Blog do Eliomar

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Primeiro livro de Juvenal Galeno chega aos 150 anos

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A Casa de Juvenal Galeno vai comemorar neste sábado, a partir das 9 horas, os 150 anos de lançamento do livro “Lendas e Canções Populares”, o primeiro do escritor Juvenal Galeno. A celebração também marca os 96 anos da Casa, hoje sede do equipamento cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult).

A programação terá início com palestra do escritor Raymundo Netto sobre a trajetória de Juvenal Galeno. Às 10 horas, haverá a sessão poética Juvenal Galeno – promovida pela Academia Feminina de Letras do Estado do Ceará, posse de novos acadêmicos e o lançamento de livro da escritora Sonia Nogueira. Às 14 horas, um coquetel de confraternização.

Já no domingo, às 9 horas, haverá um café da manhã de confraternização no Salão Alberto Galeno, seguida de visitação guiada pelo imóvel. Às 11 horas, acontece contação de história com Francinete Azevedo. Às 15 horas, sessão solene de celebração da data, finalizando com coquetel.

Paulo Henrique Amorim fala em Sobral do papel da mídia na democracia brasileira

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O jornalista Paulo Henrique Amorim fala na noite desta quinta-feira (17), no Centro de Convenções, em Sobral, na Região Norte do Ceará, sobre “Os desafios atuais da democracia no Brasil e o papel da mídia hegemônica”.

A palestra marca o lançamento do livro do jornalista “O Quarto Poder – Uma outra História”. Pela manhã, o jornalista autor do blog Conversa Afiada e apresentador do programa Domingo Espetacular, da Record, esteve no Complexo Portuário do Pecém para uma visita.

O lançamento do livro é uma promoção da Prefeitura de Sobral, da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e do Instituto Maurício Grabois.

Ary Albuquerque lançará seu quinto livro

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O escritor Ary Albuquerque lançará mais um livro “Três da Tarde”.

Trata-se do quinto livro de contos dele, com lançamento marcado para as 17h30min da próxima terça-feira, na Livraria Cultura.

O novo livro de Ary Albuquerque, como ele diz em entrevista ao Blog, reúne uma série de temas variados que o autor define como “um mosaico” nacional e internacional de ideias.

Coletânea resgata grandes nome da literatura cearense

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O livro Ceará em Letras: entre o passado e presente literário, organizado por Alexandre Vidal de Sousa, Fernanda Maria Diniz da Silva e Fernângela Diniz da Silva, será lançado às 19 horas desta quinta-feira, no auditório José Albano, do CH da UFC (Benfica).

Trata-se de uma coletânea que tem como principais objetivos valorizar a produção literária de renomados escritores e fomentar os estudos sobre a produção literária de autoria cearense, contribuindo, assim, com o debate em torno dessa rica e variada produção bibliográfica, cujo caráter original se evidencia desde a formação da primeira Academia de Letras do Brasil, A Academia Cearense de Letras, em 1894, e permanece ativa até os dias atuais.

O livro está dividido em quinze estudos. Os autores/críticos literários são pesquisadores do Curso de Pós-Graduação em Letras (Mestrado e Doutorado), Professores da Rede Estadual de Ensino formados pela UFC e Graduandos de Letras UFC e Teatro URCA. Privilegiando uma linguagem clara e objetiva, cada pesquisador expõe brevemente uma nota sobre a vida e a obra do autor escolhido, bem como uma análise a cerca de sua produção literária.

Os autores escolhidos/homenageados para esta edição, são os seguintes: Patativa do Assaré (por Alexandre Vidal de Sousa), Eduardo Campos (Por Francisco Wellington Rodrigues Lima e André Luiz dos Santos), Ana Miranda (por Avanúzia Ferreira Matias e Carla Poennia Gadelha Soares), Klévisson Viana e Arievaldo Lima (por Cássia Alves da Silva), Milton Dias (por Fernanda Cavalcante Barbosa e Silva), Linhares Filho (por Fernanda Maria Diniz da Silva), Antônio Girão Barroso (por Fernângela Diniz da Silva), Antônio Sales (por Francisca Erik Nogueira Lima), Artur Eduardo Benevides (por Gildênia Moura de Araújo Almeida), Pedro Lyra (por Jéssica Thaís Loiola Soares), Gerson Augusto de Oliveira Júnior (José William Craveiro Torres), Rachel de Queiróz (por Marijara Oliveira da Rocha), Moreira Campos (por Marilde Alves da Silva), José Alcides Pinto (por Romildo Biar Monteiro), Francisco Carvalho (por Wesclei Ribeiro da Cunha).

 

Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2015

“Estão abertas até o dia 10 de setembro as inscrições para a edição 2015 do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, concedido há mais de 20 anos pela instituição, com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país. O concurso é aberto a autores, tradutores e designers gráficos e vai premiar a qualidade intelectual, técnica e estética dos livros inéditos publicados no Brasil, no período de 1º de maio de 2014 a 30 de abril de 2015.

O prêmio é dividido em nove categorias e estabelecido por meio de um edital de chamada pública. Segundo a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), cada uma das categorias possui uma comissão julgadora própria e independente, composta por três profissionais de notório saber.

No valor de R$ 30 mil cada, os prêmios serão concedidos nas categorias romance, poesia, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil. Os critérios de avaliação por parte da comissão julgadora abrangem a qualidade da obra (exceto para a categoria projeto gráfico), originalidade, contribuição à cultura nacional, qualidade linguística da tradução (no caso dessa categoria) e criatividade no uso de recursos gráficos (somente para a categoria projeto gráfico).

SERVIÇO

*As inscrições devem ser feitas por via postal e endereçadas à sede da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Formulários e maiores informações estão disponíveis no site www.bn.br .

(Agência Brasil)

Qualidade de Vida, de João Ubaldo Ribeiro, que há um ano nos deixou

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foto joão ubaldo

Antigamente, não havia qualidade de vida.

Quer dizer, não se falava em qualidade de vida.

Agora só se fala em qualidade de vida e, em matéria de qualidade de vida, sou um dos sujeitos mais ameaçados que conheço.

Na verdade, me dizem que venho experimentando uma considerável melhora de qualidade de vida, mas tenho algumas dúvidas.

Minha qualidade de vida, na minha modesta opinião pessoal, não tem melhorado essas coisas todas, com as providências que me fazem tomar e as violências que sou obrigado a cometer contra mim mesmo.

Geralmente suporto bem conversas sobre qualidade de vida, mas tendo cada vez mais a retirar-me do círculo ou recinto onde me encontro, quando começam a falar nela.

A comida mesmo me faz estar considerando, no momento, comprar uma balança de precisão e um computador de bolso com um programa alimentar especial.

Antes eu comia do que gostava. Fui criado, por exemplo, com comida frita na banha de porco ou, mais tarde, na gordura de coco.

Meus avós, todos mortos depois dos noventa (com exceção do que só comia o saudabilíssimo azeite de oliva – e ele morreu de AVC) comiam banha de porco e torresmo regularmente, mas, claro, ainda não tinha sido informados de que se tratava de prática mortal.

 

Aliás, comida saudável, que se ensinava nos manuais até para crianças, era composta de leite integral, ovos, pão (com manteiga), carne vermelha ou peixe – frito, então, era uma maravilha para estômagos delicados – frutas e legumes à vontade.

Depois disso, até atingirmos a atual qualidade de vida, fulminaram o leite.

Alimento completo, passou a ser encarado com desconfiança, e hoje não sei de ninguém que beba leite integral, a não ser, talvez, algum gorila do Zoológico.

O ovo sofreu ataque violentíssimo, assim como o açúcar, a ponto de, tenho certeza, várias receitas tradicionais de doces serem hoje achados arqueológicos, e as poucas que restam constituam uma imitação desenxabida das que empregavam ingredientes normais e não essas massas e líquidos insossos que vivem distribuindo, como leite, manteiga etc.

Claro, mudaram de idéia a respeito do ovo recentemente, mas a mudança de idéias deles só pode ser vista com desconfiança.

Não houve o tempo, e não é preciso ser nenhum Matusalém para lembrar, em que para substituir a manteiga era exigida margarina, alimento saudabilíssimo, que não fazia nenhuma das monstruosidades operadas pela manteiga? O negócio era margarina e durou bastante, até que descobriram que margarina pode ser até pior do que manteiga.Melhor, na verdade, abolir manteiga inteiramente. E margarina, claro, nem pensar.

Carne vermelha é uma abominação.

Carne de porco é um terror.

Vísceras de qualquer tipo devem ser evitadas como o diabo foge da cruz.

Açúcar, meu Deus! Sorvete? Só para crianças, e crianças de pais irresponsáveis.

Aliás, é um bom desafio achar algo unanimemente aprovado pelos nutricionistas, a não ser, tudo indica, capim.

Mas ninguém pode viver de capim, de maneira que, relutantemente, deixam a gente comer uma coisinha qualquer, contanto que não ultrapassemos o limite de calorias e não ingiramos o proibido e, mesmo assim, com restrições.

Peixe cozido ou grelhado, por exemplo, geralmente pode, mas paira sobre seu infeliz consumidor a ameaça de que não esteja fresco ou esteja contaminado por metais pesados e pelo lixo que jogam em rios e mares.

Peito de frango (e eu que sou homem de coxas e antecoxas) também assusta, por causa dos hormônios que dão às galinhas e as neuroses que elas desenvolvem, nascendo sem mãe e sendo criadas em cubículos em que mal podem se mexer, a ponto de terem de ser debicadas, para não se autodevorarem histericamente.

Ou seja, mesmo comendo um peito de galinha sem uma gota de qualquer gordura e acompanhado somente por matos e alguns legumes (cuidado com a contaminação de tomates, cenouras e alfaces!), o infeliz se arrisca.

Mas vou usar o computador para calcular as calorias, as gorduras e outras características de cada refeição, porque, agora que minha qualidade de vida está melhorando a cada dia, preciso ser coerente.

Fumar, não mais, nem uma pitadinha depois do café (que ninguém sabe direito se faz bem ou faz mal, temperado com adoçante, que também ninguém sabe se faz bem ou faz mal). Beber, esqueça, vai deixar você demente aos 60, além de dar cirrose e hepatite.

O famoso copinho de vinho, além de ser uma porção ridícula, também está sendo questionado no momento. Parece que não é bem assim, e uma autoridade no assunto disse outro dia no jornal que o melhor é tomar suco de uva – não industrializado, é claro, por causa dos aditivos.

Restam também os exercícios.

Fico felicíssimo, quando, suando e bufando no calçadão, sinto o ar fresco invadir os meus pulmões (preferia logo uma tenda de oxigênio), as pernas doendo e a certeza de que minha qualidade de vida vai cada vez melhor.

Até minha pressão arterial (13 a 14 por 8), que era considerada boa para minha idade, agora já é alta e o pessoal dos 12 por 8 já começa a entrar na faixa de risco.

Enfim, é duro manter esta boa qualidade de vida, ainda mais agora que me anunciam que caminhadas somente não bastam, tem de malhar também.

Ou seja, temos que nos dedicar o tempo todo a manter nossa qualidade de vida.

Mas, aqui entre nós, se vocês no futuro virem um gordão tomando caldinho de feijão com torresmo no boteco, depois de um chopinho, e o acharem vagamente parecido comigo, talvez seja eu mesmo, sofrendo de uma pavorosa qualidade de vida.

A diferença é grande.

Tanto eu quanto vocês vamos morrer do mesmo jeito, mas vocês, depois da excelente qualidade de vida que estão desfrutando aí com sua rúcula com suco de brócolis, vão ter uma ótima qualidade de morte, falecendo em perfeita saúde e eu lá, no meu velório, com um sorriso obeso e contente no rosto dissoluto.

“O Amanhã aconteceu”

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Eis um livro do escritor e empresário Ary Albuquerque, que nos chega como presente: “O Amanhã aconteceu”. Trata-se de um romance com o toque magistral da poesia do autor. O personagem Igor viaja pelo mundo e pelo mundo dos amores.

Ary Albuquerque, industrial do ramo de plásticos, é membro da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da Associação Brasileira de Escritores, com sede em São Paulo. Publicou três livros: “Dizem que poeta fui um dia”, “Tríade Poética” e “Momentos Divididos”. Também é letrista de músicas em parceria com Nonato Luís e Calé Alencar.

SERVIÇO

* Editora Top Books – RJ – www.topbooks.com.br

Lira Neto afirma que democracia prevaleceu na liberação de biografias não autorizadas

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O escritor Lira Neto comentou, em seu Facebook, a decisão do STF de permitir a publicação de biografias não autorizadas. Lira, que é especialista na área, comemora. Confira:
Prevaleceram, por unanimidade do STF (9 votos a 0), o bom-senso e a democracia.

O que pouca gente percebeu, em toda esta novela e discussão, é que não apenas o gênero biográfico estava sob inadmissível ameaça.

Afinal de contas, o famigerado artigo 20 do Código Civil não restringia, textualmente, a proibição e a censura apenas às biografias não autorizadas.

Até então, qualquer narrativa histórica ou jornalística, qualquer tese acadêmica publicada em forma de livro e posta à venda em uma livraria, qualquer filme, qualquer documentário, qualquer minissérie ou mesmo qualquer simples notícia de jornal, tudo poderia ser enquadrado no obscurantismo da exigência da autorização prévia:

“Artigo 20 – Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Alunos de Biblioteconomia da UFC promovem concurso literário; E a premiação… ó!

O Centro Acadêmico Ramiz Galvão (Cabirg), do Curso de Biblioteconomia da UFC, está com inscrições abertas até segunda-feira (8) para o I Concurso Literário Rachel de Queiroz.  O concurso é destinado a alunos dos cursos do Centro de Humanidades e se propõe a revelar talentos e promover a divulgação das produções literárias inéditas.

O julgamento dos trabalhos ocorrerá no período de 10 a 17 de junho e o resultado será divulgado no dia 18 de junho. O melhor trabalho será publicado no informativo mensal “Traça”, postado no blog do Cabirg e o vencedor receberá um vale presente de R$ 25, a ser utilizado na Livraria Saraiva.

VAMOS NÓS – A abrangência do concurso é limitada, a premiação está mais para um conto de terror, mas a iniciativa é merecedora de Nobel. Que a direção da UFC e de outras universidades tirem como lição a iniciativa do Centro Acadêmico Ramiz Galvão. O importante é começar. Fica a lição também para a Secult, Academia Cearense de Letras e demais entidades que deveriam promover a cultura.