Blog do Eliomar

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Livro que detalha investigação policial pode ser adquirido na Adepol/CE

Codificação da Expressão Facial da Emoção e a codificação das sete Emoções Básicas Universais (Felicidade, Desprezo, Nojo, Raiva, Medo e Surpresa) foram temas da palestra “Interrogatório Policial e Abordagem Cientifica”, na sede da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará (Adepol/CE), com o professor e pesquisador Anderson Tamborim.

A palestra é resultado da pesquisa de Tamborim e do delegado cearense Carlos Alexandre. O estudo, que detalha técnicas utilizadas por policiais de outros países e que apontam com precisão a autoria de delitos, serviu como base para a elaboração do livro “Técnicas de Interrogatório, aplicações no contexto policial”.

O livro se encontra à venda na sede da Adepol/CE e pode ainda ser adquirido no site da Amazon. Os convidados foram recepcionados pelo presidente da Adepol/CE, delegado Milton Castelo Filho e pelo segundo vice-presidente, delegado Pedro Viana.

(Foto – Divulgação)

Livro aborda técnicas de interrogatórios policiais e conduta comportamental

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O delegado Carlos Alexandre, da Polícia Civil do Ceará, e o perito criminal Anderson Tamborim, da Polícia Civil de São Paulo, lançam na tarde da sexta-feira (12), na Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará (Adepol/CE), às 17h, o livro “Técnicas de Interrogatório”, que traz aplicações no contexto policial. Além do lançamento da obra, haverá um Workshop sobre o tema abordado na pesquisa.

Os autores acreditam que a base investigatória pode ser desenvolvida a partir de um interrogatório, para tanto, os pesquisadores se utilizam de técnicas essenciais que apontam com precisão a autoria de delitos praticados na sociedade.

O livro expõem detalhes de uma visão mais ampla das ações policiais e aspectos técnicos da investigação da conduta comportamental. A obra também traz informações valiosas para aqueles que desejam conhecer os bastidores das técnicas de interrogatórios mais modernas utilizadas por forças policiais no Brasil e no Mundo.

J. Lindemberg retratava assuntos regionais do Cariri, diz Audic Mota em homenagem a jornalista

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Para o deputado estadual Audic Mota (PMDB), o jornalista e escritor João Lindemberg de Aquino retratava assuntos regionais do Cariri, preservando assim a memória e cultura do local. A observação do parlamentar é uma homenagem ao falecimento do jornalista, aos 84 anos, esta semana, que sofria princípio de Alzheimer.

“De luto está a imprensa do Cariri e do Ceará. Renomado intelectual, J. Lindemberg nos deixa expressivo legado como homem de comunicação e pesquisador da memória e dos assuntos regionais”, afirmou Audic Mota, em nota de pesar.

O livro “Roteiro Biográfico das Ruas do Crato”, de autoria do jornalista, se tornou importante fonte de pesquisas e estudos da região.

Morre o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony

Morreu na noite dessa sexta-feira (5) o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano.

Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S. Paulo e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

(Agência Brasil)

Pixote – Morre o escritor e roteirista José Louzeiro

O escritor, roteirista e jornalista maranhense  José Louzeiro, de 85 anos, morreu hoje (29) em sua residência no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda é desconhecida, mas, segundo parentes do escritor, ele enfrentava há anos problemas de saúde, em função do diabetes.

Nascido em São Luís, em 1932, José de Jesus Louzeiro ingressou no jornalismo aos 16 anos de idade, como estagiário no jornal O Imparcial, na capital maranhense. Com 21 anos, veio para o Rio de Janeiro, onde se radicou e trabalhou por mais de 20 anos como repórter policial, em importantes jornais e revistas como Diário Carioca, Correio da Manhã, Última Hora e Manchete.

A estreia na literatura foi em 1958, com o conto Depois da Luta, mas o reconhecimento veio mesmo em 1976, quando Louzeiro lançou Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, o primeiro título no gênero literário que o consagrou, o romance-reportagem, narrativas biográficas baseadas em casos famosos da crônica policial.

Foram quase 40 livros no gênero, entre os quais destacam-se Infância dos Mortos, que mais tarde serviu de argumento para o filme Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, que teve Louzeiro como roteirista; Aracelli, Meu Amor, e Em Carne Viva, que reviveu o drama da estilista Zuzu Angel e de seu filho Stuart Angel, morto pela ditadura militar, na década de 70.

No cinema, além de Pixote, Louzeiro assinou o roteiro de outros nove filmes, entre os quais O Homem da Capa Preta, Sergio Rezende, Os Amores da Pantera, de Jece Valadão, e Amor Bandido, de Jeff Nichols. Foi também autor de telenovelasm como Qorpo Santo, Guerra sem Fim e O Marajá. Esta última, uma comédia inspirada no governo de Fernando Collor, foi censurada antes de ir ao ar.

(Foto: Arquivo)

Rede Master de Ensino lançará o aplicativo “Arvore de Livros”

Já imaginou poder acessar diversos livros pelo computador, celular ou tablet? Para os alunos da Rede Master de Ensino isso será possível.

A partir do início do ano letivo de 2018, o aplicativo “Árvore de Livros” estará disponível para os alunos do Ensino Fundamental I ao Ensino Médio, aliado ao Projeto Giroletras, que incentiva a leitura.

O aplicativo Árvore de Livros funcionará, segundo a assessoria de imprensa do Master, como uma biblioteca virtual, onde os alunos poderão escolher os livros de sua preferência, ou indicado pelos professores. Ao longo do mês, eles marcam pontos de acordo com o tempo que passam lendo os livros, podendo concorrer a premiações e certificados, como forma de estimular ainda mais a leitura.

Drummond mostra como deveria ser o verdadeiro espírito natalino

Na crônica “Este Natal”, o poeta, contista a cronista Carlos Drummond de Andrade retrata o espírito natalino do brasileiro. Confira:

— Este Natal anda muito perigoso — concluiu João Brandão, ao ver dois PM travarem pelos braços o robusto Papai Noel, que tentava fugir, e o conduzirem a trancos e barrancos para o Distrito. Se até Papai Noel é considerado fora-da-lei, que não acontecerá com a gente?

Logo lhe explicaram que aquele era um falso velhinho, conspurcador das vestes amáveis. Em vez de dar presentes, tomava­os das lojas onde a multidão se comprime, e os vendedores, afobados com a clientela, não podem prestar atenção a tais manobras. Fora apanhado em flagrante, ao furtar um rádio transistor, e teria de despir a fantasia.

— De qualquer maneira, este Natal é fogo — voltou a ponderar Brandão, pois se os ladrões se disfarçam em Papai Noel, que garantia tem a gente diante de um bispo, de um almirante, de um astronauta? Pode ser de verdade, pode ser de mentira; acabou-se a confiança no próximo.

De resto, é isso mesmo que o jornal recomenda: “Nesta época do Natal, o melhor é desconfiar sempre”.Talvez do próprio Menino Jesus, que, na sua inocência cerâmica, se for de tamanho natural, poderá esconder não sei que mecanismo pérfido, pronto a subtrair tua carteira ou teu anel, na hora em que te curvares sobre o presépio para beijar o divino infante.

O gerente de uma loja de brinquedos queixou-se a João que o movimento está fraco, menos por falta de dinheiro que por medo de punguistas e vigaristas. Alertados pela imprensa, os cautelosos preferem não se arriscar a duas eventualidades: serem furtados ou serem suspeitados como afanadores, pois o vende­dor precisa desconfiar do comprador: se ele, por exemplo, já traz um pacote, toda cautela é pouca. Vai ver, o pacote tem fundo falso, e destina-se a recolher objetos ao alcance da mão rápida.

O punguista é a delicadeza em pessoa, adverte-nos a polícia. Assim, temos de desconfiar de todo desconhecido que se mostre cortês; se ele levar a requintes sua gentileza, o melhor é chamar o Cosme e depois verificar, na delegacia, se se trata de embaixador aposentado, da era de Ataulfo de Paiva e D. Laurinda Santos Lobo, ou de reles lalau.

Triste é desconfiar da saborosa moça que deseja experimentar um vestido, experimenta, e sai com ele sem pagar, deixando o antigo, ou nem esse. Acontece — informa um detetive, que nos inocula a suspeita prévia em desfavor de todas as moças agradáveis do Rio de Janeiro. O Natal de pé atrás, que nos ensina o desamor.

E mais. Não aceite o oferecimento do sujeito sentado no ônibus, que pretende guardar sobre os joelhos o seu embrulho.

Quem use botas, seja ou não Papai Noel, olho nele: é esconderijo de objetos surrupiados. Sua carteira, meu caro senhor, deve ser presa a um alfinete de fralda, no bolso mais íntimo do paletó; e se, ainda assim, sentir-se ameaçado pelo vizinho de olhar suspeito, cerre o bolso com fita durex e passe uma tela de arame fino e eletrificado em redor do peito. Enterrar o dinheiro no fundo do quintal não adianta, primeiro porque não há quintal, e, se houvesse, dos terraços dos edifícios em redor, munidos de binóculos, ladrões implacáveis sorririam da pobre astúcia.

Eis os conselhos que nos dão pelo Natal, para que o atravessemos a salvo. Francamente, o melhor seria suprimir o Natal e, com ele, os especialistas em furto natalino. Ou — idéia de João Brandão, o sempre inventivo — comemorá-lo em épocas incertas, sem aviso prévio, no maior silêncio, em grupos pequenos de parentes, amigos e amores, unidos na paz e na confiança de Deus.

Morre o professor e escritor Carlos d’Alge

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Carlos d’Alge (camisa listrada).

Vítima de complicações do Alzheimer, morreu, nessa noite de quarta-feira, em Fortaleza, o escritor e professor universitário aposentado Carlos Neves d’Alge (87). O velório acontecerá a partir das 8h30min, na Funerária Ternura, onde, às 15 horas, será celebrada a missa de corpo presente.

O enterro, segundo familiares, ocorrerá às 16h30min, no Cemitério Parque da Paz.

Carlos d’Alge, de origem portuguesa, vivia no Brasil desde os seis anos de idade. Era também membro da Academia Cearense de Letras. Autor de 12 livros editados. Seus contos apareceram em jornais, revistas e antologias, como O Talento Cearense em Contos, com a narrativa Breve Ensaio Sobre a Solidão, e no volume A Mulher de Passagem, de 1993.

Ficou conhecido não apenas no campo da literatura. Carlso d’Alge foi ainda apresentador e mediador do programa Debates do POVO, na antiga Rádio AM do POVO, hoje Rádio O POVO/CBN. Comandava a atração de maior audiência no rádio fortalezense nos anos de 1980, que contava com os comentários dos jornalistas Adísia Sá, Francisco Auto Filho e Themístocles de Castro e Silva (este já falecido).

(Foto – Academia Cearense de Letras)

Escritora Ana Miranda ganha a Ordem do Mérito Cultural

A escritora cearense Ana Miranda recebeu a Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias concedidas a artistas e grupos que impactaram a cultura brasileira. A cerimônia aconteceu nessa noite de terça-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília. A honraria foi entregue aos homenageados pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Neste ano, a premiação privilegiou, segundo o ministro, nomes e iniciativas ligadas à economia criativa e ao empreendedorismo na área cultural.

Além da cearense Ana Miranda, a Ordem do Mérito Cultural foi entregue a outras 31 personalidades e instituições. O humorista e ator Renato Aragão, a cantora e compositora paraense Dona Onete e o CEO do Grupo Omelete, Pierre Mantovani, foram alguns dos agraciados pela homenagem, que prestigia figuras da cultura brasileira desde 1995. As honrarias são divididas em três categorias, em ordem de importância: Grã Cruz, Comendador e Cavaleiro.

Em entrevista ao O POVO, Ana Miranda contou que se sentiu “surpresa” ao saber que receberia a Ordem do Mérito Cultural. Ela recebeu a notícia há aproximadamente dez dias e viajou para Brasília para acompanhar a cerimônia. “É uma grande honra receber”, pontua a escritora.

Não é a primeira vez que uma integrante da família Miranda é homenageada pela Ordem do Mérito Cultural. Marluí Miranda — compositora, cantora, pesquisadora da cultura indígena brasileira e irmã de Ana Miranda — recebeu a mesma honraria durante a gestão presidencial de Fernando Henrique Cardoso. “Agora somos duas irmãs comendadoras”, brinca Ana.

A seleção dos homenageados em 2017 se deu em diversas fases. A primeira delas foi a indicação popular. Por meio do site do Ministério da Cultura (MinC) e das redes sociais, a sociedade civil pôde indicar nomes que mereceriam receber a honraria. Centenas de personalidades foram indicadas e os nomes foram levados, então, para Comissão Técnica da Ordem do Mérito Cultural. A comissão é formada por titulares de diversas secretarias do MinC e decidiu se as personalidades estavam aptas ou não. Depois disso, os nomes que poderiam ser escolhidos foram encaminhados para o Conselho da Ordem do Mérito Cultural, que é formado pelos pelos ministros da Cultura, das Relações Exteriores, da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O conselho fez a seleção final, com os 32 nomes.

Ana Miranda nasceu em Fortaleza, mas cresceu no Rio de Janeiro e em Brasília. Tem mais de 30 livros publicados – incluindo obras como Desmundo, O Peso da Luz e Boca do Inferno. Ela foi também editora da Funarte entre 1977 e 1983.

(O POVO – Repórter Isabel Costa)