Blog do Eliomar

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Paquistaneses protestam contra caricaturas do jornal francês Charlie Hebdo

“Milhares de paquistaneses sairam às ruas hoje (25) contra a publicação de caricaturas de Maomé pelo jornal francês Charlie Hebdo. Os protestos ocorrem dois dias após manifestações idênticas no Sul da Ásia.

Segundo a polícia paquistanesa, os protestos mais importantes ocorreram em Karachi, onde aproximadamente 25 mil pessoas juntaram-se numa manifestação promovida pelo Jamal-e-Islami, principal partido islâmico. Em Jamat-ud-Dawa, 12 mil pessoas responderam ao apelo do grupo islâmico armado Lashkar-e-Taiba, que a Índia acusa de envolvimento nos atentados ocorridos em Bombaim, em 2008.

“Morte à França”, “Morte aos blasfemos” e “Prontos para morrer pelo profeta Maomé” foram algumas das palavras de ordem dos manifestantes indignados com a publicação das caricaturas do fundador do Islã pelo Charlie Hebdo. Cinco mil manifestantes se reuniram em Lahore, no Leste do Paquistão, e algumas centenas em Quetta, Sudoeste do país, em protestos do mesmo tipo.”

(Agência Lusa)

Fortaleza é a oitava cidade mais violenta do mundo, diz pesquisa

Fortaleza foi a oitava cidade mais violenta do mundo em 2014, de acordo com relatório do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. Conforme a Organização Não-Governamental (ONG), sediada no México, outras 18 cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas.

O ranking, segundo a organização, considera municípios com pelo menos 300 mil habitantes e leva em conta o contingente populacional e número de homicídios. De acordo com a ONG, Fortaleza registrou 2.541 crimes do tipo em 2014 e obteve uma taxa de 66,55 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Na comparação com 2013, conforme estudo, a capital cearense caiu uma posição no ranking. Naquele ano, conforme a ONG, haviam sido 72,81 mortes violentas para cada 100 mil habitantes.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou, por meio de sua assessoria, que “tem uma base própria de dados e se pronuncia somente sobre eles”.
A hondurenha San Pedro Sula permaneceu no topo da relação, com taxa de 171,20 homicídios por 100 mil habitantes – em 2013, havia sido de 187,14. Caracas (115,98), na Venezuela, e Acapulco (104,16), no México, completam as primeiras posições.

(O POVO Online)

Justiça argentina divulga denúncia de promotor encontrado morto

A Justiça argentina divulgou na noite dessa terça-feira (20) a denúncia do promotor argentino Alberto Nisman, encontrado morto no banheiro de seu apartamento no domingo (18), em Buenos Aires.

No texto de 300 páginas, disponibilizado pelo Centro de Informação Judicial, Nisman acusa a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman de terem negociado um plano com o Irã para encobrir os responsáveis pelo ataque terrorista de 1994 contra o centro comunitário judaico Amia, quando foram mortas 85 pessoas e centenas ficaram feridas.

Na segunda-feira (19), Nisman compareceria ao Congresso, após convocação, para apresentar as provas que o levaram a pedir a abertura de um inquérito contra Cristina e Timerman.

A promotora Viviana Fein, responsável pela investigação da morte do promotor, informou nessa terça-feira que deu negativo o resultado da perícia para saber se havia vestígios de pólvora nas mãos dele. Por ser uma arma de pequeno calibre, no entanto, a promotora ainda não descartou a hipótese de suicídio.

(Agência Brasil)

Obama defende fim do embargo a Cuba e fechamento de Guantánamo

O presidente Barack Obama defendeu, na noite dessa terça-feira (20), que o Congresso americano encerre o embargo econômico e financeiro a Cuba. O apelo ao Legislativo para decidir favoravelmente a Cuba foi feito durante o tradicional discurso do Estado da União, feito pelos presidentes norte-americanos desde 1790.

Além do fim do embargo, Obama pediu o fechamento da prisão americana em Guantánamo, território cubano, e denunciou o que chamou de ressurgimento do antissemitismo em relação aos mulçulmanos, em certos lugares do mundo.

“Nossa mudança na política em relação a Cuba tem potencial para acabar com um legado de desconfiança no hemisfério”, disse, referindo-se ao anúncio que fez em dezembro sobre a reaproximação com o país e o governo de Raúl Castro, após 50 anos de rompimento das relações diplomáticas.

No discurso proferido à Nação e ao Congresso por quase uma hora, Obama pediu que os congressistas votem o fim do embargo a Cuba. Ele disse ainda que não vai desistir de acabar com a prisão situada na base norte-americana de Guantánamo, em Cuba, conforme havia prometido no início do seu mandato. “É tempo de acabar o trabalho. Estou decidido e não vou desistir até encerramos a prisão”, disse. Ele observou que a prisão não “se justifica” e que não faz sentido mantê-la a um custo de US$ 3 mil por prisioneiro.

(Agência Brasil)

ONU pede à Indonésia para que suspenda execução de condenados à morte

A ONU apelou nesta terça-feira (20) ao governo da Indonésia para que restabeleça uma moratória suspendendo a execução de condenados à pena de morte e faça uma “revisão completa” de todos os pedidos de clemência na direção da comutação das penas. A porta-voz para Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, criticou a execução, no fim de semana passado, de seis condenados por tráfico de drogas na Indonésia, entre eles o brasileiro Marco Archer, apesar de vários apelos de clemência para os sentenciados.

Segundo Ravina, a ONU está preocupada com o respeito aos processos penais no país após o presidente da Indonésia, Joko Widodo, afirmar publicamente que rejeitará todos os pedidos de clemência para crimes relacionados a drogas, como fez negando o pedido da presidenta Dilma Rousseff para substituição da pena dos dois brasileiros presos no país, um deles, Marco Archer, executado no sábado (17). No corredor da morte indonésio, há mais de 60 condenados à morte por tráfico de drogas.

“De acordo com o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que a Indonésia ratificou, ‘qualquer pessoa condenada à morte terá o direito de pedir indulto ou comutação da pena’”, ressaltou a porta-voz da ONU. “Instamos as autoridades indonésias a restabelecer uma moratória sobre a pena de morte e proceder a uma revisão completa de todos os pedidos de perdão para a comutação da pena”, acrescentou Ravina.

No Sudeste da Ásia, a pena de morte é prevista para os crimes relacionados a drogas na Indonésia, Malásia, Tailândia, em Cingapura e no Vietnã, onde oito pessoas foram condenadas nesta terça-feira à pena capital por tráfico de heroína. A ONU também apelou ao Vietnã para considerar a eliminação da pena de morte para crimes relacionados a drogas e não executar os condenados. Outros países da região, embora tenham leis similares, não praticam execuções, como é o caso do Brunei, desde 1957, do Laos, desde 1989, e de Mianmar, desde 1988.

(Agência Brasil)

FMI reduz para 0,3% previsão de crescimento do Brasil neste ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 1,4% para 0,3% a previsão de crescimento para a economia brasileira neste ano. Em relação a 2016, a estimativa foi reduzida de 2,2% para 1,5%. As projeções foram divulgadas em nova edição da publicação Perspectiva Econômica Mundial (World Economic Outlook, em inglês), divulgada nesta terça-feira (20) pelo FMI.

A instituição diminuiu também a projeção de crescimento para a economia mundial, de 3,8% para 3,5%, em 2015. Para o ano que vem, a perspectiva de expansão da economia do planeta caiu de 4% para 3,7%.

Na avaliação do FMI, a baixa cotação do petróleo, a valorização do dólar e a depreciação de moedas como o euro (Comunidade Europeia) e o yen (Japão), o crescimento desigual entre as principais economias e a elevação da taxa de juros em importantes países emergentes estão entre os fatores que influenciam a nova perspectiva de crescimento para o mundo, desde a última previsão de outubro de 2014.

O relatório avalia que em muitos países emergentes o espaço das políticas macroeconômicas para apoiar o crescimento continua limitado. Segundo o FMI, a queda nos preços do petróleo pode aliviar a pressão inflacionária e as vulnerabilidades externas, dando espaço para que os bancos centrais adiem a política de aumento dos juros.

(Agência Brasil)

ONU: 121 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola

Um relatório lançado nesta segunda-feira (19), em Londres, mostra que 121 milhões de crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos, no mundo inteiro desistiram de frequentar a escola ou sequer começaram a fazê-lo. O documento foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e contrasta com a promessa da comunidade internacional de alcançar a Educação para Todos até 2015.

O relatório, intitulado “Reparação da promessa quebrada de Educação para Todos: resultados da Iniciativa Global Crianças Fora da Escola”, mostra que houve pouco progresso na melhora desse cenário desde 2007. Além disso, o documento revela que 63 milhões de adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos, não estão na escola. Esse número mostra que há muito mais adolescentes nessa situação do que crianças. Enquanto uma a cada 11 crianças em idade escolar de nível primário não frequentam a escola, um em cada cinco adolescentes está na mesma situação.

O relatório mostra também que as mais afetadas pela falta de acesso à educação são as crianças que vivem em áreas de conflito, as que trabalham e aquelas que enfrentam discriminação baseada em etnia, gênero ou deficiência. A pobreza, contudo, é o maior vilão da educação, diz o estudo. Na Nigéria, por exemplo, dois terços das crianças em áreas mais pobres não vão à escola. E 90% delas, provavelmente nunca o farão. Os índices mais elevados de crianças fora da escola são encontrados na Eritreia e na Libéria, onde 66% e 59% das crianças, respectivamente, não frequentam a escola primária.

O diretor-executivo da Unicef, Anthony Lake, enumera três prioridades de investimento em três áreas. A primeira delas é aumentar o número de crianças frequentando a escola primária; a segunda é ajudar mais crianças, principalmente as meninas, a permanecer na escola durante todo o nível secundário; e a terceira é melhorar a qualidade da aprendizagem.

(Agência Brasil)

ONG inglesa diz que 1% da população vai deter mais riqueza que os 99% restantes

A organização não governamental britânica (ONG) Oxfam informou nesta segunda-feira (19) que, em 2016, o patrimônio acumulado pelos mais ricos do mundo – 1% da população mundial – vai ultrapassar o dos restantes 99%. “A parte do patrimônio mundial detida por 1% dos mais ricos passou de 44% em 2009 para 48% no ano passado e vai ultrapassar os 50% no próximo ano.”

A Oxfam, cuja diretora-geral, Winnie Byanyima, copresidirá o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), exigiu “a realização, este ano, de uma cúpula mundial para reescrever as regras fiscais internacionais”. O fórum será realizado de quarta-feira (21) até sábado (24) e reunirá importantes líderes mundiais.

“A amplitude das desigualdades mundiais é vertiginosa”, disse Winnie, para quem “o fosso entre as grandes fortunas e o resto da população aumenta rapidamente”.

A Oxfam apelou aos Estados para que adotem um plano de luta contra as desigualdades, coibindo a evasão fiscal, com a promoção de serviços públicos gratuitos, com mais impostos sobre o capital e menos sobre o trabalho, criando salários mínimos, ou ainda por meio da criação de sistemas de proteção social para os mais pobres.

São esperados para o 45º Fórum Econômico Mundial mais de 300 chefes de Estado e de Governo e líderes políticos, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande, o chefe do governo italiano Matteo Renzi, o primeiro-ministro chinês Li Kepiang  e o secretário de Estado norte-americano John Kerry.

(Agência Brasil)

Chanceleres da União Europeia discutem na Bélgica luta antiterrorista

A luta antiterrorista vai dominar nesta segunda-feira (19) a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) em Bruxelas, na Bélgica, poucos dias após uma grande operação policial para prevenir atentados na capital.

A questão já estava na agenda do encontro de chefes da diplomacia, antes da operação antiterrorista de quinta-feira (15) à noite na Bélgica – que resultou na morte de dois jihadistas e na detenção de 13 pessoas suspeitas de terrorismo. O assunto foi inscrito na ordem de trabalho, após os atentados da semana passada em Paris.

Ministros de 28 países vão discutir com a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, e com o coordenador antiterrorista da UE, Gilles de Kerchove, de que modo pode ser reforçada a luta contra o terrorismo jihadista, na sequência do ataque ao semanário francês Charles Hebdo.

(Agência Brasil)

Chanceler diz que execução causa sombra na relação entre Brasil e Indonésia

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesse sábado (17), em entrevista coletiva, que a execução do brasileiro Marco Archer na Indonésia causa uma sombra na relação entre os dois países. O governo determinou que o embaixador em Jacarta, capital da Indonésia, venha ao Brasil para consultas.

“Chamar o embaixador para consulta expressa gravidade, um momento de tensão”, explicou o ministro. Outra atitude tomada pelo Itamaraty foi convocar o embaixador da Indonésia no Brasil e entregar nota formal de protesto para reiterar a inconformidade do governo.

O secretário-geral do Itamaraty, Sérgio Danese, entregou pessoalmente a nota, pouco depois da execução de Archer. Segundo o ministro, foram esgotados todos os recursos para evitar a execução da pena. O argumento usado pelo governo é de que não há pena de morte no Brasil. O ministro ressaltou que, em nenhum momento, foi contestada a gravidade do ato cometido pelo brasileiro.

Mauro Vieira disse que toda a assistência foi dada a Marco Archer e que o mesmo está sendo feito com o outro brasileiro que está no corredor da morte na Indonésia, Rodrigo Gularte.

Archer trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada em sete bagagens. Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na Ilha de Sumbawa. Archer confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, foi condenado à morte.

(Agência Brasil)

Justiça francesa proíbe protesto considerado islamofóbico

A Justiça da França proibiu neste sábado (17) a realização neste domingo (18), em Paris, de uma manifestação para pedir a expulsão de todos os islamitas da França. Segundo a deliberação judicial, que confirmou uma decisão da polícia local, o protesto mostra uma “lógica islamofóbica”.

A manifestação foi convocada pelos movimentos Resistência Republicana e Resposta Laica, sob o slogan “Desequilibrados, assassinos, loucos… islamitas fora da França”.

A polícia francesa já tinha proibido o protesto, uma vez que “a manifestação agendada não se destinava a apelar à condenação dos recentes atos terroristas, ocorridos em Paris na semana passada, mas tinha claramente uma lógica islamofóbica”.

(Agência Brasil)

Brasileiro é fuzilado, diz imprensa indonésia

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O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, está morto. É o que assegura o jornal indonésio Jakarta Post, que neste sábado (17) acompanhou os últimos momentos dos cinco condenados a fuzilamento, todos mortos nesta tarde – domingo, no horário local – por crimes relacionados ao tráfico de drogas. Marco Archer não teria feito qualquer pedido, pouco antes de ser conduzido ao local da execução, de acordo com o jornal.

Dos cinco condenados, somente um pediu para ser sepultado ao lado da mãe. Marco Moreira não teria determinado o destino do seu corpo. O holandês Ang Kiem Soei foi o único a não ter os olhos vendados, diante da gravidade de seu crime. Ele foi acusado de produzir ecstasy, enquanto os demais de transportar drogas.

(com agências internacionais)

Indonésia prepara execução de brasileiro e mais cinco por tráfico de drogas

As autoridades indonésias estão terminando os preparativos para a execução de seis condenados à morte por tráfico de drogas. Entre eles está o brasileiro Marco Archer, de 53 anos, que em 2003 foi pego tentando entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína.

Seis pelotões de fuzilamento estão preparados para a execução. O governo indonésio também preparou atenção religiosa, de acordo com a crença de cada preso. Os outros condenados são um holandês, dois nigerianos, um vietnamita e um indonésio. No dia 30 de dezembro foram rejeitados os pedidos de clemência para os seis condenados.

Praseyto, procurador-geral indonésio, disse que cinco dos presos foram transferidos para a penitenciária de Nusakambangan e um sexto para a prisão de Boyolali, ambas na Ilha de Java, onde as sentenças deverão ser executadas à 0h de domingo (15h deste sábado em Brasília). “Isso vai enviar uma mensagem aos membros dos cartéis de droga. Não há clemência para os traficantes”, acrescentou.

(Agência Brasil)

PGR pede adiamento da execução de brasileiro marcada para este sábado

Depois do presidente da Indonésia, Joko Widodo, negar nessa sexta-feira (16) o pedido de clemência feito pela presidenta Dilma Rousseff para o brasileiros Marco Archer, que pode ser executado por um pelotão de fuzilamento neste domingo (18) – sábado no Brasil -, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma carta ao chefe do Ministério Público da Indonésia pedindo o adiamento da execução de Archer por oito semanas para que os dois ministérios públicos possam dialogar e encontrar uma solução negociada.

Além de pedir o adiamento da execução da pena de Archer, Janot pediu em sua carta, “por motivos humanitários”, para que o governo indonésio considere a possibilidade de comutação da pena de Rodrigo Goularte, outro brasileiro também condenado à morte por tráfico de drogas. De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), a intenção, com o adiamento, é que o diálogo entre as procuradorias dos dois países permita a reconsideração da execução por fuzilamento.

Janot expressou seu respeito pelos esforços da Indonésia no combate ao crime praticado pelos brasileiros e escreveu que não pretende desrespeitar a soberania do país, nem pedir anistia aos condenados. No caso de adiamento da execução, Janot propôs que uma missão oficial brasileira com representantes de alto nível và a Jacarta, capital da Indonésia, discutir a situação de Archer e Goularte, bem como os mecanismos de cooperação entre as duas nações. O procurador-geral também sugeriu que seja negociado novo tratado bilateral para transferência de presos.

(Agência Brasil)

Protestos contra jornal francês se espalham por países muçulmanos

Muçulmanos de vários países protestaram nesta sexta-feira (16) contra o jornal francês Charlie Hebdo, que acusam de blasfemar contra o Islã e ridicularizar o profeta Maomé. A sexta-feira é um dia sagrado de oração e descanso para o Islamismo.

Na capital da Jordânia, Amã, o protesto acabou em confronto entre manifestantes e policiais. A polícia usou balas de borracha e cassetetes para dispersar a multidão que tentava chegar a embaixada da França, empunhando cartazes com a frase “insultar o profeta é o terrorismo global”. Várias pessoas foram detidas.

Os protestos mais graves aconteceram na República do Níger, na África Ocidental. Em Zinder, a segunda principal cidade do país, perto da fronteira com a Nigéria, igrejas foram incendiadas, lojas invadidas e um centro cultural francês depredado por manifestantes.

Na República Islâmica da Mauritânia, no Noroeste da África, milhares de pessoas caminharam a partir da grande mesquita de Nouakchott, com a presença do presidente Mohamed Ould Abdel Aziz. Em breve discurso, ele disse: “Eu sou muçulmano, somos todos muçulmanos. Nós lutamos contra o terrorismo no nosso próprio país e pagamos um preço elevado”.

Também houve protestos na Turquia, no Irã, no Paquistão e em Dacar, capital do Senegal, a bandeira francesa foi queimada em frente à Embaixada de França.

(Agência Brasil)

Obama diz que Europa deve integrar melhor comunidades muçulmanas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (16) que a Europa deve integrar melhor suas comunidades muçulmanas. Segundo ele, a principal vantagem de seu país é que a população muçulmana se sente americana. “Existem regiões na Europa onde isso não ocorre. Provavelmente, é o maior perigo que os europeus enfrentam”, acrescentou, em entrevista na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Barak Obama ressaltou que a resposta europeia a esse problema não deve ser baseada unicamente na força.

Ao lembrar os ataques terroristas em Paris, que resultaram na morte de 17 pessoas, ele garantiu que Estados Unidos e Reino Unido darão todo à França no combate ao terrorismo. “Sei que David [Cameron] se junta a mim quando digo que continuaremos a fazer o que estiver ao alcance para ajudar a França a ter justiça e que os nossos países trabalharão, sem obstáculos, para prevenir ataques e desmantelar redes terroristas”.

(Agência Brasil)

Palácio do Planalto apela ao Papa por clemência a brasileiro condenado na Indonésia

“O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (16) que encaminhou à representação da Santa Sé no Brasil um dossiê com detalhes do caso do brasileiro que deve ser executado na Indonésia neste fim de semana. A intenção, segundo ele, é que o documento possa chegar ao conhecimento do papa Francisco que poderia interceder pela vida do brasileiro.

“Mantive contato com a Nunciatura Apostólica e fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê com os dados dessa execução. Me foi assegurado que seria enviado à Secretaria de Estado do Vaticano para que Sua Santidade pudesse interceder em favor de uma atitude de clemência por parte do governo indonésio”, disse Garcia. Em conversa com jornalistas, o assessor especial chegou a dizer que é preciso esperar que “um milagre” possa reverter a situação.

Pela manhã, a presidenta Dilma Rousseff conversou por telefone com o presidente da Indonésia, Joko Widodo, e fez um apelo em favor dos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira, que está preso naquele país por tráfico de drogas e deve ser executado neste fim de semana, e de Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenado pelo mesmo crime. Widodo respondeu que não poderia atender ao apelo de Dilma, apesar de compreender a preocupação dela com os cidadãos brasileiros. O presidente indonésio ressalvou que todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme as leis do país e que os brasileiros tiveram garantido o devido processo legal.”

(Agência Lusa)

O atentado e o jeito francês de ser

Com o título “Je suis Charlie”, a liberdade de expressão e o direito das minorias”, eis artigo do escritor João Soares Neto. Ele fala sobre o atentado na França e conta um pouco do jeito francês de ser. Confira:

A primeira vez em que, ainda universitário, estive na França, foi no meio da década de 60. Fiquei hospedado, em Paris, no Hotel de La République, onde, por acaso, estava a simpática seleção soviética de futebol. Fiquei encantado com o país, mas notava – como me advertira o franco-cearense Gérard Boris – que o francês é, quase sempre, resmungão e não se afinava muito com os que não são de lá. O ano de 1968 ainda não acontecera.

Nesse mesmo tempo percorri quase todo o interior desse belo país, a bordo de ônibus. Um dia, uma amiga foi acometida de mal intestinal e o veículo parou em posto de combustível. Foi-nos dito que só dariam direito ao uso do banheiro se houvesse abastecimento. Enquanto a discussão acontecia, falei para a amiga resolver o seu problema. O gerente saiu soltando palavrões, mas o objetivo fora atingido.

Muitas idas depois, já neste século, passei um “réveillon” por lá. Estava defronte à Torre Eiffel, era frio. O que mais se via eram fogos de artifício, imigrantes africanos e árabes. Poucos ocidentais e orientais. Táxis não apareciam. Os metrôs – nesse dia eram gratuitos – estavam apinhados. As margens do Rio Sena pareciam uma lixeira, garrafas, papelões e latas boiavam em sua superfície. A solução foi aceitar, por preço exorbitante, o uso de carro particular, dirigido por alguém de origem arábica. Ele justificou: só há um dia deste em cada ano.

Esta introdução é pessoal, episódica, rasa, e refere que o francês nato não tem muita paciência com turistas (são mais de 75 milhões por ano, dez vezes o que o Brasil recebe no mesmo período). Ao mesmo tempo, dizer dessa mudança na origem das pessoas em grandes eventos de confraternização. Os nativos permaneciam em casa, os de fora pululavam nas avenidas e parques.

É preciso não esquecer que a França, tal como outros países europeus, exerceu o colonialismo na África, Ásia e no Oriente Médio. O fim dessa invasão ocorreu apenas no começo da segunda metade do século passado. São muitas as ex-colônias. O fato é que os nativos desses países francofônicos se acharam com o direito de procurar melhor condição de trabalho na antiga metrópole. A par disso, as 30 ditaduras que contaminam o oriente médio, berço do islamismo, promoveram o surgimento de grupos tais como o Hamas, Taliban, Estado Islâmico, Jihad, Al Qaeda, Hizbollah e Boko Haram.

Alguns desses grupos reivindicam a autoria de atentados, tais como o acontecido ao jornal “Charlie Hebdo” que, se auto intitula “journal irresponsable”. Cá para nós, o Hebdo abusou do direito de atacar a figura sagrada – para os muçulmanos – do profeta Maomé. Usava humor, sátira e até deboche. Há anos o jornal estava com apoio policial; havia sofrido processo sobre infâmia e calúnia contra islâmicos, do qual foi absolvido.

O repúdio natural e a comoção são reflexos da estupefação da maioria dos franceses e europeus. Entretanto, os dois irmãos encapuzados e autores do atentado – e mortos no dia seguinte – eram franceses de nascimento, mas filhos de muçulmanos. Uma primeira questão a se levantar: embora franceses eles foram ou não integrados aos costumes da pátria do dístico “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”?

Quem saiu lucrando com o episódio foi a direita francesa que, comandada por Marine Le Pen, culpou todos os seis milhões de muçulmanos que moram na França e tirou dividendos políticos para a próxima eleição presidencial. A imigração em massa de “diferentes” aconteceu conforme já referi acima e, ainda, por ser o país de De Gaulle famoso por abrigar dissidentes de ideologias de todo o mundo. Desde a Revolução Francesa, o discurso era esse.

Os dois autores do ataque, repito, eram franceses de nascimento. Aqui no Brasil não se costuma distinguir religião/credo ou a origem étnica das pessoas que assumem a cidadania brasileira. Na Europa, não é bem assim. Basta lembrar, por exemplo, a fricção permanente entre naturais da Alemanha e os turcos, que são grande parte da mão-de-obra local.

Particularmente, creio que a humanidade deve aproveitar o episódio para reavaliar a homilia sobre a liberdade de expressão. Ela deve ser soberana ou ter limites? Sociólogos creem que ela não é um direito fundamental absoluto. É notório que grupos minoritários de todos os matizes têm sofrido discriminações e assassínios ao redor da Terra por conta de suas raças e crenças.

Não está longe o tempo em que a Ku Klux Kan, composta por ultraconservadores dos Estados Unidos, matava negros e incendiava as suas casas. O mesmo acontecia na África do Sul até a libertação de Nelson Mandela e o fim do “apartheid”.

Deixo, então, com Mandela, a conclusão: “Não existe nenhum passeio fácil para a liberdade em lado nenhum, e muitos de nós teremos que atravessar o vale da morte vezes sem conta até que consigamos atingir o cume da montanha dos nossos desejos”.

* João Soares Neto,

Imortal da Academia Cearense de Letras.

Brasileiro condenado por tráfico de drogas será executado domingo na Indonésia

“A Indonésia vai executar no domingo (18) o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado por tráfico de drogas, informou hoje (16), em comunicado, a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch. Ele está preso desde 2003. “O governo indonésio está preparando um pelotão de fuzilamento” para executar Moreira e cinco outros prisoneiros condenados à morte por tráfico de droga,  disse a organização.

De acordo com a ONG, a defesa de Moreira disse que o governo indonésio negou as solicitações do governo brasileiro para extraditar o preso, para que possa cumprir a sua pena de prisão no Brasil. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e peritos da ONU já expressaram a sua preocupação pela aplicação da pena de morte em um caso de tráfico de droga, segundo a Human Rights Watch.

O presidente indonésio Joko Widodo apoia a pena de morte para os traficantes de droga e negou clemência para os prisioneiros, considerando que os traficantes destroem “o futuro da nação”.

(Agência Lusa)

Papa Francisco denuncia corrupção e desigualdades em visita às Filipinas

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“O Papa Francisco denunciou hoje (16) em Manila as “desigualdades sociais escandalosas” e proclamou sua “firme rejeição a toda forma de corrupção”. É preciso “quebrar as correntes da injustiça e da opressão que dão origem a desigualdades sociais óbvias e realmente escandalosas”, disse o papa às autoridades reunidas no Palácio Presidencial.

Todos devem proclamar sua “firme rejeição a todas as formas de corrupção, que desvia os recursos destinados aos pobres”, acrescentou, no segundo dia de visita ao arquipélago das Filipinas.

Ontem, Francisco afirmou que a liberdade de expressão é direito fundamental, mas não permite “insultos à fé dos outros”. Ele ressaltou, porém, que “matar em nome de Deus” é “uma aberração”.

(Agência Lusa)