Blog do Eliomar

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Vídeo mostra menino executando dois “agentes russos”

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O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) postou nesta terça-feira, 13, na internet um vídeo em que um menino aparece executando com uma armas dois homens acusados de trabalhar para o serviço secreto russo.

No vídeo de sete minutos dois homens ajoelhados são mortos por uma criança de cerca de dez anos após serem filmados durante o interrogatório sobre suas pretensas tentativas de se infiltrar no EI na Síria.

O vídeo é intitulado “A Descoberta do inimigo em nossas fileiras” em inglês, mas a narrativa é em russo e se inicia com o interrogatório de um dos homens, que afirma ser cazaque. O homem diz que foi recrutado pelo Serviço de Segurança Federal russo (FSB) para se aproximar de um combatente do grupo, sem especificar quem.

O segundo suposto agente, que não fornece a sua nacionalidade, mas diz que trabalhou para o FSB da Rússia, explica que sua tarefa era eliminar outro combatente do EI. Ambos os homens também relatam que deveriam recolher informações sobre lutadores do EI na Síria.

Depois do interrogatório, o vídeo passa para uma cena externa, onde o jovem carrasco, vestido com roupas de camuflagem, recita vários versos religiosos e executa com um tiro na cabeça os dois homens. No final do vídeo, o mesmo menino, mas ainda mais jovem, aparece em um campo de treinamento afirmando que quer “matar infiéis”.

(Agências e O POVO)

Liberdade de expressão e legítima defesa

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Com o título “Liberdade de expressão e legítima defesa”, eis artigo do advogado Reno Ximenes. Ele aborda o tema das liberdade de expressão que, em todos os cantos do mundo, passou a ser discutida após os episódios registrados com jornal francês. Confira:

A mídia está acostumada a fazer sarcasmos e ganhar dinheiro às custas das piadas com minorias: gays, negros, mendigos, alcoólatras, anões e cegos. Com as crenças religiosas foram à lona, e, após a queda, ainda reivindica a liberdade de expressão. Liberdade de expressão possui também legítima defesa, através de liberdade de expressão, como excludente de punibilidade, moral ou jurídica.

Chega do humor que incentiva o linchamento coletivo, a segregação social, a estética, a guerra moral, a ética do dinheiro e a panfletagem do preconceito.

A Arte tem obrigação de ser democrática e cidadã e não fazer humor com a desgraça alheia. Desrespeito humano e assédio moral coletivo merecem reação com a máxima veemência. Mas sem aquela de sair por aí armado e dar o troco matando.

Mas o humor extraído do sadismo é medieval. É uma forma sorrateira de cativar o ego dos fracos de espírito e de consciência, extraindo deles o sorriso de hiena, decorrente do sofrimento alheio, dando-lhes um prazer e superioridade artificial e ilusória.

Na verdade, a piada inteligente é aquela que revela o cotidiano leal entre as pessoas, respeitando a sua interação social e as suas diferenças, trabalhos e crenças.

Desejo que o sentimento do traído Pierrot pela Colombina, quando preferiu o Arlequim, seja revitalizado pelo humor leal, capaz de entreter e amenizar os entraves da vida, sem necessidade de servir aos reis e rainhas, como outrora feito pelo bobos das cortes.

* Reno Ximenes,

Advogado.

P.S. Aqui discutimos o excesso midiático do sarcasmo, mas jamais aprovamos a violência como resposta. Em nenhuma instância.

Caso AirAsia – Recuperada segunda caixa-preta da aeronave

“As autoridades indonésias anunciaram hoje (13) ter recuperado a caixa-preta com os registros de voz da cabine do avião da AirAsia, que caiu no Mar de Java há duas semanas com 162 pessoas a bordo. 

“A caixa com os registros de voz foi encontrada e retirada do mar”, disse um responsável envolvido nas buscas, que pediu anonimato.

A caixa-preta com os registros do voo foi recuperada pelos mergulhadores nessa segunda-feira (12).

O Airbus A320-200 da companhia malaia de baixo custo decolou, em 28 de dezembro, da cidade indonésia de Surabaia com destino a Cingapura, onde deveria ter chegado cerca de duas horas depois, mas caiu no Mar de Java, com 162 pessoas a bordo, cerca de 40 minutos após a decolagem.”

(Agência Lusa)

Charlie Hebdo terá Maomé chorando na próxima capa

O Charlie Hebdo voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua capa depois do atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na quarta-feira passada. Na primeira página, o fundador do Islamismo aparecerá chorando, com a frase “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie, em francês), lema dos protestos contra o ataque.

Acima da imagem, a frase “Tout est pardonné” (Tudo é perdoado). A próxima edição do semanário francês terá uma tiragem de três milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil. A capa foi desenhada pelo cartunista Luz, que sobreviveu à tragédia por ter acordado tarde no dia do atentado.

O ataque à redação do Charlie Hebdo terminou com a morte do diretor do jornal, Stéphane Charbonnier, o Charb, além dos cartunistas Jean Cabot (Cabu), Georges Wolinski, Bernard Verlhac (Tignous) e Philippe Honoré (Honoré). Além deles, outras sete pessoas foram assassinadas. Os autores da ação, os irmãos Said e Chérif Kouachi, disseram ter agido a mando da Al-Qaeda na Península Arábica, filial iemenita da rede terrorista. Os dois foram mortos na sexta-feira.

O distribuidor do jornal já recebeu uma avalanche de pedidos da França e do exterior, e por isso decidiu ampliar a 3 milhões a tiragem desta edição especial, inicialmente prevista para 1 milhão de exemplares.

(Com Agências)

Uma reflexão sobre o atentado na França

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Com o título “Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie”, eis artigo do jornalista Rafo Saldanha que replicamos, nesta madrugada de terça-feira. Para boas reflexões sobre episódios absurdos registrados na França e que está sendo difundido pelo também teólogo Leonardo Boff. Confira:

Eu condeno os atentados em Paris, condeno todos os atentados e toda a violência, apesar de muitas vezes xingar e esbravejar no meio de discussões, sou da paz e me esforço para ter auto controle sobre minhas emoções…

Lembro da frase de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobram os sinos: é por mim”. Não acho que nenhum dos cartunistas “mereceu” levar um tiro, ninguém o merece, acredito na mudança, na evolução, na conversão. Em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem. Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem… Ainda estou constrangido pelos atentados à verdade, à boa imprensa, à honestidade, que a revista Veja, a Globo e outros veículos da imprensa brasileira promoveram nesta última eleição.

A Charlie Hebdo é uma revista importante na França, fundada em 1970, é mais ou menos o que foi o Pasquim. Isso lá na França. 90% do mundo (eu inclusive) só foi conhecer a Charlie Hebdo em 2006, e já de uma forma bastante negativa: a revista republicou as charges do jornal dinamarquês Jyllands-Posten (identificado como “Liberal-Conservador”, ou seja, a direita europeia). E porque fez isso? Oficialmente, em nome da “Liberdade de Expressão”, mas tem mais…

O editor da revista na época era Philippe Val. O mesmo que escreveu um texto em 2000 chamando os palestinos (sim! O povo todo) de “não-civilizados” (o que gerou críticas da colega de revista Mona Chollet (críticas que foram resolvidas com a demissão sumaria dela). Ele ficou no comando até 2009, quando foi substituído por Stéphane Charbonnier, conhecido só como Charb. Foi sob o comando dele que a revista intensificou suas charges relacionadas ao Islã, ainda mais após o atentado que a revista sofreu em 2011…

A França tem 6,2 milhões de muçulmanos. São, na maioria, imigrantes das ex-colônias francesas. Esses muçulmanos não estão inseridos igualmente na sociedade francesa. A grande maioria é pobre, legada à condição de “cidadão de segunda classe”, vítimas de preconceitos e exclusões. Após os atentados do World Trade Center, a situação piorou.

Alguns chamam os cartunistas mortos de “heróis” ou de os “gigantes do humor politicamente incorreto”, outros muitos os chamam de “mártires da liberdade de expressão”. Vou colocar na conta do momento, da emoção. As charges polêmicas do Charlie Hebdo, como os comentários políticos de colunistas da Veja, são de péssimo gosto, mas isso não está em questão. O fato é que elas são perigosas, criminosas até, por dois motivos.

O primeiro é a intolerância. Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o Profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a imagem de Nossa Senhora para atacar os católicos…
Qual é o objetivo disso? O próprio Charb falou: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo”. “É preciso” porque? Para que?

Note que ele não está falando em atacar alguns indivíduos radicais, alguns pontos específicos da doutrina islâmica, ou o fanatismo religioso. O alvo é o Islã, por si só. Há décadas os culturalistas já falavam da tentativa de impor os valores ocidentais ao mundo todo. Atacar a cultura alheia sempre é um ato imperialista. Na época das primeiras publicações, diversas associações islâmicas se sentiram ofendidas e decidiram processar a revista. Os tribunais franceses, famosos há mais de um século pela xenofobia e intolerância (ver Caso Dreyfus), como o STF no Brasil, que foi parcial nas decisões nas últimas eleições e no julgar com dois pessoas e duas medidas caos de corrupção de políticos do PSDB ou do PT, deram ganho de causa para a revista.

Foi como um incentivo. E a Charlie Hebdo abraçou esse incentivo e intensificou as charges e textos contra o Islã e contra o cristianismo, se tem dúvidas, procure no Google e veja as publicações que eles fazem, não tenho coragem de publicá-las aqui…

Mas existe outro problema, ainda mais grave. A maneira como o jornal retratava os muçulmanos era sempre ofensiva. Os adeptos do Islã sempre estavam caracterizados por suas roupas típicas, e sempre portando armas ou fazendo alusões à violência, com trocadilhos infames com “matar” e “explodir”…). Alguns argumentam que o alvo era somente “os indivíduos radicais”, mas a partir do momento que somente esses indivíduos são mostrados, cria-se uma generalização. Nem sempre existe um signo claro que indique que aquele muçulmano é um desviante, já que na maioria dos casos é só o desviante que aparece. É como se fizéssemos no Brasil uma charge de um negro assaltante e disséssemos que ela não critica/estereotipa os negros, somente aqueles negros que assaltam…

E aí colocamos esse tipo de mensagem na sociedade francesa, com seus 10% de muçulmanos já marginalizados. O poeta satírico francês Jean de Santeul cunhou a frase: “Castigat ridendo mores” (costumes são corrigidos rindo-se deles). A piada tem esse poder. Mas piada são sempre preconceituosas, ela transmite e alimenta o preconceito. Se ela sempre retrata o árabe como terrorista, as pessoas começam a acreditar que todo árabe é terrorista. Se esse árabe terrorista dos quadrinhos se veste exatamente da mesma forma que seu vizinho muçulmano, a relação de identificação-projeção é criada mesmo que inconscientemente. Os quadrinhos, capas e textos da Charlie Hebdo promoviam a Islamofobia. Como toda população marginalizada, os muçulmanos franceses são alvo de ataques de grupos de extrema-direita. Esses ataques matam pessoas. Falar que “Com uma caneta eu não degolo ninguém”, como disse Charb, é hipócrita. Com uma caneta se prega o ódio que mata pessoas…

Uma das defesas comuns ao estilo do Charlie Hebdo é dizer que eles também criticavam católicos e judeus…
Se as outras religiões não reagiram a ofensa, isso é um problema delas. Ninguém é obrigado a ser ofendido calado.
“Mas isso é motivo para matarem os caras!?”. Não. Claro que não. Ninguém em sã consciência apoia os atentados. Os três atiradores representam o que há de pior na humanidade: gente incapaz de dialogar. Mas é fato que o atentado poderia ter sido evitado. Bastava que a justiça tivesse punido a Charlie Hebdo no primeiro excesso, assim como deveria/deve punir a Veja por suas mentiras. Traçasse uma linha dizendo: “Desse ponto vocês não devem passar”.

“Mas isso é censura”, alguém argumentará. E eu direi, sim, é censura. Um dos significados da palavra “Censura” é repreender. A censura já existe. Quando se decide que você não pode sair simplesmente inventando histórias caluniosas sobre outra pessoa, isso é censura. Quando se diz que determinados discursos fomentam o ódio e por isso devem ser evitados, como o racismo ou a homofobia, isso é censura. Ou mesmo situações mais banais: quando dizem que você não pode usar determinado personagem porque ele é propriedade de outra pessoa, isso também é censura. Nem toda censura é ruim…

Deixo claro que não estou defendendo a censura prévia, sempre burra. Não estou dizendo que deveria ter uma lista de palavras/situações que deveriam ser banidas do humor. Estou dizendo que cada caso deveria ser julgado. Excessos devem ser punidos. Não é “Não fale”. É “Fale, mas aguente as consequências”. E é melhor que as consequências venham na forma de processos judiciais do que de balas de fuzis ou bombas.

Voltando à França, hoje temos um país de luto. Porém, alguns urubus são mais espertos do que outros, e já começamos a ver no que o atentado vai dar. Em discurso, Marine Le Pen declarou: “a nação foi atacada, a nossa cultura, o nosso modo de vida. Foi a eles que a guerra foi declarada”. Essa fala mostra exatamente as raízes da islamofobia. Para os setores nacionalistas franceses (de direita, centro ou esquerda), é inadmissível que 10% da população do país não tenha interesse em seguir “o modo de vida francês”. Essa colônia, que não se mistura, que não abandona sua identidade, é extremamente incômoda. Contra isso, todo tipo de medida é tomada. Desde leis que proíbem imigrantes de expressar sua religião até… charges ridicularizando o estilo de vida dos muçulmanos! Muitos chargistas do mundo todo desenharam armas feitas com canetas para homenagear as vítimas. De longe, a homenagem parece válida. Quando chegam as notícias de que locais de culto islâmico na França foram atacados, um deles com granadas!, nessa madrugada, a coisa perde um pouco a beleza. É a resposta ao discurso de Le Pen, que pedia para a França declarar “guerra ao fundamentalismo” (mas que nos ouvidos dos xenófobos ecoa como “guerra aos muçulmanos”, e ela sabe disso).

Por isso tudo, apesar de lamentar e repudiar o ato bárbaro do atentado, eu não sou Charlie. Je ne suis pas Charlie.

* Rafo Saldanha,

Jornalista.

Portal para haitianos é lançado no Brasil

“Um portal em quatro idiomas lançado hoje (12) promete facilitar a vida dos cerca de 50 mil imigrantes haitianos que entraram no Brasil após o terremoto que arrasou parte do país em 2010. A estimativa do número de imigrantes é do embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Chérubin, que participou da solenidade de lançamento do site.

Idealizado pela organização Viva Rio, o serviço traz dicas práticas sobre como requisitar documentos e também ofertas de vagas de emprego e cursos. Chérubin classificou a iniciativa como uma forma de integrar a comunidade haitiana que hoje vive no país.

O portal também tem uma rádio via internet, com músicas haitianas e entrevistas de interesse da comunidade do país caribenho no Brasil. O locutor é o haitiano Robert Montinard, conhecido pelo nome artístico Bob. Ele apresenta toda semana o programa Voz do Haiti na Rádio Viva Rio.

SERVIÇO

O endereço do portal é www.haitiaqui.com. As informações são apresentadas em português, inglês, francês e criole, idioma local do Haiti.”

(Agência Brasil)

Vaticano nega que esteja em alerta máximo contra ataques terroristas

“O Vaticano negou hoje (12) que esteja em alerta máximo contra ataques terroristas e que tenha recebido informações de serviços de inteligência de outros países de que seria um alvo provável de ataques do grupo Estado Islâmico.

“Contrariamente ao que foi divulgado por alguns meios de comunicação, não é verdade que a Santa Sé tenha recebido sinalizações de riscos específicos de serviços de segurança”, assegurou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Lombardi admitiu que houve contatos “normais e oportunos entre serviços de segurança”, mas que não resultaram em “sinalizações de motivos concretos e específicos de risco”.

“Não é o caso de alimentar preocupações não motivadas, que possam inutilmente perturbar o clima de vida e de trabalho, e isso também no que diz respeito aos tantos peregrinos e turistas que todos os dias frequentam o Vaticano”, afirmou Lombardi.

(Rádio Vaticano)

França mobilizará 10 mil policiais nas ruas para garantir a segurança

“A França mobilizará 10.000 militares para reforçar a segurança após os atentados da semana passada, que deixaram dezessete pessoas mortas além dos três terroristas mortos em cerco policial, anunciou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian. O desdobramento começará a partir da tarde de terça-feira. O número de militares mobilizados dentro do país é o mesmo de soldados franceses em operações no exterior.

A decisão foi tomada em uma reunião de crise realizada na manhã desta segunda-feira no Palácio do Eliseu, sob a direção do presidente francês, François Hollande. “Os 10.000 militares serão mobilizados para garantir a segurança de pontos sensíveis do território nacional”, explicou o ministro da Defesa ao final do encontro. “O presidente da República pediu às Forças Armadas que participem da segurança dos pontos sensíveis do território”, afirmou o ministro da Defesa, que justificou a operação em função da “dimensão da ameaça” que a França vive atualmente.

A reunião do gabinete de crise analisou o desfecho do cerco aos terroristas, que terminou com três extremistas mortos, as manifestações do fim de semana e os atuais dispositivos de segurança na França.”

(Le Monde)

Manifestação contra o terrorismo avança pela noite na França

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A noite e o clima frio não foram suficientes para desmobilizar milhões de franceses, que às 21h (18h em Brasília) continuavam na Praça da Nação, em Paris, depois da marcha histórica que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas na capital francesa.

A emoção ainda tomava conta dos manifestantes, que cantavam repetidamente La Marseillaise, canção revolucionária que se tornou o Hino da França, aplaudindo ao final. Muitos seguravam velas. Outros, letras iluminadas que formavam a palavra solidariedade.

Novas estimativas mostram que, em toda a França, cerca de 3,7 milhões de pessoas participaram da marcha. Franceses de todas as idades e de diferentes credos e ideologias saíram às ruas não só para manifestar solidariedade aos que morreram nos ataques terroristas que chocaram o país, mas também para protestar contra o terrorismo e relembrar os valores da República: liberdade, igualdade e fraternidade.

(Agência Brasil)

Estados Unidos convocam reunião internacional para combater terrorismo

Após o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, os Estados Unidos decidiram convocar uma conferência internacional para debater medidas contra o terrorismo em todo o mundo. O anúncio foi feito pelo procurador-geral norte-americano, Eric Holder, que participou neste domingo (11) de uma reunião com ministros europeus em Paris. A reunião será no dia 18 de fevereiro, em Washington.

Segundo Holder, o objetivo é juntar esforços dos aliados dos Estados Unidos contra o terrorismo. “Se trabalharmos juntos, partilhando informação, juntando os recursos, vamos, em última análise, ser capazes de derrotar aqueles que estão numa luta contra nós por causa dos nossos valores fundamentais”, disse o procurador.

(Agência Brasil)

Mergulhadores encontram caixa-preta de avião da AirAsia

Mergulhadores encontraram neste domingo (11) a caixa-preta do Airbus da AirAsia que desapareceu em dezembro no Mar de Java com 162 pessoas a bordo. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Transportes da Indonésia.

O equipamento está preso em destroços do avião e não pôde ser recuperado. Hoje mais cedo, uma equipe de resgate localizou sinais da caixa-preta a aproximadamente 30 metros de profundidade e cerca de quatro quilômetro de onde a aeronave caiu. O equipamento registra as conversas e dados do voo.

As equipes de busca procuram também o a parte principal do avião onde acreditam estarem presos diversos corpos de passageiros. Até agora 48 foram resgatados. O avião ia de Surabaia, na Indonésia, para Cingapura, no dia 28 de dezembro, e caiu 40 minutos depois no Mar de Java. Nesse sábado (10), a cauda do avião foi retirada do mar.

(Agência Brasil)

Jornal alemão que reproduziu charges do Charlie Hedbo é atacado

A sede do jornal alemão Hamburger Morgenpost foi atacada neste domingo (11), na cidade de Hamburgo. A publicação reproduziu caricaturas do profeta Maomé, feitas pelo Charlie Hebdo, um dia depois do atentado no jornal francês.

Segundo a polícia local, pedras e uma bomba foram atiradas nas janelas da redação do jornal. Não houve feridos, e o fogo foi controlado rapidamente.

Após os ataques na França, o governo alemão aumentou a vigilância nas fronteiras e aeroportos do país. O Ministério Público alemão anunciou neste domingo a prisão de um homem suspeito pertencer ao Estado Islâmico.

De acordo com o Ministério Público alemão, o suspeito tem 24 anos, viajou para a Síria em outubro de 2013 e retornou à Alemanha no final do ano passado. Segundo o órgão, a prisão não está relacionada aos ataques ao Charlie Hebdo. As autoridades informaram que não há provas de que o suspeito planejava realizar ataques terroristas.

(Agência Brasil)

Marcha Republicana deve reunir mais um milhão de pessoas em Paris

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A Marcha Republicana convocada para este domingo (11), em Paris, será uma das maiores manifestações dos últimos anos na capital francesa. Deverá reunir mais de 1 milhão de pessoas,  intelectuais e religiosos, além de personalidades e políticos de diversos países.

A manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira (7), reafirmará o repúdio ao terrorismo e à defesa dos valores republicanos, como a liberdade de expressão e de opinião.

Entre os políticos que confirmaram presença estão chefes de estado e de governo de Portugal, da Espanha, Itália, do Reino Unido, da Turquia e Alemanha, e representantes da Rússia e do Egito, país que mantém uma tensa relação diplomática com a França.

Para além da manutenção do mais alto estado de alerta na capital francesa, uma vez que são mantidas as ameaças terroristas, haverá mais 5.500 homens nas forças de segurança.

(Agência Brasil)

Menina bomba de 10 anos mata pelo menos 20 na Nigéria

Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas, neste sábado (10), quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas. Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana.

“Ela tinha mais ou menos 10 anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo”, disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.

“O detector de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada”, acrescentou, considerando ter “quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto”.

Em dezembro, em outro ataque no mesmo mercado, 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.

(Agência Lusa)

Hollande elogia ação da polícia contra terroristas

O presidente da França, François Hollande, elogiou a ação das forças de segurança que resultaram na morte de três terroristas, na tarde desta sexta-feira (9). Dois deles atacaram o semanário satírico francês Charlie Hebdo e um fez cinco reféns em um supermercado judeu. Os dois atentados acabaram com 19 mortos e 20 feridos.

O líder francês pediu “vigilância” à população, ressaltando a necessidade dos franceses serem “cautelosos” neste momento, mesmo com a segurança reforçada no país. Após três dias do atentado ao jornal, Hollande disse que o país “enfrentou”, mas “ainda não pôs fim, às ameaças de que é alvo”.

“A França, apesar de estar consciente de as ter enfrentado, apesar de saber que pode contar com as forças de segurança, com homens e mulheres capazes de atos de coragem e bravura, ainda não acabou com as ameaças”.

(Agência Brasil)

Atentado na França – Rastro de mortes em duas ações do terrorismo

Os supostos autores do massacre no jornal satírico francês Charlie Hebdo e o homem que fez reféns em um mercado de produtos judaicos de Paris, assim como 4 reféns, morreram nesta sexta-feira, 9, em duas ações realizadas quase simultaneamente pelas forças de ordem francesas em Dammartin-en-Goële (40 km a nordeste de Paris) e outro na capital.

Pouco antes das 17H00 (14H00 de Brasília), a unidade de elite da gendarmeria francesa lançou o ataque à gráfica de Dammartin, onde os dois suspeitos do ataque contra o Charlie Hebdo, Cherif e Said Kouachi, tinham se entrincheirado.

Os dois irmãos saíram do prédio atirando, informou uma fonte de segurança. A pessoa que eles mantinham refém saiu ilesa. Um membro da unidade de elite da gendarmeria ficou ferido na operação, mas não corre risco de vida.

Uma equipe de intervenção foi transportada de helicóptero até o teto da gráfica, constatou a AFP. Pouco depois, no leste de Paris, foram ouvidas detonações ensurdecedoras de armas automáticas e granadas, os policiais invadiram a loja de produtos judaicos onde ocorreu a tomada de reféns, e libertaram vários deles.
Pouco após, fontes de segurança informaram que cinco pessoas morreram na loja, entre eles o sequestrador, e outras quatro teriam ficado gravemente feridas.

(POVO Online e AFP)

EUA e Cuba terão primeiro encontro no dia 21 deste mês

“A primeira rodada de conversas para a normalização das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba começa no dia 21 de janeiro em Havana, anunciou nessa quinta-feira (8) o Departamento de Estado norte-americano.

Jennifer Psaki, porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos, informou que a secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, estará na capital cubana nos dias 21 e 22 de janeiro para discussões com as autoridades locais.

Como parte do plano de reaproximação diplomática com os Estados Unidos, anunciado em dezembro, pelo menos 35 prisioneiros políticos foram libertados em Cuba em um período de 48 horas.”

(Agência Lusa)

 

Atentado na França – União Europeia debaterá ações de combate ao terrorismo

“A próxima reunião de cúpula da União Europeia (UE), marcada para 12 de fevereiro, terá como tema central o esforço de combate ao terrorismo, após o ataque ao jornal francês, disse hoje (9) Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu. “Pretendo aproveitar a reunião de 12 de fevereiro para discutir de forma ampla a resposta que a UE pode trazer para esses desafios”, depois dos “ataques bárbaros em Paris”, disse Tusk em Riga.

Na manhã de quarta-feira (7), três homens vestidos de preto, encapuzados e armados atacaram a sede do jornal Charlie Hebdo, no centro de Paris, deixando 12 mortos – jornalistas, cartunistas e policiais – e 11 feridos, quatro em estado grave.

Um dos supostos autores, Hamyd Mourad, de 18 anos, já se entregou às autoridades e os outros dois suspeitos, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, estão sendo procurados.”

(Agência Lusa)

Atentado na França – Jornal Charlie Hebdo voltará às bancas na próxima semana

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“O colunista do jornal Charlie Hebdo Patrick Pelloux disse hoje (8) que o jornal será publicado na próxima semana, mesmo após o ataque terrorista de ontem (7) que matou oito dos seus jornalistas e cartunistas. “Vamos continuar, decidimos sair na próxima semana. Estamos todos de acordo”, disse Pelloux, ao adiantar que a equipe do jornal deve se reunir em breve.

Pelloux, que também é médico de emergência, disse que os escritórios do jornal satírico não estão acessíveis por causa da investigação policial. Ele assegurou que a equipe trabalhará em casa. “Vamos nos arranjar”, acrescentou.

“É muito duro, estamos todos com a nossa dor, os nossos medos, mas vamos fazê-lo porque não é a estupidez que vai ganhar. Charb [diretor da publicação, morto no atentado] dizia sempre que o jornal deveria sair custasse o que custasse”, disse o colunista.

Doze pessoas – entre as quais cinco dos principais caricaturistas do semanário (Charb, Wolinski, Cabu, Tignous e Honoré) e o economista Bernard Maris, foram mortas no ataque aos escritórios do jornal, no centro de Paris.”

(Agência Lusa)

Atentado na França – Papa Francisco define o fato como um ato de “crueldade humana”

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“O Papa Francisco disse hoje (8) que o atentado contra o semanário francês Charlie Hebdo foi um ato de “crueldade humana” e pediu orações para as vítimas. “O atentado de ontem [quarta-feira] em Paris faz-nos pensar na grande crueldade humana, no terrorismo: nos atos isolados e no [terrorismo] de Estado”, disse Francisco. “O homem é capaz de tanta crueldade”, disse o papa, na tradicional missa da manhã no Vaticano, antes de pedir uma oração pelas vítimas do ataque contra o jornal francês que deixou 12 mortos.

O papa Francisco pediu também para os católicos rezarem “pelos cruéis, para que o Senhor lhes mude o seu coração”. Por meio de um comunicado, o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, informou que o papa rezava “pelo sofrimento dos feridos” e pelas famílias dos 12 mortos.

O papa Francisco manifestou-se também contra a “difusão do ódio e qualquer forma de violência física e moral” que possam destruir a vida e violar a dignidade, atingindo radicalmente a convivência pacífica entre as pessoas e os povos. Segundo o gabinete de imprensa do Vaticano, o papa endereçou os pêsames às famílias das vítimas do atentado unindo-se “à dor e à tristeza de todos os franceses”.

(Agência Lusa)