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Brasileiro é fuzilado, diz imprensa indonésia

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O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, está morto. É o que assegura o jornal indonésio Jakarta Post, que neste sábado (17) acompanhou os últimos momentos dos cinco condenados a fuzilamento, todos mortos nesta tarde – domingo, no horário local – por crimes relacionados ao tráfico de drogas. Marco Archer não teria feito qualquer pedido, pouco antes de ser conduzido ao local da execução, de acordo com o jornal.

Dos cinco condenados, somente um pediu para ser sepultado ao lado da mãe. Marco Moreira não teria determinado o destino do seu corpo. O holandês Ang Kiem Soei foi o único a não ter os olhos vendados, diante da gravidade de seu crime. Ele foi acusado de produzir ecstasy, enquanto os demais de transportar drogas.

(com agências internacionais)

Indonésia prepara execução de brasileiro e mais cinco por tráfico de drogas

As autoridades indonésias estão terminando os preparativos para a execução de seis condenados à morte por tráfico de drogas. Entre eles está o brasileiro Marco Archer, de 53 anos, que em 2003 foi pego tentando entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína.

Seis pelotões de fuzilamento estão preparados para a execução. O governo indonésio também preparou atenção religiosa, de acordo com a crença de cada preso. Os outros condenados são um holandês, dois nigerianos, um vietnamita e um indonésio. No dia 30 de dezembro foram rejeitados os pedidos de clemência para os seis condenados.

Praseyto, procurador-geral indonésio, disse que cinco dos presos foram transferidos para a penitenciária de Nusakambangan e um sexto para a prisão de Boyolali, ambas na Ilha de Java, onde as sentenças deverão ser executadas à 0h de domingo (15h deste sábado em Brasília). “Isso vai enviar uma mensagem aos membros dos cartéis de droga. Não há clemência para os traficantes”, acrescentou.

(Agência Brasil)

PGR pede adiamento da execução de brasileiro marcada para este sábado

Depois do presidente da Indonésia, Joko Widodo, negar nessa sexta-feira (16) o pedido de clemência feito pela presidenta Dilma Rousseff para o brasileiros Marco Archer, que pode ser executado por um pelotão de fuzilamento neste domingo (18) – sábado no Brasil -, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma carta ao chefe do Ministério Público da Indonésia pedindo o adiamento da execução de Archer por oito semanas para que os dois ministérios públicos possam dialogar e encontrar uma solução negociada.

Além de pedir o adiamento da execução da pena de Archer, Janot pediu em sua carta, “por motivos humanitários”, para que o governo indonésio considere a possibilidade de comutação da pena de Rodrigo Goularte, outro brasileiro também condenado à morte por tráfico de drogas. De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), a intenção, com o adiamento, é que o diálogo entre as procuradorias dos dois países permita a reconsideração da execução por fuzilamento.

Janot expressou seu respeito pelos esforços da Indonésia no combate ao crime praticado pelos brasileiros e escreveu que não pretende desrespeitar a soberania do país, nem pedir anistia aos condenados. No caso de adiamento da execução, Janot propôs que uma missão oficial brasileira com representantes de alto nível và a Jacarta, capital da Indonésia, discutir a situação de Archer e Goularte, bem como os mecanismos de cooperação entre as duas nações. O procurador-geral também sugeriu que seja negociado novo tratado bilateral para transferência de presos.

(Agência Brasil)

Protestos contra jornal francês se espalham por países muçulmanos

Muçulmanos de vários países protestaram nesta sexta-feira (16) contra o jornal francês Charlie Hebdo, que acusam de blasfemar contra o Islã e ridicularizar o profeta Maomé. A sexta-feira é um dia sagrado de oração e descanso para o Islamismo.

Na capital da Jordânia, Amã, o protesto acabou em confronto entre manifestantes e policiais. A polícia usou balas de borracha e cassetetes para dispersar a multidão que tentava chegar a embaixada da França, empunhando cartazes com a frase “insultar o profeta é o terrorismo global”. Várias pessoas foram detidas.

Os protestos mais graves aconteceram na República do Níger, na África Ocidental. Em Zinder, a segunda principal cidade do país, perto da fronteira com a Nigéria, igrejas foram incendiadas, lojas invadidas e um centro cultural francês depredado por manifestantes.

Na República Islâmica da Mauritânia, no Noroeste da África, milhares de pessoas caminharam a partir da grande mesquita de Nouakchott, com a presença do presidente Mohamed Ould Abdel Aziz. Em breve discurso, ele disse: “Eu sou muçulmano, somos todos muçulmanos. Nós lutamos contra o terrorismo no nosso próprio país e pagamos um preço elevado”.

Também houve protestos na Turquia, no Irã, no Paquistão e em Dacar, capital do Senegal, a bandeira francesa foi queimada em frente à Embaixada de França.

(Agência Brasil)

Obama diz que Europa deve integrar melhor comunidades muçulmanas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (16) que a Europa deve integrar melhor suas comunidades muçulmanas. Segundo ele, a principal vantagem de seu país é que a população muçulmana se sente americana. “Existem regiões na Europa onde isso não ocorre. Provavelmente, é o maior perigo que os europeus enfrentam”, acrescentou, em entrevista na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Barak Obama ressaltou que a resposta europeia a esse problema não deve ser baseada unicamente na força.

Ao lembrar os ataques terroristas em Paris, que resultaram na morte de 17 pessoas, ele garantiu que Estados Unidos e Reino Unido darão todo à França no combate ao terrorismo. “Sei que David [Cameron] se junta a mim quando digo que continuaremos a fazer o que estiver ao alcance para ajudar a França a ter justiça e que os nossos países trabalharão, sem obstáculos, para prevenir ataques e desmantelar redes terroristas”.

(Agência Brasil)

Palácio do Planalto apela ao Papa por clemência a brasileiro condenado na Indonésia

“O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (16) que encaminhou à representação da Santa Sé no Brasil um dossiê com detalhes do caso do brasileiro que deve ser executado na Indonésia neste fim de semana. A intenção, segundo ele, é que o documento possa chegar ao conhecimento do papa Francisco que poderia interceder pela vida do brasileiro.

“Mantive contato com a Nunciatura Apostólica e fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê com os dados dessa execução. Me foi assegurado que seria enviado à Secretaria de Estado do Vaticano para que Sua Santidade pudesse interceder em favor de uma atitude de clemência por parte do governo indonésio”, disse Garcia. Em conversa com jornalistas, o assessor especial chegou a dizer que é preciso esperar que “um milagre” possa reverter a situação.

Pela manhã, a presidenta Dilma Rousseff conversou por telefone com o presidente da Indonésia, Joko Widodo, e fez um apelo em favor dos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira, que está preso naquele país por tráfico de drogas e deve ser executado neste fim de semana, e de Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenado pelo mesmo crime. Widodo respondeu que não poderia atender ao apelo de Dilma, apesar de compreender a preocupação dela com os cidadãos brasileiros. O presidente indonésio ressalvou que todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme as leis do país e que os brasileiros tiveram garantido o devido processo legal.”

(Agência Lusa)

O atentado e o jeito francês de ser

Com o título “Je suis Charlie”, a liberdade de expressão e o direito das minorias”, eis artigo do escritor João Soares Neto. Ele fala sobre o atentado na França e conta um pouco do jeito francês de ser. Confira:

A primeira vez em que, ainda universitário, estive na França, foi no meio da década de 60. Fiquei hospedado, em Paris, no Hotel de La République, onde, por acaso, estava a simpática seleção soviética de futebol. Fiquei encantado com o país, mas notava – como me advertira o franco-cearense Gérard Boris – que o francês é, quase sempre, resmungão e não se afinava muito com os que não são de lá. O ano de 1968 ainda não acontecera.

Nesse mesmo tempo percorri quase todo o interior desse belo país, a bordo de ônibus. Um dia, uma amiga foi acometida de mal intestinal e o veículo parou em posto de combustível. Foi-nos dito que só dariam direito ao uso do banheiro se houvesse abastecimento. Enquanto a discussão acontecia, falei para a amiga resolver o seu problema. O gerente saiu soltando palavrões, mas o objetivo fora atingido.

Muitas idas depois, já neste século, passei um “réveillon” por lá. Estava defronte à Torre Eiffel, era frio. O que mais se via eram fogos de artifício, imigrantes africanos e árabes. Poucos ocidentais e orientais. Táxis não apareciam. Os metrôs – nesse dia eram gratuitos – estavam apinhados. As margens do Rio Sena pareciam uma lixeira, garrafas, papelões e latas boiavam em sua superfície. A solução foi aceitar, por preço exorbitante, o uso de carro particular, dirigido por alguém de origem arábica. Ele justificou: só há um dia deste em cada ano.

Esta introdução é pessoal, episódica, rasa, e refere que o francês nato não tem muita paciência com turistas (são mais de 75 milhões por ano, dez vezes o que o Brasil recebe no mesmo período). Ao mesmo tempo, dizer dessa mudança na origem das pessoas em grandes eventos de confraternização. Os nativos permaneciam em casa, os de fora pululavam nas avenidas e parques.

É preciso não esquecer que a França, tal como outros países europeus, exerceu o colonialismo na África, Ásia e no Oriente Médio. O fim dessa invasão ocorreu apenas no começo da segunda metade do século passado. São muitas as ex-colônias. O fato é que os nativos desses países francofônicos se acharam com o direito de procurar melhor condição de trabalho na antiga metrópole. A par disso, as 30 ditaduras que contaminam o oriente médio, berço do islamismo, promoveram o surgimento de grupos tais como o Hamas, Taliban, Estado Islâmico, Jihad, Al Qaeda, Hizbollah e Boko Haram.

Alguns desses grupos reivindicam a autoria de atentados, tais como o acontecido ao jornal “Charlie Hebdo” que, se auto intitula “journal irresponsable”. Cá para nós, o Hebdo abusou do direito de atacar a figura sagrada – para os muçulmanos – do profeta Maomé. Usava humor, sátira e até deboche. Há anos o jornal estava com apoio policial; havia sofrido processo sobre infâmia e calúnia contra islâmicos, do qual foi absolvido.

O repúdio natural e a comoção são reflexos da estupefação da maioria dos franceses e europeus. Entretanto, os dois irmãos encapuzados e autores do atentado – e mortos no dia seguinte – eram franceses de nascimento, mas filhos de muçulmanos. Uma primeira questão a se levantar: embora franceses eles foram ou não integrados aos costumes da pátria do dístico “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”?

Quem saiu lucrando com o episódio foi a direita francesa que, comandada por Marine Le Pen, culpou todos os seis milhões de muçulmanos que moram na França e tirou dividendos políticos para a próxima eleição presidencial. A imigração em massa de “diferentes” aconteceu conforme já referi acima e, ainda, por ser o país de De Gaulle famoso por abrigar dissidentes de ideologias de todo o mundo. Desde a Revolução Francesa, o discurso era esse.

Os dois autores do ataque, repito, eram franceses de nascimento. Aqui no Brasil não se costuma distinguir religião/credo ou a origem étnica das pessoas que assumem a cidadania brasileira. Na Europa, não é bem assim. Basta lembrar, por exemplo, a fricção permanente entre naturais da Alemanha e os turcos, que são grande parte da mão-de-obra local.

Particularmente, creio que a humanidade deve aproveitar o episódio para reavaliar a homilia sobre a liberdade de expressão. Ela deve ser soberana ou ter limites? Sociólogos creem que ela não é um direito fundamental absoluto. É notório que grupos minoritários de todos os matizes têm sofrido discriminações e assassínios ao redor da Terra por conta de suas raças e crenças.

Não está longe o tempo em que a Ku Klux Kan, composta por ultraconservadores dos Estados Unidos, matava negros e incendiava as suas casas. O mesmo acontecia na África do Sul até a libertação de Nelson Mandela e o fim do “apartheid”.

Deixo, então, com Mandela, a conclusão: “Não existe nenhum passeio fácil para a liberdade em lado nenhum, e muitos de nós teremos que atravessar o vale da morte vezes sem conta até que consigamos atingir o cume da montanha dos nossos desejos”.

* João Soares Neto,

Imortal da Academia Cearense de Letras.

Brasileiro condenado por tráfico de drogas será executado domingo na Indonésia

“A Indonésia vai executar no domingo (18) o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado por tráfico de drogas, informou hoje (16), em comunicado, a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch. Ele está preso desde 2003. “O governo indonésio está preparando um pelotão de fuzilamento” para executar Moreira e cinco outros prisoneiros condenados à morte por tráfico de droga,  disse a organização.

De acordo com a ONG, a defesa de Moreira disse que o governo indonésio negou as solicitações do governo brasileiro para extraditar o preso, para que possa cumprir a sua pena de prisão no Brasil. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e peritos da ONU já expressaram a sua preocupação pela aplicação da pena de morte em um caso de tráfico de droga, segundo a Human Rights Watch.

O presidente indonésio Joko Widodo apoia a pena de morte para os traficantes de droga e negou clemência para os prisioneiros, considerando que os traficantes destroem “o futuro da nação”.

(Agência Lusa)

Papa Francisco denuncia corrupção e desigualdades em visita às Filipinas

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“O Papa Francisco denunciou hoje (16) em Manila as “desigualdades sociais escandalosas” e proclamou sua “firme rejeição a toda forma de corrupção”. É preciso “quebrar as correntes da injustiça e da opressão que dão origem a desigualdades sociais óbvias e realmente escandalosas”, disse o papa às autoridades reunidas no Palácio Presidencial.

Todos devem proclamar sua “firme rejeição a todas as formas de corrupção, que desvia os recursos destinados aos pobres”, acrescentou, no segundo dia de visita ao arquipélago das Filipinas.

Ontem, Francisco afirmou que a liberdade de expressão é direito fundamental, mas não permite “insultos à fé dos outros”. Ele ressaltou, porém, que “matar em nome de Deus” é “uma aberração”.

(Agência Lusa)

Itamaraty acompanha caso de brasileiro condenado à morte na Indonésia

O Itamaraty informou nesta quinta-feira (15) que o governo continua “acompanhando estreitamente” o caso do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, preso desde 2003 na Indonésia, por tráfico de drogas, que pode ser executado por fuzilamento neste sábado, de acordo com jornais indonésios e australianos. Apesar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff terem enviado cartas ao presidente da Indonésia, pedindo a reversão da sentença, desde que Marco Archer foi condenado à pena de morte, o governo brasileiro ainda avalia as possibilidades abertas.

“O governo brasileiro continua mobilizado, acompanhando estreitamente o caso, e avalia todas as possibilidades de ação ainda abertas. De modo a preservar sua capacidade de atuação, o governo brasileiro manterá reserva sobre as decisões tomadas”, informou o Itamaraty, por meio de nota. De acordo com as leis da Indonésia, a única forma de reverter uma sentença de morte é se o presidente do país aceitar um pedido de clemência.

O brasileiro trabalhava como instrutor de voo livre, e foi preso em agosto de 2003 por tentar entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína, escondidos em uma asa delta desmontada em sete bagagens. Marco Archer ainda conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na ilha de Sumbawa. Ele confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, ele foi condenado à morte.

(Agência Brasil)

Cubanos poderão viajar para os EUA

“O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou hoje (15) que algumas das restrições a Cuba serão aliviadas a partir de amanhã (16), como parte do processo de normalização das relações entre Havana e Washington. Inicialmente, os Estados Unidos facilitarão as viagens para a ilha e aliviarão as limitações comerciais, principalmente transferências de remessas dos emigrantes cubanos.

“O anúncio de hoje nos coloca um passo mais próximos de substituir políticas que não estavam funcionando e de colocar em prática uma política que ajude a promover a liberdade política e econômica do povo cubano”, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew. As medidas avançam mesmo que o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba, decretado em 1962, continue em vigor, uma vez que este só pode ser revogado pelo Congresso americano, atualmente dominado pelo Partido Republicano.

Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram, no dia 17 de dezembro, que os Estados Unidos e Cuba iniciariam um processo de normalização das relações diplomáticas. Os dois países, separados pelos 150 quilômetros do Estreito da Flórida, cortaram relações em 1961.

As primeiras conversações diplomáticas oficiais estão previstas para os próximos dias 21 e 22, em Havana. Os dois países devem discutir, entre outros aspectos, a abertura de embaixadas.”

(Agência Lusa)

Papa Francisco – Liberdade de expressão não permite “insultos à fé dos outros”

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“O papa Francisco afirmou hoje (15) que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não permite “insultos à fé dos outros”. Francisco ressaltou, porém, que “matar em nome de Deus” é “uma aberração”.

“Não podemos provocar, não podemos insultar a fé dos outros, não podemos ridicularizá-la”, disse o pontífice aos jornalistas a bordo do avião que o levou de Colombo, no Sri Lanka, para Manila, nas Filipinas. Perguntado sobre as caricaturas do semanário satírico francês Charlie Hebdo, alvo de um atentado que causou 12 mortes na semana passada, em Paris, o papa disse que a liberdade de expressão deve “exercer-se sem ofender”. Ele ressaltou que o direito de se expressar é “fundamental”.

“Todos têm não apenas a liberdade, o direito, como também a obrigação de dizer o que pensam para ajudar o bem comum. É legítimo usar esta liberdade, mas sem ofender”, insistiu Francisco, pedindo verdade, principalmente na atividade política.

O papa destacou que a liberdade de religião e de expressão é “direito humano fundamental” e condenou os assassinatos cometidos em nome da religião. “Não podemos ofender, ou fazer a guerra, ou matar em nome da própria religião, em nome de Deus”, enfatizou o chefe da Igreja Católica. Para ele, matar em nome de Deus “é uma aberração” e “é preciso ter fé com liberdade, sem ofender, sem impor, nem matar”.

Segundo Francisco, os atentados que ocorrem chocam as pessoas, mas é preciso pensar na própria Igreja Católica. “Quantas guerras religiosas tivemos? Pensemos na Noite de São Bartolomeu [massacre desencadeado pelos católicos contra protestantes franceses, no século 17]. Também fomos pecadores”, lembrou o papa.

Francisco chegou hoje às Filipinas, único país asiático de maioria católica, para uma visita de cinco dias, depois de uma estada no Sri Lanka, de maioria budista.”

(Agência Lusa)

Liderdade de imprensa não é “liberdade de insultar”, diz premiê turco

“O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse hoje (15) que a liberdade de imprensa não é a “liberdade de insultar” e qualificou a publicação de caricaturas do profeta Maomé como uma “grave provocação”.

“A liberdade de imprensa não significa a liberdade de insultar”, destacou o primeiro-ministro, em Ancara, antes de partir para Bruxelas. Ele ressaltou que “não se pode aceitar insultos ao profeta”.

O primeiro número do jornal satírico Charlie Hebdo depois do ataque à redação na semana passada, tem na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando uma folha com a frase “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), a mesma que foi usada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão. A capa tem como título “Tudo está perdoado”.

(Agência Lusa)

 

Talibãs condenam novas caricaturas de Maomé no Charlie Hebdo

Os talibãs afegãos condenaram nesta quinta-feira (15) a publicação de novas caricaturas do profeta Maomé no semanário francês Charlie Hebdo e saudaram os autores do atentado praticado na semana passada contra o jornal.

Em comunicado divulgado nessa quinta-feira, o Emirado Islâmico do Afeganistão, nome oficial dos talibãs afegãos, lamenta a publicação de novas caricaturas que, segundo o grupo, “provocam a sensibilidade de quase 1,5 milhão de muçulmanos”.

Na terça-feira (13), a principal autoridade islamita sunita no Egito, Al Azhar, antecipou que a publicação de novos desenhos representando o profeta Maomé no jornal satírico francês vai “incitar o ódio”.

(Agência Brasil)

Rodrigo Santoro pode interpretar Jesus Cristo em Hollywood

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“Rodrigo Santoro pode viver Jesus Cristo na refilmagem do clássico Ben-Hur. Segundo o site The Hollywood Reporter, o ator brasileiro está em negociações com os estúdios MGM e Paramount para interpretar a figura bíblica no filme. Com previsão de estreia para fevereiro de 2016, o longa é uma adaptação do romance Ben-Hur: A Tale of the Christ, de 1880, e também um remake do clássico de 1959, que venceu 11 estatuetas no Oscar e tinha Charlton Heston como protagonista. Na nova versão, Ben-Hur será vivido pelo ator Jack Huston, da série Boardwalk Empire.

De acordo com o Hollywood Reporter, apesar das esperadas e sangrentas cenas de ação, o filme também vai trazer uma “mensagem de perdão” e Jesus deve aparecer em diversas cenas. As filmagens devem acontecer na Europa, neste primeiro semestre de 2015. Dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, o remake também traz Morgan Freeman no elenco, na pele do mentor de Ben-Hur nas corridas de biga.

O último papel de Santoro em Hollywood foi como o rei persa Xerxes em 300 – A Ascensão do Império (2014). O brasileiro também está na comédia Golpe Duplo, com Will Smith e Margot Robbie. O filme estreia nos cinemas americanos no final de fevereiro.”

(Veja Online)

Líderes islâmicos repudiam publicação de nova charge de Maomé

“A decisão do jornal satírico francês Charlie Hebdo de publicar uma nova charge de Maomé na capa da edição histórica que foi às bancas hoje (14) gerou reações de líderes islâmicos em todo o mundo. O secretário-geral da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC), Iyad Amin Madani, qualificou a atitude do jornal de “insolente, ignorante e irresponsável”.

Madani lembrou que o mundo islâmico não só condenou os ataques terroristas ocorridos na última semana na França, como participou, por meio de cidadãos e líderes, da marcha que reuniu 1,5 milhão de pessoas domingo (11), em Paris. “Mas, ao mesmo tempo nós vemos que, no dia seguinte, o jornal voltou a publicar desenhos de Maomé. Isso é uma insolência, uma ignorância e uma irresponsabilidade. Pessoas marcharam pela sua liberdade de expressão, mas essa liberdade não pode atingir a crença de outras pessoas”, enfatizou Madani.

O ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que “valores e crenças precisam ser respeitadas para que haja um diálogo sério com o Ocidente”. Zarif fez a declaração em entrevista concedida antes de iniciar reunião com o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, sobre a redução da capacidade nuclear do país,

O grupo Hamas, movimento islâmico fundamentalista, também se manifestou. Em Gaza, o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, condenou a charge do profeta Maomé. “Esta é uma ação perigosa. É claramente um ataque aos muçulmanos, é uma motivação para o ódio e a consolidação do ódio contra os muçulmanos no mundo e na França. Todas essas campanhas contra o islamismo, contra o profeta Maomé e contra os muçulmanos no Ocidente precisam parar”.

A capa da edição histórica do Charlie Hebdo – a primeira depois que a redação do jornal foi atacada por terroristas, que mataram 12 pessoas na última quarta-feira (7) – traz uma charge do profeta Maomé com lágrimas nos olhos, segurando uma placa onde se lê “Je suis Charlie”, que quer dizer “Eu sou Charlie”, a mesma frase usada por milhões de manifestantes que marcharam pelas ruas da França no domingo. No topo, o título: Tudo está perdoado.”

(Agência Lusa)

Atentado na França – Al Qaeda no Iêmen assume ataque ao Charlie Hebdo

“A organização Al Qaeda no Iêmen reivindicou hoje (14), em vídeo divulgado online, o atentado terrorista da semana passada, em que morreram 12 pessoas, na redação do semanário satírico francês Charlie Hebdo, em Paris. “Heróis foram recrutados e atuaram”, declarou no vídeo, publicado em um site islâmico, um dos dirigentes da Al Qaeda na Península Arábica, Nasser Ben Ali Al Anassi.

Na quarta-feira passada (7), dois homens encapuzados e armados, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, entraram na redação do Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas. Depois de dois dias em fuga, os irmãos foram mortos na sexta-feira (9), por forças de elite francesas, em Dammartin-en-Goële, nos arredores de Paris.

Na quinta-feira (8), foi morta uma agente da polícia municipal, no sul de Paris. A polícia estabeleceu uma ligação entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o assassino da policial. Na sexta-feira, cinco pessoas foram mortas em um mercado kosher (judaico) do leste de Paris, quando eram mantidas reféns, incluindo o autor do sequestro, Amedy Coulibaly, que foi morto durante a operação policial.”

(Agência Lusa)

Charlie Hebdo sai com 3 milhões de exemplares

“A edição de hoje (14) do semanário satírico francês Charlie Hebdo tem 3 milhões de exemplares e sai em mais de 20 países, com versões em cinco línguas, incluindo o árabe e o turco. A edição é traduzida em inglês, espanhol e árabe, na versão digital, e em italiano e turco, na versão em papel.

O aumento da tiragem deve-se ao fato de a distribuidora MLP (Messageries Lyonnaises de Presse) ter recebido grandes encomendas, não só da França mas também de outros países, depois do atentado de quarta-feira passada (7) à redação do jornal. As edições anteriores do Charlie Hebdo tinham tiragem de 60 mil exemplares, metade dos quais era vendida em bancas.

A edição de hoje, preparada pelos sobreviventes do ataque terrorista, traz na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando um papel com a frase Je suis Charlie, e o título Tudo está perdoado. A frase Je suis Charlie foi utilizada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão.

Os escritórios do semanário no centro de Paris foram atacados na quarta-feira pelos irmãos Said e Cherif Kouachi, dois jihadistas franceses, que mataram 12 pessoas, como vingança contra a publicação de cartuns de Maomé.

Os dois irmãos foram mortos pela polícia dois dias depois, nos arredores da capital francesa. Os autores do ataque disseram ter “vingado o profeta” Maomé, que teve caricaturas publicadas no jornal em diversas ocasiões.”

(Agência Lusa)

Vídeo mostra menino executando dois “agentes russos”

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O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) postou nesta terça-feira, 13, na internet um vídeo em que um menino aparece executando com uma armas dois homens acusados de trabalhar para o serviço secreto russo.

No vídeo de sete minutos dois homens ajoelhados são mortos por uma criança de cerca de dez anos após serem filmados durante o interrogatório sobre suas pretensas tentativas de se infiltrar no EI na Síria.

O vídeo é intitulado “A Descoberta do inimigo em nossas fileiras” em inglês, mas a narrativa é em russo e se inicia com o interrogatório de um dos homens, que afirma ser cazaque. O homem diz que foi recrutado pelo Serviço de Segurança Federal russo (FSB) para se aproximar de um combatente do grupo, sem especificar quem.

O segundo suposto agente, que não fornece a sua nacionalidade, mas diz que trabalhou para o FSB da Rússia, explica que sua tarefa era eliminar outro combatente do EI. Ambos os homens também relatam que deveriam recolher informações sobre lutadores do EI na Síria.

Depois do interrogatório, o vídeo passa para uma cena externa, onde o jovem carrasco, vestido com roupas de camuflagem, recita vários versos religiosos e executa com um tiro na cabeça os dois homens. No final do vídeo, o mesmo menino, mas ainda mais jovem, aparece em um campo de treinamento afirmando que quer “matar infiéis”.

(Agências e O POVO)

Liberdade de expressão e legítima defesa

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Com o título “Liberdade de expressão e legítima defesa”, eis artigo do advogado Reno Ximenes. Ele aborda o tema das liberdade de expressão que, em todos os cantos do mundo, passou a ser discutida após os episódios registrados com jornal francês. Confira:

A mídia está acostumada a fazer sarcasmos e ganhar dinheiro às custas das piadas com minorias: gays, negros, mendigos, alcoólatras, anões e cegos. Com as crenças religiosas foram à lona, e, após a queda, ainda reivindica a liberdade de expressão. Liberdade de expressão possui também legítima defesa, através de liberdade de expressão, como excludente de punibilidade, moral ou jurídica.

Chega do humor que incentiva o linchamento coletivo, a segregação social, a estética, a guerra moral, a ética do dinheiro e a panfletagem do preconceito.

A Arte tem obrigação de ser democrática e cidadã e não fazer humor com a desgraça alheia. Desrespeito humano e assédio moral coletivo merecem reação com a máxima veemência. Mas sem aquela de sair por aí armado e dar o troco matando.

Mas o humor extraído do sadismo é medieval. É uma forma sorrateira de cativar o ego dos fracos de espírito e de consciência, extraindo deles o sorriso de hiena, decorrente do sofrimento alheio, dando-lhes um prazer e superioridade artificial e ilusória.

Na verdade, a piada inteligente é aquela que revela o cotidiano leal entre as pessoas, respeitando a sua interação social e as suas diferenças, trabalhos e crenças.

Desejo que o sentimento do traído Pierrot pela Colombina, quando preferiu o Arlequim, seja revitalizado pelo humor leal, capaz de entreter e amenizar os entraves da vida, sem necessidade de servir aos reis e rainhas, como outrora feito pelo bobos das cortes.

* Reno Ximenes,

Advogado.

P.S. Aqui discutimos o excesso midiático do sarcasmo, mas jamais aprovamos a violência como resposta. Em nenhuma instância.