Blog do Eliomar

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Sergio Machado – “Um retrocesso na política”

Com o título “Um retrocesso na política”, eis artigo de Sérgio Machado, diretor-presidente do Sistema Maior de Comunicação. Ele alerta sobre o “campo minado” em que se tornaram as redes sociais e destaca a importância dos meios tradicionais em clima de tantos fake news. Confira:

Não é de hoje que atritos, críticas e provocações têm marcado a difícil relação entre a imprensa e a classe política brasileira, relação essa que se tornou ainda mais fragilizada diante do surgimento e da rápida difusão das redes sociais, as quais têm sido utilizadas por muitos políticos como um mecanismo alternativo de comunicação.

É verdade que as redes sociais ampliaram a possibilidade de participação social, abrindo um canal direto de comunicação entre os nossos dirigentes e a população. Mas, no fundo, nós sabemos que não é esse o motivo que tem feito com que muitos políticos abandonem os meios tradicionais de comunicação em favor das redes sociais.

O que está por trás desse movimento, é uma clara tentativa de enfraquecer o trabalho da imprensa e fugir da crítica feita pelos formadores de opinião, porque através das redes sociais, esses políticos podem criar seus guetos partidários e alimentar seus eleitores devotos com toda sorte de discursos infundados, reduzindo assim o incômodo que lhes é causado pela mídia tradicional.

E isso só é possível porque as redes sociais se transformaram num verdadeiro campo minado, com um intenso fluxo de notícias falsas e meias-verdades, construídas e divulgadas com o único objetivo de destruir reputações e atingir os mais variados fins políticos, o que torna cada vez mais difícil distinguir se uma informação é verdadeira ou não.

Por isso, mais do que nunca, precisamos de meios confiáveis, onde as informações possam ser checadas e a veracidade do conteúdo devidamente atestada. Por outro lado, é preciso que os políticos lembrem que a TV e o rádio ainda são os principais meios de comunicação acessados pela esmagadora maioria da população, e abandonar esses meios pode significar um naufrágio político para aqueles que precisam de visibilidade para alcançar o poder.

*Sérgio Machado

Radialista e diretor-presidente do Sistema Maior de Comunicação.

(Foto – Divulgação)

Dia da Imprensa – Assembleia Legislativa homenageia jornalistas nesta terça-feira

A Assembleia Legislativa do Ceará homenageou na tarde desta terça-feira (25), em sessão solene, o Dia da Imprensa. O requerimento foi do deputado Heitor Férrer (SD), que apontou que “a imprensa, bem como todas as mídias, tem dado uma contribuição inestimável para a formação da nossa sociedade, atuando nos dias de ontem e na atualidade como intérprete e tradutora da informação, dando ao receptor a possibilidade de refletir e também de interpretar a informação”.

Além deste repórter do Blog, também foram homenageados o coordenador de Comunicação Social da Casa, Daniel Aderaldo; a editora-chefe da Agência de Notícias da Assembleia, Clara Guimarães; o editor-chefe da revista Plenário da Casa, Abílio Gurgel; o coordenador do Setor de Fotografia da Assembleia, Paulo Rocha, e os jornalistas Edson Silva, Tom Barros, Nirez, Narcélio Limaverde, Roberto Moreira, Adísia Sá, Ian Gomes e Robério Lessa.

Foram homenageados ainda o presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI), Salomão de Castro; o presidente da Associação Cearense de Jornalistas do Interior (ACEJI), João Ferreira; o diretor-presidente da VSM Comunicação, Marcos André Borges, e o presidente da Associação de Emissoras de Rádios e Televisão (Acert), Paulo César Norões.

A ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenele e a ex-vereadora Rosa da Fonseca prestigiaram o evento.

(Fotos: Paulo MOska e Ana Barata)

Assembleia Legislativa realiza sessão solene pelo Dia da Imprensa

A Assembleia Legislativa do Ceará vai homenagear hoje, às 15 horas, durante sessão solene pelo Dia da Imprensa, o presidentes da Associação Cearense de Imprensa (ACI), Salomão de Castro, e o diretor da entidade Sílvia Moura Brasil

Também, a jornalista Adísia Sá, ex-presidente e atual membro do conselho da ACI; João Ferreira, presidente da Associação Cearense dos  Jornalistas do Interior (Aceji), e os jornalistas Eliomar de Lima (O POVO), Narcélio Limaverde (FM Assembleia), Roberto Moreira (SVM), Nirez, Tom Barros (SVM), Paulo César Norões (SVM), Samira Castro, presidente do Sindjorce, Edison Silva e Marcos André Borges (VSM Comunicação).

*Da Coluna do Adriano Nogueira, no O POVO desta terça-feira.

(Foto – Rodrigo Carvalho)

Dia da Imprensa será lembrado em Fortaleza

O Dia da Imprensa será celebrado, em sessão solene na Assembleia Legislativa, às 15 horas da próxima terça-feira. A iniciativa é do deputado Heitor Férrer (SD).

Na ocasião serão homenageados alguns dos nomes do jornalismo cearense.

“A imprensa é fundamental na sociedade industrial e da informação. Nada mais justo do que celebrar esse importante instrumento para o pleno exercício da democracia”, destaca Heitor.

(Foto – ALCE)

General Santos Cruz será entrevistado no XIV Congresso da Abraji

O general da reserva Santos Cruz — que comandava a Secretaria de Governo da Presidência da República até a última semana — será entrevistado durante o XIV Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O encontro ocorrerá de 27 a 29 de junho, no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

A entrevista será feita no dia 27, com início às 9 horas, por Julia Duailibi, comentarista de política e economia da GloboNews, e por Daniel Bramatti, presidente da Abraji e editor do Estadão Dados e do Estadão Verifica. Ao final, a plateia poderá fazer perguntas ao general, com a moderação da equipe da Abraji. O vice-presidente Hamilton Mourão, que seria entrevistado nessa data, cancelou sua participação no evento.

Na mira dos Olavistas

Desde abril deste ano Santos Cruz enfrentava embates com a ‘ala olavista’ do governo. O general demonstrou ressalvas às estratégias usadas por apoiadores de Jair Bolsonaro em redes sociais e foi duramente criticado por Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador pelo Rio de Janeiro.

Houve também discordâncias entre o general e o presidente em relação a uma campanha de publicidade do Banco do Brasil, cujo tema era diversidade. Por determinação do Planalto, o comercial de 30 segundos foi tirado do ar sob a justificativa de “respeito à família”. Santos Cruz se opôs à decisão de Bolsonaro e afirmou que a Secom, sob seu comando, não poderia interferir na publicidade de estatais, por determinação da Lei das Estatais.

Em 14 de junho último, o militar da reserva tornou-se o terceiro ministro a deixar o governo em seis meses de gestão. Foi substituído pelo general Luiz Ramos Baptista Pereira, atual chefe do Comando Militar do Sudeste.

(Com Abraji)

Editorial do Estadão: “Desinteligência generalizada”

Com o título “Desinteligência generalizada”, eis o Editorial do Estadão desta terça-feira. “Jornalismo que se deixa submeter à balbúrdia irracional das redes sociais não cumpre sua função, que é a de dar aos cidadãos condições de refletir”, diz o texto. Confira:

Não são apenas os devotos das seitas extremistas, à esquerda e à direita, que limitam sua visão de mundo às mentiras, distorções e meias-verdades cínicas que leem nas redes sociais. A histeria irresponsável parece ter capturado também aqueles dos quais se esperam equilíbrio e sobriedade na formação de opinião pública.

Quase todos aparentemente estão se deixando pautar pela gritaria que tão bem notabiliza essa forma de comunicação instantânea, que na prática dispensa a reflexão. Nas redes, mesmo bem preparados formadores de opinião vêm tomando como expressão da verdade tudo aquilo que para eles faz sentido, sem se perguntarem se, afinal, aquilo que se informa é um fato ou uma rematada mentira.

A verdade, portanto, vem perdendo importância até para quem vive dela. Um exemplo é a imprensa, que não raro repercute de maneira irrefletida os debates produzidos a partir de informações distorcidas ou simplesmente falsas. É natural que, algumas vezes, as publicações, no afã de registrar tudo o que pareça ter caráter noticioso, acabem por dar guarida a versões dos fatos que, com o tempo, se provam mentirosas.

O que tem acontecido, porém, é que os fatos se tornaram quase irreconhecíveis ante as certezas ideológicas alimentadas pela acachapante onipresença das redes sociais na vida de quase todos os brasileiros. Num cenário desses, todo aquele que ousar questionar as convicções cristalizadas de parte a parte, mesmo munido de fatos incontestáveis e de argumentos racionais – ou até por causa disso –, será tratado como um ser exótico, uma espécie de rebelde deslocado no mundo dos que, orgulhosamente, se julgam do “lado certo”.

Assim, a influência das redes sociais, que é inegavelmente grande, tornou-se uma explicação mágica para tudo – e para muita gente supostamente bem pensante nada do que acontece fora delas parece ter valor. Baseando-se mais em palpite do que em elementos concretos, muitos atribuem, por exemplo, a surpreendente eleição do presidente Jair Bolsonaro ao seu domínio dessas redes, nas quais teria construído sua candidatura muito antes de a campanha começar. Também se creditam às redes sociais as mobilizações contra o governo da presidente Dilma Rousseff, que acabaram resultando em seu impeachment. Com toda essa suposta capacidade, quase sobrenatural, de entronizar e decapitar reis, as redes sociais tornaram-se uma espécie de fetiche dos formadores de opinião, que há algum tempo veem nelas a grande arena onde se disputa o poder de determinar o que é a verdade.

As redes sociais, até onde é possível concluir, são o lugar onde narrativas se chocam não em busca do esclarecimento, como acontece em sociedades maduras, mas para fazer triunfar a mistificação que favoreça este ou aquele ponto de vista, e onde o consenso só ocorre entre os que já estão de acordo entre si, por razões ideológicas.

É claro que nada do que deriva desse ambiente de franca hostilidade pode ser tomado como base para orientar políticas públicas e muito menos para consolidar as opiniões a partir das quais a sociedade se posiciona acerca dos grandes problemas nacionais. Ao contrário, o debate nacional naturalmente descamba para o terreno da ficção, quando não para o da mais vulgar briga de rua, na qual tem razão aquele que termina a refrega em pé.

No livro O Jornalismo como Gênero Literário, Alceu Amoroso Lima diz que o jornalismo, sempre que “envenena a opinião pública, fanatiza-a ou a informa mal, está falhando à sua finalidade”. O autor, que escreveu em 1958, decerto não imaginava a revolução da comunicação digital que ora se atravessa, mas o princípio ali exposto está mais atual do que nunca.

O jornalismo que se deixa submeter à balbúrdia irracional das redes sociais não cumpre sua função, que é a de dar aos cidadãos condições de refletir de maneira efetiva sobre o mundo que os cerca e sobre os problemas que os afetam. Ao contrário, os formadores de opinião que tomam como legítima e digna de consideração a gritaria dos fanáticos, conferindo-lhe ares de autenticidade, estimulam a consolidação do facciosismo que, no limite, inviabiliza os consensos, sem os quais a democracia simplesmente não se realiza.

(Editorial do Estadão)

UFC abre nesta segunda-feira o III Seminário de Assessoria de Comunicação

Adailma Mendes, editora-executiva de Cidades do O POVO, entre conferencistas.

O curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará vai promover, a partir das 18 horas desta segunda-feira, o III Seminário de Assessoria de Comunicação. O evento ocorrerá no auditório da Pós-Graduação em História (Campus do Benfica) até quarta-feira.

O tema central será Tendências e Desafios do Meio Digital, com mesas de debates abordando questões como “Marketing de Conteúdo e Branded Content”, com a participação de Adailma Mendes, editora-executiva de Cidades do O POVO, Eugênia Cabral, mestre em Comunicação Estratégica, e Falkner Moreira, analista de mídias sociais.

Também haverá mesa sobre Gerenciamento de Crises na Internet com a jornalista Camilla Viegas, e, também, outra mesa sobre Gestão de Mídias Sociais com as jornalistas Hayanne Neves (especialista em Marketing), Natércia Melo (Mídias Sociais) e Vanessa Lins (Especialista em Marketing Digital).

SERVIÇO

*Inscrições agora presenciais

*Aberto ao público.

Jornalista Moacir Maia ganhará título de Cidadão de Fortaleza

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O jornalista Moacir Maia, que coordena a Área de Comunicação da Prefeitura, vai receber o título de Cidadão Fortalezense na próxima terça-feira, às 19h30min, durante sessão solene na Câmara Municipal. A iniciativa é do vereador Dr. Porto (PRTB), com outorga do presidente da Casa, Antônio Henrique (PDT).

Moacir é coordenador de Comunicação Social da Prefeitura desde 2013, na gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT-CE), Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará e pós-graduado com MBA em Marketing pela Fundação Instituto de Administração (FIA), na Universidade de São Paulo (USP), tem 35 anos de atuação no mercado.

Atuou em veículos como Rádio Verdes Mares (1983 a 1986), TV Verdes Mares (1986 a 2007), onde trabalhou por mais de 20 anos tendo atuado como apresentador e repórter do Núcleo da Rede Globo, e Jornal Diário do Nordeste (2003 a 2007), onde escreveu a coluna de Economia do periódico. Além disso, o jornalista é servidor público estadual desde 1986, quando ingressou na TV Ceará, onde apresentou por 22 anos o Programa Cena Pública.

Professor licenciado do curso de Jornalismo do Centro Universitário Estácio do Ceará. O futuro cidadão fortalezense foi ainda assessor de Comunicação da Presidência da Assembleia Legislativa do Ceará, de 2011 a 2012 e nasceu em Limoeiro do Norte.

(Foto – ALCE)

Morre o jornalista Clóvis Rossi, aos 76 anos

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Morreu, na madrugada desta sexta-feira, em São Paulo, o jornalista Clóvis Rossi (76). O colunista do jornal Folha de S. Paulo estava em casa, onde se recuperava de um infarto sofrido na semana passada.

Clóvis Rossi deixa a mulher, três filhos e três netos.

O jornalista começou na profissão em 1963 e estava na Folha desde 1980.

VAMOS NÓS – Nestes tempos de fake news, perdemos um profissional que, de fato, contribuía para o bom jornalismo.

Plínio Bortolotti – “O Jornalismo em sua essência”

Com o título “O Joernalismo em sua essência”, eis artigo de Plínio Bortolotti, jornalista do O POVO. Ele aborda o caso do vazamento das conversas entre Moro e o procurador Dallagniol. Confira:

Depois da divulgação das mensagens trocadas pelo então juiz Sergio Moro e procuradores de Curitiba, pelo aplicativo Telegram, surgiu um debate sobre a suposta ilegalidade que teria sido cometida pelo portal de notícias The Intercept Brasil. Mistura-se, de forma proposital ou não, duas coisas diferentes: a coleta do material e a publicação das mensagens.

Se os textos, áudios e vídeos foram obtidos de forma ilegal, somente uma investigação poderá determinar. Pode-se imaginar, inferir, supor e até acreditar que os dados foram sacados ilegalmente mas, afirmar com certeza, ainda não.

Quanto à publicação das mensagens pelo Intercept, não existe ofensa a nenhuma lei, ainda que os dados tenham sido colhidos por meios ilegais, pois trata-se do direito constitucional do exercício da liberdade de imprensa. Da mesma forma, o segredo de fonte, o direito de preservar a identificação de quem repassa informações…

*Confira a íntegra do artigo de Bortolotti no O POVO aqui.

(Fotos – Agência Brasil)

UFC promove a III Seminário de Assessoria de Comunicação

O curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará vai promover, de 17  a 19 próximos, o III Seminário de Assessoria de Comunicação. O evento ocorrerá das 18 às 20 horas, no auditório da Pós-Graduação em História (Campus do Benfica).

O tema central será Tendências e Desafios do Meio Digital, com mesas de debates abordando questões como Marketing de Conteúdo e Branded Content”, com a participação de Adailma Mendes, editora-executiva de Cidades do O POVO, Eugênia Cabral, mestre em Comunicação Estratégica, e Falkner Moreira, analista de mídias sociais.

Também haverá mesa sobre Gerenciamento de Crises na Internet com a jornalista Camilla Viegas, e, também, outra mesa sobre Gestão de Mídias Sociais com as jornalistas Hayanne Neves (especialista em Marketing), Natércia Melo (Mídias Sociais) e Vanessa Lins (Especialista em Marketing Digital).

SERVIÇO

*Inscrições – even3.com.br/semascomufc

*Aberto ao público.

Sônia Pinheiro: bem de perto

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Com o título “Sônia Pinheiro: bem de perto”, eis artigo de Magela Lima, jornalista e ex-secretário da Cultura de Fortaleza. Ele destaca o caráter e a docilidade da jornalista Sônia Pinheiro que, por muitos anos, foi colunista social no O POVO. Confira:

Há exatos 10 anos, eu enfrentava mais uma mudança. Então, deixava a Praça da Imprensa, s/n, para viver uma aventura na Aguanambi, 282. Na nova morada, encontrei alguns corajosos que desafiaram esse mesmo percurso bem antes de mim. Um, em especial, me deixava mais ressabiado. É que seria o meu primeiro contato com um jornalista desses de filme ou romance, capazes de mudar o curso regular dos fatos com um elogio ou senão. Afinal, como ficar alheio a Sônia Pinheiro no Ceará?

Como leitor de jornal, eu me habituei a ler Sônia Pinheiro com todas as ressalvas que as escolas de jornalismo ensinam a ler o colunismo social. Para mim, aquilo tudo não passava de futilidade. Como fazedor de jornal, porém, me vi obrigado a ler Sônia Pinheiro com a mística que envolve todo grande colunista. Logo percebi que uma nota dela era capaz de transformar o episódio mais simples num extraordinário acontecimento. Pois bem: o fato é que, de uma hora para outra, eu deixei de ler Sônia Pinheiro para ver Sônia Pinheiro bem de perto.

Foi paixão à primeira vista. Contrariando qualquer expectativa minha, Sônia se revelou uma operária da redação igualzinha a mim e aos demais. Sônia não era uma assinatura vazia, fajuta, não tinha nenhum ghost writer, não tratava informação como mercadoria. Além do mais, era uma figura divertidíssima no seu mundinho particular. Conhecia bons filmes e livros, era curiosa, generosa, absolutamente livre de preconceitos e o melhor: alucinada por notícia. Vendo hoje aquele tempo pelo retrovisor, valeu cada dead line descumprido em nome das nossas boas gargalhadas ao telefone.

Agora, no último mês, Sônia Pinheiro despediu-se das páginas, do vendaval do jornalismo diário, deixando grafado em letras garrafais seu nome na história do jornalismo cearense. Sônia Pinheiro filiou-se a um tipo de colunismo que se reinventou, aproximando o mundo do poder e o mundo das amenidades, casando informação e entretenimento, criando um vocabulário próprio e servindo de porta de entrada para muitos leitores numa época em que o jornal impresso foi perdendo prestígio. Sônia, my dear, saudades.

Que tal uma oficina sobre cobertura de violência urbana?

Estão abertas as inscrições para a Oficina sobre Cobertura de Violência Urbana voltada para profissionais da imprensa cearense e que ocorrerá no próximo dia 29 de junho, a partir de 8h30min, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará (Sindjorce).

A iniciativa, inédita no Estado, é organizada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), em parceria com o Sindjorce, com apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

s interessados têm até o dia 24 de junho para fazer a inscrição por meio do site do sindicato. Ao todo, serão selecionados até 40 participantes – repórteres, editores, repórteres fotográficos e cinematógrafos -, que atuem na imprensa cearense, com atenção especial àqueles que cobrem tema de violência urbana, tanto os que atuam em meios de comunicação locais, como profissionais independentes.

A oficina vai apresentar os conceitos Direito Internacional dos Direitos Humanos, abordar o tema de violência armada e uso da força, além de apresentar as atividades humanitárias do CICV no mundo, no Brasil e em Fortaleza, cidade onde a organização tem um escritório desde 2018. Uma roda de conversa avaliará a cobertura que a imprensa faz da violência no Estado.

O CICV é uma organização humanitária internacional que leva proteção e assistência a vítimas de conflitos armados e violência armada em mais de 80 países. Com sede em Brasília, a Delegação Regional do CICV conta com uma missão em Buenos Aires e escritórios em Boa Vista, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo.

SERVIÇO

*Saiba mais e inscreva-se: https://tinyurl.com/y4g2f9ha

(Foto – Arquivo)

ACI elege nova diretoria nesta sexta-feira

Salomão e sua nova equipe.

O jornalista Salomão de Castro, à frente da chapa “Cidadania, Ética e Liberdade”, será reeleito, na próxima sexta-feira, presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI). Ele está à frente de chapa única.

Os filiados deverão votar das 8 às 18 horas, na sede da entidade, para uma diretoria que cumprirá o período 2019/2022.

A diretoria a ser eleita já definiu um projeto: vai instituir o Conselho de Ética da ACI.

SERVIÇO

*Associação Cearense de Imprensa – Rua Floriano Peixoto, 735 – Centro.

(Foto – ACI)

Diabetes/Pressão Alta – Só 10% dos pacientes têm tratamento adequado, alerta médico

Para o médico Edmar Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, doenças comuns, como a pressão alta e o diabetes, têm apenas 10% dos pacientes com tratamento adequado, o que acarreta grandes custos para o sistema de saúde.

“Noventa por cento dos casos das principais doenças provocam custos que poderiam ser evitados. E isso envolve as três esferas de poder: federal, estadual e municipal”, apontou o médico, em entrevista ao programa Café com Cléver, na Aldeota.

Edmar Fernnades exemplificou que o custo para quem tem pressão alta, incluindo remédios e exames, alcança cerca de R$ 170,00 aunais. Caso o paciente não receba um tratado adequado, o que pode ocasionar um infarto ou AVC, o custo passaria a ficar em torno de R$ 60 mil, diante da demanda com hospitais, tratamento mais oneroso, incluindo transplante.

Outro exemplo de desperdício de recursos, apontado pelo médico, ocorre nos casos de acidentes de trãnsito. Em tese, esse paciente, que tem custo diário de R$ 5 mil, deveria receber alta em até três dias, depois de passar por exames, submeter-se a cirurgia e ser medicado. Diante da falta de insumos, de acordo ainda com Edmar Fernandes, esse paciente costuma ficar nos corredores da emergência e acaba sendo acometido por infecção hospitalar, o que prorroga a estada no hospital por até dois meses.

“O custo, que deveria ser de R$ 15 mil, passa para até R$ 300 mil, por falta de gestão”, ressaltou Fernandes, que disse ainda que o problema da saúde, mais do que a escassez de recursos, é causado por falta de uma gestão mais profissional.

O Sindicato dos Médicos criou o corredômetro, índice para apontar a quantidade de pacientes que ficam acomodados em macas nos corredores dos hospitais.

“Desde que iniciamos o monitoramento desse indicador, a situação só tem piorado. Hoje, está em 60 o número de macas nos corredores do Hospital Geral de Fortaleza”, observou

Outro índice monitorado pelo Sindicato dos Médicos é devedômetro, para medir os municípios que atrasam o pagamento de profissionais de saúde. Há casos em que o atraso é superior a três meses.

“Essa é a principal causa da falta de médicos nas cidades do interior”, alegou Edmar Fernandes, ao apontar Icó e Acarape como os piores pagadores.

Café com Cléver é um programa no estilo talk show, transmitido ao vivo, direto para as redes sociais, a partir do Café Patriota. Vai ao ar todas as sextas-feiras, sob o comando do jornalista Luciano Cléver.

O outro convidado do Café com Cléver foi o professor Jorge Frota, autor de um ebook, com mais de 2.400 páginas, para quem deseja se submeter ao exame da OAB. Especialista em Direito Tributário, Jorge Frota estudou com profundidade os exames e elaborou um banco de dados de questões. Segundo ele, é um manual que vai facilitar a vida dos candidatos a aprovação do exame da ordem. O download do livro, gratuito, pode ser feito a partir do site www.jorgefrotaprofessor.com.br.

(Foto: Divulgação)

Ceará ganha blog com conteúdo voltado para a política, economia e direito

O jornalista e advogado Hervelt César entrou para o mundo das notícias diárias, por meio do blo que leva o seu nome. O conteúdo é voltado para a política, economia e direito.

“Espero que esse blog dê aos leitores a informação necessária para que possam lançar um olhar diferenciado sobre os principais fatos do nosso cotidiano”, destaca Hervelt.

O Dia da Imprensa: reflexões necessárias

Em artigo sobre o papel da imprensa no Brasil, hoje, o jornalista Salomão de Castro aponta tentativas de censura, uma ameaça ao próprio Estado Democrático de Direito. Confira:

Neste sábado, 1º de junho de 2019, celebramos o Dia Nacional da Imprensa. A data foi definida em virtude de um processo histórico, oficializado pela Lei Federal 9.831, sancionada em 13 de setembro de 1999. O documento homenageou Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça e o Correio Braziliense, jornal impresso em Londres, na Inglaterra, a partir de junho de 1808, que chegava ao Brasil Colônia na clandestinidade e era perseguido pela Censura Régia.

Neste sentido, somos chamados a refletir sobre o papel da imprensa no Brasil de hoje e sobre como nos posicionar diante de desafios como as tentativas de censura ao trabalho dos profissionais de imprensa, que representam ameaça não apenas aos profissionais da área, mas ao próprio Estado Democrático de Direito.

Faz-se necessário ampliar estratégias para o enfrentamento das notícias falsas que mobilizam, infelizmente, grande parte da sociedade, bem como buscar condições adequadas para que a imprensa aborde adequadamente debates dos temas relevantes para a população brasileira, sobretudo no que se refere à busca por soluções.

Neste sentido, recorremos a declarações recentes do Papa Francisco sobre o papel dos jornalistas no mundo contemporâneo, registradas em encontro que manteve com representantes da Associação da Imprensa Estrangeira na Itália: “Eu os exorto a atuar segundo verdade e justiça, para que a comunicação seja realmente instrumento para construir e não destruir; para dialogar, não monologar; para orientar, não para desorientar; para caminhar em paz, não para semear ódio; para dar voz a quem não tem voz e não ser megafone de quem grita mais forte”.

Disse mais Sua Santidade, fazendo referência ao padroeiro dos jornalistas, São Francisco de Sales: “É preciso usar a palavra assim como um cirurgião usa o bisturi”, para fazer referência, em seguida, a muitos jornalistas que perdem a vida em serviço. “A liberdade de expressão é um índice importante do estado de saúde de um país”, afirmou Francisco, para em seguida acrescentar que a primeira medida de uma ditadura é acabar com a liberdade da imprensa.

Desta forma, que a data de hoje nos permita fazer uma imprensa cada vez mais justa, responsável e ética, compromissada com os interesses sociais e verdadeiramente sintonizada com os interesses da sociedade brasileira. São os votos dos que fazemos a Associação Cearense de Imprensa.

Salomão de Castro

Presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI)

30 anos Vida&Arte – O POVO debate neste sábado Perspectivas para o Jornalismo Cultural

O debate Perspectivas para o Jornalismo Cultural marca neste sábado (25), no Espaço O POVO de Cultura & Arte, as comemorações pelos 30 anos do Caderno Vida&Arte. Com mediação da jornalista Cinthia Medeiros, editora-executiva do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO, os jornalistas Guilherme Werneck e Magela Lima e a comunicador Izabel Gurgel dialogam neste momento sobre a cobertura jornalística cultural.

A programação deste sábado segue com o lançamento da obra Sobre as Felizes, com a escritora cearense Socorro Acioli, a partir das 18 horas.

(Foto: Paulo MOska)

Grupo de Correspondentes do O POVO visita redação do jornal

A nova turma dos Correspondentes do O POVO, formada por alunos das escolas públicas e privadas de Fortaleza, visitou, nesta manha de sexta-feira, o Grupo de Comunicação O POVO, tendo como cicerone a jornalista Jacqueline Costa.

O grupo, que colabora com o jornal mandando textos para a coluna Direto da Escola, veiculada às terça-feiras, ainda participou de uma oficina sobre Jornalismo com a coordenadora da Plataforma Impressa, Tânia Alves.

Conosco, o grupo posou e nos deixou felizes. Como é bom saber que somos lidos por esse segmento.

(Foto – Paulo MOska)