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Livro aborda o Judiciário e a escassez de leitos de UTI no Ceará

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A professora e escritora Vanessa Gomes Leite lançará nesta quarta-feira, às 19 horas, no auditório da Fametro, o livro “Saúde em Juízo: o excesso do Judiciário e a escassez dos leitos de UTI  no estado do Ceará”.

A apresentação fica por conta do professor Juraci Mourão, também procurador do Município de Fortaleza.

Haverá sessão de autógrafos.

SERVIÇO

*Fametro – Rua Conselheiro Estelita, 500 – Centro.

Brasil e Portugal criam prêmio de literatura infanto-juvenil

Os ministérios da Cultura de Brasil e Portugal criaram o Prêmio Monteiro Lobato de Literatura Infanto-Juvenil , como forma de incentivar jovens leitores. A proposta é premiar, anualmente, autor e ilustrador dos países de Língua Portuguesa, conhecidos como lusófonos. O prêmio foi um dos acordos bilaterais relacionados à produção cultural assinados durante a 10ª Reunião de Ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que ocorreu nesta sexta-feira em Salvador.

“Nós [brasileiros] ainda lemos muito pouco e precisamos da formação de novos leitores através desse incentivo às comunidades dos países de língua portuguesa para os seus escritores de literatura infanto-juvenil. É de um grande significado a assinatura desse prêmio e nos moldes de um prêmio exitoso na comunidade, como o Prêmio Camões”, disse o ministro da Cultura brasileiro, Roberto Freire.

O encontro reuniu ministros ou  representantes do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e ocorre na data em que é comemorado o Dia da Língua Portuguesa.

(Agência Brasil)

Ignácio de Loyola Brandão destacou a Bienal do Ceará

Com o título “Cada pessoa, um livro. O mundo, uma biblioteca”, eis artigo de Ignácio de Loyola Brandão, escritor e colunista da Folha. Ele escreveu sobre a Bienal Internacional do Livro do Ceará, destacando como bom exemplo a Bienal Fora da Bienal. Confira:

Literatura te tira do tiro da rua e te tira do tiro da viatura, frase em muros de Fortaleza

No fim da tarde de sábado passado, a van que me levava para Cuca Jangurussu, extrema periferia de Fortaleza, passou pela Vila do Mar, Pirambu, onde presenciei Daniel Galera sendo “batizado” – ou seja, enfiado no mar – pelos surfistas e jovens leitores ao terminar sua apresentação de literatura para uma plateia inteira dentro da água. “Entrar no mar para conversar sobre literatura foi a experiência vivida pelo escritor em programação da Bienal Fora da Bienal. Galera conversou com surfistas e nadadores no Pirambu sobre a relação entre o mar e a literatura”, escreveu a repórter Maria Parente no jornal O Povo, em matéria de grande destaque. Livros e escritores foram as estrelas aqui por 10 dias.

Hora e meia depois, contornando toda a cidade por avenidas marginais, cheguei a Jangurussu (a palavra significa enxame de abelhas) e fiquei assombrado ao penetrar nos equipamentos do Cuca, Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esportes. A noite tinha caído e um cheiro forte de vegetação dominava a atmosfera. Em um campo de areia, dois times disputavam futebol social. Outro grupo esperava a vez. Há dias, disse meu guia Daniel Mamede, diretor de Promoção de Direitos no Instituto Cuca, que você passa aqui às 3 da manhã e tem garoto jogando. Assim, fogem das ruas. Na quadra do ginásio de esportes, surdos-mudos treinavam futsal. Na concha acústica, a garotada disputava um campeonato de xadrez. Os degraus da arquibancada, pichados ou com grafites. De instante a instante, damos com frases pelos muros, as mais recorrentes assinadas por Remido: Literatura te tira do tiro da rua. E Literatura te tira do tiro da viatura.

Os degraus e as paredes são nossas páginas de livros, me disse Mamede. Logo à frente, uma frase que nosso prefeito Doria, rei da selfie, adoraria apagar: No país onde roubar é arte, pichar é crime. Difícil imaginar que esse bairro, criado em cima de um lixão insalubre, atmosfera infecta, de onde a população tirava o sustento, era dos mais violentos e atrasados do Brasil. Nascer ali, era crescer para a marginalidade, avançar para a morte precoce. Em 2015, 292 adolescentes foram mortos na cidade. Hoje, o lixão sumiu, os jovens estão deixando de ser “mulas” de traficantes, a busca por aprendizado é a determinante. Esporte, arte, literatura e projetos sociais estão alterando o panorama.

A Rede Cuca é formada por gigantescos equipamentos montados pela prefeitura de Fortaleza. Criados numa gestão, tiveram continuidade na seguinte, mesmo sendo o eleito da oposição. Isso é governar. Isso é ser gestor. Neles, há atendimento psicossocial, encontros com escritores, aulas de artes cênicas, economia criativa, audiovisual, informática básica, teatro, fotojornalismo, dança, fotografia, música, canto, animação, línguas, basquete, vôlei, futebol de areia, jiu-jítsu, capoeira, projetos de educação integral e inclusiva. Frequentadíssimos, os Cucas não param, agitam o tempo todo, promovem, ensinam, são “clubes” sem carteirinha, sem crachás nem catracas na entrada. Os Fóruns de Jovens determinam a política do que e como fazer. Ali, estive por quase três horas e falei sobre livros e literatura. O que é tudo isso? A Bienal Fora da Bienal, segmento da Bienal Internacional do Livro do Ceará, em sua 12.ª edição. Brilhante ideia, nascida há cerca de uns oito anos.

A Bienal em si não existe apenas dentro do gigantesco Centro de Convenções da cidade, que teve todos os seus espaços ocupados por palestras e debates durante dez dias. Foram cerca de 150 escritores de variados calibres se revezando com mestres do saber, oficineiros, músicos, repentistas, turma do cordel, bandas, danças, vídeo, teatro, o que, no balanço de público, deu mais de 600 mil visitantes, todos os dias entre 9 da manhã e 10 da noite. E houve no meio enorme problema com ônibus sendo incendiados em guerra de facções, assustando a população.

A Bienal Fora da Bienal tem sido a fórmula bem-sucedida para incluir, envolver a cidade e as cidades próximas na questão livro, formação de leitor. Está aí a sugestão para a FLIP, que tem sofrido críticas por conservar a comunidade de Paraty “fora” do evento. Além de Galera falando no ar e dos meus encontros no Cuca, tivemos Walter Hugo Mãe maravilhado ao visitar aldeias indígenas. O ator Gero Camilo foi à Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz, antiga capital do Estado. Posso dizer que essa Bienal esteve ligada à recente Correntes d’Escritas da Póvoa de Varzim, Portugal. Vieram direto para cá Tony Tcheka e Manuel Casqueiro, de Guiné-Bissau, Rosalina Tavares, de Cabo Verde, Carlos Subuhana, de Moçambique, e Ondjaki, de Angola, que se reuniram na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Unilab, para discutir oralidades escritas em língua portuguesa. Agito por todos os lados, de todos os tipos.

Nesse momento de crise, em que a cultura tem sido sufocada por cortes de orçamentos em todas as esferas, o Ceará dá a demonstração de que o livro é fundamental e por intermédio dele podemos nos desenvolver. Por aqui e outros lugares trocam-se inutilmente secretários, estaduais e municipais, e se paralisa tudo ao sabor de ambições políticas.

Razão tem Affonso Romano de Sant’Anna ao comparar a Bienal do Ceará com a Feira do Livro de Frankfurt, a famosa Buchmesse, em sua grandiosidade. Acrescento a de Guadalajara, no México.

O caderno de programação tinha 60 páginas, cada uma listando 20 acontecimentos. Agora, a cada lugar onde irei, vou usar a camiseta da Bienal com o tema deste ano: Cada Pessoa, um livro. O mundo, uma biblioteca.

Lembrete: Rita Gullo e eu voltamos com o show Solidão no Fundo da Agulha 2, com novas histórias e músicas. Às 20 horas de segunda-feira, no Teatro Sérgio Cardoso, Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista.

*Ignácio de Loyola Brandão.

Grupo Tapioca Amiga fará encontro nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira, às 16 horas, haverá mais um encontro da turma do Tapioca Amiga. Trata-se de um grupo de intelectuais, empresários, políticos e profissionais liberais que, uma vez por mês, se encontram no apartamento do professor e poeta Juarez Leitão.

Esse grupo discute questões locais e nacionais e congrega até mesmo dirigentes de entidades da sociedade civil como o presidente da Academia Cearense de Letras, Ubiratan Aguiar, e Lúcio Alcântara, que preside o Instituto do Ceará.

Na lista dos que participam desse encontro, estão os escritores Dimas Macedo, Batista Lima e César Barreto; ex-parlamentares como Iranildo Pereira, Antônio dos Santos, Manuel Veras, Antônio Cambraia e Gonzaga Mota; empresários como Carlos Castelo, João Soares e Ednilo Soárez (estes dois imortal da ACL).

Família de Mozart Soriano Aderaldo relança “A Praça”

Neste sábado (22), no centenário de nascimento do escritor Mozart Soriano Aderaldo, a família vai homenagear sua memória com o laçamento da terceira edição de seu livro “A Praça”.

A publicação conta a história da Praça do Ferreira e suas principais característica que influenciaram a então jovem cidade de Fortaleza.

O lançamento ocorrerá às 19 horas, no hall do Cineteatro São Luiz (Centro), dentro da programação da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará que se encerra neste domingo, no Centro de Eventos.

Valber Benevides incluirá caricaturas de Falcão, Ednardo e Belchior no famoso painel do Cais Bar

Um acrílico sobre lona de 5,5m por 1,5 m.

O cartunista Valber Benevides expõe, na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos, o painel original do antigo Cais Bar, que reunia a boemia fortalezense na Praia de Iracema.

Ali, se concentravam intelectuais, artistas, gente da imprensa e empresários em conversas sobre questões de Fortaleza. Tudo em clima de boa bebida e boa comida.

Bem, nesta quinta-feira, às 16 horas, Valber incluirá no painel de sua autoria, hoje patrimônio do Governo do Estado, as caricaturas de Falcão, Ednardo e Belchior.

 

Primeira-dama estadual prestigia lançamento do projeto “Eu sou cidadão: amigo da leitura”

A primeira-dama do Ceará, Onélia Leite, e o secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba, participaram, nesta manhã de quarta-feira, dentro da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, do lançamento do programa “Eu sou cidadão: amigo da Leitura”.

A promoção, da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDM/CE), reuniu cerca de 1500 pessoas – entre estudantes, educadores e sociedade civil – contando ainda com a presença de Idelson Junior, representante da Secretaria de Educação do Estado; Rosa Almeida, presidente da APDM-CE; Mazé Torquato, primeira- dama de Russas; e Antônio Oliveira, procurador do Ministério Público do Trabalho e coordenador do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca). O objetivo é incentivar programas de leitura nas escolas do Interior cearense.

DETALHE – A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará acontecerá até domingo, 23, no Centro de Eventos do Ceará, com programação gratuita.

(Foto – Divulgação)

Programa da Bienal – Escritora vai conversar com moradores de rua da Praça do Ferreira

A programação da Bienal Fora da Bienal, que integra as atividades da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, prosseguirá nesta quarta-feira. A escritora, bailarina e contadora de histórias Kiusam de Oliveira, de Santo André (SP), estará às 19h30min, na Praça do Ferreira, para dialogar com os moradores de rua do Centro de Fortaleza.

Professora universitária no Espírito Santo, doutora em Educação, mestre em Psicologia e especialista em temas étnico-raciais, Kiusam de Oliveira tem quatro livros lançados, com destaque para o tema direitos humanos, para o movimento negro e para o combate ao preconceito. A autora é também contadora de histórias e professora de danças afro-brasileiras.

O diálogo com os muitos moradores de rua na Praça do Ferreira promete ser um momento marcante para todos, como vem acontecendo nas diversas ações da Bienal Fora da Bienal, que já incluíram presença do ator e escritor Gero Camilo na Unidade Prisional Irmã Imelda, em Aquiraz; do escritor Valter Hugo Mãe na comunidade dos índios Anacé, em Caucaia, e dos escritores Tino Freitas e Benita Prieto no Instituto Tony Italo, em Itaitinga.

Artur Bruno vai autografar dois livros na XII Bienal do Ceará

O prefeito Roberto Cláudio e Artur Bruno.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno, estará na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, nesta quinta. Ele vai autografar duas obras.

Às 18h40min, na Casa Vida e Arte, “Fortaleza, uma breve história”, da Fundação Demócrito Rocha, escrito em parceria com o historiador Airton de Farias.

Às 19h30min, no estande 73, da Câmara Cearense do Livro, é a vez de “Atualidades do Brasil e do Mundo”, editado pelo Armazém da Cultura, em parceria com o historiador Manoel Sousa e o jornalista Daniel Sampaio.

(Foto – Divulgação)

Ceará Sporting tem estande montado na XII Bienal

O Ceará Sporting Club está com estande na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, que acontece no Centro de Eventos. Às 19h30min desta terça-feira, os jogadores Ricardinho, meia, e João Marcos, volante, estarão recepcionando a torcida.

Esta é a primeira vez que a Bienal do Livro, que acontecerá até domingo, conta com o estande de um clube de futebol. A ordem é resgatar a história do Vovô e mostrar aos torcedores a importância da cultura futebolística.

Algumas das obras disponíveis:

Livro do Centenário, da Fundação Demócrito Rocha
Assim Se Construiu o Campeão – Volume I (1914 a 1978), de Pedro Mapurunga
Futebol Cearense: A História, de Alberto Damasceno
Futebol e Ditadura: A História de Nando, O Primeiro Jogador Anistiado do Brasil, do Centro Cultura Ceará Sporting Club
Exemplares das Revistas 1914

SERVIÇO

*Centro de Eventos do Ceará – Avenida Washington Soares, 999 – Edson Queiroz). Entrada gratuita.

Bienal do Livro tem campanha para arrecadação de livros para bibliotecas da Edisca e de unidades prisionais

A XII BIenal Internacional do Livro do Ceará, que começou na sexta-feira (14), está com uma campanha aberta para doação de livros, destinados a bibliotecas da Edisca de unidades prisionais do Estado do Ceará, que estimulam a leitura.

As doações podem ser feitas durante todo o horário de funcionamento da Bienal, das 9h às 22h, todos os dias, até o domingo (23). A entrega dos livros é fácil e prática, bastando dirigir-se até a recepção do Centro de Eventos, logo após a entrada principal da Bienal, identificada com pórtico e banners. São solicitados livros de literatura, não sendo recomendados livros didáticos nem técnicos, conforme destaca a coordenadora geral da Bienal, Mileide Flores.

“Essa campanha é uma importante ação de responsabilidade social da Bienal e de seu público. É uma proposta de estímulo à generosidade de cada um, tendo em vista que a Bienal tem entrada franca em todas as atividades e não há, por assim dizer, uma ‘recompensa’ ou contrapartida material a quem doar livro. A grande recompensa é a certeza de saber que contribuiu com a formação humana e literária de outra pessoa, colocando o livro pra circular, pra transformar mais leitores, que é o grande objetivo”, ressalta Mileide Flores.

“O livro que foi motivo de inspiração para você, que ajudou você a se transformar em uma pessoa melhor e de olhar mais amplo para o mundo, pode ajudar outra pessoa nesse mesmo processo. Vale trazer de casa livros para doação, ou adquirir na Bienal e doar”, completa a organizadora.

(Governo do Ceará / Secult)

Madrugada de Gentilezas – Escritora cearense faz lançamento na Bienal do Livro

A escritora cearense e nutricionista Nice Arruda faz o lançamento da obra “Madrugada de Gentilezas”, nesta segunda-feira (17), das 15 horas às 17 horas, na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos.

A obra retrata o ontem revisitado, o discurso do amor, as ausências inesquecíveis, o apego às memórias familiares, a leveza das palavras e a vida profissional.

A escritora também é autora do livro “Quase Tudo de Mim”, que se constitui de momentos de superações, de acreditar que tudo é possível quando queremos e agimos com determinação, meta e indispensável persistência.