Blog do Eliomar

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Morre escritor Moacyr Scliar

“O escritor Moacyr Scliar, que havia sofrido um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) e estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde 17 de janeiro, faleceu à 1 hora da madrugada de hoje. Segundo boletim médico, Scliar, que estava com 73 anos, morreu de falência múltipla de órgãos.

Internado desde 11 de janeiro para uma cirurgia de extração de tumores no intestino, Scliar sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico no dia 16 de janeiro e foi encaminhado à unidade intensiva. No dia seguinte, sofreu uma cirurgia para retirada de coágulo decorrente do AVC, passando a ser mantido com um mínimo de sedação necessária. O escritor passava pela retirada gradual da sedação quando, no dia 9 de fevereiro, apresentou um quadro de infecção respiratória, voltando então a ser sedado e a respirar por aparelhos.

O velório será hoje, a partir das 14 horas, no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O sepultamento ocorrerá amanhã, em local e horário ainda indefinidos. A cerimônia será apenas para familiares e amigos.

Trajetória

“Não preciso de silêncio, não preciso de solidão, não preciso de condições especiais. Preciso só de um teclado.” Em meio a dezenas de depoimentos de autores sobre as mais diferentes manias no momento de escrever, publicados desde o início do ano passado no blog do escritor Michel Laub, o do gaúcho Moacyr Scliar se destacou pelo pragmatismo: para o criador prolífico e naturalmente inspirado, o único impedimento para a escrita seria a falta da ferramenta com a qual levá-la a cabo.

Tanto era assim que, em quase 50 anos de carreira literária, ele publicou mais de 80 livros. O primeiro – Histórias de um Médico em Formação foi publicado em 1962, mesmo ano em que concluiu a faculdade de medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O mais recente foi o romance Eu Vos Abraço, Milhões, que saiu em setembro do ano passado. Entre um e outro escreveu romances e livros de crônicas, contos, literatura infantil e ensaios, numa média de mais de um livro por ano, com destaque para O Ciclo das Águas, A Estranha Nação de Rafael Mendes, O Exército de um Homem Só e O Centauro no Jardim.

Tudo isso mantendo os critérios que o tornaram um dos mais reconhecidos autores brasileiros contemporâneos em solo nacional, com uma cadeira na Academia Brasileira de Letras desde 2003 e três Jabutis (1988, 1993 e 2009) entre prêmios recebidos, e também no exterior, com obras publicadas em 20 países e honrarias como o Casa de Las Americas, em 1989.

Scliar não deixou de lado a carreira na medicina. Na área, destacou-se desde 1969 em cargos como chefe da equipe de Educação em Saúde da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul e como diretor do Departamento de Saúde Pública. Entre o lançamento do livro de contos que Scliar preferia considerar como sua primeira obra profissional, O Carnaval dos Animais, em 1969, e o primeiro romance, A Guerra no Bonfim, em 1971, encontrou tempo para cursar pós-graduação em medicina comunitária em Israel. Ainda no início da década passada, em 2002, concluiu doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública, com a tese Da Bíblia à Psicanálise: Saúde, Doença e Medicina na Cultura Judaica.

A tradição judaica o acompanhou em toda a carreira literária, assim como o imaginário fantástico. Nascido em 23 de março de 1937 no bairro do Bom Fim, que até hoje reúne a comunidade judaica de Porto Alegre, e alfabetizado pela mãe, Sara, que era professora primária, Scliar chegou a ter o romance O Centauro no Jardim incluído numa lista com os cem melhores livros relacionados à história dos judeus dos últimos dois séculos, elaborada pelo National Yiddish Book Center. Também se tornou um grande porta-voz do País sobre temas relativos ao judaísmo, mantendo laços de amizade com alguns dos maiores autores israelenses no mundo contemporâneo, como David Grossman, A.B. Yehoshua e Amos Oz.

A especialização em saúde pública, por sua vez, deu a Scliar a oportunidade de vivenciar temas como a doença, o sofrimento e a morte – características que podem ser percebidas tanto em sua ficção, em obras como A Majestade do Xingu, quando na não ficção, caso em que A Paixão Transformada: História da Medicina na Literatura é um dos exemplos mais claros. Ele pôde também conhecer de perto a realidade brasileira, o que fez da vida de classe média, sempre em textos leves e bem-humorados, outro de seus assuntos centrais.

Casado desde 1965 com Judith Vivien Oliven e pai de Roberto, nascido em 1979, Scliar também dedicou atenção especial às obras infanto-juvenis. Costumava dizer que escrevendo para os jovens reencontrava o jovem leitor que havia sido. Boa parte de sua produção nessa área foi considerada “altamente recomendável” pela Fundação Biblioteca Nacional.

Além de produzir textos para vários jornais e revistas, o autor também teve trabalhos adaptados para o cinema. Caso do romance Um Sonho no Caroço do Abacate, adaptado em 1998 por Luca Amberg sob o título Caminho dos Sonhos, em cujo elenco apareceram atores como Taís Araújo, Caio Blat e Mariana Ximenes. Em 2002, o romance Sonhos Tropicais virou filme, sob direção de André Sturm, com Carolina Kasting, Ingra Liberato e Cecil Thiré entre os atores.”

(Agência Estado)

Millôr Fernandes está internado

“O desenhista, escritor, dramaturgo e humorista Millôr Fernandes está internado na Clínica São Vicente na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Os familiares do escritor preferiram não divulgar boletim médico sobre o estado de saúde de Fernandes, nem as razões de sua internação.

Marcos D´Paula/AE

Marcos D´Paula/AE

Aos 87 anos, Millôr é um profícuo divulgador de seus trabalhos pela internet

Carioca do Méier, subúrbio da zona norte do Rio, e um dos fundadores do jornal “O Pasquim” Fernandes aos 87 anos é um profícuo divulgador de seus trabalhos pela internet, tendo lançado site próprio em 2000. Aderiu ao Twitter, e possui quase 285 mil seguidores.

Prêmio Jabuti – Lira Neto fatura 2º lugar com livro sobre Padre Cícero

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O livro “Padre Cícero – Poder, fé e guerra no sertão”, do escritor e jornalista Lira Neto, foi o segundo colocado no Prêmio Jabuti 2010. A biografia escrita sobre o sacerdote obteve uma grande repercussão dada a sua polêmica com poucas manifestações contrárias ao conteúdo.

O livro “Padre Cícero – Poder, fé e guerra no sertão”, foi editado pela Companhia das Letras e conta com 557 páginas. Trata-se da segunda premiação de Lira Neto neste certame. Em 2007, ele faturou o prêmio, igualmente na categoria de biografia, com o livro “O Inimigo do Rei: uma Biografia de José de Alencar ou a Mirabolante Aventura de um Romancista que Colecionava Desafetos, Azucrinava D. Pedro II e Acabou Inventando o Brasil”.

VAMOS NÓS – Parabéns, grande Lira Neto, ex-ombudsman do O POVO e companheiro, vez por outra, de copo.

"O Coração postiço" de Rubem Braga

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A jornalista Ana Karla Dubiela vai lançar, nesta sexta-feira, a partri das 19h30min, no Dragão do Mar, o livro “Um Coração postiço”. Trata-se de uma tese que aborda a formação da crônica do grande Rubem Braga.

Que bom vermos nossa colega de tempos de Curso de Comunicação Social da UFC entrando, mais do que nunca, para o mundo da literatura.

Congresso de Escritores, Poetas e Leitores discute Redes Sociais

Participamos, nesta manhã de domingo, no auditório do Colégio Liceu do Ceará, do último dia de debates do II Congresso de Ecritores, Poetas e Leitores do Ceará, uma promoção do Grupo Chocalho. Integramos uma mesa de debates sobre o tema “O Espaço Virtual como Suporte e  o Uso de Novas Mídias”, onde abordamos o caso dos blogs ao lado de companheiros como Auriberto Cavalcante (www.grupochocalho.blogspot.com), Luiza Amorim (www.biogafismos.rodpress.com), Tiago Viana (www.rastreadoresdeimpurezas.org), Igor Correa (www.culturain.com.br) e Lyma Neto (www.lymaneto.blogspot.com).

Foram vários os questionamentos sobre a importância dos blogs, interatividade, questão da democratização da informação e uma série de assuntos ligados às redes sociais. O encontro foi positivo e serviu para reforçar em nós a certeza de que o fundamental na blogosfera é a conquista diária de credibilidade.

Durante o congresso, recebemos das mãos de Eudismar Miranda,  do Grupo Abraço Literário – Sesc, certificado de participação.

(Fotos – Paulo Moska)

"Duas mariolas e um cigarro Iolanda"

“Duas mariolas e um cigarro Iolanda”, eis o nome do livro que o pesquisador Roberto Alves de Lima lançará nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, na loja Desafinados (Avenida Dom Luís).

O livro conta a trajetória de um músico cearense que viajou para Nova York e conviveu com grandes nomes do jazz. Tudo numa linguagem bem humorada e com pitadas de história.

Rachel de Queiroz para o público teen

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As Edições Demócrito Rocha vão lançar, nesta quarta-feira, o livro Rachel – O Mundo Por Escrito”, durante a IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Convenções.

A autora Tércia Montenegro redigiu, em primeira pessoa, uma biografia destinada ao público infanto-juvenil, mostrando episódios importantes de Rachel de Queiroz, escritora cearense que neste ano vem sendo homenageada pelo centenário de seu nascimento.

O lançamento ocorrerá às 16 horas, no Café Literário Galo de Ouro, e contará com um bate-papo da escritora e alunos de escolas públicas e particulares.

Bienal do Livro do Ceará vai à periferia

Vem aí a IX Bienal Internacional do Livro do Ceará. Ocorrerá de 9 a 18 deste mês, no Centro de Convenções. Entre as noidades, está o projeto “Bienal Itinerante”, que levará para a criançada e adolescentes de bairros onde não existem bibliotecas públicas, o melhor da literatura. 

Na ação, o ônibus da Biblioteca Volante visitará oito bairros da periferia de Fortaleza disponibilizando um acervo bibliográfico de aproximadamente 3 mil livros de obras de referência, ficção, não-ficção, literatura infantil, entre outros, chamado de Biblioteca Volante. A equipe da Bienal Itinerante ficará disponível nas comunidades sempre das 9h30min às 16 horas, e será composta por uma bibliotecária e um especialista em Braille.

O ônibus com a Biblioteca ficará localizado sempre em frente a espaços públicos dos bairros (escolas, associação de moradores, paróquia), onde os participantes poderão desfrutar dos livros disponíveis. Dentro desses espaços haverá uma mini-palestra sobre o Braille e atividades como a contação de histórias, nos bairros Bom Jardim, Curió e Pedras; oficina de arte com balão, nos bairros Genibaú e Dunas; oficina de origami, nos bairros Jangurussú, Vicente Pizon e Mondubim.

Martinho da Vila quer ser acadêmico

“Até este momento já há quatro candidatos oficiais à cadeira que José Mindlin deixou na Academia Brasileira de Letras: o embaixador Geraldo Holanda Cavalcanti, o ministro Eros Grau, o músico Martinho da Vila e o presidente da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré.

Ziraldo, que era apontado como provável candidato, até agora não enviou sua carta de apresentação e já há quem acredite que ele deve desistir. Com a profusão de nomes formalmente apresentados, caso os acadêmicos só recebam sua carta na segunda-feira podem considerar que ele chegou tarde na disputa.”

(Coluna Radar – Veja)

O intelectual Lúcio Alcântara lamenta a perda do amigo José Mindlin

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José Mindlin.

Em seu Blog, o ex-governador e intelectual Lúcio Alcântara escreveu texto expondo sua tristeza com a partida, nesta semana, do grande José Mindlin, um apaixonado por livros. Confira:

Perdi um grande amigo. E os livros também. Hoje eles choram letras de saudade.

Os livros esquecidos, os livros mortos, aos quais devolveu a vida para alojá-los nas prateleiras de confortáveis bibliotecas.

Os recém natos, que acolheu em preciosas coleções, preservando-os para o futuro.

José Mindlin foi um leitor precoce, um jornalista em trânsito, um advogado competente, um industrial avançado, um político sem mandato, que formou no pelotão de frente de um pequeno grupo de grandes empresários que lutaram pela redemocratização do país.

Um administrador da cultura e da tecnologia que se demitiu quando a orientação do Governo colidiu com os princípios da liberdade de expressão que sempre defendeu.

Com atuação marcante em campos tão diversos, será sempre lembrado por seus muitos feitos. Mas, irá prevalecer a imagem afável e bem humorada do bibliófilo ímpar, convertido à  loucura mansa (gentle madness) de que costumava falar.

Foi ainda autor tardio, que revelou numa prosa agradável episódios deliciosos de sua prolongada e íntima convivência com os livros.

Suspeito que tenha partido levando na algibeira sua última aquisição, a ser ressuscitada pelas mãos habilidosas de Guita, sua companheira no longo e frutuoso percurso aqui na terra.

Luto oficial em São Paulo pela morte de José Mindlin

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“O governador José Serra lamentou a morte do empresário, bibliófilo e membro da Academia Brasileira de Letras, José Mindlin, e decretou luto oficial de três dias no Estado de São Paulo em sua memória.

Em nota oficial, o governador afirmou que “Mindlin era um homem querido por todos, em função do seu caráter, presença de espírito, disponibilidade para adotar as boas causas sociais e culturais e, também, de sua coragem serena. Quando Secretário Estadual da Cultura, nos anos setenta, ele convidou o jornalista Vladimir Herzog para a diretoria de jornalismo da TV Cultura, cujo trabalho sempre avalizou”.

Serra diz ainda que “sabe-se que os torturadores dos jornalistas presos procuravam, também, incriminar a Mindlin. E ele soube se comportar com altivez e dignidade diante das ações da ditadura que levaram à morte de Herzog”.

(Agência Estado)

Escritora alemã ganha Nobel de Literatura

“A escritora alemã Herta Mueller, 56, é a vencedora do prêmio Nobel de Literatura em 2009. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (8), na sede da Academia Sueca, em Estocolmo. Mueller é a 12ª mulher a vencer o Nobel de Literatura, que premia autores desde 1901.

Jens Meyer/AP
A escritora Herta Mueller, que venceu o prêmio Nobel de Literatura deste ano
A escritora Herta Mueller, que venceu o prêmio Nobel de Literatura

Durante o anúncio, Mueller foi definida como “alguém que, com a concentração da poesia e a franqueza da prosa, retrata a paisagem dos desfavorecidos”.

Mueller nasceu na Romênia e estreou na literatura em 1982, com uma reunião de contos intitulada “Niederungem”, que foi imediatamente censurada pelo governo comunista na época.

Em 1984, uma versão de seu livro de estreia foi publicada na Alemanha, e o trabalho, que descreve a vida em um pequeno vilarejo de língua alemã na Romênia, foi devorado pelos leitores.

Em seguida, a autora lançou “Oppresive Tango” na Romênia. Por conta das críticas ao governo do país, Mueller e seu marido emigraram para a Alemanha em 1987. Pelo título de Nobel de Literatura, a escritora receberá a quantia de US$ 1,4 milhão.”

(Portal Uol)

Lira Neto lança livro sobre Padre Cícero

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“A Companhia das Letras lança, no final de novembro, sua principal aposta para as vendas de final do ano. “Padre Cícero – Poder, Fé e Guerra no Sertão” chega às livrarias com mais de 500 páginas e a promessa de provocar muita polêmica no meio religioso.

Escrito pelo jornalista e escritor Lira Neto, o livro é fruto de um trabalho de pesquisa de dois anos nos arquivos da Igreja Católica. O autor também levantou material em Juazeiro do Norte (sul do Ceará), onde há uma estátua em homenagem ao líder religioso e político (1844-1934). Atualmente, no Vaticano, há um processo de reabilitação do padre Cícero, excomungado no passado devido a seus relatos de milagres.

A capa da biografia foi assinada pelo designer Hélio de Almeida. O livro marca a estreia de Lira Neto na Companhia das Letras, depois da passagem pela editora Globo, que publicou “Maysa: só numa multidão de amores” (2007), um dos livros mais vendidos no ano devido ao sucesso da minissérie sobre a cantora (1936-1977) exibida pela TV Globo no começo deste ano.

Na época da minissérie, o autor chegou a escrever um texto na Folha criticando as distorções do roteiro, assinado por Manoel Castro, com direção de Jayme Monjardim, filho da “rainha da fossa”.

Antes de se debruçar sobre os diários de Maysa, o autor escreveu para a editora Globo “O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar”, vencedor do prêmio Jabuti de biografia em 2007, sobre o lado político do romancista José de Alencar (1829-1877). Ele também lançou pela editora Contexto “Castello – A Marcha para a Ditadura “, biografia do ex-presidente Castello Branco.

Lira Neto estreou como biógrafo em 1999 com o lançamento de “O Poder e a Peste – A Vida de Rodolfo Teófilo ” sobre a vida do farmacêutico baiano Rodolfo Teófilo (1853-1932), autor do romance “A Fome” (1890).”

(Folha Online)

VAMOS NÓS – Com certeza, será mais um sucesso de público e crítica. O Lira é um perfeccionista por natureza. Estamos na torcida desse que cabra que consegue nos ouvir cantando, ao lado do professor Kelson Bravos. Vez em quando.

Ricardo Alcântara e uma ilha de poesias

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O publicitário e poeta Ricardo Alcântara lançará neste sábado, a partir das 10 horas, no Clube Náutico, em Fortaleza, o seu quarto livro de poemas. Intitulado “Ilha – Poemas e Postais”, constitui-se num jogo de imagem e poesia que tem como tema as belezas singulares da Ilha de Fernando de Noronha (PE).

Em livro nada convencional, pois composto por 20 cartões postais destacáveis, Ricardo desnuda um pouco dos mistérios de uma ilha em versos que sensibilizam pela simplicidade e emoção.

VAMOS NÓS – Ah, que vontade de rever Noronha!

Um cordel cearense sobre Lula, PT e Sarney

O poeta Crispiniano Neto, do Rio Grande do Norte, lança, nesta noite, no Ideal Clube, a coletânea Lula na literatura de cordel. Em homenagem ao lulo-petismo do poeta potiguar e a todos os petistas-sarneyistas do Brasil, eis um cordel do poeta cearense Barros Alves:

O BRASIL TÁ É LASCADO!

Nos meus dias já vividos

Eu vi muito coronel,

Da política e do quartel,

Coronéis empedernidos,

Vi coronéis destemidos

No singular e plural,

E com jeito de general!!!

Porém a coisa mais chula

É saber que o nosso Lula

É um coronel sindical.

 

– Meu principal fundamento, –

O Lula sempre dizia, –

É acabar com oligarquia

Em governo e Parlamento.

Eita bicho véi nojento

Como toda a sua grei!

Hoje se esquece da lei

Pra rei só falta coroa,

E vive mentindo à toa

E acobertando o Sarney.

 

Antigamente o Sarney

Era bandido e ladrão

Que veio do Maranhão

Onde era quase um rei.

Se o Sarney mudou não sei,

Mas o Lula está mudado

Agora vive encangado

Com chefe de falcatrua

E grita no meio da rua:

– Sarney é injustiçado!!!

 

Feito abestado eu votei

Pra botar o LULA-LÁ,

Peço perdão a Alá

Pois votei foi no Sarney,

Com o Lula me enganei

E não sei pra quem apelo,

Fiquei roxo e amarelo

Ao ver televisionado,

Juntinho e bem abraçado,

O Lula e Collor de Melo.

 

Me lembrei do Diassis

Ex-CUT do Ceará,

Quase morreu de apanhar,

Peia com direito a bis.

Mas apanhou porque quis,

Por agredir presidente,

O Collor, moço decente,

Que hoje está assim com o Lula,

Os dois juntos, dupla fula,

Botando no c… da gente.

 

Diassis sempre foi ente

Da gema lulo-petista,

Agora é capitalista

Igual a Collor de Melo,

E já bateu o martelo,

Não quer mais saber de greve,

Com ele ninguém se atreve

Fazer esculhambação

E se falar do Maranhão

A peia não vai ser leve.

 

Acabou-se a ilusão

Com o PT e com Lula,

Só se for mesmo uma mula

Sem juízo e sem razão,

Ou mensaleiro ou ladrão

Pra acreditar nesta gente

Que além de perdulário

Já meteu a mão no Erário,

E rouba, falseia e mente.

 

Do jeito que a coisa está

O Lula faz o que quer,

Faz homem virar mulher

E tatu virar gambá,

Mas pro povo é Lula-lá,

O povão lhe dá guarida

E lhe entrega a própria vida

Esquecendo o seu passado

Dando razão ao ditado

Que o povo é massa falida.

 

O Brasil tá é lascado

E a culpa é do PT,

Só quem é cego não vê

Todo este tarrabufado

De mensaleiro e viado,

Caloteiro sem estudo,

Mas o povo fica mudo

Ante tanto picareta

Fazendo tanta mutreta

Tomando conta de tudo.

Michael Jackson pode estar enterrado no Bom Jardim

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Eis a capa de um cordel que circula em Fortaleza, tentando desvender mistério em torno do enterro de Michael Jackson. O autor, Jair Moraes (jairmoraesdog@yahoo.com.br), em versos bem animados, diz que o popstar  poderia estar enterrado no Cemitério do… Bom Jardim. Um trechinho:

“Ouvi dizer num jornal/Que o corpo será queimado/Ou será no Bom Jadim/Que ele será enterrrado/A família sem dinheiro/Anda passando o pandeiro/Pra fazer o traslado”.

“O defunto era famoso/O Bom Jardim também é um cemitério moderno/Sepulta homem e mulher/Não precisa de caixão/Sepulta mesmo no chão/Palavra do caboré”.

Livraria Cultura abre 80 vagas de emprego em Fortaleza

Da direção naconal da Livraria Cultura, com sede em São Paulo, recebemos:

“Caro Eliomar de Lima,

A Livraria Cultura deverá inaugurar sua nona loja em Fortaleza, ainda neste semestre (sem data ainda definida), no Shopping Varanda. Gostaríamos e divulgar que abriremos diversas vagas de emprego nas áreas comercial, administrativa e operacional. Os interessados devem cadastrar o currículo no site da empresa – www.livrariacultura.com.br -, onde é possível também obter detalhes sobre cada uma das vagas.

Quem preferir pode enviar o CV pelo correio para a matriz da empresa, aos cuidados do departamento de Recursos Humanos: Av. Paulista, 2073  – Ed. Horsa II – 9º andar  01311-940 – São Paulo-SP.

VAGAS 

Ao todo, a Livraria Cultura oferece mais de 80 vagas, como vendedor, analista de recursos humanos, telefonista e auxiliar de limpeza. Entre as vagas abertas, algumas são para portadores de necessidades especiais. 

Gratos, 

Assessoria de Imprensa da Livraria Cultura.

Lúcio Alcântara lança revista cultural

O primeiro número da revista Scriptorium será lançado nesta quarta-feira durante as comemorações do Jubileu de Prata da Associação Brasileira de Bibliófilos – a mais antiga em atividade no Brasil. A solenidade ocorrerá a partir das 19 horas, no auditório da FA7. A revista tem como editor o ex-governador Lúcio Alcântara e, segundo ele explica, está “comprometida com a nova bibliofilia e a propagação do conceito que a atualiza e rejuvenesce”.  

Entre os artigos do número um da revista Scriptorium, cuja editora-adjunta é Regina Fiúza, estão Convivendo com Sábios, de Ednilo Soárez; A Palavra Livro, de Horácio Dídimo; Como Aprendi a Gostar de Livros, de João Soares Neto; Notícia de Dom Gaspar de Leão: Um Clássico Português Desconhecido, de José Alves Fernandes; A Impressão Régia no Brasil e no Ceará, de José Augusto Bezerra; Livro ou Massificação, de José Costa Matos; Leituras e Garimpagens, de José Mindlin; São Jerônimo e o Livro, de Lúcio Alcântara; Acerca da Linguagem, de Noemi Elisa Aderaldo; Livros. Para quê?, de Paulo Elpídio de Menezes Neto; Da Renascença ao Jubileu, de Regina Cláudia Pamplona Fiúza.

SERVIÇO

* Faculdade 7 de Setembro – Rua Maximiniano da Fonseca, 1395.