamente o seu custo econômico, que “atingiu o nível mais elevado em 2014 – US$ 52.9 bilhões. “O número representa 61% a mais do que no ano anterior, com um aumento de dez vezes desde 2000”.

Apesar dos dados sobre terrorismo que apresenta no relatório, o Instituto para a Economia e Paz considera “importante colocá-los em contexto com outras formas de violência”. Observa que “pelo menos 437 mil pessoas são assassinadas anualmente, 13 vezes mais do que o número de vítimas do terrorismo”.

(Agência Lusa)

Entre Paris e Messejana, algo a refletir

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Com o título “Solidariedade e indignação”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. O que tem a ver Paris com Messejana? Confira:

Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele. A frase, cujo autor é Martin Luther King, o norte-americano que lutou contra a opressão racial tendo como armas os ideais de justiça e a não violência, retrata muito bem a situação em que vivemos no Ceará, no Brasil e no mundo.

Nos últimos dias, evidenciou-se no debate público uma polêmica infrutífera acerca da solidariedade dirigida às vítimas de atrocidades e carnificinas. Uns criticam os que foram publicamente solidários com as vítimas do terrorismo em Paris sob o argumento de que antes deveriam se solidarizar com os mortos, por exemplo, da Grande Messejana.

O mal está presente nas duas situações, muito diferentes entre si, e merece o repúdio de todas as sociedades que prezam a vida e as liberdades. Porém, o Brasil e o Ceará têm bastante o que aprender com Paris. A reação indignada e mobilizada dos franceses foi exemplar.

Certamente, os franceses, parisienses e qualquer sociedade que trata a vida como o bem maior da humanidade não toleraria com tanta parcimônia o grau de violência que nos assola. Uma conta simples mostra que o Ceará, em 2014, vivenciou a cada dez dias uma “carnificina” com as mesmas dimensões da de Paris.

A chacina da Grande Messejana sinaliza mais uma vez o quanto a vida e a morte se tornaram banais em nossa sociedade. Produzimos homicidas e homicídios em série. Sem o envolvimento em grande escala da sociedade, das instituições, dos cidadãos, dificilmente as políticas de segurança vão conseguir oferecer as respostas necessárias.

Hoje, sem dúvidas, a violência está entre os principais problemas do Brasil. Um problema que atinge a todos de maneira indiscriminada, porém os mais pobres são as vítimas mais frequentes e os que possuem menos instrumentos de proteção.

Não se trata de um problema que se resolva apenas no âmbito policial. Afinal, há, com certeza, uma forte relação entre violência e a qualidade dos serviços públicos ofertados aos cidadãos. Nesse ponto, a corrupção e a ineficiência no setor público são outros males que atentam contra a vida.

Medicamento utilizado para tratar alcoolismo pode ajudar a combater o vírus da aids

“Um medicamento utilizado para tratar o alcoolismo, associado a outras substâncias, poderá contribuir para combater o vírus da aids em soropositivos, mostra estudo divulgado hoje (17) na revista médica The Lancet HIV.

O medicamento, denominado Dissulfiram (nome da marca), estimula o vírus latente no organismo infectado, destruindo assim as células, bem como o anfitrião, e sem efeitos secundários, dizem os autores.

Atualmente, a terapia antirretroviral pode controlar o vírus, mas não o elimina definitivamente.

O vírus permanece no organismo das pessoas tratadas, de forma inativa. O reservatório onde o vírus permanece é um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento de um tratamento que cure a doença definitivamente. Estimular o vírus latente é uma estratégia promissora para curar o paciente com aids, mas essa é apenas a primeira etapa para a eliminação, destacou Julian Elliot, diretora de pesquisa clínica nos serviços de doenças infecciosas do Hospital Alfred, em Melbourne, Austrália, e autora do estudo.

“Agora, temos de trabalhar para nos livrarmos das células infectadas”, acrescentou.

No ensaio clínico, dirigido por Sharon Lewin, do Instituto Doherty, em Melbourne, 30 pessoas que fazem o tratamento antirretroviral tomaram doses de Dissulfiram, que foram sendo aumentadas, ao longo de três dias.

Com a dose mais elevada, estimularam o vírus adormecido, sem efeitos secundários para os pacientes.”

(Agência Lusa)

França realiza novo atraque aéreo a reduto do Estado Islâmico na Síria

“A aviação francesa bombardeou novamente o principal reduto do grupo extremista Estado Islâmico no Norte da Síria, destruindo um centro de comando e um centro de treinamento, anunciou o Estado-Maior das Forças Armadas da França. “As Forças Armadas francesas fizeram, pela segunda vez no espaço de 24 horas, um ataque aéreo contra o Daech [nome do Estado Islâmico em árabe] em Raqa, na Síria”, informou o Estado-Maior, em comunicado.

A aviação francesa já tinha feito, na madrugada dessa segunda-feira (16), bombardeios contra a cidade de Raqa, em resposta aos atentados terroristas em Paris na sexta-feira, em que morreram pelo menos 129 pessoas e mais de 400 ficaram feridas.

O ataque foi realizado por “dez aviões caça – Rafale e Mirage 2000 –, a partir dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia”. Eles lançaram 16 bombas, numa missão semelhante à que foi feita na madrugada de ontem. “Conduzido em coordenação com as forças norte-americanas, o ataque teve como alvo locais identificados durante missões de reconhecimento previamente feitas pela França”, segundo o texto.

O presidente francês, François Hollande, anunciou que a resposta seria “implacável” após os atentados de sexta-feira, os mais sangrentos cometidos no país.

Os atentados de Paris foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Desde os atentados, os Estados Unidos e a França decidiram aumentar as trocas de reconhecimento sobre potenciais alvos. A França vai intensificar as operações contra o Estado Islâmico na Síria, graças às informações obtidas e ao deslocamento do porta-aviões Charles de Gaulle, que vai triplicar a capacidade de ataques.”

(Agência Lusa)

Grupo de hackers Anonymous declara guerra ao Estado Islâmico

“O grupo de hackers Anonymous divulgou hoje (16) um vídeo na internet em que declarou guerra contra o Estado Islâmico e prometeu vingança pelos ataques de Paris, que deixaram pelo menos 129 mortos e centenas de feridos.

“Estes atentados não podem ficar impunes”, disse, em francês, um membro do grupo de ativistas, que surgiu no vídeo com o rosto coberto pela máscara de Guy Fawkes, que foi popularizada no filme V de Vingança e foi adotada como símbolo do movimento.

“É por isso que os Anonymous de todo o mundo vão caçar-vos. Vamos lançar a maior operação jamais feita contra vocês, podem esperar um grande número de ataques cibernéticos. A guerra está desencadeada, preparem-se. O povo francês é mais forte que tudo e irá sair ainda mais forte desta atrocidade”, disse o representante do Anonymous em um vídeo divulgado no Youtube.

Segundo a mensagem, o alvo dos Anonymous serão os sites e as contas nas redes sociais com ligações com o Estado Islâmico. No seu site em francês, o grupo anunciou ainda a intenção de “perseguir” os membros dos grupos terroristas responsáveis pelos atentados de Paris e fazer “o necessário para acabar com as respectivas ações”.

“Na altura dos ataques ao [jornal satírico francês] Charlie Hebdo [em janeiro passado], já tínhamos expressado a nossa vontade de neutralizar qualquer um que atacasse as nossas liberdades fundamentais. Reiteramos aqui essa vontade na sequência desta tragédia”, acrescentou o grupo.

Os ativistas exortaram também os seus membros a mobilizarem-se para “lutar” e para “lutar em conjunto contra a tirania e o obscurantismo”. Também na rede social Twitter, o movimento escreveu a frase: “Anonymous está em guerra com Daesh [acrônimo árabe do grupo Estado Islâmico]”. O grupo radical sunita Estado Islâmico reivindicou no sábado os atentados de sexta-feira (13) em Paris e que causaram pelo menos 129 mortes.”

(Agência Brasil)

Terror em Paris – Artista plástico cearense acompanha homenagens às vítimas

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O artista plástico cerense Maurício Cals encontra-se, neste momento, na Place de la Republique, em Paris, acompanhando homenagens às vítimas do atentado terrorista promovido pelo Estado Islâmico e que matou pelo menos 129 mortos e centenas feridos.

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O clima, segundo Maurício, é de muita emoção e dor. O governo francês voltou a prometer rigor no caso. Não vai dar trégua ao terrorismo. Imprensa de quase todo o mundo está em Paris.

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A China e o pragmatismo de suas últimas gerações

Com o título “A Indecifrável China”, eis artigo do empresário e escritor João Soares Neto. Neste artigo, ele avalia: “Ouso dizer que não só os ensinamentos de Confúcio, Lao-Tse e Mao, agora misturados com o pragmatismo das últimas gestões governamentais, somados ao aprendido em Harvard, Yale, Oxford, Cambridge e em outras universidades e centros de treinamentos em negócios, tornam, pelo menos, para mim, ainda difícil entender a indecifrável e portentosa China.” Confira

“O trabalho de um escritor não é confirmar o que as pessoas pensam, é desafiá-las”. Malcolm Gladwell, jornalista e escritor contemporâneo.

Estive, por duas vezes, na Ásia. Visitei alguns países, entre os quais a China. Entre uma viagem e outra mediou tempo. Por oportuno, lembro que o professor William Gary Vause, fluente em mandarim e vice Dean da Stetson University, casado com a minha irmã Célia, foi então convocado pelo governo dos EEUU para fazer parte do que se convencionou chamar de “diplomacia pingue-pongue”. Célia e Vause passaram dois longos períodos na China como precursores do processo de intercâmbio entre estudantes e professores dos dois países.

Estudantes chineses foram cursar mestrado na América. Alguns optaram por não voltar. Muitos voltaram e, certamente, ajudaram a formar essa geração diferente de hoje.

Digo diferente, a partir dos postulados da Revolução Cultural de Mao-Tse-Tung que, hoje, parece fazer parte da história ainda não decifrada pelo pouco tempo de distanciamento crítico. Mao está eternizado em grande painel com imensa foto na Praça da Paz Celestial. O resto mudou.

O pragmatismo da China parece ser embasado, em parte, pelos conhecimentos adquiridos por diligentes empreendedores e jovens acadêmicos que se espalharam mundo afora em busca de aprender o diferente, o não sabido. Some-se a isso a carga das heranças, dos costumes e das tradições milenares.

Desse entrechoque de cultura com o que viram e aprenderam, eclodiram informações, sistemas comerciais, processos industriais e tecnológicos avançados, ao mesmo tempo em que o país retomava o poder suave sobre Hong Kong. Assim, a China possui hoje três dos maiores centros financeiros do mundo: Pequim, Shangai e Hong Kong.

Agora, houve o primeiro encontro entre os governantes chineses e os de Taiwan, a dissidência de 1949 que formou outro Estado, menor, mas sempre crescente. Ademais, o governo chinês, aboliu de vez a “política do filho único”, relaxada há tempo. Cada família poderá ter dois filhos e obter direito à educação básica, assistência médica e benefícios, um arremedo de bem-estar social.

Sabe-se que muitos chineses amealharam fortunas nos últimos 50 anos. Alguns integram as famosas listas anuais que indicam, para a vaidade de alguns e tristeza de outros, a relação dos bilionários do mundo. Um só exemplo: esta semana, o chinês Liu Yiquian, que já foi taxista e ficou rico investindo em bolsas de valores, comprou o quadro “Nu Chouché”, de Modigliani, por 647 milhões de reais e se dá ao luxo de fundar museus.

O que não se sabia é que jovens famílias chinesas de bom nível financeiro resolveram que seus novos filhos nasçam em países onde fizeram cursos, mantêm negócios ou que os atraem pela diversidade cultural. Assim é, por exemplo, que os Estados Unidos viraram porto de entrada de milhares de chinesas grávidas – lembre-se que elas são magras e podem disfarçar bem.

Na condição de turistas se quedam até o nascimento de seus filhos, em bons hospitais, e os registram como cidadãos americanos. As leis ianques permitem que essas crianças, aos 21 anos, possam optar pela cidadania americana e obter o “green card” para familiares. Esse mesmo fenômeno ocorre em outros países.

Por estas linhas arrevesadas é que ouso dizer que não só os ensinamentos de Confúcio, Lao-Tse e Mao, agora misturados com o pragmatismo das últimas gestões governamentais, somados ao aprendido em Harvard, Yale, Oxford, Cambridge e em outras universidades e centros de treinamentos em negócios, tornam, pelo menos, para mim, ainda difícil entender a indecifrável e portentosa China.

* João Soares Neto,

Empresário e escritor.

Terror em Paris – Autoridades francesas detém 23 pessoas e apreendem 31 armas

“As autoridades francesas detiveram 23 pessoas para interrogatório e apreenderam 31 armas nas operações de busca desde ontem (15) à noite, durante o estado de emergência decretado após os atentados de Paris, anunciou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Ele disse que nas últimas 48 horas foi decidida a prisão domiciliar de 104 pessoas, alvos de atenção particular, e feitos 168 registros para investigação.

O ministro francês informou que das 31 armas apreendidas, quatro eram “de guerra”, adiantando que foram descobertos 18 esconderijos de drogas e confiscados materiais de informática e telefônico.

Para Cazeneuve, existem ligações entre os grupos de delinquentes e as organizações terroristas. Ele citou como exemplo o registro de uma habitação no departamento de Ródano, relacionada com o tráfico de armas, que revelou ligações com o movimento jihadista. Na casa foram encontradas numerosas armas.

A legislação aprovada pelo governo para lutar contra o terrorismo já permitiu evitar seis atentados desde a primavera, levando ainda à expulsão de 34 supostos jihadistas ou religiosos muçulmanos que pregam o ódio, acrescentou o ministro. Ele informou ainda que foi impedida a entrada de 62 indivíduos e a saída de 203. Foi retirada a nacionalidade de seis pessoas e bloqueadas 87 páginas na Internet por apologia à violência.

Segundo Cazeneuve, está em curso a dissolução de associações culturais que escondem fins violentos e a busca de mesquitas onde se defende a violência, cujo fechamento será decretado pelo governo nos próximos dias.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou os atentados de sexta-feira em Paris, praticados por pelo menos sete terroristas, que morreram em vários locais da capital.”

(Agência Lusa)

Dois terroristas eram franceses e moravam em Bruxelas

A Procuradoria Federal da Bélgica confirmou neste domingo (15) que dois dos autores dos atentados de Paris eram cidadãos franceses que residiam em Bruxelas e que dois automóveis utilizados nos ataques foram alugados na Bélgica. A Procuradoria informou ainda que os dois homens morreram no local dos ataques.

Segundo o comunicado, “dois automóveis com matrícula belga”, encontrados pela polícia francesa em Paris, foram alugados “no início da semana na região de Bruxelas”.

De acordo com a Procuradoria, a operação policial iniciada no sábado, no bairro de Molenbeek, em Bruxelas, levou à detenção de sete pessoas, cujo envolvimento nos ataques de Paris está sendo investigado.

Os atentados da sexta-feira (13) em Paris, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, deixaram 129 mortos e 352 feridos.

Os ataques foram executados por, pelo menos, sete terroristas, encontrados mortos nos locais, e tinham como alvo um estádio de futebol, uma sala de concertos e quatro cafés e restaurantes do centro de Paris.

(Agência Brasil)