Blog do Eliomar

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Poeta Gylmar Chaves convida: Vamos falar de amor?

Vem aí o espetáculo “Literomusical Vamos falar de amor!”, do escritor Gylmar Chaves. Ocupará o palco do Cineteatro São Luiz no dia 31 deste mês de outubro, com única apresentação em Fortaleza. Em cena, textos, poemas e histórias de amor que versam sobre a construção dos sentimentos e gestos amorosos, desde os tempos mais antigos aos dias atuais, sob a narrativa desse poeta cearense consagrado.

Com Gylmar, no palco, vão estar os multi-instrumentistas Fábio Amaral e Moacir Bedê, que executarão uma trilha sonora original com flauta transversal, baixo e piano elétrico. Serão duas apresentações, a primeira, gratuita, às 9 horas, exclusiva para alunos de escolas públicas e projetos sociais. Às 20 horas, acontece a sessão para o público em geral, com ingressos a R$ 20 e R$ 10, a meia.

O Autor

Gylmar Chaves, autor de 21 obras, traça para o espectador uma espécie de biografia do amor, percorrendo diferentes tempos históricos, sociedades e culturas. Assim, vão surgindo curiosidades arqueológicas, fatos históricos, poemas, grandes romances, personagens.

Feito a música de Chico Buarque, Futuros Amantes, o espetáculo tenta “decifrar o eco de antigas palavras / fragmentos de cartas, poemas / mentiras, retratos / vestígios de estranha civilização”.

Como seria o amor na Antiguidade e na Idade Média? Quais semelhanças, diferenças e contradições inerentes à vivência do afeto desde os primórdios a contemporaneidade? Quais as peculiaridades sociais, históricas e ideológicas construídas em nome do amor nas culturas que regem o Oriente e o Ocidente?

SERVIÇO

*Cineteatro São Luiz (rua Major Facundo, 500 – Centro – Fortaleza.

*Duração – 60 minutos.

(Foto – Divulgação)

Morre a escritora Zíbia Gasparetto

Morreu, aos 92 anos, em São Paulo, a escritora Zibia Gasparetto. Ela lutava contra um câncer no pâncreas. O enterro será às 15h no Cemitério de Congonhas. O velório começa de manhã. Há cinco meses, ela perdeu um dos filhos, o apresentador Luiz Gasparetto, de 68 anos, que morreu de câncer no pulmão.

Em 68 anos dedicados ao espiritismo, Zibia Gasparetto publicou 58 obras e teve mais de 18 milhões de livros vendidos. Os livros dela fazem uma espécie de ponte entre os vivos e os que já morreram. Nas redes sociais, a equipe da escritora confirmou a morte.

Biblioteca Santos Dumont/Governo Santa Catarina
A escritora Zibia Gasparetto – Biblioteca Santos Dumont/Governo Santa Catarina

“O astral recebe com amor uma de suas representantes na Terra.”, diz o texto. “Zibia Gasparetto, 92 anos, completou hoje sua missão entre nós e parte para uma nova etapa ao lado de seus guias espirituais, deixando uma legião de fãs, amigos e familiares, que foram tocadas por sua graça, delicadeza e por suas palavras sábias.”

Em várias entrevistas, Zibia Gasparetto dizia ser médium consciente, quando recebia mensagens como se fosse alguém a sussurrar no ouvido dela sobre o que deveria ser escrito. Ela costumava escrever quatro vezes por semana, utilizando o computador.

“Esse legado será eterno e os conhecimentos de Zibia sobre as relações humanas e espirituais serão transmitidos por muitas e muitas gerações. Ela segue em paz ao plano espiritual, olhando por todos nós”, diz a equipe da escritora.

(Agência Brasil)

Tudo pronto para a III Feira de Livros da Livraria Dummar

Tudo pronto para a III Feira de Livros da Livraria Dummar. Terá início nesta quarta-feira, a partir das 16 horas, no Espaço O POVO de Cultura & Arte. A programação vai se estender até sábado.

Dia 3

Às 16 horas – Livro e Cidade: As mediações possíveis – Com Talles Azigon, Annita Moura e Alessandra Jarreta, com participação da jornalista Isabel Costa, do O POVO;

Às 18 horas – Um giro pela memória da arquitetura do Ceará – Com Romeu Duarte e Laura Rios, arquitetos. Com sessão de autógrafos do livro “Breve História da Arquitetura Cearense”;

Dia 4

Às 18h30min – Como escrever para crianças, com Marília Lovatel, autoria de Os Olhos da Janela, com sessão de autógrafos e lançamento do Clube de Leitura Infantojuvenil Ciranda das Palavras;

Dia 5

Às 16 horas – Seminário – Quanto o fato nem sempre é verdade. Por que o Jornalismo é tão necessário. Convidados: Lucinthya Gomes, jornalista, que coordena o projeto Comprova no O POVO, uma parceria com 24 jornalistas brasileiros contra fake news; Érico Firmo e Plínio Bortolotti, autores do livro “Jornalismo em Tempos de Pós-Verdade”;

Às 19 horas – Padre Cícero, o resgate histórico de um filme, com Raymunbdo Netto, autor do livro “Padre Cícero, o filme”;

Dia 6

Às 17 horas – Entre páginas. Conversas ao redor dos livros – Convidados: Antônio La Carne, Lídia Maria, Juliana FDiniz, Mara Nóirega, Nina Rizzi e Kah Dntas, ficcionistas e poetas falando sobre trabalos e autores que os inspiram;

Às 18h30min – Lídia Maria canta MPB.CE: Aqui  música é massa, interpretando sucessos de Fagner, Belchior, Ednardo, Mona Gadelha, Calé, Edmar Gonçalves, Ana Fonteles e Davi Duarte.

DETALHE -Durante o evento, os livros estarão sendo comercializados com até 90% de descinto.

(Foto – Anuário do Ceará)

Morre o acadêmico e professor Genuíno Sales

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Vítima de pneumonia, morreu neste sábado, no Hospital Regional Unimed, em Fortaleza, o professor Genuíno Sales (80), membro da Academia Cearense de Letras e da Academia Cearense de Língua Portuguesa. Ele também sofria de Mal de Parkinson há anos.

Genuíno Sales foi professor de cursinhos famosos da cidade. Ensinou no Farias Brito e era apontado como ícone no ensino do Português e da Literatura na Capital cearense, tendo lecionado para várias gerações ao lado de nomes como Itamar Filgueiras e Odi Mourão.

Piauiense de Pedro II, era também contista e estava radicado há vários anos no Ceará.

É o segundo membro que a Academia Cearense de Letras perde em menos de um mês. Recentemente, faleceu o professor e poeta Horácio Dídimo.

Familiares ainda não informaram sobre velório e o enterro.

*Mais sobre Genuíno Sales aqui.

(Foto – Arquivo)

Bairro de Fortaleza ganha jornal de distribuição gratuita: Folha Curió

Já está circulando a Folha Curió – jornal participativo e comunitário feito por moradores do bairro. A distribuição é gratuita e o objetivo é difundir as boas notícias sobre essa área de Fortaleza. O jornal é editado por Daniel França, estudante de jornalismo, e tem a colaboração dos produtores culturais Talles Azigon e Patrícia Lopes.

Na primeira edição – além de indicações culturais – o leitor pode conhecer mais sobre a Biblioteca Comunitária Livro Livre Curió – uma iniciativa que visa incentivar a leitura no bairro através do empréstimo gratuito e sem regras de livros, CDs e DVDs.

SERVIÇO

*Mais informações sobre a Folha Curió no email folhacurio@gmail.com e no instagram @folhacurio

Livro aborda mentiras contadas por presidentes do Brasil em 100 anos

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O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill citava que havia “uma enorme quantidade de mentiras circulando pelo mundo, e o pior que metade delas é verdade”. Mais cáustico, o brasileiro Millôr Fernandes escreveu “ninguém é dono da verdade. Mas a mentira tem acionista à beça”.

O recém-lançado livro Você foi Enganado, de Cristina Tardáguila (da Agência Lupa) e Chico Otávio (do jornal O Globo) confirma os ditos. Os dois jornalistas percorreram os 100 últimos anos da história do Brasil e mostram as mentiras ditas aos brasileiros por presidentes de diversos matizes ideológicos. Algumas mentiras não podiam ser desmentidas ou circularam tanto que tiveram alguma veracidade à época.

A ideia de fazer o livro, lançado pela editora Intrínseca, surgiu quando Cristina visitou nos Estados Unidos a redação do site Politfact e viu pendurado na parede um pôster com “grandes besteiras ditas por presidentes americanos”. Ela achou uma grande sacada e comparou, antes de convidar Chico Otávio para a empreitada: “A gente tem um acervo mais bacana que eles”.

“Quando começamos a trabalhar, eu queria abarcar o máximo possível de mentiras, o máximo possível de presidentes… Entrou aí a visão estratégica da editora de fechar em recortes. Decidimos que não podia faltar, de forma nenhuma, da redemocratização pra cá. Mas não dá para falar que a mentira começou da redemocratização pra cá, e nem dá para dizer que é algo só de presidentes eleitos [pelo voto direto]. Assim, decidimos ampliar a pesquisa para os ditadores, para os militares. Aí, o Chico [Otávio] entrou no projeto, com todo conhecimento que tem sobre a ditadura militar. Ficamos com vontade de levar até mais longe, pensamos em fazer desde a República Velha. Mas o recorte definitivo acabou sendo os últimos 100 anos, de Artur Bernardes para cá”, comentou Cristina Tardáguila.

“Salvo engano, a mentira perdeu a força. Ela migrou da boca dos candidatos para as redes sociais para esse trabalho meio clandestino de contrainformação. Eu percebo o uso da mentira nas redes sociais como um instrumento de contrainformação. Com relação aquilo que é dito pelos candidatos, acho que eles estão mais tímidos porque eles sabem que os instrumentos de checagem estão muito fortes. Eles têm redobrado o cuidado com os discursos, nos debates e nos palanques”, disse Chico Otávio.

(Agência Brasil)

Academia Cearense de Letras vai criar o Espaço Murilo Martins

A Academia Cearense de Letras está transformando no Espaço Cultural Murilo Martins seu subsolo e o térreo que dão para a rua Sena Madureira, no Centro de Fortaleza.

Nesse espaço, segundo o presidente da ACL, Ubiratan Aguiar, vai instalará o Memorial Barros Pinho, a Livraria José Teles e o Memorial Iconográfico Natércia Campos.

(Foto – TCU)

Oswald Barroso lança o primeiro volume de suas memórias

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O jornalista, escritor e teatrólogo Oswald Barroso, lança, nesta quinta-feira, às 17 horas, no Theatro José de Alencar, o livro “Menino Amarelo – as desventuras de um rei desencaminhado”. Segundo o autor, o primeiro volume de suas memórias ficcionais que constarão de cinco volumes.

Neste primeiro volume, Oswald trata de sua infância e pré-adolescência, contando história da família dos seus pais e sua vida que se confunde com Fortaleza. “Fizemos até um percurso urbano, mostrando os locais onde a ação do livro acontece nesta cidade”, destaca o escritor.

O livro é uma parceria com o artista plástico e carnavalesco Descarte Gadelha, que fez as 90 ilustrações.

SERVIÇO

*Theatro José de Alencar – Centro.

*Preço – R$ 30

(Foto – Paulo MOska)

Morre Maurício Benevides, presidente da Academia Cearense de Retórica e irmão do ex-senador Mauro Benevides

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Poetisa Neide Azevedo, Maurício e Rose Espínola, sua mulher.

Morreu em Fortaleza o médico neurologia Maurício Cabral Benevides (78), que presidia a Academia Cearense de Retórica. Filho de tradicional família cearense, era irmão do ex-deputado federal e ex-senador Mauro Benevides. A família informou que o velório ocorrerá na Funerária Ternura, mas o horário está sendo definido.

Maurício Benevides era ligado também à música e à literatura. Além de presidente da Academia Cearense de Retórica, era membro titular da Academia Fortalezense de Letras. Na década dos anos de 1960, ainda estudante de medicina, era crooner do Conjunto Universitária da UFC. Milhares de estudantes daquela época iam ao CEU (Clube dos Estudantes Universitários) dançar ao som de inesquecíveis boleros, samba-canção, bossa nova, samba e marcha de carnaval. Ao lado de Rose Espíndola Benevides, sua mulher, criou o Movimento Literário Terça Nobre, em sua residência e, sendo o 2º vice-presidente do Encontro Musical das Quartas – BNB Clube.

O adeus ao professor e poeta Horácio Dídimo

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Do professor Myrson Lima, nome dos mais respeitados no ensino da Língua Portuguesa no Estado, recebemos

A Viagem
Horácio Dídimo

Viajo pelo tempo e pelo espaço
Profundamente, mas sem rumo certo
E vou gravando tudo no retrato
Feito de vozes e pequenos gestos
Talvez de adeuses e pequenos gestos
De tudo o que se foi, mas não passou
Porque reviverá na grande festa
Dos que se libertaram pelo amor
Há uma estrela azul que me orienta
Nesta viagem que atravessa o espaço
E que rompe as barreiras deste tempo:
Estrela que ilumina e que apascenta
Que mostra o dom da fé em seu abraço
E o reino da poesia face a face.

*Horácio Dídimo nos deixou nessa noite de domingo. O seu corpo foi sepultado, neste fim de tarde de segunda-feira, no Cemitério São joão Batista, em Fortaleza.

*E Myrson complementa: Minha homenagem, poeta, nesta viagem que atravessa o espaço e que rompe as barreiras do tempo.

Morre o professor e escritor Horácio Dídimo

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Morreu, nessa noite de domingo, em Fortaleza o escritor Horácio Dídimo (83). A família informa que o velório acontece na Comunidade Católica Face de Cristo (Rua Dr. edmilsom Barros Oliveira, 191 – Dionísio Torres). Uma missa de corpo presente será celebrada às 13 horas nesse local. Em seguida, às 16 horas, o enterro no Cemitério São João Batista.

Professor do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará. Formado em Direito (UERJ) e Letras (UFC), Mestre em Literatura Brasileira (UFPB) e Doutor em Literatura Comparada (UFMG), Horácio Dídimo escreveu vários livros no campo de poesia, ensaio e literatura infantil, entre os quais se destacam Tempo de Chuva, Tijolo de Barro, A palavra e a Palavra (Amor – palavra que muda de cor), A nave de Prata, A Estrela Azul e o Almofariz (poesia).

Horácio Dídimo era também membro da Academia Cearense de Letras, da Academia Cearense da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Hagiologia e membro correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris (Salvador-Bahia).