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Tempo gasto em computadores afeta bem-estar de jovens, diz pesquisa

Ficar em frente a telas para navegar na internet, acessar redes sociais ou jogar videogame tem impacto negativo no bem-estar de adolescentes. A tese é de uma pesquisa conduzida por três acadêmicos das universidades da Georgia e de San Diego, nos Estados Unidos. Os investigadores analisaram dados de um levantamento anual feito no país com respostas de mais de 1 milhão de meninos e meninas.

Os pesquisadores observaram os índices de bem-estar, entendido como uma sensação a partir de diversos critérios, e identificaram uma queda brusca, desde 2012, em aspectos como autoestima, satisfação com a vida e felicidade. O estudo revelou também redução no sentimento de satisfação como um todo, menos entusiasmo dos jovens na relação com amigos e na diversão e queda da sensação de segurança.

Ao buscar as causas da redução, chegaram à conclusão que quanto maior o uso de computadores e dispositivos eletrônicos, menor o bem-estar relatado pelos adolescentes entrevistados. Aqueles que usam meios eletrônicos por seis horas ou mais tiveram índices de infelicidade quase o dobro da média.

As atividades de maior impacto negativo foram: navegar na internet, jogar videogame e acessar redes sociais. Os adolescentes que gastam muito tempo em redes sociais apresentaram índice 68% maior de infelicidade. O efeito negativo sobre o bem-estar foi maior entre os adolescentes de menor idade do que entre os mais próximos da vida adulta.

Já aqueles jovens que passam menos tempo em frente a telas e que realizam outras atividades se disseram mais felizes. Entre as atividades relacionadas estão estudos, passeios, prática de esportes e interações sociais presenciais com a família, amigos e conhecidos.

“A combinação de interações sociais presenciais menores (que estimulam o bem-estar) e o uso de comunicações eletrônicas mais constante (que impactam negativamente o bem-estar) podem ser duas causas possíveis e relacionadas do declínio do bem-estar psicológico”, afirmam os autores no estudo.

Um dos fatores que estimularam o maior consumo de serviços eletrônicos, na avaliação dos autores é a disseminação de smartphones. Segundo o estudo, a presença de smartphones entre adolescentes pulou de 37% em 2012 para 73% em 2015. Além disso, o tempo crescente que os jovens gastam no uso de dispositivos eletrônicos tem impacto na qualidade do sono e pode, acrescentam os autores, levar ao vício.

(Agência Brasil)

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é lembrado em Fortaleza

A Associação dos Conselheiros, ex-Conselheiros Tutelares e Suplentes do Estado do Ceará (ACONTESCE) acaba de lançar campanha de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes no Estado. O evento, realizado na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa, nessa quinta-feira, foi coordenado pelo presidente da entidade, Eulógio Neto.

Marcou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, que está sendo lembrado nesta sexta-feira.

O evento contou com diversos parceiros como a Secretaria de Políticas Públicas Sobre Drogas, a Assembleia Legislativa, a Câmara Municipal de Fortaleza e a Aprece.

(Foto – Divulgação)

Sest/Senat Fortaleza promove evento sobre proteção de crianças e adolescentes

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O Sest/Senat Fortaleza promoverá, nesta sexta-feira (18), a partir das 14h30min, em sua sede, uma mesa redonda com o tema “Juntos pela proteção de crianças e adolescentes”. O objetivo é apresentar a importância do protagonismo do trabalhador do transporte e da comunidade em geral no papel de agente de proteção dos direitos da criança e do adolescente.

A atividade integra a programação pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e faz parte das ações que integram o Projeto Proteção, criado pelo Sest Senat com o objetivo de desenvolver ações socioeducativas para enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. Isso, por meio da conscientização do trabalhadores do transporte e da sociedade em geral. Este ano, o Projeto Proteção passou a contar com a parceria da Childhood Brasil.

O psicólogo Alexandre Santiago, do Sest Senat Fortaleza, falará sobre o Projeto Proteção e suas principais ações no eixo de mobilização nacional. A FUNCI apresentará o Programa Rede Aquarela, que promove política de enfrentamento à violência sexual das crianças e adolescentes em Fortaleza. E Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrará o papel da instituição na proteção de crianças e adolescentes.

SERVIÇO

*Sest Senat Fortaleza – Rua Dona Leopoldina, 1050 – Centro).

(Foto – Divulgação)

Preto Zezé é pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB

O presidente da Central Única de Favelas (Cufa), Preto Zezé, vai tentar carreira política. Filiado ao PCdoB, deverá disputar cadeira de deputado estadual.

Ele, inclusive, levará a presidenciável Manuela D’Ávila para uma visita ao bairro Bom Jardim, nesta sexta-feira à tarde, onde ela conhecerá o Instituto Katiana Pena, que trabalha, por meio de atividades culturais, com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

DETALHE – Preto Zezé vai pelo PCdoB porque seu grupo, de atuação nacional, não conseguiu legalizar o Partido Favela do Brasil.

(Foto – O POVO)

Roberto Cláudio firma acordo de cooperação na área de juventude com fundação sueca

Em seu primeiro compromisso oficial em Estocolmo (Suécia), nesta segunda-feira (14), o prefeito Roberto Claudio visitou a Fundação Fryshuset, onde assinou Acordo de Cooperação Técnica entre Fortaleza e a organização que é hoje um dos maiores centros para formação de Juventude do mundo. Roberto Cláudio, que esteve acompanhado da coordenadora de Relações Internacionais da Prefeitura de Fortaleza, Patrícia Macedo, assinou o termo de cooperação com o diretor executivo da Fryshuset, Johan Oljeqvist.

Responsável por várias escolas, programas de formação profissional, cursos de teatro, música e esportes no País, a Fundação Fryshuset, vinculada à Prefeitura de Estocolmo, atua na execução e acompanhamento das políticas de juventude, notadamente na assistência aos jovens em situação de risco.

A Fundação trabalho em quatro eixos: educação formal por meio de uma escola, políticas de cultura juvenil, políticas sociais nas comunidades de risco e uma dimensão de trabalho e empreendedorismo.

“O Acordo de Cooperação que nós assinamos hoje, aqui em Estocolmo, visa desenvolver projetos com a Rede Cuca para a juventude de Fortaleza, com um modelo que já é um sucesso global. Eles, inclusive, já estiveram em Fortaleza e viram muita similaridade entre as ações da Rede Cuca e o que eles fazem aqui e o nosso acordo de cooperação vai garantir novas ações na prevenção do crime e na violência juvenil. Uma das ações é a identificação do jovens em situação de risco e o trabalho com esse público”, disse Roberto Claudio, destacando que “o mais animador é a pretensão da fundação de abrir, já no próximo ano, uma sede em Fortaleza para funcionar como uma nova unidade da Rede Cuca, compreendendo esse intercâmbio de informações e experiências, numa ação financiado pela fundação e co-financiada pela Prefeitura de Fortaleza”.

A parceria com a Fundação sueca também vai permitir a elaboração de projetos conjuntos com foco na atenção a jovens em situação de risco e vulnerabilidade social, abrangendo também a formação de jovens mediadores a ser realizada pela Fundação em Fortaleza.

(Prefeitura de Fortaleza)

Roberto Cláudio viaja para a Suécia onde trata de cooperação em sustentabilidade e juventude

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O prefeito Roberto Cláudio embarca nesta segunda-feira (14), a partir de São Paulo, para Estocolmo, na Suécia, onde firmará acordos de cooperação técnica em áreas de juventude, sustentabilidade e cidades inteligentes. O prefeito deverá retornar a Fortaleza na quinta-feira (17). A informação é da assessoria de imprensa do Paço Municipal.

O primeiro contrato a ser assinado é um Acordo de Cooperação Técnica entre o Município de Fortaleza e a Fundação Fryshuset, que atualmente é um dos maiores centros para Juventude do mundo, responsável por várias escolas, programas de formação profissional, cursos de teatro, música e esportes no País.

O acordo visa desenvolver projetos com a Rede Cuca, beneficiando a juventude de Fortaleza, compreendendo intercâmbio de informações e experiências, elaboração de projetos conjuntos com foco na atenção a jovens em situação de risco e vulnerabilidade social.

Roberto Cláudio também terá reunião com a prefeita de Estocolmo, Karin Wanngard, para conhecer os projetos de planejamento urbano que pretendem fazer da capital sueca a cidade mais inteligente e conectada do mundo até o ano de 2040. Ele ainda se reunirá com professores do Instituto Real de Tecnologia KHT, para conhecer projetos de Energia e Transporte Integrado, como o projeto desenvolvido com a Volvo, que implantou BRTs em Curitiba.

A agenda do prefeito de Fortaleza na Suécia também prevê encontro com o diretor de Aquecimento e Energia da MälarEnergi, Magnus Eriksson. A empresa pública de eletricidade e aquecimento urbano tem sede em Västerås, cidade a cerca de 100km de Estocolmo, e produz energia a partir da incineração de resíduos sólidos, além de possuir também plantas para produção de água encanada e purificação de águas residuais.

Concluindo sua missão oficial à Suécia, o prefeito Roberto Claudio terá uma reunião com a vice-prefeita de Estocolmo e secretária Municipal de Meio Ambiente, Katarina Luhr, para tratar da política com foco em questões de sustentabilidade, além de reunir-se com Peter Wrenfelt, fundador e consultor da U&We, e com Adalberto Alencar, coordenador-geral da Fundação Educacional Popular em Defesa do Meio Ambiente (Cepema), com sede no bairro Parquelândia, em Fortalezar consultor da U&We Suécia e coordenador da Rede Terra do Futuro América Latina. A U&We desenvolve o projeto que envolve o desenvolvimento de métodos para participação e financiamento de áreas verdes que promovam serviços ecossistêmicos e a biodiversidade no ambiente urbano.

(Foto – Prefeitura de Fortaleza)

Não precisamos de leis novas

Em artigo no O POVO deste sábado (5), a defensora pública Liana Lisboa, supervisora do Núcleo de Atendimento aos Jovens e Adolescentes em Conflito com a Lei (Nuaja), afirma que o projeto de lei na Câmara Federal, que propõe o aumento em até três vezes de internação de adolescentes, seria uma forma dissimulada de implementar a redução da maioridade penal. Confira:

Com surpresa recebemos a notícia de um projeto de lei na Câmara Federal, referendado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, que aumenta em até três vezes o tempo máximo de internação de adolescentes que tenham praticado ato infracional.

Parece-nos evidente que a proposta é uma forma dissimulada de implementar, por via indireta, a redução da maioridade penal. O raciocínio é simples: já que a PEC 33/2012 teve sua votação adiada e tendo em vista a dura resistência para sua aprovação, triplica-se o tempo máximo da medida de internação e se equiparam as sanções impostas a adultos e adolescentes.

Dá-se uma roupa nova para um debate antigo. Sem dúvida, uma manobra cínica e inconstitucional.

Ressalte-se que o Ceará teve destaque no Informe 2017/2018 da Anistia Internacional não apenas pela caótica situação das unidades socioeducativas, mas também pela omissão quanto à apuração de denúncias de torturas e maus tratos: das 200 notificações formais, apenas duas tiveram inquéritos policiais instaurados. Fatos que mostram o lugar dado aos jovens em conflito com a lei por parte do Sistema de Justiça: o de não-sujeito, do qual se deve esquecer quando segregado.

A aprovação deste projeto seria o reconhecimento do Estado de que não há diferença entre o tratamento dispensado a um jovem que cometa um ato infracional e um adulto que pratique delito, rompendo com as determinações internacionais, constitucionais e legais sobre o tema. Tem-se a negação definitiva da condição da criança e do adolescente como pessoa em desenvolvimento, estatuída pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Há 28 anos, o ECA rege o tratamento que deve ser dado ao jovem em conflito com a lei. A Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) fixa também as metodologias a serem adotadas nesta seara. Nenhum destes foi implementado em sua integralidade. Em inspeções aos centros, e no acompanhamento judicial, a Defensoria Pública tem identificado, impugnado e denunciado inúmeras violações a estes diplomas normativos.

Não precisamos de leis novas, muito menos de leis com manifesto viés punitivista. Precisamos que os atores políticos e do Sistema de Justiça cumpram seus papéis na concretização do sistema socioeducativo pensado pelo ECA e pelo Sinas.

Maracanaú fica com a segunda etapa do Estadual de Jiu-Jitsu

A equipe Gracie Barra, de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, ficou com o título da segunda etapa do Campeonato Cearense de Jiu-Jitsu, disputada no último fim de semana, no ginásio do Sesc, no Centro de Fortaleza.

Para o faixa preta e professor Daniel Baima, o esporte é um dos responsáveis pela boa formação do caráter e disciplina da juventude. “São ações como essa que contribuem como política pública para nossa juventude. O desempenho da Gracie Barra foi um sucesso, porque para muitos jovens foi a primeira competição e muitos deles conquistaram suas medalhas pelo mérito”, comentou Baima, ao destacar que Maracanaú levou mais de 60 atletas para a competição.

(Foto: Divulgação)

Salmito aponta papel do Legislativo na garantia de direitos de crianças e adolescentes

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), participou, na noite dessa quarta-feira (11), no Hotel Plaza Praia Suites, na Praia de Iracema, da abertura do Capacita Brasil. O evemnto aborda o Sistema de Garantia de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes (SGDCA) no país. Salmito destacou o papel do Legislativo na garantia desses direitos.

Em sua segunda edição, o Capacita Brasil segue nesta quinta-feira (12) e será encerrado nesta sexta-feira (13). A atual edição pretende consolidar o marco no Nordeste para os eventos formação continuada para os membros do SGDCA, tanto pela sua estrutura e quanto pelo conteúdo que será aplicado e renovado, garantindo melhor aprendizado e dinâmica para o exercício das atribuições dos profissionais do segmento.

(Foto – Divulgação)

Inep divulga resultados do Encceja Nacional para o ensino fundamental

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje (29) os resultados individuais dos estudantes que fizeram o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja Nacional) em 2017 para o ensino fundamental.

Somente o próprio participante pode acessar o boletim de desempenho, informando o CPF e a senha cadastrada durante a inscrição. Também foram disponibilizados hoje os resultados dos participantes do Encceja para pessoas privadas de liberdade. Segundo o Inep, as notas do Encceja Exterior (feito por brasileiros que moram no estrangeiro) serão divulgadas até o dia 6 de abril.

No ano passado, 301,5 mil pessoas se inscreveram para obter o certificado do ensino fundamental por meio do Encceja. Quem obteve a nota mínima exigida em todas as quatro áreas de conhecimento e na redação terá o certificado. Quem obteve a nota mínima apenas em uma área de conhecimento terá a declaração parcial de proficiência.

O Encceja é direcionado aos alunos que não concluíram os estudos na idade adequada e desejam obter a certificação no ensino fundamental ou no ensino médio.

(Agência Brasil)

De onde vem a força do crime?

Eis a Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta quarta-feira, mais precisamente o tópico “De onde vem a força do crime”. Confira para boas reflexões:

A força das facções criminosas que atuam no Ceará não está necessariamente em sua organização. Na quinta-feira, por exemplo, ao realizar o primeiro da série de ataques, tentaram invadir agência dos Correios. Não conseguiram. Então, tentaram colocar fogo no prédio. De novo deu errado. Então, apenas deixaram algumas cartas por lá. Na madrugada do sábado, ao tentarem explodir a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), três envolvidos na ação foram mortos pela Polícia. Foram duas ações importantes, mas um tanto desastradas. Não são coisa de bandidos altamente organizados, com alto grau de preparação. Eles possuem armas de grande porte, equipamento pesado. Mas, também não é isso que dá poder a elas.

A força das facções está na quantidade de jovens recrutados. Eles podem perder muitas vidas, mas possuem pessoal para repor.

É uma terrível e trágica força. Apesar dos números recordes de homicídios, durante anos, os grupos criminosos estão ainda mais fortes. Apesar de muitas das vítimas serem jovens seduzidos pelas facções, que se matam numa guerra concentrada principalmente nas periferias.

Para fazer frente às facções, será necessário ser capaz de oferecer oportunidades a esses jovens capazes de disputar com o poder de atração dos grupos criminosos. Tem gente que acha que isso é “defesa de bandido”. Que esse pessoal optou pelo crime mesmo e que devem morrer ou ir para a cadeia. A questão para a qual não se atenta é que, ou se obstrui os canais de recrutamento dos criminosos, ou a violência não diminuirá.

A quantidade de mortes continuará avassaladora, os crimes seguirão sem conhecer fronteira, atingindo inclusive a classe média. Criar oportunidades para evitar a entrada de adolescentes no mundo do crime não é benevolência, diletantismo, nada disso. É o único caminho. Não é fácil nem rápido.

Porque o contingente policial tem crescido. O secretário ameaça, no estilo “Justiça ou cemitério”. Nunca houve tanta gente presa. Nunca a Polícia matou tanto. Nunca morreram tantos detentos. O Moroni Torgan, que sempre prometeu resolver a situação da violência, está há anos enfronhado com os governos e é o homem da segurança dentro da Prefeitura. Resolveu? Parece estar a caminho de resolver?

Livro sobre ONG que trabalha com meninos de rua será lançado na UFC

Será lançado nesta terça-feira, às  14 horas, no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC), o livro “Reconstruindo laços – Uma experiência de trabalho com famílias de crianças e adolescentes em situação de rua”.

A publicação tem o crivo da Associação Beneficente O Pequeno Nazareno e busca sintetizar a metodologia de trabalho dessa ONG que trabalha com famílias que têm filhos em situação de rua. Ainda avalia a referida metodologia, a partir da narrativa de seus próprios participantes.

No livro estão desenhados fluxos, grades cronológicas e organogramas, na tentativa de descrever a forma aplicada com maior frequência para gerar os melhores resultados. A análise foi realizada por consultores externos e pela narrativa dos próprios participantes do processo.

SERVIÇO

*Departamento de Ciências Sociais da UFC – Auditório Luiz Gonzaga – Avenida da Universidade, 2995, Benfica

*Mais informações – (85) 98828-2288.

Livro aborda o relacionamento entre pais e filhos na adolescência

 

Os psicólogos Fabiana Neiva, Júlia Susis e Padre Antonio Francileudo vão lançar nesta sexta-feira, às 18h30minm , no auditório da Faculdade Católica de Fortaleza, o livro “Relacionamento pais e filhos na adolescência: educar com limites por meio de valores para o sentido da vida” (Editora CRV).

Os autores levantam na obra uma série de questionamentos: será que o problema dos limites está relacionado apenas à opção educativa de pais e mães? Será que é fruto dos tempos hipermodernos? Têm influenciado na educação dos filhos as novas mídias, redes sociais e as tecnologias? A tríade de autores é de acordo que a “ausência de referenciais institucionais e valorativos afetam a estrutura de personalidade dos adolescentes e dificulta aos pais um processo educativo orientado pelos limites e internalização de valores.”

Perfil dos Autores

Fabiana Neiva Veloso Brasileiro – Pedagoga, Psicóloga clínica, Especialista em Psicologia da educação, Mestre e Doutora em Psicologia pela Universidade de Fortaleza. Professora do Curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza onde também atua como supervisora clínica do Serviço de Psicologia Aplicada do NAMI (Núcleo de Assistência Médica Integrada) membro do Grupo de Pesquisa OTIUM/Estudos Multidisciplinares sobre Ócio e Tempo Livre, vice- coordenadora do Laboratório OTIUM (Laboratório de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre) do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UNIFOR e coordenadora do VERSARE, núcleo de estudos sobre educação e inovação. Membro da ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia), atuando no GT (Grupo de Trabalho): Ócio, Tempo Livre e Trabalho.

Francisco Antônio Francileudo – Doutor em psicologia (2013) e Mestre em Psicologia (2009) pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Pós-doutorado (2016-2017) realizado na Universidad Kennedy (Buenos Aires – Argentina) com projeto sobre A Função do Educador de Jovens na Hipermodernidade à luz da Antropologia de Viktor E. Frankl. Especialista em Neuropsicologia pelo Centro Universitário Christus. Professor da graduação e Pós-graduação da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF). Membro dos Grupos de Pesquisa SOFRIMENTO PSÍQUICO: SUJEITO, SOCIEDADE E CULTURA, do Grupo de Pesquisa OTIUM/Estudos Multidisciplinares sobre Ócio e Tempo Livre e do Laboratório OTIUM (Laboratório de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre) vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UNIFOR (Universidade de Fortaleza-CE/Brasil). Membro da ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia), por meio do GT (Grupo de Trabalho): Ócio, Tempo Livre e Trabalho.

Júlia Sursis Nobre Ferro Bucher-Maluschke – Psicóloga, pela Universidade de Brasília, Mestre e Doutora pela Universidade Católica de Louvain, Bélgica; Fullbright Scholar na St. John´s University, New York, Pós-doutorado na Universidade de Tübingen-Alemanha; Professora Emérita da Universidade de Brasília, UNB; Professora da Pós-graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília, UCB e Pesquisadora colaboradora Senior da Universidade de Brasília. Coordenadora do GT da ANPEPP: Família, Processos de Desenvolvimento e Promoção da Saúde.

SERVIÇO

*Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) – Rua Tenente Benévolo, 201 – Centro.

*Mais Informações – (85) 3453.2150.

*Entrada franca.

Um bairro invisível aos olhos e aos instrumentos de planejamento

Com o título “Bairro 120 – O lugar dos excluídos”, eis artigo do chefe do escritório do Unicef em Fortaleza, Rui Aguiar. Eis um belo texto metafórico sobre uma realidade capital. Confira:

A população de Fortaleza vive em 119 bairros. São quase 2,6 milhões de pessoas, sendo que 40% vivem em 840 assentamentos precários, onde o poder público quase não chega. Por outro lado, há um número crescente de pessoas vivendo nas ruas, que, se reunidas, daria para povoar outro bairro. Embora não se tenha estatística precisa, como é usual em fenômenos sociais de exclusão, pode-se imaginar que seriam suficientes para estabelecer uma comunidade própria, o Bairro 120 – espaço de planejamento e escuta para se pensar com os moradores de rua as políticas públicas que melhor atenderiam os excluídos da cidade.

Estimativas dão conta de que pelo menos 1,5 mil crianças estariam vivendo nas ruas nos 119 bairros do município. Ou seja, a população que hoje habita virtualmente o Bairro 120 precisaria do mesmo número de vagas escolares, da creche ao ensino médio. Precisaria também de Centro de Referência em Assistência Social, de Posto de Saúde, de Conselho Tutelar, de Centro de Apoio Psicossocial e de equipamentos de esporte, lazer, cultura e formação profissional pensados para atender ao menos 3 mil pessoas que demandam proteção, emprego e renda. Se essa comunidade deixa sua virtualidade seriam necessárias pelo menos mil casas nos outros 119 bairros para abrigar todas esses cidadãos, que hoje se acomodam sob marquises, viadutos, bancos de praça e pensões no Centro.

Os excluídos do Bairro 120 são a expressão invisibilizada da necessidade de se regulamentar as zonas e os grupos humanos de interesse social na cidade. Este bairro de exclusão, fragmentado nas artérias da cidade, precisa ser visível aos olhos e aos instrumentos de planejamento para que a cidade seja um espaço de todos; um lugar de convivência, paz, justiça social e encontro de cidadãos que compartilham valores humanos de dignidade e equidade, com oportunidades justas, com a mesma potência de voz e representação política.

*Rui Rodrigues Aguiar

raguiar@unicef.org

Chefe do Escritório do Unicef em Fortaleza.

Comissão debaterá nesta terça-feira sobre enfrentamento ao homicídio de jovens no Brasil

A Comissão Especial de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens (PL 2438/15) realizará, às 14h30min desta terça-feira, nova audiência pública, a pedido do presidente do colegiado, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A informação é da Agência Câmara.

Na semana passada, a comissão ouviu, entre outros, a administradora da Fundação Abrinq, Heloísa de Oliveira. Ela defendeu a repartição de responsabilidades e recursos entre os entes federativos de modo a dar aos municípios mais fontes de receita para enfrentar casos de violência contra crianças e adolescentes.

Desta vez foram convidados para discutir o assunto:
– o vice-presidente do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima;
– o ex-diretor do Departamento de Políticas, Programas e Projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça Alberto Kopttke;
– a antropóloga e pesquisadora visitante do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Alba Zaluar;
– o professor da Universidade de Brasília e ex-secretário de Segurança Pública do DF Arthur Trindade; e
– o presidente da Associação Nacional de Praças, Elisandro Lotin.

Projeto

O projeto em análise no colegiado, que cria o Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens, é um dos resultados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros e Pobres, que funcionou na Câmara em 2015. O plano tem cinco metas que devem ser cumpridas nos próximos dez anos, sendo que a principal é a redução das mortes de jovens.

A violência, a juventude e uma luz no fim do túnel

Com o título “Não acredito em super-heróis vestidos de camiseta azuis”, eis artigo do vereador Esio Feitosa, líder do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), na Câmara Municipal. Ele expõe o quadro da violência, mas aponta para uma luz no fim desse túnel, a educação, que vem melhorando e que terá repercussões futuras. Confira:

Inicio esse texto firmando minha solidariedade a todos que foram e são vítimas da violência em nosso Estado. Temos vivido tempos difíceis. O Ceará – Fortaleza especialmente, sofre com uma onda de violência desmedida. Muitos se aproveitam dela para fazer proselitismo visando tirar proveito político dos bárbaros ato de violência cometidos contra o nosso povo. De olho nas próximas eleições, até parecem vibrar a cada morte ocorrida.

Eu, com a responsabilidade que o cargo público me obriga a ter, recuso-me a cair na tentação do discurso fácil. Fujo disso. Não acredito em super-heróis vestidos com camisetas azuis. Reafirmo novamente o que tenho dito na tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza: A violência só diminuirá a partir da implementação de políticas nacionais, complementadas por ações locais. O Ceará e Fortaleza não são uma ilha. Não há como isolar nossa terra do resto do País.

O Brasil, por omissão dos diversos governos que se sucederam em Brasília, tornou-se campo aberto e atraente para o tráfico de drogas, de armas e de todos os flagelos daí advindos. Mesmo não fabricando armas e muito menos produzindo drogas, o nosso Estado, pela sua privilegiada localização geográfica (muito próximo da Europa, Africa, Caribe e América do Norte), tornou-se um atrativo para as grandes facções criminosas e para traficantes locais e internacionais de drogas.

Para sairmos dessa quadra violenta, a curto e médio prazos, é preciso casar os robustos investimentos em segurança pública feitos pelo Governador Camilo Santana com esperadas ações do Governo Federal no sentido de combater as grandes facções em seus berços (Rio e São Paulo) e o fechamento das fronteiras nacionais para o tráfico de drogas e armas. Integrar ações de inteligência entre os órgãos policiais locais e federais, identificando os grandes chefes criminosos, rastreando seu dinheiro e sufocando o fluxo financeiro de suas facções.

Cabe, ainda, ao Congresso Nacional, Governo Federal e ao Poder Judiciário reverem e encontrarem solução para a política de encarceramento. Está claro que o sistema penitenciário ao invés de recuperar o recluso, transformou-se em escola de formação e aperfeiçoamento para o crime. Hoje, mais de 40% do presos no País são provisórios, ou seja, sequer foram julgados. Entretanto, se amontoam em prisões super-lotadas e degradantes.

No Ceará, esse número é ainda maior: 66%, isto quer dizer que a cada três presos no Estado somente um foi devidamente julgado. São reclusos que, na hipótese de futuramente serem considerados inocentes, terão convivido com criminosos contumazes e perigosos, sendo muitas vezes obrigados a se filiar à facção dominante na unidade prisional onde esteve interno. O resultado dessa absurda distorção é uma massa carcerária imensa sendo preparada como verdadeiro exército reserva das facções, prontos para saírem às ruas para executar as ordens dos chefões do crime organizado.

É injustificável essa baixa produção do Poder Judiciário local. Defendo a tese de que só deve ir para a cadeia os praticantes de crimes violentos, os que cometem crimes contra a administração pública e os reincidentes. Ao resto, a moderna política criminal recomenda penas alternativas à privação da liberdade.

Tendo apresentado um breve diagnóstico e a receita resumida do que, creio, pode nos ajudar a superar esses tempos tão difíceis, quero encerrar trazendo a boa notícias de que, a médio e longo prazo, estamos no rumo certo do ponto de vista das políticas de prevenção à violência. Basta ver os animadores índices da educação e os grandes investimentos em políticas públicas para juventude nas áreas de educação em tempo integral, esporte, lazer, cultura e geração de renda, no Ceará e em Fortaleza, para acreditar em um futuro melhor e mais pacífico para todos nós.

*Esio Feitosa
Vereador de Fortaleza.

Um exemplo de apoio à juventude que precisa ser replicado

O Ministério Público do Ceará realizou, nessa noite de sábado, mais uma edição do projeto SENSIBILIZAR-TE, que se propõe, por meio da arte, a salvar vidas e dar exemplos de resiliência e determinação.

No palco do Teatro Celina Queiroz, jovens da Casa de Vovó Dedé e Instituto Beatriz e Lauro Fiuza apresentaram um show de talento.

O procurador-geral de justiça do Estado, Plácido Rios, compareceu e disse que esse tipo de iniciativa precisa e dve ser incentivado na luta pelo engajamento dos jovens e contra ações como a de facções criminosas.

No ato, Plácido Rios agradeceu a Unifor, a Associação Cearense do Ministério Público e Fundação Beto Studart pelo patrocínio do evento.

MPCE, OAB e Judiciário apuram atos infracionais em Crateús

A 3ª Vara da Comarca de Crateús, presidida pelo juiz de Direito Marcos Aurélio Marques Nogueira, em parceria com o Ministério Público do Estado do Ceará, através da promotora de justiça Milvânia de Paula Britto Santiago, iniciou, nesta terça-feira (6), o mutirão para apurar os atos infracionais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90). A informação é da assessoria de imprensa do MPCE.

O mutirão também conta com o apoio do presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE) em Crateús, Marcelo Gleidson Cavalcante Melo, e do superintendente do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo, Alysson Pedrosa Magalhães.

Para tanto, estão designadas 120 audiências ainda para esta quarta e quinta-feira e para os dias 13, 14 e 15 próximos, sendo 60 audiências de instrução e julgamento para aplicação de medidas socioeducativas aos adolescentes em conflito com a lei.

Procuradores-gerais de Justiça querem aumento da pena do menor infrator. Você concorda?

Da Coluna do Eliomar de Lima, do O POVO desta segunda-feira:

Triplicar a pena para adolescentes infratores, como propõem Plácido Rios (PGJ-Ceará) e os procuradores-gerais de Justiça do Brasil, parece não ser a melhor solução para resolver parte da violência urbana no País. Os procuradores poderiam propor uma lei mais rígida e eficiente contra governadores e prefeitos que não têm nos estados e municípios uma rede eficaz de proteção à infância e adolescência. Uma vez nos centros socioeducativos, os jovens não dispõem de mecanismos de fato atuantes para ressocialização.

A defesa dos doutores deveria ser por uma legislação mais dura para gestores públicos que fazem de conta que os aparatos de proteção social, principalmente na periferia, funcionam. Os Centros de Reabilitação e Assistência Social (Cras) e outros equipamentos se arrastam na falta de estrutura e de pessoal. Isso sim, poderia ser modificado e dar cadeia para quem não prioriza a assistência para esse segmento da população.

Já está provado que endurecimento de punição – tempo de pena – não intimida quem comete crimes. Se fosse assim, não haveria reincidência. O que falta, insistimos, é rede de proteção para meninos e meninas que são puxados para o crime por causa da ausência do Estado.

Roberto Cláudio diz que teatro faz parte da formação dos jovens

“Estou cada vez mais convencido do impacto que a cultura exerce para transformar a juventude de Fortaleza”. A declaração é do prefeito Roberto Cláudio, durante visita ao teatro do Cuca do Jagurussu, que terá capacidade para 252 lugares, dois camarins e salas de controle de som, em um investimento de R$ 1.1 milhão.

“Nós estamos visitando a obra deste teatro, que foi entregue esta semana e vem fortalecer a cultura nesta área da Cidade, composta pelo Jangurussu, pelo Conjunto Palmeiras, pelo São Cristóvão e por todo o entorno. Poucas áreas da Capital dispõem de um equipamento cultural como este. Instalado no Cuca, ele passa a ser um equipamento de formação. Aqui, nós temos bailarinas, músicos, artistas. Talentos estão sendo descobertos. A juventude precisa de um espaço como este para expressar e qualificar o seu trabalho. A parte cenotécnica também será implantada, com iluminação, cortina e outros detalhes”, ressaltou o prefeito.

De acordo com o coordenador de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de Fortaleza, Júlio Brizzi, o processo de conclusão da obra deverá ser finalizado até o início do segundo semestre deste ano.

“Pela complexidade do equipamento, a obra segue em etapas pela especificidade do acabamento e das necessidades gerais. A gente estima que, até o meio do ano, todo o processo esteja concluído. Mas é importante registrar que a utilização do teatro já está liberada. A região do Jangurussu tem uma grande concentração de jovens, que devem ser beneficiados a partir das atividades aqui desenvolvidas”, disse.

O secretário Executivo da Regional VI, Roberto Rios, avaliou positivamente a transformação pela qual o território vem passando ao longo da gestão do prefeito Roberto Cláudio.

“Eu moro nesta Regional ‪há 28‬ anos. Durante esse tempo, presenciei manifestações artísticas e culturais na chuva, em quadras com infraestruturas comprometidas e, literalmente, no meio da rua. É uma alegria muito grande observar que a cultura está evoluindo graças a equipamentos como este, que possibilitam a troca de experiências e de aprendizados”, comentou.

(Foto: Divulgação)