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Quando a República das Bananas alimenta o inimigo

Em artigo no O POVO deste sábado (23), o Doutor em Informática e membro do Conselho O POVO de Educação, Mauro Oliveira, alerta que o Brasil precisa de políticas de inovação capazes de impedir a fuga de talentos para o exterior. Confira:

O transistor impactou o século passado, do radinho transistorizado (mais popular que Biotônico Fontoura) às estações espaciais. Com ele, a internet/web do genial Tim Berners-Lee promoveu qualquer beradeiro com um celular no coldre a Zé Doidinho nas redes sociais (ou não parece bizarro terráqueos andando cabisbaixos no maior papo com suas rapaduras eletrônicas?).

Inteligência Artificial (IA) é a bola da vez. Ela já está em todas: nas propagandas que nos chegam “coincidentemente” na tela, no reconhecimento de voz, nas plataformas ditas cognitivas (Watson da IBM, por ex.), nos diagnósticos de “whisk and bowl” (escambáu, em cearensês) a partir de Big Datas. Estamos na era dos Jetsons (ou será dos Flintstones?).

Elon Musk, o cara que venceu a NASA, considera a “IA mais perigosa do que a Coreia do Norte”. Embora haja uma certa lombra na ilação de Mr. Musk, ela serve de alerta para o perigo do açambarcamento da IA por oligopólios digitais: Google, Facebook, Amazon, etc. Os recentes escândalos das Fake News, dos robôs russos nas eleições americanas e na votação do Brexit no Reino Unido provam nossa vulnerabilidade. Ou você acha que o nosso próximo presidente não terá o voto da mão invisível do mercado … russo?

As gigantes da internet contam ainda com a colaboração inocente-útil de países como o Brasil. Dou um exemplo: lembro bem, nos anos 80, a Microsoft levando para os EUA a reca de mestrandos em IA da UFC. Enquanto a mídia comemorava, eu me sentia um Mozart abraçado por Salieri: imaginava nossos queridos “nerds” fortalecendo as heroicas empresas locais de TIC. Que nada: mais “bananas” para quem nos vende tecnologia a preço de ouro!

A fuga de cérebros não parou! Os grandões digitais não perdoam: compram! Nosso país, craque em “doar” cérebros, precisa de políticas de inovação capazes de manter nossos talentos na terra e bons exemplos não faltam: o Porto Digital no Recife que concilia política pública e mística institucional, o extraordinário programa Embrapii nos Institutos Federais, o estímulo à interiorização da pesquisa da Funcap, etc.

Necessitamos mais, muito mais, para nos tornarmos uma República do Conhecimento e pararmos essa mania de alimentar o colonizador!

Camilo, a política e a mídia

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (23):

A transmissão ao vivo que o governador Camilo Santana (PT) faz, todas as terças-feiras, via página no Facebook, quando conversa com os internautas, virou uma das marcas do seu governo.

Buscando demonstrar abertura para o diálogo, Camilo até que se expõe ouvindo críticas, sugestões, perguntas e elogios e isso num momento em que a classe política está tão desgastada.

Bem, a ideia, tocada por ele há quase dois anos, virou modelo para outros governadores, como o da Bahia, que aqui esteve conhecendo a experiência, e por vários políticos cearenses, entre eles o prefeito Roberto Cláudio, o deputado Capitão Wagner e agora o seu virtual adversário, o pré-candidato tucano General Theophilo.

Somente no último bate-papo de Camilo, foram mais de 13 mil mensagens — uma média de quase 220 mensagens por minuto. Camilo aproveita o momento para prestar contas do que fez e anunciar outras ações.

Fux defende combate “incisivo” às fake news

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, defendeu nesta quinta-feira (21) que a Justiça Eleitoral deve combater de maneira “incisiva” as chamadas notícias falsas, também conhecidas como fake news, pelo termo em inglês popularizado em outros países. A manifestação foi feita em seminário promovido pela corte sobre o tema, em Brasília.

“Por que fiscais podem tirar propagandas infamantes do meio da rua e nós não vamos combater as fake news? Entre a mentira e a verdade, há de prevalecer a verdade, ainda que custe um pouco mais caro. Ninguém tem liberdade de expressão para publicar notícia falsa que cause dano irreparável a uma candidatura”, sustentou Fux.

O magistrado disse que uma eleição pode ser questionada em seu conjunto, em caso de influência decisiva deste tipo de conteúdo. “Pode, inclusive, ter anulação da eleição se ela foi objeto de massificação de fake news”, afirmou. Segundo Fux, há previsão legal dessa possibilidade no Código Eleitoral.

“Isso demanda um acervo probatório. Quem entender que a eleição deve ser anulada com base neste dispositivo deve procurar a Justiça. Depois disso, vai ter a fase probatória, o Ministério Público Eleitoral vai se manifestar. Cada parte vai trazer a sua verdade e o juiz vai decidir ao final”.

O presidente do TSE apresentou as medidas propostas pelo Tribunal em relação ao tema. Uma das iniciativas seria a celebração de acordo com partidos políticos para que as legendas se comprometam a não difundir notícias falsas. Acordo semelhante foi feito com profissionais do marketing eleitoral. O tribunal também montou grupos de parceria com órgãos públicos de segurança como a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência e o Exército para combater a prática.

Outra sugestão é fazer acordo com plataformas digitais como Facebook, Google e Twitter. Segundo o magistrado, as dúvidas giram em torno da retirada de conteúdos, se isso dependeria ou ou não de ordem judicial.

(Agência Brasil)

Ministério Público do Ceará investe na modernização tecnológica

Diretores da Softplan e Plácido Rios.

O procurador-geral de Justiça, Plácido Rios, assinou, nesta terça-feira, com a empresa Softplan, em Florianópolis (SC), contrato para a implantação do Sistema de Automação da Justiça (SAJ) no Ministério Público do Ceará. O SAJ faz a gestão de processos judiciais e extrajudiciais do Ministério Público.

A assinatura ocorreu durante encontro de representantes do MPCE com a cúpula dessa empresa. O grupo conheceu as instalações, a infraestrutura para o desenvolvimento do sistema e os times responsáveis pela performance do SAJ. Os primeiros passos da transformação digital no Ministério Público do Ceará já estão definidos com o cronograma de ações. Os trabalhos iniciam imediatamente com a configuração da infraestrutura do MP e com o levantamento de dados. O planejamento é que o SAJ esteja em todas as promotorias e procuradorias de Justiça até dezembro de 2019.

“O SAJMP fará um recorte na história do nosso MP, que existe para ajudar a sociedade. Precisamos de agilidade na distribuição de Justiça. Até então, usávamos sistemas ultrapassados que impediam uma prestação de serviços mais assertiva. Certamente, a adoção do processo digital, com o auxílio de um sistema robusto, será fundamental para que tenhamos uma mudança de cultura e uma qualidade maior em nossas atividades”, acentua o procurador-geral do MP do Ceará.

Copa da Rússia – Salmito é vítima de fake news

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), foi vítima neste domingo (17) de fake news (notícias falsas), quando foi divulgado nas redes sociais que o parlamentar estaria na Copa da Rússia, diante do mau uso do dinheiro público, inclusive tendo financiado a viagem de outras pessoas.

Enquanto a falsa informação se propagava por diversos grupos no WhatsApp, Salmito se encontrava na igreja Jesus, Maria e José, no bairro Vila União, participando de missa em Ação de Graças pelo aniversário do vereador Benigno Júnior. Na noite do sábado (16), Salmito esteve nos bairros Bom Jardim e Parque Araxá, na companhia dos vereadores Dr. Porto e Michel Lins, respectivamente.

O presidente do Legislativo de Fortaleza não quis comentar a falsa divulgação, apenas lamentou que pessoas não checam a informação, tampouco confrontam os dados não verdadeiros com o trabalho sério das vítimas dos fake news.

Salmito disse ainda que irá procurar a Polícia Federal, formalmente e pessoalmente, para solicitar uma investigação que aponte o autor ou autores do crime contra a honra.

(Fotos: Facebook)

Aberto edital para financiar projetos em internet das coisas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações (MCTIC) lançaram edital para financiamento de projetos-piloto em internet das coisas (IoT), a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma pela internet. Serão destinados R$ 20 milhões a projetos em três áreas: Cidades Inteligentes, Ambiente Rural e Saúde.

Poderão concorrer instituições tecnológicas (IT) públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que tenham por missão institucional executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico, bem como instituições de apoio (IA), que são aquelas criadas com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico de interesse de instituições federais, estaduais ou municipais de ensino superior ou de instituições de pesquisa científica e tecnológica. Já instituições privadas com fins lucrativos podem participar como parceiros dos projetos, como ofertantes de tecnologia, demandantes por soluções, avaliadores ou co-financiadores.

O valor mínimo do apoio do BNDES a cada plano será de R$ 1 milhão. O banco poderá apoiar até 50% do valor total do projeto-piloto com recursos não reembolsáveis. Os projetos deverão ser apresentados até o dia 31 de agosto de 2018. A disponibilização de linha de financiamento para IoT estava prevista no estudo Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil, apoiado pelo banco e pelo MCTIC, que indica as áreas prioritárias para iniciativas e políticas públicas que visem ao desenvolvimento da internet das coisas no Brasil.

Na área de Cidades Inteligentes, de acordo com informações do BNDES, são esperados projetos com propostas de ações para políticas de mobilidade, segurança pública, eficiência energética e saneamento. Na Saúde, projetos que auxiliem na efetividade de pacientes com doenças crônicas, promoção e prevenção, além de ações que proporcionem melhorias na gestão em unidades de saúde. Para o ambiente rural, são aguardadas aplicações que ajudem a desenvolver uso eficiente de recursos naturais, insumos e maquinário e segurança sanitária e bem-estar animal.

Com o desenvolvimento da internet das coisas nas mais diversas áreas, o MCTIC tem a expectativa de que sejam aportados, no mínimo, US$ 5 bilhões à economia brasileira, até 2025. Um cálculo mais otimista eleva essa quantia para US$ 200 bilhões.

(Agência Brasil)

Brasil é país mais preocupado com notícias falsas, diz estudo global

O Brasil aparece como o país mais preocupado com as chamadas “notícias falsas” (fake news) em um estudo global que analisou a realidade de 37 nações. Dos entrevistados brasileiros, 85% manifestaram preocupação com a veracidade e a possibilidade de manipulação nas notícias lidas. A lista é seguida por Portugal (71%), Espanha (69%), Chile (66%) e Grécia (66%). Na opinião dos autores, a polarização política nesses países provocada por eleições, referendos e outros grandes processos de disputa na sociedade podem ter favorecido essa percepção.

Já os menos preocupados com a possibilidade de uma notícia não ser verdadeira ou contar algum tipo de desinformação são Holanda (30%), Dinamarca (36%), Suécia (36%), Alemanha (37%) e Áustria (38%). Os autores destacaram na análise que, diferentemente dos Estados Unidos, a Alemanha passou recentemente por eleições em que a disseminação de notícias falsas não apareceu como um problema grave.

Quando tomada a amostra de forma conjunta, a média geral das pessoas consultadas pelo levantamento preocupadas com a veracidade das informações lidas na Internet ficou em 54%.

O Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, uma das mais importantes pesquisas do mundo sobre o tema, foi divulgado nesta semana. O levantamento fez entrevistas para identificar hábitos de consumo da população em relação a veículos de mídia e produtos jornalísticos.

(Agência Brasil)

Rede social ainda é a mais utilizada para ler notícias

Nos últimos anos, as redes sociais se tornaram uma fonte importante de acesso a notícias. Contudo, esta tendência começa a mudar. A conclusão é do Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, um dos mais conceituados do mundo. O estudo, divulgado nesta semana, entrevistou milhares de pessoas em 37 países para entender os hábitos de consumo de jornalismo.

Segundo a pesquisa, o índice de pessoas que se informam pelas redes sociais caiu em diversos mercados importantes, como Estados Unidos (6%), Reino Unido e França. “Quase a totalidade disso se deve à diminuição da busca, publicação e compartilhamento de notícias do Facebook”, analisam os autores. Apesar disso, a rede social ainda é a mais utilizada para ler notícias (36%), seguida de Whatsapp (15%), Twitter (11%), FB Messenger (8%) e Instagram (6%).

Na comparação entre países, o Brasil ainda é o local pesquisado em que o Facebook tem maior popularidade como fonte de notícias (66%), seguido por Estados Unidos (45%), Reino Unido (39%) e França (36%).

Por outro lado, aplicativos de troca de mensagens, como Whatsapp, FB Messenger, Telegram e Skype, estão ganhando espaço como palco de troca de notícias. Entre os brasileiros entrevistados para a pesquisa, quase a metade (48%) afirmou usar o Whatsapp para acesso a conteúdo jornalístico. O país só fica atrás da Malásia, onde o índice foi de 54%. O percentual vem crescendo também em outros países, como Espanha (36%) e Turquia (30%).

Confiança

O estudo também mediu a confiança das pessoas no jornalismo. Do total de entrevistados, 44% manifestaram esse sentimento em relação ao noticiário que consomem. No caso daquelas fontes de informação acessadas mais regularmente, o índice subiu para 51%. O percentual é menor quando os conteúdos são vistos a partir de mecanismos de busca (34%), como Google, ou recebidos por redes sociais (23%), como Twitter.

No recorte por países, o Brasil aparece como o 3º onde a confiança é maior nos veículos jornalísticos (59%), ficando atrás apenas de Portugal (62%) e Finlândia (62%). No ranking, o Brasil é seguido por Holanda (59%), Canadá (58%), Dinamarca (56%) e Irlanda (54%).

(Com Agência Brasil)

Bolsonaro segue líder de influência nas redes sociais

A tentativa de Geraldo Alckmin (PSDB) de rivalizar com o também presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na internet é tarefa árdua. Pesquisa da FSB sobre a influência dos presidenciáveis nas redes, em maio, mostra que, enquanto o ex-capitão lidera o ranking no Facebook, o tucano aparece em 11º lugar.

Segundo informação da Folha de S.Paulo desta sexta-feira, no Twitter, a diferença entre ambos é um pouco menos, mas ainda significativa.

Bolsonaro permanece na primeira posição. Alckmin é o 5º mais influente, atrás de Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL), por exemplo.

Festival Vida & Arte terá encontro de blogueiros do mundo LGBTQ

O Encontro de Blogueiros, evento do O POVO que existe desde 2015, vai estar de volta em uma edição especial durante o III Festival Vida & Arte, que ocorrerá no período de 21 a 24 deste mês de junho, no Centro de Eventos. Mas o Encontro de Blogueiros acontecerá no dia 22, 17h30min. O EdB tratará sobre  tema “LGBTQ no Mundo do Entretenimento”.

Deidiane Piaf, que faz parte do Coletivo As Travestidas, irá conduzir o EdB que contará com presença de Caio Locci, ativista paulista com forte poder de engajamento no Twitter e figura conhecida no mundo digital; Hebert Castro, do Canal das Bee, um dos principais canais com conteúdo voltado para o público LGBTQ do Brasil; Rubens Rodrigues, blogueiro de cultura pop, responsável pelo blog Repórter Entre Linhas – em 2016 entrou para o time do Cinema às 8, ambos do O POVO Online; e Émerson Maranhão, jornalista, militante LGBTQ, repórter especial e editor de conteúdo Audiovisual do O POVO.

Esses cinco convidados debaterão o assunto com um público esperado de 400 pessoas, na Estação Demócrito Dummar, espaço localizado no Mezanino 1 do Centro de Eventos.

DETALHE – Deidiane Piaf/Denis Lacerda faz parte do Coletivo As Travestidas. Ele já participou (e ganhou) de concursos como Prêmio Multishow de Humor, além de filmes como “O Shaolin do Sertão”, “Treme Treme” e curtas, como o “Transophia”.

Facebook veiculará programas jornalísticos em serviço de vídeo

O Facebook anunciou nesta semana que vai passar a veicular programas jornalísticos de algumas emissoras no seu serviço de vídeo chamado Watch (assista, em inglês). Os noticiários serão produzidos exclusivamente para o Facebook por emissoras importantes nos Estados Unidos, como ABC, CNN e Univision.

O serviço de vídeos foi lançado em outubro de 2017 como uma estratégia da empresa de entrar no mercado de vídeo online, já que o principal concorrente da plataforma, a Google, é líder neste segmento com o YouTube. O foco é a veiculação de séries e outros programas na forma de capítulos. O serviço ainda não está disponível no Brasil.

Vão ser disponibilizados no canal de vídeos os programas Anderson Cooper Full Circle, da CNN, Fox News Update, da Fox, On Location, da ABC, e uma revista audiovisual voltada ao público hispânico. Os conteúdos serão exclusivos e direcionados para a audiência da plataforma.

Diretores do Facebook disseram em entrevistas a veículos especializados que a iniciativa é uma forma de promover conteúdos de qualidade e de referência para os usuários, uma forma também de responder às críticas sobre o papel da plataforma na divulgação das chamadas notícias falsas (fake news).

O anúncio é um marco importante. Até agora, a despeito das diversas funcionalidades que oferece, o Facebook é uma rede social que serve de espaço para a circulação de textos, imagens e vídeos de terceiros. Com essa iniciativa, mesmo que ainda em parceria, passa a ser promotora de conteúdos próprios, tornando-se também uma empresa de mídia.

Na avaliação do pesquisador do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro João Carlos Caribé, a iniciativa dará mais poder à plataforma, que já tem mais de 2 bilhões de usuários, e pode ter efeitos importantes sobre o debate público.

“O Facebook faz um movimento de trazer para dentro de si cada vez mais tipos de serviços, agora a produção noticiosa. Como a companhia tem acesso a dados dos usuários, isso pode ser usado para a elaboração de notícias e personalizar os conteúdos, o que pode estimular as chamadas bolhas ideológicas”, disse.

(Agência Brasil)

Aluna da UFC entre selecionados para conferência da Apple

Débora Moura, aluna do quinto semestre do Curso de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará, foi uma das 350 selecionadas em todo o mundo para participar como bolsista da Apple Worldwide Developers Conference (WWDC). O evento, segundo a assessoria de imprensa da UFC, é destinado a desenvolvedores de software organizado pela empresa de tecnologia Apple. A conferência ocorre desde a última segunda-feira em San Jose, nos Estados Unidos, e se encerra ainda nesta sexta-feira.

Para garantir a bolsa, a estudante precisou desenvolver, em duas semanas, um aplicativo que foi submetido à avaliação da Apple.

“O app mostra um pouco mais sobre mandalas, que são uma ótima maneira de aliviar o estresse e representar graficamente personalidades complexas. A intenção dele é propiciar uma experiência agradável ao usuário e incentivá-lo a trazer para a rotina diária pequenas atividades que possam melhorar sua saúde mental e física”, explica. O aplicativo foi desenvolvido para a plataforma Swift Playgroundbook em iPads (https://bit.ly/2JtX6PI).

Além de Débora, a estudante Karina Paula, do oitavo semestre do Curso de Sistemas e Mídias Digitais da UFC, e Davi Cabral, egresso do mesmo curso, também estão no evento como participantes.

A WWDC é um evento anual organizado pela Apple para desenvolvedores. Durante uma semana, são oferecidas palestras e apresentadas as principais novidades da empresa, como novas versões do sistema operacional da Apple e atualizações para celulares e iPads.

(Foto – UFC)

Pela primeira vez, TSE manda retirar fake news da internet

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sérgio Banhos, determinou nessa quinta-feira (7) que o Facebook retire ao ar um perfil anônimo que divulgava fatos inverídicos sobre a ex-senadora e pré-candidata à Presidência da República Marina Silva. Com a decisão, a empresa terá 48 horas para remover o conteúdo, além de fornecer os dados dos administradores do conteúdo.

A decisão do ministro foi tomada a partir de uma ação do partido Rede Sustentabilidade. A legenda alegou que foram publicados cinco textos que associavam Marina Silva a atos de corrupção.

Segundo o partido, a ex-senadora não é investigada em nenhum processo em andamento na Justiça.

Ao decidir sobre a questão, o ministro afirmou que, embora a Constituição garanta a liberdade de expressão, a proteção não se estende a casos de manifestação anônima.

“Devemos estar dispostos e engajados em fazer destas eleições uma disputa leal, com incondicional respeito às regras do certame eleitoral, demonstrando fidelidade às instituições e ao regime democrático”, entendeu o ministro.

(Agência Brasil)

Mais 24 cidades do Ceará terão wi-fi gratuito

Vinte e quatro cidades do Ceará devem ter wi-fi gratuito nas praças nos próximos anos, além de Fortaleza. A expectativa é que o projeto da Mob Telecom em parceria com as prefeituras já comece a ser implantado em seis municípios (Sobral, Juazeiro do Norte, Quixadá, Iguatu, Mombaça e Piquet Carneiro) ainda neste ano. A lista com todos os municípios não foi divulgada.

“Em Fortaleza, dez praças já receberam o serviço. Ao todo, serão 100. Temos até julho de 2020 para finalizar o projeto, mas queremos terminar em julho do próximo ano”, disse o CEO da Mob Telecom, Salim Bayde. Ele participa do encontro nacional da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), que termina hoje em São Paulo.

Assim como ocorre na Praia de Iracema e em praças de Fortaleza, equipamentos de transmissão da rede de fibra ótica da companhia possibilitarão ao usuário trafegar com velocidade de até 72 megas. Para ter acesso, bastará fazer login social acessando uma conta do Google ou Facebook.

A Mob Telecom também está ampliando a rede banda larga nos municípios cearenses com até 50 mil habitantes e baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e Produto Interno Bruto (PIB). O serviço será lançado em julho em Piquet Carneiro, Baturité, Acopiara, Campos Sales, Orós e Quixelô. “Vamos levar uma internet bem mais barata e de alta qualidade, ajudando no desenvolvimento social e econômico desses municípios”, diz o gerente-executivo da companhia, Glauber Luna.

(O POVO – Repórter Raone Saraiva, que viajou a convite da Abrint)

Grupo que controla marcas como iFood é multado em R$ 1 milhão por questões trabalhistas

A Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo (SRT-SP) autuou a Rapiddo, empresa do Grupo Movile, holding que controla marcas como iFood e Spoonrocket, e que utiliza plataformas tecnológicas de serviços sob demanda via aplicativos de smartphones. A mesma tecnologia e modelo de negócios é utilizada, por exemplo, nos aplicativos de serviços de transportes de passageiros. Após as investigações, auditores-fiscais do trabalho expediram 14 autuações e duas notificações. A informação é do site do Ministério do Trabalho.

Entre as irregularidades estão a falta de registro na carteira profissional dos motociclistas e recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Somados, os valores de multa e FGTS podem chegar a R$ 1 milhão. Os auditores consideraram o comportamento da empresa durante um ano e uma amostragem de 675 trabalhadores.

A empresa foi notificada e tem até o dia 19 de junho para regularizar a situação dos motociclistas, sob pena de nova autuação. O auditor-fiscal Sérgio Aoki explica que a empresa ocultava a relação de emprego com os motoboys ao defender que se tratava de um aplicativo de smartphone para facilitar a captação de clientes.

Pesquisa aponta que Facebook perde usuários para YouTube nos EUA

O Facebook perdeu a preferência entre jovens, sendo ultrapassado por YouTube, Instagram e Snapchat. A conclusão é de uma pesquisa divulgada pelo Centro de Pesquisas em Internet e Sociedade Pew Research Center, grupo de investigação sediado nos Estados Unidos e famoso internacionalmente.

O levantamento ouviu 743 adolescentes entre 13 e 17 aos e mais de mil pais norte-americanos entre março de abril. Os dadoss são uma indicação mas não refletem a situação de outros países do mundo, muitos com índices de acesso à internet e a redes sociais diferentes dos EUA.

De acordo com o estudo, o YouTube é a plataforma mais popular, usada por 85% dos entrevistados. Em seguida, estão Instagram (72%), Snapchat (69%), Facebook (51%) e Twitter (32%). Entre aqueles que usam frequentemente, o Snapchat assume a liderança (35%), seguido pelo YouTube (32%), Instagram (15%) e Facebook (10%).

Na edição anterior da pesquisa, realizada em 2015, o Facebook foi a plataforma preferida dos adolescentes, sendo acessada por 71% dos entrevistados. Na sequência, Instagram (52%), Snapchat (41%) e Twitter (32%). Nessa rodada, o YouTube não era considerado nas entrevistas com meninos e meninas.

No recorte por renda, o Facebook ganha popularidade entre os menos abastados. Do total de entrevistados, o Facebook faz parte do dia a dia de 70% daqueles com renda anual por lar abaixo de US$ 30 mil. Entre aqueles com receita total da família acima de US$ 75 mil, o índice cai para 36%.

Na distribuição por gênero, o Snapchat foi mais popular entre meninas (42%) do que entre meninos (29%). Já o YouTube teve mais registros entre rapazes (39%) do que moças (25%).

Quanto ao efeito das redes sociais, a divisão é equilibrada. Dos participantes do levantamento, 31% as classificaram como positiva, 24% como negativa e 45% tiveram uma postura mais neutra, comentando que não veem impactos predominantes, benéficos ou prejudiciais.

Entre os que avaliam positivamente a presença das redes sociais, a maior contribuição seria viabilizar a conexão com amigos e com membros da família (40%), seguida pela facilidade na busca de informações (16%) e a interação com pessoas com interesses semelhantes (15%).

Os mais pessimistas sobre essas plataformas indicam como principais problemas o bullying e a difusão de rumores (27%), relacionamentos prejudiciais e a falta de contato humano (17%) e a produção não realista de imagem das pessoas sobre suas vidas (15%).

O levantamento também procurou entender os hábitos online dos adolescentes. Entre os entrevistados, 95% disseram possuir um smartphone e quase metade (45%) afirmou estar conectado praticamente durante todo o tempo.

(Agência Brasil)

Promotores querem investigar venda de informações de contribuintes

A Comissão de Proteção de Dados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) enviou ao Ministério Público Federal (MPF) informações sobre possível venda de CPFs e outros dados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública vinculada ao governo federal. No documento, o MPDFT pede ao MPF que apure e avalie se há ilegalidades no caso.

Desde o início do ano o MPDFT investiga o site Consulta Pública, que disponibiliza informações pessoais de brasileiros. A suspeita é que ele estaria usando dados da base de órgãos da Administração Pública Federal, como o Serpro. O domínio do site foi congelado por ação dos promotores.

Entre as informações oferecidas por determinadas quantias estariam nome completo, inscrição no CPF, data de nascimento, sexo, título de eleitor, nome da mãe, endereço completo e situação da inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas. Esses dados eram retirados da base da Receita Federal.

Segundo comunicado divulgado pelo MPDFT, a Comissão de Proteção de Dados da instituição teria encontrado evidências da comercialização de CPFs, “inclusive com descrição de valores referentes à venda dos dados para a própria administração pública direta e indireta”.

A equipe teria obtido uma proposta comercial do Serpro para comercializar os cadastros pessoais com outro órgão da Administração Pública, como a Controladoria-Geral da União, o Conselho da Justiça Federal e o Conselho Nacional de Justiça, em contratos que somam mais de R$ 1,3 milhão. Os promotores questionaram a empresa, que se recusou a responder às perguntas.

“Trata-se de um negócio milionário no qual os dados armazenados e geridos pela própria administração pública são vendidos para a mesma administração pública”, afirmou o promotor Frederico Ceroy.

Por meio de nota, o Serpro repudiou o que chamou de “a distorção que vem sendo feita a respeito de sua atuação na prestação de serviços ao governo e à sociedade”. A empresa acrescentou que nunca contratou ou repassou informações ao site Consulta Pública, bem como não disponibilizou dados básicos de brasileiros “em qualquer ambiente”.

Em relação ao repasse a outros órgãos públicos, o Serpro argumentou que o processo não é irregular.

“O que é chamado ‘venda de informações’ é, na verdade, um procedimento legal e legítimo amparado por lei de disponibilização, previamente autorizada, de dados e informações já públicos, pertencentes aos órgãos e entidades da administração, procedimento que, em nenhuma medida, atenta contra o sigilo de dados do cidadão”, concluiu o comunicado.

(Agência Brasil)

Vereadora do PRTB fatura prestigio entre caminhoneiros

Ela é campeã da audiência nas redes sociais.

Trata-se da vereadora Priscila Costa (PRTB), uma das jovens parlamentares cearenses que melhor utiliza as redes sociais. A sua recente transmissão ao vivo, via Facebook, da greve dos caminhoneiros, obteve 81 mil visualizações e 1.355 compartilhamentos. Ele mostrou-se desenvolta e exerceu sua verve de jornalista em meio aos grevistas às margens da BR-116.

“Os problemas do caminhoneiros também são nossos problemas”, explicou, enquanto conversava com dezenas de motoristas que lutavam pela redução do preço do óleo diesel.

“Nosso papel não é representar a opinião da Rede Globo, nem a opinião dos “especialistas”. Nosso papel é ouvir a voz de quem acorda cedo e carrega o Brasil!”, afirmou, ao vivo, a vereadora Priscila.

Entidades de economia digital criam associação para debater a Lei de Proteção de Dados

A Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) se uniu com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCcomm) e a Associação Brasileira Online to Offline (O2O) para formar um grupo de discussão sobre a proposta de lei de proteção de dados que tramita no Senado e o seu impacto na economia digital. A ideia é agregar nesse debate representantes de outras associações e entidades que se sentem impactadas pela futura lei para discutir o assunto, propor mudanças e melhorias e, em seguida, fazer o intermédio com o governo por meio de um projeto com as ideias concordadas no grupo.

“Buscamos um texto de projeto de lei mais claro e menos subjetivo, sobretudo o que trata a questão do legítimo interesse. O debate é importante para garantir que o consumidor não tenha seus dados privados expostos ou mal usados, mas também não freie a evolução e inovação na economia digital, que necessitam dessas informações para investir em inovação”, afirma o advogado Márcio Cots, especialista em negócios digitais, diretor jurídico do Abinc e sócio da Cots Advogados, que vai mediar o projeto.

Depois do escândalo envolvendo o uso indevido de dados de 87 milhões de usuários do Facebook, incluindo os de alguns brasileiros, as discussões sobre proteção de dados se intensificaram e viraram uma das prioridades do governo. A lei em pauta defende que a coleta, tratamento e armazenamento de informações de usuários sejam feitas com a total aprovação dos mesmos. O conteúdo dessas normas a serem discutidas, no entanto, estão levantando uma série de questões que impactam diretamente no processo produtivo do setor privado, sobretudo às empresas que dependem dos dados de usuários para criar inovações e melhorar os serviços oferecidos à sociedade.

Sobre a ABINC

A ABINC foi fundada em dezembro de 2015 como uma organização sem fins lucrativos, por executivos e empreendedores do mercado de TI e Telecom. A ideia nasceu da necessidade de se criar uma entidade que fosse legítima e representativa, de âmbito nacional, e que nos permitisse atuar em todas as frentes do setor de Internet das Coisas. Tem como objetivo incentivar a troca de informações e fomentar a atividade comercial entre associados; promover atividade de pesquisa e desenvolvimento; atuar junto às autoridades governamentais envolvidas no âmbito da Internet das Coisas e representar e fazer as parcerias internacionais com entidades do setor.