Blog do Eliomar

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Escritora Cláudia Carvalho lança “O Poder das Lagartixas”

A escritora Cláudia Carvalho lançará nesta quinta-feira,às 18h30min, na Livraria Cultura, “O Poder das Lagartixas”. Trata-se de um romance que destaca o protagonismo feminino. No ato, haverá um sobre o tema “O protagonismo feminino ontem e hoje”. Também consta no roteiro a apresentação musical da cantora Shirley Cordeiro.

Cláudia Carvalho é uma das mais aplaudidas escritoras cearenses, romancista e contista premiada. O seu novo livro “O Poder das Lagartixas” conta uma saga familiar, com duas linhas de tempo entre o passado e o contemporâneo, tendo em destaque o protagonismo feminino com personagens muito marcantes. O texto é envolvente, permeado por ganchos que prendem a atenção do leitor ao longo dos diferentes fios narrativos, incluindo amor e sexo, paixão e vingança, passado e presente, realidade e ficção.

“Há uma participação importante de um personagem conhecido do sertão, um nome histórico masculino, cuja identidade vai sendo revelada aos poucos. Traz questionamentos sobre sua vida, seus amores e sua morte, e embora seja um romance de ficção histórico, o livro tem também uma pegada contemporânea. Passa por um componente regional, embora não sendo regionalista. Os temas e as situações abordadas são universais”, explica Claudia Carvalho.

SERVIÇO

*Livraria Cultura – Avenida Dom Luiz, 500, Aldeota. Entrada franca.

*Mais informações – 4008-0800.

(Foto – Divulgação)

Gonzaga Mota disponibiliza mais de 700 publicações ao público

O ex-governador Gonzaga Mota promoverá neste sábado, das 9 às 19 horas, a Feira de Livros dos Escritores Cearenses. Vai colocar à disposição dos interessados, em sua Livraria, mais de 700 publicações.

SERVIÇO

*Livraria dos Escritores do Ceará – Avenida Santos Dumont, 3130 – Bairro Aldeota.

(Foto – Divulgação)

Escritora cearense integra júri internacional

A escritora Socorro Acioli, de “A cabeça do santo” e “Diga Astrasgud”, foi anunciada recentemente como integrante da edição 2019 do júri do NSK Neustadt Prize, dos Estado Unidos, uma das premiações mais importantes voltadas ao universo da literatura infantil. A lista de nove votantes é formada, além de Socorro, por autores dos Estados Unidos, Irlanda, Canadá e México.

“É um prêmio de muito prestígio, e estar nesse júri foi uma experiência incrível para mim. Recebi o livro dos autores finalistas e tive a oportunidade de conhecer uma gama de escritores que eu não conhecia”, reconhece Socorro, que já foi publicada nos Estados Unidos, na França e no Reino Unido.

Seu primeiro romance, A cabeça do santo, foi finalista do Los Angeles Times Book Prize, além de ter sido selecionado como um dos 50 melhores livros de 2017 pela Biblioteca Pública de Nova York. “Sempre que acontece algo assim, um trabalho fora do Brasil, me sinto com a missão e responsabilidade de não ser só pessoa física, mas de representar o meu país e, principalmente, a minha língua”, conta ela, que está preparando um novo romance.

Os finalistas do NSK Neustadt Prize devem ser divulgados ainda durante este mês, e o vencedor será revelado em outubro. O prêmio, que existe desde 2003 e tem caráter bienal, já foi laureado a oito escritores.

Socorro Acioli participa do Festival Vida&Arte, em Fortaleza, relançando seu último livro, Diga Astrasgud (Editora Dummar). O evento está marcado para o domingo, 24, a partir das 15 horas, no Café Lúcia Dummar, no Centro de Eventos do Ceará.

(O POVO – Repórter Jáder Santana)

Festival Vida & Arte – Confira a programação literária

Saiu a programação do Festival Vida&Arte no que diz respeito ao segmento da Literatura. O evento, que ocorrerá de 21 a 24 deste mês de junho, no Centro de Eventos.reunirá escritores cearenses e estrangeiros, além de gestores culturais e convidados especiais.

Na programação, palestras, lançamentos de obras, sessões de autógrafos, debates e oficinas que jogam luz sobre a produção literária. Inês Pedrosa e José Eduardo Agualusa, dois nomes internacionais da literatura, são presenças confirmadas.

A programação terá ainda lançamentos e relançamentos de livros de escritoras como Juliana Diniz, Marília Lovatel e Socorro Acioli.

SERVIÇO

*Confira a programação aqui.

Jornalista Luís Sérgio Santos lança a biografia de Parsifal Barroso

O Instituto Myra Eliane lançará, nesta terça-feira (5), às 19 horas, na Livraria Cultura, a biografia do ex-governador Parsifal Barroso, que chegou a ser também senador e deputado. O autor é o professor e jornalista Luís Sérgio Santos. A obra faz parte das comemorações do aniversário de 60 anos da eleição do biografado para o executivo estadual.

Para o autor, o Governo de Parsifal (1959-1963) é um traço na historiografia do Ceará. “Normalmente se pula do governo Sarasate para o governo Virgílio Távora e isso me chamou a atenção. Foram três anos de pesquisa intensa. Dei minha contribuição preenchendo esse vazio e resgatando a incrível e precoce história de Parsifal”, afirma.

A obra

O livro ‘Parsifal – Um Intelectual na Política’ destaca o percurso da vida de um dos maiores políticos na história do país, tanto sua vida profissional quanto pessoal e intelectual. Antes de governar o Ceará, foi o ministro mais jovem do então presidente, Juscelino Kubitschek, à frente da pasta estratégica do Trabalho, Indústria e Comércio, em tempos turbulentos, com greves em todos os setores. Sua atuação como docente também comprova o escopo de suas ideias, amparadas por seus estudos de ciências sociais e História do Brasil e da região.

Eleito Governador em 1958, sobre Virgílio Távora, Parsifal teve uma gestão marcada pelo planejamento. Trouxe energia elétrica para o sul do Ceará, criou a Secretaria de Saúde, criou as bases da Universidade Estadual do Ceará (Uece) com a Escola de Veterinária, reestruturou a Secretaria de Educação, entre outros feitos descritos na obra.

Instituto Myra Eliane

O Instituto Myra Eliane, fundado em 2016 com base em Fortaleza (CE), atua no fomento à educação. Na frente editorial, já são três obras lançadas: a reedição do livro O Cearense (Parsifal Barroso), Olga Barroso – Na vanguarda da vida (Juarez Leitão), e Parsifal – Um intelectual na política.

SERVIÇO

*Livraria Cultura – Avenida Dom Luís, 1010 – Loja 8 – Aldeota

*Mais Informações – (85) 3456.3262

Biografia de Meghan Markle chega ao Brasil neste mês

Meghan Markle tem apenas 36 anos, mas acaba de ganhar uma biografia. Escrito por Andrew Morton, biógrafo da princesa Diana, o livro chega ao Brasil neste mês.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

“Meghan: a princesa de Hollywood que conquistou a Inglaterra”, da editora Seoman, tem entrevistas com a família, amigos e professores da atriz, além de contar detalhes do início do romance com o príncipe Harry.

Dirigente nacional do PCdoB lança livro em Fortaleza

A Fundação Maurício Grabois e a Editora Anita Garabaldi lançarão, às 19 horas desta quinta-feira, no Centro Cultural Belchior, o livro “Pé de Ferro & Outros Poemas” (184 páginas). Trata-se do quarto livro do jornalista e escritor Adalberto Monteiro. Prefaciado pelo professor Joan Edesson de Oliveira, a publicação apresenta a poesia através da mistura de sentimentos.

“Com dor, lirismo, paixão, erotismo, Adalberto nos traz a poesia. Mas também como faca, como punhal afiado, como fuzil, como petardo. A poesia que ele nos presenteia é múltipla como a face do tempo que vivemos”, destaca o professor e escritor cearense.

Perfil do Autor

Piauiense, filho da cidade de Cocal (PI), Adalberto nasceu em 8 de dezembro de 1957. Em 1964 foi, como toda a família, para Goiânia (GO), onde residiu até 2001. Foi na terra adotiva onde publicou seus dois primeiros livros de poemas: Os Sonhos e os Séculos (1991) e Verbos do Amor & Outros Versos (1997).

Em 2002 mudou-se para São Paulo, onde publicou, em 2005, As Delícias do Amargo & uma Homenagem, livro também de poemas. É membro da direção nacional do PCdoB e atual Secretário Nacional de Formação e Propaganda do Partido e editor da revista Princípios. Presidiu a Fundação Maurício Grabois no período de 2008 a março de 2016.

SERVIÇO

*Centro Cultural Belchior – Rua dos Pacajus 123 – Praia de Iracema.

Bárbara de Alencar para adolescentes

Com o título “Bárbara de Alencar vive!”, eis artigo do pesquisador e poeta Gilmar Chaves. Ele conta como elaborou livro sobre essa personagem, só que buscando agora o públcio adolescente. Confira:

A história de vida de Bárbara de Alencar é muito cativante pelos traços universais do feminino bravio que carrega, por sua paixão pela política e por sua gesta heróica.

No início do ano 2000, me debrucei sobre os fatos para construir uma narrativa histórica adornada pelas vergas da oralidade e das lendas, e de um laborioso trabalho bibliográfico, extraindo desses marcos da pesquisa, episódios inusitados.

Nascida no século 18 (11/02/1760), Bárbara de Alencar, ou dona Bárbara do Crato, como assim se tornou conhecida, me embrenhou nas trilhas do nosso processo colonizatório, conduzindo-me pela mão à tentativa de desvendar sua ancestralidade em terras brasileiras e portuguesas, conviver com sua família, ouvir sua fala, cavalgar as margens dos rios e sentir a dor que ela, três de seus filhos, um irmão, um dos cunhados, e muitos outros que aderiram a construção do ideário republicano, sofreram em cárceres imperiais do Ceará, de Pernambuco e da Bahia.

Parte dessa travessia histórica está impressa no livro A Invenção de Bárbara de Alencar, que escrevi para adolescentes. Mais de dezessete mil exemplares já foram distribuídos em Escolas Públicas urbanas e rurais, e Assentamentos, realizando assim em torno de trezentas palestras, Bárbara de Alencar e a construção do sentimento de cidadania.

Ainda este ano, faremos mais 52 palestras, contempladas pelo X Edital Mecenas do Ceará, da Secult, e será publicada a narrativa para o público adulto, sobre a qual me debrucei durante longos quinze anos.

A importância única dessa mulher de vanguarda, profética no fundo do seu ser, é, portanto, um exemplo para os tempos atuais.

*Gylmar Chaves,

gilmarchaves@hotmail.com

Pesquisador, escritor e poeta.

Romance policial será lançado no Cantinho do Frango

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“Os Presságios Bulímicos” é o nome do livro que o jornalista Pedro Costa lançará às 19 horas desta quinta-feira, no Cantinho do Frango. Trata-se de um romance policial que se passa em Fortaleza. “No coração da Aldeota, conhecemos a advogada criminal, Lia Caruso. A trama detetivesca começa a se desenrolar a partir daí”, conta o autor.

Entram em cena personagens envolvidos em uma história de mistério e suspense. Um homicídio precisa ser desvendado. Sob o manto de mais um crime banal desenha-se o retrato de muitos problemas imersos de uma metrópole em ebulição.

Algo fica mal explicado e cabe a Lia Caruso, com a ajuda de seu grupo de amigos, dar termo a um processo enérgico de combate ao crime organizado.

SERVIÇO

*Cantinho do Frango – Rua Torres Câmara, 71.

*Editora Substância – R$ 40,00.

Escritora cearense abre a VII Bienal Rubem Braga no Espírito Santo

A escritora e jornalista Ana Karla Dubiela, com quem estudamos na UFC, abrirá, nesta noite de quarta-feira, em Cachoeira de Itapemirim (ES), a VII Bienal Rubem Braga. Ela dará palestra e lançará o livro “As Cidades de Rubem Braga e W. Benjamin”.

O livro é o último de uma trilogia sobre o escritor capixaba. A traição das elegantes pelos pobres homens ricos – uma leitura da crítica social em Rubem Braga foi lançado em 2007, há 10 anos. Em 2010 veio Um coração postiço, a formação da crônica de Rubem Braga.

As Cidades costura um encontro fictício de Braga com o poeta francês Charles Baudelaire e o filósofo e crítico literário alemão Walter Benjamin.

(Foto – Divulgação)

Academia Fortalezense de Letras ganhará mais três imortais

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Tales de Sá e sua amada, Valéria Studart.

Irapuan Diniz Aguiar, conselheiro da OAB do Ceará, o secretário estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno, e o controlador da Rede de Ensino FB, Tales de Sá Cavalcante, tomarão posse, nesta quarta-feira, como membros da Academia Fortalezense de Letras.

O ato ocorrerá a partir das 19 horas, no Palácio da Luz, sob o comando do presidente dessa academia, José Augusto Bezerra.

(Foto – Divulgação)

Um comentário sobre FHC

Com o título “Das classes às narrativas”, eis artigo do professor universitário André Haguette (UFC). Ele comenta resenha do último livro do ex-presidente FHC. Confira:

Leio numa resenha na revista Veja que, no seu último livro, Crise e Reinvenção da Política no Brasil, Fernando Henrique Cardoso estabelece uma distinção entre a sociedade moderna, mais fixa e previsível, e uma sociedade nova nascida nos anos 1990 e na qual o Brasil estaria entrando, a sociedade contemporânea, em fase acelerada de evolução — com seus avanços tecnológicos na nanotecnologia, na Internet, na robotização, as grandes empresas pulverizando suas fábricas entre diferentes países ao mesmo tempo em que os mercados se interconectam —, tudo com o objetivo de “concentrar os centros de criatividade, dispersar a produção em massa para locais de mão de obra abundante e barata e unificar os mercados, sobretudo financeiros”. “Sociedades novas não quer dizer ‘boas sociedades’”, segundo opina Fernando Henrique. A globalização produzirá ganhadores e perdedores. Na nova sociedade, as classes sociais não têm a preeminência de antes, no papel de grande divisor das lutas políticas; ganharam a concorrência de fatores de identidade como o gênero, a raça, a religião, a orientação sexual. Os sindicatos e os partidos perderam terreno para os movimentos e, sobretudo, para o indivíduo informado e conectado.

Com certeza me reconheço na descrição dessa passagem de um tipo de sociedade para outro, eu que me sinto mais confortável diante da televisão (moderna) do que com a Internet (contemporânea). Mas nessa travessia do moderno, isto é, do coletivo (economia de massa, partidos, sindicatos, classes sociais, planejamento, desenvolvimento, valores vividos como perenes, destino predestinado) ao indivíduo (gênero, raças, mulheres, minorias, grupos de interesse, corporativismos, donos de planos de saúde, de escolas, mercadorias personalizadas, fetichismo da saúde e da juventude, representações e narrativas) vejo que o Brasil perde duas vezes. A primeira, por nunca ter resolvido sua indecente contradição entre capital e trabalho. Em época de classes sociais, sindicatos e partidos políticos, a desigualdade e a pobreza ficaram incólumes; riqueza e poder continuaram familísticos, corporativos e regionais, jamais chegando a uma industrialização e urbanização capazes de incluir as massas.

Assim perdemos o momento histórico “mais fixo e previsível” para entrar, despreparados, no universo precário, fragmentário e “líquido” do reino do indivíduo, que Fernando Henrique considera, de modo utópico (“wishful thinking?”), mais “participante” do que “egoísta”.

E aí estamos nós a tatear nessa nova sociedade, atordoados, perdidos, estressados e sem uma economia, nem saúde, educação, Justiça, segurança de massa, num mundo das individualidades, das diferenças, das minorias, das narrativas etnográficas diversificadas e do mapeamento das divisões territoriais de bairros, da violência, da cultura! Como construir essa sociedade contemporânea em cima da areia movediça de nossa modernidade desperdiçada? Como desfrutar de narrativas individuais quando nossa modernidade nunca se concluiu e as classes sociais continuam a ser a grande narrativa que ninguém mais quer entoar?

*André Haguette

haguetteandre@gmail.com

Sociólogo e professor titular da UFC.