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Jornalistas cearenses integram Associação Brasileira de Comunicação Empresarial

Ana Maria Xavier, Gerente de Comunicação de Comunicação do Sistema FIEC, e Beatriz Bocayuva, Coordenadora de Comunicação do Grupo Edson Queiroz, passam agora a desempenhar outra função estratégica em suas carreiras: foram nomeadas como Diretoras do Capítulo Ceará da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial a partir deste início de janeiro de 2019.

A representação da entidade pretende cumprir a função social de promover a comunicação nas organizações, gerar conhecimento e fortalecer o papel estratégico do comunicador, tornando o trabalho da Aberje uma referência no tema na região e gerando uma percepção positiva para a entidade e para o próprio movimento associativo. Trata-se de uma continuidade do trabalho iniciado na metade de 2018 pela gestão de Rachel Pessôa, então Gerente de Comunicação da CSP e atualmente trabalhando no estado do Pará.

As atribuições de Ana e Bia na Aberje vão envolver divulgar as atividades nacionais da associação e incentivar a participação dos associados, bem como criar e implementar um calendário de ações locais. Outra parte do cargo envolve a identificação e armazenando dados sobre a atividade de Comunicação em empresas e instituições da região, devolvendo insights relevantes para tomada de decisão das estruturas de comunicação vinculadas à entidade.

Para Hamilton dos Santos, Diretor Geral da Aberje, a proposta é acelerar o processo de reunião produtiva dos atuais associados e lançar bases para buscar novos integrantes, sempre tendo como prioridade o estabelecimento de discussões sobre o mercado e os profissionais de comunicação empresarial.

São associados da Aberje no CE: AD2M Comunicação, Banco do Nordeste do Brasil, Enel Distribuição Ceará, Companhia Siderúrgica do Pecém, Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Porto do Pecém Geração de Energia/EDP Pecém, Grupo Edson Queiroz, Supera Comunicação e VLI Logística.

(Foto: Divulgação)

Jovens demais para morrer

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Em artigo no Observatório da Imprensa, o jornalista Luís-Sérgio Santos narra a trajetória do fotógrafo cearense Luciano Carneiro. Confira:

Robert Capa e Luciano Carneiro trilharam caminhos relativamente paralelos, guardadas a diversidade geopolítica. Ambos, romperam suas fronteiras e viraram cidadãos do mundo. O primeiro inspirou o outro e ambos morreram jovens, no ápice da fama. Luciano Carneiro foi o primeiro fotógrafo de guerra do Brasil como enviado especial da revista “O Cruzeiro” para a guerra da Coreia, em 1951. Robert Capa foi o grande inspirador do fotógrafo Luciano Carneiro.

Em muitos momentos Luciano refez os caminhos de Capa. Por exemplo, a cobertura de uma guerra. Capa inventou a cobertura do jornalismo de guerra. Foi o pioneiro e o mais ousado. Pagou com a própria vida em acidente frugal, sem combate. Do mesmo modo Luciano. Piloto, morreu em um acidente aéreo às vésperas do Natal de 1959, como passageiro, em um voo de Brasília ao Rio de Janeiro, no retorno de uma pauta também frugal, lúdica.

A relação subjetiva que Luciano estabeleceu com Capa é um dos capítulos mais instigantes da biografia que estou escrevendo sobre o fotógrafo de ‘O Cruzeiro’. Há um enorme atavismo, uma intertextualidade ou, sem firulas acadêmicas, uma imitação de Luciano como homenagem e como superação — freudianamente falando — deste em relação a Capa. O que permanece é a admiração e o respeito.

Luciano construiu uma carreira de pouco mais de dez anos no momento em que nascia o fotojornalismo no Brasil, sob o guarda chuva dos Diários Associados e dentre dele, da revista ‘O Cruzeiro’ — essa arrojada estratégia de integração nacional levada a efeito pelo visionário e destemido Assis Chateaubriand.

No final dos anos 1940, Luciano Carneiro era repórter e fotógrafo do jornal Correio do Ceará, em Fortaleza, veículo fundado em 1915 mas adquirido por Chateaubriand em 1937 passando a fazer parte da poderosa rede nacional Diários Associados.

Inquieto e fascinado pelo jornalismo, o jovem de pouco mais de 1,70m de altura largou faculdade de Direito do Ceará para se dedicar totalmente ao jornalismo e, perifericamente, aos seus esportes preferidos, a aviação e o xadrez. O amor pela aviação foi potencializado a partir da amizade com Hélio Guedes, empresário e também presidente do Aeroclube do Ceará. O amor pelo xadrez cresceu na medida em que cobria os campeonatos desses esporte nas galerias do Náutico Atlético Cearense. O batismo de fogo de Luciano na aviação foi um voo de Fortaleza a Parnaíba e daí a Teresina, quando, ao ousar em quebrar seu “recorde” de altitude, se perdeu; Ainda bem que estavam à bordo o próprio Guedes e o instrutor de Luciano, seu xará Luciano Magalhães.

Luciano caiu nas graças do “desassombrado” — na expressão de Flávio Damm — Chateaubriand quando ganhou um concurso instituído pela revista ‘O Cruzeiro’ para premiar os melhores pilotos do Brasil. Saiu sozinho de Fortaleza rumo ao Rio de Janeiro pilotando um pequeno avião, no início dos anos 1940 quando, finalmente se mudou para o Rio de Janeiro.

Na edição de 2 de julho de 1937, a revista ‘Life’ publicou a foto que marcaria o início da carreira de Robert Capa como repórter de guerra, ‘Falling Soldier’ [Soldado Caindo]. A foto, aberta no alto da página 19, ilustra o editorial ‘Death In Spain: The Civil War has Taken 500,00 Lives In One Year’ — [“Morte na Espanha: A Guerra Civil levou 500.000 vidas em um ano”].

Seguiam-se, até a página 25, muitas fotos da guerra civil espanhola com legendas escritas por Ernest Hemingway. Sob a foto do “Soldado caindo”, lê-se: “A câmera de Robert Capa pega um soldado espanhol no momento em que ele é derrubado por uma bala na cabeça em frente a Córdoba” A famosa foto foi feita no 5 de setembro de 1936 em Cerro Muriano, bairro espanhol com parte do seu território no município de Córdoba e outra parte no município de Obejo.

Publicada primeiramente na revista semanal francesa ‘Vu’ de 23 de setembro de 1936 somente no ano seguinte saiu na influente ‘Life’ ilustrando o texto de Hemingway sobre a fratricida guerra (1936 a 1939). Anos mais tarde instalou-se uma polêmica ruidosa sobre a veracidade daquela que é a mais celebrada foto de guerra. Uma entre outras polêmicas que se seguiriam.

A segunda guerra mundial ampliava a notoriedade e o arrojo de Capa colocando-o no front juntamente com os soldados do 16º Regimento de Infantaria das Forças Armadas americanas no decisivo desembarque na Easy Red, em Omaha Beach — nomes e códigos criados pelos americanos —, no norte da França, região da Normandia.

A ruidosa ação produziu fotos “ligeiramente fora de foco”. A cobertura de Capa saiu na edição de 19 de junho de 1944 de ‘Life’, cuja capa era um retrato em plano médio do general Dwight D. Eisenhower sentado olhando para a câmera, mãos sobre uma mesa de trabalho, bandeira nacional ao fundo, com uma caneta na mão simulando estar escrevendo — um clássico clichê.

O artigo “Beachheads of Normandy” — algo como a ocupação estratégica da Normandia ou, simplesmente, “a invasão da Normandia” — era ilustrado com o material de Robert Capa da página 25 à página 29 daquela edição. Das 108 fotos feitas por Capa somente 11 sobreviveram ao acidente que destruiu o material. Dessas 11 fotos, ‘Life’ publicou 10.

Quando morreu, na Indochina, Capa já era um dos sócios da Magnum — a pioneira agência cooperativa de fotógrafos que ele ajudou a fundar na ressaca do pós guerra — mas estava a serviço da ‘Life’, de onde formalmente se desligou em 1947 para iniciar a cooperativa. “Ele era um grande amigo e um grande e muito bravo fotógrafo”, disse Ernest Hemingway à revista ‘Life’. A capa da edição exibia uma ilustração colorida de um prosaico alce em primeiro plano, em um campo aberto, tendo ao fundo mais quatro similares, em atos diversos. Era a chamada a série “O mundo em que vivemos”, iniciada há 10 edições.Robert Capa certamente deveria estar no lugar daquela ilustração mas nunca se sabe as motivações de um editor e de um publisher.

As revistas são muito menos perecíveis que os jornais principalmente devido a qualidade do papel e do acabamento mas também pelo conteúdo na maioria das vezes mais conjuntural se contrapondo à factualidade que predomina nos jornais. A vida útil das revistas e a quantidade média de leitores por exemplar é potencialmente muito maior que a dos jornais.

‘Life’ influenciou definitivamente o fotojornalismo no mundo e, em especial, ‘O Cruzeiro’. A hipótese de que ‘Life’ fundou o fotojornalismo é consistente.

Foi o Henry Luce, quando comprou a revista em 1936, quem escreveu a hoje antológica “missão”, dando as diretrizes do método profissional e seus altivos objetivos: “Ver a vida; Para ver o mundo; para testemunhar grandes eventos… para ver coisas estranhas… para ver e se surpreender”.

A missão de ‘Life” se espraiou nos trópicos.

“O Luciano era mais revolucionário, era mais questionador, estabelecia um diálogo crítico com [o chefe de redação da ‘O Cruzeiro’] Leão Gondim”, relembra Flávio Damm. Ele conta que Luciano defendia um formato mais retangular da fotografia no layout da revista na perspectiva dos 45 graus da visão humana.

Contemporâneos de Luciano Carneiro em ‘O Cruzeiro’, como Flávio Damm, todos eles lembram que a revista proporcionava condições de trabalho excepcionais, sem restrições de ordem financeira tanto para aquisição de novas tecnologias gráficas e fotográficas quanto para viagens em grandes coberturas e reportagens especiais. “Nós tínhamos liberdade para fazer qualquer coisa”, lembra Damm. “O laboratório era impecável, os fotógrafos não tinham limitação para fotografar”, lembra Luiz Carlos Barreto que começou como repórter na revista mensal ‘A Cigarra’, também dos Diários Associados, e, em 1950 passou a integrar a equipe de ‘O Cruzeiro’ na cobertura da Copa do Mundo. Cobriu também as copas de 1954, 1958 e 1962.

Quando voltaram da cobertura da Copa de 1958 na Suécia — onde o Brasil ganhou seu primeiro título mundial no futebol —, Luiz Carlos Barreto e Luciano Carneiro, estavam inebriados com o sucesso da agência Magnum, uma cooperativa internacional de fotógrafos fundada um ano antes por quatro fotógrafos: Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, George Rodger e David “Chim” Seymour todos ainda demasiado marcados pela brutalidade da guerra recém finda.

Os fotógrafos da Magnum elevados ao status de ícones principalmente para seus colegas mundo afora.

Exemplares da ‘Life’ passeavam pelas mãos da redação de ‘O Cruzeiro’, idem da sua similar francesa, a revista ‘Paris Match’. Era uma inspiração e também uma projeção constantes. Muitas pautas surgiam a partir dali e, em alguns casos, até mesmo versões locais de temas publicados.

Um outro fotógrafo de guerra, William Eugene Smith, cumpriu papel crucial nessa atividade cobrindo embates sangrentos em meio ao fogo cruzado. Vítima de disparos em confronto de guerra, Smith passou dois anos se submetendo a cirurgias para tentar recompor parte da caixa óssea facial.

“Se eles fizeram nós também poderíamos fazer”, conta Flávio Damm traduzindo o espectro que irradiou um “aventureirismo” sobre a redação de ‘O Cruzeiro’.
— A partir dessas referências criou-se um ‘aventureirismo”. Íamos para os lugares de peito aberto… não tínhamos limitação , não tínhamos medo.

Mostro, em capítulo específico da biografia de Luciano Carneiro, que de todos os “aventureiros” ele foi infinitamente o mais ousado. Como primeiro fotógrafo de guerra do jornalismo brasileiro pulou de paraquedas na Operação Tomahawk junto com as tropas americanas no chão arrasado da guerra da Coreia. É fato que Joel Silveira e Rubem Braga reportaram batalhas da segunda guerra na Itália junto às tropas da Força Expedicionária Brasileira — FEB. Mas o diferencial de Luciano Carneiro na guerra da Coreia é especialmente a fotografia a despeito de ele escrever seus próprios textos. Ele estava lá quando o fato aconteceu.

Vejamos este cronograma bem resumido de algumas coberturas de Luciano Carneiro:

1951: Cobriu a sanguinária guerra da Coreia (1950 e 1953)
1951: Formosa, China
1953: Cobriu a coroação da rainha Elizabeth II
1953: Reportagem em Canudos resgatando a memória Antônio Conselheiro
1954: Em abril, entrevista e fotografa na cidade do Cairo, Muhammad Naguib, presidente do Egito
1954: Cobre a Copa do Mundo de Futebol ao lado de Indalécio Wanderley e Luiz Carlos Barreto em equipe chefiada por David Nasser.
1954: Cobriu Chatô e o MASP itinerante, em Milão.
1954: Cobre o VII Festival Internacional do Filme, em Karlovy Vary, cidade balneária na Checoslováquia.
1955: Em abril, ‘O Cruzeiro’ publica reportagens de Luciano Carneiro na África com Albert Schweitzer que construiu uma vila para atender leprosos na África Equatorial Francesa, hoje Gabão.
1955: Correspondente de ‘O Cruzeiro’ na Europa, cobre o Festival de Cannes com atrizes como Sophia Loren, Grace Kelly, Gina Lollobrigida, Doris Day, Brigitte Bardot, Esther Williams, Zsa Zsa Gabor, Gene Kelly. Uma belíssima foto de Dominique Wilms ocupou página inteira, sangrada, na revista ‘O Cruzeiro’.
1955: Paris, cobre a exposição ‘Archives de France’
1956: Mais uma de suas reportagens com jangadeiros no Ceará com fotos raras, coloridas.
1959: Cobriu a expulsão de Fulgêncio Batista pela revolução cubana com Fidel Castro com fotos exclusivas e entrevista com Fulgêncio e com Fidel Castro no calor do primeiro dia da tomada de Havana. São fotos dramáticas.

Luciano cobriu a guerra da Coreia com a 25ª. Divisão de Infantaria Americana. Os voos saiam de uma base de apoio no Japão. “Luciano Carneiro, o jovem repórter cearense de ‘O Cruzeiro’, único correspondente de guerra sul-americano na Coreia, consegue um feito sensacional saltando de paraquedas atrás das linhas comunistas”, exaltou ‘O Cruzeiro’ anunciando a chegada de Luciano Carneiro à Coreia.

Preparando-se para a nova empreitada, o piloto Luciano tomou aulas de paraquedismo com o campeão sul americano Charles Astor, pioneiro do paraquedismo e da ginástica acrobática no Brasil e, logo, deu seu primeiro salto, sozinho. No segundo salto, a “maquininha Leica de perdigueiro” estava em punho “fixando cenas espetaculares em pleno espaço”.

Em fevereiro, Luciano seguiu para o Japão onde cumpriu as etapas de exigências para, finalmente, obter o credenciamento para ir ao front.

Na cobertura seguinte, na União Soviética, refez, de certo modo, sozinho, o roteiro escrito por John Steinbeck (texto) e Robert Capa (foto) mostrando o dia a dia no bloco durante a guerra fria e publicado no livro ‘A Russian Journal’ (1948).

Minha pesquisa mostra a influência de Capa em Luciano e a influência da revista ‘Life’ em ‘O Cruzeiro’. Num dado momentos, o desenho desta se apropria das dimensões da ‘Life’, em tipografia em enquadramento das imagens.

Robert Capa, o fotógrafo que sobreviveu a muitos tsunamis, morreu “afogado” em copo d’água, ao pisar em uma mina terrestre na Indochina, em 25 de maio de 1954. Suas pernas ficaram dilaceradas, as mãos firmes seguravam a câmera. Estava com 41 anos.

José Luciano Mota Carneiro, um repórter ‘globetrotter’, morreu em um acidente, a colisão de caças da aeronáutica que invadiram o espaço aéreo de um avião de passageiros Viscount da Vasp que o trazia de volta de uma cobertura em Brasília juntamente com outros 42 passageiros no dia 22 de dezembro de 1959. Estava com 33 anos.

Não chegou a ver seu segundo filho que nasceu em março de 1960 para fazer companhia a Tatiana, a primogênita do casal Luciano e Maria da Glória Stroebel Carneiro.

Luis Sérgio Santos é professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará

Morre o jornalista Tarcísio Colares, um dos pioneiros na cobertura de autoridades no Pinto Martins

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Vítima de falência múltipla dos órgãos, morreu no fim da noite dessa segunda-feira, em Fortaleza, o jornalista Tarcísio Colares (88). Ele estava internado há algumas semanas no Hospital São Mateus, onde enfrentava complicações cardíacas e pulmonares.

Tarcísio Colares atuou, até o fim de 2017, cobrindo para o jornal O Estado as autoridades, artistas e empresários que passam diariamente pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins. Foi casado por 38 anos.

Nos seus quase 40 anos de profissão, passou pela extinta Tribuna do Ceará e Rádio Assunção. Formou-se em Jornalismo pela UFC  aos 42 anos, depois de trabalhar como dono de lanchonete no bairro Joaquim Távora. Jovem, foi sargento da FAB, quando pediu desligamento.

Sempre dedicado à família e ao trabalho, dizia que o fundamental na vida era amar o que se fazia, com boa dose de disciplina e organização.

*Velório acontece a partir das 10 horas, na Funerária Ternura. A cremação ocorrerá nesta quarta-feira, no Cemitério Jardim Metropolitano.

VAMOS NÓS – Fica a saudade do amigo Colares, de muitas entrevistas e matérias mas, principalmente, de bons conselhos para nossa vida . Vá em paz!

(Foto – Paulo MOska)

Vereador destaca Editorial do O POVO

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O vereador Julierme Sena parabenizou neste domingo (13), por meio do Instagram, o editorial do O POVO com o título “Agradecimento às forças de segurança se faz necessário”.

“Parabéns ao Jornal O POVO, pela postura de enaltecer o trabalho, a dedicação e o compromisso de todos os profissionais de Segurança Pública do Ceará, neste momento de enfrentamento aos ataques criminosos, patrocinados pelas facções”, destacou o parlamentar.

Confira o Editorial

É necessário que se faça um reconhecimento justo aos homens e mulheres que integram as forças de segurança do Ceará pela dedicação intensa que têm demonstrado, nos últimos 11 dias, para liderarem o combate às forças do crime que se uniram para espalhar medo, pânico e terror no Estado, através da violência. O restabelecimento de uma normalidade possível, a despeito de ações isoladas, embora ainda violentas, que persistem, tem muito a ver com o compromisso demonstrado pelo aparato mobilizado em defesa da sociedade, em ritmo que abrange as 24 horas de cada dia, para garantir a prevalência da segurança pública sobre a desordem marginal.

Não é fácil, sabemos. A realidade impõe que se trabalhe sob uma pressão permanente e, como forças do Estado, em estrito cumprimento do que regem as leis, ao contrário do espírito de anarquia e caos que predomina do outro lado, onde estão exércitos de criminosos para os quais não há limite a obedecer. A luta, nesse sentido, acaba por sugerir elementos de desigualdade, mas, não há dúvida, o que se quer é o restabelecimento da normalidade plena com total respeito à legalidade, fora da qual inexiste uma saída para a situação dramática que se possa chamar de civilizatória.

Toda crise deixa suas lições de herança. Esta atual, que ainda lutamos para ver superada, já apresenta como fator de exemplo tranquilizador a demonstração de que a estrutura de que dispomos para garantir a nossa segurança cotidiana é composta, em sua amplíssima maioria, por pessoas dedicadas, aptas ao cumprimento da missão e, em situações de gravidade extrema, como a de agora, que não se furtam a ir além dos seus limites, fisicos e psicológicos em especial, para se fazerem dignas da tarefa que lhes está entregue. Honrosa tanto quanto difícil.

É uma guerra que ainda não foi ganha, estamos conscientes, mas que nos aponta um caminho claro de imposição do Estado sobre a delinquência. Há um processo em curso, nossa paciência também está sendo testada e será fundamental que a mantenhamos para que o quadro avance em direção ao caminho que o lado do bem espera ver refeito, graças, muito, ao trabalho incessante dos milhares de agentes mobilizados para uma resposta institucional que precisava ser dada. Apesar de ainda estarmos no meio de uma jornada que exigirá mais da serenidade e da compreensão de todos nós, o sentimento já é de agradecimento por tanta dedicação demonstrada em nome do retorno à tranquilidade para os lares de todos os cearenses.

André Costa nega que 40% do efetivo da PM esteja de férias

Em entrevista ao vivo ao programa Brasil Urgente, na Band, que tem à frente o jornalista Datena, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, negou nesta tarde (7) que 40% do efetivo da Polícia Militar esteja de férias. Segundo o secretário, a lei permite no máximo 10% do efetivo de férias.

Para André Costa, há pessoas tentando tirar proveito político da situação no Ceará. O secretário observou que não há uma política nacional de segurança pública, tampouco voltada aos presídios. “Vamos mostrar que quem manda é o Estado”, disse o Costa.

O apresentador do Brasil Urgente, José Luiz Datena, ressaltou que o problema é nacional e que é importante para o país que o Ceará supere a onda de ataques por parte dos criminosos para que as ações não se espalhem pelo restante do Brasil.

(Foto: Reprodução)

Jornalista Daniela Nogueira será mantida como ombudsman do O POVO

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No aniversário de 10 anos como jornalista do O POVO, a ombudsman Daniela Nogueira será mantida na função por mais um ano. Ela terá o mandato renovado a partir desta segunda-feira (7), nos 91 anos do O POVO.

Daniela Nogueira é graduada em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e em Letras (Português/Inglês), pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). É especialista em Tradução, pela Uece. Mestra em Tradução, pela UFC, também pós-graduada em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais, na Estácio FIC.

Trabalhou no O POVO como editora de Opinião do jornal e editora do suplemento “The New York Times/O POVO”. Traduziu para O POVO as colunas dos norte-americanos Thomas Friedman e Paul Krugman.

(Foto: Arquivo)

Restrições de Bolsonaro a jornalistas têm toque de chavismo

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Em artigo sobre a relação governo/imprensa, o jornalista Érico Firmo aponta que “não atentam os governantes, ou fingem não saber, que os jornalistas não trabalham para si próprios. Não querem informação por curiosidade, mas para levar ao público”. Confira:

Nunca em uma posse presidencial em tempos democráticos os jornalistas tiveram tantas restrições para trabalhar. Além da circulação restrita, profissionais tiveram de levar comida em sacos plásticos para lanches ao longo da demorada jornada. Afinal, não havia lugar para servir comida.

As medidas são evidente retaliação do novo governo, incomodado com o noticiário da imprensa. Misto de infantilidade, autoritarismo e intolerância à crítica. Isso é coisa que remete à Venezuela, ao chavismo, que Jair Bolsonaro (PSL) tanto renega.

O PT também não gostava da cobertura dos jornalistas. Chamavam a imprensa de golpista.

Olha, a imprensa comete erros e excessos, sem dúvida. Deve ser exercida a crítica e a autocrítica. Porém, isso não é motivo para restringir a liberdade. Não há melhor remédio aos vícios do jornalismo que mais jornalismo, que mais imprensa livre.

Não atentam os governantes, ou fingem não saber, que os jornalistas não trabalham para si próprios. Não querem informação por curiosidade, mas para levar ao público. Quando a ação dos jornalistas é restrita, é a informação que chega ao público que fica limitada.

Resta como opção alguns veículos escolhidos, a comunicação oficial, os perfis dos próprios governantes. O velho e carcomido expediente de escolher quem tem a informação. Modo de tentar controlar a informação, na esperança de restringir a crítica. Outras infantilidade.

Ignora Bolsonaro, ou finge não saber, que assume a gestão de algo que é público. O Estado não é dele. Apenas a ele foi delegada a responsabilidade de administrá-lo. Os governantes que isso ignoraram incorreram nos maiores erros.

Os governantes se incomodam, mas o dever do jornalismo é mesmo de incomodar. De apontar os problemas, de levantar questões. Não é, nunca foi e nunca será papel de jornalista agradar ao poder. Como disse Millor Fernandes: “Quem se curva aos poderosos mostra o traseiro aos oprimidos”.

Érico Firmo

Jornalista do O POVO.

Após renúncia de diretores de Imprensa, papa Francisco nomeia interino

O papa Francisco aceitou hoje (31) a renúncia do diretor do Gabinete de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, e de sua adjunta, Paloma García Ovejero. Foi nomeado interinamente Alessandro Gisotti, de 44 anos, que ocupava a Coordenação Social do Departamento de Mídia e Comunicação.

Gisotti é jornalista, graduado em Ciências Políticas na Universidade La Sapienza, em Roma. Ele acompanhou as atividades dos últimos três papas João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco. Desde 2017 é coordenador de Mídias Sociais do Departamento de Comunicação da Santa Sé.

Em declaração, Gisotti agradeceu a confiança do papa Francisco ao nomeá-lo. “Vou tentar cumprir a missão confiada ao melhor da minha capacidade, com aquele espírito de serviço à Igreja e ao papa que tive o privilégio de aprender ao lado de padre Federico Lombardi por quase 20 anos.”

O prefeito da Congregação para a Comunicação, Paolo Ruffini, elogiou a atuação de Burke e Paloma García, agradeceu o trabalho desempenhado por ambos com profissionalismo. Segundo Ruffini, o novo diretor desempenhará também com profissionalismo a nova função.

Em sua conta do Tweeter, Burke disse que a renúncia refere-se ao momento que o Vaticano enfrenta. “Neste momento de transição nas comunicações do Vaticano, pensamos que é melhor que o Santo Padre esteja completamente livre para reunir uma nova equipe.”

Paloma García também tuitou: “Termina um período. Obrigada, Santo Padre, por estes dois anos e meio.”

(Agência Brasil)

O POVO comemora 90 anos de história e é homenageado na Assembleia Legislativa

A celebração das nove décadas de Jornalismo do O POVO e da história dos profissionais que o constroem foi, antes de tudo, uma manifestação pela liberdade de expressão. A trajetória do veículo, que se entrelaça com a história do Ceará, foi tema de sessão solene na Assembleia Legislativa, ocorrida na tarde de ontem. Na ocasião, profissionais, entre diretores e colaboradores, foram homenageados.

“O POVO é uma casa de amigos. Então, homenageá-los nos homenageia duas vezes. E, sim, a gente continua contando histórias a caminho dos 100 anos e com muita alegria”, afirmou a jornalista Luciana Dummar, presidente do Grupo de Comunicação O POVO (GCOP), uma das homenageadas. Em discurso, ela defendeu a liberdade jornalística. “A imprensa livre e independente nunca se fez tão necessária. Somente com a imprensa o contraditório é possível. Precisamos reformar o Brasil, sim, mas essa reforma só será bem sucedida com respeito à pluralidade de pensamentos e a intransigente defesa das conquistas sociais”.

O requerimento da sessão solene foi assinado pelos deputados Carlos Matos (PSDB), Heitor Férrer (SD), Fernanda Pessoa (PSDB), Bruno Pedrosa (PP) e Carlos Felipe (PCdoB).

Carlos Matos ressaltou o protagonismo do jornal na construção de memória da região. “Na medida em que deu voz a diferentes atores políticos, talentos que surgem na cultura, na economia, em varias áreas, foi construindo um Ceará que nós todos nos orgulhamos”.

Além da presidente do GCOP, foram homenageados Demócrito Dummar  (in memoriam), Dummar Neto, Arlen Medina Néri, Daniela Nogueira, Lúcio Brasileiro, Sônia Pinheiro, Neila Fontenele, Lêda Maria, Valdenora Sales, Maria Tereza Lima, Ivonilo Praciano, Mauri Melo, Eliomar de Lima, Jocélio Leal, Valdemar Menezes e Plínio Bortolotti.

Dentro dessas nove décadas estão muitas histórias. Uma delas é a de Mauri Melo, repórter fotográfico e com 60 anos de trabalho na casa. “Comecei entregando jornal na rua quando a sede do grupo ainda era na Senador Pompeu, ia andando”, relembra. Ou a de Valdenora Sales, ex-secretária de Demócrito Dummar e hoje assistente social do GCOP, que relembra dos atuais gestores ainda crianças. “Este é um reconhecimento ao trabalho de toda a equipe e de colaboradores, dos jornalistas, dos impressores, dos mecânicos… Essas pessoas que fazem o dia a dia”, reforça Dummar Neto, vice-presidente do Grupo.

Também estiveram na solenidade a defensora pública geral do Estado, Mariana Lobo; o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Virgílio Araripe; o secretário do Meio Ambiente do Estado, Artur Bruno; e o presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI), Salomão de Castro.

“Esses 90 anos são para celebrar, mas também para que a gente possa fortalecer um veículo que tem sido sempre uma resistência, na perspectiva de pautar não só as políticas de direitos humanos, mas o direito de cada cidadão cearense de se expressar, de ser ouvido, e o contraponto das ideias”, conclui Mariana Lobo.

(O POVO – Repórter Eduarda Talicy/Foto – Mateus Dantas)

O POVO ganha sessão da Assembleia Legislativa por seus 90 anos

Demócrito Dummar, que passou mais de 40 anos à frente do O POVO, será lembrado.

A Assembleia Legislativa do Ceará realizará nesta segunda-feira, às 15 horas, no Plenário 13 de Maio, uma sessão solene em homenagem aos 90 anos do O POVO.

O requerimento é assinado pelos deputados Carlos Matos (PSDB), Heitor Férrer (SD), Fernanda Pessoa (PSDB), Bruno Pedrosa (PP) e Carlos Felipe (PCdoB).

Na ocasião, diretores e colaboradores do jornal, o mais antigo em circulação no Estado, serão homenageados. “A partir da história do próprio jornal, nós podemos fazer um resgate da história cearense e dos principais fatos do século”, diz Carlos Matos, que destaca O POVO como “uma memória viva” do Ceará, ressaltando ainda “a importância do acesso à informação qualificada na era do conhecimento”.

(Foto – O POVO)

Abertas as inscrições para o Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional

Profissionais de imprensa de todo o Brasil já podem inscrever-se na nova edição do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional. O link para submissão de trabalhos e o regulamento completo estão disponíveis em www.bnb.gov.br/web/premio-banco-do-nordeste-de-jornalismo. Na edição de 2019, poderão ser inscritas matérias veiculadas no período de 1º de janeiro de 2018 a 29 de março de 2019.

A iniciativa premiará as melhores produções jornalísticas que abordem ações promotoras de desenvolvimento regional, localizadas na região Nordeste ou norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB). Ao todo, serão R$ 234 mil em prêmios, distribuídos em 18 categorias.

O Grande Prêmio Nacional reconhecerá material que tenha como temática “Microcrédito urbano como ferramenta de desenvolvimento econômico e social”. Concorrem nas demais categorias, trabalhos que abordem o desenvolvimento regional considerado em seu sentido mais amplo, incluindo suas vertentes de ordem econômica, social, cultural e ambiental.

As premiações nacionais são categorizadas por mídia (impresso, TV, rádio e internet). Já os prêmios estaduais englobam toda a área de atuação do BNB. Profissionais de outras regiões do Brasil podem concorrer na categoria Extrarregional. As produções de estudantes de Jornalismo dispõem de categoria específica.

As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto ou via Correios até 29 de março de 2019, sendo esta considerada a data máxima de postagem para efeitos de inscrição.

O Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo foi criado em 1980 e reconhece produções de diversas mídias, tendo já premiado mais de 300 trabalhos jornalísticos que refletem sobre aspectos do desenvolvimento da Região.

Confira abaixo quadro com o resumo das premiações:

(Banco do Nordeste)

O POVO ganha sessão da Assembleia Legislativa por conta dos seus 90 anos

Dummar Neto, vice-presidente, um dos tocadores de um jornal sempre em renovação.

Da Coluna do Eliomar de Lima, do O POVO desta sexta-feira:

A Assembleia Legislativa realizará sessão solene em homenagem aos 90 anos do jornal O POVO. Será às 15 horas da próxima segunda-feira, 17, no Plenário 13 de Maio, por iniciativa dos deputados Carlos Matos (PSDB), Heitor Férrer (SD), Fernanda Pessoa (PSDB), Bruno Pedrosa (PP) e Carlos Felipe (PCdoB).

Na ocasião, fundadores e colaboradores do jornal mais antigo em circulação no Estado do Ceará serão homenageados. Em sua justificativa, o deputado Carlos Matos destaca O POVO como “uma memória viva. Diz que, a partir da história do próprio jornal, nós podemos fazer um resgate da história cearense e dos principais fatos do século.”

Demais parlamentares que endossam a homenagem acentuam que O POVO tem uma capacidade forte de interação com a sociedade e de alimentar as causa sociais, formando a consciência do povo cearense”. Matos ressalta ainda “a importância do acesso à informação qualificada na era do conhecimento”, o que proporciona O POVO também com suas plataformas digitais.

Jornalista Ivonilo Praciano ganha homenagem

A Associação Brasileira de Sommeliers prestou homenagem na noite de ontem, 13, ao jornalista do O POVO, Ivonilo Praciano, pela contribuição dada pelo colunista na difusão e valorização da enologia no Ceará, ressaltando a importância do vinho nas harmonizações gastronômicas.

Ivonilo assina semanalmente a coluna Muito Prazer, no Vida&Arte Comes e Bebes, e apresenta o programa Gastronomia e Vinhos na Rádio O POVO CBN às sextas-feiras.

(O POVO)

O POVO ocupa pódio em prêmio nacional de Jornalismo

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A série sobre Educação Inclusiva ficou em 2° lugar e o caderno Acessibilidade, da série Ceará Cidadão em 3°, no prêmio nacional de jornalismo Rui Bianchi. Ambas as produções são do O POVO e concorreram na categoria Impresso. O resultado foi anunciado em cerimônia no Memorial da Inclusão, em São Paulo. A 1° posição foi ocupada pela Revista D+, de São Paulo. O prêmio é promovido pela Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão ligado ao governo paulista.

O Educação Inclusiva abordou as formas de integração de crianças com deficiência na escola. A equipe foi composta por Daniela Nogueira na edição, Lucas Mota, Wagner Mendes e Isabel Costa na reportagem e Julio Caesar na fotografia.

 

Wagner Mendes, um dos ganhadores. 

O caderno Acessibilidade, escrito por Rômulo Costa, trouxe histórias de pessoas que atuam no esporte e no mercado de trabalho, além de locais que ofertam oportunidades para que as pessoas com deficiência tenham experiências positivas.

A série Ceará Cidadão tratou também de questões como importância dos espaços públicos e sistema penitenciário. Estes escritos por Sara Oliveira e Luana Severo. A edição foi de Joelma Leal, com diagramação de Renata Viana. Vídeos e fotografias foram de Aurélio Alves e Julio Caesar.

Seis reportagens sobre pessoas com deficiência, veiculadas entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de julho 2018, foram finalistas na categoria. Além da categoria em que o O POVO foi premiado, existiam as de radiojornalismo, de telejornalismo e de web jornalismo.

(O POVO)

O Mestre Valdemar Menezes

Com o título “Mestre Valdemar Menezes”, eis artigo de Rosemberg Cariry, cineasta e escritor. Ele presta uma homenagem ao jornalista Valdemar Menezes, que deixou de escrever coluna no O POVO, mas continua na equipe de articulistas e editorialistas. Confira:

Quando um jornalista como Valdemar Menezes, de estatura ética e percurso de décadas, atuando como defensor da democracia e dos direitos humanos, despede-se dos seus leitores afirmando: “Já não tenho energia física e emocional, nem idade e saúde para escalar essa nova muralha de estupidez, como o fiz após 1964”, para além da questão pessoal, bem aponta a difícil situação em que se encontra o que resta da nação. Durante décadas, pudemos acompanhá-lo em sua luta de cavaleiro incansável pela afirmação dos valores democráticos, crítica contumaz aos tempos obscuros e posturas autoritárias remanescentes da ditadura militar no Brasil, alertando sempre, com palavras conscientes e justas, para os desequilíbrios advindos de governantes pouco afinados com os direitos sociais e a emancipação do povo oprimido deste imenso Ceará e Brasil.

Sempre tão firme e ancorado em princípios dignificadores da vida, através de uma postura pessoal ética e de uma escrita impecável e atraente, o jornalista Valdemar de Menezes, na sua coluna regular no O POVO, tornou-se uma espécie de farol do pensamento político mais esclarecido, lugar de visitação obrigatória de leitores ansiosos pelas verdades.

Sua última crônica traz uma síntese bem pontuada de fatos e argumentos da política recente do Brasil que culminaram no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e o processo manipulatório que levou ao poder a “banalidade do mal”.

Como sempre, um artigo claro e cortante, que mostra a barbárie e a mediocridade crescentes que sufocam e destroem o Brasil como nação soberana. Ao deixar de escrever a sua coluna, Valdemar Menezes fecha mais uma lanterna de lucidez capaz de guiar e formar opinião bem sustentada. Vão fazer muita falta as suas considerações sempre tão justas e a sua firmeza de opinião! Diante do jornalismo da chamada “grande imprensa” que, por força do grande capital, cada dia mais se degrada, posições como a sua, mesmo pesando e medindo perdas e conquistas, continua chamando atenção de todos os seus leitores que sabem separar o joio do trigo, quando o assunto é a verdade. Goze as suas merecidas férias de bom guerreiro. Obrigado por tudo, Valdemar.

*Rosemberg Cariry

ar.moura@uol.com.br

Cineasta e escritor.

(Foto – O POVO)

Ivo Gomes fala para a TV portuguesa sobre os 100 anos do Eclipse de Sobral

O prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT) concedeu entrevista, nessa segunda-feira, aos jornalistas portugueses Isabel Silva Costa e Carlos Pinota. Eles integram a equipe da RTP (Rádio e Televisão de Portugal) que está produzindo um documentário sobre os 100 anos da comprovação da Teoria da Relatividade, do físico alemão Albert Einstein.

Ivo Gomes falou sobre a importância dessa cidade da Zona Norte do Ceará na constatação da hipótese de Einstein, em maio de 1919, por meio do fenômeno mundialmente conhecido como o “Eclipse de Sobral”.

A RTP busca em Sobral e na Ilha do Príncipe (África) ações que valorizem a importância do mais famoso eclipse solar da história. Um documentário de 50 minutos vai ao ar em 2019.

Em Sobral, em maio de 2018, Ivo Gomes decretou o “Ano Municipal das Ciências”. Até 29 de maio de 2019, a Prefeitura realizará uma programação especial em comemoração ao centenário.

(Com Blog Sobral de Prima)