Blog do Eliomar

Categorias para Internacional

Reino Unido proibirá tratamento de reorientação sexual

O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira (3) que proibirá os tratamentos de reorientação sexual, como parte de um novo plano de ação para uma sociedade mais inclusiva com o coletivo LGBT. A primeira-ministra britânica, Theresa May, iniciou o programa em defesa dos direitos de lésbicas, gays, transexuais e bissexuais, que conta com orçamento de 5 milhões de euros.

Mais de 108 mil pessoas LGBT participaram de uma pesquisa governamental para elaborar o programa, das quais 2% admitiram ter recorrido a tratamentos de conversão sexual, enquanto 5% afirmaram que tinham recebido ofertas
nesse sentido.

“Consideraremos todas as opções legislativas e não legislativas para proibir a promoção ou a oferta de tratamentos de conversão”, diz o plano de ação divulgado pelo governo britânico.

(Agência Brasil com EFE)

Facebook libera por erro contatos de 800 mil usuários

A rede social Facebook admitiu ter liberado os contatos bloqueados de 800 mil usuários durante vários dias, um erro que já foi corrigido. Em comunicado, o Facebook informou que esse desbloqueio ocorreu entre os dias 29 de maio e 5 de junho e que “o problema já foi resolvido e todos foram bloqueados novamente”.

A rede social afirmou que em 83% dos casos, apenas um usuário foi desbloqueado e acrescentou que está notiÚcando os 800 mil afetados por essa falha.

A companhia também informou que o erro “não restabeleceu amizades que haviam sido cortadas” com os bloqueios, mas admitiu que os usuários desbloqueados poderiam acessar o conteúdo compartilhado por meio de terceiros e entrar em contato.

A admissão desses erros pelo Facebook ocorre em um momento delicado para a empresa, marcado por diversos escândalos de privacidade. O último ocorreu em março com a Cambridge Analytica.

(Agência Brasil com EFE)

No México, a esquerda elege o presidente

Com o título “Esquerda elege presidente no México”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. Confira:

O candidato de esquerda, Andrés Manuel López Obrador, conhecido pelos seus compatriotas pela sigla AMLO, venceu as eleições presidenciais no México. A campanha, que além do presidente escolheu 128 senadores, 500 deputados, oito governos locais e da Cidade do México, além de cargos em 30 estados, foi marcada pela violência. Calcula-se que, durante o período, mais de 140 políticos foram assassinados.

Ex-prefeito da Cidade do México, Obrador havia concorrido sem sucesso em outras duas disputas presidenciais, em 2006 e 2012. Em uma eleição sem segundo turno, ele venceu seus dois concorrentes com 53% dos votos, segundo contagens preliminares, quase o dobro do segundo concorrente.

Obrador elegeu-se prometendo lutar sem tréguas contra a corrupção e garantindo que faria um governo combatendo as desigualdades, dando prioridade aos mais pobres e aos indígenas. Ao mesmo tempo evitou confrontar diretamente o mercado financeiro e o capital privado, afirmando, como registrou a edição de ontem deste jornal, que vai “conseguir essa transformação sem violência, de maneira pacífica”, e que a mudança será “ordenada e ao mesmo tempo profunda”. Ele também evitou temas relativos ao comportamento, pauta identificada com a esquerda, como a defesa do aborto ou do casamento gay. Mesmo com todos os cuidados, o novo presidente, que toma posse no dia 1º de dezembro, não terá vida fácil. Muitos desconfiam que discurso moderado seja apenas uma fachada.

Para o colunista da Folha de S. Paulo, Clóvis Rossi, experiente observador internacional, a eleição de Obrador levará o México a testar a sua democracia. “Os mercados aceitarão um presidente heterodoxo?”, pergunta o jornalista, em artigo publicado na edição de 1º/7/2018. Para Rossi, não há “o menor sinal” de que AMLO adotará políticas ao menos parecidas com as implementadas em Cuba, Nicarágua ou Venezuela. O problema é saber se os agentes do mercado e o empresariado mexicano assistirão passivamente a intervenção do Estado na economia para proceder as mudanças apregoadas por AMLO.

A alternância do poder é da essência da democracia, e os eleitores mexicanos escolheram o seu representante. A possibilidade de algum segmento da sociedade “aceitá-lo” ou deixar de aceitá-lo, não deveria nem estar sendo posta, desde que ele respeite as balizas democráticas, o que, até agora, AMLO vem fazendo.

Hora de apostar em grupos para a Disney

188 1

Nada de crise.

Agências de turismo de Fortaleza estão mandando para a Disney (EUA) grupos de estudantes. Nesta segunda-feira, essa turma tomou essa rota, devendo passar 15 dias. A Lafuente responde pelo pacote.

Outras agência também mandarão vários grupos, neste mês de julho, para esse destino que, de acordo com organismos internacionais do turismo, comprovam que o brasileiro é um dos assíduos clientes desses parques norte-americanos.

(Foto – Leitor do Blog)

Instituto Brasil-África promove Rodada de Negócios de olho em 2019

O presidente do Instituto Brasil-África, professor Bosco Monte, tem reuniões em São Paulo, nesta tarde de segunda-feira. Vai conversar com membros da Embaixada da Africa do Sul e empresários quando acertará uma Rodada de Negócios para setembro.

O objetivo é reunir empresários brasileiros e africanos em discussões sobre oportunidades de negócios mútuos para 2019.

A estratégia faz parte do VI Fórum Brasil-África, que acontecerá em Salador (BA), dias 22 e 23 de novembro próximo.

(Foto – Divulgação)

Presidente eleito do México anuncia reunião com Peña Nieto para iniciar transição

Andrés Manuel López Obrador, vencedor das eleições presidenciais no México, disse que se reunirá amanhã (3) com o presidente Enrique Peña Nieto para iniciar a transição para sua posse, marcada para 1º de dezembro. Em discurso após vitória nas urnas, López Obrador disse que pediu a Peña Nieto para ter um encontro no Palácio Nacional, nesta terça-feira.

“Pedi a ele uma reunião para depois de amanhã. Na terça-feira às onze da manhã vamos nos encontrar no Palácio Nacional”, disse López Obrador para dezenas de milhares de simpatizantes reunidos no Zócalo, a praça principal da Cidade do México.

Ele afirmou que a reunião permitirá abordar o processo de transição do governo de maneira ordenada, pacífica, sem sobressaltos, para que o país siga sua marcha “sem que haja crise de nenhuma índole”.

(Agência Brasil com EFE/Foto – Reprodução de TV)

Tempos sombrios

Com o título “Tempos sombrios”, eis artigo de Fernando Costa, sociólogo e publicitário. Ele aborda sobre crianças do mundo em meio a tanta violência e ideologias. Confira:

Herodes, o Grande, rei da Judeia mandou matar centenas de crianças, segundo a Bíblia, para tentar matar uma única criança. Os tempos eram sombrios.

Os franceses e os ingleses, durante a segunda guerra, separam os filhos de seus pais para protegê-los da brutalidade nazista, com os famosos trens repletos de crianças. Os tempos eram sombrios.

Adolf Hitler, no final da Segunda Guerra Mundial, no ano de 1945, usou crianças como soldados no seu exército. Os tempos eram sombrios.

Os ingleses, no início da Revolução Industrial, utilizaram o trabalho infantil para moverem as máquinas da indústria têxtil. Os tempos eram sombrios.

Na República Central Africana e no Sudão do Sul, as milícias e os governos usaram crianças como soldados em suas guerras civis. Os tempos eram sombrios.

Organizações internacionais, como o Unicef e a Anistia Internacional, estimam que, em cerca de 20 países, crianças eram sistematicamente recrutadas como soldados. Os tempos eram sombrios.

Na Colômbia, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) também usaram crianças na sua guerrilha. Os tempos eram sombrios. Mas o que dizer quando a dita maior democracia do mundo, abusando do discurso da tolerância zero em relação a imigrantes, prende e separa filhos dos pais e obriga o mundo inteiro a ouvir o choro desesperado de crianças chamando por seus pais?

Fosse na Venezuela ou em Cuba, a direita brasileira estaria destilando seu ódio no Facebook, nas suas emissoras de TV e em seus jornais.

Mas quem comanda o terror é Donald Trump, que quer criar uma nova ordem mundial, a matriz do candidato Bolsonaro, que a direita brasileira cultua.

Os tempos continuam sombrios no mundo e se não cuidarmos eles chegarão ao Brasil.

*Fernando Costa

fernando@vervecom.com.br.

Sociólogo e publicitário.

Erdogan vence as eleições na Turquia

O chefe de Estado de Turquía, Recep Tayyip Erdogan, conseguiu, neste domingo (24), atingir seu objetivo de assumir todo o Poder Executivo no país, ao ganhar por maioria absoluta as eleições presidenciais antecipadas.

Com 90% dos votos apurados, o político revalida seu mandato com 53% dos apoios, resultado muito próximo do percentual obtido em 2014, informou a agência semipública Anadolu. O social-democrata Muharrem Ince ficou em segundo lugar.

Cerca de 56 milhões de pessoas estavam convocadas para ir às urnas hoje e votar para presidente e deputados. O pleito é considerado chave por abrir caminho para a implementação da reforma constitucional aprovada em 2017, que outorga todos os poderes executivos ao chefe do Estado.

(Agência Brasil)

Privatização de aeroportos encarece vida dos passageiros

Com o título “Privatiza que melhora”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, do O POVO. Ele expõe um estudo feito pela Associação Internacional de Transporte Aéreo sobre as privatizações de aeroportos e seus impactos para o bolso dos passageiros. Confira:

Advirto que o depoimento não é de nenhum “esquerdista”, muito menos de um “bolivariano”. Trata-se da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), que realizou estudo, em conjunto com a consultoria McKinskey, constatando que a privatização dos aeroportos – por venda ou concessão – encareceram os serviços para os consumidores, sem trazer ganhos de eficiência relevantes.

O economista-chefe da Iata, Brian Pearce, considerou o resultado surpreendente: “A maior diferença em relação ao que vimos acontecer com outras indústrias, como a do aço, é a competição. Em infraestrutura aeroportuária, as pressões competitivas são, por natureza, muito menores”, disse ele na 74ª reunião geral da associação de companhias aéreas, em Sydney (Austrália), segundo publicou o jornal O Estado de S. Paulo (14/6/2018).

O estudo mostra queda nos custos unitários de operação em aeroportos privatizados, mas o usuário passou a pagar mais caro pelos serviços, levando ao aumento expressivo dos lucros.

“Claramente, a privatização dos aeroportos vem com um preço, que os consumidores têm de pagar”, afirmou Pearce, considerando que, em ambientes tendentes ao monopólio, há mais risco de “abuso do poder de mercado”, já que o objetivo principal é dar retorno aos investidores.

Ele ainda criticou o pensamento imediatista dos governos na hora de privatizar aeroportos. “Vemos governos pensando nos ganhos de curto prazo, tentando levantar o máximo de recursos com a venda de ativos, em vez de focar no interesse de longo prazo”. Agora vai por minha conta e risco.

Lendo esses argumentos, veio-me à lembrança a Petrobras, que parece encaixar-se perfeitamente nos alertas que faz o economista-chefe da Iata a respeito dos aeroportos. A petroleira estatal age em um ambiente tendente ao monopólio (ou pelo menos ao oligopólio) e, mesmo assim, volta e meia, governos “liberais” tentam privatizar a empresa.

Temer nomeou Pedro Parente presidente da Petrobras para dar-lhe um perfil de “mercado” uma “administração empresarial”. O que fez o ex-presidente da empresa? Espoliou o consumidor e vendeu ativos para retorno ao investidor, em vez de “focar no interesse de longo prazo”.

Deu no que deu.

*Plínio Bortolotti

plinio@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Donald Trump recua e assina ordem para que EUA evitem separar pais e filhos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje (20) um decreto para que os imigrantes ilegais que forem detidos tentando entrar no país não sejam separados dos filhos, se forem crianças e adolescentes, que os acompanham. Com o decreto, pais e filhos não serão mais separados como vinha ocorrendo. “Vamos ter fronteiras fortes, muito fortes, mas vamos manter as famílias unidas”, disse Trump.

Segundo o presidente norte-americano, ele seguirá com sua determinação de “tolerância zero” em relação à imigração considerada ilegal. “Teremos zero de tolerância para as pessoas que ingressam ilegalmente ao nosso país”, afirmou Trump.

Há informações que cerca de 2 mil crianças e adolescentes estão isolados dos pais e separados das famílias desde a promulgação da nova lei de imigração. Segundo o cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston, Felipe Santarosa, 49 crianças brasileiras estão em abrigos nos Estados Unidos.

Os governos do México, Honduras e El Salvador reagiram à iniciativa e alegaram que a medida viola os direitos humanos.

(Com informações da Agência EFE e Telesur, emissora pública de televisão da Venezuela)

Fortaleza recebe exposição sobre Nelson Mandela

A exposição “Mandela: de Prisioneiro a Presidente” será aberta ao público, a partir das 10 horas desta quarta-feira, no Centro Dragão do Mar. A mostra ainda inédita no Brasil reúne 50 painéis com fotos e 9 peças audiovisuais que contam a trajetória do líder sul-africano, em celebração ao seu centenário, em julho.

A mostra traça o percurso da vida de Mandela desde o início do ativismo contra Apartheid, regime racista do governo sul-africano que negava à população negra direitos civis, sociais e econômicos. Dividida em seis temas, “A pessoa”, “O camarada”, “O líder”, “O prisioneiro”, “O negociador” e “O homem de estado”, detalha a vida pessoal e a luta política de Mandela, abordando seus 28 anos de prisão, a vitória no Prêmio Nobel da Paz, até a eleição como primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994.

Primeira estação

Fortaleza é a primeira cidade brasileira a receber a mostra que já passou por França, Suécia, Estados Unidos, Equador, Argentina, Peru e Luxemburgo e foi vista por mais de um milhão e 100 mil pessoas. “Para nós é um privilégio que o Dragão seja escolhido para receber uma mostra desse porte, ainda mais para apresentar ao público a trajetória de um dos mais importantes militantes da liberdade, da justiça e da democracia. Falar de Mandela é dar visibilidade à sua luta, mas sobretudo à nossa própria história”, diz Paulo Linhares, presidente do Instituto Dragão do Mar.

Segundo o presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, a escolha de Fortaleza para abrir o circuito da mostra e do Dragão como sede foi natural: “Consideramos a força da cultura negra no Ceará, pioneiro na luta pela libertação dos escravos, e também levamos em conta que a capital cearense foi onde o Instituto Brasil África começou, para eleger Fortaleza como a primeira cidade brasileira a receber a exposição. O Dragão do Mar, que leva o nome de um dos mais importantes personagens da história abolicionista do Ceará, é também um centro de arte e cultura de nível internacional, que reúne todas as condições para a perfeita execução da mostra, tal como foi concebida pelo Museu do Apartheid, na África do Sul”.

SERVIÇO

*Visitações até 30 de julho, de terça a domingo, das 9 às 19 horas (acesso até as 18h30min) e aos sábados, domingos e feriados, das 14 às 21 horas (acesso até as 20h30min).

*Acesso gratuito.

(Foto – Divulgação)

Gol contra a Alemanha causa terremoto “artificial” no México

Nada de fake news. O gol de Lozano, do México, contra a Alemanha, aos 35 minutos do 1º tempo, na tarde desse domingo (17), durante a Copa da Rússia, causou um terremoto “artificial” na Cidade do México, segundo informações do Instituto de Investigações Geológicas e Atmosféricas A.C., em seu perfil no Twitter.

Exatamente no momento do gol, foi registrado o tremor de terra. O instituto ressaltou que o terremoto foi causado de “forma artificial”, possivelmente causado por “saltos massivos” durante o gol.

O Sismologia Chile, outro instituto que investiga tremores, confirmou em seu perfil o terremoto artificial gerado pelas comemorações dos torcedores. “Aparentemente devemos desativar alguns sensores para evitar que isso aconteça durante o mundial”, informou.

(Com G1/Foto Agência Brasil)

Donald Trump tarifa em 25% importações da China por roubo de tecnologia

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (15) a imposição de tarifas de 25% às importações chinesas, no valor de US$ 50 bilhões, que contêm “tecnologias industrialmente significativas”, em uma nova escalada nas tensões comerciais com Pequim. “Por conta do roubo de propriedade intelectual e tecnológico e outras práticas comerciais injustas, os EUA implementarão uma tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões de produtos da China que contêm tecnologias industrialmente
significativas”, afirmou a Casa Branca em comunicado.

“Essas tarifas”, acrescentou a nota, “são essenciais para prevenir maiores transferências injustas de tecnologia e propriedade intelectual americana à China, além de proteger empregos nos EUA”. O presidente tomou a decisão em reunião realizada ontem na Casa Branca
com o secretário de Comércio, Wilbur Ross, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o responsável pelo Comércio Exterior, Robert Lighthizer.

O governo de Trump identificou então cerca de 1,3 mil produtos chineses que planejava taxar, em uma lista na qual incluiu aparatos de tecnologia de ponta das indústrias aeroespacial e robótica. Essas tarifas se somariam às já impostas por Trump, em nível mundial, às
importações de aço (25%) e alumínio (10%).

Pequim já advertiu que responderá às medidas protecionistas com ações recíprocas e que serão cancelados os acordos alcançados nessa área, após dois meses de negociações com Washington. “A nossa posição continua sendo a mesma. Se os EUA tomarem medidas
unilaterais e protecionistas que danifiquem os interesses chineses, responderemos imediatamente, tomando as decisões necessárias para salvaguardar nossos legítimos direitos e interesses”, acrescentou o porta-voz das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, em entrevista coletiva.

(Agência Brasil/EFE)

Christopher Till, o homem que lidera o Museu do Apartheid, já está em Fortaleza

Já está em Fortaleza Christopher Till, fundador e diretor do Museu do Apartheid. Ele abrirá quarta-feira, às 10 horas, no Museu do Dragão do Mar, a exposição Mandella: de prisioneiro a presidente. A mostra vai até o dia 30 de julho.

Em 1948, o regime do apartheid foi instituído na África do Sul. E por mais de 40 anos, negros e brancos viviam segregados, enquanto, em outras palavras, os negros praticamente não tinham direitos, pois eram classificados como “não-brancos”. Hoje, 23 anos após o fim do Apartheid, o Museu do Apartheid, fundado e administrado por Christopher Till, conta essa história. “O museu mostra a ascensão e queda do Apartheid. Há uma narração cronológica que conta o que aconteceu, como aconteceu e por quais razões ”, afirma Christopher.

Christopher Till

A história da museologia pode ser confundida com o próprio museu. Christopher nasceu quatro anos após o início do regime e viveu a maior parte de sua vida durante esse período. Ele se formou em Belas Artes pela Universidade de Rhodes, em Grahamstown, África do Sul e começou a trabalhar no campo de museus como curador da Galeria Nacional do Zimbábue, até quando a Rodésia do Sul se tornou parte da África do Sul em 1983, quando Christopher se tornou diretor da Galeria de Arte em Joanesburgo. Em 1991, ele se tornou o diretor cultural da cidade. “Em 2001, ele foi convidado para ajudar na criação de um novo museu, mas não conhecia o tema abordado”, lembra. “Então, sugeri que precisássemos criar um museu contando a história do nosso país”. Assim, o Museu do Apartheid também foi fundado em Joanesburgo.

(Com Revista Atlântico)

Casa da Amizade Brasil-Cuba do Cerá comemora 90 anos de Cheguevara

A Casa de Amizade Brasil-Cuba, do Ceará, vai comemorar nesta sexta-feira, às 18h30 min,em sua sede, os 90 anos de Cheguevara. Haverá uma mesa redonda com o tema “Che 90 anos – A medicina cubana como legado de Che”. O objetivo é apresentar a história do médico e guerrilheiro que, após a revolução cubana, desenvolveu um novo modelo de medicina, com foco na prevenção, com custos menores e resultados mais efetivos.

Participarão desse debate a médica Taís Matos e o médico João Almeida, ambos formados pela Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM) . Também participará do evento a médica e presidente do CEBRAPAZ/CE, Terezinha Braga.

Após o debate, será realizada uma confraternizaremos pelos 90 anos de nascimento do médico Che Guevara, nascido em 14/06/1928.

SERVIÇO

Casa Brasil-Cuba – Avenida da Universidade, 3199 – Benfica

*Mais Informações – (85) 99134-4089.

Câmara dos Deputados da Argentina aprova projeto que descriminaliza o aborto

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, nesta quinta-feira (14), por 129 votos a favor, 125 contra e 1 abstenção o projeto de lei que descriminaliza o aborto, em uma sessão histórica que durou cerca de 22 horas e meia.

De acordo com o projeto, o aborto poderá ser feito até 14 semanas de gestação. Depois deste prazo, a interrupção da gravidez só poderá ser realizada em casos de estupro, se representar um risco para a vida e a saúde da mãe e também se o feto tiver alguma malformação “incompatível com a vida extrauterina”.

A votação terminou com aplausos dos deputados que defendiam a interrupção voluntária da gravidez. O texto segue agora para o Senado.

Segundo as estimativas, 500 mil abortos clandestinos são feitos todos os anos na Argentina. Cerca de 60 mil resultam em complicações e hospitalizações. E muitas mulheres – a maioria pobres ou do interior – morrem por causa de abortos mal feitos.

(Agência Brasil)

O encontro histórico de Donald Trump com Kim Jong Un – O que virá depois

Confira o editorial do O POVO desta quita-feira, com o título “Cúpula de Singapura”. Aborda desdobramentos do encontro histórico entre Donald Trump (EUA) e Kim Jong un (Coreia do Norte).  

O encontro histórico ocorrido nesta terça feira, 12, em Singapura, entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Kim Jong Un, da Coreia do Norte, terminou de maneira surpreendente com um gesto simbólico de apaziguamento, pouco esperado, entre dois antagonistas que há apenas três meses se insultavam mutuamente e ameaçavam mandar o mundo pelos ares. O desconcerto não deixou de ser flagrado entre aliados tradicionais de Washington, e na própria oposição interna à Casa Branca. Trump gabou-se de ter conseguido o que Obama não obteve. E seu colega coreano saiu do encontro carregando os epítetos de “muito talentoso” e “ótimo negociador”, aplicados pelo interlocutor, destacados, mais ainda, por ser “tão jovem”.

O que provocou tamanha reversão de expectativa? O próprio estilo de Trump, direto, pragmático e focado numa visão de comerciante em busca de um bom negócio. Na verdade, um documento de apenas duas páginas revela a concisão de quem não está disposto a “jogar tempo fora” e ser muito objetivo. Mas, é ilusório imaginar que tudo foi uma questão de “feeling”. Os dois não se exporiam a um espetáculo que pudesse redundar em grande fracasso, sem uma forte negociação subterrânea, prévia. Supostamente, isso é o que deve ter acontecido, e o encontro foi só o gesto simbólico para passar a mensagem política.

Os Estados Unidos estão loucos para sair de enrascadas onerosas, e passar a gastar o dinheiro – que já lhe faz falta internamente – apenas no que for estritamente compensatório para seus interesses. Já se conscientizam de que não podem mais bancar a posição de polícia absoluta do mundo, cabendo-lhes agora serem mais seletivos na escolha das áreas que são essenciais para a manutenção de sua retaguarda estratégica. Por isso, estão se retirando, em ordem, da Ásia, área de predominância da China.

A Coreia do Norte, por sua vez, sabe que necessita aliviar os gastos militares para dedicar-se mais à melhoria das condições internas de seu povo, mas tem de ter uma garantia de que não tentarão impor de fora outro regime, como fizeram com o Iraque, a Líbia e outros países do Oriente Médio. Ter a bomba atômica como autodefesa é a melhor garantia, parece ser a conclusão óbvia de Pyongyang. Não é impossível que se possa ter uma Coreia do Norte com soberania respeitada, mantendo o arsenal nuclear atual, mas congelado. Ao mesmo tempo, faria algumas concessões na área econômica para investidores estrangeiros, como o próprio Trump aventou. Nada disso está explícito no comunicado preliminar, obtido agora, mas, há esperanças fundadas de que algum passo positivo de desanuviamento foi alcançado.

Caso Marielle – Anistia Internacional cobra atuação do Ministério Público

Há três meses não há respostas sobre o que levou ao assassinato da defensora de direitos humanos, Marielle Franco, e seu motorista Anderson Gomes. O Ministério Público do Rio de Janeiro deve atuar estrategicamente no caso, com a participação do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO). Deve ainda monitorar a atuação da Polícia Civil na investigação. Nada disso foi feito até o momento.

“Para garantir a competência e independência na apuração do caso, o Ministério Público deve exercer seu poder de investigação e cumprir seu papel de controle externo das atividades policiais através de seus grupos especializados. É preciso ainda que o processo seja realizado em tempo hábil, siga todos os padrões éticos e o devido rito legal”, disse Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional.

Em três meses, pouco foi esclarecido sobre o caso pelas autoridades. Sabe-se através da mídia que as câmeras próximas ao local do crime foram desligadas, que quem apertou o gatilho possuía treinamento para manusear o armamento e que a munição utilizada foi desviada de um lote vendido à Polícia Federal. Além disso, a arma empregada, uma submetralhadora, é de uso restrito das forças de segurança e pode ter sido desviada do arsenal da própria Polícia Civil, que investiga o caso.

“Marielle dedicou sua vida à luta por direitos. Ao denunciar violações, em especial contra jovens negros de favelas e periferias, mulheres e pessoas LGBTI, além de abusos cometidos por policiais, ela cumpria um papel fundamental para a manutenção do Estado de Direito. Calar a sua voz representa uma grave ameaça a todos e todas que denunciam injustiças. Este crime não pode ficar sem solução”, completou Jurema.

A Anistia Internacional reitera a necessidade de as autoridades renovarem seu compromisso público com a resolução do crime e se pronunciarem sobre a imparcialidade das investigações. Isso porque é crucial não apenas a identificação do responsável pelos disparos, mas também dos autores intelectuais dos homicídios. O sigilo do caso tem como objetivo garantir a eficácia das diligências investigatórias, mas o silêncio sobre o caso reforça a sensação de impunidade. Por isso o Ministério Público também deve agir para solucionar o caso.

Histórico

Eleita vereadora como a quinta mais votada do Rio de Janeiro em 2016, Marielle era conhecida por seu histórico de defesa dos direitos humanos. Dias antes de seu assassinato, ela foi nomeada relatora da comissão criada na Câmara de Vereadores para monitorar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Marielle e seu motorista Anderson foram mortos a tiros no bairro da Estácio, no Rio de Janeiro, após ela participar de um debate público na noite de 14 de março de 2018. Pelo menos 13 tiros foram disparado. quatro deles atingiram Marielle na cabeça. As características dos disparos e as informações já divulgadas indicam que a execução foi cuidadosamente planejada.

(Site da Anistia Internacional)

Copa de 2026 será nos EUA, México e Canadá

Estádio de Montreal, no Canadá.

A Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções, será disputada na América do Norte, com jogos nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, em Moscou, durante o Congresso da Fifa, informa o Portal G1.

A candidatura liderada pelos EUA teve 134 votos, inclusive o do Brasil, contra 65 votos do Marrocos, que foi derrotada em sua quinta tentativa de organizar a Copa do Mundo. Uma confederação votou para nenhuma candidatura, e ainda houve três abstenções.

Oito países não puderam votar: Guam, Porto Rico e as Ilhas Virgens americanas, mais os 4 candidatos (Marrocos, EUA, Canadá e México), assim como Gana, que não veio ao Congresso (presidente da Federação preso e sob intervenção do Governo).