Blog do Eliomar

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Tecnologias estão dando mais chances para novos escritores

Os escritores da Nova Geração de Ficcionistas Brasileiros, Michel Laub, Luisa Geisler, Verônica Stigger e José Rezende, disseram nesse domingo (13), na 2ª Bienal do Livro e da Literatura, em Brasília, que as novas tecnologias proporcionaram mais oportunidades para novos escritores virem à tona. Isso não significa, entretanto, que está mais fácil consolidar uma carreira como escritor.

“Ao mesmo tempo em que a internet oferece mais visibilidade, muita gente acaba publicando e, portanto, existe muita coisa disponível. Assim, é mais difícil um leitor ser atraído por um texto que possa, a princípio, parecer estranho”, explicou Laub. “Se a pessoa tem talento ela rapidamente é reconhecida, mas a tecnologia não faz com que os escritores de hoje sejam melhores do que os de 50 anos atrás. A história muda e o leitor muda, mas sempre haverá uma seleção do que é bom ou ruim por parte do público”, completou o escritor e jornalista.

A influência de novos formatos, como e-books (livros digitais, comprados e lidos na tela de tablets ou formatos semelhantes) preocupa José Rezende, mediador do debate. Embora goste das novas possibilidades de acesso à literatura, ele teme que trilhas sonoras ou pequenos filmes sejam usados no meio dos textos. Luisa e Verônica, no entanto, não acreditam que essa possibilidade de interatividade possa ser algo prejudicial. “Acho que o nosso limite é sempre forçar questionamentos sobre algo ser ou não literatura. Às vezes pode ser diferente, mas nem por isso, deixaria de ser uma experiência literária”, disse Verônica.

(Agência Brasil)

Meio século de caminhada socialista

Em artigo no O POVO deste sábado (22), o jornalista Luiz Henrique Campos comenta livro de Gilvan Rocha, em que a esquerda socialista não reconhece seus erros nos sombrios anos de repressão no Brasil. Confira:

Terminei de ler esta semana o livro Meio Século de Caminhada Socialista, escrito por Gilvan Rocha. O autor, hoje com 72 anos, publicou a obra em 2008, mas nada mais atual para um momento no qual se discute os 50 anos da derrubada do governo de João Goulart. Para quem não sabe, o pernambucano Gilvan Rocha iniciou sua trajetória de luta aos 16 anos, meio que por acaso, empurrado para uma grande passeata de estudantes secundaristas em Recife, no ano de 1958.

Depois disso, graças à aliança entre “socialistas”, trabalhistas, “comunistas”, reacionários e trabalhistas, chegou a fazer campanha para Cid Feijó Sampaio, usineiro ultra-direitista da UDN, contra Etelvino Lins, do PSD, que representava na visão de seus opositores a “oligarquia dos coronéis” em Pernambuco. A chapa udenista venceu, mas o jovem Gilvan, até então mero cumpridor de tarefas do PCB, não entendia muito o real sentido daquela vitória. A partir desse questionamento se vê como dissidência do partidão, fazendo parte da tentativa de implantar uma guerrilha no interior de Goiás, no ano de 1962. É claro que esse intento foi um fracasso.

A sequência biográfica de Gilvan Rocha desde então é marcada por fugas, troca de nomes e o exílio, que o levou também a vivenciar a Revolução dos Cravos, em 1974, em Portugal. A sua rica história de vida, porém, não é mote desse artigo. Mais do que episódios tensos apresentados na obra, o que chama a atenção é a reflexão proposta sobre os erros da chamada esquerda socialista, que para ele seria também culpada pelos longos e sombrios anos de repressão que se seguiram a abril de 1964. Primeiro por ter embarcada, acriticamente, no que Gilvan declara ter sido uma tentativa de luta nacional reformista, e jamais em prol da implantação do socialismo. Segundo, por menosprezar a possibilidade de uma contra-revolução, e por fim, ao considerar que o grande inimigo era o imperialismo americano, esquecendo a dicotomia de classes como ponto central.

Gilvan cobra com dureza autocrítica das esquerdas, que preferem culpar os inimigos ao contrário de reconhecer seus erros. O livro é crítico a Miguel Arraes e ao líder das ligas camponesas, Francisco Julião. Tudo com conhecimento de causa, pois Gilvan vivenciou por dentro esses embates. Tai um bom debate.

História da índia Iracema é contada em 18 totens no espigão da João Cordeiro

foto livro urbano 140310 inauguração

O prefeito Roberto Cláudio e o secretário de Turismo (Setfor) Salmito Filho entregaram na noite dessa segunda-feira (10) o projeto Livro Urbano, no espigão da rua João Cordeiro, na Praia de Iracema.

Os principais trechos da obra Iracema, do cearense José de Alencar, estão contados em 33 capítulos, por meio de 18 totens espalhados ao longo do espigão, com 2,3 metros de altura cada. O projeto Livro Urbano recebeu recursos do Ministério do Turismo, na ordem de R$ 305,9 mil, mediante emenda do deputado federal Arnon Bezerra.

Prefeitura de Fortaleza inaugura projeto que conta a história da índia Iracema

A Prefeitura de Fortaleza entrega nesta segunda-feira (10), a partir das 17 horas, o projeto Livro Urbano, que conta a história resumida do livro Iracema, uma das mais importantes obras do escritor cearense José de Alencar. A solenidade será no espigão da rua João Cordeiro, na Praia de Iracema, contará com a presença do prefeito Roberto Cláudio e do secretário de Turismo (Setfor), Salmito Filho.

Em trinta e três capítulos, os principais trechos da obra do cearense José de Alencar estarão em dezoito totens espalhados ao longo do espigão, com 2,3 metros de altura cada. O projeto Livro Urbano recebeu recursos do Ministério do Turismo, na ordem de R$ 305,9 mil.

Entre os convidados para a solenidade de entrega do projeto que conta a obra de José de Alencar estão representantes da Academia Brasileira de Letras e da Academia Cearense de Letras.

(Prefeitura de Fortaleza)

As Crônicas do Ruy

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Ruy e Eliane Marzano.

O jornalista Ruy Lima, do Grupo O POVO de Comunicação, conta os dias para lançar seu livro de crônicas “Mademoiselle k e Outras Histórias”. No conteúdo, há crônicas das mais curiosas e engraçadas. Uma delas, “Como negociar a sogra e a cama de solteiro”.

O lançamento será dia 17 deste mês, às 19 horas, no “Seu Boteco”. Gil Dicelli responde pela capa, enquanto a ilustração ficou por conta do Carlus Campos. A “orelha” da publicação é da diretora-executiva do O POVO, Fátima Sudário.

(Foto – Blog Beleza, do O POVO Online)

 

A Cabeça do Santo

foto livro socorro acioli

A escritora cearense Socorro Acioli fará o lançamento do livro “A Cabeça do Santo”, neste domingo (23), a partir das 17 horas, na Livraria Cultura (avenida Dom Luís, 1010), no bairro Meireles.

O livro conta a história de um viajante que consegue abrigo na cabeça da estátua de Santo Antonio e consegue ouvir os pedidos das mulheres que procuram casamento.

O anjo

foto anjo

Na Hora do Anjo, eis um conto enviado ao Blog de autoria do jornalista Nicolau Araújo para reflexão. Confira:

Em sua passagem de morte, um homem buscou a luz que avistara. Ao centro da entrada de uma caverna, por onde irradiava a luz, havia um anjo com uma espada, que lhe abriu as asas.

– Negaste ajuda a quem te pediu. Zombaste da ingenuidade e abusaste das tuas qualidades. O que tens a dizer em teu favor? Indagou o anjo, em um abrir e fechar de asas.

– Lamento e me arrependo. É só o que posso dizer. Afirmou o homem.

O anjo então deu um passo para o lado e disse:

– Podes passar.

O anjo se recolocou à frente da luz, diante da aproximação do segundo homem.

– Prometeste o que a ti não cabia, abusaste de juras, abandonaste quem em ti confiou toda uma vida. O que tens a dizer?

Cabisbaixo, o homem nada falou. Mas lágrimas revelaram a sua vergonha.

O anjo então deu um passo para o lado e disse:

– Podes passar.

Na aproximação do terceiro homem, o anjo se recolocou à frente da luz:

– Exploraste os mais humildes, enganaste…

– Um momento, interrompeu o homem. Vi o que você fez com aqueles infelizes e vejo que você quer fazer o mesmo comigo. Por que você não destaca o que de bom fizemos em vida, ao invés de nos cobrar as fraquezas?

– Continue. Interessou-se o anjo, no abre e fecha de suas asas.

– Fui eu quem coloquei leitos em hospitais públicos, diante de uma calamidade. Fui eu também quem distribui presentes para crianças pobres, em um dia de Natal. Também mandei construir um abrigo para idosos de ruas. E agora tenho que justificar alguns erros que nem lembro mais?

– Assim como tu, aqueles também realizaram boas ações. Mas, ao contrário de ti, eles as carregaram no coração. Não em suas mentes. Retorna.

O mundo e o viveiro

Em conto enviado ao Blog, o jornalista Nicolau Araújo nos faz refletir sobre os nossos ideais para 2014. Afinal, você habita o mundo ou um viveiro? Confira:

No alto de um vale, havia um grande viveiro com inúmeras espécies de pássaros. Todas as aves nasceram e cresceram sob os cuidados de um velho e solitário fazendeiro. O orgulho do cativeiro, porém, era um novo e avermelhado canário, que se destacava dos demais, por causa de seu belo e forte canto.

Um dia, o velho fazendeiro, seduzido pelo canto de um selvagem pássaro azul, resolveu armar um alçapão para capturar a livre ave do vale. Horas depois, o passarinho azul fora atraído pela estranha armadilha e ficou preso no alçapão.

Ao observar a agitação da selvagem ave azul na armadilha, o velho ainda hesitou em colocá-la no viveiro, junto aos domesticados e cantadores pássaros. Mas a sedução pelo canto do vale foi mais forte e o viveiro recebeu o seu primeiro morador não nascido no cativeiro.

Porém, triste com a perda da liberdade, o pássaro azul nunca chegou a soltar sequer um pio, diante dos vários estrilos do grande viveiro. Após observar o silêncio do novo morador, já há alguns dias, o orgulhoso canário avermelhado se aproximou e, com uma irônica melodia, perguntou-o:

– Você não sabe cantar?

– Sei… Respondeu o pássaro azul, em um único suspiro.

– Então, por que nunca ouvimos o teu canto? Pois, se tu não sabes, o canto é a maior qualidade de nós, os pássaros! Intrigou-se o canário.

– Não! Manifestou-se a selvagem ave. A maior qualidade dos pássaros é voar!

– E os pássaros voam?! Agitaram-se os demais pássaros do cativeiro, acostumados apenas a saltar diante dos poleiros, devido ao pouco espaço do viveiro para tantas aves.

– É claro que voamos, é da nossa natureza. Ressaltou o pássaro azul, tentando encontrar espaço, para uma demonstração.

– É mentira! Interrompeu o canário. Os pássaros cantam, não voam. E começou a estrilar.

Mas o pássaro azul insistiu no voo das aves e começou a contar suas aventuras de quando era livre, com a tristeza da saudade. Mesmo com a implicância do canário, muitos pássaros se sensibilizam com as histórias da selvagem ave e começaram a parar de cantar, um a um.

Assustado com o silêncio no viveiro, pois somente o canário insistia em manter o canto, o velho fazendeiro imaginou que, talvez, o pássaro azul tivesse levado alguma desconhecida doença para as outras aves. E resolveu se livrar da ave do vale, libertando-a do cativeiro.

Para a surpresa do viveiro, o pássaro selvagem voou, cantou e prometeu retornar para libertar a todos.

– Ele não vai voltar. Não mantenham a esperança, vamos voltar a cantar. Gritou o canário, tentando disfarçar a sua surpresa com o que acabara de presenciar.

No entanto, três dias depois, ao final de uma tarde silenciosa, o pássaro azul retornou ao viveiro na companhia de um amigo pica-pau para cumprir a sua promessa.

Rapidamente o pica-pau começou a bicar a madeira que sustentava as grades do viveiro. Bicou, bicou, até provocar uma abertura no cativeiro.

– Vamos, meus amigos. Chamou o pássaro azul. Venham conhecer a liberdade.

Mas, timidamente, os pássaros chegavam até a abertura do cativeiro e recuavam.

– Estamos com medo, disseram. Nós não sabemos voar. Voar não é para nós, pois nunca fomos livres. Vamos cair.

– É claro que vocês sabem voar, insistiu a selvagem ave. É da nossa natureza, apenas sigam os seus instintos.

– Vocês vão cair! Vocês vão morrer! Agitou-se o canário cantador.

– Ninguém vai cair, garantiu o pássaro azul. Nós temos asas e uma natureza, libertem o desejo de voar.

Encorajada por um sentimento de liberdade, a primeira ave do cativeiro bateu suas asas, se desequilibrou, quase caiu, mas conseguiu recuperar a confiança e voou. Voou, voou e cantou como nunca antes.

– É verdade! Os pássaros voam, que delícia é a liberdade! Gritou do alto, encorajando outras aves.

Uma a uma foi deixando o cativeiro, com a mesma alegria de liberdade. Até restar somente o canário.

– Você não vem? Perguntou o pássaro azul.

– Não, vou ficar. Já tenho o meu belo canto, não preciso voar para me sentir livre. Respondeu o orgulhoso canário.

– O seu canto é belo, é verdade. Mas tenho certeza que, se você for livre, ficará ainda mais belo. Insistiu a ave do vale.

– Sou o melhor de todos no canto, mas não tenha certeza se serei tão bom no voar. Deixe-me em paz, você já me trouxe muitos problemas. Esquivou-se o canário.

E o pássaro azul partiu de volta para o alto do vale, onde todos os dias viveu intensamente a liberdade, na companhia dos novos amigos.

Ao final de todas as tardes, quando o vale então silenciava, de muito longe os pássaros ouviam o triste canto de um solitário canário, o canto de quem não teve a humildade e a coragem de seguir a sua natureza.

Nicolau Araújo, jornalista

Fortaleza assistirá a um documentário sobre Guimarães Rosa

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“Outro Sertão”, documentário sobre o período em que o escritor Guimarães Rosa viveu na Alemanha nazista, será exibido pela primeira vez em Fortaleza no próximo dia 14. Isso ocorrerá dentro do I Festival Internacional de Biografias (FIB). Lançado neste ano, o documentário foi o vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília e Prêmio do público na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo como Melhor Documentário Nacional. As cineastas Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, diretoras do filme, participarão de debate após a exibição, que terá início às 18 horas com acesso gratuito.

O FIB acontecerá de 14 a 17 no Estoril e entorno, reunindo os mais importantes biógrafos brasileiros da atualidade. É apresentado pelo Ministério da Cultura e Banco do Nordeste, numa realização do Instituto de Referência da Imagem e do Som – IRIS e Governo Federal. A promoção é da Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Secretaria Estadual de Cultura.

SERVIÇO

Mais informações: (85) 3235-4063. E-mail: contato@festivaldebiografias.com.br.

O Festival é apresentado pelo Ministério da Cultura e Banco do Nordeste, numa realização do Instituto de Referência da Imagem e do Som – IRIS e Governo Federal. Produção Executiva: Quitanda das Artes. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza. Apoio Cultural: Secretaria Estadual de Cultura, via

"O Alquimista" é o terceiro na lista dos mais vendidos

“Um fenômeno de longevidade, O Alquimista, de (é preciso mesmo dizer de quem?) Paulo Coelho, aparece nesta semana em terceiro lugar na lista dos mais vendidos de ficção (trade fiction paperback) no The New York Times.

À sua frente, 50 Tons de Cinza e Morte Súbita, novo livro de JK Rowling. O livro de E. L. James está há 79 semanas na lista; o de Rowling há oito e o de Coelho há 270 semanas.”

(Coluna Radar – Veja Online)

Tércia Montenegro é finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura

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“A professora Tércia Montenegro, do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal do Ceará, é finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, na categoria “Conto ou Crônica”, com seu quarto livro de contos, O tempo em estado sólido (Grua Editora), escrito entre 2009 e 2010.

A divulgação dos livros que disputam a final da edição 2013 do Prêmio foi feita na noite da última segunda-feira (9). Concorrem com Tércia, na mesma categoria, os escritores: Sérgio Sant’Anna, com Páginas sem glória (Companhia das Letras); Cintia Moscovich, com Essa coisa brilhante que é a chuva (Record); e Noemi Jaffe, com A verdadeira história do alfabeto (Companhia das Letras).

Os vencedores desta e das categorias “Romance” e “Poesia” serão anunciados em novembro, assim como o ganhador do Grande Prêmio Portugal Telecom. Cada um vai receber R$ 50 mil. Ao todo, 450 livros foram inscritos no Prêmio. O júri havia selecionado, para a semifinal, 63 obras. Destas, 12 são as finalistas.”

(Site da UFC/Foto – Igor de Melo)

O Problema

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rei isolado

Em conto enviado ao Blog, o jornalista Nicolau Araújo mostra o papel da assessoria de imprensa em uma homenagem ao Dia Internacional do Jornalista, neste domingo (8). Confira:

Um dia, o rei recebeu reclamações por causa das altas taxas de impostos.

– Expulsem do reino a metade dos sonegadores e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Em outra ocasião, os agentes de saúde protestaram contra as más condições de trabalho, no atendimento às vilas distantes.

– Expulsem do reino a metade dos médicos e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Noutro momento, os professores ameaçaram não mais ocupar as salas de aula, diante da falta de investimentos em educação.

– Expulsem do reino a metade dos educadores e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Dias após, os jovens foram às ruas para cobrar transparência no gasto do dinheiro real.

– Expulsem do reino a metade dessa juventude e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Semanas depois, os padres cobraram o perdão e mais justiça no julgamento da realeza.

– Expulsem do reino a metade dos religiosos e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Certa vez, os menos favorecidos foram para a frente do palácio e pediram comida, moradia e trabalho digno.

– Expulsem do reino a metade dos plebeus e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Tempo depois, os nobres reclamaram a realização de tarefas, nunca antes por eles exercidas.

– Expulsem do reino a metade desses incapazes e executem a outra metade. Ordenou o rei, que deu o problema por resolvido.

Um dia, então, formou-se um reino de um único habitante. Sobravam moedas de ouro, sobravam leitos em hospitais, sobravam vagas em escolas, sobravam templos, sobravam lavouras, sobravam empregos, mas faltava governo.

Ao observar a passagem de um velho viajante, o rei prontamente o convidou para habitar o seu reino, na certeza de seduzi-lo diante de tanta fartura.

– Sinto muito, sou um sábio. E, assim sendo, pertenço ao mundo.

Porém, curioso com o estado do reino, o sábio quis saber como tal situação ocorreu.

Após ouvir atentamente a história, o sábio deduziu que faltaram informações entre o poder e os demais segmentos do reino.

– Por que não utilizastes assessores de comunicação?! Intrigou-se o sábio.

– Creio que a tua sabedoria não é plena. Indignou-se o rei. Pois foram justamente esses os primeiros a questionar o meu governo.

Nicolau Araújo, jornalista

Escritores comemoram aumento de leitura entre adolescentes

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O escritor e jornalista Zuenir Ventura disse que já procurou entender, mas não chegou a uma conclusão sobre o crescimento do interesse dos jovens pela leitura. Ao visitar estande da Submarino, loja virtual de venda de livros, na 16ª Bienal do Livro, no Riocentro, ele acrescentou que a explicação pode estar na evolução da literatura de entretenimento, por onde os adolescentes começam a se interessar pela literatura.

“As escolas, no meu tempo, não entendiam assim e transformavam a leitura em um dever. Aí ficava uma coisa chata. Quando se revela para a criança e o jovem que a leitura é um prazer, um gozo, uma coisa gostosa de fazer, eles não têm como resistir. É botar na cabeça dos professores e dos pais que a leitura tem que ser um prazer e não um dever”, comentou à Agência Brasil.

O escritor não concorda com opiniões de que o uso da internet provocará o fim dos livros. “Reclamava-se tanto que os jovens não leem e aí se descobre que os jovens estão lendo. Achava-se que a internet ia acabar com a leitura, ao contrário, acho que nunca se leu tanto e se escreveu tanto quanto agora”, analisou.

Zuenir disse que o temor com a internet é uma visão “apocalíptica” que não tem o menor sentido. “Eu tiro um pouco pela minha casa. A minha neta de 4 anos gosta muito de ler, gosta de tecnologia, de iPed e me ensina. Não há incompatibilidade entre a tecnologia e a leitura. Acho que são complementares. Na verdade, essa história de que vai acabar o livro ou o jornal, as pessoas que dizem isso, acabaram antes. Acho que, na verdade, há uma convivência e não um antagonismo. Há uma convergência e acredito na leitura”, explicou.

O autor elogiou o fato de escolas levarem os alunos para visitar a Bienal. Para ele, o hábito da leitura deve começar nas crianças.”Isso também é uma iniciativa da maior importância”. O escritor destacou o trabalho do amigo Ziraldo. “Ele tem uma responsabilidade incrível nisso, porque prepara leitores. As crianças começam a ler por meio do Ziraldo e depois vão embora, porque quando se descobre o prazer da leitura não se abandona mais”, defendeu.

A escritora Thalita Rebouças, autora de 15 livros e que faz sucesso entre os adolescentes, explicou que eles estão lendo cada vez mais e a situação agora se inverteu, porque quem não lê é que não está na moda. “Quando eu comecei há 13 anos quem lia tinha vergonha de admitir. Hoje, graças a Deus, quem tem vergonha de admitir é o pessoal que não gosta de ler. O mico é não gostar de ler “, disse em entrevista à Agência Brasil.

Thalita lembrou que para um autor é muito importante saber que o livro dele vai fazer parte da vida do adolescente. “É muito gratificante saber que você escreve na solidão do seu escritório e de repente  aquilo sai da sua cabeça, vai para o seu computador e atinge muita gente. Mexe com muita gente, com as emoções de tanta gente. O adolescente passa por uma fase complicada com espinhas, questões, amores platônicos. Então, saber que os meus livros fazem companhia a eles é maravilhoso”.

A autora destacou que como escreve sobre o cotidiano, sempre quer que os adolescentes se identifiquem com o que vão ler. “A minha preocupação é não passar lição de moral. É fazer com que eles pensem e a partir do que leem, tirem suas próprias conclusões. E tudo com muito humor. É o que eu gosto de fazer. Fazer rir”, acrescentou.

Thalita vai participar do bate-papo com autores na terça-feira (3), na Bienal Internacional do Livro. O bate-papo é uma das programações especiais da feira para incentivar o contato dos escritores com o público.

(Agência Brasil)

Lira Neto recebe comenda da Câmara Municipal

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O jornalista e escritor Lira Neto vai receber a Medalha Boticário Ferreira. A entrega da comenda ocorrerá às 19 horas do próximo dia 26, no plenário da Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Didi Mangueira (PDT).

Nesta terça-feira, também a partir das 19 horas, só que na Livraria Cultura, Lira Neto fará o lançamento do segundo volume do livro “Getúlio – 1930-1945: Do governo provisório à ditadura do Estado Novo.”

Peça festeja em Fortaleza os 110 anos do nascimento de Carlos Drummond de Andrade

foto Guga  Melgar 33

Para festejar 110 anos do nascimento de Carlos Drummond de Andrade e 40 anos de trajetória da atriz Sura Berditchevsky, chega ao Espaço Cultural Correios Fortaleza, o espetáculo teatral “Cartas inéditas de Carlos Drummond de Andrade e sua filha, a escritora Maria Julieta”. Em temporada gratuita, as apresentações nesta terça e quarta -feira estarão reservadas ao agendamento de escolas municipais e estaduais, enquanto as quatro sessões dos dias 29 e 30 são abertas ao público, com distribuição de senhas no dia 29 de agosto, a partir das 9 horas, por ordem de chegada. São 60 lugares em cada apresentação.

A montagem retrata através das correspondências, a relação de amor, respeito, ética, companheirismo e afinidade intelectual entre Maria Julieta e o pai Drummond de Andrade, nas trocas de escritos por quase 60 anos, que iniciaram desde os cinco anos de idade dela. Além de dirigir junto a Luis Fernando Philbert, Sura Berditchevsky atua e fez a concepção cênica.

O espetáculo com patrocínio do Ministério da Cultura e Correios, foi contemplado pelo edital público para a programação 2012/2013 do equipamento cultural mantido pela ECT. O Espaço Cultural Correios Fortaleza também apresenta no período a exposição “Waldomiro de Deus, arte naif brasileira”, que tem visitação até 11/10 (de segunda a sexta, das 8 às 17 horas; e aos sábados das 8 às 12 horas).

(Foto – Guga Melgar)

Escritora Marina Colasanti participará da Feira do Livro Infantil de Fortaleza

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A escritora Marina Colasanti é uma das atrações da IV Feira do Livro Infantil, que ocorrerá em Fortaleza no período de 28 a 31 deste mês, na Praça do Ferreira.

O evento conta com o apoio de 31 editoras que participarão da festa da leitura, com estandes e lançando novas publicações.

Atualização – A realização da IV Feira do Livro Infantil é da Casa da Prosa, com patrocínio do Governo do Estado do Ceará, Endesa Fortaleza, Coelce e Prefeitura de Fortaleza.