Blog do Eliomar

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Após críticas a Obama, Coreia do Norte registra nova interrupção da internet

A Coreia do Norte registrou nesse sábado (27) uma nova interrupção das conexões de internet, anunciou a agência estatal Nova China. O incidente ocorreu horas depois de Pyongyang ter acusado Washington de estar na origem do apagão online registrado dias atrás.

De acordo com a agência estatal chinesa, a interrupção, a terceira em uma semana, durou pelo menos duas horas. “Às 19h30, hora local de Pyongyang, a internet e a rede móvel 3G da Coreia do Norte ficaram paralisadas. A situação só regressou à normalidade às 21h30”, informou a agência Nova China.

Os jornalistas da agência chinesa na Coreia do Norte relataram que a internet esteve “muito instável” durante todo o dia.

A empresa norte-americana Dyn Research, especializada em segurança informática, confirmou a informação na rede social Twitter, afirmando que a Coreia do Norte tinha sofrido “uma interrupção da internet em todo o país”.

A interrupção ocorreu horas depois de a Coreia do Norte ter qualificado o presidente norte-americano Barack Obama, de “macaco”, por ter encorajado os cinemas a exibirem o filme Uma Entrevista de Loucos, cuja estreia quase chegou a ser cancelada.

(Agência Brasil)

Presidente da Argentina é hospitalizada com fratura no tornozelo

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi hospitalizada em Buenos Aires depois de ter sofrido uma fratura no tornozelo esquerdo, anunciou o governo. O anúncio foi feito pela unidade médica presidencial, que indicou que o tratamento requer “imobilização” e “acompanhamento”.

A líder argentina machucou o tornozelo quando estava em sua casa, em Río Gallegos, e antecipou o regresso a Buenos Aires para fazer exames médicos.

Cristina Kirchner vai deixar a presidência do país depois das eleições de outubro de 2015. Durante o mandato, ela se afastou quatro vezes das funções por problemas de saúde.

(Agência Brasil)

Dólar comercial volta a ser cotado acima de R$ 2,70

“A recuperação da economia norte-americana fez o dólar voltar a superar a barreira de R$ 2,70 pela primeira vez em seis dias. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (23) vendido a R$ 2,709, com alta de R$ 0,044. A última vez em que o dólar havia fechado acima de R$ 2,70 foi no dia 17. No dia 16, a divisa tinha encerrado em R$ 2,7355, no maior valor desde março de 2005.

O dólar chegou a iniciar o dia em queda. Na mínima do dia, por volta das 11h, a cotação chegou a atingir R$ 2,655. Nos minutos seguintes, porém, a moeda norte-americana disparou, após a divulgação do crescimento da economia dos Estados Unidos no terceiro trimestre.

A cotação da moeda norte-americana subiu em todo o mundo, beneficiada pela recuperação da economia norte-americana, que cresceu a uma taxa anualizada de 5% de julho a setembro. O crescimento está acima dos 3,9% estimados inicialmente e representa a maior subida trimestral da economia dos Estados Unidos em 11 anos.”

(Agência Lusa)

Melissa Gurgel disputará Miss Universo 2014 com torcida cearense na plateia

foto miss ceará melissa gurgel

A cearense Melissa Gurgel, que é Miss Brasil, contará com torcida local,  nesta quinta-feira, por ocasião do Concurso Miss Universo. O certame ocorrerá em Miami, nos Estados Unidos.

Darlan Leite, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, regional do Ceará, e o secretário estadual do Turismo, Bismarck Maia, puxarão a caravana.

Obama considera ataque virtual à Sony “vandalismo” e não ato de guerra

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo (21) que o ataque virtual contra a Sony Pictures foi “cibervandalismo” e não um ato de guerra.

“Não creio que tenha sido um ato de guerra. Penso que foi um ato de cibervandalismo com custos elevados. Levamos o assunto muito a sério”, declarou o presidente, em entrevista à emissora CNN, que divulgou antecipadamente trechos da conversa.

No fim de novembro, o grupo Sony Pictures foi alvo de um ataque reivindicado pelo grupo de hackers Guardiães da Paz (GOP). Durante o ataque, diversas informações foram roubadas. Ameaças de ataques terroristas também foram feitas, caso o filme Uma Entrevista de Loucos, comédia satírica sobre um complô fictício da CIA para assassinar o líder norte-coreano Kim Jong-un, fosse exibido.

O ataque forçou a Sony Pictures a anular a estreia do longa. Washington acusa a Coreia do Norte de ser responsável pelo ataque. O governo norte-coreano desmentiu qualquer ligação ao ocorrido e propôs um inquérito conjunto entre os dois países para investigar o ataque virtual. Washington rejeitou a proposta.

(Agência Brasil)

Novo balanço da OMS indica 7.373 mortos por ebola na África Ocidental

O número de mortos devido à epidemia de ebola na África Ocidental aumentou para 7.373, num total de 19.031 casos registrados nos três países mais atingidos. É o que indica um balanço divulgado nesse sábado (20) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Desde 17 de dezembro, data da divulgação do balanço anterior da OMS, o número de mortos aumentou em 458 e o de casos de doença, em 428.

No país mais afetado, Serra Leoa, 8.759 casos foram registrados. No balanço anterior, haviam sido indicados 8.356. O número de mortos sobe para 2.477, contra os 2.085 contabilizados anteriormente.

Na Libéria, que foi durante algum tempo o país com mais casos de doença, houve um abrandamento na propagação do vírus. Em 14 de dezembro, o país registrava 7.819 casos contra 7.797 do registro anterior. O número de mortos chegou a 3.346. No antigo balanço eram 3.290.

Na Guiné-Conacri, onde a epidemia começou há quase um ano, os dados registrados até 16 de dezembro indicam que já se verificaram 1.550 mortos (1.525 antes) e 2.453 casos (2.416 antes).

Segundo a OMS, até 14 de dezembro, 649 membros de equipes médicas foram contaminados pelo vírus, 365 dos quais foram casos mortais.

(Agência Brasil)

Cuba não renunciará a socialismo apesar de aproximação com EUA, diz Raúl Castro

Apesar da retomada das relações diplomáticas com os Estados Unidos, Cuba não renunciará ao socialismo, disse nesse sábado (20) o presidente Raúl Castro. Em discurso na Assembleia Nacional cubana, ele disse que o país não está disposto a mudar o sistema político.

“Da mesma forma que nunca propusemos aos Estados Unidos para que mudem seu sistema político, exigimos respeito em relação ao nosso”, discursou Castro. Ele, no entanto, disse que o país está disposto a discutir, com “igualdade e reciprocidade”, todos os assuntos com o governo norte-americano.

O presidente cubano pediu o apoio da comunidade internacional e da sociedade norte-americana para encerrar o embargo econômico que perdura há mais de 50 anos. Segundo ele, a decisão de restabelecer relações diplomáticas com os Estados Unidos foi um passo importante, mas que a luta para acabar com o bloqueio, apesar de essencial, será longa e difícil.

Raúl Castro anunciou que o novo congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC), única formação política do país, será em abril de 2016. Segundo ele, antes do encontro, haverá um amplo e democrático debate com os militantes comunistas e com o povo cubano sobre a situação do plano de atualização econômica do país.

O último congresso do PCC foi em abril de 2011, quando Raúl Castro foi escolhido primeiro-secretário da organização, em substituição ao seu irmão Fidel, fora do poder desde 2006. Na ocasião, o partido aprovou o plano para a atualização do modelo econômico do país.

(Agência Brasil)

Coreia do Norte propõe aos EUA investigação conjunta sobre ataque virtual

A Coreia do Norte propôs neste sábado (20) aos Estados Unidos um inquérito conjunto sobre o ataque virtual em massa contra o grupo Sony Pictures no final de novembro. O governo de Pyongyang assegurou não ter nenhuma responsabilidade em relação ao incidente.

“Levando em conta que os Estados Unidos espalham alegações sem fundamento e nos difamam, nós propomos um inquérito conjunto”, destacou o ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano. “Sem ir até a tortura como fez a CIA norte-americana, nós temos meios para provar que não temos nada a ver com este incidente”, adiantou o ministério, citado pela agência oficial norte-coreana KCNA.

A Coreia do Sul também acusou hoje a Coreia do Norte de ser a responsável pelos ataques contra o grupo Sony Pictures, semelhantes a ataques sofridos por bancos e agências de notícias sul-coreanas no ano passado, que foram atribuídos a Pyongyang.

Seul indicou estar pronta a partilhar com Washington as informações ligadas ao ataque virtual contra a Sony e a reforçar a cooperação internacional para enfrentar novas ameaças na área de informática.

O Japão enviou mensagem semelhante. Um porta-voz do primeiro-ministro Shinzo Abe declarou que o governo japonês tem se comunicado estreitamente com os Estados Unidos e defende a posição norte-americana sobre a questão, sem se referir diretamente aos ataques virtuais.

O grupo Sony Pictures foi alvo no final de novembro de um ataque virtual reivindicado pelo grupo de piratas Guardians of Peace (GOP), durante o qual diversas informações foram roubadas e algumas divulgadas.

(Agência Brasil)

EUA terão delegação na posse de Dilma

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que o seu vice-presidente, Joe Biden, vai liderar a delegação norte-americana à cerimônia de posse da presidenta Dilma Rousseff.

Além de Joe Biden, integrarão a comitiva norte-americana a secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, e Ricardo Zúñiga, assessor principal do presidente norte-americano para a América-Latina no Conselho de Segurança Nacional, segundo informou a Casa Branca em comunicado.

A cerimônia de investidura de Dilma Rousseff, reeleita em outubro para um novo mandato de quatro anos, está marcada para 1º de janeiro.

(Agência Brasil)

Obama diz que mudança em Cuba é inevitável, mas não será rápida

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nessa sexta-feira (19) que a retomada de relações diplomáticas e a reaproximação histórica com Cuba, anunciada na quarta-feira (17), 53 anos após o  rompimento entre os dois países, eventualmente causará uma “mudança na ilha”, mas não de um dia para o outro.

Na tradicional entrevista coletiva de Ano-Novo, Obama disse que uma “abertura” e mudanças na ilha são inevitáveis. “Mas não prevejo que mude de um dia para o outro”, disse. Ele prometeu usar toda sua força no Congresso norte-americano para a retirada do embargo imposto à ilha. Entretanto, em 2015 a maioria é dos republicanos.

“Não podemos retirar o embargo de maneira unilateral. Está definido em lei”, ressaltou. O presidente disse ainda que espera “um debate sério no Congresso sobre a questão”. Obama adiantou que não há visitas programada por ele para Cuba ou do presidente cubano, Raúl Castro, para os Estados Unidos, mas que o tema está em discussão.

Em tom otimista, mas cauteloso, revelou não saber como será a retomada de relações. “Não sei como a relação evoluirá nos próximos anos, mas ainda sou novo e imagino que, em algum momento de minha vida, terei oportunidade de visitar Cuba e o prazer de conhecer os cubanos”, acrescentou.

(Agência Brasil)

EUA, Cuba, o Papa e o valor do diálogo

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Com o título “EUA e Cuba: o diálogo como caminho”, eis artigo semanal do jornalista e sociólogo Demétrio Andrade. Ele aborda o valor histórico da reaproximação dos EUA com Cuba e diz ser exemplo esse tipo de atitude aos que promove, no Brasil, debates de baixo nível entre esquerda e direita. Confira:

São salutares e alvissareiras as notícias sobre a reaproximação dos EUA com Cuba após 53 anos de corte nas relações diplomáticas. Principalmente após os episódios recentes de ódio no meio político brasileiro, resquício ainda do processo eleitoral. Enquanto até hoje, ou pela imprensa ou pelas redes sociais, observamos por aqui debates de baixo nível, sem argumentação consistente e por vezes desonestos, entre esquerda e direita, a conjuntura internacional aponta numa direção absolutamente diversa, mostrando o diálogo como caminho.

A solução é boa e tão velha quanto a humanidade, mas teima em ser ignorada por alguns espíritos que preferem priorizar a divergência, a ira, o belicismo e o ódio. Não se trata apenas de política. É uma passo ético consistente que pode e deve balizar não só as relações sociais coletivas, mas também as individuais. Vindo nesta época, às portas do Natal, distensiona ambientes, amplia horizontes, reforça o necessário sentimento pela paz mundial.

Saber que o próprio papa Francisco foi o principal articulador desta reaproximação só enriquece este momento histórico. É uma demonstração clara de uma nova perspectiva da Igreja Católica, de aceitar diferenças e abraçar causas que, há até poucos anos, eram tidas como dogmas substancialmente herméticos.

Os acenos católicos não são somente para comunistas: são movidos para os mais pobres, homossexuais, casais em segunda união e para representantes de outras religiões. João Paulo II foi o primeiro papa a entrar numa sinagoga, em 1986. Conhecido como papa peregrino, adentrou pelas fronteiras de ditaduras de esquerda e direita. Recentemente, na Turquia, o papa Francisco pediu a Bartolomeu, patriarca Ecumênico de Istambul, da Igreja Ortodoxa, para abençoar a Igreja de Roma.

A aceitação das nossas diferenças nos faz mais generosos. Este é o sonho. E o diálogo é o melhor e único caminho. Visões de mundo não devem ser impostas, mas negociadas. Americanos e cubanos não passarão a se amar por decreto. O bloqueio econômico, aliás, continua e é mais uma barreira a ser vencida. Mas passarão a se notar e se respeitar, cada qual com suas próprias convicções, simplesmente porque pertencem a uma espécie comum: a raça humana.

É o princípio presente do artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem: “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. Não importa portanto, idelogia, religião, orientação sexuais, gênero, raça, cor ou classe social. Ou, como diria Caetano, “eu sou do clã do Djavan, você é fã do Donato e não nos interessa a trip cristã de Dylan Zimmerman”.

O que importa, de fato, é estarmos todos aqui, vivos, superando divergências e construindo um mundo melhor, cada um com seu cada qual. Espero que todas as pessoas notem o quanto é bom e importante estarmos vivos para testemunhar este episódio. E como isto pode ser um belo exemplo a ser adotado em nosso cotidiano.

* Demétrio Andrade,

Jornalista e sociólogo.

Tempestades de gelo matam pelo menos 11 pessoas no Japão

“Pelo menos 11 pessoas morreram, desde quarta-feira (17), devido às violentas tempestades de neve que atingem grande parte do Japão, informou hoje (19) a imprensa local, acrescentando que estão sendo registrados muitos prejuízos e interrupções significativas nos transportes.

As más condições do clima persistem nessa sexta-feira no Oeste, Centro e Norte do arquipélago, com algumas áreas em risco significativo de deslizamentos de terra, advertiu a agência meteorológica do Japão. Uma estrada foi fechada após um deslizamento na prefeitura de Niigata (Noroeste), deixando isolados cerca de 280 habitantes de uma aldeia montanhosa, informou a emissora pública de televisão NHK.

As companhias aéreas estão cancelando centenas de voos e inúmeras ligações ferroviárias foram suspensas ou sofreram atrasos, incluindo os serviços de comboios de grande velocidade Shinkansen – entre Tóquio (Leste) e Osaka (Oeste).

Vários acidentes causados pelas nevascas deixaram pelo menos 11 pessoas mortas, incluindo um jovem bombeiro durante operações de remoção da neve. Os habitantes de uma cidade costeira da região setentrional de Hokkaido foram retirados devido às inundações provocadas por ondas de quase dez metros.”

(Agência Lusa)

Inácio Arruda comemora reaproximação EUA-Cuba

Plenário do Senado

O senador Inácio Arruda (PCdoB) comemorou a reaproximação política dos EUA com Cuba. “Retomar essas relações significa garantir um direito elementar dos povos, o direito à sua soberania, e, no caso de Cuba, garantir o seu projeto de desenvolvimento, o progresso social”, afirma o parlamentar. Inácio lembra que o Brasil, nos últimos quase 30 anos, desde a retomada democrática, atua no sentido de contribuir com Cuba, seja no governo de José Sarney, de Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula e no governo de Dilma.

“Nenhum desses governos do campo democrático deixou de contribuir com Cuba. Agora assistimos a essa retomada de relações que é muitíssimo importante para o cenário político da América Latina e para o mundo”, afirma

Ele registrou no Senado esse “momento histórico” e destacou participação do Papa Francisco. “Portanto, nossas congratulações ao povo cubano, à sua Chancelaria no Brasil, ao seu Embaixador. Que recebam os nossos cumprimentos por esse passo tão largo que foi alcançado pelo seu povo neste dia de hoje. Este é o nosso registro, que considero muito importante para a história política da América latina”.

VAMOS NÓS – Vale torcer também pela abertura democrática da China?

EUA – Cuba: O outro muro que começa a ruir

Do jornalista Fábio campos, no O POVO desta quinta-feira, uma análise sobre a reaproximação política entre os EUA e Cuba.

Poucas decisões de Estado foram dotadas de tanta falta de inteligência quanto o bloqueio econômico dos EUA a Cuba. Um bloqueio do tipo prejudica sempre o conjunto da população (menos a cúpula) e acaba por reforçar e justificar as ânsias autoritárias de quem está no controle do poder. Em resumo, o bloqueio ajudou a manter Cuba fechada e garantiu a impressionante perenidade dos irmãos Castro no poder. Lá se vão mais de 50 anos.

O bloqueio continua, mas foi anunciada ontem a política de “détente” entre os dois países. É um fato de valor histórico. Já houve troca de prisioneiros. Foi só o começo. Os protocolos que regem a aproximação projetam autorização para uso de cartões de crédito e débito americanos em Cuba, a ampliação das autorizações de viagens de residentes nos EUA à ilha, a ampliação de US$ 500 para US$ 2.000 no valor de remessas trimestrais à ilha e o aumento no valor de exportações e importações entre os dois países.

Outro ponto muito importante: Cuba concedeu sinal verde para que empresas de telecomunicações americanas, incluindo as de internet, operem no País. Creiam, apenas esse conjunto de medidas já proporcionará forte impacto econômico a favor de Cuba. O fato é que a tendência é, cedo ou tarde, o Congresso dos Estados Unidos aprovar o fim desse lamentável bloqueio econômico. Sim, como é peculiar às democracias, o fim do bloqueio precisa passar pelo Parlamento.

Mas os efeitos em Cuba não vão se restringir às melhorias econômicas em um País que ficou em situação muito difícil após o esfacelamento da União Soviética, cujo regime bancava a ilha. As aberturas econômicas acabam por provocar efeitos na política. Uma abertura acaba levando à outra. Que assim seja.

Que maravilha seria ver a ilha se tornar uma democracia representativa, com parlamento, liberdade de organização partidária, eleições livres, liberdade de imprensa e direito à propriedade individual. Tudo aquilo que a democracia ocidental aprendeu a chamar “Estado de Direito”.

Sempre que me perguntam a respeito de Cuba, minha resposta é a mesma: “Tenho dificuldade de aceitar e apoiar um país onde não poderia exercer a profissão de jornalista, de analista político, com as plenas liberdades que a democracia o Brasil nos deu”. Simples assim. Há um bom número de jornalistas presos em Cuba por tentarem exercer a crítica. Presos pelo “delito” da opinião.

Cuba ainda mantém presos políticos. Estima-se que haja hoje em torno de 100 presos políticos no país. Tem diminuído, é verdade. Quando Fidel Castro se aposentou, eram cerca de 300. Caiu a quantidade e mudou o método. Com Raul, Cuba adotou as prisões rápidas para reprimir dissidentes. Com as temporadas curtas na prisão, o regime desarticula os movimentos pró-liberdade.

A abertura econômica tende a criar mais dificuldades para a repressão. Quanto mais Cuba se integrar à economia internacional, mas difícil será manter o regime fechado. As trocas comerciais impõem liberdade de ir e vir. Que o bloqueio se vá, quem sabe ajuda a levar com ela a ditadura.

Raul Castro comemora reaproximação com EUA

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“O presidente cubano, Raúl Castro, disse aos cubanos quarta-feira que a nação concordou em restabelecer as relações com os Estados Unidos, 53 anos depois que os laços diplomáticos foram cortados. Castro falou em um discurso televisionado que coincidiu com uma declaração do presidente americano Barack Obama em Washington, dizendo que, embora profundas diferenças permaneçam entre os dois países, eles devem aprender a viver “de uma maneira civilizada”.

Em seu discurso , Castro agradeceu ao Vaticano e ao governo canadense pela ajuda nas negociações entre os EUA e Cuba.

As ruas em Havana estavam calmas no momento em que as pessoas se reuniram em torno de aparelhos de televisão e professores pararam suas aulas para ouvir a notícia histórica. Mas quando Castro começou a falar, os sinos das igrejas tocaram em comemoração na Universidade de San Geronimo, na Havana Antiga.

“Para o povo cubano, acho que isso é como uma injeção de oxigênio, um desejo que se tornou realidade porque, com isso, superamos nossas diferenças”, disse o cubano Carlos Gonzalez, de 32 anos. “É um avanço que vai abrir o caminho para um futuro melhor para os dois países”, acrescentou. O aposentado de 72 anos Guillermo Delgado classificou o anúncio como “ótimas notícias”.

Castro e seu irmão, Fidel, lideraram a rebelião de 1959 que derrubou a ditadura de Fulgencio Batista. Os EUA inicialmente reconheceram o novo governo, mas as relações foram interrompidas em 1961 após Cuba tomar medidas cada vez mais socialistas e nacionalizar as empresas. 

(AFP)