Blog do Eliomar

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Machado de Assis era negro: campanha recria foto clássica do escritor

Embora mais da metade da nossa população seja negra, milhões de jovens brasileiros passam todo o período escolar— e, por vezes, a vida — sem saber que um dos maiores (se não o maior) escritores do país, Machado de Assis, era como eles: negro. Quem informa é o colunista Ancelmo Gois, no O Globo desta quarta-feira.

Por muitos anos, como se sabe, as imagens do grande escritor foram retocadas — chegando ao ponto de, em 2011, a Caixa escolher um ator branco para interpretá-lo num comercial (depois das críticas, o banco reconheceu o erro e refez o vídeo, agora com um ator negro).
Pois bem. Para reparar essa “injustiça histórica”, a Faculdade Zumbi dos Palmares e a agência Grey lançaram a campanha “Machado de Assis Real”.

A partir desta imagem clássica à esquerda, que “muda a cor da sua pele, distorce seus traços e rejeita sua verdadeira origem”, a equipe da campanha criou a foto da direita, respeitando o tom de pele e os fenótipos negros do autor de, entre outros, “Dom Casmurro” (1899). Trata-se de uma “errata histórica feita para impedir que o racismo na literatura seja perpetuado e para encorajar novos escritores negros”, informa a campanha.

A ideia é que cada um entre no site, imprima a foto nova e cole sobre a antiga em seus livros. Há também um abaixo-assinado para que as editoras e livrarias “deixem de imprimir, publicar e comercializar livros em que o escritor aparece embranquecido”.

(Fotos – Reproduções)

Instituto Chico Mota promove encontro com escritores

Na próxima sexta-feira, 26, às 15 horas, o Instituto Chico Mota (Bairro Montese), em Fortaleza, estará promovendo encontro aberto ao público para receber as escritoras cearenses Eudismar Mendes, Rosa Morena e o escritor africano Manuel Casqueiro. Será um momento para que interessados indaguem sobre o exercício da escrita, como publicar um livro e, enfim, inteirar-se da vida daqueles que se dedicam à literatura.

A programação também terá o lançamento do livro de poemas “No Voar do Tempo”, de Maria Vandi da Silva Teixeira, participante das atividades do Instituto Chico Mota.

Esse encontro faz parte do Projeto Nunca é Tarde, realizado pela instituição para formação de leitores na terceira idade.

Sobre os participantes

*Rosa Morena – Natural de Itapipoca (CE), formada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará. Em 2013, lançou o livro Poemas em Cinco Faces. Em 2014, foi premiada no Edital PAIC Prosa e Poesia com o livro Jaci, a Filha da Lua. Em 2015, lança o livro Movimentos Intransitivo e, no mesmo ano, recebe menção honrosa no Prêmio Estadual Ideal Clube com o poema Por Sua Culpa, Por Sua Imensa Culpa. Em 2016, teve o poema Nostalgia selecionado no Concurso de Poemas no Ônibus e no Trem, na cidade de Porto Alegre-RS. No ano seguinte, sua poesia Ocaso foi selecionada no Prêmio SESC de Poesias Carlos Drummond de Andrade – Edição 2016. Ainda em 2017 recebe menção honrosa no concurso da Associação Cearense de Escritores (ACE) com o poema Distância e o 2º lugar no I Prêmio Literário Patativa do Assaré na 2ª Festa Literária da Faculdade 7 de setembro (FLI7) com o poema Estranhamento. Em 2018, foi premiada com o prêmio Mais Paic, com o livro, Pedro, o Menino do Mar e foi destaque no XX Prêmio de Literatura do Ideal Clube, Prêmio José Telles com o poema Tessitura Poética.

*Eudismar Mendes nasceu em Catuana, Caucaia(CE), em 11 de janeiro de 1939. Licenciada em Letras pela Universidade Estadual do Ceará. Professora aposentada. Poetisa, contista e cronista. Livros publicados: Sangue sobre o Asfalto (contos), Máscaras da Face (contos), Avó de Cães Mestiços — obra contemplada com o Prêmio Milton Dias de Crônica do I Edital Prêmio de Literatura para Autores Cearenses da Secretaria da Cultura do Ceará em 2010 – Cochita e Outras Memórias, O Fantástico Voo do Pássaro Pintor e Fez-se Dezembro em Nós, este compartilhado. Premiação em Concursos: XIII Prêmio Estadual Ideal Clube de Literatura – Prêmio Rachel de Queiroz – Conto 2010; Prêmio de Literatura Unifor 2009 – Crônicas; Concurso Literário Eduardo Campos de Contos e Crônicas: Associação Cearense dos Escritores- 2008; figuração no filme: A Ilha da Morte: 2005 Bucanero Arte Cinema e Vídeo. Pertence à Associação Cearense dos Escritores; Criação Literária- Encontro com a Palavra: SESC; Abraço Literário: SESC.

*Manuel Casqueiro é africano. Nasceu no bairro “Chão de Papel”, em Bissau, capital da ex-colônia portuguesa da Guiné, agora República da Guiné-Bissau. Cursou o Ensino Fundamental e Médio no Liceu Honório Barreto, hoje Liceu Kwame N´Krumah. Fez parte do Movimento Estudantil do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde). É formado em Ciências Políticas e Administrativas pela Universidade de Luanda. Foi Instrutor militar e combatente das Forças Populares Revolucionárias de Angola até dois anos após a Independência. É membro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Trabalhou como Conselheiro Técnico no Ministério da Planificação e Coordenação Econômica da República Popular de Angola (A partir de 1991, República de Angola). Por questões político-ideológicas exilou-se no Brasil. Publicou os livros “Muzungu Pululu – Homem Branco Transparente”, “A Lança de Nzambi” e, lançará em breve “Os Kandengues da Cochinchina”, igualmente pela editora nacional Armazém da Cultura. Tem participações em revistas eletrônicas e em coletâneas de contos.

SERVIÇO

*Instituto Chico Mota – Rua Desembargador João Firmino, 66 -Montese

*Aberto ao público

*Maiores informações: (85) 3393-4036.

(Fotos – Divulgação)

No centenário de Clarice Lispector, um livro de cartas inéditas da escritora

A Rocco prepara um presente para os leitores de Clarice Lispector: um livro com centenas de cartas inéditas da escritora. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Entre essas cartas, a correspondência dela com o ex-marido, o diplomata Maury Valente, familiares e outros escritores. Nem o maior biógrafo de Clarice, Benjamin Moser, teve acesso a esse material.

As cartas foram entregues ao editor Paulo Rocco pelo filho de Clarice, Paulo Gurgel Valente e a obra chegará às livrarias, no entanto, somente em 2020, ano do centenário da escritora.

(Foto – Arquivo)

Diretor da Organização Educacional Farias Brito assumirá como imortal da Academia Cearense de Letras

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Tales de Sá Cavalcante, diretor da Organização Educacional Farias Brito, vai tomar posse como membro da Academia Cearense de Letras no próximo dia 15. A cerimônia ocorrerá às 19 horas, noa sede da entidade – antigo Palácio da Luz, no Centro de Fortaleza.

Ele assume o lugar antes ocupado pelo professor Genuino Sales, que era seu grande amigo. A data escolhida é em homenagem ao dia do nascimento de Genuino, referência para todos os profissionais do Farias Brito, onde ensinou por 40 anos.

Perfil

Tales de Sá Cavalcante começou a trabalhar no Farias Brito em 1968, quando, aos 18 anos, recém-aprovado no vestibular, iniciou sua vida educacional como Ppofessor de Matemática. É graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Ceará.

De 1973 a 2000, foi diretor técnico e, desde 2001, é diretor superintendente da Organização Educacional Farias Brito. Hoje, o Professor Tales de Sá Cavalcante também é reitor do Centro Universitário Farias Brito.

Ainda é membro da Academia Cearense de Engenharia, da Academia Cearense de Matemática, da Academia Cearense de Cultura, da Academia Cearense de Retórica e da Academia Fortalezense de Letras. Entre as suas produções literárias, destacam-se os livros:
“A fala e a pena – para além do bonde (2013)” e “Um casal, uma escola, uma história (2018)”

(Foto – Divulgação)

Vasculhando um inferno

 

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (30), pelo jornalista Érico Firmo:

A ditadura militar não reconhecia a existência de presos políticos. Para o regime, eram criminosos comuns, assaltantes de bancos, terroristas, adeptos de práticas de violência, cujos supostos objetivos políticos em nada importavam. Aliás, a ditadura nem mesmo reconhecia resistência armada. Uma tentativa de passar à comunidade internacional a imagem de normalidade. A ponto de guerrilheiros do Araguaia terem sido, oficialmente, processados por participarem de organização clandestina. Não por luta armada. Isso era o discurso oficial. A prática era outra.

Tanto que os presos políticos eram mantidos segregados dos criminosos comuns. Por um lado, temiam que os presos comuns fossem influenciados pelas ideias “subversivas”. Por outro lado, havia receio de que militantes fosse levados à marginalidade. No Ceará, os presos políticos ficavam principalmente no Pavilhão Sete, no Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS). Pavilhão Sete: presos políticos da ditadura civil-militar é o título do livro do historiador Aírton de Farias, que será lançado nesta segunda-feira, 1º de abril.

O livro, produto da tese de doutorado em história na Universidade Federal Fluminense (UFF), mostra os detalhes do cotidiano dos presos políticos cearenses nos anos 1970. As articulações que persistiam no cárcere, as divisões que eram sustentadas entre os vários grupos, a resistência mesmo na cadeia, por instrumentos como a greve de fome. Ele mostra também as formas de segregação entre presos comuns e políticos. E aspectos prosaicos, como a sexualidade no presídio e também o futebol. Afinal, muitos dos militantes de esquerda presos torciam contra a seleção brasileira, como forma de oposição total à ditadura e ao proveito que tirava do esporte.

Outros, porém, eram tão apaixonados por futebol que torciam pela seleção às escondidas. O que fazia com que se julgassem “duplamente clandestinos”. E outros ainda adotavam abertamente a postura de “torcer criticamente”, até para não dar argumento aos que os acusavam de serem contra o Brasil. O fato é que os carcereiro ficavam furiosos.

A propósito dessa relação, o livro narra a palestra, promovida em 31 de março de 2015, quando o ex-preso político Mário Albuquerque se encontrou com o ex-carcereiro Antônio Rodrigues de Sousa. Durante o encontro, Sousa resumiu: “Quem defende isso [a ditadura] não sabe o que diz. Se existe algum problema, que seja resolvido com mais liberdade”.

O lançamento será nesta segunda-feira, 1º, às 19h30min, no auditório Castelo de Castro, na Assembleia Legislativa. O livro custa R$ 50,00.

Livro será lançado em homenagem a Horácio Dídimo

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Será lançado nesta sábado, às 10 horas, no Espaço O POVO de Cultura & Arte, o livro O Sol de Amor – Exercícios de Admiração para Horácio Dídimo, com textos, poesias e depoimentos em homenagem ao escritor que, se estivesse vivo, completaria 84 anos. A publicação foi organizados por seu filho, Luciano Dídimo.

A renda do livro será em prol da fundação do Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade.

Na programação do eventro, a presença da musicista Elvira Drummond, que apresentará poemas de Horácio Dídimo por ela musicados, e do Grupo Verso de Boca, composto por alunos do curso de Letras da UFC, que fará declamações de poemas.

Biografia

Horácio Dídimo Pereira Barbosa Vieira nasceu em Fortaleza, no dia 23 de março de 1935, e morreu no dia 2 de setembro de 2018. Foi poeta, ficcionista e ensaísta brasileiro. Também atuou como advogado do Dnocs e professor do Departamento de Literatura e da Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará.

Escreveu vários livros no campo de poesia, ensaio e literatura infantil, entre os quais se destacam Tempo de Chuva, Tijolo de Barro, A palavra e a Palavra (Amor – palavra que muda de cor), A nave de Prata, A Estrela Azul e o Almofariz (poesia). Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 8 de maio de 1987. Foi ainda membro da Academia Cearense da Língua Portuguesa, da Academia de Letras e Artes do Nordeste, da Academia Brasileira de Hagiologia, da Academia de Ciências Sociais do Ceará, da Associação Brasileira de Bibliófilos, sócio honorário da Academia Fortalezense de Letras e sócio correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris (Salvador-Bahia). Era membro da Comunidade Católica Face de Cristo.

(Foto – Arquivo Pessoal)

V Caravana da Leitura finaliza atividades em Jijoca de Jericoacoara e Senador Pompeu

Em clima de encerramento das atividades, a V Caravana da Leitura promoverá ações, no período de 25 a 29 deste mês de março, nos municípios de Jijoca de Jericoacoara e Senador Pompeu.

Para fechar a programação, os estudantes dessas cidades receberão o projeto de circulação literária e baterão um papo com a autora Julie Oliveira. Em Jijoca, a ação acontecerá dias 25 e 26 na Escola Nossa Senhora da Consolação, das 8 às 11 horas, enquanto em Senador Pompeu ocorrerá nos dias 28 e 29, na Escola Pedro Holanda, das 13 às 16 horas.

A quinta edição da Caravana da Leitura, que propõe atividades itinerantes de incentivo à leitura em municípios cearenses, teve suas atividades abertas em setembro de 2018.

DETALHE – A Caravana da Leitura é uma iniciativa da Cia Prisma de Artes e ocorre em agradecimento à Enel Geração Fortaleza, contando ainda com o apoio institucional da Secretaria de Cultura do Estado, por meio da Lei do Mecenato Estadual.

(Foto – Divulgação)

Academia Cearense de Letras ganha mais um imortal nesta terça-feira

Pádua Lopes com Edson Queiroz Neto e o radialista Evandro Nogueira.

O jornalista Pádua Lopes tomará posse nesta terça-feira, às 19 horas, no Palácio da Luz (Centro), como membro da Academia Cearense de Letras. Vai ocupar a Cadeira 26, cujo titular foi o escritor e jornalista F.S. Nascimento.

A solenidade terá à frente Ângela Gutierrez, presidente da entidade.

(Foto – Tapis Rouge)

Médica e escritora Vanessa Gomes lança biografia do pai e advogado Neuzemar neste sábado

A médica e escritora Vanessa Gomes de Moraes lança neste sábado (22), a partir das 14 horas, no Café Patriota, a biografia de seu pai e advogado Neuzemar Gomes de Moraes – Um exemplo de vida.

Em uma história de superação, Neuzemar Gomes nasceu em plena Floresta Amazônica e cresceu na seca do sertão nordestino. Agricultor e semi-analfabeto até os 18 anos, decidiu mudar sua trajetória de vida, ao estudar e tornar-se advogado.

O livro não estará à venda, mas os interessados poderão adquirir um exemplar por uma lata de leite em pó, que será doada ao Lar Amigos de Jesus.

Sadismo animal

Na semana que começou repleta de suspense e mistério na política, eis um conto intrigante do jornalista Nicolau Araújo. Confira:

Entre os quatro suspeitos, o delegado tinha uma única certeza: quem matou o pobre papagaio acreditava ter razões de sobra para cometer tamanha atrocidade. Cabeça para um lado, asas para o outro, patas dependuradas, inúmeras penas espalhadas que antes não podiam ser imaginadas em tão pequeno corpo.

Para o médico da cidade, o crime seria de fácil solução:

“Não é o motivo que irá entregar o criminoso, mas o sadismo”, sussurrou ao ouvido do delegado o doutor Américo, no auge dos seus 89 anos.

Logo a morte do papagaio despertou a curiosidade de toda a cidadezinha. Até um repórter da rádio regional foi deslocado para cobrir o fato. Afinal, qual cabra macho teria tamanha coragem para assassinar o papagaio do coronel senhor prefeito Humberto?

Seria um recado para o homem mais poderoso em uma terra de pistoleiros? Será que o pobre papagaio testemunhou algo que não deveria? Ou algum louco teria chegado à cidade?

Dos suspeitos, dois já estavam presos. Um deles entre a vida e a morte no precário hospital municipal. O infeliz teve a má sorte de ser detido pelos jagunços do coronel. Os outros dois suspeitos estão foragidos. Mas não deverão ir longe. Foi o que garantiu o coronel. Todos ex-funcionários da fazenda com motivo para se vingar do antigo patrão, diante do não recebimento de salários e das condições de trabalho escravo.

Inconsolável estava a filha do prefeito, sinhazinha Adelaide. A moça mais linda da região era quem cuidava do papagaio há mais de cinco anos. Passava o dia e a noite perto da pobre ave.

O filho do juiz da cidade, Quinzinho, que todos sabiam do seu interesse em namorar a filha do coronel, ainda tentou consolar a moça ao oferecer um novo papagaio. Mas o próprio prefeito recusou a generosa oferta. A prioridade seria a captura do sádico assassino.

A autópsia do doutor Américo revelou um dado interessante na cabeça do papagaio: quem degolou a infeliz ave, queimou-a com um charuto à altura do pescoço. Por descuido, por certo.

Antes que algum infeliz ousasse pensar no charuto do prefeito, o único na cidade a consumir esse tipo de fumo, o próprio coronel tratou de apresentar o assassino: o gato da fazenda, que, por coincidência, estava com a boca queimada por um charuto.

“A queimadura na boca do gato certamente queimou o pescoço degolado do papagaio”, deduziu o coronel. A versão do prefeito de imediato foi acatada pelo delegado, que deu voz de prisão ao animal.

À noite, o coronel visitou o juiz para pedir um rigoroso julgamento para o acusado. O juiz, que jogava xadrez com o doutor Américo, garantiu o rigor. Na saída, o coronel abordou Quinzinho na varanda. Disse que, na próxima semana, o rapaz deveria anunciar o seu casamento com Adelaide.

Com os olhos arregalados, o rapaz tremia. E o coronel emendou:

“Sabe, antes do gato triturar o maldito papagaio, ouvi claramente a estúpida ave repetir o que talvez a minha filha costumava falar todas as noites: ‘Acorda, Quinzinho. O velho malvado está para chegar da farra’”.

Mais trêmulo ainda, o rapaz balançava a cabeça em um sinal que estaria de acordo com o casamento.

Da biblioteca, doutor Américo gritou:

“Eu não disse, coronel, que o sadismo iria entregar o assassino”?

O forte homem então caminhou de volta para a entrada da casa e lentamente retornou à biblioteca. E o doutor completou:

“O sadismo é da natureza dos felinos”.

Nicolau Araújo

Jornalista