Blog do Eliomar

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Academia Sueca decide não entregar o Nobel de Literatura

A Academia Sueca, organização que escolhe os agraciados pelo Nobel de Literatura, não vai anunciar o ganhador de 2018 por causa de um escândalo de abuso sexual que atingiu a instituição. A informação é da agência EFE.

Em um comunicado, a academia diz que a decisão foi tomada por causa do estado atual “reduzido” da Academia e da “perda de confiança pública” na casa. Diz ainda que precisa rever seus estatutos e práticas e questões de conflito de interesses.

No centro da decisão está um escândalo sexual que começou a vir à tona há seis meses, quando surgiram denúncias de agressão sexual, feitas por 18 mulheres, contra um fotógrafo francês, Jean-Claude Arnault, que dirige um projeto financiado pela Academia Sueca e era um dos homens mais influentes da cena cultural de Estocolmo.

Entre as autoras das denúncias estão integrantes da academia (o equivalente sueco à Academia Brasileira de Letras) e mulheres de integrantes. Arnault é casado com a poeta e escritora Katarina Frostenson, também da Academia Sueca. Várias das supostas vítimas disseram que foram vítimas de agressão sexual em instalações da própria Academia.

Leitores em perigo

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Em artigo no O POVO deste sábado (28), a jornalista Regina Ribeiro avalia o novo Programa Nacional do Livro Didático. Confira:

Na última quarta-feira, 25, as principais editoras brasileiras travaram um debate acirrado com o Ministério da Educação (MEC). Em pauta estava o nível de “instrumentalização” da literatura nas escolas da rede pública. Em vias de execução, o novo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD Literário), que definirá as compras governamentais dos livros de literatura para as faixas que vão o desde o ensino infantil até o nível médio, traz mudanças radicais.

Com vários pontos de discórdia, o que pareceu mais complexo foram exigências do edital para que as obras literárias inscritas tragam paratextos sobre o livro e o autor além da obrigatoriedade de manuais para o professor, com explicações detalhadas sobre a obra e atividades em sala de aula. Os paratextos deveriam constar em livros a partir do 1º ano do ensino fundamental. Os manuais para todas as etapas.

A explicação da diretora do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Renilda Peres de Lima, foi a de que “muito professores não sabem usar um livro de literatura em sala de aula” e que os textos complementares ajudariam os docentes com a tarefa de “incentivar a leitura” nos estágios iniciais da vida escolar. A proposta do MEC para os paratextos provocou uma onda de incompreensão na sala quando houve a sugestão, por parte dos técnicos, de que a linguagem desse material complementar pudesse ser “acessível tanto aos alunos quanto aos professores”.

Você deve estar se perguntando: existe algum problema nisso? Por que os professores não deveriam receber esse material de apoio? Os paratextos são prejudiciais aos alunos que recebem os livros? Essa não é uma resposta fácil, mas nesse caso específico concordo inteiramente com o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos Pereira, ao afirmar, durante o encontro, ser necessário estabelecer a diferença entre estratégias de marketing das editoras e uma política nacional de “instrumentalização da literatura”, imposta oficialmente por meio de editais.

Vou um pouco além. Quando a diretora do FNDE admite que um professor da rede básica não sabe lidar com um livro de literatura, isso já representa uma tragédia para o País num momento em que as novas gerações têm o desafio de competir com máquinas. Quando a solução oferecida para esse estágio de “desletramento” nacional concentra forças em manuais e paratextos é possível perceber o fosso das desigualdades se ampliando ainda mais.

No próprio edital vê-se certa incongruência que ronda o novo projeto literário para a rede pública. Enquanto o documento estipula que a leitura da literatura deve incentivar os estudantes a fazerem “uma reflexão sobre si próprios, os outros e o mundo que os cerca”, os acessórios impõem uma leitura única do texto, cercada de apetrechos pedagógicos que já provaram — não apenas no Brasil, mas na França, Inglaterra, Estados Unidos —, que não tornam a leitura um hábito prazeroso nem formam leitores de uma vida inteira.

Do ponto de vista pedagógico, reconheço ferramentas que contribuem de forma decisiva para a mediação da leitura. Mas isso é muito diferente de tratar a literatura como algo que pode ser enquadrado em manuais. Não apenas a literatura corre perigo. Uma nova geração de leitores — ainda que poucos — pode simplesmente desaparecer.

Irapuan Aguiar, advogado e articulista do Blog, agora é da Academia Fortalezense de Letras

Advogados Humberto Cunha, Djalma Pinto e Irapuan Diniz Aguiar.

Articulista deste Blog, o advogado e professor Irapuan Diniz Aguiar acaba de ser informado pelo cúpula da Academia Fortalezense de Letras (AFL) de que vai integrar como membro essa entidade.

Irapuan Aguiar ocupará a cadeira que tem como patrono o escritor e poeta Moreira Campos.

“Partilho esta notícia com o dileto amigo”, diz, em comunicado, Irapuan, no que comemoramos também essa conquista.

BNB fomenta encontro sobre incursão do brega na Literatura

Gênero musical brasileiro comparado ao twist e às baladas de rock dos anos 1960 nos EUA, o brega tem avançado para outras linguagens artísticas. Para falar sobre a incursão do brega na Literatura, o Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza promoverá um diálogo entre dois escritores que já levaram o tema para suas obras de ficção: Thiago de Góes e Ricardo Kelmer, autores de Contos Bregas e Trilha da Vida Loca, respectivamente.

O encontro, segundo a assessoria de imprensa do Banco do Norcdeste, está marcado para terça-feira, às 15h30min, no CCBNB (Centro). A entrada é gratuita.

Ambos os autores escreveram histórias fictícias inspiradas ou epigrafadas por versos de canções populares imortalizadas por cantores como Waldick Soriano, Reginaldo Rossi e Fernando Mendes, entre outros ícones da música brega.

Perfil dos convidados

Thiago de Góes é jornalista e escritor potiguar, radicado em Fortaleza. Tem três livros de contos publicados: “Contos Bregas”, “Lobas, Deusas e Ninfetas” e “Cavalo Negro e Outras Histórias Fabulosas”. Sua literatura é uma forma de subverter a banalidade do cotidiano.

Ricardo Kelmer é escritor, roteirista e letrista musical. Mora em Fortaleza e São Paulo. Produtor do Bordel Poesia (sarau e festa) e do projeto Letra de Bar. Apresenta-se em bares e teatros com shows musicais-literários. Ateu e democrata incondicional. Adepto do amor e das relações livres.

SERVIÇO

*CCBNB – Rua Conde d’Eu, 560. Centro.

*Entrada franca.

(Foto – Divulgação)

Livro sobre Thomaz Pompeu será lançado em Fortaleza

De autoria do jornalista e pesquisador Jáder Santana (O POVO), será lançado nesta quinta-feira, às 19 horas, o livro Thomaz Pompeu. O ato ocorrerá na Livraria Leitura, no Shopping RioMar Fortaleza.

A publicação, da Editora Dummar, é uma biografia de um cearense que foi empresário, jurista e que, durante a 2ª Guerra Mundial, conseguiu fotografar o quebra-quebra que se instalou no Centro de Fortaleza quando afundaram navios brasileiros.

Haverá debate com Thaís Jorge, jornalista e pesquisadora da UFC, com mediação da também jornalista Iana Soares, editora de imagem do O POVO).

(Foto – Paulo MOska)

Biografia de Parsifal Barroso será lançada no dia 15 de maio em Fortaleza

Luís-Sergio Santos e sua Isabela Martin.

O livro “Parsifal: um intelectual na política”, de autoria do professor Luís-Sérgio Santos (UFC), será lançado em Fortaleza, dia 15 de maio próximo, às 19 horas, na Livraria Cultura. A publicação vem com o selo da Editora Escrituras (SP) e do Instituto Myra Eliane, presidido por Igor Queiroz Barroso.

Esta biografia preenche uma lacuna na historiografia do Ceará: narra a trajetória política do mais jovem ministro do presidente Juscelino Kubitschek. Eleito governador do Ceará, Parsifal Barroso foi o marcante político que costurou a coligação “União pelo Ceará” que elegeu Virgílio Távora governador. Ou seja, Parsifal derrotou VT em 1958 e ajudou a elegê-lo governador em 1962.

O livro tem 464 páginas e por ele desfila importante período da história do Ceará e do Brasil.

SERVIÇO

*Livraria Cultura – Avenida Dom Luís, 1.010 – Aldeota.

De ficção e realidade

Editorial do O POVO deste domingo (1º) avalia o filme sobre a Lava Jato, produzido pela Netflix. Confira:

Como tudo o que acontece no Brasil atualmente, não passaria sem protestos a série O Mecanismo, inspirada na operação Lava Jato, assunto que também já havia gerado o filme Polícia Federal – A lei é para todos, de Marcelo Antunes, do mesmo jeito alvo de polêmica.

A série, produzida pela Netflix e dirigida por José Padilha, conta o início da operação que ainda investiga o maior esquema de corrupção no Brasil. A primeira temporada termina com a prisão de empreiteiros participantes da rede criminosa.

Apresentada como “obra de ficção inspirada em fatos reais”, a série traz personagens identificáveis para quem acompanha os acontecimentos políticos. E os problemas começam aí. Padilha passou a ser recriminado por, supostamente, falsear a realidade, principalmente ao pôr na boca do personagem João Higino (o ex-presidente Lula) a famosa frase de Romero Jucá, qual seja, a necessidade de “estancar a sangria” da Lava Jato.

Janete Ruscov, a personagem que representa Dilma Rousseff, aparece no filme em situações comprometedoras, das quais a ex-presidente não participou. Assim, Dilma passou a acusar Padilha de espalhar “fake news”.

Em favor do diretor diga-se que suas investidas não se restringiram aos personagens petistas. Thames (Temer) e Lúcio Lemes (Aécio Neves) são apresentados como golpistas e conspiradores. Mas a questão é: pode-se exigir de um filme, de um quadro ou de um livro que eles respeitem os “fatos”, quando o próprio conceito de obra de arte pressupõe liberdade total para criar a sua própria realidade, inclusive aquela descolada da verdade factual?

Assim, pode uma série de ficção – ainda que inspirada em fatos reais – ser acusada de produzir informação fraudulenta?

A resposta óbvia é não. Agora, protestos contra a obra também são livres. E, talvez Padilha fizesse melhor se se dispusesse a responder as críticas sem desqualificar o interlocutor, como fez com a ex-presidente Dilma, a quem acusou de “não saber ler”, por ter desconsiderado o alerta no início dos episódios.

Aceitar críticas e saber diferenciar ficção e realidade ajudaria a desarmar os espíritos.

René Barreira lança o livro “A Universidade que vivi” em clima de emoção e rebeldia

O livro “A Universidade que vivi”, do ex-reitor René Barreira e do jornalista Ítalo Gurgel, teve lançamento na noite desta quinta-feira (22), nos jardins da Reitoria da Universidade Federal do Ceará, no Benfica. A apresentação foi feita pelo reitor Henry Campos.

A obra conta o crescimento da Instituição, diante de medidas econômicas e da expansão de campi.

Prestigiaram o evento ex-reitores, escritores, economistas, jornalistas, advogados, empresários, entre outras categorias.

Ato, dos mais concorridos, lotou os jardins da Reitoria.

Num dado momento do seu discurso, René Barreira destacou ter vivido seus melhores dias de vida na UFC. Lembrou de amigos colaboradores, agradeceu o apoio e destacou que sua gestão, tida como democrática, assim foi reconhecida graças a uma equipe dedicada.

René viveu, nesse período, a experiência de enfrentar vários protestos de alunos. Em alguns, até ocupação da reitoria, no que sempre buscava o diálogo. Para ele, um sinal de que a democratização do País estava chegando e não podia ser barrada jamais.

No momento em que o ex-reitor destacava esse período de abertura, eis que um “convidado inusitado” cruzou a área em que autoridades faziam seus discursos.

(Fotos – Paulo MOska)

Poeta Juarez Leitão falará sobre “Personagens esquisitos do cotidiano antigo de Fortaleza”

O professor e poeta Juarez Leitão, também membro da Academia Cearense de Letras (ACL), dará palestra, a partir das 15 horas desta terça-feira, na sede do Instituto do Ceará (Praça da Igreja do Carmo).

Atendendo a um convite do presidente da entidade, o ex-governador e também imortal Lúcio Alcântara, ele fará sobre tema dos mais interessantes e curiosos: “Personagens esquisitos do cotidiano antigo de Fortaleza “.

Professor René Barreira e jornalista Ítalo Gurgel lançam livro sobre a UFC

“A Universidade que vivi” é o título do livro do professor René Barreira e do jornalista Ítalo Gurgel, que será lançado na quinta-feira (22), a partir das 19 horas, na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), no bairro benfica.

A apresentação da obra será do próprio reitor da UFC, professor Henry Campos.

Um livro sobre a vida de Glorinha

Será lançado nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, na Livraria Leitura, do Shopping Rio Mar, o livro “A Casa da Vida” (Tagore Editora, 326 páginas, R$59,00). É o terceiro livro da escritora Adriana Kortlandt, que mora na Alemanha.

A obra conta a trajetória de Maria da Glória Nascimento de Lima, a nordestina que foi criada em Juazeiro do Norte (CE), a Glorinha, como é conhecida por todos. Ela ficou orfã cedo, foi criada por um frei e montou o Lar da Criança Padre Cícero, que acolhe crianças abandonadas.

*Mais sobre autora e obra aqui.

(Foto – Divulgação)