Blog do Eliomar

Categorias para Internet

Polícia do Ceará: mais de 5 mil já sofreram golpes por aplicativo

Se alguém recebe uma mensagem de WhatsApp de um irmão ou amigo pedindo a transferência de dinheiro para uma situação urgente, é possível que a transação seja efetivada rapidamente, ali mesmo pelo internet banking no celular. No entanto, esse tipo de mensagem pode ser um golpe, com a clonagem do número da pessoa.

Essa nova forma de crime está sendo investigada pela Célula de Inteligência Cibernética do Departamento da Polícia Civil do Ceará, que estima que mais de 5 mil pessoas em todo o Brasil tenham sido vítimas dos criminosos. Isso porque o grupo age em vários estados. Alguns suspeitos já foram identificados, incluindo um dos chefes.

No Ceará, 50 casos foram notificados à Polícia Civil por meio de boletim de ocorrência. Um desses casos é o da jornalista Giselle Soares. “Eu estava olhando o celular com menos frequência, porque uma tia e meus primos estavam passando férias aqui. Um dia, estava na casa da minha mãe e um amigo ligou para lá. Achei estranho porque não moro mais com minha mãe. Ele me explicou que alguém se passando por mim havia pedido a transferência de um valor. Quando olhei meu celular, percebi que estava sem sinal e que o WhatsApp não estava funcionando.”

Isso aconteceu porque a operação de clonagem consiste na compra de um chip e na solicitação do resgate do número da vítima escolhida pelos golpistas.

Segundo os dados analisados pelos policiais, o teor das conversas iniciadas pelos criminosos muda de acordo com as pessoas que são abordadas, e os pedidos vão de valores para comprar eletrodomésticos até carros novos.

No caso de Giselle, a pessoa que se passava por ela pedia a transferência de R$ 1,5 mil para dar de garantia pelo aluguel de um apartamento. Seu amigo desconfiou não só do pedido de dinheiro, como dos dados bancários, que eram de outra pessoa.

O diretor da Célula de Inteligência Cibernética, delegado Julius Bernardo, orienta que essa desconfiança seja frequente em conversas virtuais que envolvam dinheiro. “Mesmo que pareça totalmente seguro, é necessário conferir por ligação telefônica ou outros meios se a mensagem recebida realmente foi enviada pelo amigo, cliente, familiar ou chefe.”

Outra forma de evitar esse tipo de crime é habilitando a verificação em duas etapas do WhatsApp. Com esse recurso, qualquer tentativa de registrar o número no aplicativo de mensagens vem acompanhado de um PIN que o usuário desse número configurou.

(Agência Brasil)

Setor de TI apresenta demandas para deputado de Bolsonaro no Ceará

O presidente da Associação das Empresas de Processamentos de Dados do Estado (Assespro) e diretor da Secrelnet, Delano Gadelha, recebeu, nesta semana, empresários do ramo de tecnologia e o deputado federal eleito Heitor Freire (PSL). O encontro ocorreu no Cabaña Del Primo e teve como objetivo apresentar benefícios para o setor de Tecnologia da Informação no Ceará.

“Para nós foi muito produtivo. O deputado foi muito aberto e disponível às demandas do setor de TI e será importante para a interlocução em Brasília. Pediu para que pudéssemos encaminhar o que tivéssemos de demanda para propor soluções e, dentro do possível encaminhar junto ao Congresso Nacional”, afirma Gadelha.

Ele lembra que a TI é um segmento que tem muitas demandas. Entre elas, a desoneração da folha de pagamento das empresas e a bitributação sobre os softwares. “Esperamos ter outras oportunidades como essa para encaminhar outras demandas”, destacou Danilo Gadelha.

(Foto – Divulgação)

Oficina vai ensinar como transformar o lixo eletrônico em brinquedo

A Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova) está comemorando o sucesso da Campanha Nata do Lixo, que teve o objetivo de arrecadar o conhecido lixo eletrônico, que acabou aproveitado na Casa da Cultura Digital Iracema em projetos no campo da Robótica Sustentável. Esse projeto envolve alunos do ensino fundamental e médio da rede municipal de Fortaleza.

Dentro das comemorações, oferecerá uma oficina de robótica neste sábado, 1º de dezembro, das 8 às 12 horas. Será ministrada na Casa Digital, que fica na rua Pacajus, 33, na Praia de Iracema. A ordem é ensinar como transformar impressoras, gabinetes de PC, placas antigas, drives de DVD, fontes de notebooks, monitores e baterias em brinquedos robôs.

Vem ai o II Encontro Marketing digital do O POVO

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (24):

Tudo pronto para a segunda edição do Digital Leads. Trata-se de um evento sobre empreendedorismo e marketing na área digital promovido pelo Grupo de Comunicação O POVO, por meio do BPOP, ferramenta que opera como ativadora de novos negócios. Acontecerá na terça-feira, 27, a partir das 18h30min, no Teatro RioMar Papicu.

O mote será “O Poder do Marketing Digital na Geração de Negócios da sua Empresa” e terá como convidados Daniel Oniesko, executivo do Facebook, que falará sobre o tema “Impulsione seu Negócio com Facebook”; Sanchae Camatti e Lucas Dorini, executivos do BPOP, que abordarão “Ferramentas Digitais para Geração de Leads e Conversão em Vendas”; e Hugo Lopes, professor de MBA em Marketing Digital, que mediará o painel “Marketing Digital para Pequenas e Médias Empresas”.

A proposta é abrir para micro, pequenos e médios empreendedores o horizonte do marketing digital e suas mais modernas ferramentas (inscrições gratuitas pela página especial.opovo.com.br/digitalleads).

Trabalha, Eunício – Movimento nas redes sociais pede abaixo-assinado para liberação de verba para Fortaleza

187 2

Movimento divulgado nas redes sociais, por meio do site change.org, pede que o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), use de sua influência política a favor de Fortaleza, para a liberação de recursos para obras de saneamento básico, despoluição de lagoas e urbanização de áreas degradas.

… “é público e notório que se Eunício quisesse de verdade esses projetos já poderiam ter saído da Casa Civil para o Senado, onde então, poderiam ser liberados”, apela o texto, que pede ao internauta a participação em abaixo-assinado.

“É fundamental que toda a sociedade saiba mais uma vez que isto não implica nenhum centavo de dinheiro Federal. Não precisando de recursos federais fica claro que se não for liberado estará configurado uma atitude política de baixo nível que só prejudica o povo pobre de Fortaleza”, aponta o texto.

“Esse dinheiro é muito importante para Fortaleza”, justifica a médica Lia Ferreira Gomes, que atendeu ao pedido de assinatura. Ela é irmã dos ex-governadores do Ceará Ciro Gomes e Cid Gomes, esse último recentemente eleito senador.

Para participar do abaixo-assinado clique aqui: http://chng.it/ZJsmWwYk

Etice fecha parceria com Angola Cables

A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) e a multinacional Angola Cables assinaram um termo de cooperação tecnológica. O objetivo é criar condições para que o Ceará se beneficie da moderna infraestrutura de telecomunicações que o grupo angolana trouxe ao Estado, por meio do empreendimento que contempla os dois cabos submarinos SACS e Monet – ambos em operação – e o Data Center Tier III, previsto para entrar em operação no fim deste ano, na Praia do Futuro, em Fortaleza.

Segundo a assessoria de imprensa da Etice, a parceria visa melhorar as interconexões do Estado. O acordo entre a Angola Cables e a Etice integra, definitivamente, o Ceará ao Mercosul, estendendo-se até o Chile e, com isso, o Ceará ganhará uma posição enquanto hub de comunicação digital. Será possível, por exemplo, ligar com maior qualidade as redes do Ceará com as nacionais e internacionais, o uso de serviços de datacenter, como a localização de conteúdos digitais em Fortaleza, o aumento do uso de serviços em nuvem, desenvolver o conhecimento e as atividades de telecomunicações voltadas para a distribuição de circuitos e trânsito IP (Internet de banda larga).

“Pelo acordo firmado com a Etice, acreditamos que haverá uma melhoria de performance significativa e de impacto nas telecomunicações do Estado do Ceará” explica Regina Sá Menezes, country Manager da Angola Cables.

Para o presidente da Etice, Adalberto de Paula Pessoa, o acordo “fortalece a estratégia do Estado de aumentar a infraestrutura de conectividade internacional, intensificando sua posição de hub de comunicação de dados do Brasil com o mundo, bem como de atrair o segmento da indústria de datacenters e computação em nuvem, além de gerar sinergia no processo de expansão da capacidade de conexão banda larga de qualidade no Ceará.”

Polícia Civil deflagra operação contra pornografia infantil em 18 Estados e no Distrito Federal

216 1

A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (22), em 18 Estados – incluindo o Ceará, e no Distrito Federal, a terceira fase da operação “Luz na infância”, que apura crimes relacionados a pornografia infantil. A ação é coordenada pelo Ministério da Segurança Pública, que já prendeu 17 pessoas em flagrante, informa o Portal G1.

Ao todo, são cumpridos 69 mandados de busca e apreensão. As prisões em flagrante ocorrem no momento em que policiais encontram materiais ilícitos. “Nesta edição da operação, o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos, Argentina, realiza operação simultânea e cumpre 41 mandados de busca”, informou ainda o ministério.

De acordo com a pasta, os alvos internacionais foram identificados após uma parceria entre a inteligência brasileira e autoridades policiais da Argentina.

Cerca de mil policiais participam da operação desta quinta-feira. A primeira fase remonta a outubro de 2017, com a prisão de 112 abusadores e cumprimento de 157 mandados de busca e apreensão.

Na segunda edição, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

Confira locais da operação

Amazonas
Pará
Acre
Rondônia
Mato Grosso
Tocantins
Ceará
Pernambuco
Alagoas
Bahia
Goiás
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
Mato Grosso do Sul
São Paulo
Paraná
Rio Grande do Sul
Distrito Federal

Feira do Conhecimento será cenário para lançamento do projeto Iracema Digital

Nesta quarta-feira, na abertura da Feira do Conhecimento, uma promoção da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Secitece), será lançado o projeto Iracema Digital.

Trata-se de uma entidade, sem fins lucrativos, que quer articular governos e os setores da sociedade com os ambientes de tecnologia da informação e comunicação. À frente, o professor Mauro Oliveira.

O lançamento ocorrerá às 18 horas, no Centro de Eventos.

(Foto – Divulgação)

Google vai a julgamento no Brasil

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) julgará, nas próximas semanas, se o Google Shopping utilizou indevidamente informações de outros sites em sua plataforma. A informação é da Veja Online, adiantando que o site de buscas brasileiro Buscapé acusa o Google de extrair dados, como avaliações de produtos comprados por consumidores.

Segundo o Buscapé, a medida do gigante americano tira sua vantagem competitiva.

O caso será relatado pelo conselheiro Maurício Maia. Segundo a Superintendência-Geral do órgão, que indica o viés a ser seguido, o caso deve ser arquivado.

Na Europa, o Google enfrentou problema semelhante e foi multado. Já nos Estados Unidos, teve o processo foi arquivado.

Interpol alerta: crime está mais “internacional e complexo do que nunca”

A organização internacional de Polícia Criminal Interpol adverte que o crime ficou “mais internacional e mais complexo do que nunca”, pediu uma maior colaboração de seus membros e destacou que a comunicação também é agora mais efetiva do que antes.

“O crime chegou a um ponto em que é mais internacional e mais complexo do que nunca; há uma nova dimensão que permite um grupo terrorista organizar algo usando só a internet”, declarou à imprensa o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.

Em um encontro com jornalistas que antecede o início da 87ª Assembleia Geral da organização em Dubai, nesse domingo (18), Stock afirmou que há “uma situação no plano do terrorismo que chega a quase todo o planeta”.

“Vemos grupos criminosos que não são só um problema nacional, mas estão conectados com outros grupos no plano internacional”, garantiu.

Stock destacou, no entanto, que o número de alertas vermelhos ativos no mundo neste momento é de 57.299, isso porque o “sistema com que contamos é muito efetivo”, disse.

O dirigente da Interpol afirmou que “o sistema de avisos não conta só com alertas vermelhos, mas existem outros”, e que todas eles fazem parte de uma “ferramenta crucial para conseguir que o crime não se esconda em nenhum lugar do mundo”.

Stock afirmou que com este sistema são realizadas “detenções quase diárias no mundo todo de assassinos, estupradores, gente que explora crianças, traficantes e outros membros do crime organizado”.

Um ponto destacado na Assembleia Geral da Interpol, que engloba 192 países, é a decisão sobre se o Kosovo irá se tornar membro de pleno direito, o que abriria as portas a apresentar alertas vermelhos para os funcionários sérvios que o país dos Balcãs considera criminosos de guerra.

A Assembleia Geral da Interpol reúne em Dubai mais de mil delegados oficiais de 171 países, incluídos cerca de 40 ministros e 85 chefes de polícia de todo o mundo, que discutem as complexas ameaças do terrorismo e o crime, assim como os desafios para o futuro.

(Agência Brasil)

Facebook e Twitter dizem que Bolsonaro não pagou por impulsionamento

O Facebook e o Twitter informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as páginas oficiais do presidente eleito Jair Bolsonaro não contrataram o impulsionamento de mensagens durante a campanha eleitoral, entre 16 de agosto e 28 de outubro. A Google Brasil informou ainda que a campanha de Bolsonaro gastou R$ 1 mil com propaganda eleitoral, pagos pelo PSL.

No comunicado enviado ao TSE, o Facebook informou que o impulsionamento também não foi contratado no Instagram, plataforma controlada pelo Facebook Brasil. Também notificado, o WhatsApp ainda não respondeu.

As informações foram encaminhadas pelas plataformas ao relator da prestação de contas de Bolsonaro no TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que por meio da área responsável do tribunal notificou as empresas “com o objetivo de identificar a contratação de impulsionamento de conteúdos na rede mundial de computadores em favor do candidato eleito à Presidência da República”.

Neste ano, pela primeira vez, foi permitido e regulamentado o impulsionamento de conteúdos para campanhas eleitorais. A regras preveem que esse tipo de serviço somente pode ser contratado por partidos, coligações e candidatos. O gasto deve ser identificado na prestação de contas. Mensagens impulsionadas por apoiadores não foram permitidas.

Em outubro, o TSE abriu ações de investigação judicial eleitoral (aijes) para apurar informações, publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, de que empresários contrataram o envio de mensagens em massa via WhatsApp para beneficiar Bolsonaro. A campanha nega conhecimento. Caso comprovada, a prática pode vir a caracterizar doação de campanha não declarada.

(Agência Brasil)

A comunicação no governo Bolsonaro

Em artigo no O POVO deste sábado (10), a jornalista Letícia Alves avalia a utilização das redes sociais como meio de divulgação de informações oficiais do governo eleito. Confira:

Principal palanque da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), as redes sociais vão manter o protagonismo no governo do presidente eleito. Ao menos é o que ele tem sinalizado desde os primeiros minutos após a confirmação da eleição, quando fez seu primeiro pronunciamento via Facebook, numa transmissão ao vivo da sala da sua casa, para só depois falar aos veículos de imprensa. A decisão foi simbólica.

De lá para cá, as redes sociais se tornaram o meio de divulgação de informações oficiais do governo eleito, com o anúncio dos nomes dos futuros ministros, a negação de notícias falsas que circulam na internet e mesmo a comunicação direta com a população.

Os jornalistas tradicionais, acostumados a solicitar informações a assessores de imprensa ou a um porta-voz para publicar as notícias em primeira mão, têm agora de acompanhar as publicações no Facebook do presidente ao mesmo tempo de milhões de seguidores, perdendo a prioridade e, inclusive, a audiência.

A postura de Bolsonaro revela não somente a relação pouco amigável que ele estabeleceu com a maior parte dos veículos de mídia, mas uma escolha que é sinal desse tempo de mudança pelo qual o País está passando. Em um cenário de descrença acentuada, não sem motivo, do povo contra a imprensa, por que não optar por se comunicar de forma direta, em uma linguagem que dá pouco espaço à distorção e em um meio que pode ser consultado por qualquer um com acesso à internet?

A ampla comunicação via redes sociais também foi adotada pelo presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que já usou o Twitter até mesmo para tratar de assuntos diplomáticos. Para os especialistas que ainda estão tentando encontrar explicações para a eleição de Bolsonaro ? resposta esta que o povo já tem ?, a decisão de Bolsonaro é irresponsável e significa uma retaliação “antidemocrática” à imprensa. Na minha percepção, porém, essa postura permite uma transparência jamais concedida pelas estruturas de poder brasileiras, além de não prejudicar o trabalho da mídia, da qual eu faço parte.

As publicações de Bolsonaro são versões dele acerca do governo, que devem ser esmiuçadas, questionadas e desmentidas, se preciso, pelos jornais. Os meios alternativos de comunicação vieram para ficar, Bolsonaro mostrou que sabe usá-los, e a imprensa terá de se reestruturar para manter seu protagonismo e a confiabilidade na divulgação de informação.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Indústria receberá R$ 15 milhões para financiar a internet das coisas

Edital para financiar a implantação da internet das coisas na Indústria 4.0 foi lançado hoje (8) em evento na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na capital paulista. Profissionais e executivos do setor conheceram as regras do edital que oferece R$ 15 milhões às indústrias interessadas em promover a inovação no país.

A internet das coisas é a interconexão entre aparelhos tanto físicas como virtuais, com base nas tecnologias de informação e comunicação. Na indústria 4.0, o objetivo não é apenas a conexão, mas também a criação do poder de processamento de dados e de inteligência. O dinheiro do edital será investido na infraestrutura de laboratórios, além da compra de equipamentos e softwares.

O recurso provêm de três entidades: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). “Estamos unindo esforços e recursos. Mais do que isso, colocando conhecimento para aumentar a produtividade da indústria. O Brasil não pode ficar de fora dessa nova onda da internet das coisas”, disse Cláudia Prates, diretora de empresas do BNDES.

A ideia do edital partiu de um estudo financiado pelo banco para a implantação dessa tecnologia no Brasil. O levantamento verificou o potencial aumento na produtividade, o que pode alavancar a lucratividade das indústrias. O impacto econômico estimado no país é de 50 a 200 bilhões de dólares por ano, valor que representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

(Agência Brasil)

Difamar alguém em grupo de WhatsApp causa dano moral

Difamar alguém em um grupo de WhatsApp causa dano moral por gerar repercussão na esfera íntima do ofendido em um meio com grande visibilidade entre amigos, familiares e clientes dos participantes.

Com esse entendimento, a 8ª Câmara de Direito Privado de São Paulo manteve decisão que condenou em R$ 15 mil dois moradores que ofenderam a honra de administradores de condomínio ao enviarem mensagens acusatórias em grupo no aplicativo.

Os réus acusaram os integrantes da diretoria da associação que administra um loteamento de superfaturamento em obras. Entre as expressões enviadas ao grupo, formado por aproximadamente 100 vizinhos, consta “estão levando por fora, e muito”.

Segundo o relator da apelação, desembargador Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho, é “incontroversa a ofensa difamatória inserida pelos requeridos através de comentários em grupo de WhatsApp por eles criado, causando repercussão na esfera íntima dos apelados, ademais por se tratar de veículo de grande visibilidade entre amigos, familiares e clientes do autor”.

Para o magistrado, “certo que agredir alguém, sobretudo em grupo de Whatsapp com vizinhos, é tido como conduta reprovável pela sociedade, sendo razoável conceder uma satisfação de ordem pecuniária ao ofendido”.

“Os réus, ao extrapolarem o seu direito à livre manifestação, desbordando os limites legais e passando à ilicitude, causaram danos à honra dos autores que, por conseguinte, devem ser reparados”, finalizou o relator, seguido de forma unânime por todos os membros da turma.

(Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP)

Tema da redação é atual, mas aluno deve ter foco, dizem especialistas

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 é atual e foi trabalhado em muitas escolas, segundo professores de redação entrevistados pela Agência Brasil. O tema deste ano é Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

Para a professora de redação Carol Achutti, do curso online Descomplica, o assunto deste ano, dada a repercussão do Enem, atinge toda a sociedade e coloca em discussão o tema da manipulação intensamente vivido no Brasil no último processo eleitoral. “É uma inovação.Colocaram um dedinho na ferida. Por isso, achei importante levantar essa discussão”, disse.

Segundo Carol, a escolha tem um caráter diferente dos anos anteriores. “O recorte escolhido é quase político. Não é social como estamos acostumados. É perigoso o estudante confundir com fake news [divulgação de notícias falsas], que podem aparecer na argumentação, mas não é só isso”.

Abordagem delicada

Conforme a professora, o texto do aluno poderá tratar, dependendo dos textos de apoio da prova, de questões mundiais, envolvendo redes sociais, marketing dirigido, entre outras questões. “Quem for muito partidário e se inflamar pode ser parcial e tangenciar o tema”, acrescenta.

“Achei o tema complexo. Acho que pode causar dúvida nos alunos, porque eles são muito inteirados. Quase todos sabem minimamente sobre segurança da rede, podem confundir um pouco. A abordagem, imagino, seja manipulação das notícias, cuidado que se deve ter”, ponderou Tatiana Nunes, professora de redação e língua portuguesa do Colégio Mopi, no Rio de Janeiro.

De acordo com Tatiana, o tema era “mais do que aguardado. A questão seria o tipo de abordagem”. Na avaliação da professora, a abordagem escolhida foi “muito bem feita, mas bastante delicada. O estudante terá de estar bem preparado para fazer essa leitura crítica do que está sendo pedido no tema”.

Coordenador pedagógico do Vetor Vestibulares, Rubens César Carnevale, que foi corretor da redação do Enem por três anos seguidos, de 2014 a 2016, disse acreditar que, ao escrever sobre o tema, os estudantes precisam tomar cuidado para não fugirem de discussões atuais e não usarem dados falsos na hora de argumentar.

“Os candidatos precisam tomar cuidado com aquilo que chama de coerência externa. O aluno que citar alguns dados, alguns fatos que não sejam pertinentes ao contexto e que não sejam verdadeiros poderá perder pontos”, acrescentou Carnevale.

Enem

Hoje (4) é o primeiro dia de prova do Enem. Mais de 5,5 milhões de estudantes farão provas de linguagem, ciências humanas e redação em mais de 1,7 mil municípios. O exame segue no dia 11 de novembro, quando serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática.

A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Veja os temas da redação de edições anteriores do Enem, desde que foi reformulado, em 2009:

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011: Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações do exame

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

(Agência Brasil)

Notícias falsas influenciaram eleições deste ano, dizem pesquisadores

Pesquisadores e analistas destacaram a relevância e a influência, nas eleições deste ano, da disseminação de notícias falsas (ou fake news, no termo em inglês popularizado no Brasil) pelas redes sociais.

Segundo o consultor em direitos digitais que atuou no Conselho Consultivo do TSE sobre Internet e Eleições, Danilo Doneda, as redes sociais e a disseminação de notícias falsas tiveram maior relevância do que se esperava. “Alguns indicativos são o volume de material que pode ser classificado como desinformação, que foi extremamente relevante”, avalia.

Para o pesquisador Marco Konopacki, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS), entidade que elaborou relatórios sobre a desinformação nas eleições, um ponto importante no Brasil foi a migração do uso das redes sociais de plataformas públicas ou semi-públicas, como Facebook e Twitter, para serviços de mensagem, em especial o WhatsApp. Essa movimentação não ocorreu em outros países, como os Estados Unidos.

O WhatsApp é usado por mais de 120 milhões de brasileiros – quase a totalidade dos usuários de internet no país. Segundo o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters, um dos mais notórios do mundo, o Brasil é um dos países onde o aplicativo é mais popular, atrás apenas da Malásia.

A três dias do 2º turno das eleições, o Instituto Datafolha divulgou pesquisa destacando que metade das pessoas entrevistadas disse acreditar nas mensagens recebidas. Outra metade relatou desconfiança. Levantamento anterior apontou que 46% dos eleitores disseram se informar pelo WhatsApp.

Para a pesquisadora do instituto Internetlab Mariana Valente, o Whatsapp foi o “grande diferencial” dessas eleições e teve um papel proeminente, especialmente na reta final. No caso da candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ela destaca que houve uma articulação de redes multi-plataformas construída desde 2013, envolvendo também redes sociais como Facebook e YouTube, mas que teve grande atuação dentro do Whatsapp.

A campanha do candidato do PSL, conforme levantamento do instituto, não gastou nada com impulsionamento de conteúdos em plataformas como Facebook e Google, recurso permitido pela primeira vez nessas eleições. De acordo com a pesquisadora, no entanto, é difícil saber o alcance do WhatsApp dado o caráter privado do aplicativo.

Danilo Doneda destaca que essa natureza da plataforma, originalmente de comunicação interpessoal, foi subvertida para outros usos nessas eleições. Campanhas aproveitaram redes orgânicas, formadas anteriormente, mas utilizaram também permissões do aplicativo, como a possibilidade de 9.999 grupos por uma mesma conta, listas de transmissão com até 256 destinos por conta e a funcionalidade de enviar mensagens a quaisquer números, não apenas aqueles salvos na agenda do telefone.

Segundo o consultor, esse conjunto de recursos abriu espaço para envios em massa, muito além da comunicação somente entre pessoas e pequenos círculos. “O Whatsapp parece ferramenta insuspeita de ser um grande veículo de difusão de informação. Mas ao mesmo tempo tem esse vetor de grandes grupos que não são compatíveis de uso para mensagem interpessoal”, pontua.

O ITS acompanhou centenas de grupos públicos do WhatsApp nessas eleições e identificou tanto uma articulação para envios em massa como a presença de contas automatizadas, os chamados robôs (ou bots, no termo popularizado em inglês). Segundo Marco Konopacki, um dos autores do estudo, foram identificados dois elementos.

O primeiro é o fato de perfis inscritos em vários grupos com função de difusão das notícias. Eles enviaram 25 vezes mais mensagens do que a média dos demais integrantes do grupo. “Existia distribuição estratégia desses usuários. Um deles com perfil de envio massivo em cada grupo analisado”, relata.

Mariana Valente afirma que será preciso muita pesquisa para compreender o fenômeno das notícias falsas mais profundamente. Pesquisas como as realizadas por instituto de pesquisa sobre consumo e influência de conteúdos enganosos devem ser vistas com cuidado. “O entrevistado não quer dizer que foi influenciado, pois você nunca acha que foi influenciado. Estamos falando de comportamento eleitoral, que é complexo”, comenta.

No meio do 2º turno das eleições deste ano, em 17 de outubro, a agência de checagem de informações Lupa realizou levantamento em conjunto com os professores Pablo Ortellado (USP) e Fabrício Benvenuto (UFMG) em que mapeou as imagens mais compartilhadas em um uma amostra de 347 grupos e descobriu que 8% apenas eram verdadeiras.

No dia 26, às vésperas da votação do 2º turno, pesquisa do instituto Atlas Político divulgada pelo jornal Valor Econômico apontou que duas notícias desmentidas por agências de checagem teriam alcançado cerca de 1/3 do eleitorado: a de que o candidato Fernando Haddad (PT) teria criado um “kit gay” e a de que o jornal Folha de São Paulo teria sido “comprada pelo PT”.

Após o resultado do pleito, a agência de checagem Aos Fatos divulgou balanço segundo o qual 113 notícias falsas verificadas por ela chegaram a 3,84 milhões de pessoas no Facebook e no Twitter. Apenas no fim de semana do 2º turno, 19 conteúdos enganosos desmentidos pelo site tiveram 290 mil compartilhamentos. O projeto do Grupo Globo Fato ou Fake relatou ter checado mais de 200 boatos ao longo das eleições.

O fenômeno de disseminação de fake news já preocupava entidades da sociedade civil, autoridades e partidos antes do início da campanha e foi apontado pela missão internacional que acompanhou a disputa no Brasil como um fenômeno “sem precedentes”.

O tema entrou no centro da disputa com a denúncia pelo jornal Folha de S.Paulo de que empresas teriam financiado serviços de disparo em massa no pleito, o que foi objeto de ações judiciais junto ao Tribunal Superior Eleitoral e de investigação da Polícia Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República.

(Agência Brasil)

Câmara Federal promove audiência pública sobre educação midiática

A Comissão de Educação da Câmara vai promover na terça-feira (6) uma audiência pública para tratar de educação midiática. Entre os convidados, estão representantes do governo, da UNESCO e professores.

Política pública já adotada na Europa e nos Estados Unidos, a educação midiática é o ensino de competências que permitam às pessoas interagirem em uma sociedade marcada pela diversidade de informações e de plataformas de mídia. É também adquirir posicionamento crítico em meio à enorme quantidade de conteúdo e a uma sociedade em constante mudança.

A deputada que solicitou a audiência, Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), ressaltou que vivemos em um momento muito preocupante, com a disseminação em massa das chamadas fake news. Por isso, ela considera essencial que os cursos de licenciatura sejam capazes de preparar o professor para lidar com esse cenário.

“É saber distinguir qual informação é correta e qual não é, como o professor consegue lidar com essa diversidade, saber abordar e enfrentar o tema e aproveitar essa riqueza, essa produção de conteúdo diversa, que está disponível ao aluno e ao professor.”

Segundo a deputada Dorinha Seabra, o encontro na Comissão de Educação tem o objetivo de debater a adequação curricular no que se refere à utilização da mídia e da tecnologia a serviço da educação, que é um dos maiores desafios da atualidade.

(Agência Câmara Notícias)

Joaquim Barbosa e Bolsonaro iniciam debate nas redes sociais, após ex-ministro declarar apoio a Haddad

212 1

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, travaram na tarde deste sábado (27) um debate sobre o apoio do ex-ministro à candidatura do petista Fernando Haddad, pelo fato de Bolsonaro lhe inspirar medo.

Em resposta, Bolsonaro apontou que Barbosa, quando à frente do STF, o teria indicado como o único político não comprado pelo PT no esquema do mensalão.

Joaquim Barbosa respondeu, então, que Bolsonaro teria usado indevidamente seu nome na campanha deste ano, mas decidiu neste sábado desmentir o candidato do PSL “porque hoje reiterou-se a manipulação”.

“… desde 2014 jamais emiti opinião sobre a conhecida Ação Penal 470″, afirmou Barbosa.

Fake news, WhatsApp e a nossa liberdade

136 1

Em artigo no O POVO deste sábado (20), a jornalista Letícia Alves aponta o aplicativo WhatsApp como um dos principais meios de propagação de boato nestas eleições. Confira:

WhatsApp é o assunto do momento. Começou lá atrás, quando, no início deste ano, veículos da imprensa tradicional e páginas independentes (ou nem tanto) começaram a se organizar para combater a já esperada onda de “fake news” que viria na campanha. A tal onda chegou, e o app de mensagens instantâneas se consolidou como um dos principais meios de propagação de boatos.

Diferentemente do Facebook e do Twitter, onde muito absurdo é compartilhado, o que chega no WhatsApp não tem dono. É uma rede fechada, praticamente impossível de monitorar, onde as pessoas se comunicam em grupos da família, trabalho, faculdade, futebol, salão de beleza etc e além. O ambiente é propício para espalhar informações de todo tipo – falsas e verdadeiras. A própria imprensa tradicional utiliza o app para divulgar notícias.

As acusações de que a campanha do presidenciável Bolsonaro (PSL) estaria usando dinheiro de empresas para comprar pacotes de disparos de fake news via WhatsApp, no intuito de difamar o seu adversário Haddad (PT), são graves. Tão graves que, penso eu, deveriam ter sido feitas com base em informações que fossem além do “a reportagem apurou” – o ônus da prova é de quem acusa, afinal.

Evidentemente que, se o esquema for confirmado, os envolvidos devem ser punidos. É necessário esclarecer, no entanto, que o WhatsApp não é o vilão dessa história. Eu sei que esta é uma afirmação óbvia, mas tem gente que não entendeu.

O Psol chegou a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a restrição de ferramentas ou a suspensão total do aplicativo até as eleições. Eu mesma, que tenho dedicado meus dias a esclarecer boatos, achei que essa notícia era “fake news”. Não era, e o partido acabou voltando atrás, mas esse rompante é sintomático: vale tudo para combater as informações falsas, até mesmo interferir na liberdade das pessoas?

Há alguns dias, o Haddad chegou a sugerir que, se as pessoas “desligassem” o app por uns dias, o Bolsonaro “desapareceria”. Ora, parece-me simplório demais atribuir a força de uma campanha que vem sendo construída há anos a conversas de WhatsApp. É inegável, porém, que são essas mesmas conversas que podem derrubar uma candidatura se novos fatos sobre o caso forem descobertos. Diante desse cenário, o brasileiro pede por esclarecimentos, justiça e, principalmente, para que deixem seu WhatsApp (e sua liberdade) em paz.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Twitter teve 2,7 milhões de postagens sobre divergências políticas

Entre as 19h de domingo (7) e as 15h de quinta-feira (11), usuários do Twitter movimentaram a rede com 2,7 milhões de postagens relacionadas a ataques motivados por divergências político-ideológicas, no contexto das eleições, e relatos de pessoas que temem se tornar alvo desse tipo de agressão. De acordo com a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (Dapp), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que produziu o mapeamento, a parcela populacional que mais manifestou apreensão diante das ocorrências foram pessoas LGBTI+, negros e mulheres.

O pico de publicações veiculadas com esse teor foi identificado já na primeira hora de análise, período em que se registrou uma média de 3,2 mil tweets – como são chamadas as micropostagens do Twitter – por minuto. Nesse momento, informou o Dapp, houve predominância de tweets de usuários que faziam menção ao medo diante dos resultados do primeiro turno.

No dia seguinte, o assunto mais comentado no Twitter foi a morte do capoeirista Mestre Moa, citado em 112 mil postagens. Um grande volume de denúncias sobre outros casos e compartilhamentos de conteúdos que noticiavam agressões a jornalistas e eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) também foi identificado, segundo a Dapp.

Na data, postagens repercutindo incidentes de violência psicológica e moral, como ofensas virtuais e ameaças também se multiplicaram na rede, evidenciando que as vítimas têm sido agredidas nas ruas e nos mais diversos locais, incluindo o transporte público e seu próprio local de trabalho. Ao mesmo tempo, usuários da rede divulgaram campanhas e iniciativas como forma de encorajá-las a denunciar formalmente os agressores.

Violência

Ainda conforme levantamento da Dapp, na quarta-feira (10), os posicionamentos oficiais do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e seu adversário, Fernando Haddad (PT) mobilizaram significativamente o debate em torno das violências cometidas após o primeiro turno do pleito. Os candidatos assinavam dois dos cinco tweets de maior impacto no período.

Junto às declarações de ambos os candidatos, informaram os pesquisadores da Dapp, prevaleceram as menções ao caso da jovem agredida e marcada com uma suástica, no Rio Grande Sul. Ao todo, foram identificadas 329 mil referências ao fato.

“Tanto perfis contrários a Bolsonaro quanto favoráveis discutiram sobre o ataque, com críticas à volta de situações violentas associadas ao nazismo, à quantidade de ataques a minorias (em especial homossexuais) e à falta de posicionamento das autoridades. Perfis pró-Bolsonaro, com base em entrevistas com a equipe que investiga o crime, questionaram se foi, de fato, um crime de ódio, e argumentaram que nem todos os ataques são de apoiadores do deputado federal, mas sim de opositores que desejam prejudicá-lo na eleição”, destacou a Dapp em seu relatório.

Histórico

Números da Dapp mostram ainda que, no mês que antecedeu o debate eleitoral, a cada dia uma média de 35,9 mil tweets fazia menção a agressões e casos de violência associados ao contexto político das eleições, excluídas as referências ao ataque a Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG). Nessa fase, esse tipo de conteúdo foi veiculado tanto pelo eleitorado de Bolsonaro como o de Haddad e dos demais candidatos à Presidência da República. De 7 de setembro a 7 de outubro, foram publicados 1,1 milhão de tweets sobre agressões.

(Agência Brasil)