Blog do Eliomar

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Itamaraty acompanha caso de brasileiro condenado à morte na Indonésia

O Itamaraty informou nesta quinta-feira (15) que o governo continua “acompanhando estreitamente” o caso do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, preso desde 2003 na Indonésia, por tráfico de drogas, que pode ser executado por fuzilamento neste sábado, de acordo com jornais indonésios e australianos. Apesar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff terem enviado cartas ao presidente da Indonésia, pedindo a reversão da sentença, desde que Marco Archer foi condenado à pena de morte, o governo brasileiro ainda avalia as possibilidades abertas.

“O governo brasileiro continua mobilizado, acompanhando estreitamente o caso, e avalia todas as possibilidades de ação ainda abertas. De modo a preservar sua capacidade de atuação, o governo brasileiro manterá reserva sobre as decisões tomadas”, informou o Itamaraty, por meio de nota. De acordo com as leis da Indonésia, a única forma de reverter uma sentença de morte é se o presidente do país aceitar um pedido de clemência.

O brasileiro trabalhava como instrutor de voo livre, e foi preso em agosto de 2003 por tentar entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína, escondidos em uma asa delta desmontada em sete bagagens. Marco Archer ainda conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na ilha de Sumbawa. Ele confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, ele foi condenado à morte.

(Agência Brasil)

Cubanos poderão viajar para os EUA

“O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou hoje (15) que algumas das restrições a Cuba serão aliviadas a partir de amanhã (16), como parte do processo de normalização das relações entre Havana e Washington. Inicialmente, os Estados Unidos facilitarão as viagens para a ilha e aliviarão as limitações comerciais, principalmente transferências de remessas dos emigrantes cubanos.

“O anúncio de hoje nos coloca um passo mais próximos de substituir políticas que não estavam funcionando e de colocar em prática uma política que ajude a promover a liberdade política e econômica do povo cubano”, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew. As medidas avançam mesmo que o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba, decretado em 1962, continue em vigor, uma vez que este só pode ser revogado pelo Congresso americano, atualmente dominado pelo Partido Republicano.

Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram, no dia 17 de dezembro, que os Estados Unidos e Cuba iniciariam um processo de normalização das relações diplomáticas. Os dois países, separados pelos 150 quilômetros do Estreito da Flórida, cortaram relações em 1961.

As primeiras conversações diplomáticas oficiais estão previstas para os próximos dias 21 e 22, em Havana. Os dois países devem discutir, entre outros aspectos, a abertura de embaixadas.”

(Agência Lusa)

Papa Francisco – Liberdade de expressão não permite “insultos à fé dos outros”

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“O papa Francisco afirmou hoje (15) que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não permite “insultos à fé dos outros”. Francisco ressaltou, porém, que “matar em nome de Deus” é “uma aberração”.

“Não podemos provocar, não podemos insultar a fé dos outros, não podemos ridicularizá-la”, disse o pontífice aos jornalistas a bordo do avião que o levou de Colombo, no Sri Lanka, para Manila, nas Filipinas. Perguntado sobre as caricaturas do semanário satírico francês Charlie Hebdo, alvo de um atentado que causou 12 mortes na semana passada, em Paris, o papa disse que a liberdade de expressão deve “exercer-se sem ofender”. Ele ressaltou que o direito de se expressar é “fundamental”.

“Todos têm não apenas a liberdade, o direito, como também a obrigação de dizer o que pensam para ajudar o bem comum. É legítimo usar esta liberdade, mas sem ofender”, insistiu Francisco, pedindo verdade, principalmente na atividade política.

O papa destacou que a liberdade de religião e de expressão é “direito humano fundamental” e condenou os assassinatos cometidos em nome da religião. “Não podemos ofender, ou fazer a guerra, ou matar em nome da própria religião, em nome de Deus”, enfatizou o chefe da Igreja Católica. Para ele, matar em nome de Deus “é uma aberração” e “é preciso ter fé com liberdade, sem ofender, sem impor, nem matar”.

Segundo Francisco, os atentados que ocorrem chocam as pessoas, mas é preciso pensar na própria Igreja Católica. “Quantas guerras religiosas tivemos? Pensemos na Noite de São Bartolomeu [massacre desencadeado pelos católicos contra protestantes franceses, no século 17]. Também fomos pecadores”, lembrou o papa.

Francisco chegou hoje às Filipinas, único país asiático de maioria católica, para uma visita de cinco dias, depois de uma estada no Sri Lanka, de maioria budista.”

(Agência Lusa)

Liderdade de imprensa não é “liberdade de insultar”, diz premiê turco

“O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse hoje (15) que a liberdade de imprensa não é a “liberdade de insultar” e qualificou a publicação de caricaturas do profeta Maomé como uma “grave provocação”.

“A liberdade de imprensa não significa a liberdade de insultar”, destacou o primeiro-ministro, em Ancara, antes de partir para Bruxelas. Ele ressaltou que “não se pode aceitar insultos ao profeta”.

O primeiro número do jornal satírico Charlie Hebdo depois do ataque à redação na semana passada, tem na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando uma folha com a frase “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), a mesma que foi usada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão. A capa tem como título “Tudo está perdoado”.

(Agência Lusa)

 

Talibãs condenam novas caricaturas de Maomé no Charlie Hebdo

Os talibãs afegãos condenaram nesta quinta-feira (15) a publicação de novas caricaturas do profeta Maomé no semanário francês Charlie Hebdo e saudaram os autores do atentado praticado na semana passada contra o jornal.

Em comunicado divulgado nessa quinta-feira, o Emirado Islâmico do Afeganistão, nome oficial dos talibãs afegãos, lamenta a publicação de novas caricaturas que, segundo o grupo, “provocam a sensibilidade de quase 1,5 milhão de muçulmanos”.

Na terça-feira (13), a principal autoridade islamita sunita no Egito, Al Azhar, antecipou que a publicação de novos desenhos representando o profeta Maomé no jornal satírico francês vai “incitar o ódio”.

(Agência Brasil)

Rodrigo Santoro pode interpretar Jesus Cristo em Hollywood

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“Rodrigo Santoro pode viver Jesus Cristo na refilmagem do clássico Ben-Hur. Segundo o site The Hollywood Reporter, o ator brasileiro está em negociações com os estúdios MGM e Paramount para interpretar a figura bíblica no filme. Com previsão de estreia para fevereiro de 2016, o longa é uma adaptação do romance Ben-Hur: A Tale of the Christ, de 1880, e também um remake do clássico de 1959, que venceu 11 estatuetas no Oscar e tinha Charlton Heston como protagonista. Na nova versão, Ben-Hur será vivido pelo ator Jack Huston, da série Boardwalk Empire.

De acordo com o Hollywood Reporter, apesar das esperadas e sangrentas cenas de ação, o filme também vai trazer uma “mensagem de perdão” e Jesus deve aparecer em diversas cenas. As filmagens devem acontecer na Europa, neste primeiro semestre de 2015. Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, o remake também traz Morgan Freeman no elenco, na pele do mentor de Ben-Hur nas corridas de biga.

O último papel de Santoro em Hollywood foi como o rei persa Xerxes em 300 – A Ascensão do Império (2014). O brasileiro também está na comédia Golpe Duplo, com Will Smith e Margot Robbie. O filme estreia nos cinemas americanos no final de fevereiro.”

(Veja Online)

Líderes islâmicos repudiam publicação de nova charge de Maomé

“A decisão do jornal satírico francês Charlie Hebdo de publicar uma nova charge de Maomé na capa da edição histórica que foi às bancas hoje (14) gerou reações de líderes islâmicos em todo o mundo. O secretário-geral da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC), Iyad Amin Madani, qualificou a atitude do jornal de “insolente, ignorante e irresponsável”.

Madani lembrou que o mundo islâmico não só condenou os ataques terroristas ocorridos na última semana na França, como participou, por meio de cidadãos e líderes, da marcha que reuniu 1,5 milhão de pessoas domingo (11), em Paris. “Mas, ao mesmo tempo nós vemos que, no dia seguinte, o jornal voltou a publicar desenhos de Maomé. Isso é uma insolência, uma ignorância e uma irresponsabilidade. Pessoas marcharam pela sua liberdade de expressão, mas essa liberdade não pode atingir a crença de outras pessoas”, enfatizou Madani.

O ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que “valores e crenças precisam ser respeitadas para que haja um diálogo sério com o Ocidente”. Zarif fez a declaração em entrevista concedida antes de iniciar reunião com o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, sobre a redução da capacidade nuclear do país,

O grupo Hamas, movimento islâmico fundamentalista, também se manifestou. Em Gaza, o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, condenou a charge do profeta Maomé. “Esta é uma ação perigosa. É claramente um ataque aos muçulmanos, é uma motivação para o ódio e a consolidação do ódio contra os muçulmanos no mundo e na França. Todas essas campanhas contra o islamismo, contra o profeta Maomé e contra os muçulmanos no Ocidente precisam parar”.

A capa da edição histórica do Charlie Hebdo – a primeira depois que a redação do jornal foi atacada por terroristas, que mataram 12 pessoas na última quarta-feira (7) – traz uma charge do profeta Maomé com lágrimas nos olhos, segurando uma placa onde se lê “Je suis Charlie”, que quer dizer “Eu sou Charlie”, a mesma frase usada por milhões de manifestantes que marcharam pelas ruas da França no domingo. No topo, o título: Tudo está perdoado.”

(Agência Lusa)

Atentado na França – Al Qaeda no Iêmen assume ataque ao Charlie Hebdo

“A organização Al Qaeda no Iêmen reivindicou hoje (14), em vídeo divulgado online, o atentado terrorista da semana passada, em que morreram 12 pessoas, na redação do semanário satírico francês Charlie Hebdo, em Paris. “Heróis foram recrutados e atuaram”, declarou no vídeo, publicado em um site islâmico, um dos dirigentes da Al Qaeda na Península Arábica, Nasser Ben Ali Al Anassi.

Na quarta-feira passada (7), dois homens encapuzados e armados, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, entraram na redação do Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas. Depois de dois dias em fuga, os irmãos foram mortos na sexta-feira (9), por forças de elite francesas, em Dammartin-en-Goële, nos arredores de Paris.

Na quinta-feira (8), foi morta uma agente da polícia municipal, no sul de Paris. A polícia estabeleceu uma ligação entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o assassino da policial. Na sexta-feira, cinco pessoas foram mortas em um mercado kosher (judaico) do leste de Paris, quando eram mantidas reféns, incluindo o autor do sequestro, Amedy Coulibaly, que foi morto durante a operação policial.”

(Agência Lusa)

Charlie Hebdo sai com 3 milhões de exemplares

“A edição de hoje (14) do semanário satírico francês Charlie Hebdo tem 3 milhões de exemplares e sai em mais de 20 países, com versões em cinco línguas, incluindo o árabe e o turco. A edição é traduzida em inglês, espanhol e árabe, na versão digital, e em italiano e turco, na versão em papel.

O aumento da tiragem deve-se ao fato de a distribuidora MLP (Messageries Lyonnaises de Presse) ter recebido grandes encomendas, não só da França mas também de outros países, depois do atentado de quarta-feira passada (7) à redação do jornal. As edições anteriores do Charlie Hebdo tinham tiragem de 60 mil exemplares, metade dos quais era vendida em bancas.

A edição de hoje, preparada pelos sobreviventes do ataque terrorista, traz na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando um papel com a frase Je suis Charlie, e o título Tudo está perdoado. A frase Je suis Charlie foi utilizada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão.

Os escritórios do semanário no centro de Paris foram atacados na quarta-feira pelos irmãos Said e Cherif Kouachi, dois jihadistas franceses, que mataram 12 pessoas, como vingança contra a publicação de cartuns de Maomé.

Os dois irmãos foram mortos pela polícia dois dias depois, nos arredores da capital francesa. Os autores do ataque disseram ter “vingado o profeta” Maomé, que teve caricaturas publicadas no jornal em diversas ocasiões.”

(Agência Lusa)

Vídeo mostra menino executando dois “agentes russos”

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O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) postou nesta terça-feira, 13, na internet um vídeo em que um menino aparece executando com uma armas dois homens acusados de trabalhar para o serviço secreto russo.

No vídeo de sete minutos dois homens ajoelhados são mortos por uma criança de cerca de dez anos após serem filmados durante o interrogatório sobre suas pretensas tentativas de se infiltrar no EI na Síria.

O vídeo é intitulado “A Descoberta do inimigo em nossas fileiras” em inglês, mas a narrativa é em russo e se inicia com o interrogatório de um dos homens, que afirma ser cazaque. O homem diz que foi recrutado pelo Serviço de Segurança Federal russo (FSB) para se aproximar de um combatente do grupo, sem especificar quem.

O segundo suposto agente, que não fornece a sua nacionalidade, mas diz que trabalhou para o FSB da Rússia, explica que sua tarefa era eliminar outro combatente do EI. Ambos os homens também relatam que deveriam recolher informações sobre lutadores do EI na Síria.

Depois do interrogatório, o vídeo passa para uma cena externa, onde o jovem carrasco, vestido com roupas de camuflagem, recita vários versos religiosos e executa com um tiro na cabeça os dois homens. No final do vídeo, o mesmo menino, mas ainda mais jovem, aparece em um campo de treinamento afirmando que quer “matar infiéis”.

(Agências e O POVO)

Liberdade de expressão e legítima defesa

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Com o título “Liberdade de expressão e legítima defesa”, eis artigo do advogado Reno Ximenes. Ele aborda o tema das liberdade de expressão que, em todos os cantos do mundo, passou a ser discutida após os episódios registrados com jornal francês. Confira:

A mídia está acostumada a fazer sarcasmos e ganhar dinheiro às custas das piadas com minorias: gays, negros, mendigos, alcoólatras, anões e cegos. Com as crenças religiosas foram à lona, e, após a queda, ainda reivindica a liberdade de expressão. Liberdade de expressão possui também legítima defesa, através de liberdade de expressão, como excludente de punibilidade, moral ou jurídica.

Chega do humor que incentiva o linchamento coletivo, a segregação social, a estética, a guerra moral, a ética do dinheiro e a panfletagem do preconceito.

A Arte tem obrigação de ser democrática e cidadã e não fazer humor com a desgraça alheia. Desrespeito humano e assédio moral coletivo merecem reação com a máxima veemência. Mas sem aquela de sair por aí armado e dar o troco matando.

Mas o humor extraído do sadismo é medieval. É uma forma sorrateira de cativar o ego dos fracos de espírito e de consciência, extraindo deles o sorriso de hiena, decorrente do sofrimento alheio, dando-lhes um prazer e superioridade artificial e ilusória.

Na verdade, a piada inteligente é aquela que revela o cotidiano leal entre as pessoas, respeitando a sua interação social e as suas diferenças, trabalhos e crenças.

Desejo que o sentimento do traído Pierrot pela Colombina, quando preferiu o Arlequim, seja revitalizado pelo humor leal, capaz de entreter e amenizar os entraves da vida, sem necessidade de servir aos reis e rainhas, como outrora feito pelo bobos das cortes.

* Reno Ximenes,

Advogado.

P.S. Aqui discutimos o excesso midiático do sarcasmo, mas jamais aprovamos a violência como resposta. Em nenhuma instância.

Caso AirAsia – Recuperada segunda caixa-preta da aeronave

“As autoridades indonésias anunciaram hoje (13) ter recuperado a caixa-preta com os registros de voz da cabine do avião da AirAsia, que caiu no Mar de Java há duas semanas com 162 pessoas a bordo. 

“A caixa com os registros de voz foi encontrada e retirada do mar”, disse um responsável envolvido nas buscas, que pediu anonimato.

A caixa-preta com os registros do voo foi recuperada pelos mergulhadores nessa segunda-feira (12).

O Airbus A320-200 da companhia malaia de baixo custo decolou, em 28 de dezembro, da cidade indonésia de Surabaia com destino a Cingapura, onde deveria ter chegado cerca de duas horas depois, mas caiu no Mar de Java, com 162 pessoas a bordo, cerca de 40 minutos após a decolagem.”

(Agência Lusa)

Charlie Hebdo terá Maomé chorando na próxima capa

O Charlie Hebdo voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua capa depois do atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na quarta-feira passada. Na primeira página, o fundador do Islamismo aparecerá chorando, com a frase “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie, em francês), lema dos protestos contra o ataque.

Acima da imagem, a frase “Tout est pardonné” (Tudo é perdoado). A próxima edição do semanário francês terá uma tiragem de três milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil. A capa foi desenhada pelo cartunista Luz, que sobreviveu à tragédia por ter acordado tarde no dia do atentado.

O ataque à redação do Charlie Hebdo terminou com a morte do diretor do jornal, Stéphane Charbonnier, o Charb, além dos cartunistas Jean Cabot (Cabu), Georges Wolinski, Bernard Verlhac (Tignous) e Philippe Honoré (Honoré). Além deles, outras sete pessoas foram assassinadas. Os autores da ação, os irmãos Said e Chérif Kouachi, disseram ter agido a mando da Al-Qaeda na Península Arábica, filial iemenita da rede terrorista. Os dois foram mortos na sexta-feira.

O distribuidor do jornal já recebeu uma avalanche de pedidos da França e do exterior, e por isso decidiu ampliar a 3 milhões a tiragem desta edição especial, inicialmente prevista para 1 milhão de exemplares.

(Com Agências)

Uma reflexão sobre o atentado na França

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Com o título “Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie”, eis artigo do jornalista Rafo Saldanha que replicamos, nesta madrugada de terça-feira. Para boas reflexões sobre episódios absurdos registrados na França e que está sendo difundido pelo também teólogo Leonardo Boff. Confira:

Eu condeno os atentados em Paris, condeno todos os atentados e toda a violência, apesar de muitas vezes xingar e esbravejar no meio de discussões, sou da paz e me esforço para ter auto controle sobre minhas emoções…

Lembro da frase de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobram os sinos: é por mim”. Não acho que nenhum dos cartunistas “mereceu” levar um tiro, ninguém o merece, acredito na mudança, na evolução, na conversão. Em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem. Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem… Ainda estou constrangido pelos atentados à verdade, à boa imprensa, à honestidade, que a revista Veja, a Globo e outros veículos da imprensa brasileira promoveram nesta última eleição.

A Charlie Hebdo é uma revista importante na França, fundada em 1970, é mais ou menos o que foi o Pasquim. Isso lá na França. 90% do mundo (eu inclusive) só foi conhecer a Charlie Hebdo em 2006, e já de uma forma bastante negativa: a revista republicou as charges do jornal dinamarquês Jyllands-Posten (identificado como “Liberal-Conservador”, ou seja, a direita europeia). E porque fez isso? Oficialmente, em nome da “Liberdade de Expressão”, mas tem mais…

O editor da revista na época era Philippe Val. O mesmo que escreveu um texto em 2000 chamando os palestinos (sim! O povo todo) de “não-civilizados” (o que gerou críticas da colega de revista Mona Chollet (críticas que foram resolvidas com a demissão sumaria dela). Ele ficou no comando até 2009, quando foi substituído por Stéphane Charbonnier, conhecido só como Charb. Foi sob o comando dele que a revista intensificou suas charges relacionadas ao Islã, ainda mais após o atentado que a revista sofreu em 2011…

A França tem 6,2 milhões de muçulmanos. São, na maioria, imigrantes das ex-colônias francesas. Esses muçulmanos não estão inseridos igualmente na sociedade francesa. A grande maioria é pobre, legada à condição de “cidadão de segunda classe”, vítimas de preconceitos e exclusões. Após os atentados do World Trade Center, a situação piorou.

Alguns chamam os cartunistas mortos de “heróis” ou de os “gigantes do humor politicamente incorreto”, outros muitos os chamam de “mártires da liberdade de expressão”. Vou colocar na conta do momento, da emoção. As charges polêmicas do Charlie Hebdo, como os comentários políticos de colunistas da Veja, são de péssimo gosto, mas isso não está em questão. O fato é que elas são perigosas, criminosas até, por dois motivos.

O primeiro é a intolerância. Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o Profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a imagem de Nossa Senhora para atacar os católicos…
Qual é o objetivo disso? O próprio Charb falou: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo”. “É preciso” porque? Para que?

Note que ele não está falando em atacar alguns indivíduos radicais, alguns pontos específicos da doutrina islâmica, ou o fanatismo religioso. O alvo é o Islã, por si só. Há décadas os culturalistas já falavam da tentativa de impor os valores ocidentais ao mundo todo. Atacar a cultura alheia sempre é um ato imperialista. Na época das primeiras publicações, diversas associações islâmicas se sentiram ofendidas e decidiram processar a revista. Os tribunais franceses, famosos há mais de um século pela xenofobia e intolerância (ver Caso Dreyfus), como o STF no Brasil, que foi parcial nas decisões nas últimas eleições e no julgar com dois pessoas e duas medidas caos de corrupção de políticos do PSDB ou do PT, deram ganho de causa para a revista.

Foi como um incentivo. E a Charlie Hebdo abraçou esse incentivo e intensificou as charges e textos contra o Islã e contra o cristianismo, se tem dúvidas, procure no Google e veja as publicações que eles fazem, não tenho coragem de publicá-las aqui…

Mas existe outro problema, ainda mais grave. A maneira como o jornal retratava os muçulmanos era sempre ofensiva. Os adeptos do Islã sempre estavam caracterizados por suas roupas típicas, e sempre portando armas ou fazendo alusões à violência, com trocadilhos infames com “matar” e “explodir”…). Alguns argumentam que o alvo era somente “os indivíduos radicais”, mas a partir do momento que somente esses indivíduos são mostrados, cria-se uma generalização. Nem sempre existe um signo claro que indique que aquele muçulmano é um desviante, já que na maioria dos casos é só o desviante que aparece. É como se fizéssemos no Brasil uma charge de um negro assaltante e disséssemos que ela não critica/estereotipa os negros, somente aqueles negros que assaltam…

E aí colocamos esse tipo de mensagem na sociedade francesa, com seus 10% de muçulmanos já marginalizados. O poeta satírico francês Jean de Santeul cunhou a frase: “Castigat ridendo mores” (costumes são corrigidos rindo-se deles). A piada tem esse poder. Mas piada são sempre preconceituosas, ela transmite e alimenta o preconceito. Se ela sempre retrata o árabe como terrorista, as pessoas começam a acreditar que todo árabe é terrorista. Se esse árabe terrorista dos quadrinhos se veste exatamente da mesma forma que seu vizinho muçulmano, a relação de identificação-projeção é criada mesmo que inconscientemente. Os quadrinhos, capas e textos da Charlie Hebdo promoviam a Islamofobia. Como toda população marginalizada, os muçulmanos franceses são alvo de ataques de grupos de extrema-direita. Esses ataques matam pessoas. Falar que “Com uma caneta eu não degolo ninguém”, como disse Charb, é hipócrita. Com uma caneta se prega o ódio que mata pessoas…

Uma das defesas comuns ao estilo do Charlie Hebdo é dizer que eles também criticavam católicos e judeus…
Se as outras religiões não reagiram a ofensa, isso é um problema delas. Ninguém é obrigado a ser ofendido calado.
“Mas isso é motivo para matarem os caras!?”. Não. Claro que não. Ninguém em sã consciência apoia os atentados. Os três atiradores representam o que há de pior na humanidade: gente incapaz de dialogar. Mas é fato que o atentado poderia ter sido evitado. Bastava que a justiça tivesse punido a Charlie Hebdo no primeiro excesso, assim como deveria/deve punir a Veja por suas mentiras. Traçasse uma linha dizendo: “Desse ponto vocês não devem passar”.

“Mas isso é censura”, alguém argumentará. E eu direi, sim, é censura. Um dos significados da palavra “Censura” é repreender. A censura já existe. Quando se decide que você não pode sair simplesmente inventando histórias caluniosas sobre outra pessoa, isso é censura. Quando se diz que determinados discursos fomentam o ódio e por isso devem ser evitados, como o racismo ou a homofobia, isso é censura. Ou mesmo situações mais banais: quando dizem que você não pode usar determinado personagem porque ele é propriedade de outra pessoa, isso também é censura. Nem toda censura é ruim…

Deixo claro que não estou defendendo a censura prévia, sempre burra. Não estou dizendo que deveria ter uma lista de palavras/situações que deveriam ser banidas do humor. Estou dizendo que cada caso deveria ser julgado. Excessos devem ser punidos. Não é “Não fale”. É “Fale, mas aguente as consequências”. E é melhor que as consequências venham na forma de processos judiciais do que de balas de fuzis ou bombas.

Voltando à França, hoje temos um país de luto. Porém, alguns urubus são mais espertos do que outros, e já começamos a ver no que o atentado vai dar. Em discurso, Marine Le Pen declarou: “a nação foi atacada, a nossa cultura, o nosso modo de vida. Foi a eles que a guerra foi declarada”. Essa fala mostra exatamente as raízes da islamofobia. Para os setores nacionalistas franceses (de direita, centro ou esquerda), é inadmissível que 10% da população do país não tenha interesse em seguir “o modo de vida francês”. Essa colônia, que não se mistura, que não abandona sua identidade, é extremamente incômoda. Contra isso, todo tipo de medida é tomada. Desde leis que proíbem imigrantes de expressar sua religião até… charges ridicularizando o estilo de vida dos muçulmanos! Muitos chargistas do mundo todo desenharam armas feitas com canetas para homenagear as vítimas. De longe, a homenagem parece válida. Quando chegam as notícias de que locais de culto islâmico na França foram atacados, um deles com granadas!, nessa madrugada, a coisa perde um pouco a beleza. É a resposta ao discurso de Le Pen, que pedia para a França declarar “guerra ao fundamentalismo” (mas que nos ouvidos dos xenófobos ecoa como “guerra aos muçulmanos”, e ela sabe disso).

Por isso tudo, apesar de lamentar e repudiar o ato bárbaro do atentado, eu não sou Charlie. Je ne suis pas Charlie.

* Rafo Saldanha,

Jornalista.

Portal para haitianos é lançado no Brasil

“Um portal em quatro idiomas lançado hoje (12) promete facilitar a vida dos cerca de 50 mil imigrantes haitianos que entraram no Brasil após o terremoto que arrasou parte do país em 2010. A estimativa do número de imigrantes é do embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Chérubin, que participou da solenidade de lançamento do site.

Idealizado pela organização Viva Rio, o serviço traz dicas práticas sobre como requisitar documentos e também ofertas de vagas de emprego e cursos. Chérubin classificou a iniciativa como uma forma de integrar a comunidade haitiana que hoje vive no país.

O portal também tem uma rádio via internet, com músicas haitianas e entrevistas de interesse da comunidade do país caribenho no Brasil. O locutor é o haitiano Robert Montinard, conhecido pelo nome artístico Bob. Ele apresenta toda semana o programa Voz do Haiti na Rádio Viva Rio.

SERVIÇO

O endereço do portal é www.haitiaqui.com. As informações são apresentadas em português, inglês, francês e criole, idioma local do Haiti.”

(Agência Brasil)

Vaticano nega que esteja em alerta máximo contra ataques terroristas

“O Vaticano negou hoje (12) que esteja em alerta máximo contra ataques terroristas e que tenha recebido informações de serviços de inteligência de outros países de que seria um alvo provável de ataques do grupo Estado Islâmico.

“Contrariamente ao que foi divulgado por alguns meios de comunicação, não é verdade que a Santa Sé tenha recebido sinalizações de riscos específicos de serviços de segurança”, assegurou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Lombardi admitiu que houve contatos “normais e oportunos entre serviços de segurança”, mas que não resultaram em “sinalizações de motivos concretos e específicos de risco”.

“Não é o caso de alimentar preocupações não motivadas, que possam inutilmente perturbar o clima de vida e de trabalho, e isso também no que diz respeito aos tantos peregrinos e turistas que todos os dias frequentam o Vaticano”, afirmou Lombardi.

(Rádio Vaticano)

França mobilizará 10 mil policiais nas ruas para garantir a segurança

“A França mobilizará 10.000 militares para reforçar a segurança após os atentados da semana passada, que deixaram dezessete pessoas mortas além dos três terroristas mortos em cerco policial, anunciou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian. O desdobramento começará a partir da tarde de terça-feira. O número de militares mobilizados dentro do país é o mesmo de soldados franceses em operações no exterior.

A decisão foi tomada em uma reunião de crise realizada na manhã desta segunda-feira no Palácio do Eliseu, sob a direção do presidente francês, François Hollande. “Os 10.000 militares serão mobilizados para garantir a segurança de pontos sensíveis do território nacional”, explicou o ministro da Defesa ao final do encontro. “O presidente da República pediu às Forças Armadas que participem da segurança dos pontos sensíveis do território”, afirmou o ministro da Defesa, que justificou a operação em função da “dimensão da ameaça” que a França vive atualmente.

A reunião do gabinete de crise analisou o desfecho do cerco aos terroristas, que terminou com três extremistas mortos, as manifestações do fim de semana e os atuais dispositivos de segurança na França.”

(Le Monde)

Manifestação contra o terrorismo avança pela noite na França

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A noite e o clima frio não foram suficientes para desmobilizar milhões de franceses, que às 21h (18h em Brasília) continuavam na Praça da Nação, em Paris, depois da marcha histórica que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas na capital francesa.

A emoção ainda tomava conta dos manifestantes, que cantavam repetidamente La Marseillaise, canção revolucionária que se tornou o Hino da França, aplaudindo ao final. Muitos seguravam velas. Outros, letras iluminadas que formavam a palavra solidariedade.

Novas estimativas mostram que, em toda a França, cerca de 3,7 milhões de pessoas participaram da marcha. Franceses de todas as idades e de diferentes credos e ideologias saíram às ruas não só para manifestar solidariedade aos que morreram nos ataques terroristas que chocaram o país, mas também para protestar contra o terrorismo e relembrar os valores da República: liberdade, igualdade e fraternidade.

(Agência Brasil)

Estados Unidos convocam reunião internacional para combater terrorismo

Após o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, os Estados Unidos decidiram convocar uma conferência internacional para debater medidas contra o terrorismo em todo o mundo. O anúncio foi feito pelo procurador-geral norte-americano, Eric Holder, que participou neste domingo (11) de uma reunião com ministros europeus em Paris. A reunião será no dia 18 de fevereiro, em Washington.

Segundo Holder, o objetivo é juntar esforços dos aliados dos Estados Unidos contra o terrorismo. “Se trabalharmos juntos, partilhando informação, juntando os recursos, vamos, em última análise, ser capazes de derrotar aqueles que estão numa luta contra nós por causa dos nossos valores fundamentais”, disse o procurador.

(Agência Brasil)

Mergulhadores encontram caixa-preta de avião da AirAsia

Mergulhadores encontraram neste domingo (11) a caixa-preta do Airbus da AirAsia que desapareceu em dezembro no Mar de Java com 162 pessoas a bordo. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Transportes da Indonésia.

O equipamento está preso em destroços do avião e não pôde ser recuperado. Hoje mais cedo, uma equipe de resgate localizou sinais da caixa-preta a aproximadamente 30 metros de profundidade e cerca de quatro quilômetro de onde a aeronave caiu. O equipamento registra as conversas e dados do voo.

As equipes de busca procuram também o a parte principal do avião onde acreditam estarem presos diversos corpos de passageiros. Até agora 48 foram resgatados. O avião ia de Surabaia, na Indonésia, para Cingapura, no dia 28 de dezembro, e caiu 40 minutos depois no Mar de Java. Nesse sábado (10), a cauda do avião foi retirada do mar.

(Agência Brasil)