Blog do Eliomar

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BNB tem nota de crédito rebaixada pir agência de classificação de risco

“A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) reduziu a nota de crédito em escala global de 13 instituições financeiras brasileiras, em função do rebaixamento da nota soberana do país, anunciada no último dia 24. Na ocasião, a agência anunciou a redução de BBB para BBB-, com perspectiva neutra, o que indica que a classificação não será rebaixada nos próximos meses. As novas notas das instituições financeiras são estáveis.

A agência também informou que colocou em observação com implicações negativas o rating (nota) global de 17 instituições financeiras e a nota em escala nacional de 26 instituições. Essas implicações negativas indicam possibilidade de corte da nota no futuro.

As instituições que tiveram a nota rebaixada foram Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, Itaú BBA, Citibank, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Santander, Sul América, Sul América Companhia Nacional de Seguros e Allianz Global.”

(Agência Brasil)

Pizzolato à luz do Direito Internacional

Em artigo enviado ao Blog, o professor de Direito Internacional da Unifor, Marcelo Uchôa, acredita que Pizzolato não será extraditado para o Brasil. Confira:

Muitas dúvidas persistem no cenário atual acerca do imbróglio internacional envolvendo Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, recentemente condenado pelo STF, no caso do mensalão, a 12 anos e 7 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Pois bem! Pizzolato é um foragido da Justiça nacional no exterior, portanto, fora da jurisdição da polícia brasileira. Dessa maneira, pode ter extradição solicitada pelo Estado brasileiro para cumprir, aqui, a pena objeto de suas condenações.

Mas o fato é que, mesmo o Brasil solicitando pedido de extradição, e supondo que as razões do pedido sejam significativas para justificá-la, não será o mesmo extraditado da Itália para o país. O que difere sua situação da de outros brasileiros é que ele possui dupla cidadania originária. Ou seja, é, ao mesmo tempo, brasileiro e italiano. E, assim como o Brasil não permite extradição de nacionais brasileiros, exceto quando naturalizados e, ainda assim, se o fato motivador da extradição (o crime cometido) for de natureza comum, tiver sido efetivado antes da naturalização ou estiver relacionado com tráfico de entorpecentes e drogas afim, etc (CF/88, Art.5ª, LI), a Itália também não extradita italianos em idêntica situação. Aliás, o próprio tratado de extradição Brasil-Itália, de 17/10/89 (Dec.Exec. 863/93), reitera no art. 6, I, que “quando a pessoa reclamada, no momento do recebimento do pedido, for nacional do Estado requerido, este não será obrigado a entregá-la”.

Dessa maneira, Pizzolato só será eventualmente extraditado para o Brasil se for preso fora do território italiano. Nessa hipótese, ainda que a Itália requeresse sua extradição para lá, valeria o pedido brasileiro, porque é o país com o qual a nacionalidade de Pizzolato mais esteve ligada vínculos até então (Art.5º da Convenção de Haia sobre Conflitos de Nacionalidade, de 12/04/30, Dec.Exec. 21.798/32). Foi o que aconteceu, por exemplo, no caso do ex banqueiro Salvatore Cacciola, que só foi extraditado para o Brasil, porque resolveu sair da Itália, sendo preso, doravante, no Principado de Mônaco e, de lá, extraditado.

Em nota aberta encaminhada à imprensa, Henrique Pizzolato manifestou interesse de recorrer à Justiça italiana para demonstrar, em tribunal livre “das imposições da mídia empresarial” sua inocência. Supondo-se que busque mesmo tal medida, não dever ser algo simples de acontecer, porque significa iniciar um julgamento do zero, sujeito a todas as instâncias recursais, já que não terá processo julgado diretamente na Corte Superior, semelhantemente ao que aconteceu no Brasil, quando foi julgado, por conexão com processos de foro privilegiado, diretamente no STF e não no juízo monocrático. De toda forma, não havendo impedimento no ordenamento jurídico italiano, a hipótese, pode, sim, se materializar. Até mesmo porque, o supra citado tratado de extradição Brasil-Itália, no mesmo art. 6, I, que veda a extradição de nacionais, prevê que “Neste caso, não sendo concedida a extradição, a Parte requerida, a pedido da Parte requerente, submeterá o caso às suas autoridades competentes para eventual instauração de procedimento penal”. Agora, se isso vai acontecer, é ver para crer.

Há divagações também sobre uma suposta possibilidade de troca de Pizzolato por Cesare Battisti, ex-integrante dos Proletários Armados pelo Comunismo, nas décadas de 70/80, condenado à revelia e delação premiada na Itália, à pena de prisão perpétua, por crimes de terrorismo, atualmente refugiado no Brasil.

Sobre isso, há duas questões a esclarecer: 1ª) não há previsão de negociação do tipo, nem nas leis internas italianas, tampouco no tratado de extradição Brasil-Itália, portanto, é impossível, por esse prisma, a troca de um condenado pelo outro; 2ª) apesar de Battisti ter tido extradição consentida pelo STF, mas não determinada pela Presidência da República, a quem compete responder pelas relações com os Estados estrangeiros (inciso VII, art.84, da CF/88), o mesmo está amparado pela condição de refugiado no país, de tal maneira, que também por esse prisma a troca resta impossível.

Concluindo, na condição de italiano, Pizzolato está a salvo da jurisdição criminal brasileira, desde que permaneça na Itália até a prescrição de sua pena, cerca de 20 anos. Bom seria, contudo, que na Itália fosse submetido a um novo julgamento. Seria uma ótima maneira de demonstrar se o julgamento do mensalão no STF teve ou não nuances de julgamento de exceção, consoante apregoado pelos condenados.

Brasil defende solução diplomática que respeite o povo e a vontade da Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse nesta quarta-feira (19), em Paris, que o Brasil lamenta qualquer tipo de violência e defende uma solução negocial para a crise da Crimeia que respeite o povo e a vontade dos ucranianos. “A Ucrânia é um país amigo do Brasil, estamos seguindo com muita atenção e apoiamos todos os esforços do secretário-geral das Nações Unidas [Ban Ki-moon] para negociar o problema”.

Ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Laurent Fabius, Figueiredo Machado disse que os ucranianos devem conversar entre si para resolver a situação e que os demais países envolvidos devem agir com moderação. O ministro está na França para debater temas da agenda bilateral entre os dois países, com destaque para as áreas de defesa, ciência, tecnologia e inovação e educação.

Segundo o ministro francês, Brasil e França têm o mesmo posicionamento em relação à situação na Ucrânia e a expectativa é que possa haver um diálogo entre Rússia, Ucrânia e os demais envolvidos.

(Agência Brasil)

Ucrânia: 96,6% votaram a favor da reunificação da Crimeia com a Rússia

Um total de 96,6% dos eleitores da Crimeia votou a favor da reunificação com a Rússia no referendo desse domingo (16), informou nesta segunda-feira (17) o presidente da Comissão Eleitoral da Crimeia, Mikhailo Malychev. “Esses dados já não variam”, disse Mikhailo Malychev, que estimou em 82,71% a participação na consulta feita na península banhada pelo Mar Negro.

“Resultados definitivos do referendo em 96,6 a favor!”, escreveu, por sua vez, o primeiro-ministro pró-Rússia da Crimeia, Serguii Axionov, em sua conta no Twitter. Em sessão extraordinária, o Parlamento da Crimeia vai aprovar hoje os resultados do referendo e, em seguida, pedir ao presidente russo, Vladimir Putin, que aceite a República Ucraniana na Federação Russa.

O referendo, que incluiu duas perguntas – “Aprova a reunificação da Crimeia com a Rússia como membro da Federação Russa?” e “Aprova a restauração da Constituição da Crimeia de 1992 e o Estatuto da Crimeia como parte da Ucrânia?” – é considerado ilegal pelas novas autoridades de Kiev e pela maioria da comunidade internacional. Só Moscou defende que se trata de uma consulta “legítima”.

As autoridades autônomas da Crimeia convocaram o referendo de domingo na sequência da deposição do presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Ianukóvitch, em fevereiro, após três meses de violentos protestos em Kiev, liderados pelas forças da oposição.

Depois da queda de Ianukóvitch, forças apoiadas pela Rússia assumiram o controle da península do Sul da Ucrânia, transformada no foco do mais grave conflito entre Leste e Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

Seis décadas após a decisão unilateral do então dirigente soviético Nikita Khrushchev, de anexar essa região tradicionalmente russa à Ucrânia, as respostas às duas questões colocadas aos eleitores da Crimeia no referendo poderão definir por muito tempo as relações entre a Rússia e o Ocidente.

Em um território habitado majoritariamente por 58,32% de russos, 24,32% de ucranianos (ambos de religião ortodoxa) e 12,1% de tártaros da Crimeia (muçulmanos), previa-se que o desfecho da consulta não fosse surpreendente, depois de uma sondagem recente ter previsto um “sim” esmagador à união com a Rússia.

(Agência Brasil)

Com fim de referendo na Crimeia, UE e EUA dizem que não reconhecerão resultado

Terminaram na tarde deste domingo (16) as votações do referendo na Crimeia, ao Sul da Ucrânia, no qual os eleitores da região responderam se aprovam a reunificação do território como membro da Federação da Rússia e se aprovam a restauração da Constituição da Crimeia de 1992 e o estatuto do território como parte da Ucrânia. De acordo com o governo da região, o comparecimento às urnas superou os 70% previstos antes do início das votações.

Cerca de 1,5 milhão de eleitores puderam participar da consulta, que se iniciou às 8h (3h em Brasília) e se encerrou às 20h (15h em Brasília) em 1,2 mil locais de votação. A crise diplomática envolvendo a península com 2 milhões de habitantes é considerada a mais grave da região desde o fim da Guerra Fria, no início da década de 1990. Entre os habitantes da Crimeia, 58,32% são russos, 24,32% são ucranianos e 12,1% tártaros da própria península, o que indica um favoritismo à vitória da reunificação à Rússia.

Os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, reforçaram neste domingo, em declaração conjunta, que os 28 países que compõem a União Europeia consideram que o referendo contraria a Constituição da Ucrânia e princípios do direito internacional. “O referendo é ilegal e ilegítimo e seu resultado não será reconhecido”, declararam Van Rompuy e Durão Barroso.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, também ressaltou neste domingo que os Estados Unidos não reconhecerão o resultado do referendo, o qual consideram ilegal. Ele também apelou à Rússia para que retire as forças militares da região e apoie as reformas constitucionais propostas pela Ucrânia.

(Agência Brasil)

Ministro diz que quase metade dos eleitores da Crimeia já foi às urnas

A Crimeia decide neste domingo (16), em referendo, se volta a submeter seu território, localizado ao Sul da Ucrânia, à Rússia. Por volta das 12h30 (7h30 em Brasília), o primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov, disse que quase metade dos cerca de 1,5 milhão de eleitores já havia ido às urnas.

As autoridades locais esperam que aproximadamente 70% dos eleitores participem da consulta. Há cerca de 1,2 mil locais para a votação, que se iniciou às 8h (3h em Brasília) e vai até as 20h (15h em Brasília). Pelas regras da Crimeia, o resultado será válido se a participação ultrapassar os 50%.

O referendo é reconhecido como legítimo apenas pela Rússia. Uma minoria tártara, que representa cerca de 12% da população da Crimeia, decidiu boicotar a consulta, que também é contestada pelo Ocidente, que ameaça sanções duras à Rússia a partir desta segunda-feira (17).

Na votação de hoje, os eleitores respondem a duas perguntas: se aprovam a reunificação da Crimeia como membro da Federação da Rússia e se aprovam a restauração da Constituição da Crimeia de 1992 e o estatuto do território como parte da Ucrânia.

A crise diplomática envolvendo a península com 2 milhões de habitantes é considerada a mais grave da região desde o fim da Guerra Fria, no início da década de 1990. Entre os habitantes da Crimeia, 58,32% são russos, 24,32% são ucranianos e 12,1% tártaros da própria península.

(Agência Brasil)

EUA: invasão russa do Sul da Ucrânia seria uma “escalada escandalosa”

A embaixadora dos Estados Unidos (EUA) nas Nações Unidas (ONU), Samantha Power, disse nesse sábado (15) que a invasão do Sul da Ucrânia por tropas russas, a confirmar-se, seria uma “escalada escandalosa”. Ela conversou sobre o assunto com jornalistas sobre o assunto neste sábado após a reunião do Conselho de Segurança da ONU.

A Ucrânia acusou a Rússia de ter invadido militarmente o seu território com 80 soldados, helicópteros e veículos blindados, em uma aldeia situada no outro lado da fronteira administrativa entre a Península da Crimeia e a Ucrânia continental. O ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros pediu “a retirada imediata” destas forças e ameaçou responder “com todos os meios para parar a invasão militar” russa.

“Devemos estudar” essas informações, disse a representante dos EUA, após a votação do Conselho de Segurança da ONU sobre uma proposta de resolução denunciando o referendo sobre o destino da Crimeia, previsto para domingo. A Rússia vetou esta resolução e a China absteve-se. “Se a Rússia ainda agravou o que fez na Crimeia atravessando a fronteira no Sul do país, será uma escalada escandalosa”, declarou a embaixadora.

Ela destacou que Washington considera que “a Rússia devia responder pelas suas ações” e poderia ser submetida “a um isolamento diplomático e econômico”, uma alusão à ameaça de sanções sugeridas pelos Estados Unidos, na crise ucraniana.

Perguntado sobre as informações provenientes de Kiev, o embaixador britânico, Mark Lyall Grant, demonstrou preocupação. “Se as informações forem exatas, seria uma escalada perigosa”, disse.

(Agência Brasil)

ONU alerta: Drogas movimentam US$ 320 bilhões por ano no mundo

“A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou hoje (14) que as drogas constituem ameaça internacional que movimenta, pelo menos, US$ 320 bilhões (cerca de R$ 756 bilhões) por ano e que o mercado se manteve estável nos últimos cinco anos.

“O tráfico de drogas é um negócio multimilionário que alimenta as redes criminais em um nível que ainda hoje não conseguimos perceber bem. As drogas ilegais geram cerca de US$ 320 bilhões anuais, e esse é um valor calculado por baixo”, informou nesta quinta-feira o secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson.

Está sendo aberta hoje a reunião da Comissão de Narcóticos das Nações Unidas, que reúne mais de 120 países para debater o problema mundial das drogas. Segundo Eliasson, o tráfico de drogas mina o primado da lei e gera corrupção, o que, por sua vez, tem impacto negativo sobre o desenvolvimento.”

(Agência Brasil com Agência Lusa)

Governo francês quer impor sanções contra a Rússia ainda nesta semana

“O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, disse hoje (11) que sanções contra a Rússia podem ser impostas ainda esta semana se Moscou não responder às propostas do Ocidente para resolver a crise na Ucrânia. “Nós enviamos, por intermédio de John Kerry [secretário de Estado norte-americano], uma proposta aos russos”, disse o chefe da diplomacia francesa à Rádio France-Inter, indicando que ainda não chegou uma resposta.

“Eles ainda não responderam. Se responderem afirmativamente, John Kerry irá a Moscou e, a essa altura, as sanções não serão imediatas. Se ele não responder ou responder negativamente, haverá uma série de sanções que poderão ser aplicadas durante esta semana”, acrescentou.

Nessa segunda-feira (10), o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, declarou que a Rússia rejeita o princípio do fato consumado que os ocidentais querem impor sobre a Ucrânia e vai apresentar propostas próprias para solucionar a crise.”

(Agência Brasil)

Dilma se reúne com Bachelet, que volta à Presidência do Chile

A presidenta Dilma Rousseff se encontra na manhã desta terça-feira (11) com a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, que assume novamente o governo. A reunião está marcada para as 9h40, horário local (uma hora a menos do que no Brasil), no Palácio Presidencial Cerro Castilho, que fica em Viña del Mar, cidade litorânea do Chile.

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera. A cerimônia ocorre no Congresso Nacional chileno, que fica em Valparaíso, próximo de Viña del Mar e a 120 quilômetros da capital, Santiago.

Tendo como principal desafio reformar o sistema educacional e a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet, Michelle Bachelet terá que negociar com outros partidos, além de sua coalizão, para cumprir as promessas.

Do ponto de vista internacional, a expectativa do governo brasileiro é que o novo mandato aproxime o Chile dos vizinhos sul-americanos. De acordo com o embaixador Américo Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Central e do Caribe, a expectativa do Brasil é aprofundar parcerias nas áreas de energia, educação, infraestrutura e direitos humanos.

Após a cerimônia de posse, os chefes de Estado retornam a Viña del Mar para cumprimentar Bachelet e participar de almoço oferecido pela chilena, marcado para as 14h. Dilma ainda participa de fotografia oficial com os demais chefes de Estado e de governo, no Palácio Presidencial Cerro Castilho, de onde se desloca para embarcar de volta ao Brasil. Ela tem chegada prevista para o fim da noite.

A presidenta volta, mas o chanceler Luiz Alberto Figueiredo fica no Chile para discutir, quarta-feira (12), a situação da Venezuela com ministros das Relações Exteriores de países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

(Agência Brasil)

Decisão da OEA de não convocar reunião repercute de forma positiva

A decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA), de não convocar uma reunião de chanceleres e não enviar uma missão observadora à Venezuela, para discutir a situação de protestos continuados em algumas regiões, foi comemorada pelo governo venezuelano e repercutiu de forma positiva na imprensa local, sobretudo nos meios de comunicação ligados ao governo.

Vinte e nove países, incluindo o Brasil, votaram contra uma interferência, e somente o Canadá, os Estados Unidos e o Panamá solicitaram à OEA uma ação no país.

O embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, considerou a decisão como “histórica” pelo fato de o organismo ter optado pela não ingerência. O governo venezuelano reiterou, em diversas ocasiões, que é contra a ação da OEA na mediação ou observação dos prolongados conflitos que deixaram ao menos 22 mortos e mais de 260 feridos em três semanas de manifestações, bloqueios de vias e atentados ao patrimônio público.

“A resolução que votamos será conhecida nos próximos dias e fala de solidariedade, que é uma palavra bonita e histórica, porque a OEA está se afastando de decisões anteriores”, comentou Chaderton, referindo-se à críticas anteriores que a Venezuela lançava contra o organismo, por considerá-lo mais alinhado aos interesses dos Estados Unidos que aos latino-americanos.

(Agência Brasil)

Cantora francesa é atração no Teatro do Dragão

natalie
A Aliança Francesa Fortaleza e a Embaixada da França no Brasil promoverão, no próximo dia 14, às 19 horas, o show Paris-Bukarest. O espetáculo ocorrerá no teatro do Centro Dragão do Mar tendo à frente a cantora francesa Nathalie Joly interpretando músicas do repertório da romena Maria Tanase (1913-1963), conhecida como a “Edith Piaf romena” nos anos 1930 e 1940.
Nathalie Joly, que canta em espetáculos de sua própria companhia, como Je sais que tu es dans La salle, sobre Yvonne Printemps e Sacha Guitry; J’attends un navire: Cabaret de l’exil, baseada na obra de Kurt Weill, e Cafés cantantes, com composições de Maurice Durozier, diretor de Paris-Bukarest, será acompanhada por Thierry Roques no acordeom.
DETALHE – Entrada franca.

Bebê pode ter sido curada de Aids

“Uma menina nascida com o vírus da aids mantém-se sem sinais da infeção 11 meses depois de ter sido submetida a tratamento com antirretrovirais. É o segundo caso conhecido no mundo, segundo as agências de notícias internacionais. Nascida no subúrbio de Los Angeles, nos Estados Unidos, em abril do ano passado, a menina recebeu tratamento com antirretrovirais quatro horas depois de ter nascido. Quase um ano depois, não tem sinais da infecção e os médicos estão otimistas, apesar de não afastarem a possibilidade de o HIV voltar ou estar oculto nos tecidos, dizem as agências.

Trata-se do segundo caso idêntico no mundo, depois de, no ano passado, ter sido anunciado que um bebê norte-americano recebeu tratamento nas primeiras horas de vida. Agora com 3 anos, a menina parece estar livre do vírus. O caso mais recente, apresentado hoje (6) durante uma conferência científica em Boston, é recebido pelos médicos com otimismo, sobretudo pela rapidez do desaparecimento do vírus. “O que é mais notável em relação a este bebê é a rapidez com que o vírus desapareceu, os testes de DNA estavam negativos quando tinha seis dias e continuaram negativos despois”, disse Yvonne Bryson, professora de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia.”

(Agência Lusa)

Hugo Chávez – Primeiro aniversário de morte terá programação especial na Venzuela

hugo chávez

“O governo venezuelano preparou extensa programação em homenagem ao presidente Hugo Chávez, que morreu há um ano. Durante dez dias serão promovidas atividades em diferentes regiões do país. Na capital, haverá desfile civico-militar de manhã, e à tarde, uma cerimônia no Quartel da Montanha (onde está o túmulo de Chávez). À noite, o destaque será o lançamento do filme Mi Amigo Hugo, do diretor Oliver Stone, na TV Multiestatal Telesur.

Também estão programadas atividades em Barinas, estado natal de Hugo Chávez, governado pelo irmão dele, Adán Chávez. Os estados de Bolívar, Aragua, Yarucuy e Portuguesa também terão atividades.

Segundo o governo venezuelano, o desfile cívico-militar em Los Proceres, a oeste de Caracas, será o grande marco da celebração. “Teremos eventos nacionais e internacionais. E o nosso povo continuará a demonstrar que Chávez vive e a pátria continua, hoje mais que nunca, com a revolução, vencendo dificuldades e crescendo”, disse o presidente Nicolás Maduro.”

(Agência Brasil)

Fortaleza receberá Prêmio Nobel de Química durante Simpósio de Biotecnologia

Prêmio Nobel de Química de 2002, o professor Aaron Ciechanover, confirmou presença no XVI Simpósio Internacional de Biotecnologia.

O simpósio, que deverá ser o maior já realizado, ocorrerá de 14 a 19 de setembro próximo, no Centro de Eventos.

O coordenador científico do evento, professor Osvaldo Carioca (UFC), informa que estão sendo aguardados cientistas de mais de 10 países.

Conselho de Segurança da ONU debate situação na Ucrânia

A situação na Ucrânia continua a evoluir rapidamente, com a Rússia deslocando mais tropas para a região enquanto as manifestações continuam em algumas partes do país. Foi o que relatou o secretário-geral assistente das Nações Unidas (ONU) para Assuntos Políticos, Oscar Fernandez-Taranco, no Conselho de Segurança, que se reuniu novamente para discutir a crise ucraniana. Taranco disse que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, continua envolvido com a situação na Ucrânia.

“Desde a exposição feita pelo secretário-geral adjunto a este conselho, no dia 1º de março, a situação na Ucrânia continuou a evoluir rapidamente. Entendemos que há uma contínua evolução das tropas russas na Crimeia e um número de bases militares da Ucrânia foi cercado pelas tropas russas. Além disso, a situação no Leste da Ucrânia continua instável, com relatos de manifestações em algumas cidades, bem como as tentativas dos grupos locais para assumir o controle de alguns prédios oficiais”, disse Taranco.

Taranco disse ao Conselho de Segurança que o secretário-geral da ONU ressaltou a extrema importância de restabelecer a calma para amenizar as tensões imediatamente através do diálogo. Ele disse que o secretário-geral substituto, Jan Eliasson, chegou à Ucrânia nessa segunda-feira (3) e irá informar o secretário-geral sobre os próximos passos que a ONU poderá tomar para apoiar a melhoria da situação na Ucrânia.

(Agência Brasil)

Ucrânia: Obama diz que Rússia violou direito internacional

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O presidente norte-americano, Barack Obama, advertiu nessa segunda-feira (3) que grande parte do mundo considera que a Rússia violou o direito internacional ao intervir na Ucrânia. Obama disse que Moscou tinha se colocado “do lado errado da História” ao mobilizar forças militares dentro da Ucrânia, depois de o presidente pró-russo, Viktor Ianukóvitch, ter sido deposto na sequência de uma revolta popular.

“Penso que o mundo está, em grande parte, unido no reconhecimento de que os passos dados pela Rússia constituem uma violação da soberania ucraniana e uma violação do direito internacional”, sustentou.

O novo governo pró-ocidente da Ucrânia acusou a Rússia de ter planejado uma invasão, ao deslocar tropas para solo ucraniano, na península da Crimeia. Moscou argumenta que poderá ser forçada a atuar para proteger os russos e russófonos na Ucrânia do caos surgido após a revolta popular contra Ianukóvitch. As potências ocidentais consideram adotar sanções para punir a Rússia pela intervenção.

“Se de fato os russos continuarem na atual trajetória, estamos analisando uma série de medidas – econômicas e diplomáticas – que isolarão a Rússia”, disse o chefe de Estado norte-americano às autoridades russas.

A Rússia enviou, nas últimas horas, tropas para a República Autônoma da Crimeia, região no Sul da Ucrânia de maioria pró-Rússia e estratégica para Moscou, que tem ali a base da sua frota no Mar Negro. A decisão foi tomada em nome da proteção dos cidadãos e soldados russos, depois de o governo autônomo ter rejeitado o novo governo da Ucrânia, formado pelos três principais partidos de oposição ao presidente Viktor Ianukóvitch, atualmente exilado.

(Agência Brasil)

Papa pede diálogo entre governo e oposição na Ucrânia

O papa Francisco pediu aos fieis neste domingo (2) que rezem pela situação na Ucrânia. Ele apelou à comunidade internacional para fazer tudo o que estiver ao seu alcance para “favorecer o diálogo entre as partes” que se opõem. “A Ucrânia vive uma situação delicada. Espero que todas as partes atuem para ultrapassar mal-entendidos e construir juntas o futuro da nação”, disse.

“Peço à comunidade internacional para apoiar cada iniciativa de diálogo e entendimento”, acrescentou, durante a oração dominical do Angelus.

Esta não foi a primeira vez que o papa Francisco mencionou a situação da Ucrânia, onde os protestos contra o governo de Viktor Yanukóvitch começaram no fim de novembro.

A Câmara Alta do Parlamento russo aprovou nesse sábado, por unanimidade, um pedido do presidente Vladimir Putin para autorizar “recurso às Forças Armadas russas no território da Ucrânia”.